Semusa retorna com as ações do núcleos de educação permanente

Devido a pandemia do novo coronavírus as ações estavam suspensas.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) retomou as atividades para implantação dos Núcleos de Educação Permanente (NEPs) descentralizados na estratégia de saúde da família. Nos últimos dias, profissionais de saúde de três novas unidades passaram por ações de sensibilização como parte do trabalho de criação da metodologia de trabalho.

A implantação dos Neps é executada pelo Núcleo de Gestão da Educação Permanente (Nugep), responsável pelo desenvolvimento, articulação e integração das ações de ensino e serviço. O objetivo é articular conjuntamente as ações de educação permanente que permitam, a partir da problematização do processo e da qualidade do trabalho, identificar as necessidades de qualificação dos profissionais.

A Semusa iniciou a implementação dos Neps descentralizados em 2019 pelas unidades que atendem média e alta complexidades, como UPAs e Pronto Atendimentos. Em seguida a atenção se voltou para a implantação na estratégia de saúde da família, onde foram criados 25 Neps nas unidades básicas de saúde da zona urbana.

No início do ano a atividade foi retomada com foco na implantação dos Neps na área rural. Todas as unidades do eixo da BR-364 e Baixo Madeira foram visitadas com a conclusão do trabalho. No entanto, com a pandemia, as ações precisaram ser paralisadas para evitar aglomerações.

O trabalho foi retomado na última quinta-feira (16) quando o Nugep se reuniu com alguns servidores da Unidade Básica de Saúde de Novo Engenho Velho, na margem esquerda do Rio Madeira. Nesta segunda (20) foi a vez de das unidades Morrinhos e Palmares localizadas na RO 06, estrada de Joana D’arc.

Nesta quarta-feira (22) a equipe do Nugep vai se deslocar às comunidades de Cujubim Grande e São Miguel para realizar o mesmo trabalho de sensibilização e implantação dos Neps. Cerca de dez unidades ainda receberão este trabalho para a implantação do núcleo. Após a criação de todos os Neps, a Semusa vai promover uma qualificação em educação permanente para todos os profissionais envolvidos neste trabalho.

Fonte: Semusa

Governo de Rondônia alinha ações para reduzir ocupação de leitos de UTI

Cacoal, RO – Atentos às necessidades dos 52 municípios rondonienses, o Gabinete de Crise do Governo de Rondônia, composto por representantes da saúde, econômica, segurança pública e de comunicação, estiveram reunidos nesta segunda-feira (20), por videoconferência, para alinhar ações para aliviar a pressão por leitos de UTIs no Hospital Regional de Cacoal, que está completamente ocupado.

O secretário adjunto de Estado da Saúde (Sesau), Nélio de Souza, anunciou que irá, juntamente com uma equipe, até o município para dar uma resposta a essa situação.

Em diálogo para encontrar soluções conjuntas, o Gabinete de Crise apontou encaminhamentos como verificar a possibilidade de encaminhar, prioritariamente, pacientes para hospitais da mesma macrorregião, que é a 2, e que não está em colapso, ainda há leitos em Vilhena e Ji-Paraná, por exemplo.

Outra possibilidade para ajudar Cacoal, que já está em curso, é a transferência para a macrorregião da saúde 1, que tem o município de Porto Velho como referência. Outros apontamentos para o enfrentamento à Covid-19 no município, assim como ajustes nas estratégias estaduais de combate à doença, também foram discutidos na reunião.

Essa não é a primeira vez que a Sesau vai in loco verificar a situação de um município e levar apoio conjunto para superar o avanço da doença. Os municípios de Guajará-Mirim e São Miguel do Guaporé já receberam anteriormente forças-tarefas da secretaria para estabilização dos casos da Covid-19.

O Gabinete de Crise segue em alerta para fazer as intervenções necessárias para conter a pandemia em Rondônia.

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Fonte: Secom

Ações da JBS beneficia municípios em Rondônia

A JBS é uma das maiores líderes globais da indústria de alimentos e conta com uma plataforma global de produção diversificada por geografia e por tipos de proteína.

Através do programa “Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade”, um dos maiores programa social no combate ao coronavírus no Brasil e no mundo, a JBS fará a doação de R$ 16,2 milhões para implementação de ações sociais e de saúde pública no enfrentamento ao Novo Coronavírus (Covid-19) em Rondônia. Sendo R$ 10 milhões para o Estado e R$ 6,2 milhões para seis municípios rondonienses, beneficiando cerca de 800 mil pessoas. 

A JBS é uma das maiores líderes globais da indústria de alimentos e conta com uma plataforma global de produção diversificada por geografia e por tipos de proteína. A Companhia conta com mais de 240 mil colaboradores, em unidades de produção ou escritórios em todos os continentes, em países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros – no Brasil são mais de 130 mil colaboradores, sendo a empresa uma das maiores empregadoras privadas do país.

Fazer o Bém São-Miguel-do-Guaporé-

As doações da empresa faz parte do programa “Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade”, da JBS para implementação de ações sociais e de saúde pública no enfrentamento ao Novo Coronavírus.

Com o confinamento, em consequência da pandemia e queda na demanda de produtos e serviços, a JBS decidiu adotar medidas para tentar diminuir os efeitos do novo coronavírus, principalmente na área da saúde. As iniciativas incluem doação em dinheiro para compra de respiradores e testes do covid-19, ambulância, álcool gel, máscaras cirúrgicas, viseiras faciais, etc.

No total, a JBS doará R$ 400 milhões contra a pandemia no Brasil, aplicados nas três frentes de atuação do programa – saúde, assistência social e ciência. A estimativa é que mais de 63 milhões de pessoas em mais de 200 municípios brasileiros sejam beneficiadas com as ações do programa.

Até o momento, a JBS empenhou R$ 30 milhões do total de R$ 50 milhões, no Brasil, destinados ao apoio de pesquisas científicas dentro do seu programa de doações. Outros R$ 330 milhões serão aplicados na saúde pública e R$ 20 milhões destinados a projetos sociais.

Saúde

Em Vilhena foi entregue dois respiradores à Prefeitura Municipal, além de mais de 232 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – aventais, luvas de procedimentos, máscaras cirúrgicas e N95, macacões impermeáveis, propés e toucas.

No município de São Miguel do Guaporé: foi entregue uma ambulância ao Fundo Municipal de Saúde, além de 19,5 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – aventais, macacões impermeáveis, máscaras cirúrgicas e N95, propés e viseiras faciais – ao Fundo Municipal de Saúde de São Miguel do Guaporé (RO).

Em Colorado do Oeste, foram destinados mais de 19 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – aventais, máscaras cirúrgicas e N95, viseiras faciais, toucas, propés, macacões impermeáveis e luvas cirúrgicas –, e 2 mil litros de álcool em gel ao Fundo Municipal de Saúde de Colorado do Oeste (RO).

No município de Cacoal, a JBS entregou mais de 37 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – aventais, máscaras cirúrgicas e N95, macacões impermeáveis e viseiras faciais – e 11 mil litros de álcool em gel à Prefeitura Municipal. 

Pimenta Bueno, foi contemplada com mais de 106 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – aventais, luvas cirúrgicas e de procedimentos, máscaras cirúrgicas e N95, macacões impermeáveis, toucas, viseiras faciais –, 9 mil litros de produtos de higiene e limpeza (álcool líquido e em gel, água sanitária e sabonete líquido) e 2,5 mil sacos de lixo à Prefeitura Municipal de Pimenta Bueno (RO)

Em Porto Velho, Capital de Rondônia, foram entregues milhares de itens de higiene e limpeza e mais de 75 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – aventais, luvas descartáveis, viseiras faciais, máscaras cirúrgicas e N95, macacões impermeáveis, propés e toucas – ao Fundo Municipal de Saúde de Porto Velho (RO).

Fazer o bem Porto-Velho

Entre as ações que vão receber apoio do programa da JBS, também vale destacar a oferta, via EAD (ensino a distância), de treinamentos aos profissionais da saúde para operação de equipamentos hospitalares, incluindo respiradores, administração de EPIs e precauções relacionadas à Covid, entre outros assuntos. O programa é gratuito e utiliza as ferramentas e a metodologia do Hospital Albert Einstein, Faculdade de Medicina da USP e Instituto Moinhos de Vento (RS). Com o foco nas cidades atendidas pelo programa, a estimativa é que mais de 30 mil profissionais sejam treinados. 
SOCIAL
Projetos sociais, capazes de beneficiar diretamente 500 mil pessoas em todo o país, também foram selecionados. Especificamente em Rondônia, a companhia confirmou recursos para duas iniciativas, que somam mais de R$ 550 mil.

Kanindé

Também na área de capacitação e proteção alimentar e mobilização de alimentos para povos indigenas, comunidades ribeirinhas, imigrantes e outras minorias.

Feder

Através da Federação dos Portadores de Deficiência de Rondônia que atua na defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência junto ao Ministério Público e demais Instituições, prestando atendimento e assessoramento a pessoa com deficiência em todo o estado de Rondônia, realizamos também entregas de kits de material higiene e cestas básicas.
Ciência

Instituições de pesquisa com estudos contra o coronavírus em todo o país também receberão as doações da JBS. Até o momento, a JBS empenhou R$ 30 milhões do total de R$ 50 milhões, no Brasil, destinados ao apoio de pesquisas científicas dentro do seu programa de doações. Para a pesquisa na região norte serão destinados mais de R$ 1,2 milhão.

Os recursos do programa são convertidos em bens e serviços de acordo com as necessidades definidas pelas autoridades públicas locais (estados e municípios) e validadas pelos comitês de especialistas nas três esferas atendidas pelo programa – saúde, social ou ciência – de acordo com a área de destino da doação. Os comitês são formados por médicos e representantes de instituições referência no país, tanto na área da saúde, como social e científica.  

O programa de doações da JBS é coordenado por Joanita MaestriKaroleski, ex-CEO da Seara, com um time de 30 colaboradores da JBS totalmente dedicado à iniciativa. A contribuição da Companhia também se estende pela utilização de sua estrutura pelo país. As consultorias Tyno, na área administrativa, e a Grant Thornton, na auditoria das doações, apoiam o projeto de forma pro bono.  

Fonte: Reação/CN | com informações da Assessoria

Em visita a Porto Velho, Ministro da Defesa destaca ações do estado na ‘Operação Verde Brasil 2’

General Fernando, também elogiou a integração do governo com forças armadas na Operação.

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, esteve na capital do Estado, nesta quinta-feira (2), e visitou um dos três importantes comandos da Operação Verde Brasil 2, que tem como missão combater ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. 

Em Porto Velho, ele foi recepcionado pelo governador, coronel Marcos Rocha, e parabenizou a integração dos órgãos estaduais e federais que tem permitido o alcance de resultados efetivos na fase 1, além alinhar estratégias da próxima fase que será deflagrada este mês para combater as queimadas.

O ministro, acompanhada da comitiva, conheceu a sede do Governo de Rondônia, onde ateve-se às peculiaridades da região. Em conversa com o governador, tratou do alinhamento das esferas estadual e federal na defesa da Amazônia.

Ministro da Defesa destaca integração do governo do Estado com forças armadas na Operação Verde Brasil 2

”Pra mim é uma oportunidade impar estar em Rondônia verificando a integração que tem o governo do Estado com as Forças Armadas. Queria aproveitar essa oportunidade para lhe entregar a Ordem de Mérito, e fazemos isso com muita satisfação, por saber, ainda, do orgulho com o que o senhor sempre fala de ter feito parte do quadro do Exército Brasileiro, da Polícia Militar”, disse o ministro.

Na ocasião, o ministro entregou ao governador Marcos Rocha, a comenda da Ordem do Mérito da Defesa, no grau de Grã-Cruz.

A visita a Rondônia faz parte de um conjunto de viagens que o ministro tem feito nos últimos dias para acompanhar a execução de operações. ”São três operações que o Ministério da Defesa está participando, já estive em Roraima onde acontece a operação Acolhida aos venezuelanos, também estive na Pelotão de Fronteira com a Venezuela, juntamente com  general Theophilo;  na aldeia Surucucu, onde acontece a operação de enfrentamento à Covid-19 em terras indígenas; e hoje estamos em Rondônia por dois motivos: verificar a atuação da Operação Verde Brasil 2, onde temos uma integração com o governo do Estado muito boa, com resultados efetivos, e vamos ter um briefing conjunto de todos os comandos ”.

”Fico feliz de receber o ministro em Rondônia, pois  junto com o presidente Jair Bolsonaro, vem trabalhando em prol da nossa nação, trabalhando para o desenvolvimento e proteção do nosso país”, disse o governador.

Desta forma, a visita do ministro foi dividida em duas reuniões, a primeira com foco nos resultados da Operação Verde Brasil 2 em Rondônia, e a segunda com todos os comandos da Amazônia Legal.

A Operação Verde Brasil 2, coordenada pela vice-presidência da República, foi deflagrada em maio pelo governo federal. Para cumprir a missão de defender a Amazônia Legal o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos: Comando Conjunto Príncipe da Beira (CCj PB), em Porto Velho (RO); Comando Conjunto Barão de Melgaço (CCj BM), em Cuiabá (MT); e Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea (CCj MSA), em Belém (PA).

À frente do Comando Conjunto Príncipe da Beira, em Rondônia, o comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, general Luciano Batista de Lima, apresentou ao ministro, governador, e representantes de órgãos estaduais e federais que atuam conjuntamente na missão, os resultados da primeira fase da operação em Rondônia.

Em Rondônia as equipes que integram nas ações da operação são: Secretaria da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Batalhão da Polícia Ambiental da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar (CBM/RO), Defesa Civil, Núcleo de Operações Aéreas, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER).

Fonte: Secom-RO

Bolsonaro participa nesta quinta de reunião da cúpula do Mercosul

Cúpula marca passagem da presidência rotativa do bloco do Paraguai para o Uruguai. Em março, líderes discutiram ações de combate ao avanço do coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro participa nesta quinta-feira (2) da 56ª reunião de cúpula de chefes de Estado do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, o encontro dos líderes do bloco será realizado por videoconferência, a primeira vez na história, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

O Paraguai exerce a presidência do Mercosul atualmente. Nesta quinta, o presidente Mario Abdo Benítez passará o comando rotativo do bloco para o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou.

A reunião de cúpula está marcada para as 10h (horário de Brasília). O último encontro foi em março, quando os presidentes discutiram, também por videoconferência, medidas para enfrentar a pandemia. A reunião, no entanto, não era o encontro de cúpula, como o desta quinta-feira.

No mês seguinte, o bloco aprovou o investimento de US$ 16 milhões em um projeto conjunto para financiar ações de combate à Covid-19, como a compra de equipamentos e o reforço na capacidade de testes dos países.

Em entrevista à imprensa antes da cúpula, o chanceler paraguaio Antonio Rivas Palacio afirmou que a “melhor resposta” para conter o avanço da pandemia é ampliar a integração entre os países e adotar medidas coordenadas.

Rivas Palacios destacou que, por causa do coronavírus, as atividades do bloco foram adaptadas e as reuniões presenciais foram substituídas por videoconferências – cerca de 150 reuniões à distância em diferentes níveis, de encontros técnicos a reunião de órgãos com poder de decisão.

Estratégias

O encontro virtual dos líderes do Mercosul ocorre em um momento no qual os países lidam com as consequências das estratégias adotadas para conter a contaminação pela Covid-19 e enfrentam a crise econômica provocada pela pandemia.

Com 1,4 milhão de infectados e mais de 60 mil mortes, o Brasil é o segundo país em casos e óbitos por Covid-19 no mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

Já os vizinhos do Mercosul têm números menores, segundo a universidade norte-americana Johns Hopkins, que monitora a pandemia no mundo.

  • Argentina: 64,5 mil casos e 1,3 mil mortes;
  • Uruguai: 936 casos e 27 mortes;
  • Paraguai: 2,2 mil casos e 17 mortes.

A Argentina adota isolamento rígido e vê piorar os índices de sua economia, já combalida. O Paraguai adotou quarentena rígida, enquanto o Uruguai apostou no incentivo ao distanciamento social, mas sem medidas rigorosas de isolamento.

Acordo com a União Europeia

Fundado em 1991, o Mercosul incorporou a Venezuela em 2012, contudo, o país governado por Nicolás Maduro está suspenso por descumprir obrigações da adesão e por “ruptura da ordem democrática”.

O Itamaraty informou que em 2019 o Brasil exportou cerca de US$ 15 bilhões para os demais países do bloco e importou US$ 13 bilhões – superávit de US$ 2 bilhões.

Segundo a pasta, a cúpula desta quinta dá a “oportunidade para examinar a situação e as perspectivas do processo de integração regional, além das atividades de relacionamento externo do bloco”.

O governo brasileiro defende o acerto de acordos comerciais com outros blocos e países. Um dos temas prioritários é o acordo de livre comércio com a União Europeia, anunciado em 2019, mas que ainda não entrou em vigor. Vale o mesmo para o acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio EFTA), que reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo o governo paraguaio, nos últimos meses ocorreram “avanços importantes” na revisão dos acordos e nos ajustes de detalhes técnicos. No caso da União Europeia, no entanto, há resistências.

No mês passado, cinco organizações ambientais e de direitos humanos apresentaram pedido à Defensora Pública Europeia a fim de interromper o processo de ratificação do acordo.

Três parlamentos na Europa (Áustria, Holanda e o da região da Valônia, na Bélgica) anunciaram que não aprovarão o acordo com o Mercosul.

Fonte: G1

Sedam combate ações de queimadas em Cerejeiras e regiões

Conforme a secretaria, o objetivo e intensificar as ações contra os crimes ambientais durante a pandemia.

Gerente da Sedam em Cerejeiras

Em Cerejeiras, Pimenteiras do Oeste e região do Parque Estadual de Corumbiara, o Governo de Rondônia vem intensificando as ações de combate às queimadas, segundo informa o gerente do escritório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) em Cerejeiras, Carlos José Fontana.

Devido à pandemia do novo coronavírus, o foco da Sedam tem sido o controle das queimadas urbana e rural em toda a região sob sua jurisdição.

“As queimadas potencializam os problemas respiratórios, agravando ainda mais o estado de saúde das pessoas que buscam atendimento médico na rede de saúde”, alertou Fontana.

Ele também destacou a campanha que o governo está desenvolvendo de conscientização para se evitar às queimadas. São materiais como folderes, adesivos, cartazes e peças publicitárias veiculadas nos meios de comunicação. “Queimada é crime. Apague essa ideia. Vida e fogo não combinam. Denuncie”, alerta o cartaz da campanha.

O gerente da Sedam em Cerejeiras ressaltou que, entre outras ações, o órgão vem atendendo todas as demandas da comunidade, seja empreendimentos rurais, empresariais e licenciamentos. Lembrou que está em andamento um projeto de criação do viveiro de mudas para recuperação o rio Araras, que abastece toda a cidade de Cerejeiras. O trabalho está sendo articulado em parceria com a Prefeitura. “Suas nascentes estão desmatadas e assoreadas, precisando ser cuidado e preservado”, explicou o gerente.

Fonte: Sedam-RO

Governo do estado impetra mandado de segurança para afastar atuação do MPF em fiscalizar ações de enfrentamento da covid-19

Após o Ministério Público Federal (MPF) enviar ofícios para que o estado de Rondônia prestasse informações acerca de medidas que pretende adotar quanto ao descumprimento do isolamento social e sobre a atual situação de hospitais privados de Porto Velho (RO), o estado impetrou mandado de segurança cível com pedido de liminar contra dois procuradores do MPF: Gisele Bleggi e Raphael Bevilaqua. A Justiça Federal (JF) indeferiu o pedido liminar de mandado de segurança, assegurando a prerrogativa dos procuradores em atuar no enfrentamento da covid-19.

No documento enviado à JF, o governo do estado requereu, em pedido liminar, ordem para que os dois procuradores do MPF se abstenham de oficiar diretamente ao governador de Rondônia, “por violar as prerrogativas processuais do chefe do Executivo de oficiar, notificar ou requisitar quaisquer informações ou diligências ao estado de Rondônia que não guardem pertinência com interesses federais, em especial com medidas relacionadas ao Decreto Estadual 25.049, de 14 de maio de 2020”.

Na decisão liminar, a JF destaca que há controvérsias nos argumentos apresentados pelo estado de Rondônia contra o MPF, porque há legalidade nos ofícios enviados ao órgão estadual e também nas investigações feitas pelo MPF em relação ao sistema de saúde do estado, uma vez que os procedimentos administrativos “não têm caráter de investigação cível ou criminal de determinada pessoa, em função de um ilícito específico”. As investigações são voltadas a acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, política pública ou instituição, de acordo com o art. 8, inciso II e parágrafo único, da Resolução 174/2017.

Outro ponto destacado pela Justiça, que contra-argumenta a alegação do estado de Rondônia desfavorável ao MPF, foi de que “tanto o MPF como os Ministérios Públicos dos estados, cada qual no âmbito de suas atribuições, atuam como partes indissociáveis de um único e mesmo corpo”. Os princípios da unidade e autonomia institucional permitem aos integrantes dessa estrutura orgânica acesso aos diferentes órgãos jurisdicionais, observadas as regras regimentais, para fins de exercício de suas atribuições institucionais previstas no art. 129 da Constituição Federal.

Diante da decisão, o MPF reitera que, entre as atribuições do órgão previstas na Constituição Federal, estão: “Zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia” e “promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos”.

Fonte: Secom/MPF

Ações e operações da PM em conjunto com a PF, Ibama e Icm-bio serão retomadas

Cel. PM Alexandre Luís de Freitas Almeida, voltou atrás na decisão e anunciou em rede nacional a retomada das ações e operações em conjunto.  

Porto Velho, RO – Em menos de onze dias da suspensão da parceria entre forças estaduais e federais de combate a crimes ambientais, o novo Comandante-Geral da Polícia Militar de Rondônia, Cel. PM Alexandre Luís de Freitas Almeida, voltou atrás na decisão e anunciou em rede nacional a retomada das ações e operações em conjunto.  

De acordo com o ofício de número 0011934224 e Código CRC 92CFE8SE, em 10/06/20, que havia suspendido as atividades, segundo ele, ‘temporariamente as operações conjuntas com o IBAMA e ICM-Bio’. No documento, alegou ‘que a Instrução Normativa Nº 19, de 19/12/2014, não vinha sendo cumprida devidamente’. Outro ponto apontado é o de que, após receber relatórios de Inteligência, as guarnições de policiais militares que atuavam nas ações e operações com as forças federais, no pós-queima de maquinários e equipamentos apreendidos, ‘corriam riscos desnecessários. 

Segundo Almeida, ao propor o fim das ações e operações realizadas pelo IBAMA e ICM-Bio de combate aos crimes ambientais, sobretudo contra alvos envolvendo madeireiros, grileiros e fazendeiros implicados em ocupações de terras públicas, que, ‘a exposição das guarnições poderia vir a culminar a denegrir a imagem do Governo do Estado, diante da revolta decorrente da inutilização daqueles que veem seus bens destruídos’ – uma prática prevista em Lei Federal.

Cel. PM Alexandre Luís de Freitas Almeida

No documento enviado às Superintendências Regionais da Policia Federal (DPF-RO), IBAMA e ICM-Bio, o militar rondoniense afirmou, ainda, que, ‘com isso, fica, evidente, a determinação de suspensão das operações de apoio tão somente expressa o cuidado com o futuro efetivo, e com as pessoas de modo geral, além das políticas de Governo’.

De acordo ainda com o documento – que não chegou a ser enviado ao Comando da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Brigada) – Alexandre Luís, afirmou, que, ‘cita, como exemplo o risco desnecessário a utilização de combustível sem o devido cuidado para incineração de bens alheios’. Outro aspecto descumprido por esses órgãos, segundo o entendimento do militar, ‘é o local das incinerações que ocorrem fora das áreas de preservação, em estradas com possibilidade de acesso próximo a pessoas da região, e não em local adequado destinado para isso’.

Enfim, o Comandante-Geral eximiu-se de questionar a regulamentação federal ‘permissiva’, o que ele próprio parece discordar da efetividade. Porém, deixou patenteado, no entanto, que, ‘não cabe a ele questioná-la, mas, ‘decido que até que haja um ajuste procedimental entre os órgãos federais e a instituição (Comando Geral da Polícia Militar) está suspenso, temporariamente, o apoio policial militar às ações e operações desenvolvidas pelos parceiros IBAMA e ICM-Bio’.

Porém, ao completar dez dias da decisão que tomara, na noite do último sábado (20), em entrevista ao Jornal Nacional, o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de Rondônia, Cel. PM, Alexandre Almeida, votou atrás e anunciou a retomada das ações e operações conjuntas com as forças federais, o IBAMA e o ICM-Bio.

Da Redação/CN | Por Xico Nery