União Europeia sanciona certificado anti-covid para viagens

Sistema deve entrar em vigor em 1º de julho para permitir a retomada do turismo na temporada de verão no hemisfério norte

As instituições da União Europeia sancionaram nesta segunda-feira (14) o projeto que institui um sistema de certificados sanitários para permitir viagens entre os países do bloco.

O texto aprovado pelo Europarlamento em 9 de junho foi assinado pelos presidentes do Legislativo, David Sassoli, e da Comissão Europeia (poder Executivo), Ursula von der Leyen, e por António Costa, primeiro-ministro de Portugal, país que exerce a Presidência rotativa da UE.

A expectativa de Bruxelas é que o sistema comece a ser aplicado em 1º de julho para permitir a retomada do turismo na alta temporada de verão no hemisfério norte.

Os certificados serão emitidos gratuitamente pelos Estados-membros para pessoas completamente vacinadas contra a covid-19, recém-curadas da doença ou que apresentem teste PCR ou de antígeno negativo para o novo coronavírus. O documento será disponibilizado em papel e em formato digital, com um código QR.

O sistema ficará em vigor por 12 meses, e os Estados-membros não poderão impor mais restrições para quem obtiver o certificado, como exigência de quarentena, a menos que sejam necessárias para proteger a saúde pública e sempre levando em conta os dados epidemiológicos do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

Serão aceitas apenas as vacinas já aprovadas pela agência sanitária da UE (AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer), mas cada Estado-membro poderá decidir se inclui ou não outros imunizantes utilizados apenas em âmbito nacional ou chancelados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uso emergencial.

O sistema é voltado sobretudo para cidadãos residentes na União Europeia e para viagens internas no bloco, mas o texto também prevê uma possível adesão de países extracomunitários.

Fonte: R7

“Mídia do ódio” ataca o presidente, mas exalta encontro de líderes mundiais sem uso de máscara

Os líderes dos países do G7, reunidos de sexta (11) a domingo (13), na Inglaterra

Enquanto a mídia extrema cria um verdadeiro embate sobre a falta de uso de máscara pelo presidente Jair Bolsonaro, os líderes dos países do G7, reunidos de sexta (11) a domingo (13), na Inglaterra, também surgiram em várias imagens, caminhando lado a lado, sem o uso do equipamento de proteção.

Há momentos em que Emmanuel Macron, o presidente da França, chega a ficar quase de rostinho colado com o presidente americano Joe Biden.

Fatos, entretanto, ignorados até aqui por nosso vigilantes “jornalistas esquerdopatas”.

Confira:

Fonte: JCO

Brasil ocupará assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU

País foi eleito hoje na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas

O Brasil ocupará assento não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) no biênio 2022-2023. Será a 11ª vez que o País integrará o mais importante órgão responsável pela segurança coletiva internacional.

Decisão foi tomada em eleições ocorridas hoje (11), em Nova York, na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nas quais o Brasil recebeu 181 votos. 

Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil “buscará traduzir em contribuições tangíveis a defesa da paz e da solução pacífica das controvérsias, dentre outros princípios inscritos na Constituição Federal de 1988 e na Carta das Nações Unidas”, no período em que estiver no conselho. 

A nota ainda diz que o país pretende fortalecer as missões de paz da ONU e defender os mandatos que corroborem a interdependência entre segurança e desenvolvimento.

O governo brasileiro cumprimentou Albânia, Emirados Árabes Unidos, Gabão e Gana, também foram eleitos hoje.

Fonte; Agência Brasil

G7: cúpula vai incluir medidas de recuperação econômica mais justas

Líderes querem que saída da crise beneficie trabalhadores

A cúpula do G7 vai discutir medidas para uma “recuperação económica mais justa, sustentável e inclusiva que responda aos desafios únicos” que se vivem atualmente, anunciou hoje (11) o governo dos Estados Unidos (EUA).

O presidente norte-americano, Joe Biden, e os líderes do Grupo dos Sete concordaram em continuar as suas políticas de apoio à economia global, “enquanto for necessário”, para criar uma recuperação “forte e equilibrada”, de acordo com declaração da Casa Branca.

Na nota, as sete economias mais desenvolvidas dizem esperar que a saída da crise gerada pela pandemia “beneficie a classe média e as famílias trabalhadoras”.

Essas medidas seriam, se adotadas, adicionais ao imposto mínimo global sobre as sociedades que os ministros das Finanças do grupo acertaram na semana passada, durante reunião em Londres, e que os EUA consideram “prioridade”.

A taxa, que seria de pelo menos 15%, recebeu impulso decisivo de Biden desde a sua chegada à Casa Branca, depois de os Estados Unidos, sob Donald Trump, terem evitado comprometer-se com essa iniciativa, que está sendo discutida na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE).

A medida é xconsiderada por Washington “passo crítico para acabar com a corrida de décadas ao fundo, que leva as nações a competir sobre quem oferece a taxa mais baixa às grandes empresas à custa da proteção dos trabalhadores, do investimento em infraestruturas e do crescimento da classe média”.

“Ao fazer com que as grandes multinacionais paguem a sua cota-parte e ao aumentar os recursos para financiar as prioridades de renovação interna, um imposto mínimo global sobre as empresas é parte fundamental dos nossos esforços”, acrescentou a nota.

A Casa Branca quer que os países ponham fim ao imposto digital que alguns deles adotaram e destaca que o plano afetará “as grandes multinacionais em geral, tanto nacionais quanto estrangeiras, e não apenas o setor tecnológico”.

Esse princípio “assegurará que as grandes multinacionais paguem um pouco mais nos locais onde operam, independentemente de estar ou não fisicamente sediadas lá”.

De acordo com o Financial Times, o Reino Unido pressiona para que o acordo de imposto sobre as sociedades não se aplique às empresas financeiras, o pilar da sua economia, e à City de Londres.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acolhe hoje os líderes do G7, em cúpula considerada crucial para o combate e a recuperação mundial da pandemia de covid-19.

O encontro, que vai até domingo (13), realiza-se na Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, e será a primeira presencial entre os líderes em dois anos.

O acesso equitativo às vacinas anticovid-19, com ênfase na redistribuição de doses excedentes dos países membros do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), estará no topo da agenda.

Os líderes do G7 também deverão discutir a transferência de tecnologias e recursos por países e farmacêuticas para facilitar e aumentar a produção de vacinas.

O regresso dos EUA ao Acordo de Paris representa uma oportunidade para avançar com mais compromissos no combate às alterações climáticas.

A participação de Joe Biden é oportunidade para maior união em relação à política externa, sendo esperadas discussões e declarações sobre as situações em Myanmar, no Afeganistão, na Etiópia, Bielorrússia, Líbia e no Irã.

As relações com a Rússia e a China deverão ser abordadas, depois de críticas feitas, em maio, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, a Moscou e Pequim.

Além dos sete países, a cúpula da Cornualha conta com a participação da África do Sul, Austrália, Coreia do Sul e Índia, como convidados.

Participam ainda  a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Fonte; Agência Brasil

Donald Trump fala para Biden ‘não dormir’ durante encontro e manda ‘saudações calorosas’ a Putin

As relações bilaterais se deterioraram recentemente devido a uma série de acusações contra Moscou

Em declaração, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump desejou a seu sucessor, Joe Biden, boa sorte em seu encontro com o presidente Vladimir Putin, enviando “saudações calorosas” ao líder russo.

“Boa sorte a Biden ao lidar com o presidente Putin – não durma durante a reunião e, por favor, envie a ele minhas saudações mais calorosas!”, escreveu Trump na quinta-feira (10) em uma publicação no Telegram.

A propósito a suposta ajuda russa à sua campanha em 2016, o ex-Presidente Donald Trump disse que confia mais em Vladimir Putin do que na comunidade dos serviços secretos norte-americanos.

O ex-presidente também compartilhou sua experiência positiva com o presidente russo durante o encontro em Helsinki, na Finlândia.

“Como presidente, eu tive um ótimo e produtivo encontro em Helsinki, Finlândia, com o presidente Putin da Rússia. Apesar do retrato tardio que as fake news fizeram do encontro, os Estados Unidos ganharam muito, incluindo o respeito do presidente Putin e da Rússia”, declarou.

Putin e Biden vão se encontrar em Genebra no dia 16 de junho para discutir uma ampla gama de assuntos bilaterais, incluindo a estabilidade estratégica global, o controle de armas, o Nord Stream 2 e a Ucrânia.

Comentando o futuro encontro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou espera que Washington reveja os seus erros passados antes da reunião, acrescentando que a Rússia está aberta a um “diálogo franco”.

As relações bilaterais se deterioraram recentemente devido a uma série de acusações contra Moscou, incluindo alegações de ciberataques e interferência nas eleições dos EUA.

A Rússia refuta todas as acusações infundadas, enquanto também introduziu medidas de resposta similares após as sanções antirrussas impostas por Washington.

Fonte: Sputnik

Trabalho infantil no mundo aumenta pela primeira vez em 20 anos

Dados são de relatório da OIT e do Unicef divulgado hoje

O número de crianças vítimas de trabalho infantil aumentou pela primeira vez em 20 anos, atingindo 160 milhões no mundo, anunciaram hoje (10) a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No relatório Trabalho Infantil: estimativas globais de 2020, tendências e o caminho a seguir, divulgado pelas duas instituições por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, destaca-se a necessidade de medidas para combater a prática, que poderá ser agravada pela pandemia.

O documento destaca que, pela primeira vez em 20 anos, a evolução da erradicação do trabalho infantil “inverteu o sentido”, contrariando a tendência de queda registrada entre 2000 e 2016, período em que houve redução de pelo menos 94 milhões de crianças no mundo do trabalho.

Nos últimos quatro anos, esse aumento foi de 8,4 milhões de pessoas, diz o relatório divulgado nessa quinta-feira. “Cerca de 9 milhões a mais de crianças estão em risco devido aos efeitos da covid-19” até o fim de 2022, e “esse número poderá aumentar para 46 milhões, caso não venham a ter acesso a medidas de proteção social essenciais”.

“Novas crises econômicas e o fechamento de escolas, devido à covid-19, podem significar que as crianças trabalham mais horas, ou em condições agravadas, enquanto muitas outras podem ser forçadas às piores formas de trabalho infantil, devido à perda de emprego e rendimento em famílias vulneráveis”, alerta o documento.

Citada em um comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, lembrou que o mundo terreno na luta contra o trabalho infantil e que 2020 não facilitou esse trabalho.

Henrietta defendeu a importância de se investir em programas que desestimulem o trabalho infantil, num momento em que o fechamento de escolas, as crises econômicas e os ajustes nos orçamentos nacionais podem forçar as famílias “a tomar decisões muito drásticas”.

“Apelamos aos governos e os bancos internacionais de desenvolvimento para que priorizem os investimentos em programas que permitam que as crianças saiam do mercado de trabalho e regressem à escola, além de apostarem em programas de proteção social que evitem que as famílias tenham de recorrer ao trabalho infantil”.

O relatório mostra ainda um aumento substancial no número de crianças, entre os 5 e os 11 anos, que trabalham e que representam mais de metade de todos os casos de trabalho infantil no mundo.

O número de crianças com idade entre 5 e 17 anos, envolvidas em trabalhos perigoso, atividades laborais que podem prejudicar a sua saúde, segurança física ou desenvolvimento cognitivo, aumentou 6,5 milhões desde 2016, situando-se atualmente em 79 milhões, acrescenta.

A publicação indica que 70% dos casos de trabalho infantil, o equivalente a 112 milhões de crianças, ocorrem no setor agrícola, 20%, o correspondente a 31,4 milhões de menores, nos serviços, e 10%, 16,5 milhões de crianças, na indústria.

O trabalho infantil nas áreas rurais (14%) é quase três vezes superior quando comparado com as áreas urbanas (5%).

“Quase 28% das crianças com idade entre 5 e 11 anos e 35% das crianças entre 12 e 14 anos que trabalham não frequentam a escola”, observa o relatório, acrescentando que há maior maior incidência de meninos no trabalho infantil, atenuando-se essa disparidade quando se considera o trabalho doméstico.

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, declarou, citado no mesmo comunicado, que essas novas estimativas “são um alerta” e apelou para que se intervenha, para não ser posta em risco “toda uma nova geração de crianças”.

“A proteção social inclusiva permite que as famílias mantenham seus filhos na escola, mesmo em situação econômica adversa. O aumento do investimento é essencial para promover o desenvolvimento rural e o trabalho decente no setor agrícola”, disse Ryder.

“Estamos num momento crucial, os resultados alcançados vão depender, em grande parte, das medidas que tomarmos” e é necessário reiterar o compromisso e a vontade “para reverter essa situação e interromper o ciclo da pobreza e do trabalho infantil”, pediu Guy Ryder.

O relatório adverte que “o trabalho infantil compromete a educação das crianças, restringe os seus direitos, limita as suas oportunidades futuras e contribui para a manutenção de ciclos de pobreza viciosos. 

Além do aumento dos gastos com educação e a facilitação do regresso das crianças à escola, a OIT e o Unicef defendem a promoção do trabalho digno para adultos, de modo que as famílias não tenham que recorrer à ajuda dos filhos para gerar rendimento em casa.

As informações divulgadas pelas duas instituições baseiam-se em dados de 106 pesquisas que cobrem mais de 70% da população mundial de crianças entre 5 e 17 anos.

Fonte: Agência Brasil

Ataque destrói hospital apoiado por MSF na República Democrática do Congo

Hospital geral de Boga foi saqueado e incendiado, com graves consequências para as comunidades locais

Hospital Geral de Referência (GRH) da cidade de Boga, na República Democrática do Congo, foi alvo de um ataque deliberado em um contexto de confrontos em curso na cidade. Até agora, estima-se que doze pessoas tenham sido mortas, incluindo dez civis, e o hospital foi completamente destruído.

A construção da instalação médica foi coordenada por MSF e as atividades no local eram apoiadas pela organização, embora não houvesse pessoal de MSF no momento do ataque. Vários edifícios foram incendiados, incluindo a unidade de terapia intensiva, e a farmácia e os estoques médicos foram saqueados. Nove feridos foram internados no hospital geral de Gety, que é apoiado por MSF.

Este ataque incrivelmente violento impede agora o hospital de Boga de funcionar e prestar cuidados às pessoas em condições vulneráveis, mesmo sendo o último estabelecimento de saúde remanescente nesta zona sanitária para as mais de 80 mil pessoas que dependiam dele. Centenas de crianças que sofrem de desnutrição não terão mais acesso ao programa de nutrição terapêutica desenvolvido por MSF e milhares de pessoas ficarão sem acesso a cuidados de saúde.

As equipes de MSF estão chocadas com a magnitude dos danos. MSF coordenou a construção deste hospital entre 2017 e 2020, como resposta à terrível falta de serviços de saúde nesta zona sanitária.

“Tudo se transformou em fumaça em questão de horas, ao mesmo tempo em que nunca deixamos de repetir a importância vital essa instalação para os habitantes da região”, disse Frédéric Lai Manantsoa, coordenador-geral de MSF na RDC. Nos últimos meses, MSF alertou consistentemente sobre o aumento da insegurança em meio a um novo surto de crianças desnutridas e um aumento nos casos de violência sexual, impedindo as mulheres de trabalhar no campo. “Os hospitais em zonas de conflito devem permanecer como espaços neutros e protegidos. Todos os envolvidos nos conflitos na província de Ituri devem respeitar a ação humanitária dos pacientes e profissionais de saúde”, afirma Frédéric Lai Manantsoa.

MSF está profundamente indignado com este ataque, que viola o Direito Internacional Humanitário e terá terríveis consequências no longo prazo. Enquanto os diferentes grupos envolvidos no conflito não compreenderem a necessidade vital de proteger os cuidados de saúde em Ituri, os agentes humanitários e os profissionais de saúde enfrentarão um ciclo absurdo e interminável de construção constante de instalações de apoio que estão condenadas a serem destruídas novamente.

Fonte: Assessoria

Presidente Argentino ofende o povo brasileiro e é interpelado no STF

Fernández, afirmar que os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros da selva e só eles teriam sido privilegiados por ter vindo de barcos da Europa.

O presidente argentino, que é advogado, Alberto Fernández, fez uma das afirmações mais graves da história entre as nações latino-americanas, em conferência oficial hoje, 09/06, em lado do primeiro-ministro espanhol, ao afirmar que os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros da selva e só eles teriam sido privilegiados porque vindo de barcos da Europa.

O discurso não foi um mero lapso, pois ainda atribuiu a fala a um prêmio Nobel argentino que não disse isso, e na qualidade de chefe de Estado em evento oficial. A comoção foi imediata e uníssona em todos os jornais internacionais e nas redes sociais.

A afirmação grave, de cunho depreciativo, discriminatório e eventualmente racista foi imediatamente levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo advogado baiano e também professor de Direito Constitucional Henrique Quintanilha, que considerou “um grave desrespeito não só à igualdade e à dignidade humana dos povos, mas uma afronta direta à formação histórica e etnográfica da nação brasileira, remetendo a um abjeto sentimento de supremacismo europeísta de origem geográfica e racial só comparável ao triste episódio causado pelo Nazismo”.

O pedido foi protocolado no STF na madrugada de 09 para 10/06, leva o número PET 59761 e ainda não tem ministro relator definido.

O advogado pede, dentre outras coisas, que o Presidente argentino seja intimado por meio da Suprema Corte Argentina para prestar esclarecimentos sobre o que disse, como forma de subsidiar processo perante a Corte Interamericana de Direitos por violação do Art. 1º do tratado internacional assinado em San José da Costa Rica em 1969.

Veja a petição:

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Fonte: JCO

EUA flexibilizam recomendações de viagens a 61 países

Medida beneficia indivíduos totalmente vacinados

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) flexibilizou as recomendações de viagens para 61 países, incluindo o Japão, saindo do nível 4 (não ir), o mais alto – que desencorajava todas as viagens -, passando agora a recomendar viagens a indivíduos totalmente vacinados, confirmou a agência nessa terça-feira (8).

As novas classificações rebaixam 61 países para o nível 3 (evitar ir, se possível), incluindo França, África do Sul, Canadá, México, Rússia, Espanha e Itália. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a recomendação de viagem está em processo de revisão para refletir as mudanças do CDC. A agência informou que a alteração ocorre após a revisão de seus critérios para avisos de saúde em viagens. O CDC ainda disse que também revisou sua classificação para os Estados Unidos do nível 4 para o nível 3.

Em 24 de maio, o Departamento de Estado foi contrário a viagens ao Japão, citando uma nova onda de casos de covid-19 antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio começarem, em 23 de julho.

Outros países que estão sendo rebaixados para o nível 3 incluem Honduras, Indonésia, Jordânia, Líbia, Panamá, Polônia, Dinamarca e Malásia.

Muitos dos países que agora têm classificações mais baixas permanecem na lista do governo dos EUA, sujeitos a severas restrições de viagens – e a maioria está sujeita a essas restrições desde o início de 2020.

Os Estados Unidos proíbem a entrada de quase todos os cidadãos não norte-americanos que estiveram na China, no Reino Unido, na Irlanda, Índia, África do Sul, no Brasil, Irã e os 26 países de Schengen (convenção entre países sobre política de abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas) na Europa sem controles de fronteira nos 14 dias anteriores.

Fonte: Agência Brasil

Metade dos ucranianos não querem ser ‘bucha de canhão’ da OTAN, diz Putin

O presidente da Rússia criticou o rumo tomado pelos membros da OTAN com a Ucrânia, afirmando que “colocam seus interesses geopolíticos acima dos interesses de outras nações”.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, disse nesta quarta-feira (9) que pelo menos 50% dos ucranianos não desejam aderir à OTAN e tornar-se “bucha de canhão”, e criticou Kiev por não aderir aos acordos de Minsk sobre o conflito militar na região de Donbass.

Em comentários à emissora Rossiya 24, ele referiu que “alguém deveria pensar” sobre como Moscou deveria reagir à expansão da OTAN até às fronteiras da Rússia, e sobre o que pode ser considerado uma “linha vermelha”.

Se a Ucrânia se tornasse membro da Aliança Atlântica, observou Putin, o tempo de voo dos mísseis desde Kharkov ou Dnepropetrovsk até o território ocidental da Rússia seria inferior a sete-dez minutos.

“Isso é uma linha vermelha para nós ou não?”, questionou o presidente da Rússia.

O líder russo deu ainda como exemplo uma colocação hipotética de mísseis em Cuba pela Rússia, que reduziria seu tempo de voo em direção a Washington, EUA, alcançando território norte-americano em até 15 minutos, e também um destacamento no norte do México ou sul do Canadá. Nesses casos, a distância até a capital norte-americana seria percorrida pelos mísseis em sete-dez minutos.

“Isso é uma linha vermelha para os EUA ou não?”, perguntou Putin.

Relações OTAN-Rússia

Segundo o presidente russo, os interesses de Moscou foram ignorados durante a tomada de decisão da expansão da OTAN, apesar dos acordos atingidos anteriormente.

“O que isso diz? Que colocam seus interesses geopolíticos acima dos interesses de outras nações, independentemente mesmo da natureza das relações com esses países”, disse Putin.

O presidente russo não concordou com a opinião de muitos veículos de imprensa na Rússia, que parecem não levar a sério a possibilidade de entrada de Kiev na Aliança Atlântica.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, à direita, e Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, posam para fotógrafos antes de reunião na sede da OTAN em Bruxelas, 13 de abril de 2021
© AP PHOTO / FRANCISCO SECOJens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, à direita, e Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, posam para fotógrafos antes de reunião na sede da OTAN em Bruxelas, 13 de abril de 2021

“Eu tenho uma opinião diferente. Eu já falei como aconteceu o alargamento da OTAN, e já disse que ninguém nos perguntou”, e acrescentou que é muito possível que estejam sendo conduzidas discussões sobre o assunto, que pelo menos ninguém nega que estejam ocorrendo, e, portanto, não há garantias que isso não vá acontecer.

Russos na Ucrânia

Putin também abordou a questão dos russos étnicos no país vizinho, sublinhando ser incorreto falar dos russos como “não indígenas” na Ucrânia, e apontando não estar claro como “indígena” será definido.

“Falar dos russos como um povo não indígena não é apenas incorreto, é ridículo e estúpido. Não corresponde em nada à história”, disse.

“Os bolcheviques, ao organizar a União Soviética, criaram, entre outras coisas, as repúblicas da União e a Ucrânia. Podemos lembrar que […] o processo de reunificação deles com a Rússia começou em 1654 […]. E então aquelas pessoas que viviam nesses territórios, que são, no linguajar de hoje, três regiões, […] essas pessoas, consideradas e chamadas a si mesmas de russas e ortodoxas, estão todas nos documentos, todos esses documentos estão nos arquivos.”

Ucrânia nos tempos recentes

A Ucrânia passou por uma Revolução Laranja em 2004, com a eleição do primeiro-ministro pró-ocidental Viktor Yushenko no final daquele ano. Ele foi seguido pelo primeiro-ministro pró-russo Viktor Yanukovich em 2010, sendo reeleito em 2013.

No entanto, os eventos no final daquele ano e no início de 2014 levaram a um golpe de Estado e fuga do premiê, que foi seguido no cargo pelos pró-ocidentais Pyotr Poroshenko (2014-2019) e Vladimir Zelensky (desde 2019), e por um conflito militar no leste, com as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

A Ucrânia tem desde 2014 tentado integração com a União Europeia e o bloco ocidental, inclusive uma entrada na OTAN. Philip Reeker, secretário de Estado adjunto dos EUA para Assuntos Europeus e Eurasiáticos, disse em 30 de abril que Washington tem interesse no assunto, mas espera que Kiev cumpra as normas necessárias para isso acontecer.

Fonte: Sputnik

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