Bolsonaro critica Anvisa e diz que órgão ‘virou outro Poder no Brasil’

Bolsonaro critica Anvisa e diz que órgão ‘virou outro Poder no Brasil’

Presidente reclamou da agência por ela pedir liberação de vacinação de crianças e suspensão de atividades de cruzeiros

O presidente Jair Bolsonaro criticou a atuação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no combate à pandemia da Covid-19 e reclamou de recentes decisões tomadas pela autarquia, como a de autorizar a aplicação da vacina da Pfizer/BioNTech no público infantil. Segundo o presidente, a Anvisa “virou outro Poder no Brasil”.

“A nossa querida Anvisa virou um… Não vou comparar com um Poder aqui no Brasil, mas virou outro Poder no Brasil. É a dona da verdade em tudo”, disse Bolsonaro, em live nas redes sociais, nesta quinta-feira (6).

Durante a transmissão, o presidente disse duvidar da eficácia da vacina da Pfizer e deu a entender que a Anvisa tentou se eximir de assumir qualquer responsabilidade no caso de alguma criança apresentar reações adversas ao imunizante.

“A própria Anvisa, que aprovou a vacina, ela recomenda, para tirar o dela da reta, aos pais cujos filhos apresentem dores repentinas no peito, falta de ar ou palpitações após a aplicação da vacina, procurar um médico. Então, pai e mãe, estejam cientes da responsabilidade de vocês em vacinar ou não o seu filho”, disse.

Bolsonaro também reclamou da Anvisa por ela sugerir a suspensão das atividades de cruzeiros marítimos em razão de um surto de Covid-19 nas embarcações atracadas no litoral do país.

“Estamos assistindo a uma coisa que ninguém esperava que fosse acontecer. Tivemos alguns navios de cruzeiros internos, chamados de cabotagem, todos cumprindo todos os protocolos baixados pela Anvisa, e apareceu um número considerável de pessoas contaminadas. A vacina não garante que você não possa contrair a Covid-19, assim como não diz nada se você está livre de morte ou não”, opinou.

Dúvidas em relação à vacina

Bolsonaro afirmou que “a vacina ainda é uma coisa que desperta muita discussão para a gente chegar à conclusão dos seus efeitos ou não”. Segundo ele, “a Pfizer fez a vacina, que está aí sendo testada, como a própria Pfizer disse, e tem certos efeitos colaterais, que só vamos tomar conhecimento ao longo de 2022, 2023, 2024 e por aí afora”.

O presidente ainda comentou que a vacinação não impede a contaminação pelo coronavírus e questionou se os imunizantes produzem os anticorpos necessários para proteger os vacinados contra a Covid-19.

“Alguém pode me dizer quanto tempo duram os efeitos de uma vacina numa pessoa que adquiriu anticorpos? Alguns falam quatro meses, outros falam seis meses. Se agrega a isso aí que está comprovado que quem está totalmente vacinado pode contrair o vírus e pode transmitir também. Tivemos o Agnaldo Timóteo, que morreu após a segunda dose da CoronaVac. Tivemos o Tarcísio Meira. São nomes conhecidos, mas tem muita gente desconhecida que está morrendo após a segunda dose.”

Fonte: R7

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