‘Moro e Dallagnol atuavam sob a toga com vestes partidárias’, diz Gilmar Mendes à Sputnik

O senador do DEM-AP está acuado com as denúncias da revista Veja sobre um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete

Gilmar Mendes tem talento para agregar pessoas e até reunir desafetos em um mesmo ambiente. Foi assim com Davi Alcolumbre e André Mendonça no primeiro dia do IX Fórum Jurídico de Lisboa, coordenado pelo ministro do STF. Mendes é o segundo sabatinado na série de entrevistas exclusivas da Sputnik Brasil.

Enquanto Mendonça aguarda há mais de quatro meses Alcolumbre pautar, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a sabatina para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), os dois até se cruzaram no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa durante a abertura do fórum, nesta segunda-feira (15). Mas não se falaram.

Aliás, Alcolumbre também fugiu da imprensa, como fizera Roberto Campos Neto na última sexta-feira (12), após a ministra Rosa Weber pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a possível abertura de inquérito para apurar crime de insider trading, supostamente praticado pelo presidente do Banco Central e pelo banqueiro André Esteves.

Mas o silêncio de Alcolumbre após Sputnik Brasil abordá-lo diz mais sobre ele do que sobre Mendonça. O senador do DEM-AP está acuado com as denúncias da revista Veja sobre um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete, com um valor aproximado de R$ 2 milhões em cinco anos.

Alcolumbre sobre prazo dado por Pacheco: ‘Vamos aguardar’

Questionado se atenderia ao “esforço concentrado” anunciado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que a Casa analise e vote indicações de autoridades para cargos públicos entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, Alcolumbre saiu pela tangente.

“Vamos aguardar. Vim ver a palestra”, limitou-se a responder o presidente da CCJ.

Indagado pelo correspondente da Sputnik Brasil se estava preocupado com o pedido do partido Podemos para que fosse afastado da presidência da comissão, ele silenciou e foi embora acompanhado de sua esposa e de seu advogado.

Por outro lado, Mendonça, que já dissera a jornalistas, pela manhã, que não falaria com a imprensa, foi solícito com a Sputnik Brasil na parte da tarde. Já tratado por interlocutores como (futuro) ministro do STF, declinou o convite de um editor “terrivelmente evangélico” para escrever um livro, sob o argumento de que está focado na sabatina, e ouviu de uma professora de Direito que, “mais do que torcendo, está tentando ajudá-lo”.

Entretanto, foi do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que chegou a ter 18 clientes na Lava Jato, que Mendonça recebeu o comentário mais entusiasmado de que já estava demorando demais para ele assumir a vaga do STF, após a indicação do presidente Jair Bolsonaro. Questionado pela Sputnik Brasil se estava ansioso e se esperava ser sabatinado entre 30 de novembro e 2 de dezembro, como prometera Pacheco, o ex-ministro da Justiça foi sereno na resposta.

“Essa é a expectativa. Mas estou em paz”, resumiu Mendonça.

Mais franco e aberto a perguntas do que seus convidados, o anfitrião Gilmar Mendes também comentou a indicação de seu provável futuro colega de STF. Na entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, ele ainda criticou o ex-juiz Sergio Moro e Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, que se aventuraram na política e devem ser candidatos nas próximas eleições.

Leia a íntegra da entrevista a seguir:

Sputnik: Como é a sensação de voltar a realizar o Fórum Jurídico de Lisboa depois de um longo ano pandêmico?Gilmar Mendes: Na verdade, foram quase dois anos. É uma sensação muito boa. Primeiro, porque a gente considera como superada, pelo menos parcialmente, essa limitação imposta pela pandemia. É claro que nós precisamos continuar atentos. Mas voltamos a poder nos reencontrar de maneira muito proveitosa e prazerosa. Está sendo o maior evento que nós já conseguimos fazer. Não só a presença de autoridades, mas também de um grande público, uma demanda enorme dos brasileiros para participarem dos painéis paralelos. Será o maior número de painéis paralelos que já fizemos. Praticamente todos os dias vamos ter, ao lado dos debates do seminário principal, esses painéis em que vão estar sendo discutidas questões sanitárias, de energia, regulatórias, o problema da saúde. Em suma, muitos dos temas que estão sendo discutidos no painel central também vão ser discutidos nesses painéis especializados, o que faz com que tenhamos até que talvez pensar para o ano [que vem], mantidas as condições de normalidade sanitária, um modelo maior de evento. Estou extremamente satisfeito com esse reencontro com os nossos colegas portugueses e que vieram de outros países. Na verdade, ele é falsamente um encontro luso-brasileiro, é um encontro internacional mesmo, não só [com] autoridades brasileiras e portuguesas, mas espanholas, italianas e de outros países.

S: Numa dessas mesas paralelas, hoje (segunda-feira), tivemos a do André Mendonça. Como está a receptividade a ele no STF, nessa expectativa da sabatina para ele entrar na vaga remanescente?GM: Essa é uma questão que se desenvolve no campo político, não tem intervenção do STF. É um tema que está sendo tratado pelo Senado, e nós temos que esperar esse encaminhamento. Por acaso, até como você pode constatar, estão presentes em Lisboa tanto o André Mendonça, que foi nosso convidado e vai ter um papel nesse seminário, como também o senador Davi Alcolumbre, que é o presidente da CCJ.

S: O senhor, particularmente, gostaria que Mendonça fizesse parte da Corte?GM: Ele tem as qualidades para integrar a Corte. Agora, esse é um processo complexo, que envolve, como nós estamos vendo, não só a vontade do presidente da República, mas também a do Congresso Nacional pela sua Casa mais alta, o Senado Federal. Então, esperemos que isso tenha um desfecho.

S: Para além do fórum jurídico, o senhor estava com saudade de Lisboa? Em algum momento passa pela sua cabeça, depois que se aposentar, morar aqui?

GM: Essa é uma cogitação que sempre fica. Tenho já uma morada aqui, venho sempre que posso e tenho amigos. Estou bastante integrado na comunidade, e estamos inclusive desenvolvendo outros projetos. Criamos uma associação, o Fórum de Integração Brasil-Europa (FIBE), que vai fazer eventos culturais e desenvolver estudos e pesquisas em áreas que transcendam o Direito. Já fizemos seminários recentes, lançando essa ideia. Ainda ontem [domingo], lançamos um livro, na livraria Travessa, de outros autores, inclusive trabalhos de pesquisa que já tinham sido realizados pelo IDP e por outras instituições acadêmicas. Estamos de fato muito integrados, queremos que isso se desenvolva e que a comunidade brasileira hoje, muito grande em Portugal e em Lisboa especialmente, participe desses eventos.

S: Falando da comunidade brasileira residente em Lisboa, o senhor já foi hostilizado por brasileiros aqui mais uma vez, talvez até mais do que no Brasil. A que o senhor atribui isso?

GM: Esse protesto normal acho que decorre dessa contaminação da política nacional, esse conflito que se arma. Os políticos hoje mais responsáveis querem evitar essa polarização que acaba levando a esse quadro. Na verdade, a gente tem esse tipo de episódio, que acaba sendo divulgado, mas, em geral, sou extremamente bem recebido em todos os locais por brasileiros. Ainda ontem, passei por uma situação quase inédita. Depois de encerrar a minha viagem no Uber, o motorista pediu para tirar uma foto comigo. Esses episódios normalmente não ficam registrados. Mas sou uma pessoa extremamente bem tratada aqui, inclusive pela comunidade brasileira. Mas é claro que surgem essas situações de pessoas que se sentem envolvidas com um lado ou outro da controvérsia política, e ficam achando que nós somos atores desse processo. Portanto, acabam manifestando sua satisfação, o que também é compreensivo.

S: O que o Brasil tem a aprender com Portugal com essa crise política após a não aprovação do orçamento, que vai levar o presidente Marcelo Rebelo de Sousa a dissolver o Parlamento e antecipar a convocação das eleições?

GM: Esse é um tema ao qual nós temos dado sempre atenção. Em todos os seminários de uns tempos para cá, temos colocado essa temática na roda no debate e nós vamos ter dois painéis sobre o semipresidencialismo, com presença de autores estrangeiros e também de brasileiros. Até o [ex-] presidente Michel Temer participará desse painel sobre o semipresidencialismo no Brasil. Acho que aqui nós temos algo a aprender, mas sobretudo me parece que Portugal nos dá um exemplo de uma certa harmonia e civilidade. A despeito de terem surgido talvez partidos mais tendentes a um certo extremismo, ainda assim são relativamente pacíficos. Aparentemente não são agressivos. A política brasileira, como se sabe, se tornou nos últimos anos extremamente agressiva. Eu acho que esse é um aprendizado que a gente deve ter em relação a Portugal: nós podemos divergir sem desrespeitar o adversário. O adversário não é necessariamente um inimigo. Pode ser até, no futuro, um aliado. O Parlamentarismo também ensina isso, porque exige composição. O que é a Geringonça, senão uma composição que se considerava inicialmente não plausível?

S: Mas o senhor acha que a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas são menos traumáticas do que um processo de impeachment?

GM: Com certeza, sem dúvida nenhuma é uma solução política para um problema político que se colocou. O processo de impeachment de um presidente que foi eleito para 4 anos de mandato gera uma série de rescaldos, de machucaduras e de lesões de difícil cura.

S: Há fundamentos jurídicos para o impeachment de Bolsonaro?

GM: Não vou emitir juízo sobre isso. Quem pode emitir juízo sobre isso são Câmara e Senado. Ali é o foro adequado. Isso é um tema que inclusive saiu do Judiciário. Desde sempre, nas nossas constituições republicanas, isso ficou afeito aos quadros políticos.

Os presidentes da República, Jair Bolsonaro, e da CCJ, Davi Alcolumbre© Foto / Isac Nóbrega / PRS:

E para os crimes indiciados pela CPI da COVID-19?

GM: Também aqui vamos aguardar a participação da PGR. Ela que terá que emitir juízo sobre isso. Recebeu os documentos por parte da CPI da COVID e vai fazer os devidos encaminhamentos.

S: Quando o senhor vai levar a julgamento, pela Segunda Turma do STF, o foro especial do senador Flávio Bolsonaro?

GM: Tenho expectativa de que ainda este ano.S: Qual sua opinião sobre a decisão do STJ, que anulou decisões do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal?

GM: Não examinei essa questão e também não me cabe examinar. O STJ, por uma ampla maioria, entendeu haver problemas na condução desse processo e houve por bem anular.

S: Quais as similaridades entre os casos de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro e de Davi Alcolumbre?

GM: Também não conheço esses detalhes e sequer conheço detalhes do próprio processo do Flávio Bolsonaro. O que está comigo é apenas uma reclamação sobre a questão de competência.

S: As eventuais candidaturas de Sergio Moro e Deltan Dallagnol mostram que havia um projeto político de poder por trás da Lava Jato?

GM: Tenho a impressão de que sim. Várias medidas foram tomadas com o objetivo de influenciar no processo político ou no processo eleitoral. Mais do que isso, se nós olhamos aquilo que se popularizou no Brasil como Fundação Dallagnol, que tinha um fundo de R$ 2 bilhões para supostamente combater a corrupção, hoje nós podemos ver que talvez fosse um fundo eleitoral. E me parece então que eles já atuavam, portanto, sob a toga com vestes partidárias. Isso me parece um problema que certamente vai ser discutido quando e se essas candidaturas se colocarem.

André Mendonça e Sérgio Moro, então Advogado-Geral da União e ministro da Justiça, respectivamente© Foto / Roque de Sá / Agência Senado

S: Em entrevista à Mara Luquet, o senhor aconselhou o Moro a estudar. Por quê? Falta-lhe conhecimento jurídico e/ou traquejo político?

GM: Na verdade, já vimos os pronunciamentos e os escritos do Moro. Ele precisa saber obviamente que o mundo vai além desses processos e também daquele universo de Curitiba. Todos nós precisamos estudar mais. E certamente ele também precisa fazer…

S: Com as palavras também, como “conje” (sic)?

GM: São problemas gerais, tanto na área jurídica como na área de formação geral. Acho que certamente se ele quer ter participação, seja lá como parlamentar seja lá como candidato, eventualmente, a presidente da República, isso exige um tipo de conhecimento da própria realidade do país que vai além dessas tramas do processo penal.

S: E ao Dallagnol o que é que falta? Aprimorar o PowerPoint?

GM: Não vou emitir juízo sobre isso.

S: Para terminar, queria saber sua opinião sobre essa questão da Defensoria Pública da União, sobre a qual o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas agora, a respeito do poder de requisição que a PGR pediu para suspender.

GM: Acho uma discussão relevante. Ainda hoje a Folha [de S. Paulo] traz, salvo engano na coluna da Mônica [Bergamo], matérias dizendo que a Defensoria Pública tem se utilizado desse poder de requisição para se informar sobre prisões abusivas verificadas. Portanto, tem obtido a liberação de presos que teriam sido presos injustamente. Acho que temos que olhar isso com muito cuidado. Inicialmente, a abordagem que se estava fazendo no tribunal era de que os defensores públicos exercem uma mera função de advocacia, ainda que de pessoas pobres, hipossuficientes. Mas, hoje, a Defensoria Pública, por exemplo, atua nas ações coletivas, pode propor ação civil pública e, talvez, houvesse aqui uma justificativa para esse tipo de providência. Em suma, acho que é saudável o pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes para que esse tema seja examinado com muita cautela. O próprio ministro [Edson] Fachin já votou pela improcedência da ação. Portanto, está validando o poder de requisição das defensorias públicas.

S: E o senhor já tem uma opinião formada sobre esse caso?

GM: Estou refletindo sobre isso e saúdo a iniciativa do ministro Alexandre [de Moraes] para que a gente possa examinar essa temática com maior profundidade possível.

Fonte: Sputnik

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EUA e aliados responderão ao teste ‘irresponsável’ de míssil antissatélite da Rússia

A Defesa russa sublinhou que os EUA sabem que os destroços gerados pelo teste não são perigosos para a EEI

O secretário de Estado dos EUA criticou o teste de um míssil antissatélite da Rússia e apelou a todas as nações espaciais para elaborarem normas de comportamento responsável no espaço.

Antony Blinken, o secretário de Estado dos EUA, afirmou que Washington e seus aliados procurarão maneiras de reagir ao teste de míssil antissatélite da Rússia conduzido na segunda-feira (15).

“Os EUA trabalharão com nossos aliados e parceiros para procurar resposta a este ato irresponsável. Apelamos a todas as nações espaciais responsáveis para se unirem nos esforços para elaborar normas de comportamento responsável”, afirmou Blinken.

O secretário de Estado apelou aos outros países para “absterem-se de realizar testes irresponsáveis e perigosos semelhantes aos que conduziu a Rússia”.

Blinken sublinhou que o teste da arma antissatélite russa contradiz as declarações de Moscou contra a colocação de armas no espaço. O teste pôs em risco a segurança de pesquisas espaciais, dado que gerou milhares de destroços do alvo derrubado.

“Além disso, isso aumentará significativamente o risco para os astronautas e cosmonautas na Estação Espacial Internacional e outras atividades de voos humanos ao espaço”, conforme o comunicado de Blinken.

Declarações ‘hipócritas’ dos EUA

O Ministério da Defesa da Rússia informou que na segunda-feira (15) realizou com sucesso um teste, derrubando o satélite inativo Tselina-D, que estava em órbita desde 1982. A Defesa russa sublinhou que os EUA sabem que os destroços gerados pelo teste não são perigosos para a EEI, naves e atividades espaciais.

O ministério russo afirmou que as declarações dos EUA, que acusaram a Rússia de criar “riscos” para a EEI e apelaram à elaboração de normas para explorações espaciais, são “hipócritas”.

“O Ministério da Defesa da Rússia considera hipócritas as declarações dos porta-vozes do Departamento de Estado e do Pentágono, que tentaram acusar a Federação da Rússia de criar ‘riscos’ para os cosmonautas da Estação Espacial Internacional e apelaram para ‘elaborar normas universais, que seriam adotadas pela comunidade internacional para explorar o espaço'”, segundo o comunicado do ministério.

Em dezembro de 2020, o Comando Espacial norte-americano afirmou que a Rússia tinha conduzido um novo teste de míssil antissatélite. Em abril, o comando informou sobre outros testes russos de um míssil antissatélite.

Naquela época, a representante oficial da chancelaria russa disse que Washington tentou justificar com tais declarações seus próprios planos de colocar armas no espaço.

Vários países, incluindo os EUA, possuem armas antissatélite. Os Estados Unidos derrubaram em 1985, com um míssil ASM-135 ASAT lançado de um caça F-15 a 555 quilômetros de altura, seu satélite científico Solwind. Em 2008, o mesmo aconteceu com o satélite militar USA-193, que foi destruído por um míssil superfície-ar SM-3 a 247 quilômetros de altura.

Fonte: Sputnik

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Governo Bolsonaro fecha parceria com o homem mais rico do mundo e o Brasil vai decolar (veja o vídeo)

O encontro ocorreu em Austin, nos Estados Unidos

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, se encontrou nesta segunda-feira (15) com o fundador da SpaceX, Tesla e Starlink, Elon Musk.

Pelas redes sociais, o ministro disse que em breve Musk estará no Brasil “para conectarmos as escolas rurais e protegermos a Amazônia utilizando a tecnologia da SpaceX/Starlink”.

“Estou muito entusiasmado em iniciar essa parceria”, disse o ministro.

O encontro ocorreu em Austin, nos Estados Unidos.

Conforme o Ministério das Comunicações, entre os assuntos abordados estão o uso da tecnologia para preservação da Floresta Amazônica, para monitoramento de desmatamentos e incêndios ilegais.

O ministro disse que os cerca de 4.500 satélites que orbitam em baixa altitude, das empresas de Elon Musk, podem colaborar nesse monitoramento, que poderá aliar a tecnologia das empresas de Musk com o programa Wi-Fi Brasil do Ministério das Comunicações.

Confira:

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Suframa, Sudam e parceiros realizam reunião de trabalho no AM sobre a ZDS Abunã-Madeira


O superintendente da Suframa, Algacir Polsin, acompanhado de equipe técnica da Autarquia, participou nesta terça-feira (16), na sede do Governo do Estado do Amazonas, da solenidade de abertura e reunião de trabalho da Zona de Desenvolvimento Sustentável dos Estados do Amazonas, Acre e Rondônia (ZDS Abunã-Madeira). O objetivo principal do evento foi a apresentação pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) – entidade responsável pelo planejamento da ZDS – do documento referencial e das diversas problemáticas e cenários identificados para dar continuidade à implementação do projeto.

A solenidade contou também com a presença da titular da Sudam, Louise Caroline Campos Low, do secretário de Estado de Produção Rural do Amazonas (Sepror), Petrucio Magalhães Júnior, do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Jório Veiga, e do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Munir Lourenço, entre outras autoridades, empresários, dirigentes de entidades de classe e representantes de órgãos públicos.

O projeto da ZDS Abunã-Madeira, originalmente chamado de Amacro e que conta com o apoio do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), engloba 32 municípios localizados no sul do Amazonas, leste do Acre e noroeste de Rondônia, cuja área total é de 454.220 km² e com população estimada para 2020 de aproximadamente 1,7 milhão de pessoas.

Na abertura dos trabalhos da reunião, o superintendente Algacir Polsin destacou a importância da ZDS Abunã-Madeira como proposta eficaz visando à mitigação definitiva de diversas problemáticas daquela região, com ênfase principalmente em questões relacionadas a desafios ambientais e à necessidade de evolução em indicadores socioeconômicos. “É uma iniciativa bastante impactante que envolve a integração de diversos atores e que pode servir como um excelente cartão de visitas para o mundo, pois acreditamos que será um exemplo sólido de como prezamos não apenas por práticas sustentáveis e harmônicas com o meio ambiente, mas também com a oferta de melhores condições de vida para os milhões de amazônidas que habitam nessa região”, afirmou Polsin.

A superintendente da Sudam, Louise Caroline Campos Low, encarregou-se de fazer uma apresentação mais detalhada sobre o histórico do projeto e o seu atual estágio de implementação, ressaltando não apenas a importãncia da comunicação estratégica das ações e da união de esforços, como também o foco do projeto em proporcionar alternativas para a população por meio de ações multisetoriais (infraestrutura, logística, turismo, capacitação e Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, entre outras) e da potencialização de vocações locais da bioeconomia e de circuitos produtivos agrosustentáveis (fruticultura, aquicultura/piscicultura e agronegócio). 

“A sustentabilidade ambiental é o pilar, com ações nos eixos de desenvolvimento produtivo e de infraestrutura econômica e urbana que possam mudar a realidade e trazer soluções permanentes para a população local”, afirmou Louise. “Os indicadores socioeconômicos da região mostram a importância e a emergência de um projeto como este. A intenção é que este seja um projeto piloto para outras regiões da Amazônia, tais como Alto Solimões, Marajó e Transamazônica”, complementou.

Na sequência, técnicos da Sudam apresentaram em linhas gerais o documento referencial e a proposta de governança introdutória da ZDS, adiantando informações que foram discutidas mais profundamente em reunião técnica realizada na parte da tarde com representantes das instituições envolvidas e com o objetivo de iniciar a construção do plano de ação relacionado ao projeto.

Acre e Rondônia

A exemplo das ações realizadas hoje no Amazonas, reuniões de trabalho com o objetivo de nivelar conhecimentos em relação ao projeto da ZDS Abunã-Madeira também ocorrerão em Porto Velho (RO), nesta quarta-feira (17), e em Rio Branco (AC), na sexta-feira (19). Após essa fase inicial de alinhamento e nivelamento entre as instituições dos três estados, a previsão é de que, em aproximadamente duas semanas, um novo encontro seja agendado para apresentação do resultado das discussões realizadas e da visão introdutória do plano de governança e de gestão da ZDS.

Fonte: Assessoria

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Empenhada emenda de Alex Redano para a compra de veículo para associação de Campo Novo de Rondônia

Recurso faz parte de um grande pacote de R$ 1 milhão em investimentos para o município nesse ano

O município de Campo Novo de Rondônia será contemplado com R$ 1 milhão em emendas e recursos alocados pelo presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), sendo o maior volume de recursos que a cidade já recebeu de um parlamentar estadual, em um único ano.

Como parte desse investimento, foi empenhada a emenda individual de Redano, no valor de R$ 70 mil, para a compra de um veículo para atender as ações da Associação Social Beneficente Portas Abertas (Asbepa), que atua no acolhimento de pessoas dependentes químicas em Campo Novo.

Do total de R$ 1 milhão, serão destinados R$ 300 mil para a compra de uma caminhão-pipa, para atender à necessidade do distrito de Rio Branco; serão investidos R$ 280 mil na Associação Rancho Mariano KM C-90, na zona rural de Campo Novo, para funcionar uma agroindústria; R$ 250 mil para a compra de tubos corrugados para a substituição de pontes e pontilhões de madeira e mais R$ 70 mil para a aquisição do veículo para a Asbepa.

Também serão destinados mais R$ 100 mil na aquisição do material pedagógico Play Mais, uma ferramenta importante de trabalho no processo de ensino e aprendizagem.

Esse grande volume de investimentos atende aos pedidos do vice-prefeito Adeilson do Rio Branco (Republicanos) e do prefeito Alexandre do Fortaleza (PDT), além dos vereadores Marciel Motorista (PDT), Ci da 10 (PDT), Marco Aurélio (PDT) e Patrick (PSD).

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

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Presidente inaugura Embaixada do Brasil no Bahrein

É a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro visita o país

O presidente Jair Bolsonaro inaugurou hoje (16) em Manama a Embaixada do Brasil no Bahrein. Esta é a primeira vez que um Chefe de Estado brasileiro visita o país do Oriente Médio.

As duas nações já mantinham relações diplomáticas desde 1971, mas até hoje os interesses brasileiros eram representados pela embaixada no Kuwait. O Ministério das Relações Exteriores acredita que a criação de uma representação própria no país vai permitir intensificar os laços comerciais entre as duas nações.

Atualmente, entre as nações do Oriente Médio, o país ocupa o quarto lugar em transações comerciais com o Brasil.

A criação da embaixada foi definida em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro. Em discurso na inauguração da nova representação brasileira o presidente disse que existe grande espaço para a ampliação dos negócios entre o Brasil e o Reino do Bahrein. Afirmou ainda que estava feliz com a inauguração da embaixada, que é um passo importante na aproximação entre os dois países.

Bolsonaro  também se encontrou com o rei do Bahrein Hamad Isa Bin Kalifa. Ele foi recebido com um almoço no Palácio Real e assinou acordos de cooperação nas áreas de política, cultura e esportes.

Por Maurício de Almeida

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Candidato a OAB-RJ se defende e diz que é oposição a Santa Cruz

Nunca fiz parte de chapa, do conselho ou da diretoria de quem quer que seja na OAB.

Sérgio Antunes, candidato pela Chapa 3 para a Seccional da OAB RJ apresenta-se como único candidato com ações judiciais pessoais diretas contra o Felipe Santa Cruz por manifestações partidárias em detrimento da classe e da sociedade (só em 2020 foram 4).

O único que se compromete com a classe em instaurar procedimento disciplinar contra Felipe Santa Cruz por suas atuações partidárias em total conflito de interesse com sua função.

Sem qualquer filiação partidária é o único que apresentou certidão negativa de desfiliação partidária e que propõe assinatura de compromisso (quarentena de 3 anos) para qualquer cargo ou função política/pública.

Em 2019, comecei a pensar em me candidatar, após um episódio lamentável ocorrido na Instituição.

Após 4 meses de resistência a meu nome, criei a comissão de responsabilidade social da empresa para abrir mercado de trabalho ao advogado em parceria com a câmara de comércio França-Brasil, da qual sou membro.

Não pude utilizar as instalações da OAB-RJ por não ser do grupo político de Santa Cruz/ Bandeira.

No primeiro caso de atuação da comissão fui impedido pela gestão de atuar em favor da classe e da sociedade (caso Cedae) o que me levou a renunciar ao cargo, meses após a criação, destacando minha indignação e lamento dos rumos da Instituição.

“Os advogados precisam entender que as comissões e a OAB não são da gestão, e sim, da classe. Fui o grande exemplo. Nunca fiz parte de chapa, do conselho ou da diretoria de quem quer que seja na OAB.

Jamais tive pretensões. Só resolvi me candidatar após esse e outros episódios que demonstram que a OAB não pertence mais aos advogados. Estamos vinculados a partidos políticos e falsas ideologias em prol de um pequeno grupo.

O que ocorre hoje na OAB é muito mais grave do que se possa imaginar”.

Em seguida tive um projeto pessoal em Niterói bloqueado pela gestão do Bandeira/Santa Cruz que iria beneficiar mais de 750 advogados na Pandemia.

No final de 2020 atuei notificando judicialmente a OAB PREV, CAARJ E OAB RJ, além de ter tido reuniões na Previc em Brasília para impedir a transferência da gestão do fundo dos advogados para um fundo de eletricitários no Rio Grande do Sul.

Acho que está na hora de começarmos a buscar o que de fato ocorre na OAB.

As consequências são graves e vejo, caso a atual gestão vença a eleição, que iremos passar os piores dias da advocacia, quiçá os últimos.

Lamento, apenas, candidatos que se dizem de oposição, ao invés de focarem na gestão do Bandeira/Santa Cruz, direcionam seus “ataques” a mim, a única oposição verdadeira e capaz de derrotar esse grupo.

Curiosamente omite que é filiado a partido político e diz lutar por uma OAB apartidária (sem partido).

Seu vice, que se diz conservador, já foi presidente de comissão na ALERJ, representando a OAB-RJ, na comissão de, pasmem, “abusos e torturas da ditadura militar, anistia e direitos humanos” com uma atuação “bem combativa”.

Luto exatamente contra isso tudo, o aparelhamento político, da partidarização que tomou conta da Instituição e da utilização da entidade como trampolim para projetos pessoais.

Busco uma OAB para a advocacia e parceira da sociedade.

Nesta eleição nossa Chapa foi a única que sofreu 12 impugnações e tentativas de censura pela comissão eleitoral criada e nomeada pela atual gestão.

Sabem que vamos ganhar e tirar o grupo partidário e político do Santa Cruz do poder da OAB RJ.

Propomos como lema: que saiam os políticos e entrem os advogados.

A OAB tem uma função de extrema relevância na sociedade e precisa voltar ao protagonismo de forma independente e autônoma.

Faremos o resgatar de nossa dignidade e respeito.

Por Sérgio Antunes

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Salles solta o verbo e revela tentativa covarde da esquerda para devastar o Brasil

O que o ex-ministro narrou não é novidade ou sequer causa surpresa

O ex-ministro do Meio-Ambiente e agora comentarista político da Jovem Pan News, Ricardo Salles revelou o “modus operandi” da esquerda mundial, incluindo aí lideranças de movimentos e instituições, para tentar impor uma agenda ambiental ao Brasil.

Para exemplificar, ele narrou um fato ocorrido em 2019, um dia antes antes da abertura do Assembléia Geral da ONU, cujo discurso inicial seria de Jair Bolsonaro, o presidente do Brasil.

“Na segunda-feira realizaram um seminário sobre clima. O Bolsonaro, pela tradição, iria abrir a Assembléia na terça e iria chegar somente na segunda a noite. Pediram para que representássemos o Brasil na fala de abertura deste seminário. Quem não deixou? António Guterres, secretario geral da ONU, sob argumento de que não éramos chefe de estado, entretanto, vários países que ali estavam, foram representados por outros que não eram chefes de estado também, e esses falaram. Agora, quem falou em nome do Brasil? Uma estudante de esquerda que foi lá e falou mal do Bolsonaro, falou mal da política brasileira”, disse Salles, lembrando que acaba de ocorrer a mesma coisa agora na COP26, com a participação de uma “suposta” indígena.

Segundo Salles, essa imagem espelha bem a força que os ‘globalistas’ fazem para colocar o Brasil e o governo Bolsonaro em uma caixinha, para impor uma agenda, e quem não compra essa agenda acaba excluído.

O que o ex-ministro narrou não é novidade ou sequer causa surpresa, afinal todos já sabem quem são os esquerdopatas do clima.

Os mesmos que são contra a exploração de petróleo e a extração de metais, mas que andam com um Iphone no bolso, que jamais existiria sem derivados destes produtos.

São os mesmos que fazem fartas refeições em seus muitos encontros e conferências climáticas anuais e exigem somente alimentos orgânicos, mas se esquecem que se não fossem os pesticidas (outrora chamados de agrotóxicos) mais da metade da população mundial já teria morrido de fome. Sim, são os que “defendem as girafas da Amazônia”.

Hipocrisia pouca é bobagem!

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Tensão máxima no Leste Europeu (veja o vídeo)

Polônia x Bielorrússia e Rússia x Ucrânia estão em alerta máximo

A crise no Leste Europeu atingiu seu ponto mais crítico, segundo Ivan Kleber, correspondente da TV JCO no Reino Unido.

O presidente da Polônia, Andrzej Duda, fez um pronunciamento à nação, afirmando que as Forças Armadas da Polônia estão em alerta máximo, devido à crise na fronteira com a Bielorrússia.

Não bastasse isso, a Rússia estaria planejando invadir a Ucrânia!

Acredita-se que 90 mil soldados russos estariam indo em direção ao país vizinho.

Confira:

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Doria diz que Bolsonaro não pode ver corrida em SP, mas presidente está em Dubai (veja o vídeo)

Doria ainda posou do lado de Luciano Huck que tem um histórico curioso de fotos ao lado de personagens políticos que terminam na cadeia.

João Doria precisa afrouxar um pouco as calças, pois parece que está impedindo a oxigenação adequada do cérebro.

Com o Presidente Bolsonaro em Dubai, estreitando relações para trazer investimento bilionários ao Brasil, o governador de São Paulo (que colou em Bolsonaro para se eleger) decidiu “alfinetar” o Presidente dizendo que ele não poderia acompanhar o GP de Formula 1 no Autódromo de Interlagos.

Para completar, Doria ainda posou do lado de Luciano Huck que tem um histórico curioso de fotos ao lado de personagens políticos que terminam na cadeia.

Deixado de lado pelo próprio partido e virtualmente anônimo entre a própria população de São Paulo, resta a Doria tentar colher migalhas de popularidade onde puder encontrar, infelizmente sobra para Bolsonaro mais uma vez.

Bolsonaro ajudou Doria a se eleger e agora o ajuda a se manter na mídia servindo de alvo para as fofoquinhas do calça apertada.

Veja o vídeo:

Foto de Frederico "Fred" Rodrigues

Por Frederico “Fred” Rodrigues*

Frederico é Escritor, Empresário e Comentarista Político. Membro fundador da Frente Conservadora de Goiânia e Membro da Direita Goiás.

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