Criadouros são favorecidos no período de chuvas e devem ser combatidos

Porto Velho registrou mais de 1,6 mil casos de malária em 2022.

Os períodos chuvosos em Porto Velho estão relacionados ao aumento na incidência de casos de malária. O comportamento sazonal da doença no município é determinado pelo ciclo de chuvas, que favorece a ocorrência de criadouros do mosquito Anopheles, o transmissor da doença.

Desde o início do ano, foram registrados 1.694 casos de malária no município. Segundo o Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), as espécies de protozoário plasmodium vivax e plasmodium falciparum são as mais recorrentes na cidade. Os casos mais incidentes são em regiões de assentamentos de mata e zonas rurais.

“Pessoas que residem na área rural estão mais sujeitas a contrair a malária, principalmente na época mais chuvosa do ano. Sete dias após serem picadas pelo mosquito fêmea, começam a apresentar sintomas como febre, mal-estar, dor de cabeça e dor no corpo”, afirma Rosilene Ruffato, técnica do agravo da malária.

Segundo a técnica, o exame é importante para ter o diagnóstico e iniciar o tratamento. “Uma família que mora na mesma casa está sujeita à transmissão da doença, caso alguém seja infectado. Por isso, é importante que a pessoa com sintomas faça o exame, assim como as demais da casa”, salienta Rosilene.

Aumento de casos foi registrado durante período intenso de chuvas na região Foto: Carlos Sabino

TRATAMENTO

A Prefeitura disponibiliza o tratamento da malária em todas as Unidades de Saúde. “Nos pronto-atendimentos os pacientes precisam passar pelo médico antes do exame. Já nas Unidades de Saúde, a demanda é espontânea. A pessoa informa os sintomas e a análise já é feita. O exame sai em uma hora e, se o diagnóstico for positivo, o indivíduo já inicia o tratamento”, destaca Ruffato.

Atualmente, unidades de saúde do município também fazem o tratamento com a tafenoquina, que um medicamento de dose única para tratamento e prevenção de recaídas em pacientes com malária por plasmodium vivax e já foi aprovada pela Anvisa.

PREVENÇÃO

Cuidados diários durante esse período são importantes para a prevenção contra a doença. Para a técnica do agravo da malária, há diversas maneiras de se proteger. “Evitar a exposição em horários de circulação do mosquito, como por exemplo, ao entardecer, fazer o uso diário do repelente, além da instalação de mosquiteiros em casa e de telas de proteção nas janelas são algumas das formas eficazes de se proteger contra o mosquito transmissor”, conclui.

Fonte: Superintendência Municipal de Comunicação (SMC) | Texto: Semusa

CN

“Liga dos Imunizados” chega à escola Elenilson Negreiros, em Porto Velho

Prefeitura retoma vacinação infantil nas escolas municipais da capital

Com o objetivo de atender aos pais com vínculos empregatícios e que apresentam dificuldades em ir até um ponto estratégico. A ação da campanha “Liga dos Imunizados” aconteceu na quarta-feira (27), nos dois turnos, na Escola Elenilson Negreiros, no bairro Socialista. Durante a ação, foram aplicadas 365 doses. Desse total, 80 foram vacinas pediátricas contra a covid-19.

Segundo a enfermeira da Divisão de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Thays Lopes, a procura pela vacinação pediátrica ainda está em baixa, com 31% do público-alvo, de 5 a 11 anos. “A gente precisa alavancar esses números para não voltarmos aos índices preocupantes, por isso, essa parceria com as escolas”, disse.

As atividades também devem contemplar, nos próximos dias, escolas estaduais e moradores de setores chacareiros, consideradas de difícil acesso. Os pais ou responsáveis legais ainda precisam acompanhar o processo de vacinação dos filhos.

A ação também disponibiliza vacinas contra a covid-19 ao público adulto em geral e influenza para os idosos a partir de 60 anos.

RESPONSABILIDADE

“Eu incentivo, pois a saúde de nossos filhos deve estar em primeiro lugar. As informações que eu busco comprovam que a proteção ajuda a minimizar os casos de covid-19. Sou bem confiante e entrego nas mãos de Deus”, falou Leuciane Souza de Almeida, autônoma. Ela é mãe de Emanuele, 11 anos e Ueike , 8 anos.

AÇÃO CONJUNTA

Nélida Moura é a diretora da escola que atende mais de 550 crianças. Para ela, a atividade é uma ação conjunta e foi preparado um ambiente seguro, acolhedor e climatizado. “A ação é muito válida e trabalhamos para conscientizar os pais da importância dessa vacinação e colaborar para que a vida possa voltar ao normal. Crianças também devem se vacinar, não somente os adultos”, incentiva.

AGENDA

A próxima unidade que será um ponto de vacinação é a Escola Estadual Risoleta Neves, também na zona Leste. Além disso, a programação geral de vacinação seguirá no Porto Velho Shopping e nas unidades de saúde, de acordo com os horários disponíveis no link.

Fonte: Superintendência Municipal de Comunicação (SMC) Texto: Etiene Gonçalves

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BNDES lança iniciativa para formar estudantes de ensino médio em bioeconomia na Amazônia

Banco abriu seleção para realização de estudo técnico que proponha formação de profissionais em bieconomia.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (28) seleção pública de parceiro para executar estudo técnico voltado à formação de profissionais em bioeconomia na Amazônia. O objetivo da iniciativa é apoiar os estados da Amazônia Legal na implementação de um itinerário de formação técnica profissional (parte flexível do currículo do ensino médio) alinhado às necessidades locais de fortalecimento das cadeias de valor. O projeto visa a inclusão produtiva e empreendedorismo destes estudantes após o término escolar, aliados ao uso sustentável do ecossistema.

Quando o projeto for implementado, deve beneficiar cerca de 50 mil alunos da região que abrange os estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso, bem como, Maranhão. O banco vai investir R$ 8 milhões na ação. A iniciativa faz parte da cooperação técnica celebrada com o Ministério da Educação.

Antes mesmo da publicação do edital, os nove estados da Amazônia Legal já formalizaram interesse em participar do estudo técnico, assim como os institutos federais de oito desses estados. O Banco espera que o modelo e os conteúdos a serem desenvolvidos possam viabilizar a replicação da iniciativa em outros temas e em outros locais do País.

O estudo buscará obter o diagnóstico das cadeias de valor da bioeconomia na Amazônia Legal e das lacunas existentes na formação delas. Dele resultará também a apresentação de um plano de implementação dos cursos técnicos prioritários, visando a servir de subsídio para a adequada implementação do itinerário de formação técnica e profissional. Assim, serão formados profissionais de nível médio aptos a, por exemplo, executar tarefas de processamento, armazenagem e transporte de alguns produtos da região, ou até mesmo de gestão, podendo ocupar postos de trabalho em empresas existentes que fazem parte dessas cadeias produtivas ou empreender. A iniciativa busca contribuir também com a criação e o fortalecimento de parcerias entre redes de ensino e atores públicos e privados, tanto para a execução do estudo quanto para a implementação dos seus resultados. 

A proposta selecionada deverá receber apoio financeiro não reembolsável do BNDES por meio do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP). O apoio abrange os seguintes itens: recursos humanos; administração; aquisição ou desenvolvimento de software, plataformas digitais, bancos de dados e livros; uso de serviços ou equipamentos especializados; viagens e diárias; organização de seminários; publicação e divulgação dos resultados.

  • Banco abriu seleção para realização de estudo técnico que proponha formação de profissionais em bieconomia
  • Projeto tem objetivo de preparar para estudantes do ensino médio para empregos na região
  • Cerca de 50 mil alunos da região devem ser beneficiados ao fim dos estudos

O estudo deverá contemplar quatro produtos para cada estado da Amazônia Legal. Serão dois produtos ligados a uma cadeia de valor indicada pelo próprio Estado e outros dois referentes aos três cursos que serão priorizados para a cadeia em cada unidade da federação.

Acre, Amazônia, Amapá e Rondônia indicaram a cadeia de valor da pesca e aquicultura (no caso amazonense, especificamente do pirarucu e do tambaqui). Mato Grosso indicou a cadeia do manejo madeireiro sustentável. A cadeia do turismo foi indicada por Pará e Roraima. Já Maranhão e Tocantins indicaram cadeias de valor de atividades transversais e estratégicas ao funcionamento do setor de bioeconomia, tais como energias renováveis, administração e logística.

O BNDES vê a bioeconomia como uma oportunidade promissora de geração de novos negócios e movimentação de investimentos, com melhor aproveitamento das potencialidades econômicas locais. “O fomento à formação técnica e profissional em bioeconomia na Região Norte é parte do nosso olhar de desenvolvimento integrado para a região, em que se concilia o cuidado com as pessoas para que elas cuidem do meio ambiente”, explicou Bruno Aranha, Diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES. “Para o desenvolvimento da bioeconomia é necessário capacitar a estrutura de ensino local, tanto de gestores como educadores, de forma a criar cursos customizadas do Novo Ensino Médio que venham a suprir as necessidades de formação dos jovens, lhes permitindo empreender para o desenvolvimento das cadeias de valor da bioeconomia, tais como piscicultura, turismo, gestão de madeira, fármacos e super alimentos. Vamos juntos com governos locais, MEC e sociedade nessa jornada”, afirmou o executivo.

O edital está disponível em www.bndes.gov.br/fep-bioeconomia.

O BNDES e a educação – O BNDES atua como indutor de investimentos qualificados, articulador de parcerias e promotor de conhecimento sobre educação, percebida pelo Banco como fundamental para o desenvolvimento sustentável. Por isso, o tema se tornou uma prioridade estratégica para o BNDES, que tem como foco contribuir para a transformação da realidade da educação básica e promover a requalificação profissional priorizando atividades relacionadas a uma nova economia (neutra em carbono e intensiva em tecnologia). Com isso, contribui para que mais crianças tenham acesso a um ensino de qualidade e para a redução da pobreza, das desigualdades sociais e o do desemprego, promovendo a inclusão produtiva e o empreendedorismo.

Fonte: Assessoria

CN

Capital de Rondônia registra mais de 1,6 mil casos de malária em 2022

Dados são do Departamento de Vigilância em Saúde. Regiões de assentamentos de mata e zonas rurais são as mais afetadas.

Porto Velho registrou 1.694 casos de malária em 2022. Os dados são do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Segundo a pasta, o comportamento sazonal da doença no município é determinado pelo ciclo de chuvas, que favorece a ocorrência de criadouros do mosquito Anopheles, transmissor da doença.

Ainda de acordo com o DVS, os casos mais incidentes são em regiões de assentamentos de mata e zonas rurais.

“Pessoas que residem na área rural estão mais sujeitas a contrair a malária, principalmente na época mais chuvosa do ano. Sete dias após serem picadas pelo mosquito fêmea, começam a apresentar sintomas como febre, mal-estar, dor de cabeça e dor no corpo”, disse Rosilene Ruffato, técnica do agravo da malária.

Segundo a técnica, o exame é importante para ter o diagnóstico e iniciar o tratamento. “Uma família que mora na mesma casa está sujeita à transmissão da doença, caso alguém seja infectado. Por isso, é importante que a pessoa com sintomas faça o exame, assim como as demais da casa”, salienta Rosilene.

Tratamento

O tratamento contra a doença é disponibilizado pela prefeitura. Atualmente, unidades de saúde do município também fazem o tratamento com a tafenoquina, que um medicamento de dose única para tratamento e prevenção de recaídas em pacientes com malária por plasmodium vivax e já foi aprovada pela Anvisa.

Os cuidados diários durante esse período são importantes para a prevenção contra a doença. Para a técnica do agravo da malária, há diversas maneiras de se proteger.

“Evitar a exposição em horários de circulação do mosquito, como por exemplo, ao entardecer, fazer o uso diário do repelente, além da instalação de mosquiteiros em casa e de telas de proteção nas janelas são algumas das formas eficazes de se proteger contra o mosquito transmissor”, conclui.

Fonte: https://www.diariodaamazonia.com.br/porto-velho-registra-mais-de-16-mil-casos-de-malaria-em-2022/

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Homem tenta estuprar adolescente e é morto após reagir abordagem policial

Tentativa de estupro ocorreu no inicio da manhã desta quinta-feira na zona leste.

Porto Velho, RO – Um suspeito, ainda não identificado, foi morto no momento em que tentava estuprar uma adolescente, de 17 anos. A tentativa de estupro ocorreu no inicio da manhã desta quinta-feira (28). No bairro Flodoaldo Pontes Pinto, em Porto Velho.

Segundo a polícia, um policial estava chegando do trabalho, quando presenciou a tentativa de estupro. Neste momento, o policial deu ordem de parada ao suspeito, que reagiu. Em resposta, o policial atirou e o suspeito morreu no local.

A adolescente contou à polícia, que o suspeito a puxou pelo cabelo e a ameaçou com uma faca. Ela diz que reagiu e o homem a cortou na região do pescoço.

A equipe do Samu foi acionada e conduziu a adolescente até a UPA da zona leste para receber atendimento médico. A perícia compareceu no local e o corpo do suspeito foi removido ao Instituto Médico Legal (IML).

Homem tenta estuprar adolescente e é morto após reagir abordagem policial em Porto Velho – Foto: Divulgação

Fonte: https://www.diariodaamazonia.com.br/homem-tenta-estuprar-adolescente-e-e-morto-apos-reagir-abordagem-policial-em-porto-velho/

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Servidores e pacientes denunciam superlotação e precariedade do João Paulo II

Pacientes usam colchões que deveriam ser utilizados por servidores. Algumas pessoas estão na unidade há dias aguardo cirurgia.

Uma profissional de saúde denunciou, esta semana, mais um caso de superlotação no Hospital João Paulo II, em Porto Velho. Segundo a profissional os pacientes ficam deitados em colchões espalhados pelos corredores, que deveriam ser utilizados por servidores na “sala de repouso”.

As alas seguem lotadas e a maioria dos pacientes aguardando atendimento se acomodavam no chão, por falta de acomodações. Uma das pacientes é a diarista Rosileuda da Conceição. Ela chegou na unidade há sete dias, precisando de uma cirurgia no quadril e ainda não teve o problema resolvido.

“Aqui os banheiros são precários, o pessoal fica no corredor, médico aqui não tem atendimento adequado pra todos os tipos de doença e é uma enfermeiro pra 90 pacientes”, relata.

A esposa de Leonardo de Lima Marques também está entre os pacientes que aguardam cirurgias. Ele conta que ela está há dias internada sem poder amamentar a filha de apenas dois meses e este não é o único problema.

“Não tem previsão de que dia ela vai ser operada e não dão alta pra ela. Ela não tá se alimentando aí, porque a comida é péssima”, aponta.

A diretoria do pronto socorro do hospital informou que a maioria das procedimentos pendentes são ortopédicos. Isso porque, nos últimos três meses, sete médicos pediram demissão na área da ortopedia, causando a perda de 455 cirurgias por mês. Uma nova ala para os pacientes deve ser instalada no Hospital Regina Pacis, que deve, no futuro, contribuir para desafogar a demanda no João Paulo II.

Ainda segundo a diretoria, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesau) chegou a abrir licitação para ampliar o numero de médicos, mas as vagas ainda não foram preenchidas.

Pacientes dizem receber comida com larvas de mosca no João Paulo II em Porto Velho – Foto: Divulgação

A promotoria da saúde do Ministério Público de Rondônia (MP-RO) informou que um procedimento chegou a ser aberto, mas ele foi arquivado porque esse é problema crônico que só será resolvido com construção de um novo hospital.

Comida estragada

Pacientes do Hospital João Paulo II, em Porto Velho (RO), dizem receber comida com insetos e larvas de mosca. O Diário da Amazônia recebeu imagens de refeições supostamente contaminadas com os insetos.

Servidores e pacientes que estão internados no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho, fotografaram as refeições servidas no local com insetos, larvas e “tapurus”, que segundo eles, estão sendo servidas diariamente.

“Fiquei o dia inteiro sem me alimentar. A comida estava com insetos e imprópria para o consumo”, disse uma das pacientes do hospital.

Sesau diz não ter encontrado irregularidades

A reportagem tentou contato com a Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau), que informou:

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que na terça-feira (12) foi realizada reunião com o diretor do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II e representantes da empresa responsável pelo fornecimento de alimentos na unidade.

No encontro foi abordado questões pertinentes à execução do contrato de fornecimento de alimentos preparados, haja vista a necessidade de esclarecimentos à sociedade e aos usuários do sistema de saúde do Estado de Rondônia ante as notícias de má prestação do serviço no hospital, pela contratada. A fiscalização na empresa junto à produção foi feita de forma imediata, e constatou-se que os fatos veiculados na mídia não foram identificados.

A Sesau tem, como medida, realizar o acompanhamento por meio da sua equipe de monitoramento da qualidade dos serviços prestados aos usuários do sistema de saúde do Estado. Ainda, ressalta que todas as tratativas para o fortalecimento dos serviços quanto ao fornecimento de alimentação no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II estão sendo empregadas no intuito de bem atender aos pacientes.

Fonte: https://www.diariodaamazonia.com.br/pacientes-e-servidores-denunciam-superlotacao-e-precariedade-do-joao-paulo-ii/

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PIB brasileiro: Previsão cresce enquanto a do mundo cai

O alto índice de inflação prejudica o poder de compra do brasileiro e estagna a economia.

A Sputnik Brasil explica a nova projeção de alta para o PIB do país, ainda bem abaixo da média global, mesmo após a expectativa mais negativa com as tensões na Ucrânia. Especialistas minimizam as estimativas e apontam commodities como fiel da balança na economia nacional atualmente.

Com a crise ucraniana, o mundo deve crescer 0,8% menos que o previsto e o Brasil, 0,5% a mais em 2022, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em um primeiro momento, a economia do país parece se beneficiar com o conflito entre Rússia e Ucrânia, enquanto a das demais nações perde tração.

Mas há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia…Especialistas consultados pela Sputnik Brasil não se mostraram otimistas com as novas previsões do FMI e apontaram fatores que podem comprometer a resiliência brasileira em meio às tensões ucranianas.

Em primeiro lugar, apesar de o ajuste na projeção ser favorável, o país continua com um crescimento bem abaixo da média mundial.

Se a previsão de crescimento global caiu de 4,4% para 3,6%, a do Brasil subiu de apenas 0,3% para 0,8%.Além disso, para 2023, o FMI indica que o Brasil acompanhará a tendência mundial, com crescimento 0,2% menor. A projeção brasileira agora é de 1,4% e a da média global, de 3,6%, para o ano que vem.

O economista Mauro Rochlin, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que o conflito teve um “duplo efeito” sobre a economia brasileira. De um lado provocou o encarecimento de commodities brasileiras, favorecendo as exportações do país. De outro, tornou também mais elevados os preços de produtos agrícolas e das próprias commodities de energia, impulsionando a inflação.

“[O conflito] favorece a balança comercial, mas prejudica pelo lado da inflação. Enquanto as commodities estiverem valorizadas, essa situação se mantém. Porém, um menor crescimento global ainda deverá causar a redução dos preços das commodities”, alertou.

O especialista também relativiza o aumento de 0,5% na previsão de expansão da economia brasileira. Segundo ele, embora para o mundo a nova projeção seja significativa, no caso do Brasil, os números não devem ser celebrados.

“A mudança não significa uma retomada mais vigorosa da economia. Longe disso. A taxa continua abaixo de 1%. Com o resultado do PIB do Brasil no quarto trimestre de 2022 [alta de 1,6% com relação ao quarto trimestre de 2020], se repensou o PIB de 2022”, disse Rochlin.

Marco Rocha, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também não considera o Brasil tão resiliente ao conflito ucraniano.

Ele aponta que a crise pressiona os preços no mercado interno, o que se reflete sobre a trajetória de crescimento do país.

“Os efeitos estão chegando aqui e impactando, sobretudo, os custos das commodities e dos combustíveis na cadeia industrial. Acaba acelerando o processo inflacionário, comprometendo a renda das famílias, principal componente de importância em termos de crescimento do PIB”, afirmou o economista.

Para Rocha, as revisões do FMI foram motivadas pela recuperação do preço das commodities, a partir do final de 2021.A exportação brasileira de soja em grão, por exemplo, cresceu 260% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme noticiou o Canal Rural.

Em um recorde para o período, o país embarcou 9,7 milhões de toneladas, contra 2,7 milhões nos dois primeiros meses de 2021.

“Houve uma recuperação das commodities, entre elas algumas importantes para a exportação no Brasil”, ressaltou.

O especialista afirma que, na previsão anterior, a economia “caminhava para a estagnação”. Segundo ele, um patamar baixo contribui para uma revisão positiva.

“Qualquer efeito internacional modifica a trajetória, mas o Brasil está abaixo da economia global e também da América Latina”, destacou Rocha.

‘Estagflação’ brasileira

Segundo recente relatório do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), o Brasil atravessa um período de “estagflação”, uma combinação entre estagnação econômica e altas taxas de inflação.

“A economia está praticamente estagnada e a inflação vai chegar a algo próximo a dois dígitos. O que está sendo decisivo para explicar o baixo crescimento são dez anos de estagnação e dez anos de um PIB per capita que não cresce”, avaliou Rochlin, da FGV.

Segundo o especialista, o quadro não diz respeito a uma questão conjuntural, mas estrutural. Ou seja, a situação brasileira vai muito além da crise ucraniana.

“Não adianta dizer que a Selic alta [atualmente está em 11,75%] dificulta o crescimento. Isso é fato, mas essa explicação não é decisiva”, pontuou.

Apesar da previsão positiva sobre o PIB, os alimentos no Brasil continuam a ter os preços elevados. Em uma prateleira de mercado em Recife composta por 13 itens essenciais para rotina alimentar, dez deles sofreram aumento até o mês de março de 2021.. Foto de arquivo© Folhapress / Arthur Souza

Para Marco Rocha, na Unicamp, as principais causas para o cenário são a “má condução da política econômica, sobretudo pelo Banco Central [BC]”, em 2020 e 2021, causando um processo inflacionário, e alta volatilidade da taxa de câmbio, principalmente em 2020.

“Tudo comprometeu o crescimento brasileiro. A incerteza política gerada em alguns momentos também não contribui para deixar o país mais atrativo”, disse o economista.

Ele indica, porém, que o principal fator para a estagflação brasileira é o baixo consumo das famílias.

“As famílias vêm sofrendo muito, dada a taxa de desemprego, a queda do rendimento do trabalho e a inflação. Esse cenário torna muito grave a conjuntura econômica no Brasil”, afirmou.

Fonte: Sputnik

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Jornalista do Piauí surpreende e faz revelação inédita sobre Bolsonaro (veja o vídeo)

Brincalhão, Bolsonaro ainda serviu água para Samantha.

A jornalista da TV Piauí, Samantha Cavalca, fez uma revelação surpreendente sobre a primeira visita que fez ao Presidente Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Em 2021, Samantha recebeu uma ligação por celular do Presidente Bolsonaro e não atendeu naquele momento.

Ao descobrir que a chamada “não atendida” havia sido do Presidente da República, comprou passagem de Teresina à Brasília para fazer uma visita surpresa.

Ao ser recebida no Palácio do Planalto por Bolsonaro, pode comprovar toda a sua espontaneidade.

Samantha resolveu testar o Presidente e pediu para sentar na sua cadeira e ainda tirar uma foto.

Brincalhão, Bolsonaro ainda serviu água para Samantha.

Agora, em 2022, Samantha Cavalca é pré-candidato a Deputada Federal e é uma das vozes fortes dos conservadores do Piauí, um estado que tenta se livrar da esquerda.

Por Emílio Kerber Filho*

*Escritor. Jornalista. Autor do livro “O Mito – Os bastidores do Alvorada” e “O Mito II – O inimigo agora é

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Ao vivo, deputado põe áudio da CNN, desmoraliza jornalista (veja o vídeo)

O deputado Otoni de Paula, também atingido pela investida da jornalista, expôs o fato.

A condenação do deputado Daniel Silveira foi injusta e absolutamente inconstitucional.

Sua condução ao cargo de membro da Comissão de Constituição e Justiça da casa parece ser mais uma clara demonstração de que é esta a visão da maioria dos parlamentares.

Entretanto, mesmo assim, na velha mídia o jornalismo militante ainda impera e está agonizando.

Nesta quarta-feira (27), a âncora da CNN, Daniela Lima, partiu para a nítida agressão verbal. Um vocabulário hostil, desnecessário e sem nexo.

O vice-líder do governo, deputado Otoni de Paula, também atingido pela investida da jornalista, expôs o fato, desmoralizou a comunicadora, mas advertiu que aquilo também era ‘liberdade de expressão’ e, sendo assim, ele não poderia jamais mandar prendê-la.

Uma lição.

Veja o vídeo:

Fonte: JCO

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Assessoria jurídica traz eficiência ao mercado exportador de lácteos diante das transformações de cenário

A exportação consiste em uma decisão estratégica do negócio.

O mercado exportador, um dos mais promissores para a produção leiteira do Brasil, envolve uma série de burocracias para o produtor. A exportação consiste em uma decisão estratégica do negócio, o que, sem dúvida, promove desenvolvimento ao setor lácteo, especialmente na forma de cooperativas, e ainda para produtos e indústrias individualmente.

Para auxiliar nesse processo, o profissional jurídico pode adequar a empresa às diretrizes internacionais de produção, bem como às boas práticas internas em processos de compliance indispensáveis para o setor no Brasil, que tem expressiva relevância como gerador de renda e empregos. Além disso, há a necessidade de preparação e segurança legal das empresas em um cenário que está em transformação econômica global.

É notável que a economia dos lácteos está em movimento por conta de recentes episódios no mercado do leite, muito em decorrência de uma certa escassez do produto diante do crescente consumo, observado entre 2019 e 2021 com tendência de continuidade, conforme dados da consultoria Milkpoint Mercado divulgados recentemente.

A tributação é um fator de custo considerável, ao onerar diretamente o desempenho financeiro e econômico da produção. Por isso, vemos com certa preocupação a medida anunciada em março pelo governo federal, pela qual zerou a taxa do imposto de importação de seis produtos da cesta básica para tentar conter a inflação, entre eles os queijos muçarela. Isso significou que os países que enviam seus produtos para comercialização no Brasil terão uma redução da carga tributária, visto que não precisarão recolher o imposto de importação. Dessa forma, nos unimos à reação de produtores de lácteos brasileiros, já que o mercado interno produtivo será diretamente afetado pela alta competitividade do mercado externo.

Por outro lado, chamamos a atenção para as oportunidades que se colocam para o mercado exportador brasileiro, com a possibilidade que a escassez de produtos lácteos está proporcionando. Há um potencial muito grande do nosso país, como terceiro produtor do mundo, o que vem sendo destacado como nicho a ser explorado especialmente em vendas para os Estados Unidos, conforme recentes posicionamentos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos).

Por fim, ressaltamos que, ao lado das adequações e profissionalização jurídicas visando a exportação, é mais do que hora de a indústria brasileira preparar a produção para que não falte mão de obra capacitada e matéria-prima no mercado. É com trabalho, dedicação e estratégia que o setor de lácteos do Brasil será não apenas promissor, mas ampliará e conquistará mais e melhores mercados.

Por Ediene Alencar*

*Ediene Alencar é advogada-sócia e coordenadora do Núcleo Estratégico Empresarial do Machiavelli, Bonfá e Totino Advogados Associados, especialista em Direito Tributário.

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