Doria cobra Lira por andamento a impeachment contra Bolsonaro

Doria cobra Lira por andamento a impeachment contra Bolsonaro

“Lamento que não tenha compromisso com a democracia”, disse governador de SP sobre o presidente da Câmara dos Deputados

Um dia após defender o impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cobrou Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, para dar andamento ao processo de destituição do presidente do país de seu cargo.

“Lamento que ele não tenha compromisso com a democracia porque se tivesse estaria colocando em pauta o impeachment do presidente Bolsonaro”, afirmou Doria em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (8), reagindo ao pronunciamento de Lira sobre os atos de 7 de setembro em capitais brasileiras. 

“Os poderes têm delimitações. O tal quadrado deve circunscrever o seu raio de atuação. Isso define respeito e harmonia. Não pode admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas como a do voto impresso. Uma vez definida, vira-se a página”, havia afirmado Lira mais cedo, também na tarde desta quarta.

A respeito de uma frente ampla envolvendo o Partido dos Trabalhadores contra o presidente, que seria de interesse também da presidente nacional do PT, Gleise Hoffmann, Doria despistou e disse que essa será uma decisão de Bruno Araújo, mandatário do PSDB no Brasil.

“Cabe ao presidente nacional do nosso partido, Bruno Araújo. Ela (Gleise) é presidente do PT, ela deve manter entendimento com Araújo”, respondeu.

O governador paulista também falou mais uma vez sobre as manifestações em capitais brasileiras a favor de Bolsonaro durante a terça-feira (7), e voltou a se posicionar de maneira contrária e crítica ao presidente:

“[Minha posição é] contra os arroubos autoritários do presidente Bolsonaro, ameaçando a Suprema Corte, ameaçando nominalmente um dos ministros do STF, Alexandre de Moraes, ameaçando a democracia e o Brasil. É o tipo de arroubo autoritário que não queremos ver no país e não queremos voltar ao tempo da ditadura de triste memória no nosso país. “

Sobre o ato marcado para o dia 12 contra Bolsonaro, Doria não confirmou sua presença. “Não se trata de grupos simpáticos a mim ou não, mas grupos que defendem a democracia. Sobre a minha presença no dia 12 ainda está em avaliação”, disse.

Fonte; R7

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