Preços na indústria têm maior alta desde 2014: 3,28%

Arroz impactou o resultado da indústria alimentar, diz pesquisa

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação de produtos na saída das fábricas brasileiras, registrou inflação de 3,28% em agosto deste ano. Foi a maior alta de preços em um mês desde o início da pesquisa, em janeiro de 2014, segundo dados divulgados hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, o IPP teve inflação de 3,22%. Com o resultado de agosto, o índice acumula taxas de inflação de 10,80% neste ano e de 13,74% em 12 meses.

Alimentos sobem 4,07%

As 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram alta de preços em agosto, com destaque para os alimentos (4,07%).

“FORAM QUATRO PRODUTOS QUE MAIS IMPACTARAM O RESULTADO DA INDÚSTRIA ALIMENTAR: FARELO DE SOJA, ÓLEO DE SOJA, ARROZ DESCASCADO BRANQUEADO E LEITE ESTERILIZADO UHT LONGA VIDA”, DISSE O GERENTE DO IPP, MANUEL CAMPOS SOUZA NETO.

Outras altas de preços importantes foram refino de petróleo e produtos de álcool (6,24%), indústrias extrativas (8,43%) e outros produtos químicos (4,13%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, o destaque ficou com os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (4,03%).

As outras três categorias de produtos também tiveram alta de preços: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (1,62%), os bens de consumo semi e não duráveis (2,94%) e os bens de consumo duráveis (0,60%).

Fonte Kleber Sampaio A/B

Ministério da Justiça pede que supermercados e produtores expliquem alta dos alimentos

Secretaria Nacional do Consumidor deu cinco dias para comércio explicar o aumento do preço de itens básicos, como o arroz. Governo diz que multa por abuso pode ultrapassar R$ 10 milhões.

A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou nesta quarta-feira (9) representantes de supermercados e produtores de alimentos para pedir explicações sobre o aumento no preço dos alimentos da cesta básica.

Segundo o ministério, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e as associações de produtores terão cinco dias para explicar a alta nos preços praticados, por exemplo, na venda do arroz.

A partir das explicações, a Senacon vai apurar se houve abuso de preço e/ou infração aos direitos dos consumidores. Uma eventual multa pode ultrapassar os R$ 10 milhões.

Inflação fica em 0,24% em agosto, maior taxa para o mês desde 2016, aponta IBGE; alimentos puxaram alta

Em nota, a secretária nacional do Consumidor, Juliana Domingues, dsez acreditar na necessidade de se identificar as causas do aumento para se decidir sobre medidas adequadas para conter os avanços no preço.

“Não podemos falar em preços abusivos sem antes avaliar toda a cadeia de produção e as oscilações decorrentes da pandemia. Por essa razão, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor expediu ofícios para o levantamento de dados que são necessários para aferir qualquer abusividade”, afirmou.

Produtos essenciais do cardápio dos brasileiros estão mais caros

“O aumento de valores foi notado especialmente em relação ao arroz que, apesar dos positivos volumes produtivos da última safra, sofreu diminuição da oferta no contexto global, o que ocasionou elevação no preço”, diz o governo.

Além da notificação, a secretaria vai debater com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Economia as medidas para reduzir o aumento nos preços dos alimentos.

O pedido de explicações foi divulgado na tarde desta quarta, enquanto o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Sanzovo Neto, se reunia com Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto para tratar do tema.

Na saída, Sanzovo Neto afirmou que os supermercados não são “vilões” da inflação da cesta básica, e que a margem de lucro nos produtos básicos já é baixa em razão da alta competitividade do setor.

Questionado sobre a notificação da Senacon, disse que a associação mostrará a “realidade”.

“Nós temos todos os relatórios. Inclusive, as associações dos produtores têm informando o que oscilou de cada produto. Isso vai ser muito tranquilo e temos confiança na Senacon porque eles também têm órgãos de pesquisa e eles sabem que essa oscilação está ocorrendo e nós vamos explicar por que e espero que os outros setores da cadeia, da roça até o supermercado, também expliquem”, declarou.

Inflação no supermercado

O preço dos alimentos foi destaque para a alta de 0,24% da inflação oficial do país em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta.

O Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,44% em 12 meses, enquanto a inflação dos alimentos subiu 8,83% no período.

Essa alta não tem apenas um alimento responsável porque a maioria está com preços recordes no campo. Porém, dois chamaram a atenção nos últimos dias: o arroz, com valorização de 19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período.

Entre os itens que mais subiram em agosto, estão tomate (12,98%), óleo de soja (9,48%), leite longa vida (4,84%), frutas (3,37%), carnes (3,33%) e arroz (3,08%).

“O arroz acumula alta de 19,25% no ano, e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%. O feijão preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano, e o feijão carioca, de 12,12%”, destacou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Explicações

Em nota divulgada na última quinta-feira (3), a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), afirmou que o setor tem sofrido forte pressão de aumento nos preços, de forma generalizada, repassados pelas indústrias e fornecedores.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a pandemia fez os brasileiros comprarem mais alimentos, o que forçou preços para cima antes mesmo das altas provocadas pela entressafras.

Além disso, a disparada do dólar em relação ao real encareceu os insumos da agropecuária.

“Com o câmbio mais elevado, o fertilizante está mais caro. O farelo de soja e de milho que é utilizado na ração de animais tem regiões com mais de 50% de aumento de custos de produção”, explicou Bruno Lucchi, superintendente-técnico da CNA.

O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese) afirma que o dólar alto também estimula os produtores a vender para os outros países.

“Quando se exporta um produto, você manda para fora, o produtor recebe em dólar, e na hora em que ele transforma em real ele ganha mais. Então, uma taxa de câmbio desvalorizada, estimula a exportação. Você tem um impacto muito grande das exportações no volume de produtos ofertados no mercado interno. Quando eles [os produtos] chegam em menor quantidade, [há] uma redução da oferta interna e eles chegam mais caros para as famílias”, explica a economista sênior do Dieese Patrícia Costa.

Associação de supermercados chama atenção para aumento de preços de itens da cesta básica
Associação de supermercados chama atenção para aumento de preços de itens da cesta básica

Fonte: G1

Gasolina e alimentos pressionam inflação em agosto, diz IBGE

Indicador ficou em 0,24% e registrou maior inflação para o mês desde 2016. Em contrapartida, desacelerou frente a julho deste ano (0,36%)

gasolina e os alimentos pressionaram a inflação oficial em agosto, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quarta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O indicador ficou em 0,24%, resultado mais alto para o mês desde 2016.

O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, diz que a gasolina ficou em 3,22% e o grupo alimentação e bebidas em 0,78%. 

Segundo o IBGE, os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15% em agosto. Os principais itens que ficaram mais caros para os brasileiros foram o tomate (12,98%), o óleo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%) e as carnes (3,33%).

O arroz e o feijão também tiveram altas importantes ao longo do ano, fazendo com que eleve a percepção de inflação nas gôndolas dos mercados

“O arroz (3,08% em agosto) acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%. O feijão preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano e o feijão carioca, de 12,12%”, afirma Kislanov.

Por outro lado, a alimentação fora de casa ficou mais barata (-0,11%), assim como as peças de vestuário (-0,78%). 

Em comparação com julho (0,36%) deste ano, o IPCA desacelerou. Em agosto de 2019, o índice era de 0,11%. De janeiro a agosto acumula alta de 0,70% e de 2,44% nos últimos 12 meses. 

Inflação por regiões

O IBGE diz que cinco das 16 regiões pesquisadas apresentaram deflação em agosto.

O menor índice foi registrado em Aracaju(-0,30%), especialmente por conta da queda no custo dos cursos regulares (-7,27%). Os demais locais com IPCA no campo negativo foram Fortaleza (-0,23%), Rio de Janeiro (-0,13%), Belém (0,04%) e Vitória (0,03%).

Já os locais com maiores altas nos preços foram Campo Grande (1,04%), pela alta de alguns alimentos, como as carnes (6,28%) e as frutas (9,54%). Outros sete locais ficaram acima da média nacional: Goiânia (0,66%), Brasília (0,58%), Rio Branco (0,54%), Recife (0,46%), São Luiz (0,38%), Porto Alegre (0,33%) e São Paulo (0,31%).

Fonte: R7

ALE-RO: Comissão discute sobre aumento dos preços no estado e pedem informações do Procon

Deputados querem esclarecimento sobre aumento nos alimentos, nos combustíveis e no material de construção

A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) se reuniu na manhã desta terça-feira (08), no plenarinho 02, na Assembleia Legislativa, quando reforçou a necessidade de se obter informações do Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), acerca do aumento de preços nos alimentos, no combustível, material de construção e outros produtos.

O deputado Aélcio da TV (PP), que preside a Comissão, deliberou, após a aprovação dos deputados Jair Montes (Avante) e Chiquinho da Emater (PSB), pelo convite ao coordenador estadual do Procon, Ihgor Rego, para prestar esclarecimentos à CDC.

O pedido de convite foi apresentado pelo deputado Jair Montes. “Há um aumento abusivo nos alimentos, e a sociedade precisa saber o que tem levado a esse reajuste todo, seguidamente? Como explicar o aumento do arroz, leite, feijão? Por outro lado, temos ainda a questão dos combustíveis, que sofre aumentos sem nenhuma explicação. Como o Procon pode agir frente a essas questões?”, destacou Montes.

Jair Montes sugeriu ainda a presença de algum representante da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), para esclarecer sobre a majoração.

Chiquinho da Emater aproveitou para pontuar que os preços do material de construção também foi bastante majorado, sem nenhuma razão aparente. “Foi um aumento assustador e também seria importante haver um acompanhamento do Procon nesse sentido”, observou.

Fonte: ALE-RO

Missão Humanitária do Brasil que viajou para o Líbano retorna

Equipes da delegação brasileira levou equipamentos médico e alimentos, para Beirute que foi devastada por uma grave explosão no porto da cidade.

Os integrantes da comitiva brasileira que viajou ao Líbano na última quarta-feira (12) chegaram há pouco a Brasília. Segundo a Força Aérea Brasileira, os dois aviões em que a delegação viajou, um KC-390 Millennium e um VC-2 (Embraer 190), deixaram a capital libanesa, Beirute, no início da tarde de ontem (14) e pousaram no Distrito Federal pouco depois das 9 horas de hoje (15), tendo feito paradas técnicas para reabastecimento no percurso. 

Chefiada pelo ex-presidente da República Michel Temer, a delegação acompanhou o transporte de seis toneladas de alimentos e medicamentos que o Estado brasileiro doou ao Líbano. A doação, de caráter humanitário, visa a ajudar a população libanesa, minimizando as consequências de uma grave explosão ocorrida no último dia 4, em um armazém da região portuária de Beirute, onde cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio estavam armazenadas.

O total de mortes em decorrência da força da explosão que destruiu a região com a força de uma bomba já passa de 100. Além disso, o porto de Beirute era o principal local de armazenamento de grãos do país. Com a explosão, restaram reservas de grãos suficientes para alimentar a população, de cerca de 6,8 milhões de habitantes, por menos de um mês.

Além de seis toneladas de alimentos, medicamentos e insumos básicos de saúde (antibióticos, corticoides, analgésicos, ataduras, seringas, cateteres, máscaras cirúrgicas e 300 ventiladores pulmonares), o Brasil doou mais 4 mil toneladas de arroz que estão sendo transportadas para o Líbano a bordo de navios. Com a comitiva brasileira viajaram peritos brasileiros em explosões e incêndios que permanecerão no país até o fim do mês, ajudando as autoridades locais e identificando outras situações em que o Brasil possa ajudar.

Além de Temer, que é filho de libaneses e, ontem (14), se reuniu com o primeiro-ministro interino do Líbano, Hassan Diab, integraram a delegação brasileira os senadores Nelson Trad Filho e Luiz Pastore, o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Flávio Viana Rocha, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, entre outros membros nomeados pela Presidência da República.

Fonte: Denise Griesinger A/B

Semed lança chamada pública para adquirir alimentos da agricultura familiar

Produtos serão doados a alunos da rede municipal de ensino, seguindo legislação federal, através de kits alimentícios

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) lançou nesta terça-feira, 23, o Edital de Chamada Pública nº 02/2020, que autoriza a aquisição de gêneros alimentícios oriundos da agricultura familiar para serem distribuídos aos pais ou responsáveis pelos alunos matriculados nas escolas da rede municipal de ensino de Vilhena por meio da composição de kits alimentícios. Acesse o edital na página 3 do diário oficial pelo link: https://bit.ly/editalsemedalimentos2020.

A iniciativa integra o Programa de Alimentação Escolar (Pnae), obedecendo o artigo 14 da Lei Federal 11.947/2009, que determina que a aquisição dos gêneros alimentícios da agricultura familiar represente, no mínimo, 30% dos recursos repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Confira no link a seguir a íntegra da lei: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11947.htm

O secretário municipal de Educação, professor Willian Braga, explica que a doação desses alimentos terá cobertura legal através da Lei n° 13.987/2020, publicada no dia 07 de abril, que autoriza, em caráter excepcional, a distribuição tanto dos alimentos que já existem em estoque, quanto dos que vierem a ser adquiridos com recursos do Pnae, enquanto durar o período de suspensão de aulas em virtude do estado de emergência em Saúde. Consulte a lei completa no link: http://www.in.gov.br/web/dou/-/lei-n-13.987-de-7-de-abril-de-2020-251562793?inheritRedirect=true

“O FNDE continua repassando os recursos financeiros federais destinados à execução do Pnae para a secretaria. E o valor precisa ser investido da forma correta. Através da resolução de número 02/2020, que regulamenta a aquisição de produtos da agricultura familiar, fizemos chamada pública para adquirir esses alimentos que serão doados aos pais ou responsáveis pelos alunos das escolas municipais”, informa o titular da Semed. A íntegra da resolução está no link: http://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-n-2-de-9-de-abril-de-2020-252085843

CHAMADA PÚBLICA – Poderão participar da chamada pública os interessados que exerçam profissão no ramo de atividade relacionada à compra. O valor estimado da despesa será de R$ 350 mil para a aquisição de legumes, frutas, verduras, mel, bolacha caseira, iogurte e geleia de polpa de fruta.

De acordo com a nutricionista Edilaine Andrade, do Departamento de Alimentação Escolar da Semed, os alimentos adquiridos pela licitação serão doados às famílias de alunos de escolas municipais conforme as necessidades levantadas pelos gestores de cada unidade escolar. Os locais, datas, horários e logística das entregas será definido também por cada escola com o intuito de evitar aglomerações..

Conforme as orientações para a execução do Pnae, o processo contará com acompanhamento geral do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CAE). Veja no link a seguir a cartilha do Pnae: https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-area-gestores/pnae-manuais-cartilhas.

Fonte: Semcom