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Jean Oliveira agradece a Deus pela cura da covid-19

Deputado fez discurso emocionado, após enfrentar o coronavírus, agradecendo a todos que o apoiaram e diz que doença o fez refletir sobre a vida

O deputado Jean Oliveira (MDB) fez um discurso emocionado de agradecimento, na sessão desta terça-feira (11), após se curar da covid-19. “Quero agradecer a Deus, por ter me dado mais uma chance. A Ele todo o meu reconhecimento. Agradeço ao carinho da família, dos amigos e de todos os colegas deputados. Sou grato a todos os que oraram, os que intercederam a Deus por nossa saúde”, destacou.

Segundo ele, “tudo isso que vivi nos traz uma reflexão muito grande e passamos a dar valor a pequenos detalhes, que ás vezes nos passam despercebidos. A vida é um sopro, como muito se diz. O que passei, entendi que isso é uma grande verdade. Fui ao hospital conversando e em poucas horas estava na UTI”.

De acordo com Jean Oliveira, “a gente começa a entender que existe um propósito na vida, que Deus é o dono de tudo e que a nossa família é o nosso grande esteio. Tenho 31 anos e aqui nesta casa, tenho colegas de mais idade, considerados do grupo de risco, que contraíram a doença, mas que não tiveram, graças a Deus, tantas implicações”.

O parlamentar disse ainda que “reconheço, em especial, o trabalho dos técnicos de enfermagem, que nos cuidam com muito profissionalismo e atenção. Merecem o nosso reconhecimento, assim como os demais profissionais de saúde, que são verdadeiros heróis”.

Desabafo

O parlamentar fez ainda um desabafo, criticando a divulgação, por membros do Ministério Público, de uma notícia classificada por ele como “fake news”, que apontava que os deputados estaduais receberiam auxílio saúde mensal, o que não condiz com a verdade.

“Registro ainda que a maioria dos veículos de comunicação trataram o meu caso com muito respeito. Sou deputado, mas acima de tudo sou um ser humano. Enfrentei momentos difíceis, mas agradeço a cada um que me conhece e que sabe de minha índole”, relatou.

Ele manifestou indignação com membros do Ministério Público que, em plena recuperação, fez uma exposição mentirosa da Casa e dos deputados, na opinião dele. “Não tiveram respeito ao próximo, ao ser humano. Plantaram uma mentira pública, formando uma opinião distorcida. Aqui, somos vigiados e cobrados a todo tempo e a divulgação de uma mentira, prejudica de forma traiçoeira a todo o Parlamento. Meu repúdio a essa nota mentirosa que foi assinada por membros do Ministério Público”, relatou.

De acordo com Jean Oliveira, “estou aqui para dar explicações ao povo, não ao Ministério Público, que considero uma instituição importante, mas condeno essa atitude, criando uma fake news, jogando na mídia o meu nome, associando a uma inverdade, de que a Assembleia pagaria auxílio saúde aos deputados”.

Em aparte, Jair Montes (Avante) disse que “louvo a Deus pelo seu retorno a esta Casa, vivo e podendo contar a sua experiência de vida. Quando passamos por um momento de dor, nos transforma. Sei muito bem o que é isso. E sobre o Ministério Público, a instituição não pode abrir mão de seu papel, mas é importante o respeito e a verdade sempre. O senhor é um milagre de Deus, por sua recuperação”.

Também em aparte, o deputado Edson Martins (MDB) ressaltou o trabalho desenvolvido pelo deputado Jean, também criticou os ataques sofridos por ele, em pleno tratamento de saúde, e saudou o colega pelo seu retorno com saúde, para trabalhar pelo Estado de Rondônia.

“Que possa retomar o seu grande trabalho, deputado Jean. O senhor foi vítima duas vezes: da covid-19 e de pessoas caluniadoras, infelizmente”, disse Martins.

Já o deputado Ezequiel Neiva (PTB) ressaltou que “todos somos solidários ao deputado Jean. Que possa ter muita força, muita saúde para lutar em prol do povo rondoniense”.

A deputada Rosângela Donadon (PDT), que presidia a sessão no momento, disse que o retorno do deputado alegra a todos na Casa. “Que Deus continue te abençoando e que possa retomar seu trabalho com todo o vigor. Nós sabemos de seu trabalho e de sua dedicação ao seu mandato”.

Recursos

Por fim, o deputado disse que, desde o começo da pandemia, se posicionou em defesa da assistência à saúde, votando projetos, defendendo ações do poder público e acompanhando os trabalhos.

“Estou trabalhando para destinar cerca de R$ 2 milhões das minhas emendas individuais para o combate ao coronavírus em Rondônia. Também quero ouvir os profissionais de saúde, para sabermos onde podemos ajudar, onde podemos atuar em parceria. Não podemos deixar os nossos profissionais se contaminarem, temos que protegê-los”, finalizou. 

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

Presidente Laerte Gomes agradece por leitos de UTI em Ji-Paraná e reafirma erro em fechar o comércio

Parlamentar disse que os acertos do Governo devem ser reconhecidos, mas também expõe os erros

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), em pronunciamento na sessão ordinária desta terça-feira (7), agradeceu ao governador Marcos Rocha (PSL) pela implantação de uma estrutura em Ji-Paraná para atender pacientes com Covid-19. O Governo contratou leitos clínicos e de UTI no Hospital Cândido Rondon (HCR) para tratar os pacientes da Região Central de Rondônia.

“Há dois meses venho pedindo para que fossem contratados leitos clínicos e de UTI em Ji-Paraná, e o governador determinou que isso acontecesse. O HCR ganhou a licitação. Serão atendidos pacientes de Ji-Paraná, Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Jaru e dos demais municípios da Região Central”, detalhou o presidente.
Laerte Gomes explicou que, com essa contratação, todas as despesas com pessoal e medicamentos para tratamento de pacientes com Covid-19 ficam por conta do HCR. “Antes disso esses pacientes precisavam ser encaminhados para Porto Velho ou Cacoal”, citou.

Comércio

O presidente do Legislativo disse ser impossível concordar com a portaria governamental que pune quem fez o dever de casa, impedindo que o comércio abra no interior. Ele lembrou que foram penalizados 23 municípios, sendo que em muitos deles o número de casos de Covid-19 é baixo.

Laerte Gomes destacou que Rondônia é dividida somente duas macrorregiões, Porto Velho e o interior, sendo que deveriam existir pelo menos cinco. “Temos o Cone Sul, a Zona da Mata, a Região Central, o Vale do Jamari, a Grande Porto Velho. Cada macrorregião é uma realidade. Se tiver que fazer lockdown em alguma cidade, que se faça lá, mas não podemos penalizar todos os municípios”, detalhou.

Na nova portaria emitida pelo Governo o presidente Laerte Gomes citou um ponto considerado absurdo. É especificado que o município que disponibilizar novos leitos em UTI deve comprovar ao Executivo. Dessa forma o Governo autorizaria o prefeito a decidir sobre a abertura do comércio.

“Nem o Governo está conseguindo abrir leitos de UTI, por falta de estrutura e de profissionais. Como uma cidade pequena vai conseguir isso? O Estado tenta jogar uma responsabilidade dele para as prefeituras. É o Governo quem deve cuidar da saúde de média e alta complexidade, e não o município”, esclareceu.

Conforme o parlamentar, a Assembleia Legislativa defende o empresário ao trancar a pauta e não votar nenhuma matéria encaminhada pelo Executivo enquanto a portaria não for alterada. “É muito fácil jogar a responsabilidade para cima dos prefeitos. Aos assessores do governador precisam agir, pois a portaria está matando CNPJs e CPFs”, especificou.

Kits de exame

O presidente disse que não responsabiliza diretamente o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, mas lembra que faltou planejamento à Sesau, que deixou faltar kits de exames para o Covid-19. No caso, acabaram os kits de extração PCR, impossibilitando que testes confiáveis sejam realizados pelo Governo.

“É a mesma coisa que o dono da empresa de ônibus deixar faltar óleo diesel. É a mesma coisa que o dono da empresa de aviação deixar faltar querosene. Deixaram acabar, foram licitar e a empresa não tem como entregar. Agora o exame tem que ir para a Fiocruz, no Rio de Janeiro. Antes o resultado saía em dois dias e agora sairá em oito”, detalhou.

Supermercados

Laerte Gomes disse deixar sua solidariedade aos empresários que não podem abrir seus estabelecimentos, mas mesmo assim precisam pagar funcionários e impostos. Ele lembrou que somente uma grande rede de supermercado teve 5 mil autenticações em um único dia.

“Se em um dia esse número de pessoas reunidas não espalha Covid-19, o vírus vai se espalhar em uma lojinha com cinco pessoas? Que serviço essencial é esse? Nunca houve tanta gente em supermercado como agora. Me desculpe quem está redigindo essas portarias, mas elas estão erradas”, finalizou o presidente da Assembleia.

Texto: Nilton Salina-ALE/RO