Comissão da OMS faz recomendações para evitar próxima pandemia

Relatório Covid-19: façam dela a última pandemia foi divulgado hoje

Um novo sistema global transparente deveria ser criado para apurar surtos de doenças, habilitando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a enviar pesquisadores com pouca antecedência e revelar suas descobertas, disse uma comissão de estudo da pandemia de covid-19 nesta quarta-feira (12).

A OMS deveria ter declarado o novo surto de covid-19 na China uma emergência internacional antes de 30 de janeiro de 2020, mas o mês seguinte foi “perdido” porque os países não adotaram medidas fortes para deter a disseminação do vírus, disse a comissão.

Em um grande relatório sobre a reação à pandemia, ospecialistas independentes pediram reformas ousadas na OMS e uma revitalização dos planos de prontidão nacional para evitar outro “coquetel tóxico”.

“É essencial ter uma OMS empoderada”, disse Helen Clark, copresidente da comissão e ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, à imprensa no lançamento do relatório Covid-19: façam dela a última pandemia.

Ellen Johnson Sirleaf, também copresidente do grupo e ex-presidente da Libéria, disse: “Estamos pedindo um novo sistema de vigilância e alerta que se baseie na transparência e permita à OMS publicar informações imediatamente”.

Ministros da Saúde debaterão as conclusões na abertura da assembleia anual da OMS, em 24 de maio. Diplomatas dizem que a União Europeia está estimulando os esforços de reforma da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o que exigirá tempo.

Segundo o relatório, permitiu-se que o vírus SARS-CoV-2, que surgiu na cidade chinesa de Wuhan no fim de 2019, se transformasse em uma “pandemia catastrófica” que já matou mais de 3,4 milhões de pessoas e devastou a economia mundial.

“A situação na qual nos encontramos hoje poderia ter sido evitada”, disse Johnson Sirleaf. “Ela se deve a uma série de erros, lacunas e atrasos na prontidão e na reação.”

Médicos chineses relataram casos de pneumonia atípicas em dezembro de 2019 e informaram as autoridades. A OMS recebeu relatos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Taiwan e outros, disse a comissão.

De acordo com o relatório, o Comitê da OMS deveria ter declarado emergência de saúde internacional em sua primeira reunião de 22 de janeiro, em vez de esperar até 30 de janeiro.

O comitê não recomendou restrições de viagens devido aos regulamentos internacionais de Saúde da OMS, que precisam ser reformulados, segundo o documento.

Fonte: Agência Brasil

Jovem baleia perdida no rio Tâmisa, em Londres, é sacrificada

Animal estava encalhado em uma zona de eclusas para controlar o fluxo de água na cidade e não conseguiu nadar até o oceano

Uma jovem baleia separada de sua mãe e perdida no rio Tâmisa, perto de Londres, teve de ser sacrificada, devido a uma deterioração de seu estado – disseram equipes de resgate nesta terça-feira (11).

Na madrugada de segunda-feira, as equipes de resgate desbloquearam o filhote da baleia-de-minke, que estava encalhado em uma zona de eclusas para controlar o fluxo de água no sudoeste de Londres.

O animal conseguiu escapar, quando estava sendo direcionado para uma parte mais profunda do rio e começou a subir o Tâmisa, em vez de nadar em direção ao mar.

“O estado da baleia se deteriorou nos últimos 45 minutos em que estivemos com ela”, disse a coordenadora nacional de resgate da British Divers Marine Life Rescue (BDMLR), Julia Cable, na segunda-feira à noite.

“Não estava respirando bem e não teria sobrevivido por muito mais tempo”, acrescentou, observando que os veterinários do Zoológico de Londres administraram uma anestesia reforçada no cetáceo, que havia se separado de sua mãe.

O filhote, que media entre três e quatro metros de comprimento, mostrava um “comportamento preocupante” a ponto de “especialistas presentes temerem que ele não estivesse bem de saúde”, disse no domingo uma porta-voz do Royal National Lifeboat Institute (RNLI).

Entre as menores baleias, a baleia-de-minke costuma alcançar dez metros de comprimento na idade adulta e vive no norte dos oceanos Atlântico e Pacífico. Também foi encontrada em lugares tão distantes quanto o Ártico e o equador. 

Em janeiro de 2006, uma grande baleia encalhou no rio Tâmisa, o que gerou enorme interesse. Ela morreu, enquanto era devolvida ao mar.

Fonte: R7

Ataques aéreos na Faixa de Gaza deixam mais de 20 mortos

Segundo as autoridades judaicas, os alvos eram núcleos do Hamas

Durante a madrugada, 130 ataques aéreos israelenses atingiram o norte da Faixa de Gaza. Segundo as autoridades judaicas, os alvos eram núcleos do Hamas.

Pelo menos 15 integrantes do grupo armado morreram. Os palestinos dispararam cerca de 200 foguetes. Os ataques deixaram mais de 20 mortos.

ONU

A Organização das Nações Unidas está “profundamente preocupada” com o aumento da violência em Israel e nos territórios palestinos ocupados, declarou hoje (11) um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

“Condenamos toda a violência e toda a incitação à violência, assim como as divisões étnicas e as provocações”, declarou Rupert Colville durante entrevista coletiva em Genebra (Suíça), no momento em que a região registra a pior escalada em anos, desencadeada pela violência em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada.

Sobre os confrontos na Esplanada das Mesquitas, o porta-voz considerou que as forças de segurança israelenses “claramente não respeitaram nos últimos dias” a sua obrigação de responder de forma proporcionada e de garantir o direito de reunião pacífica.

Acrescentou que os disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza contra Israel “estão estritamente proibidos pelas leis humanitárias internacionais e devem parar imediatamente”.

As autoridades do Hamas, movimento islamita no poder em Gaza, informaram que 22 pessoas morreram, incluindo nove crianças, durante os ataques israelenses em represália às salvas de foguetes disparados a partir do enclave palestino, e 106 ficaram feridas.

O Exército israelense disse ter matado 15 membros do Hamas e da Jihad Islâmica, outro grupo armado palestiniano, tendo atingido 130 alvos militares, na maioria do movimento que controla Gaza.

Os militantes em Gaza dispararam mais de 200 foguetes contra Israel, ferindo seis civis em um ataque direto a um prédio de apartamentos.

Os confrontos diários na Esplanada das Mesquitas, que os judeus chamam Monte do Templo, na Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, entre palestinos e a polícia israelense deixaram centenas de feridos desde sexta-feira (7).

Em um sinal da crescente agitação, comunidades árabes em Israel realizaram manifestações noturnas contra a situação em Jerusalém, um dos maiores protestos de cidadãos palestinos nos últimos anos, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press.

Fonte; Agência Brasil

OMS classifica variante da covid-19 indiana como preocupação global

Autoridade técnica da entidade para tratar da covid-19 disse que a nova cepa tem uma “transmissibilidade acentuada”

A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse nesta segunda-feira (10) que a variante B.1.617, identificada primeiramente na Índia no ano passado, está sendo classificada como um tipo digno de preocupação global.

“Nós a classificamos como uma variante preocupante em nível global”, disse Maria Van Kerkhove, autoridade técnica da OMS em Covid-19, em uma entrevista coletiva. “Existe alguma informação disponível que indica uma transmissibilidade acentuada.”

As infecções e mortes de coronavírus na Índia ficaram próximas de altas diárias recordes nesta segunda-feira, aumentando os apelos para que o governo do primeiro-ministro, Narendra Modi, adote um lockdown no segundo país mais populoso do mundo.

A OMS disse que a linhagem predominante da B.1.617 foi identificada primeiramente na Índia em dezembro, embora uma versão anterior tenha sido detectada em outubro de 2020.

Van Kerkhove disse que mais informações sobre a variante e suas três linhagens serão disponibilizadas na terça-feira.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a Fundação OMS está lançando um apelo batizado de “Juntos pela Índia” para arrecadar fundos para a compra de oxigênio, remédios e equipamento de proteção para profissionais de saúde.

Fonte; R7

Destroços do foguete chinês caem no Oceano Índico

Queda foi confirmada pela Agência Espacial chinesa

Uma parte dos destroços do foguete chinês Longa Marcha CZ-5B caiu no domingo (9), no Oceano Índico, a oeste das Ilhas Maldivas. As informações são da agência argentina Telam. A queda da peça, de 30 metros de altura e 20 toneladas, foi confirmada pela Agência Espacial chinesa. 

“De acordo com monitoramento e análise, às 10h24 (0224 GMT) de 9 de maio de 2021, o primeiro estágio do foguete 5B Longa Marcha voltou à atmosfera”, disse a agência espacial em comunicado.

De acordo com a agência, a maior parte do segmento se desintegrou ao entrar na atmosfera. Havia a expectativa de que o segmento do foguete pudesse cair em alguma parte habitada, causando prejuízos. As autoridades chinesas haviam afirmado que a queda do segmento do foguete representava pouco perigo.

A queda também foi confirmada pelo Comando Espacial dos Estados Unidos, que disse que o segmento entrou na atmosfera pela Península Arábica aproximadamente às 22h15.  

“#USSPACECOM confirma que o chinês #LongMarch5B reentrou na Península Arábica aproximadamente às 10:15 pm EDT em 8 de maio. Não se sabe se os destroços impactaram a terra ou a água”, disse o perfil do comando no Twitter.

O foguete Longa Marcha CZ-5B tem, no total, 57 metros. Ele foi lançado em 29 de abril, com a missão de levar ao espaço o primeiro módulo da nova estação espacial da China. O seu compartimento de carga, na “ponta” do foguete, tem bem menos, cerca de 27 metros e 25 toneladas. O restante do foguete, se desprende do compartimento de carga assim que sua função no lançamento é cumprida. Após o desacoplamento, esses estágios podem voltar à órbita da Terra.

Fonte: Agência Brasil

Reino Unido permite retomada de viagens com restrições a vários países

A medida vale a partir de 17 de maio

O Reino Unido permitirá a retomada de viagens internacionais a partir de 17 de maio, após meses de proibição da maioria das viagens ao exterior, mas quase todos os principais destinos foram deixados de fora da lista de países livres da quarentena no retorno.

Apenas 12 países e territórios entraram na chamada “lista verde”, incluindo Portugal, Israel, Nova Zelândia, Austrália e as Ilhas Faroe.

Os quatro principais destinos dos britânicos – Espanha, França, Itália e Estados Unidos – estão entre os que ficaram de fora, irritando companhias aéreas e empresas de viagens que lutam pela sobrevivência. Esses quatro se enquadram na categoria em que é exigido o auto isolamento para aqueles que retornam ao Reino Unido.

A Turquia, outro grande destino de férias, foi adicionada à lista vermelha. Isso exige que os viajantes passem 10 dias em quarentena gerenciada em um hotel no retorno, pago por eles mesmos.

Embora a proibição de todas as viagens internacionais não essenciais esteja suspensa pela primeira vez desde janeiro, o governo disse que as pessoas ainda devem evitar viajar a lazer para países de fora da lista verde.

“O dia de hoje marca o primeiro passo em nosso retorno cauteloso às viagens internacionais, com medidas concebidas acima de tudo para proteger a saúde pública e garantir que não desperdicemos os ganhos que todos lutamos para conquistar este ano”, disse o ministro dos Transportes, Grant Shapps.

Fonte; Agência Brasil

Governo australiano vai manter fronteiras fechadas até 2022

Informação é do ministro das Finanças, Simon Birmingham

O governo australiano vai manter as fronteiras internacionais fechadas até 2022 devido a incertezas sobre vacinas e novas variantes do novo coronavírus, disse o ministro das Finanças do país, Simon Birmingham, em entrevista publicada nesta quinta-feira (6).

“As incertezas sobre a velocidade da vacinação e sua eficácia contra diferentes variantes são considerações que significam que não vamos abrir as fronteiras de uma só vez no início do próximo ano muito facilmente”, disse Simon Birmingham, ao jornal The Australian.

A Austrália, que fechou as fronteiras internacionais em março de 2020, vive há meses uma relativa normalidade, interrompida apenas por confinamentos rápidos e abruptos na sequência de surtos causados por falhas nos protocolos de quarentena em centros para moradores que regressam ao país.

O governo australiano também proibiu, desde a semana passada, a entrada de cidadãos da Índia e desde segunda-feira (3) ameaçou impor multas e penas de prisão aos que tentem regressar daquele país, o que deu início a uma batalha judicial para provar a ilegalidade da medida.

A abertura das fronteiras internacionais é uma das preocupações dos imigrantes na Austrália, onde, segundo o último censo nacional em 2016, metade dos 25 milhões de pessoas do país nasceu no estrangeiro ou tem pelo menos os pais de outros países.

Por enquanto, a Austrália tem uma bolha de viagem com a Nova Zelândia, que tem permitido viagens nos dois sentidos sem quarentena desde 18 de abril, e analisa acordos semelhantes com Singapura e Hong Kong.

Um dos maiores problemas do governo australiano, no entanto, são os atrasos na vacinação, devido a problemas como as exportações ou efeitos secundários, o que resultou na distribuição até agora de cerca de 2,5 milhões de doses, muito aquém dos 4 milhões previstos até o fim de março.

Fonte; Agência Brasil

OMC faz apelo por negociações sobre patentes de vacinas da covid-19

EUA apoiam quebra de patentes da vacina contra o novo coronavírus

A chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, elogiou hoje (6) o posicionamento dos Estados Unidos a favor da quebra dos direitos de patente sobre as vacinas contra a covid-19 e fez um apelo para que os membros do órgão iniciem as negociações o mais rápido possível.

A diretora-geral da OMC disse aos estados-membros que “acolheu calorosamente” a disposição dos EUA de negociar com os proponentes da renúncia temporária ao Acordo Sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips, na sigla em inglês).

“Precisamos responder urgentemente à covid-19 porque o mundo está assistindo e as pessoas estão morrendo”, disse em um comunicado lido pelo porta-voz da OMC, Keith Rockwell, após uma reunião a portas fechadas.

“Estou contente que os proponentes estejam preparando uma revisão de sua proposta e faço um apelo para que coloquem isso sobre a mesa o mais rápido possível para que as negociações baseadas em texto possam começar.”

Após dez reuniões de membros da OMC não terem conseguido um avanço, Índia e África do Sul disseram que revisarão sua proposta de quebra de patente antes de outra discussão, no final de maio, e de uma reunião formal do Conselho do Trips em 8 e 9 de junho.

Os Estados Unidos disseram ontem que apoiam a quebra das patentes, embora a representante comercial do país, Katherine Tai, tenha alertado que as negociações levariam tempo.

Fonte: Agência Brasil

Comandante americano explica interesses da China na costa ocidental africana

Se tudo ocorrer como planejado, Pequim poderia conseguir estender suas bases militares navais até o Atlântico.

O comandante do Exército dos EUA na África, general Stephen Townsend, alerta para a “ameaça crescente” da China não só nas águas do Pacífico, mas nas do oceano Atlântico.

Em entrevista à agência AP, o general Stephen Townsend afirmou que Pequim busca estabelecer um vasto porto marítimo para abastecer submarinos ou porta-aviões na costa ocidental africana, o que explicaria a aproximação chinesa de Mauritânia e Namíbia. Se tudo ocorrer como planejado, Pequim poderia conseguir estender suas bases militares navais até o Atlântico.

“Os chineses estão procurando um novo lugar para rearmar e consertar navios de guerra, que se tornaria militarmente útil em um conflito”, explicou Townsend, citado pela mídia.

Os avisos do comandante do Exército dos EUA na África surgem em um momento de mudança de foco de Washington do Oriente Médio para a região do Indo-Pacífico, devido à contínua expansão da influência econômica e militar chinesa que poderia se tornar o maior desafio à segurança dos EUA, conforme a administração Biden.

Comandantes norte-americanos, espalhados pelo mundo, confirmam que Pequim está assegurando seu poder econômico em países da África, América do Sul e Oriente Médio, e, de igual modo, busca estabelecer bases militares nos mesmos.

Segundo Townsend, a primeira base militar naval da China no exterior foi construída em Djibuti, no Chifre da África, há vários anos. Desde então, a capacidade chinesa continua aumentando, e atualmente cerca de dois mil militares se encontram nessa base, inclusive centenas de fuzileiros responsáveis pela segurança da instalação.

Relatório do Departamento de Defesa dos EUA de 2020 informa que o gigante asiático poderia vir a considerar adicionar instalações militares para suportar seu poderio naval, aéreo e terrestre em Angola e em outros países. Uma boa razão para o fazer seria a enorme quantidade de petróleo e gás natural liquefeito na África e no Oriente Médio, passando a ser regiões prioritárias para a China nos próximos 15 anos, de acordo com a agência AP.

Henry Tugendhat, analista político sênior do Instituto dos EUA para a Paz, por sua vez, acredita que os esforços de expansão chineses para a costa atlântica seriam incentivados, maioritariamente, por questões econômicas e não necessariamente militares.

Porém, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, está conduzindo uma revisão global do posicionamento norte-americano, de modo a averiguar se Washington está onde deveria estar no mundo.

Fonte: AFP

Obcecada por ‘mania de impunidade’ UE ameaça Rússia com novas sanções (VÍDEO)

“União Europeia decidiu declarar agressor sem qualquer fundamento convincente e de forma absolutamente ilegal”

Moscou não vai deixar sem resposta quaisquer novas sanções do Ocidente contra a Rússia, declarou o ministro das Relações Exteriores russo durante coletiva de imprensa após conversações com homólogo armênio, Ara Ayvazyan.

“Esta sequência de sanções, iniciada por membros da União Europeia e outros países ocidentais, inclusive os EUA, está obviamente prosseguindo. Nós não deixaremos sem resposta tais ataques em relação à Rússia, a representantes da chefia russa, a parlamentares da Federação da Rússia e a nossas empresas, que, segundo a UE, são culpadas apenas por serem registradas em um país que a União Europeia decidiu declarar agressor sem qualquer fundamento convincente e de forma absolutamente ilegal“, expressou o chanceler russo.

Bruxelas se mostra obcecada pela “mania de impunidade”, considera Lavrov.

“A UE ter anunciado ilegitimidade e ausência de justificativa jurídica internacional de nossas ações significa apenas uma coisa: que a União Europeia acha que tudo é permitido para ela. E quando a UE começa a nos ameaçar com novas sanções, eu venho a pensar que, além desta sensação de permissividade e infalibilidade, o bloco começa a ficar obcecado por outra mania, ou seja, a de impunidade total”, acentuou o diplomata.

“Eu acho que este caminho é sem saída […]. O lobby russofóbico agressivo na UE está fazendo seu trabalho […]. Não podemos não responder a esta hostilidade”, adicionou.

‘Arquitetura das relações entre Rússia e UE é destruída por Bruxelas’

“Em se tratando das relações entre a Rússia e a União Europeia, entre as estruturas de Bruxelas, toda a arquitetura destes laços, que foi, talvez, desenvolvida sem precedentes em seu tempo, foi destruída por Bruxelas devido aos eventos ocorridos na Ucrânia e na Crimeia, e que desagradaram nossos colegas ocidentais”, disse o chanceler russo.

Para o chanceler russo, a situação deveria ser completamente diferente: Moscou deveria reclamar do apoio e dos incentivos da Europa ao golpe de Estado na Ucrânia.

As relações entre a Rússia e países ocidentais deterioraram devido à situação na Ucrânia e em torno da Crimeia, que se reunificou à Rússia após referendo. O Ocidente, acusando a Rússia de interferência, impôs sanções antirrussas, e Moscou tomou medidas retaliatórias. Além disso, Kremlin já declarou inúmeras vezes não fazer parte do conflito na Ucrânia.

Confira:

Fonte: Sputnik / Asatur Yesayants

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