Fiocruz inaugura banco com capacidade de armazenar amostras de vírus

O Biobanco tem capacidade para armazenar 1,5 milhão de amostras

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurou hoje (13) o Biobanco Covid-19 (BC19-Fiocruz). A nova unidade, localizada no campus Expansão no Rio de Janeiro, vai permitir a concepção e condução de pesquisas, desenvolvimento tecnológico e ensaios clínicos relacionados à doença pandêmica.

O BC19-Fiocruz tem capacidade de armazenar até 1,5 milhão de amostras de vírus, bactérias e fungos que podem surgir em uma pandemia com vírus originário no Brasil e, inclusive, de outra parte do mundo. O investimento do Ministério da Saúde foi estimado em R$ 40 milhões, entre o projeto, a obra e a estruturação do parque tecnológico permanente. A construção contou ainda com apoio complementar do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o investimento da pasta é um compromisso com o presente, mas, sobretudo, com o futuro. Conforme o ministro, junto ao trabalho que será realizado no local, o Brasil mostra que tem condição de intensificar a capacidade de identificação desses vírus após o fortalecimento da estrutura dos Laboratórios Estaduais de Saúde Pública (Lacens).

“Hoje temos muito mais Lacens do que tínhamos antes, e a prova disso é que identificamos uma das mutações desse vírus aqui no Brasil, a gama, importante para a condição da saúde pública brasileira, mas também em nível mundial”, disse.

Segundo o ministro, atualmente o país vive espreitado por outras possíveis variantes desse vírus, como é o caso da Ômicron, que foi conhecida recentemente por cientistas na África do Sul. Ele criticou possíveis punições aos países que identificam novas mutações do vírus.

“Já foram identificados 11 casos no Brasil, com certeza deve haver mais. Quando se identifica uma variante não é o caso de punir o país que identificou. Temos, sim, que aplaudir quem identifica essas variantes do vírus para que possamos nos preparar melhor para combater essas ameaças imprevisíveis causadas por mutações do vírus”, disse.

O ministro Queiroga lembrou que recentemente o Brasil firmou compromisso no âmbito do G20 para fortalecimento do sistema de saúde de acesso global e da ampliação do acesso a imunizantes e insumos estratégicos para o enfrentamento não só dessa emergência sanitária causada pelo novo coronavírus, mas outras que podem surgir em função de mutações do próprio vírus ou de outros que comprometam a segurança na sociedade.

“Esse investimento na área da pesquisa, ciência e tecnologia é fundamental para ampliar essa capacidade de resposta”, disse.

Segundo o ministro, a Fiocruz e a sua pasta são indissociáveis e que o Ministério da Saúde pode ser considerado um filho da fundação, porque resulta da centenária tradição de saúde pública do país, liderada por Oswaldo Cruz, Carlos Chagas.

Para o ministro, o legado que os dois cientistas deixaram permanecerá vivo para sempre e talvez por isso o Brasil tenha uma capacidade tão grande de vacinar a população. “O Brasil hoje é um exemplo mundial em relação à campanha de imunização contra a covid-19 e é por isso que nos últimos seis meses tivemos uma redução expressiva do número de casos e de óbitos decorrentes da covid-19 e resultou consequentemente em uma menor pressão sobre nosso sistema de saúde e uma esperança de contermos o caráter pandêmico da covid-19 e vivermos no tão ansiado pós covid”, completou.

Na visão de Queiroga, a Fiocruz tem dado uma contribuição extraordinária em relação ao combate da covid-19 e a mais significativa, para ele, é a relativa à encomenda tecnológica feita ao Laboratório AstraZeneca com transferência de tecnologia, tendo como resultado a produção da vacina com IFA nacional, que está em fase final de processo regulatório para a aprovação.

“[O IFA] Permitirá que tenhamos a condição de produzir até 480 milhões de doses no ano de 2022. É um extraordinário avanço que decorre da união de todos. Do governo federal, que alocou recursos expressivos nessas ações, da Fundação Oswaldo Cruz, com a capacidade que têm os seus pesquisadores; o fortalecimento do complexo industrial de BioManguinhos no futuro em Santa Cruz e deixar, sim, um legado para o nosso Sistema Único de Saúde”, disse, acrescentando que a criação do SUS “foi uma aposta dos nossos constituintes de 1988, que se mostrou ao longo do tempo muito acertada”.

“Saúde como direito fundamental, saúde como direito de todos e dever do Estado. Quero parabenizar a todos que integram a Fundação Oswaldo Cruz por esse Biobanco e dizer que estamos cada dia mais seguros em relação a problemas sanitários”, disse Queiroga.

Serviço qualificado

O Biobanco, iniciativa pioneira, está instalado em uma área de 1,1 mil metros quadrados e vai funcionar como um centro provedor de serviços altamente qualificados e materiais biológicos, com áreas laboratoriais de classificação de nível de biossegurança 2 (NB2).

De acordo com a Fiocruz, isso vai abrir espaço para colaborações nacionais e internacionais, além de fortalecer o mercado interno e reduzir a dependência internacional do Brasil nessa área. Com a estrutura, os pesquisadores poderão desenvolver estratégias baseadas em evidências, projetar protocolos de tratamento e previsões baseadas na medicina de precisão, a partir dos materiais biológicos e dados armazenados no Biobanco.

“O Biobanco representa uma resposta concreta à demanda urgente do SUS [Sistema Único de Saúde], proporcionando uma estrutura pioneira em um momento de emergência sanitária e traz o resultado de um antigo projeto para implantar o Centro de Recursos Biológicos em Saúde da Fiocruz constituído por vírus, bactérias, fungos e protozoários e outros materiais biológicos de interesse taxonômico, epidemiológico e biotecnológico, que garantirá o apoio para a preparação e rápidas respostas às futuras emergências de saúde pública”, disse a gerente geral do BC19-Fiocruz, Manuela da Silva.

Biobanco Covid-19 (BC19-Fiocruz). – Raquel Portugal/FioCruz

O projeto tem autonomia no abastecimento de água; sistema de descontaminação de efluentes com estação de tratamento de esgoto próprio; central de gases diversos, incluindo nitrogênio líquido, destinado aos equipamentos de criopreservação; além de diversos sistemas específicos para garantir a segurança e a rastreabilidade das amostras, atendendo aos requisitos legais de qualidade, biossegurança e bioproteção.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, disse que a nova unidade da fundação contribuirá de forma decisiva para a ciência brasileira. “Este evento de hoje, para nós, tem um significado especial, para as ações de ciência, tecnologia e inovação, e para as ações de vigilância em nosso país”, disse.

Nísia Trindade disse que além de enfrentamento da emergência sanitária da covid-19, a criação do novo centro de pesquisa é fundamental para o futuro da vigilância e da saúde pública no Brasil, que também se depara com a questão de preparação frente a possíveis emergências sanitárias.

“Em todo o mundo, esta é hoje uma pauta prioritária que vai além da saúde. É a pauta da vida, da possibilidade de um desenvolvimento sustentável com equidade e que faz com que as nações estejam preparadas para as emergências”, disse.

Projeto

O projeto do BC19-Fiocruz foi elaborado após debates que envolveram potenciais usuários reunidos em um grupo de trabalho constituído por profissionais de diferentes áreas da instituição, entre elas, a de engenharia, arquitetura, qualidade, biossegurança e bioproteção, virologia, biologia molecular.

Fonte: Agência Brasil | Por Cristina Indio do Brasil

Ministro Marcos Pontes diz que Brasil será grande produtor de vacinas

Ministro abriu a 18ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, afirmou hoje (3) durante a abertura da 18ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília, que o Brasil passará por uma mudança significativa perante o mundo no desenvolvimento de novas tecnologias.

Segundo o ministro, uma série de novos avanços têm sido fomentados por diversas frentes do ministério – desde pesquisas com células-tronco a desenvolvimento aeroespacial. Marcos Pontes afirmou ainda que acredita que eventos como a SNCT 2021 fomentam a curiosidade e o desejo de aprendizado em áreas complexas.

O  ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, participa da  abertura oficial da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, participa da abertura oficial da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Em entrevista após o discurso, Marcos Pontes falou sobre os rumos da ciência brasileira e o desenvolvimento de vacinas de maneira autônoma.

Segundo o ministro, o Brasil deixará de ser importador de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para se destacar como produtor e exportador de vacinas para todo o mundo. “Isso já está acontecendo. São projetos em curso em todas as áreas. Tudo isso porque a ciência é transversal.”

Pontes afirmou ainda que os planos para tornar o Brasil um polo de exportações de imunizantes não abrangem apenas a covid-19, mas todas as chamadas doenças tropicais negligenciadas, como dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

“Esse ministério tem a característica de transformar e trazer para a realidade as coisas práticas, de transformar as inovações em práticas e levar para as pessoas. São muitos desafios”, afirmou.

Durante a cerimônia, Marcos Pontes relembrou a assinatura do Plano Nacional de Tecnologias Assistivas, realizada pela manhã no Palácio do Planalto e que viabiliza uma série de investimentos em iniciativas de acessibilidade, tanto públicos quanto privados.

Pontes celebrou, ainda, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que é comemorado hoje e que foi tema de eventos em todo o governo federal.

Assista reportagem na TV Brasil: 

Fonte: Agência Brasil

Eclipse parcial da Lua poderá ser observado nesta madrugada

No Brasil, cidades do centro-norte terão melhor visibilidade

Um eclipse parcial da Lua poderá ser observado na madrugada desta sexta-feira (19). É também chamado de eclipse de microlua, quando o satélite está no ponto mais afastado da órbita ao redor da Terra.   

“Isso acontece porque o caminho que a Lua percorre no entorno da Terra é uma elipse, ou seja, uma circunferência levemente achatada. Como ela está mais longe da Terra que a Lua cheia média, acaba ficando aparentemente menor, cerca de 7%’’, explica o professor do Instituto Federal de Santa Catarina Marcelo Schappo. 

Mesmo sendo microlua, o eclipse poderá ser observado totalmente na América do Norte e em alguns países da América do Sul. Aqui no Brasil, apenas o início do fenômeno poderá ser observado, previsto para às 4h20, no horário de Brasília. O ápice deve ocorrer por volta das 6h, horário de Brasília. 

As cidades do centro-norte do país terão melhores condições de visibilidade, entre elas as capitais Manaus, Rio Branco, Porto Velho, Boa Vista e Cuiabá. Isso porque nesses locais a Lua se põe após o ápice do eclipse, explica Schappo. 

Os moradores de Macapá, Belém e Campo Grande também poderão acompanhar parte do fenômeno. Já quem mora nas cidades da faixa litorânea do país, dificilmente observará o obscurecimento lunar. 

Marcelo Schappo destaca ainda que próximo do momento do ápice, a Lua poderá ser vista em tom levemente avermelhado ou alaranjado. Segundo o doutor em Física, isso ocorre “porque a luz do Sol interage com a atmosfera terrestre e é desviada para dentro da sombra do nosso planeta, atingindo a Lua. Porém, no processo de interação com a atmosfera, as colorações avermelhadas da luz do Sol passam com maior intensidade.’’

Embora os eclipses lunares – alinhamento do Sol, Terra e Lua –  sejam considerados raros, nesse caso a sombra da Terra encobrirá cerca de 97% da Lua, por isso é considerada parcial e é um pouco mais frequente do que quando há a cobertura total do satélite. 

Após o evento lunar desta sexta-feira (19), o próximo eclipse com boa visibilidade aqui no Brasil será uma total em maio de 2022. 

Neste ano, ainda há previsão de chuva de meteoros Geminídeas, em dezembro. O ápice da visualização dos meteoros no céu noturno será na madrugada do dia 14 de dezembro.

Por Adrielen Alves

Pesquisadores anunciam a descoberta da ocorrência de incêndios na Antártica há 75 milhões de anos

Incêndios florestais afetaram os ecossistemas no continente; as evidências foram apresentadas hoje em artigo publicado pela Polar Research

Pesquisadores de diferentes instituições brasileiras em parceria com o Senckenberg Research Institute (Alemanha), apresentam estudo inédito que confirma a ocorrência de paleoincêndios na região

A pesquisa inédita publicada hoje, 20 de outubro, na revista Polar Research trata do primeiro registro de paleoincêndios na Ilha James Ross, na península Antártica. A descoberta aconteceu durante uma expedição, entre 2015 e 2016, em afloramentos da Formação Santa Marta, unidade geológica que ocorre na parte nordeste da Ilha James Ross. 

Os fósseis coletados chamaram a atenção dos pesquisadores por serem fragmentos de plantas com características de carvão vegetal, mas que estavam desgastados devido ao tempo de exposição. Participaram do estudo pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Museu Nacional/UFRJ, Universidade do Vale do Taquari (UNIVATES), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (CENPALEO) e Universidade Regional do Cariri (URCA). 

O cenário branco e gelado comumente associado ao ambiente antártico nem sempre foi dessa forma. O estudo aqui apresentado traz novas evidências não só de que a Antártica há 75 milhões de anos era verde, como também sugere um clima mais quente para essa região no seu passado. As evidências fósseis de troncos e lenhos vegetais são encontradas por toda a Antártica, o que já indicava sua composição florestal durante o período Cretáceo; a novidade aqui encontrada indica que essa vegetação também era acometida por incêndios espontâneos.  


De acordo com a paleontóloga Flaviana Lima, “essa descoberta amplia o conhecimento sobre a ocorrência de incêndios vegetacionais durante o Cretáceo, mostrando que episódios assim eram mais comuns do que se imaginava, além de representar uma contribuição significativa para os estudos paleobotânicos em todo o mundo”. A extensa atividade de incêndios florestais durante o Cretáceo afetou diretamente a composição das comunidades de plantas, influenciando significativamente nas mudanças paleoecológicas em diferentes ambientes do planeta.

Inúmeros registros de incêndios florestais intensos no mundo inteiro têm sido feitos, sobretudo em camadas formadas na parte superior do período Cretáceo (~ 85-70 milhões de anos). A maior parte desses registros, porém, são do hemisfério norte, sendo poucos os registros para o hemisfério sul. No Cretáceo, o continente Antártico estava separando-se das demais massas continentais do planeta e isso favoreceu a existência de vulcões, o que afetou diretamente os paleoecossistemas locais. 

Apesar de o Cretáceo ser considerado um intervalo no qual paleoincêndios foram comuns em escala global, ainda há poucos registros de macrocharcoal – que são as principais evidências desse fenômeno natural – descritos no hemisfério sul. “Os dados inéditos apresentados no trabalho reforçam que as florestas, que ocupavam o que hoje conhecemos como Península Antártica, também foram afetadas pelo fogo ao longo do Campaniano, ampliando a abrangência paleogeográfica desses eventos e ajudando a esclarecer o seu impacto sobre a paleobiodiversidade”, explica André Jasper, professor da UNIVATES.

Pesquisa

Como é de conhecimento geral, a Antártica é um dos lugares mais inóspitos do planeta. De difícil acesso e com condições climáticas extremas, esse continente tem sido alvo cada vez mais constante de pesquisas nas mais diferentes áreas do saber por intermédio de projetos submetidos ao Programa Antártico Brasileiro – o PROANTAR, como o PALEOANTAR, que procura entender como se deu a modificação da fauna e flora antártica ao longo do tempo na escala de milhões de anos.

“Essa descoberta mostra que as variações climáticas que ocorreram ao longo do tempo trazem profundas mudanças no planeta como também em toda a biota. Isso acende um importante alerta diante das mudanças climáticas que são evidentes na atualidade. A dinâmica paleoflorística da Antártica é essencial para a compreensão das mudanças que ocorreram nos ambientes de alta latitude do hemisfério sul durante o Cretáceo. Afinal, nesta região também é possível visualizar uma exuberante vegetação dominada por coníferas (gimnospermas) que foi gradualmente substituída por uma assembleia dominada por angiospermas (plantas com flores e frutos). Agora, os pesquisadores estão focados na busca de novos registros de paleoincêndios em outras localidades da Antártica”, explica o paleontólogo Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional/UFRJ. 

A análise do material foi realizada em laboratório com o uso de microscópio eletrônico de varredura que mostrou detalhes anatômicos muito bem preservados, incluindo paredes celulares homogeneizadas. O carvão vegetal macroscópico ou macro-charcoal é uma evidência direta de paleoincêndios e que o material analisado queimou suficientemente para unir as paredes celulares da planta. A partir dessa análise foi possível afirmar que esse material pertencia ao grupo de plantas denominado gimnospermas, mais especificamente de uma família botânica chamada Araucariaceae – mesma família que inclui a espécie atual Araucaria angustifolia


O estudo na atualidade

O Cretáceo foi um dos períodos mais quentes pelo qual a Terra passou. Além da separação dos continentes, o planeta estava sofrendo mudanças na atmosfera, na composição dos mares e na formação de rochas. A Antártica há cerca de 70 milhões de anos atrás possuía uma fauna, flora e clima bastante diferentes do que se conhece hoje. Eram florestas copiosas com uma fauna de grandes e pequenos dinossauros bem comuns nessa época. Isso era possível pelo fato desse continente não se encontrar ainda tão ao sul do planeta como se encontra hoje em dia.

PALEOANTAR

O projeto PALEOANTAR realiza atividades de prospecção, coleta e análises laboratoriais de macrofósseis, microfósseis e perfis geológicos com a finalidade de compreender a diversificação dos organismos e dos ecossistemas durante a evolução do Continente Gondwana Sul. Para isso conta com uma equipe interinstitucional nacional e internacional coordenada pelo Dr. Alexander Kellner do Museu Nacional/UFRJ, em colaboração com pesquisadores do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil e de países como: Alemanha, Canadá, Chile, China e Inglaterra. 

A professora da seção de museologia do Museu Nacional/UFRJ, Juliana Sayão, vice-coordenadora do PALEOANTAR, explica sobre a importância do projeto “A Antártica pode ser considerada uma região praticamente desconhecida, sobretudo em relação aos seus fósseis. Apesar do seu grande potencial científico, a dificuldade de acesso, tornou essa região um verdadeiro mistério a ser desbravado. O projeto PALEOANTAR busca nessas áreas remotas da Antártica as evidências fósseis do período Cretáceo (˜90 milhões de anos) até o Paleógeno (˜30 milhões de anos), para entender a biodiversidade e as mudanças ambientais sofridas pelo nosso planeta ao longo desse tempo”. 

Autores

Flaviana Jorge de Lima, Juliana Manso Sayão, Luiza C.M. de Oliveira Ponciano, Luiz C. Weinschütz, Rodrigo G. Figueiredo, Taissa Rodrigues, Renan Alfredo Machado Bantim, Antônio Álamo Feitosa Saraiva, André Jasper, Dieter Uhl & Alexander W.A. Kellner

BNDES e MCTI assinam acordo para apoiar desenvolvimento de vacina contra Covid-19

O Banco apoia, entre outros projetos na área, o desenvolvimento da vacina da dengue pelo Instituto Butantan e o Centro Henrique Penna

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marcos Pontes, assinaram em Brasília (DF), nesta quinta-feira (14) acordo de cooperação técnica (ACT) para apoio ao desenvolvimento de vacinas brasileiras contra a Covid-19. Com a parceria com o MCTI, o BNDES deverá apoiar a realização de ensaios clínicos de até duas iniciativas, com crédito não reembolsável. 

Atualmente, quatro projetos já foram pré-selecionados em chamada pública lançada em julho deste ano pelo MCTI. São eles:  os projetos desenvolvidos por UFMG, Senai/Cimatec (Bahia), UFRJ e USP Ribeirão Preto, que já contam com protocolo submetido à Anvisa para realização de ensaios clínicos em humanos.

A primeira etapa da parceria, feita pelo MCTI, será apoiar os estudos de segurança e eficácia preliminares em grupos restritos de voluntários. Nessas fases, por conta do alto risco tecnológico, a participação do setor público é fundamental para a continuidade das pesquisas. Em um segundo momento, o BNDES poderá se envolver na estruturação de formas de apoio aos ensaios clínicos das vacinas que obtiverem sucesso nas etapas anteriores – a fase 3 do projeto. Nesse estágio, o risco tecnológico é menor, mas a exigência de recursos é significativamente maior, o que pode demandar diferentes tipos de estruturação financeira e o incentivo à participação privada.

“Após colocarmos de pé ações emergenciais, focadas nos impactos de curto prazo da pandemia, buscamos agora ações estruturantes de longo prazo baseadas nos aprendizados desse período. Desenvolver a vacina no Brasil fortalecerá nossa capacidade de enfrentar a atual e futuras emergências em saúde pública”, explicou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

O desenvolvimento de vacinas nacionais é especialmente importante por conta do surgimento de variantes do vírus SARS-COV19, o que indica a necessidade de imunização periódica da população, com a adaptação dos imunizantes existentes. Vacinas nacionais também protegem o orçamento público de oscilações cambiais nas compras de produtos estrangeiros.

“Desenvolver a vacina no Brasil fortalece nossas capacidades tecnológica e industrial de enfrentar a atual e as futuras emergências em saúde pública. A autonomia vacinal é uma conquista importante para o Brasil no combate à COVID-19, reforçando um dos mais importantes programas imunológicos do mundo. E que pode significar, no futuro, uma plataforma de exportação aos demais países”, completou Bruno Aranha, Diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental.

A assinatura do acordo de cooperação técnica com o MCTI é mais uma das frentes do BNDES no campo da saúde. O Banco apoia, entre outros projetos na área, o desenvolvimento da vacina da dengue pelo Instituto Butantan e o Centro Henrique Penna, local de produção do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) da vacina contra a Covid-19 da Fiocruz/Astrazeneca.

“Nossa parceria com o BNDES, de longa data, contribui não apenas com recursos para o desenvolvimento da vacina, mas possibilita também a mobilização de recursos privados caso as vacinas tenham sucesso nas fases 1 e 2”, celebrou o secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcelo Morales.

O BNDES e a pandemia – O BNDES realizou um amplo conjunto de ações emergenciais desde o início da Covid-19, em abril de 2020. No campo da saúde, a atuação envolveu o apoio à montagem e operação de leitos para tratar a Covid-19; ao desenvolvimento e à produção de equipamentos e materiais médicos críticos; e a doação de equipamentos de proteção (EPIs) e de outros insumos para hospitais que atendem ao SUS. Apenas de forma direta, foi mobilizado mais de R$ 1 bilhão em ações de saúde.

Sobre o BNDES  Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira. Suas ações têm foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. O Banco oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia.

Pesquisadores aliam nanotecnologia e óleo de copaíba para combater infecções

Estudo conjunto da UNICAMP, UEL, UEM e UFAM resultou numa composição com atividade antimicrobiana. Composto patenteado com nanopartículas biogênicas de prata pode prevenir infecções bacterianas e fúngicas que afetam gestantes e prejudicam recém-nascidos.

Texto: Ana Paula Palazi | Foto de capa: Pedro Amatuzzi 

O óleo de copaíba é conhecido na medicina popular como o “antibiótico natural da mata” e o “bálsamo da Amazônia”. Os nomes estão ligados a propriedades bioativas cicatrizantes e antimicrobianas conhecidas. A parceria que envolveu quatro universidades de três estados teve como objetivo potencializar esses efeitos ao associar o óleo vegetal com a nanotecnologia “verde”, a qual aplica métodos de geração de nanoestruturas com menor impacto ambiental. O resultado é um composto antimicrobiano novo que combina o óleo de copaíba com nanopartículas de prata (AgNPs) produzidas a partir de fungos.

“A ação das nanopartículas de prata é extremamente eficiente, pois elas matam as bactérias e ao associá-las com o óleo de copaíba temos uma sinergia. A nanotecnologia auxilia na atividade, na reatividade e faz o efeito antimicrobiano atuar por muito mais tempo”, explica o pesquisador do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, Nelson Duran, hoje, professor colaborador do Instituto de Biologia (IB) e um dos pioneiros no Brasil na condução de estudos na área de nanobiotecnologia.

Efeito das nanopartículas biogênicas de prata ao romper a proteção de uma bactéria. Imagem: Arquivo/Nelson Duran

A aplicação de nanopartículas de prata no combate a superbactérias, vírus e outros microrganismos indesejáveis vem sendo estudada nos laboratórios da Unicamp desde 2013 com patentes registradas pela Inova Unicamp. A tecnologia já foi caracterizada em diversos estudos com a proposição de aplicações que vão desde tratamentos ambientais e contra o câncer a sprays e tecidos que tem potencial de combater vírus, como o da COVID-19. 

A inovação do novo composto está na associação com o óleo de copaíba, o qual também possui atividade biológica de interesse médico e sanitário. A cooperação técnica envolveu treze pesquisadores das Universidades Estaduais de Campinas, Maringá, Londrina e da Universidade Federal do Amazonas, e possibilitou o intercâmbio de conhecimentos que resultou no desenvolvimento de uma composição de maior eficácia terapêutica e redução nas concentrações dos componentes, diminuindo assim os efeitos adversos. 

De acordo com os pesquisadores, a tecnologia pode ser usada em formulações de antissépticos e antimicrobianos de uso tópico (como cremes e pomadas para a pele), produtos de limpeza, sanitizantes e até na incorporação em tecidos para roupas com a função antimicrobiana.

O invento foi protegido com patente solicitada pela Agência de Inovação Inova Unicamp.  A exploração comercial da tecnologia pode ser feita a partir do licenciamento desta por empresas que, em contrapartida, destinam parte dos ganhos obtidos às Universidades envolvidas. Isso possibilita a manutenção dos investimentos em laboratórios e materiais para novos estudos. 

Alternativa aos antibióticos convencionais

O novo composto é visto como uma alternativa natural para o tratamento de infecções causadas por microrganismos multirresistentes. O aumento das superbactérias é um problema mundial causado, entre outros motivos, pelo uso intensivo de antibióticos. Ao associar as nanopartículas de prata com o óleo de copaíba, os pesquisadores buscam dificultar novas resistências aos antimicrobianos.

“É mais difícil para a bactéria desenvolver mecanismos de resistência contra dois compostos associados que atuam em sinergia. O óleo de copaíba tem vários princípios ativos, o que dificulta e reduz, ainda mais, a seleção de bactérias multirresistentes”, diz a professora Renata Katsuko Takayama Kobayashi, que estuda resistência e atividade antibacteriana de compostos naturais no Laboratório de Bacteriologia Básica e Aplicada da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Para o grupo de pesquisadores, as nanopartículas antibacterianas combinadas com o óleo de copaíba são possíveis alternativas aos antibióticos convencionais pois, além de não contribuírem com o aumento da seleção de bactérias multirresistentes, apresentam vantagens como a redução dos efeitos colaterais e das dosagens, uma vez que a combinação exige menores quantidades de cada ativo. 

O desenvolvimento do composto envolveu pesquisadores de quatro universidades. Foto: Arquivo/Sueli Fumie Yamada Ogatta
Nanotecnologia com potencial no tratamento de gestantes

Para testar o conceito, os pesquisadores realizaram ensaios de atividade in vitro com alguns microrganismos, entre eles, o fungo Candida albicans e a bactéria Streptococcus agalactiae. Ambos vivem normalmente no organismo humano, mas, em situações de desequilíbrio, crescem descontroladamente e passam a ser danosos à saúde. 

O fungo é um dos responsáveis pela candidíase, doença que pode afetar várias partes do corpo, mas atinge com frequência os órgãos genitais. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, estima-se que 75% das mulheres irão apresentar ao menos um episódio de candidíase vaginal durante a vida. 

A bactéria Streptococcus agalactiae, por sua vez, pode colonizar a mucosa vaginal em gestantes. Ela pode ser transmitida ao bebê no momento do parto e é considerada uma das causas mais frequentes de sepse (infecção generalizada) em recém-nascidos. 

“Começamos a buscar um produto natural, pensando no tratamento da gestante colonizada por S. agalactiae, pois ela não pode tomar qualquer tipo de medicação. Essa associação de nanopartículas de prata e óleo de copaíba potencializou o efeito antimicrobiano e diminuiu a concentração necessária de ambos”, explica a professora Sueli Fumie Yamada Ogatta que trabalha no Laboratório de Biologia Molecular de Microrganismos da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A redução verificada nos estudos de concentração foi da ordem de oito vezes, com manutenção do mesmo efeito antibacteriano quando analisado cada componente isoladamente.

Produção sustentável 

A coleta adequada do óleo de copaíba não prejudica a árvore. Foto: Arquivo/Sueli Fumie Yamada Ogatta

A prata utilizada para a produção das nanopartículas é a mesma que encontramos em joias e a diferença está no tamanho, como explica o professor Duran. “A prata é a mesma só que uma é macro e a outra é nano.” Nessa dimensão a matéria ganha propriedades e funções completamente novas e, apesar do tamanho reduzido, as nanopartículas de prata apresentam uma superfície relativamente grande na comparação com outras nanoestruturas. 

O professor Gerson Nakazato, ex-aluno de pós-graduação Unicamp que coordena o Laboratório de Bacteriologia Básica e Aplicada da UEL em conjunto com a professora Kobayashi, lembra que esse detalhe aumenta a eficiência e capacidade de interação com outros componentes e reduz o risco de absorção do metal pelo organismo. A prata não é muito tóxica para as células animais, mas sua acumulação no corpo e no meio ambiente pode resultar em efeitos indesejados. 

O processo produtivo biológico não usa elementos químicos que lançam mão, muitas vezes, de substâncias tóxicas à natureza. A síntese da nanopartícula é feita a partir de um fungo específico, chamado de Fusarium oxysporum. Ele é responsável por secretar algumas enzimas que promovem a transformação do sal de prata em nanoprata. 

Por outro lado, o óleo de copaíba é uma fonte de renda valiosa na Amazônia. A extração com manejo sustentável das árvores garante produção duradoura, em ciclos, sem o corte e extinção das árvores.  A descoberta de novas propriedades da copaíba e a melhora das que já são conhecidas fornecem um vasto campo de aplicações tecnológicas ao composto. 

“Acreditamos que o poder residual, por exemplo, de um saneante com essa nanotecnologia apresenta uma ação prolongada bem maior daqueles que se têm no mercado atualmente”, considera Nakazato.  O próximo passo do grupo interinstitucional é testar a eficácia da combinação das nanopartículas de prata e óleo de copaíba contra vírus, em especial o coronavírus.

Texto: Ana Paula Palazi

WhatsApp, Instagram e Facebook ficam fora do ar nesta segunda

Instabilidade nas três plataformas atinge usuários de diversos países; empresas ainda não informam o que aconteceu

WhatsApp, Instagram e Facebook estão fora do ar nesta segunda-feira (4). Segundo o Down Detector, plataforma que monitora o funcionamento de serviços digitais, as reclamações de usuários começaram por volta do meio-dia.

A falha nas duas redes sociais e no aplicativo de troca de mensagens não atinge apenas os brasileiros. O Down Detector aponta que há problemas em praticamente todos os países da América do Sul, como Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia. Há também relatos de usuários nos EUA e na Europa com dificuldades de usar as plataformas.

Ainda não há informações oficiais sobre o que aconteceu para provocar essa instabilidade.

No Twitter, o perfil oficial do WhatsApp e o do Facebook fizeram a mesma postagem sobre o caso: “Estamos cientes de que algumas pessoas estão enfrentando problemas com o WhatsApp no momento. Estamos trabalhando para que as coisas voltem ao normal e enviaremos uma atualização aqui assim que possível”.


Enquanto isso, usuários usam o Twitter, que segue funcionando, para tentar descobrir o que está acontecendo e fazer piada sobre a situação.

Whatsapp, Instagram, Facebook caindo/O twitter como sempre pic.twitter.com/MXfq9hhWyH— Fᴀʙɪᴀɴ ☄️ (@fabianramoss_) October 4, 2021

O WhatsApp ocupa a primeira posição dos assuntos mais comentados no Twitter, e o Telegram aparece na sequência. Isso porque o aplicativo concorrente costuma ser uma alternativa para seguir trocando mensagens em situações como a de hoje e fez uma postagem com uma provocação.

Fonte: R7

MCTI e governo de Minas fazem acordo para criação de centro de vacinas

Ministério deverá investir R$ 50 milhões na nova estrutura

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o governo de Minas Gerais e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) assinaram um acordo para a criação de um centro nacional de pesquisa em vacinas (CN Vacinas).

O objetivo é realizar projetos de pesquisa e desenvolvimento de conhecimento e tecnologias associadas a vacinas, kits de diagnóstico e fármacos. A previsão é que o centro também apoie outras instituições de pesquisa e realize capacitações e treinamentos.

O intuito é atuar em parceria com o setor privado, com acordos de transferência tecnológica com empresas. Uma das estratégias será o estímulo à criação de empresas para comercializar produtos desenvolvidos no Centro.

O MCTI deverá investir R$ 50 milhões na nova estrutura. Já o governo de Minas Gerais deve aportar outros R$ 30 milhões.

Na cerimônia de lançamento, o ministro Marcos Pontes destacou o papel do centro no desenvolvimento de produtos que podem contribuir com a população. “O centro vai salvar milhões de vidas de brasileiros e cidadãos de outros países”, afirmou.

A reitora da UFMG, Sandra Almeida, assinalou que a instituição tem um conhecimento na área de vacinas. “É uma equipe que tem conhecimento e esperamos que com este Centro possamos atender a essa demanda, que é nacional”, pontuou.

Fonte: Agência Brasil

Aplicativo digitaliza atendimentos oferecidos pelo Ipam em Porto Velho

Plataforma é destinada a servidores ativos e inativos do Município

Uma nova plataforma foi desenvolvida para facilitar e agilizar questões dos servidores municipais de Porto Velho de forma simples, on-line e operacionalizada a partir de um clique. O aplicativo para celular Meu RPPS permite que os servidores ativos do município consultem processos, emitam contracheque e ficha financeira, simulem aposentadoria e serviços relacionados à assistência médica.

De acordo com o diretor-presidente do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores (Ipam), Ivan Furtado, a digitalização dos serviços iniciou em 2018 e busca trazer mais qualidade no atendimento aos servidores municipais. “Antes da implantação do aplicativo, tínhamos filas na sede do Ipam, pois não contávamos com um sistema on-line de emissão de guias e benefícios. Por isso, desde o início da atual gestão, a Prefeitura investiu em tecnologia e virtualização dos atendimentos”.

O aplicativo soma sua funcionalidade ao Portal do Segurado, permitindo que a diretoria do instituto acompanhe, em tempo real, as movimentações e solicitações de serviços, além de gastos com assistência médica dos servidores.

PROVA

Para os servidores inativos, aposentados e pensionistas, o novo aplicativo trará a possibilidade de realização da prova de vida, sem a necessidade de sair de casa e comparecer fisicamente ao prédio do Ipam.

“A prova de vida pelo Meu RPPS seguirá a mesma lógica do INSS, onde o servidor poderá tirar uma foto junto ao documento com foto e fazer a comprovação. Não há mais a necessidade de ir pessoalmente ao instituto”, afirma Orisvaldo Sales, coordenador de previdência do Ipam.

A funcionalidade oferecida pelo aplicativo ganhou força com as medidas sanitárias impostas pela pandemia.

O aplicativo pode ser baixado em lojas de aplicativos para celular, como App Store ou Play Store. A plataforma é totalmente explicativa e facilita a interação com o servidor.

Para mais informações, os servidores podem entrar em contato no e-mail: coprev@ipam.ro.gov.br ou pelo telefone (69) 3211-3502.

Fonte: Ipam

Conheça os riscos do colesterol alto e saiba como se prevenir

Os sintomas são variados, pois está relacionado aos órgãos que têm mais dificuldade de receberem a irrigação do sangue.

O nível elevado de colesterol no sangue pode ocasionar doenças cardiovasculares e aumentar as chances de infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Essas são as duas principais causas de morte no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira do Coração (SBC). Por isso, o monitoramento é fundamental para manter uma boa saúde.

De acordo com definição do Ministério da Saúde, o colesterol é “um conjunto de gorduras necessário para o organismo exercer determinadas funções.” Dentre elas, podem ser destacadas a produção hormonal e a estruturação da parede celular e do sistema nervoso central. Desta forma, ele também desempenha um papel importante para a saúde.

No entanto, o perigo ocorre quando as taxas de colesterol estão desequilibradas. O Ministério da Saúde explica que existem dois tipos de colesterol: o HDL, considerado “bom”, e o LDL, avaliado como “ruim”. O excesso do segundo traz riscos à saúde. Isso porque o depósito desse tipo de gordura se transforma em placas, chamadas de ateromas, que podem obstruir gradualmente as artérias e desencadear complicações.

Principais complicações do LDL elevado

A presença de ateromas causa o estreitamento do diâmetro das artérias, o que dificulta o fluxo sanguíneo. Esta complicação é denominada aterosclerose. Os sintomas são variados, pois está relacionado aos órgãos que têm mais dificuldade de receberem a irrigação do sangue. Dor no peito ou nas pernas, fadiga, cãibras e palpitações podem ser sinais desta patologia.

Por conta da diminuição do diâmetro das artérias, o fluxo sanguíneo exige maior pressão onde há presença das placas de gordura, o que ocasiona a hipertensão, popularmente chamada de “pressão alta”. Inicialmente, ela pode ser assintomática. Quando o paciente está com a pressão mais elevada, pode sentir dor de cabeça, dor no peito, tontura e zumbido no ouvido.

Quando há a obstrução das artérias coronárias, o paciente é diagnosticado com doença isquêmica arterial coronariana (DAC), que pode provocar o infarto do miocárdio. O principal sinal de alerta é a dor no peito. 

Já a obstrução de vasos sanguíneos que irrigam o cérebro é uma das causas do AVC, que tem entre os principais sintomas dor de cabeça, desorientação, alteração do equilíbrio e fraqueza ou formigamento de um lado do corpo.

Como tratar colesterol alto

O tratamento e a prevenção do colesterol alto caminham juntos. As autoridades de saúde recomendam que o monitoramento e os cuidados para manter uma boa taxa do LDL sejam contínuos. 

Entre as formas de assegurar o nível de colesterol adequado estão ter uma alimentação saudável e equilibrada evitando a ingestão de alimentos gordurosos; manter o controle do peso; praticar atividade física regularmente; não fumar; e realizar consultas regulares com o especialista para monitoramento.

O acompanhamento é feito de forma interdisciplinar. Para saber como está o colesterol, é possível agendar uma consulta com o clínico , que irá solicitar o exame de sangue. Em caso de alterações, ele poderá indicar o médico endocrinologista para a orientação do tratamento, que pode incluir o uso de medicação.

Já o nutricionista irá auxiliar na elaboração de uma dieta para a redução ou manutenção do nível do colesterol, podendo ser procurado tanto para o tratamento quanto por quem busca prevenir o problema.

Por fim, o médico cardiologista irá realizar a avaliação do risco cardiovascular. O especialista poderá solicitar exames mais específicos que irão mostrar os impactos do colesterol para a saúde do coração.

Fonte: Assessoria