Alta no preço da carne deve durar até maio, dizem especialistas

País reduziu abate de vacas e aumentou inseminação artificial para acelerar produção de bezerros e atender demanda

A alta no preço da carne bovina está longe de dar um alívio no orçamento do brasileiro. O custo da proteína subiu seis vezes mais do que a inflação nos últimos 12 meses e deve continuar valorizando por um bom tempo.

Só para se ter uma ideia, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 5,20% nos últimos 12 meses, a carne bovina registrou elevação de 29,51%.

Três fatores vêm contribuindo para a alta no preço da carne, segundo especialistas:

• Forte demanda internacional;
• Valorização do dólar; e
• Falta de gado no pasto para abate.

Alguns pecuaristas também afirmam que há um lobby do setor para o preço da arroba do boi subir ainda mais. A arroba do boi fechou 2020 a R$ 267,15 e atingiu R$ 320 na última quarta-feira (14), segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP). Uma valorização de 19,78%.

Thiago Bernardino Carvalho, pesquisador de pecuária do Cepea, afirma que “o abate de vaca adulta é o menor desde 2003”, mas não liga isso a um possível lobby dos pecuaristas.

O preço do novilho (vaca/boi) novo está alto e bem valorizado. Os pecuaristas estão deixando a vaca adulta no pasto para aumentar o número de bezerros e ganhar mais. 

THIAGO BERNARDINO CARVALHO

Carvalho lembra que, por conta da crise de 2018, muitos produtores acabaram abatendo as vacas para reduzir os custos que vinham assumindo.

“Com isso, a produção de gado caiu. Agora, com a forte demanda, tanto nacional quanto internacional, os produtores estão segurando as fêmeas para elas reproduzirem e aumentarem a boiada.”

O pesquisador diz, inclusive, que a inseminação artificial de vacas cresceu 22% no ano passado.

“Os pecuaristas estão tentando acelerar o processo de fertilização para atender o mercado”, explica Carvalho.

Ricardo Nissen, assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), acredita que um ou outro produtor pode até estar segurando o gado no pasto por especulação.

No entanto, “de maneira geral não tem boi para ser comercializado para o mercado”.

“Não faz sentido para o produtor segurar boi porque a valorização já é grande se considerarmos que até 2 anos a arroba custava R$ 150.” 

RICARDO NISSEN

Ele engrossa o coro de Carvalho ao dizer que a produção de um bezerro demora entre 3 e 4 anos. “Estamos enfrentando um período de déficit de animais prontos para abate.” 

Nissan diz que o abate de fêmeas sempre foi menor do que o de machos, mas a variação era pequena. Entre 2017 e 2019, enquanto 41% dos abates eram de fêmeas, 46% eram de machos.

A partir de 2019, o produtor foi percebendo a necessidade de manutenção das fêmeas e o abate delas foi caindo. Tanto que em 2020 o percentual caiu para 36%.

“Em percentuais a redução pode parecer pequena, mas em números gerais houve uma grande manutenção de fêmeas.”

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirma que houve um abate elevado de fêmeas afetou a produção de bezerros constatada agora.

Também destaca que “o uso da inseminação artificial é cada vez mais difundido, com tecnologias acessíveis a todos os produtores”.

A técnica, segundo o Mapa, “tem substancial influência na precocidade, fertilidade, resistência a doenças e eficiência alimentar dos animais. Na pecuária de corte vem sendo muito utilizada como cruzamento industrial, visando animais terminados mais precocemente, o que acaba por atender o padrão China e o mercado interno também”.

Preço da carne deve começar a cair a partir de maio

Para André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE, tanto a exportação para a China quanto a falta de gado no pasto são os responsáveis pela alta no preço da carne.

Outro fator predominante é a queda na renda das famílias com a crise gerada pelo novo coronavírus, que fez com que o brasileiro comprasse menos carne, reduzindo, de certa forma, o consumo interno.

Acredito que a partir de maio a oferta talvez melhore um pouco e o preço comece a ceder, considerando que o ciclo não para e os rebanhos continuam crescendo.

ANDRÉ BRAZ

Nissen concorda com Braz ao afirmar que nos próximos meses o consumidor já deve começar a sentir a queda no preço da carne. “O movimento é cíclico assim como a oferta e demanda. Já tem animal no pasto, deve ocorrer descarte de fêmeas e isso aumentará a oferta.”

Mercado doméstico consome maior parte da produção

Mesmo com as exportações aquecidas, Nissen diz que o mercado doméstico ainda é o maior consumidor da carne produzida no Brasil, mesmo registrando uma pequena queda no ano passado.

Em 2020, 70% do boi abatido no país ficou para o consumo do mercado interno. Em 2019 o percentual era de 72% e em 2018 de 76%.

“Boa parte do produto exportado é a dianteira do animal. Já o brasileiro está acostumado a consumir a parte traseira: picanha, contrafilé. Ou seja, o consumo diferente acaba gerando harmonia para a produção”, comenta Nissen.

Entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou US$ 1,56 bilhão (cerca de R$ 8,80 bilhões) em carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O número representa uma redução de 2,51% na comparação com igual período em 2020, quando a balança comercial registrou uma transação de US$ 1,60 bilhão (cerca de R$ 9,03 bilhões).

Os principais importadores da carne brasileira no primeiro trimestre de 2021 foram:

1. China
2. Hong Kong
3. Chile
4. Filipinas
5. Israel
6. Itália
7. Arábia Saudita
8. Emirados Árabes Unidos
9. Egito
10. Estados Unidos
11. Demais países

A China sozinha foi responsável pelo montante de US$ 873.959.511 (cerca de R$ 4,91 bilhões).

Produtores reclamam de incentivo fiscal

Alguns produtores discordam do que falaram os pesquisadores e dizem que há muita especulação entre os pecuaristas. “A ordem é manter o boi no pasto para valorizar ainda mais o pareço da arroba”, dizem.

“A maioria está optando por exportar em vez de comercializar para o mercado interno, o que vem afetando o abastecimento e deixando o brasileiro na mão. Para nós, é mais interessante receber em dólar, contar com incentivo fiscal para exportar do que vender por aqui sem nenhum benefício”, conta um deles.

No Brasil, as exportações são imunes de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Quanto ao PIS/Cofins (contribuições para Programas de Integração Social e para o Financiamento da Seguridade Social), os exportadores acumulam créditos nessas operações, mas não são isentos.

Há ainda, o IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Física), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e outros tributos da atividade. Quem comercializa carne somente para o mercado interno paga os mesmos tributos e contribuições federais, além do ICMS.

Questionado pela reportagem, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirma desconhecer qualquer tipo de concessão de incentivos fiscais ao produtor que exporta.

“A referência talvez seja em relação a animais “padrão China” que são bonificados pelos frigoríficos em até R$ 10/arroba, em alguns casos. De forma geral, o boi padrão China tem até 3 anos de idade, rastreados, certificados sanitários, entre outros itens”, respondeu por e-mail.

“Se os Estados dessem a isenção do ICMS, já seria um incentivo para priorizarmos o mercado doméstico e não focar a nossa produção na exportação”, comenta a fonte.

 Sobre possíveis incentivos fiscais à categoria, o ministério respondeu da seguinte forma: 

“O melhor incentivo é o preço de mercado. Mas o Mapa tem políticas de créditos focadas no aumento da produtividade da pecuária nacional como reforma de pastagens; melhoramento genético com foco no uso da inseminação artificial e estímulo ao confinamento.”

Fonte: R7

Caixa paga auxílio emergencial a nascidos em maio

Também receberão hoje 236 mil novos beneficiários

Trabalhadores informais nascidos em maio começam a receber hoje (15) a nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos nesse mês.


Também hoje, a Caixa Econômica Federal depositará a revisão do auxílio emergencial para 236 mil novos beneficiários nascidos de janeiro a maio incluídos na nova rodada. Essas pessoas haviam sido excluídas por não se enquadrarem no público elegível, mas contestaram o benefício negado e conseguiram reaver o auxílio.

Os nascidos de junho a dezembro reincluídos no auxílio emergencial receberão conforme o calendário de pagamentos divulgado no fim de março. A relação dos incluídos na revisão do auxílio está disponível na página de consultas desenvolvida pela Dataprev, estatal responsável pelo cadastro dos beneficiários.

Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial.
Calendário de pagamentos das parcelas do auxílio emergencial

A primeira parcela será depositada nas contas poupança digitais e poderá ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada (acesse abaixo link do guia de perguntas e respostas).

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS). O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial.
Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família 

Fonte: Graça Adjuto A/B

Produtividade do café saltou para 400% em Rondônia

Na passagem do Dia Mundial do Café, nesta quarta-feira (14), o senador Acir Gurgacz (PDT) parabenizou os produtores de Rondônia

Na passagem do Dia Mundial do Café, nesta quarta-feira (14), o senador Acir Gurgacz (PDT) parabenizou os produtores de Rondônia, os pesquisadores e técnicos da Embrapa, da Emater e da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), pelo grande salto na produtividade do café em Rondônia. A produtividade do café no estado saltou da média de 9 sacas por hectares em 2010 para 23 sacas por hectare em 2020, chegando a 35 sacas por hectare nas lavouras de café clonal.

De acordo com o senador Acir Gurgacz, esse salto na produtividade é resultado do trabalho pesquisa, da tecnologia aplicada ao campo e da persistência dos agricultores, que apostaram no plantio do novo clonal desenvolvido pela Embrapa.

“Em 2012, quando eu presidia a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, numa audiência pública em Cacoal, foi evidenciada a dificuldade que a Embrapa estava encontrando para certificar essa nova variedade junto ao Ministério da Agricultura, o que era fundamental para a produção de mudas nos viveiros, a comercialização e o plantio pelos agricultores. Fui ao ministro e, em menos de seis meses conseguimos a certificação”, conta Acir.

Com a certificação de uma variedade clonal genuinamente rondoniense, adaptada ao solo e ao clima de Rondônia, os produtores iniciaram em 2013 o plantio do café clonal robusta BRS Ouro Preto.

Em pouco tempo, com a adoção de técnicas mais sustentáveis de cultivo, o resultado apareceu. Em 2015, a produtividade já era de 19 sacas por hectare. Por outro lado, a área plantada reduziu. Em 2010, a produção do café ocupara uma área de 153 mil hectares, enquanto em 2015 ocupava 87 mil hectares, e, em 2020 caiu para 65 mil hectares.

“Meus parabéns aos produtores de café de Rondônia, que são os grandes responsáveis por esse avanço, e também aos técnicos e pesquisadores, que, com a ciência e a tecnologia aplicada proporcionaram esse avanço”, frisou Gurgacz. (A.I.)

Fonte: Assessoria

Rondônia tem 1º bimestre positivo na geração de empregos

No setor de Serviço foram 791 novos empregos, seguido pela Indústria com (567), Agropecuária (172) e Construção (55).

Comércio e Serviço puxaram a geração de empregos com carteira assinada em Rondônia no primeiro bimestre de 2021. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Economia.

Os dados levam em consideração o saldo entre as demissões e contratações formais nos meses de janeiro e fevereiro, que pode ser positivo ou negativo.

No bimestre, Rondônia gerou 18.020 contratações e 15.630 desligamentos, com um saldo de 2.390 novos postos de trabalho com carteira assinada.

O saldo do Comércio 805 novas contratações. No setor de Serviço foram 791 novos empregos, seguido pela Indústria com (567), Agropecuária (172) e Construção (55).

Para o presidente em exercício da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (FACER), Marco Cesar Kobayashi, os dados do primeiro bimestre de 2021 são positivos e mostram a retomada da economia em Rondônia.

Kobayashi ainda destaca que é preciso vencermos a pandemia para que outros setores da economia sejam atingidos positivamente e possam voltar à normalidade.

Veja abaixo os 10 municípios com maior saldo positivo na geração de empregos, com dados acumulados de janeiro e fevereiro:

1.       Porto Velho ……….441

2.       Rolim de Moura….315

3.       Vilhena………………261

4.       Ji-Paraná…………….224

5.       Ariquemes………….150

6.       Machadinho ………..99

7.       Cerejeiras ……………81

8.       Pimenta Bueno…….78

9.       Buritis…………………70

10.   Chupinguaia………..59

RONDÔNIA

Admissões…….18.020

Demissões…….15.630

Saldo……………..2.390

Fonte: CAGED, Jan-Fev 2021, Ministério da Economia

Inflação acelera para todas as faixas de renda em março, diz Ipea

O principal impacto foi o aumento no valor do combustível

Pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em março, alta da taxa para todas as faixas de renda. As famílias mais atingidas no mês foram as de renda média (rendimentos entre R$ 4.127,41 e R$ 8.254,83) e média alta (entre R$ 8.254,83 e R$ 16.509,66). No primeiro grupo a inflação de fevereiro para março passou de 0,98% para 1,09%; no segundo grupo, foi de 0,97% para 1,08%. Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foram divulgados nesta terça-feira (13)

Assim como ocorreu em fevereiro, o segmento de Transportes foi o que mais contribuiu para a alta da inflação em todas as faixas de renda, no mês de março. O aumento de 11,2% no preço dos combustíveis impactou, mais fortemente, as famílias mais ricas. Já os reajustes de 0,11% nos preços de ônibus urbano e de 1,84% no preço dos trens, pesaram no resultado da variação para a classe de renda mais baixa. As famílias mais ricas, no entanto, tiveram um alívio inflacionário nesse segmento com o recuo de 2% no preço das passagens aéreas e de 3,4% nos valores cobrados por aplicativos de transporte.

“Quando o combustível aumenta, sempre a inflação dos mais ricos acaba sendo mais afetada, porque esse grupo consome mais do que as famílias mais pobres, que também sofrem impacto, mas em proporção menor. Teve o aumento de combustível maior nas faixas mais altas, mas nas mais baixas também sofreram com a alta do trem e do ônibus urbano. A classe mais alta, de alguma maneira acabou tendo a inflação amenizada porque apesar do aumento de combustível teve queda de passagens aéreas e transporte por aplicativo. Essas duas quedas acabaram atenuando um pouco a inflação [para famílias] de renda mais alta”, disse a pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea, Maria Andréia Lameiras, em entrevista à Agência Brasil.

“O transporte afetou todo mundo, mas dentro do segmento cada item afetou cada família de forma diferente”, completou.

Habitação

As famílias mais pobres tiveram ainda a pressão do grupo Habitação, que também contribuiu para a alta inflacionária desta faixa de renda, especialmente por causa do aumento de 5% do botijão de gás, de 1,1% dos artigos de limpeza e de 0,76% da energia elétrica.

No grupo das famílias mais ricas, o segundo grupo com maior impacto foi o de Alimentos e Bebidas, com reajuste de 0,89% em alimentação fora do domicílio. De acordo com a pesquisa, a aceleração da inflação foi atenuada pelo desempenho dos alimentos em domicílio, que registrou a primeira deflação (-0,17%) desde outubro de 2019.

“A população mais pobre gasta mais com comida, com transporte público e com despesas de residências, que a gente chama de gás de botijão, de energia elétrica, praticamente o orçamento das pessoas mais pobres é para estes itens. Já os mais ricos têm plano de saúde, despesa pessoal com cabeleireiro e mensalidade escolar, então, tudo acaba sendo mais diluído para os mais ricos. Os mais pobres consomem menos coisas, quando uma dessas coisas aumenta de preço, isso pressiona muito a inflação deles”, disse Maria Andréia.

Comparação

Na comparação de março deste ano com o mesmo período do ano passado, também houve aumento nos preços. As famílias mais ricas registraram as maiores altas. Enquanto a inflação para quem recebe até R$ 1.650,50 subiu de 0,25% em março de 2020 para 0,71% em março de 2021, para a faixa que recebe acima de R$ 16.509,66, a variação foi de -0,20% para alta de 1%.

A pesquisa mostrou também que, além do impacto dos combustíveis em 2021, a aceleração inflacionária para as famílias mais ricas pode ser explicada pela pressão do grupo Despesas Pessoais, com alta de 0,04% ante recuo de 0,23% em março de 2020 e da deflação menor das passagens aéreas no mês passado (-2,0%) se comparada com o mesmo período de 2020 (-16,8%).

No acumulado do ano, as famílias mais ricas registram pressão inflacionária maior do que as mais pobres. No grupo de rendas mais altas a inflação acumulada nos três primeiros meses de 2021 ficou em 2,3%. Já para as famílias de renda mais baixa, o acumulado ficou em 1,6%. Apesar disso, a taxa de inflação das famílias mais pobres (7,2%) segue acima do segmento mais rico da população (4,7%) na comparação da inflação acumulada nos últimos 12 meses (de abril de 2020 a março de 2021).

Vacinação

Para a pesquisadora, a inflação dos mais pobres em 2021 tende a ser menor do que a dos mais ricos por conta do comportamento dos preços dos alimentos que devem dar um alívio. Segundo Maria Andréia, com o avanço da vacinação contra a covid-19, a partir do início do segundo semestre a economia brasileira tende a voltar a um desempenho mais próximo do que tinha antes da pandemia, em 2019.

“A gente está imaginando que a população ocupada vai ganhar um pouco mais de força no segundo semestre e essa população ocupada tendo rendimento do trabalho, gera também maior demanda”, afirmou.

Segundo a pesquisadora, isso vai resultar em maior pressão sobre o setor de serviços, que tem participação importante no orçamento dos mais ricos, além do consumo de bens duráveis e semiduráveis. “Isto vai impactar a inflação dos mais ricos, porque é este tipo de segmento que consome algum tipo de bem e serviços”, concluiu.

Fonte: Denise Griesinger A/B

Basa lança edital de credenciamento de Empresas de Engenharia

O Banco lançou os editais para atender a sociedade de maneira mais célere e com eficiência

Estão abertas oportunidades para empresas de engenharia em toda a região Norte. O Banco da Amazônia (BASA) disponibiliza dois editais para o credenciamento de empresas especializadas em diversas áreas de engenharia, além de medicina veterinária, zootecnia e arquitetura. 

De acordo com o superintendente regional de Rondônia, Diego Campos Brito, o Banco lançou os editais para atender a sociedade de maneira mais célere e com eficiência. “O BASA está cada vez mais firme em sua missão de oferecer crédito com sustentabilidade e está em busca de parceiros para melhor atender seus clientes”, explicou Diego Campos. 

Um dos parceiros que apoiam esta iniciativa é o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (CREA-RO). Durante visita realizada recentemente na sede da Superintendência regional do BASA, o presidente do CREA-RO, Carlos Antônio Xavier, pôde conhecer mais sobre os editais. “Esta é uma ótima oportunidade para que as nossas empresas de engenharia, agronomia e geociências possam estar ofertando seus serviços nesse momento em que nossa economia atravessa uma crise muito grande. Agradeci muito a Superintendência do Banco da Amazônia por estar lançando esse edital neste momento e estamos apoiando essa iniciativa de contratação, acreditando que irá gerar bons frutos e bons serviços”, declarou Carlos Antônio Xavier.

Os documentos estão publicados no site institucional do BASA. O primeiro nº 2021/001 tem como objetivo contratação mediante credenciamento de empresas com notória especialização em engenharia florestal, engenharia de pesca, medicina veterinária e zootecnia, devidamente registrada no conselho regional de engenharia e agronomia CREA ou Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).  

O segundo nº 2021/002 tem como objetivo credenciar contratação de empresas com notória especialização em Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica, Naval, Aeronáutica, de Minas e Arquitetura, devidamente registrados no CREA ou CAU, para a prestação dos serviços técnicos profissionais, em caráter temporário, na área de abrangência do Banco da Amazônia, de acordo com os critérios, termos e condições. Poderá ter participação todos com acervo técnico registrado e compatível com os serviços especializados.

*Serviço:*

Para conferir os Editais 2021/001 e 2021/002, acesse https://www.bancoamazonia.com.br/index.php/sobre-o-banco/licitacao

Fonte: Assessoria Basa

Mesmo durante a pandemia, Brasil bate recorde na produção de alimentos

O Brasil consegue aumentar a produção de alimentos
Foto: Arquivo/Agência Brasil
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Em 2021, o Brasil deve renovar o recorde na produção de alimentos, mesmo que ainda esteja enfrentando a pandemia da Covid-19. Agricultores estão finalizando a colheita da maior safra de soja da história. E não é só isso: a produção deve aumentar 8,6%, superando 135 milhões toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Por conta disso, o Brasil continua “encabeçando” a lista de maior produtor de soja do mundo. A safra de grãos, que inclui, por exemplo, feijão, milho, soja e trigo, também caminha para um recorde.

O Brasil consegue aumentar a produção de alimentos, ano após ano, devido ao ganho de eficiência. Ou seja: consegue dar saltos de produtividade, à medida que aumenta a quantidade de alimento produzido por área. Isso é agricultura sustentável: fazer mais com menos.

O emprego de tecnologia e a modernização do campo ajudam a explicar esses resultados também e fazem do agronegócio um dos setores mais rentáveis e competitivos da economia brasileira.

Graças aos investimentos no setor, há fartura de alimentos, a população brasileira fica abastecida e ainda garante excedente para exportação. E, por isso, o agro é, atualmente, a principal fonte de receita de exportação no país. Nos últimos meses, o setor faturou mais de US$ 100 bilhões com as vendas para o exterior.

Já no Produto Interno Bruto (PIB), a participação do agronegócio brasileiro também aumentou: saiu de 20,5% para 26,6% em 2020, com quase R$ 2 trilhões.

Por fim, o melhor de tudo no agro brasileiro é que, por ter regiões distintas com climas diferentes, o agronegócio não para: enquanto parte dos Estados do Brasil colhe a soja, outra parte segue com o plantio do milho e, assim por diante.

Fonte: JPNews

Inflação para idosos acumula taxa de 6,2% em 12 meses

No primeiro trimeste o indice subiu 1,54%, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) subiu 1,54% no primeiro trimestre de 2021 e acumula elevação de 6,2% nos últimos 12 meses, ficando acima da taxa acumulada pelo IPC-Br, no mesmo período, que atingiu 6,1%. O resultado foi divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O IPC-3i mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade. Já o IPC-Br analisa a inflação das famílias para todas as faixas de idade.

Na passagem do quarto trimestre de 2020 para os três primeiros meses deste ano, o IPC-3i teve recuo de 1,27 ponto percentual, de 2,81% para 1,54%. De acordo com o Ibre, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram queda na variação. O grupo habitação caiu de 3,4% para -0,37% e foi a principal contribuição para o desempenho do indicativo. A tarifa de eletricidade residencial, foi o item que mais influenciou o comportamento desta classe de despesa, com a variação de -6,44% no primeiro trimestre, enquanto no período anterior foi 11,68%.

A queda da IPC-3i também sofreu influência dos grupos alimentação, que passou de 5,91% para 1,40%; educação, leitura e recreação saiu de 5,4% para -2,43%; e comunicação de 0,42% para 0,02%. O Ibre destacou nestas classes de despesa o comportamento de itens com quedas significativas como hortaliças e legumes de 15,79% para -1,82%, passagem aérea de 29,91% para -20,63% e tarifa de telefone residencial de 1,80% para estabilidade.

Os comportamentos negativos com avanço nas taxas de variação ficaram por conta dos grupos transportes, que tiveram alta de 2,23% para 7,16%, saúde e cuidados pessoais saindo de 0,39% para 1,24%, despesas diversas que passou de 0,45% para 0,88% e vestuário de 0,54% para 0,63%. Nestas classes de despesa, houve influência da gasolina cuja variação cresceu de 3,4% para 21,84%, médico, dentista e outros de 0,09% para 2,05%, cigarros de -0,93% para 1,85% e calçados femininos de -0,30% para 2,07%.

IPC-3i

Esta versão do IPC foi desenvolvida com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo FGV IBRE no biênio 2002/2003, e analisou o orçamento de famílias compostas, majoritariamente, por indivíduos com mais de 60 anos de idade. Com o indicador, é possível observar como a variação dos preços de produtos e serviços atinge o custo de vida de parcela crescente da população brasileira.

Segundo a FGV, “além de medir a evolução do custo de vida para indivíduos com mais de 60 anos de idade, o IPC-3i serve de referência para a execução de políticas públicas nas áreas de saúde e previdência”.

Fonte: Agência Brasil

Teto de gastos e reforma da Previdência geraram economia de R$ 900 bi

Com juros menores, valor deixou de ser incorporado à dívida pública

A dívida pública líquida deixou de crescer R$ 900 bilhões desde o fim de 2016 com o teto federal de gastos e com a reforma da Previdência. A estimativa consta de relatório divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

O documento comparou a taxa de juros implícita na dívida líquida do governo central de novembro de 2016, mês anterior à promulgação do teto de gastos, a dezembro de 2020. Essa taxa caiu de 43,4% ao ano em 2016 para 8,9% ao ano no fim do ano passado, ajudando a conter o endividamento público.

Para chegar à estimativa de R$ 900 bilhões, o órgão projetou a evolução da dívida pública com as taxas registradas em novembro de 2016. Em seguida, usou o deflator do Produto Interno Bruto (PIB) para corrigir a variação.

De acordo com a SPE, os juros implícitos da dívida pública líquida ficaram em média 0,32 pontos percentuais ao mês mais baixos após a adoção do teto dos gastos e 1 ponto percentual ao mês mais baixo após a reforma do sistema previdenciário.

Caso os juros tivessem permanecido nos níveis de 2016, a dívida pública líquida teria encerrado 2020 em R$ 5,28 trilhões em dezembro de 2020, diferença de R$ 1,63 trilhão em relação aos R$ 3,65 trilhões observados no fim do ano passado. Ao descontar o deflator do PIB, esse estoque ficaria em R$ 4,55 trilhões, diferença de R$ 900 bilhões em relação ao registrado no fim de 2020.

Nas contas da SPE, a economia de R$ 900 bilhões obtida em 50 meses – de novembro de 2016 a dezembro de 2020 – equivale aproximadamente a 12,16% do Produto Interno Bruto (PIB) anual brasileiro e, também, a 28,12 vezes a despesa anual com o Programa Bolsa Família. De acordo com a secretaria, tal economia fiscal seria suficiente para pagar um auxílio emergencial de R$ 600 mensais, por 50 meses, para 30,1 milhões de brasileiros.

O relatório destaca que a economia fiscal gerada pelo teto de gastos e pela reforma da Previdência equivale a R$ 85,4 por mês para cada brasileiro, considerando o período entre novembro de 2016 e dezembro de 2020. Sem estas emendas constitucionais, cada cidadão estaria devendo atualmente um valor adicional de R$ 4.270 na forma de dívida pública.

No texto, a SPE pede a continuidade das reformas estruturais para que os juros possam continuar reduzidos por longo tempo e permitir a recuperação da economia brasileira. “As opções mais fáceis politicamente podem ter profundas implicações sobre a dívida pública, jogando um ônus muito alto para as gerações futuras. As simulações realizadas neste trabalho dão uma ideia bem clara de quão rapidamente a situação fiscal de um país pode se deteriorar com o processo de acumulação de juros”, concluiu o trabalho.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

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