Em Ji-Paraná, grupo dos profissionais da segurança iniciam vacinação contra covid

Segundo a secretaria de saúde do estado, já foram vacinados na primeira dose 125.631 profissionais até a última quarta-feira (7).

Servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar (PM) começaram a receber a vacinação contra Covid-19 em Ji-Paraná (RO) nesta quinta-feira (8). De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), 70 agentes da PM e outros 10 da PRF receberam a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac.

Essa etapa da imunização é voltada aos agentes de segurança pública que trabalham no patrulhamento e em ações de combate à Covid-19 na cidade. São aproximadamente 180 policiais nas funções de Rádio Patrulha ou de Patrulha Covid, de acordo com a prefeitura.

Dentro desse grupo, foi dada prioridade para os policiais com mais de 45 anos, e que possuem algum tipo de comorbidade.

Para evitar aglomerações em postos de saúde, os profissionais começaram a ser vacinados nos próprios batalhões. Nesta quinta, a ação foi no 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM).

Ainda na região central do estado, segundo o Governo de Rondônia, 10 policiais de Ouro Preto do Oeste e 10 de Presidente Médici foram vacinados nesta quinta-feira (8).

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) até a última quarta-feira (7), 125.631 pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em Rondônia. E 36.030 a segunda dose.

Coronavírus: Nesta quinta-feira (08), foram registrados 45 óbitos em Rondônia

Só em Porto Velho foram 13, sendo quatro mulheres e nove homens.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulga balanço de dados referente aos casos de covid-19 no Estado.

Nesta quinta-feira (8) foram consolidados os seguintes resultados:

Casos confirmados – 195.138
Casos ativos – 16.028 (8,21%)
Pacientes recuperados – 174.646 (89,50%)
Óbitos – 4.464 (2,29%)
Pacientes internados na Rede Estadual de Saúde – 407
Pacientes internados na Rede Privada – 158
Pacientes internados na Rede Municipal de Saúde – 155
Pacientes internados na Rede Filantrópica – 26
Total de pacientes internados – 746
Testes Realizados – 516.479
Aguardando resultados do Lacen – 955

* População vacinada:
1ª Dose – 128.098
2ª Dose – 36.385

Profissionais de Saúde vacinados:
1ª Dose – 41.493
2ª Dose – 21.616

Indígenas vacinados:
1ª Dose – 6.482
2ª Dose – 4.588

Idosos vacinados:
1ª Dose – 79.660
2ª Dose – 10.164

* (Dados obtidos às 17h00)

No Estado, os números de casos confirmados, recuperados e de óbitos, desde o primeiro registro em 20 de março de 2020 até hoje (8 de abril de 2021), por covid-19 são:

TOTAL DE CASOS EM RONDÔNIA – 08/04/2021
MunicípioCasos TotaisÓbitos TotaisCurados Totais
Porto Velho68.6541.95861.160
Ariquemes16.75134314.764
Ji-Paraná14.00036312.436
Vilhena10.1641809.633
Cacoal10.0351669.328
Jaru6.0651205.306
Rolim de Moura5.2511044.673
Guajará-Mirim5.0701814.767
Machadinho D’Oeste4.925614.357
Pimenta Bueno4.101523.720
Buritis3.969543.690
Ouro Preto do Oeste3.415902.961
Candeias do Jamari3.177632.811
Alta Floresta D’Oeste3.013472.844
Nova Mamoré2.726462.252
Presidente Médici2.420482.160
Espigão D’Oeste2.126381.929
Cerejeiras1.829391.340
São Miguel do Guaporé1.767311.644
São Francisco do Guaporé1.676351.524
Nova Brasilândia D’Oeste1.478181.210
Alto Paraíso1.470321.370
Cujubim1.413281.240
Colorado do Oeste1.289171.175
Monte Negro1.26221960
Chupinguaia1.214151.153
Itapuã do Oeste1.176171.073
Costa Marques1.01618929
Urupá99224920
Campo Novo de Rondônia96821804
Seringueiras94910891
Alto Alegre dos Parecis87118744
Mirante da Serra7875704
Alvorada D’Oeste75819652
Vale do Anari72910640
Santa Luzia D’Oeste7108668
Cacaulândia6718636
Nova União6649630
Vale do Paraíso61823568
Cabixi56213516
Corumbiara52912480
Theobroma50519423
Rio Crespo4839438
Governador Jorge Teixeira4755362
Ministro Andreazza44012409
Novo Horizonte do Oeste43015371
Teixeirópolis3975365
Pimenteiras do Oeste33713316
São Felipe D’Oeste2706252
Parecis2166180
Castanheiras1925170
Primavera de Rondônia133498
Total geral195.1384.464174.646

Em Rondônia, nas últimas 24 horas foram registrados os seguintes resultados para covid-19:

ÚLTIMAS 24 HORAS
MUNICÍPIOSCASOS CONFIRMADOSÓBITOS
Porto Velho46113
Ariquemes422
Ji-Paraná2812
Vilhena300
Cacoal942
Jaru553
Rolim de Moura241
Guajará-Mirim101
Machadinho D’Oeste111
Pimenta Bueno561
Buritis75
Ouro Preto do Oeste371
Candeias do Jamari22
Alta Floresta D’Oeste130
Nova Mamoré200
Presidente Médici670
Espigão D’Oeste200
Cerejeiras350
São Miguel do Guaporé31
São Francisco do Guaporé140
Nova Brasilândia D’Oeste130
Alto Paraíso302
Cujubim200
Colorado do Oeste190
Monte Negro62
Chupinguaia51
Itapuã do Oeste10
Costa Marques290
Urupá31
Campo Novo de Rondônia111
Seringueiras50
Alto Alegre dos Parecis40
Mirante da Serra21
Alvorada D’Oeste30
Vale do Anari30
Santa Luzia D’Oeste50
Cacaulândia90
Nova União00
Vale do Paraíso60
Cabixi10
Corumbiara61
Theobroma130
Rio Crespo00
Governador Jorge Teixeira10
Ministro Andreazza50
Novo Horizonte do Oeste110
Teixeirópolis00
Pimenteiras do Oeste51
São Felipe D’Oeste10
Parecis70
Castanheiras10
Primavera de Rondônia10
Total geral1.50845

ÚLTIMAS ATUALIZAÇÕES

  • Nesta quinta-feira (8) foram registrados 45 óbitos por Covid-19 em Rondônia, no qual 13 foram em Porto Velho, sendo quatro mulheres (77, 72, 53 e 35 anos) e nove homens (80, 74, 64, 55, 53, 48, 24, 18 e 16 anos de idade); cinco em Buritis, sendo uma mulher de 51 anos e quatro homens (71, 51, 34 e 32 anos); três em Jaru, sendo uma mulher de 61 anos de idade, um homem de 64 e uma criança do sexo feminino menor de um ano de idade; dois homens (75 e 46 anos) de Alto Paraíso; dois de Ariquemes, sendo uma mulher de 47 anos e um homem de 34 anos; dois de Cacoal, sendo uma mulher de 52 anos e um homem de 61 anos; dois de Candeias do Jamari, sendo uma mulher de 71 e um homem de 72 anos; dois homens (71 e 68 anos) em Ji-Paraná; dois de Monte Negro, sendo uma mulher de 58 anos e um homem de 77 anos; um homem de 78 anos em Campo Novo de Rondônia; uma mulher de 67 anos em Chupinguaia; uma mulher de 70 anos de Corumbiara; uma mulher de 71 anos de Guajará-Mirim; uma mulher de 42 anos de Machadinho D’Oeste; um homem de 43 anos de Mirante da Serra; um homem de 65 anos de Ouro Preto do Oeste; um homem de 81 anos de Pimenta Bueno; uma mulher de 71 anos de Pimenteiras do Oeste; um homem de 60 anos em Rolim de Moura; um homem de 27 anos de São Miguel do Guaporé; uma mulher de 55 anos de Urupá.

Segundo a Agevisa, os dados são analisados diariamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), que acompanha também a investigação epidemiológica feita pelas equipes de Saúde nos municípios para checagem de dados.

Para informações detalhadas e relatórios na íntegra, acesse o Portal Coronavírus em Rondônia, através do endereço: coronavirus.ro.gov.br

Veja todos os relatórios de dados já publicados sobre a Covid-19 em Rondônia, clicando no link http://bit.ly/2EzHtco

Os dados de vacinação são adicionados ao sistema diretamente pelos municípios e são dinâmicos.
Para dados atualizados em tempo real, acesse: https://covid19.sesau.ro.gov.br/Home/Vacina

Novo reajuste do botijão de gás em Porto Velho chega a R$ 105

Levantamento foi feito pela ANP.

O preço do gás de cozinha iniciou o mês de abril chegando a custar R$ 105 em alguns pontos de venda de Porto Velho, de acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgada na última semana.

Entre os dias 28 de março e 3 abril, a Agência fez pesquisa em 29 estabelecimentos que comercializam gás do tipo GLP e apurou que o botijão de 13 quilos custa de R$ 90 a R$105.

O levantamento também apontou que o preço médio da botija está em R$ 96,79.

No mês de fevereiro, Rondônia passou a ser um dos cinco estados com o gás mais caro (em relação ao valor médio).

Em janeiro, a Petrobras anunciou que ia elevar em 6% o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha. Com o reajuste, o valor praticado pela Petrobras irá a R$ 35,98 por 13kg.

Em nota, a empresa reiterou que desde novembro de 2019 igualou os preços de GLP para os segmentos residencial e industrial/comercial, e que o produto é vendido pela Petrobras às distribuidoras a granel.

A Petrobras afirmou ainda que os preços de GLP praticados por ela tem como referência o valor de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio.

Para tentar conter o avanço do preço do gás, o presidente Bolsonaro assinou decreto nesta semana que zera impostos federais sobre o gás de cozinha. A expectativa é de redução de preço ao consumidor nas próximas semanas.

A decisão sobre o gás de cozinha não tem prazo e vale para recipientes de até 13 quilos.

Segundo informações da Petrobras, dados coletados entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro deste ano mostram que o preço do gás de cozinha tem a seguinte composição:

  • 47%: custos do próprio gás;
  • 35%: custo de distribuição e revenda;
  • 15%: ICMS, imposto estadual;
  • 3%: impostos federais (PIS/PASEP e Cofins).

Fonte: G1/RO

STF retoma julgamento sobre cerimônias religiosas; assista

Gilmar Mendes foi o único a votar na quarta-feira, (7) e se manifestou por manter decisão contra a presença dos fiéis; siga

O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou nesta quinta-feira (8) o julgamento sobre a realização de missas e cultos com público durante a pandemia de covid-19. A sessão plenária por videoconferência foi suspensa nesta quarta-feira (7), após o ministro Gilmar Mendes dar o primeiro voto contrário à liberação de cerimônias religiosas presenciais. O julgamento é transmitido pelo página do STF no Youtube.

Em seu voto, Gilmar Mendes se referiu à pandemia como “a maior crise epidemiológica dos últimos 100 anos” e lembrou decisão do ano passado que garantiu aos estados e municípios a prerrogativa de criar regras de quarentena sem que elas sejam revogadas por outros entes federativos. “Não fora essa decisão, o nosso quadro sanitário estaria ainda pior do que se encontra”, afirmou.

O julgamento acontece após decisões conflitantes sobre o tema. No sábado (3), o ministro Nunes Marques liberou a presença dos fiéis no país, determinando que fosse respeitado o limite de 25% da lotação de cada espaço. Ele atendeu pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos. No final de semana, cerimônias já foram realizadas com público pelo país, em razão da decisão.

Na segunda-feira (5), porém, Gilmar Mendes concedeu decisão contrária à de Nunes Marques e julgou improcedente pedido do partido PSD contra decreto do governo de São Paulo que vetou eventos com aglomerações, – entre eles os religiosos – durante a fase emergencial do Plano São Paulo, iniciada no dia 15 de março. 

Nesse cenário de decisões conflitantes, o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, decidiu submeter a decisão de Gilmar Mendes ao plenário, para que os 11 ministros deliberem sobre o tema em busca de um entendimento que passe a ser adotado a partir de agora. 

Julgamento

O julgamento começou na quarta-feira com participação do ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça, que defendeu a presença de público nas igrejas, respeitando cuidados como número restrito de pessoas, e afirmou que “não existe cristianismo sem vida em comunidade”.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, também defendeu a possibilidade de público parcial nas igrejas. Ele afirmou que a “ciência salva vidas, e a fé também”. Ambas caminham lado a lado em defesa da vida e da dignidade humana, sustentou Aras. O procurador-geral afirmou no sentido de que a possibilidade de frequentar cerimônias regiliosas tem impacto na saúde mental.

Gilmar Mendes votou contra esses argumentos e afirmou ser impensável qualquer ação do estado contrária à proteção coletiva da saúde. Ele fez um paralelo com o direito constitucional à vida. “A Constituição Federal de 1988 não parece tutelar um direito fundamental à morte”, disse.

Gilmar afirmou ainda que a decisão do governo de São Paulo sobre fechamentos na fase emergencial vedou não só as atividades religiosas, mas também o atendimento presencial ao público em bares, restaurantes, shoppings, praias e parques, entrou outros.

Fonte: Congresso em Foco

Mexicanos se disfarçam de idosos e são vacinados, mas acabam presos

Dois homens, de 30 e 35 anos, pintaram os cabelos de branco e usaram máscaras e faceshields para receber o imunizante

Dois homens, ambos com cerca de 30 anos, conseguiram ser vacinados contra a covid-19 na Cidade do México, após se disfarçarem de idosos, mas foram descobertos e acabaram sendo presos. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7), por autoridades da capital mexicana.

“No caso destes dois jovens que se disfarçaram e receberam a vacina como maiores de 60 anos, os dois estão detidos com prisão preventiva”, disse a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, em uma coletiva de imprensa.

O caso aconteceu há duas semanas, em um posto de vacinação em La Marina, no setor de Coyoacán, onde a campanha de vacinação era exclusivamente para pessoas com mais de 60 anos, segundo Cristina Cruz, funcionária da prefeitura.

Foi ali chegaram os dois homens, de 30 e 35 anos, com os cabelos e sobrancelhas pintados de branco, e usando máscaras e faceshields para esconder os rostos. 

Ambos apresentaram documentos de identidade falsos e conseguiram receber o imunizante, mas o plano veio abaixo quando eles foram obrigados a conversar com uma funcionária responsável por explicar o plano de vacinação.

“Uma colega percebeu pela voz que não parecia a de um idoso, e foi então que ela chamou as autoridades”, explicou Cruz, em entrevista ao portal de notícias UNOTV. Ela afirmou que os dois serão processados por falsidade ideológica.

Casos isolados

A vacinação no México começou no último dia 24 de dezembro, passando primeiro pelos funcionários da saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia, e agora se concentra nas pessoas da terceira idade, com o que o governo espera reduzir as mortes por covid-19 em cerca de 80%.

O país já relatou alguns casos isolados de pessoas que foram vacinadas furando o cronograma estabelecido com critérios de idade. Sheinbaum assegurou que, na capital, esses episódios têm sido raros.

O epidemiologista Hugo López-Gatell, porta-voz da estratégia do governo contra o coronavírus, condenou esses comportamentos, mas afirmou que as pessoas que receberam a primeira dose de forma irregular poderão ter também a segunda, para não desperdiçar recursos.

Negar a vacina a essas pessoas “seria exercer um ato de Justiça com medidas que são da saúde pública”, afirmou ele, após o caso de um oftalmologista que teve acesso irregular ao imunizante.

Com 126 milhões de habitantes, o México é o terceiro país mais atingido pela covid-19 em números absolutos, com 205 mil mortes, e tem o 14º maior número de casos, cerca de 2,25 milhões de casos registrados, segundo os dados oficiais. O país já aplicou 9,6 milhões de doses de vacinas.

Fonte: R7

Pesquisa constata reinfecções de covid-19 com sintomas mais fortes

Estudo da Fiocruz reforça que a doença em forma branda não imuniza

Um estudo coordenado pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS/Fiocruz) constatou quatro casos de reinfecção por covid-19 em que os pacientes tiveram sintomas mais fortes da doença na segunda contaminação, apesar de os dois episódios terem sido considerados leves, sem hospitalização. Em ao menos um desses casos, a reinfecção foi provocada pela mesma variante do primeiro episódio. 

A pesquisa será publicada na forma de artigo científico na revista Emerging Infectious Disease (EID), do Centro de Controle e Prevenção de Doença dos Estados Unidos (CDC). Além da Fiocruz, participaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor) e da empresa chinesa MGI Tech Co. Segundo o coordenador do estudo, o virologista do CDTS/Fiocruz Thiago Moreno, a constatação reforça que uma parcela da população que tem a doença na forma branda não desenvolve memória imunológica. 

“Demonstramos que um grupo de pessoas com sintomatologia leve para covid-19 teve um segundo episódio de covid um pouco mais forte, porque não foi capaz de gerar uma imunidade de memória depois do primeiro episódio. Assim como vários casos brandos de covid-19, esses indivíduos tiveram o controle dessa primeira infecção pela resposta imune inata, aquela que não forma uma memória consistente e de longo prazo”.

Os testes realizados mostraram que a defesa do organismo com base em anticorpos só foi formada nesses indivíduos após a segunda infecção. “Isso mostra também pra gente que uma parcela da população que teve a doença branda no primeiro episódio pode voltar a ter covid-19 depois de algum tempo, e não necessariamente ela será branda de novo”.

Moreno explica que a possibilidade de reinfecção com sintomas mais contundentes se dá independentemente de o indivíduo contrair a mesma variante do novo coronavírus ou uma nova. “A reinfecção pelo novo coronavírus é possível, e isso é algo similar com o que acontece com coronavírus sazonais humanos e até alguns coronavírus veterinários”, diz o pesquisador.

Os pesquisadores envolvidos no estudo acompanharam um grupo de 30 pessoas de março a dezembro de 2020 com testagens semanais. O objetivo do estudo não era investigar a reincidência da covid-19, e sim monitorar a segurança do grupo em seu local de trabalho. Diante das suspeitas de reinfecção constatadas, os cientistas se debruçaram sobre esses casos e comprovaram, por meio de sequenciamento, duas reinfecções. Nas outras duas, não havia material genético suficiente para o sequenciamento, mas os episódios da doença tiveram meses de intervalo com testes negativos. 

Thiago Moreno ressalta que o estudo não foi desenhado para ter representatividade estatística, o que significa que não é possível extrapolar a proporção de pessoas reinfectadas para toda a população. Além disso, ele acrescenta que, apesar de o estudo ter constatado sintomas mais contundentes no segundo episódio de covid-19 entre os quatro pesquisados, isso não permite interpretar um padrão para os casos de reinfecção.

As quatro pessoas que se reinfectaram com a doença não precisaram ser internadas em nenhum dos dois episódios e tiveram casos considerados brandos em ambos. Para o pesquisador, quanto mais brando for o quadro de covid-19, maiores são as chances de a memória imunológica não ser capaz de neutralizar o vírus em um segundo contato. 

Moreno recomenda que pessoas já infectadas mantenham os cuidados para a prevenção da covid-19 e explica que mesmo os exames laboratoriais comuns que permitem a detecção de anticorpos não são capazes de determinar se o corpo formou defesas neutralizantes. 

“O que esses testes, em geral, não medem é se essa memória vai servir para a gente só como um traço para saber se foi exposto ao vírus ou se é uma memória neutralizante, capaz de bloquear a infecção viral. Tem uma diferença de magnitude muito grande entre ter detecção de anticorpos e esses anticorpos de fato te protegerem contra a infecção”, explica ele, que acrescenta que não se surpreenderia se os casos de reinfecção relatados no estudo tivessem um terceiro episódio de covid-19. “Não agora por não ter feito essa memória, mas porque a sustentação dessa memória pode ser curta”.

Fonte: Agência Brasil

Caso Henry: Polícia confirma que o Ex- vereador Dr. Jairinho assassinou o garoto

Investigação continua, mas delegado disse que já há provas suficientes.

O delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia Henrique Damasceno disse hoje (8) que o vereador Dr. Jairinho (RJ), expulso nesta quinta-feira do partido Solidariedade, assassinou Henry Borel, de 4 anos, filho da namorada do vereador. Segundo o delegado, a investigação continua, mas já existem provas suficientes para assegurar que a morte do garoto, no dia 8 de março, não foi um acidente, e sim um crime duplamente qualificado com emprego de tortura e sem possibilidade de defesa da vítima.

De acordo com o delegado, até o momento, não há possibilidade de garantir que a mãe da criança participou das torturas, mas Damasceno acrescentou que Monique Medeiros da Costa e Silva foi omissa em não procurar a polícia para relatar uma agressão ocorrida no dia 12 de fevereiro, dentro do apartamento do casal. Conforme o delegado, a agressão ficou evidente em troca de mensagens entre Monique e a babá de Henry, Thayná, recuperadas pela polícia com a utilização do software israelense Cellebrite Premium. 

As mensagens foram fundamentais para determinar a prisão do casal nesta quinta-feira. A aquisição do software vinha sendo pedida pela polícia há dois anos e foi autorizada pelo governador em exercício Cláudio Castro durante as investigações.

Nas mensagens, que tinham sido apagadas do celular de Monique, a babá informou que o menino foi trancado no quarto por Dr. Jairinho e naquele momento sofria agressões. A mãe então pediu para que ela entrasse no quarto, o tirasse de lá e desse um banho para ele ficar mais calmo. A babá contou ainda que o menino relatou que levou “uma banda” do padrasto e que pediu para que a sua cabeça não fosse lavada, porque sentia dor. Henry falou ainda que tinha dores no joelho.

Ameaças

O delegado descartou a possibilidade de a mãe ter sofrido ameaças para não relatar as agressões e ressaltou que não faltaram oportunidades para falar das agressões sofridas pelo menino.

“Com relação à ameaça, com bastante sinceridade, não é isso que percebi. Ela teve inúmeros momentos em que poderia ter falado conosco. O depoimento foi bastante longo e ela se mostrou à vontade em vários pontos dele [depoimento]”, afirmou.

Presos, Dr. Jairinho e mãe de Henry Borel chegam algemados à cadeia - Fotos  - R7 Rio de Janeiro
Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel

O comportamento de Monique após a morte do filho chamou atenção de Damasceno. “Ela conseguiu prestar um depoimento por mais de quatro horas e apresentou uma versão fantasiosa protegendo o assassino do próprio filho”, ressaltou, destacando, que com base na legislação brasileira, a denúncia seria uma obrigação legal da mãe.

“A mãe não procurou a polícia, não afastou a vítima do agressor, do convívio de uma criança de 4 anos, filho dela. É bom que se diga que ela tem obrigação legal. Além disso, quando verificamos depois de uma rotina, esteve em sede policial por mais de quatro horas protegendo o assassino do próprio filho. Não só se omitiu, como também concordou”.

O delegado informou ainda que após o enterro do filho, Monique foi a um salão de beleza para tratar do cabelo e das unhas. A imagem que o casal tentava passar da convivência com o menino era de uma família harmoniosa, inclusive induzindo a polícia para esta versão.

IML

Durante as investigações foi ouvido um alto executivo da Saúde, com nome não revelado pelo delegado, que no seu depoimento na 16ª DP revelou ter recebido quatro ligações de Dr. Jairinho pedindo que o corpo fosse liberado pelo Hospital Barra D’Or, onde a criança já chegou morta, e não fosse encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). O executivo, segundo o delegado, negou o pedido, porque constatou que o menino tinha sido vítima de agressões e, por isso, o corpo precisava ser levado ao IML.

Descarte de celulares

O casal foi preso na casa de uma tia do vereador, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. O endereço não tinha sido informado às autoridades policiais, que conheciam apenas a localização da casa da mãe de Monique e dos pais de Dr. Jairinho, onde estavam morando separados nos últimos dias. Esse foi um dos motivos pelos quais a prisão foi feita nesta quinta-feira. O delegado relatou que não houve resistência no momento que foram presos, mas o vereador tentou se livrar de dois celulares que o casal estava usando depois que tiveram anteriormente a apreensão dos seus aparelhos. Jarinho jogou os celulares pela janela, mas a polícia recolheu e os encaminhou para perícia.

O promotor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), titular da 1ª Promotoria da Zona Sul e Barra, Marcos Kac, disse que as provas continuam sendo produzidas porque as investigações ainda não terminaram, uma vez que ainda tem uma série de atos de polícia judiciária e pericial para serem praticados para que todo o acervo probatório seja encaminhado ao Ministério Público. “Aí sim, vai valorar a conduta de cada um e imputar o tipo penal violado por cada um dos atores dessa tragédia”, contou Marcos Kac, esclarecendo o processo para determinar a punição de cada um no crime.

Para o diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), delegado Antenor Lopes, para as investigações este foi um caso extremamente sensível e delicado, que começou com a possibilidade de ser um acidente doméstico, mas que avançou nas apurações. “Caso difícil porque ocorreu dentro de um apartamento sem maiores testemunhas e sem câmeras. Era um caso com dificuldade muito grande, mas a equipe do Dr Henrique evoluiu na investigação e eles começaram a perceber que algo estava errado. Fomos auxiliados pela perícia técnica, bem como toda a investigação foi acompanhada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, com o Dr Marcos Kac”, completou.

Expulsão

O partido Solidariedade, que ontem tinha anunciado o afastamento de Dr. Jairinho, em nota nesta quinta-feira, informou a expulsão do vereador. “Diante dos novos fatos revelados, a Executiva Nacional do Solidariedade, em conjunto com a Estadual do partido, resolve expulsar, de forma sumária, o vereador Dr. Jairinho”.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro confirmou que se reunirá hoje para definir a situação do vereador, com a responsabilidade que o caso exige e atenta à gravidade da prisão de Dr. Jairinho. Está prevista para esta tarde uma reunião do Conselho de Ética. “Embora inexista até o momento representação formulada no Conselho de Ética, será dada toda celeridade que o caso exige. Em razão da prisão, o vereador tem sua remuneração imediatamente suspensa e fica formalmente afastado do mandato a partir do trigésimo primeiro dia, na forma do art. 14 do Regimento Interno”, informou.

Depois de passar por exames de corpo de delito no IML, o casal foi levado para o presídio de Benfica, na zona norte, para entrada no sistema prisional do estado do Rio.

Assista na TV Brasil:

Fonte: Aline Leal A/B

Vacinas: Agevisa garante distribuição de lotes para regionais da Saúde em RO

De acordo com a Agência Estadual de Vigilância, no total foram recebidos 265.008 doses do MS, entre AstraZeneca e CoronaVac.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), ao receber do Ministério da Saúde (MS) as vacinas para imunizar a população do Estado, faz a distribuição de todas as doses aos municípios e os dados são lançados no Painel Covid-19, sistema desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e atualizado com informações repassadas pelos municípios, acerca da aplicação das doses na população e detalhamento de dados relacionados à covid-19.

Até o momento, o Rondônia recebeu 265.008 doses do MS, entre AstraZeneca e CoronaVac, prevendo a vacinação do público do segundo grupo prioritário, que está em vigor, conforme preconiza o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a covid-19 (PNO/MS). O mesmo quantitativo recebido foi distribuído em Rondônia e pode ser conferido no campo vacinômetro/vacinas distribuídas, do Painel Covid-19.

As vacinas recebidas no Estado são automaticamente entregues nas Regionais de Saúde, no prazo de 24 horas, e diante da urgência da situação pandêmica, no mesmo dia em que os imunizantes chegam nas Regionais são recepcionados por representantes dos municípios, que levam as vacinas imediatamente para serem aplicadas nas pessoas previstas no Plano Municipal de Vacinação, de cada localidade.

TRANSPARÊNCIA

Como reforço de informação, a Agevisa disponibiliza, também, a Tabela de Distribuição das Vacinas, que demonstra a quantidade de vacinas recebidas e distribuídas em Rondônia. Ana Flora Gerhardt, diretora-geral da Agevisa, lembra que além de ser evidenciada a transparência no sistema Painel Covid-19, do Governo de Rondônia, os dados são repassados à imprensa no ato do recebimento das doses e dessa forma, todas as informações acerca do recebimento e distribuição dos imunizantes são esclarecidas à população do Estado.

No entanto, essa semana foi identificado um problema técnico no Painel Covid-19, que impedia o lançamento do último lote de vacinas, recebido no dia 1º de abril, do Ministério da Saúde, no campo “Distribuídas” em Rondônia. “A diferença era de quase 52 mil vacinas, mas identificamos essa intercorrência e corrigimos, e para tirar todas as dúvidas, além de enviar o link do Painel Covid-19, enviamos também a Tabela com o registro de entrada e saída de todos lotes de vacinas recebidas em Rondônia, como prova de que não há nenhuma dose retida em poder do Estado”, enfatiza Ana Flora.

Ressalta-se que a atribuição do Governo de Rondônia é receber os imunizantes do Ministério da Saúde e distribuir para os 52 municípios rondonienses, por isso não há doses armazenadas, sendo de competência das prefeituras a aplicação das vacinas.

As Regionais de Saúde do Estado estão distribuídas nos seguintes municípios: Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena. Além disso, as vacinas também são entregues diretamente pela Agevisa nos municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Nova Mamoré e Guajará-Mirim.

Fonte: Agevisa

Homem e menor são apreendidos com drogas e veículos roubados durante patrulhamento na zona leste

Também foram encontrados carimbos, receituários, atestados médicos e diplomas, com sinais de falsificação.

Um homem foi preso e um adolescente apreendido em Porto Velho após a Polícia Militar (PM) encontrar um estabelecimento com veículos roubados, diplomas falsos e drogas nesta semana.

A apuração do caso começou durante patrulhamento no bairro Jardim Santana. Os agentes receberam a informação que um homem tentava negociar rodas de carros, de forma suspeita, em um estabelecimento.

Ao localizarem o endereço, os agentes encontraram munições, celulares, drogas e materiais para embalar, fracionar e distribuir entorpecentes.

Adiante, nos fundos do terreno havia um carro e uma moto roubados. A motocicleta já havia sido adulterada. Além disso foram encontrados carimbos, receituários, atestados médicos e diplomas, com sinais de falsificação.

Um homem foi preso e um adolescente apreendido. Eles foram conduzidos à Central de Flagrantes da capital para as devidas providências.

Fonte: G1/RO

Assembleia de Rondônia retira da pauta Projeto que trata do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico

Para o presidente da casa Alex Redano, “se não for para beneficiar as pessoas que estão morando há anos em algumas áreas de reserva, era melhor não votar os projetos.”

Em sessão extraordinária, após deputados terem apresentados emendas, o líder do Governo, Luizinho Goebel (PV), pediu ao presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), a retirada de pauta de votação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 080, que trata de áreas de reserva, e do PLC 085, que trata da Lei do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico. A solicitação foi atendida.

O presidente Alex Redano disse que, se não for para beneficiar as pessoas que estão morando há anos em algumas áreas de reserva, era melhor não votar os projetos. “Pautei atendendo a diversos pedidos, mas só vou colocar em pauta novamente quando tivermos um consenso com o Executivo. Nosso objetivo é beneficiar o pequeno produtor, as pessoas que dependem de um pedaço de terra para sustentar a família”, destacou.

A lei altera os limites da Reserva Extrativista Jaci-Paraná e do Parque Estadual de Guajará-Mirim, cria o Parque Estadual Ilha das Flores, o Parque Estadual Abaitará, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Bom Jardim, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Limoeiro, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Machado e a Reserva de Fauna Pau D’Óleo e revoga o artigo 8-A da Lei Complementar n° 633, de 13 setembro de 2011, bem como a Lei n° 1.146, de 12 de dezembro de 2002 e dá outras providências. 

O deputado Cirone Deiró (Podemos) disse que “estamos aqui para discutir essa matéria, enviada pelo Governo, que trata da desafetação de áreas de reserva, como a Jaci-Paraná, que abrange áreas de Porto Velho, Nova Mamoré e Buritis. Fui procurado pela Associação Asprumim, que mostrou a necessidade de desafetação dessa área, que virou reserva extrativista em 1996. Fui entender o que era essa reserva e o que acontecia, para tomar meu posicionamento. Essa associação apresentou estudos, mostrando que não existe mais extrativismo naquela localidade”.

O deputado Luizinho Goebel, líder do Governo, destacou que o projeto foi elaborado pela equipe técnica do Poder Executivo buscando resolver demandas diárias de litígio e até mesmo por uma questão social com as populações que vivem na região. Diante das diversas emendas apresentadas pelos deputados, Luizinho informou temer que o projeto possa ser desconfigurado e, até mesmo, se tornar inconstitucional.

Por isso Luizinho apresentou o pedido do Governo do Estado para que o PLC 80 fosse retirado da ordem do dia para que as emendas possam ser discutidas junto à equipe técnica da Sedam de maneira a garantir justiça a todos.

O presidente Alex Redano afirmou que “confesso que fico um pouco triste, trabalhamos essas emendas e tenho uma preocupação, principalmente social. É uma matéria ambiental, mas com ela podemos fazer justiça, beneficiando famílias de trabalhadores rurais. Mas reconheço a legitimidade do Governo em pedir a retirada de pauta. Eu apresentei algumas emendas, junto com os demais deputados. É importante discutir, envolver a Sedam, a Casa Civil, detalhar cada uma das emendas e vamos pautar no momento oportuno”.

Segundo Redano, milhares e milhares de famílias esperam ansiosas por esse resultado. “Parabenizo ao relator, Jean Oliveira, e aos demais deputados que se dedicaram. Isso é o parlamento, estamos aqui para encontrar caminhos e soluções”, destacou.

O relator do projeto, deputado Jean Oliveira (MDB) destacou que ao compor o relatório depois de analisar toda a situação das áreas atingidas, aceitou as emendas propostas pelos demais deputados, que representam a vontade da comunidade, tornando um projeto bastante robusto.

De acordo com Jean Oliveira, tratam-se de reivindicações de famílias dos municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Buritis, cujas propriedades encontram-se com mais de 160 mil cabeças de gado e os proprietários necessitam de uma definição urgente da situação, pois vivem uma incerteza com relação às suas propriedades.

Jean Oliveira destacou que todo o trabalho realizado para a composição do PLC-80 merece destaque e a votação, e aprovação o mais breve possível garantirá aos moradores da área afetada a regularização tão almejada. Ele pediu, ainda, o entendimento dos deputados e do Estado para que o projeto, que foi retirado de pauta a pedido do Governo para os ajustes necessários, volte e seja votado o mais rápido possível.

Fonte: ALE-RO

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