‘Tem mais gente, vai passar de R$ 1 milhão’, diz Bolsonaro sobre caso Wal do Açaí

‘Tem mais gente, vai passar de R$ 1 milhão’, diz Bolsonaro sobre caso Wal do Açaí

Presidente diz que houve muitos outros funcionários na mesma situação em seu gabinete quando era deputado federal

Ao comentar o caso da funcionária Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que houve muitos outros funcionários na mesma situação em seu gabinete quando era deputado federal. Uma investigação mostrou que Walderice nunca esteve em Brasília e não exerceu nenhuma função relacionada ao cargo que ocupava. 

Oh, MP: se quer cobrar só da Wal R$ 300 mil, cobra de todo mundo. Tem mais gente, vai passar do milhão. Eu fiquei 28 anos dentro da Câmara, metade fora, vou ter que devolver uns R$ 20 milhões. Cobra logo R$ 20 milhões.

O comentário foi feito durante a live semanal de Bolsonaro em uma rede social quando ele criticava o entendimento do MPF (Ministério Público Federal), que propôs ação de improbidade administrativa contra ele e a ex-secretária parlamentar da Câmara dos Deputados.

O presidente disse também que confessa que a funcionária nunca esteve em Brasília. “Por que não investiga todo mundo? Só para cima de mim? Se bem que aqui é um tiro na água. Dá até vergonha o MP investigar aí. Wal nunca esteve em Brasília? Não precisa investigar, eu digo, é verdade, estou confessando”, afirmou.

Para Bolsonaro, é comum que parlamentares empreguem funcionários que não estão no Distrito Federal. “Ela nunca esteve mesmo em Brasília, mora em um distrito de Angra dos Reis. Duvido algum deputado fora do DF que não tenha… Pode ter no máximo 25 servidores? Em média, metade fica aqui e metade no estado. Esse pessoal do estado não vem a Brasília, toma posse por procuração. Fiz isso a vida toda”, disse. 

Segundo o MPF, “as condutas dos requeridos e, em especial, a do ex-deputado federal e atual presidente da República Jair Bolsonaro desvirtuaram-se demasiadamente do que se espera de um agente público. No exercício de mandato parlamentar, não só traiu a confiança de seus eleitores, como violou o decoro parlamentar, ao desviar verbas públicas destinadas a remunerar o pessoal de apoio ao seu gabinete e à atividade parlamentar”.

Fonte: R7

CN