Rodrigo Camargo: cara de pau e inimigo da cultura

Camargo fala em transparência, mas não explica o gasto de R$ 36 mil em consultoria. Para que serve a consultoria, se ele apresenta projetos considerados uma porcaria?

Quando um deputado é classificado publicamente como “cara de pau” e “inimigo da cultura,” isso geralmente indica uma forte insatisfação pública ou de certos grupos com suas ações ou declarações políticas. Esse tipo de crítica pode ter várias origens e implicações.

Contudo, ser criticado publicamente como “cara de pau” e “inimigo da cultura” é um sinal de que há uma insatisfação significativa que precisa ser abordada.

Entretanto, a expressão “cara de pau” sugere que a pessoa precisa usar “óleo de peroba”. Esse produto é usado para polir madeira, e a expressão sugere que uma pessoa “cara de pau” precisa polir a sua “cara” (comportamento).

O deputado levou o primo para uma viagem a Brasília e os dois receberam mais de R$ 25 mil em diárias. Camargo não consegue usar o celular para chamar um Uber? Precisa de assessor para isso? Camargo não consegue protocolar sozinho um documento em um ministério?

No Brasil, essa expressão é uma metáfora popular que faz uma crítica ao comportamento de alguém que é visto como descarado ou sem vergonha, no entanto, esse não é o caso do deputado em questão.

De acordo com o blog entrelinhas, o deputado Rodrigo Camargo (Republicanos) aparentemente tenta limpar a imagem, depois de ter sido chamado de inimigo da cultura. Isso aconteceu porque ele pediu vistas ao projeto de lei para o gasto de R$ 26 milhões que vieram para Rondônia através da Lei Paulo Gustavo, sem um único centavo do estado. Ele travou o projeto momentaneamente.

Na maior cara de pau, Camargo diz agora que não prejudicou a cultura porque o prazo para aplicação dos recursos vai até o dia 31 de dezembro. Aparentemente ele pensa estar falando com alguns jumentos que devem fazer parte do eleitorado dele. A duelo na fronteira, com os bois bumbás de Guajará-Mirim acontecem bem antes. Camargo deve saber disso, porque não é burro. Tapados devem ser alguns eleitores que acreditam nele.

Ainda na maior cara dura, Camargo alega ter apresentado uma emenda para assegurar a transparência em eventos custeados pela Lei Paulo Gustavo. Na verdade, a emenda obriga gestores a avaliar o impacto econômico dos investimentos e entretenimento na forma de shows artísticos, sempre que se tratar de recursos estaduais, inclusive os oriundos de emendas parlamentares.

É claro que os nobres colegas deputados não apoiarão essa emenda, principalmente porque Camargo está colocando obstáculos para a aplicação de emendas parlamentares. Como é que se avalia impacto econômico de investimento em feiras? Ele deu uma de Rolando Lero em cima dos colegas, mas os deputados já viram o que ele estava fazendo.

Esses gastos podem ser comprovados nos dois links abaixo:

https://sicavi.al.ro.leg.br/ConsultaPublica/?mes=7&ano=2023&categoria=1&gabinete=48

https://sicavi.al.ro.leg.br/ConsultaPublica/?mes=3&ano=2023&categoria=1&gabinete=48

Camargo fala em transparência, mas não explicou o gasto de dois pagamentos de R$ 18 mil cada um para uma empresa de consultoria em São Paulo. São R$ 36 mil. Que tipo de consultoria é essa, se os projetos apresentados por ele são considerados uma porcaria? O tipo de porcaria que ele apresenta pode ser visto pela própria emenda, obrigando a avaliar o impacto econômico de uma feira.

O Ministério Público do Estado deveria agir, para obrigar Camargo a devolver esse dinheiro. A consultoria não deve ser fanta. Não deve ser algo somente para desviar dinheiro público. Mas pelo teor desse projeto é fácil ver que, ou essa consultoria é fraca, ou o deputado não aprendeu nada.

Hipoteticamente para tentar melhorar a imagem de Camargo, aparece no grupo de WhatsApp mais concorrido do estado uma postagem de um material dizendo que o deputado é o mais produtivo da Assembleia Legislativa. O ex-deputado Jair Montes perguntou logo o que é um deputado produtivo. O ex-deputado Jesuíno Boabaid deu a entender que é quem anda com muito papel.

É que no momento não se viu de Camargo nada que pudesse ser considerado altamente produtivo. Jair Montes trabalhou em todas as áreas do servidor público, conseguiu o retorno de 2 mil vigilantes para as escolas e intermediou a entrega de moradias populares. Isso é ser produtivo.

Jesuíno Boabaid conseguiu a recuperação de R$ 250 milhões em decorrência da formação de uma comissão especial, por causa da JBS. Ele atuou em um projeto de compensação das usinas do Madeira, resultando em mais R$ 80 milhões para os municípios e mais R$ 30 milhões para Nova Mutum. Isso é ser produtivo. Camargo faz o que?

Rodrigo Camargo viajou com o primo dele para Brasília. Juntos eles receberam R$ 25.200,00 em diárias. Foram sete diárias para cada um, de R$ 1.800,00 cada uma. Camargo precisava de um assessor? O deputado produtivo não é capaz de mexer no celular para pedir um Uber, não é capaz de ir sozinho a um ministério para protocolar alguma coisa?

O parlamentar ainda alegou ter exigido no Ministério da Saúde a inclusão de Rondônia no calendário da vacinação da dengue. Mas que importância Camargo tem na fila do pão para exigir alguma coisa em Brasília? Ele tira fotos com um adesivo de “Fora Lula” no peito. Ele nem foi recebido pela ministra, que talvez nem saiba que Camargo existe.

O Ministério Público do Estado poderia agir, para obrigar Camargo a devolver o dinheiro das diárias e também das passagens aéreas, pois ele poderia ter protocolado a “exigência” do seu próprio gabinete, na Assembleia Legislativa mesmo. É possível descontar no salário dele. Camargo recebeu R$ 130.866,73 em fevereiro. O primo dele, Rogério Camargo, recebeu quase R$ 22 mil em abril. Camargo, o deputado produtivo, tem condições de devolver o dinheiro das diárias, sim.

 

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