Incentivo à produção sustentável fortalece comunidades indígenas de Rondônia

Incentivo à produção sustentável fortalece comunidades indígenas de Rondônia

As famílias indígenas são dependente desses valores na época de colheita que é de novembro a março.

O incentivo à produção sustentável vem transformado a realidade dos povos indígenas de Rondônia. O resultado é o fortalecimento da produção e desenvolvimento ambiental dentro das comunidades indígenas no Estado, através da implantação de programas que fortalecem o desenvolvimento ambiental das comunidades e geram renda extra através do trabalho ecológico.

Um dos programas sustentável é o Projeto Tribos, que incentiva o cultivo de café pelos povos indígenas. O concurso Tribos avalia a qualidade do café cultivado em duas terras indígenas: Sete de Setembro, localizada em Cacoal e Rio Branco em Alta Floresta. O campeão do 1º Concurso Tribos, Yamixãrah Tintin Suruí teve toda a sua produção comprada por R$ 3 mil cada saca e recebeu, ainda, R$ 25 mil de prêmio em dinheiro. O café cultivado por Yamixãrah Tintin Suruí passou por uma rígida avaliação, feita por profissionais de Rondônia e de outros estados brasileiros, que assegurou a qualidade do fruto que é plantado e colhido na lavoura das aldeias.

Já os produtores indígenas de Ji-Paraná e Alta Floresta do Oeste são beneficiados pelo Programa Estadual de Aquisição de Alimentos do (PAA Rondônia), com a venda de cerca de três mil quilos de Castanha-do-Brasil nativas das regiões. A iniciativa acontece por meio do Governo de Rondônia, com ações da Coordenadoria da Agricultura Familiar da Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri  Ao todo, 19 produtores indígenas das etnias Cinta Larga, Gavião, Zoró e Apurinã, da Reserva Roosevelt de Ji-Paraná foram beneficiados.

A Cooperativa Extrativista de Castanhas Indígenas – Coocasin, foi criada há três anos com o intuito de fortalecer o trabalho dos povos indígenas da região. Atualmente, a Cooperativa gera emprego e renda para 300 famílias, além de custear a formação acadêmica de oito jovens indígenas.

O presidente da Cooperativa, João Paulo Cinta Larga explica sobre a importância da cooperativa para os povos indígenas. “Com a Cocasim podemos valorizar mais o produtor das aldeias a cooperativa está em mais de 14 aldeias indígenas, pagando o melhor preço para os produtores. As famílias indígenas são dependente desses valores na época de colheita que é de novembro a março.  A  Cocasim tem um papel importante no quadro de extrativismo indígena, pois passou a ser a principal cooperativa em atividade familiar. O governo sempre se preocupa em manter esse transporte na cooperativa buscando as castanhas na aldeia não gera custo e podemos mais um pouco para o produtor porque não tem frete e a gente oferecer uma renda “, disse.

O Programa “Plante Mais” implementado pelo Governo de Rondônia por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) em parceria com a Seagri, está presente nas comunidades indígenas de todo o estado de Rondônia.

O diretor vice-presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, Anderson Kuhll, contou que os atendimentos são direcionados principalmente as cafeiculturas sustentável onde o produtor está buscando produzir um café de qualidade e outras diversas atividades ligadas aos povo indígenas como artesanato, mandiocultura e fruticulturas. “Nós também temos agroindústrias de polpas dentro da comunidade lá na aldeia Rio Branco em Alta Floresta que é de responsabilidade técnica da Emater. Nós temos colégios que atendem o povo Suruís na região de Cacoal. Buscando sempre um alinhamento do Governo Estadual e do Governo Federal, a Emater tem um instrumento junto com a Fundação Nacional do Índio – Funai, que é um termo de cooperação técnica que está na fase de aditivo desse termo que estamos na fase de Brasília encaminhar corrigido”, disse.

Considerando os aspectos socioculturais, econômicos, políticos e ambientais, o Governo de Rondônia está atendendo às necessidades socioeconômicas dos povos indígenas sem comprometer a cultura e as possibilidades das gerações futuras. O resultado do fortalecimento, apoio e incentivo das secretarias com a comunidade indígena aumenta as lavouras nas aéreas indígenas e garante a preservação de seus territórios.

Os Planos de desenvolvimento sustentável indígena são elaborados pela coordenadoria e são realizados a partir da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena (Pngati) firmada pelo Decreto nº 7.747, de 5 de julho de 2012, que possui os seguintes eixos: Proteção territorial e dos recursos naturais; Governança e participação indígena; Áreas protegidas, unidades de conservação e Terras Indígenas (TI); Prevenção e recuperação de danos ambientais; Uso sustentável de recursos naturais e iniciativas produtivas indígenas; Propriedade intelectual e patrimônio genético e Capacitação, formação, intercâmbio e educação ambiental.

DATA COMEMORATIVA

No dia 19 de abril, é comemorado o Dia do Índio e faz referência à realização do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que ocorreu nessa mesma data em 1940 em Patzcuaro, México. O objetivo do congresso foi reunir os líderes indígenas de diferentes regiões do continente americano e zelar pelos seus direitos. Na ocasião, foi proposto que os países da América adotassem o dia 19 de abril como o Dia do Índio, ou indígena que é como eles se reconhecem.

Fonte: Secom

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