Biodiversidade amazônica para apoiar estudos sobre longevidade humana

Biodiversidade amazônica para apoiar estudos sobre longevidade humana

A coordenadora, destacou a grande rede de pesquisadores no Brasil que atuam em conjunto com a UFSM

A biotecnologia amazônica como ferramenta de apoio a ações que beneficiem a população com idade avançada foi um dos pontos mais debatidos durante agenda entre representantes do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI) e do Laboratório de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, do Rio Grande do Sul (UFSM-RS), realizada nesta quinta-feira (31), na sede do CBA, em Manaus.

Na ocasião, o gestor do CBA, Fábio Calderaro, o reitor da FUnATI, Euler Ribeiro, e a coordenadora do Laboratório de Pesquisa da UFSM, Ivana da Cruz, além de pesquisadores e técnicos do Centro, discutiram sobre como a inauguração do Centro de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico Gerontec, da FUnATI, ocorrida na última terça (29), pode contribuir para a realização de uma atividade interinstitucional conjunta que envolva o trabalho promovido no âmbito do CBA acerca do desenvolvimento biotecnológico amazônico com vistas a avanços na promoção da saúde, especialmente na área gerontológica.

Processos em diversas áreas, tais como alimentícias e de saúde, por exemplo, poderiam ser melhor elaborados a partir de uma maior interlocução entre os entes envolvidos no encontro, inclusive com a possibilidade de assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre as instituições a fim de fomentar o trabalho conjunto e agregar valor às atividades que hoje já estão em execução tanto no CBA quanto na UFSM.

Segundo Ivana da Cruz, “temos várias pesquisas avançadas em diversas áreas, com destaque para o estudo do envelhecimento humano, e neste momento estamos amadurecidos para fazer uma parceria com o CBA”.

A coordenadora, inclusive, destacou a grande rede de pesquisadores no Brasil que atuam em conjunto com a UFSM e que podem colaborar para o sucesso desta iniciativa de maior integração com a pesquisa científica promovida hoje na região amazônica.

O reitor da FUnATI, Euler Ribeiro, comentou que acompanha toda a trajetória do CBA desde sua fundação, inclusive tendo participado da cerimônia de inauguração do Centro no início dos anos 2000.

Para ele, que tem longo estudo e vasto conhecimento acerca do envelhecimento humano – com foco no homem amazônico -, uma atuação conjunta entre Gerontec, o CBA e a UFSM pode permitir que sejam alcançados resultados promissores para a sociedade a partir do correto processamento dos bens da biodiversidade local, como o guaraná, a castanha e o camu-camu, todos ricos em propriedades benéficas para o organismo.

Rica biodiversidade

O gestor do CBA destacou que o Centro atua há anos com foco em várias áreas da bioeconomia e que a implementação do Gerontec na região tem tudo para contribuir com avanços para este segmento econômico sustentável, com benefícios diretos não apenas à sociedade local, mas para todo o País e para a comunidade internacional.

Para Calderaro, “a rica biodiversidade amazônica tem muito a oferecer para todos e os insumos da Amazônia com certeza podem contribuir para bons resultados quando se trata de estudos sobre longevidade e qualidade de vida”.

Após os representantes da FUnATI e da UFSM visitarem as áreas laboratoriais do CBA para verificarem de perto alguns processos em andamento na instituição, os representantes do Centro foram convidados a conhecerem o Laboratório de Pesquisa da UFSM para estreitar o relacionamento e trocarem experiências com o corpo científico da instituição acadêmica.

Texto/fotos: Márcio Gallo

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