Temor com variante delta eleva dólar para R$ 5,25

Bolsa caiu para o menor nível desde o fim de maio

Em um dia de pânico no mercado financeiro internacional, o dólar teve a maior alta diária em dez meses e voltou a fechar acima de R$ 5,20. O temor com a disseminação da variante delta do novo coronavírus também provocou turbulência na bolsa de valores, que caiu para o menor nível desde o fim de maio.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (19) vendido a R$ 5,251, com alta de R$ 0,135 (+2,64%). Esta foi a maior valorização para um dia desde 18 de setembro do ano passado. A cotação está no maior valor desde 27 de maio, quando tinha fechado a R$ 5,255.

Na bolsa de valores, o índice Ibovespa, da B3, iniciou a semana com queda de 1,24%, fechando aos 124.395 pontos. Em baixa pela terceira sessão seguida, o indicador está no nível mais baixo também desde 27 de maio. Na ocasião, o índice tinha encerrado aos 124.367 pontos.

Em todo o planeta, o dólar subiu e as bolsas caíram. O crescimento de casos de covid-19 em diversos países avançados voltou a reforçar as expectativas de que novas medidas de restrição social sejam impostas por diversos governos. Isso força os investidores a revisarem para baixo as projeções de recuperação da economia global.

O fim da maioria das restrições sociais no Reino Unido, que começou a vigorar hoje, não animou os mercados. O receio de que o número de casos no país, assim como no restante da Europa, dispare predominou nas negociações.

A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de aumentar a produção nos próximos dois anos também não reduziu o pessimismo dos investidores. A cotação do barril de petróleo caiu cerca de 5% após o anúncio da medida, mas o receio de que novos lockdowns em economias avançadas reduza a demanda de combustíveis também influenciou as negociações.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro tem alta, e defende Pazuello nas negociações da vacina Covaxin

Após alta neste domingo (18), presidente criticou verba para Fundo Eleitoral e defendeu estudos com novo medicamento para covid-19

Após receber alta neste domingo (18), o presidente Jair Bolsonaro defendeu a atuação do governo e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello nas negociações por vacinas, voltou a pedir a adoção do voto impresso nas eleições de 2022 e disse querer estudos sobre mais um medicamento para combater a covid-19.

O presidente deixou o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após quatro dias de internação por conta de uma obstrução intestinal. Ele se encontrou com apoiadores na saída e falou com  jornalistas por cerca de 30 minutos, disparando várias críticas e defesas.

Questionado sobre recente reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” que mostrou vídeo em que Pazuello recebe representantes de uma empresa de Santa Catarina para intermediação de compra de vacinas Coronavac com a fabricante chinesa Sinovac e diz que um memorando de entendimento foi assinado, Bolsonaro defendeu a atuação do ex-ministro afirmando que não foi fechado contrato.

As vacinas foram oferecidas por cerca de três vezes o preço do mesmo imunizante fabricado pelo Instituto Butantan, no Brasil. O acordo acabou não prosperando. Pazuello afirma que só cumprimentou os representantes da empresa, mas não negociou.

“Se eu estivesse na Saúde, eu teria apertado a mão daqueles caras todos”, disse Bolsonaro, argumentando que Pazuello estava sem paletó e não estava à mesa no vídeo divulgado, o que mostraria que não houve negociação alguma com a participação do então ministro. “Não tem como você fraudar no nosso governo”, garantiu.

Bolsonaro afirmou que, em Brasília, “não falta gente para vender lote na Lua” e criticou a imprensa. “Lamentavelmente a imprensa, grande parte da imprensa, adota o caminho de simplesmente denunciar, denunciar não, divulgar aquilo que nós não fizemos”, disse o presidente.

O presidente ressaltou que sempre impôs ao Ministério da Saúde duas condições para comprar vacinas: passar pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e só pagar depois que chegar. “Nosso governo não gastou um centavo com picareta, nenhum. Parabéns Pazuello, parabéns coronel Elcio.”

No caso da vacina indiana Covaxin, o governo acertou a compra mesmo sem aprovação da Anvisa – que só concedeu autorização de uso emergencial meses depois e mesmo assim restrita. O contrato de R$ 1,6 bilhão, suspenso pelo governo, é algo de investigações de diversos órgãos e da CPI da Covid. O valor foi empenhado – reservado para a despesa.

Remédio

Bolsonaro afirmou que pretende pedir ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estudos sobre o uso da proxalutaminda, utilizada em tratamentos contra câncer de próstata. O presidente já defendeu em diferentes oportunidades ao longo da pandemia o uso do tratamento precoce. Parte das substâncias indicadas, como a cloroquina, são consideradas ineficazes pela comunidade científica internacional. Outras, como a ivermectina, ainda são alvo de estudos após alguns resultados positivos. 

Eleições e voto impresso

O presidente sinalizou que pode vetar o fundo eleitoral de cerca de R$ 6 bilhões para as eleições 2022, aprovado na quinta-feira (15) pelo Congresso Nacional, dentro da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

“Eu sigo a minha consciência, sigo a economia e a gente vai buscar um bom sinal para isso tudo aí. Afinal de contas, eu já antecipo, R$ 6 bi pra fundo eleitoral, para financiamento de campanhas, pelo amor de Deus”, afirmou.

Bolsonaro voltou a defender o que chama de voto impresso auditável, repetindo críticas ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, dizendo ainda que a apuração da votação tem que ser pública.

Argumentando em favor da liberdade de expressão, o presidente criticou investigações sobre atos antidemocráticos e “fake news”. “Não dá pra gente conviver num país democrático com pessoas sendo presas e processadas por fake news e atos antidemocráticos”, disse.

“Eu respeito integralmente a Constituição… tem gente sendo processada porque levantou faixinha com o artigo 142… eu respeito o artigo 1º da Constituição, o artigo 2º, o 10º, o 100º e o 142 também, isso é crime?”

O artigo 142 da Constituição diz que as Forças Armadas “são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. De maneira recorrente, algumas pessoas defendem a interpretação, errada, de que, com base neste artigo, as Forças Armadas funcionariam como um Poder Moderador.

Questionado se a reunião que ocorreria na quarta-feira passada com os presidentes do STF, Luiz Fux, do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seria retomada, Bolsonaro disse acreditar que sim, mas ressalvou que, como ele escolhe seus próprios ministros, é o único dos chefes dos Poderes que não têm problemas.

“Com toda certeza… não tem nada de anormal essas reuniões nossas, é acertar alguma coisa, trocar uma ideia”, disse.

A reunião de quarta, desmarcada devido ao problema de saúde de Bolsonaro, foi marcada depois que o presidente chegou a colocar em dúvida a realização das eleições marcadas para 2022.

Fonte: R7

Saúde melhora e Bolsonaro pode ter alta neste domingo (18)

Exame de tomografia computadorizada do abdômen evidenciou melhora do quadro de suboclusão

O estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro está evoluindo bem e o mandatário pode receber alta neste domingo (18).

Após passar por exame de tomografia computadorizada do abdômen, na tarde desta sexta-feira (16), o resultado evidenciou melhora do quadro.

Conforme boletim médico divulgado pelo Hospital Vila Nova Star, onde ele está internado, foi retirada a sonda nasogástrica e o presidente aceitou bem a alimentação via oral.

De acordo com o médico Antônio Macedo, responsável pelo tratamento, Bolsonaro pode receber alta médica neste domingo (18).

Bolsonaro foi internado na madrugada de quarta-feira no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, com fortes dores abdominais, quando foi constatada a obstrução.

Na tarde do mesmo dia foi transferido para São Paulo, a pedido de Macedo, onde está sendo tratado.

Fonte; R7

Bolsonaro diz que cirurgia está afastada e pode ter alta na sexta

De acordo com o médico do presidente, a área do intestino em que há a obstrução está mais permeável e o órgão voltou a funcionar

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (15) que não terá de fazer cirurgia para resolver o problema de obstrução intestinal que o levou a ser hospitalizado, e que pode receber alta já na sexta-feira. Ele participou de entrevista à RedeTV por vídeo do hospital onde está internado em São Paulo.

A informação sobre a não necessidade de uma cirurgia foi confirmada pelo médico do presidente, Antonio Macedo, que estava ao lado de Bolsonaro durante a entrevista concedida ao vivo do quarto do hospital.

“Cheguei aqui ontem com indicativo muito forte de cirurgia, mas a chance de cirurgia agora está bastante afastada”, disse o presidente, acrescentando que está se sentindo bem.

De acordo com Macedo, a área do intestino em que há a obstrução está mais permeável e o órgão voltou a funcionar, o que afastou a necessidade de cirurgia.

“O presidente hoje melhorou. Estamos estudando a retirada da sonda porque os barulhos do abdômen estão bons e aderências do lado esquerdo estão mais absorvidas. Dieta líquida será mantida. Cirurgia está descartada por enquanto porque o intestino começou a funcionar”, afirmou Macedo.

Bolsonaro foi internado na madrugada de quarta-feira no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, com fortes dores abdominais, quando foi constatada a obstrução. Na tarde do mesmo dia foi transferido para São Paulo, a pedido de Macedo, onde está sendo tratado.

Fonte; R7

Em alta credibilidade no cenário internacional Governo Federal anuncia parceria com NASA

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante o evento, que o acordo fará com que o Brasil ‘entre para a história’

O governo federal anunciou a assinatura de um acordo de cooperação com a NASA, a Agência Espacial Americana, para que o Brasil participe do programa espacial que levará a primeira mulher e o primeiro homem negro à Lua a partir de 2024.

O acordo Artemis foi assinado no Palácio do Planalto, e é mais uma demonstração da alta credibilidade do Brasil no cenário internacional.

“Esse programa retorna com missões tripuladas à lua. Hoje o Brasil se integra a esse esforço. O que a gente vai assinar aqui é um pequeno passo para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, mas um grande salto para o programa espacial brasileiro”, declarou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.

Empolgado com o acordo, o ministro afirmou que o programa deve incentivar o setor de pesquisa e tecnologia do país,

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante o evento, que o acordo fará com que o Brasil ‘entre para a história’:

“O nosso grande objetivo – é do Marcos Pontes e é do nosso ministro da Educação, Milton [Ribeiro] – é estimular o nosso jovem a se interessar por isso, a ver que seu potencial é enorme”, disse Bolsonaro.

O Brasil é o primeiro país da América Latina e o 12º no mundo a entrar para a lista de parceiros do programa. Além de Estados Unidos e Brasil também assinaram o acordo Austrália, Canadá, Itália, Japão, Luxemburgo, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Ucrânia.

Fonte: JCO

Bolsa tem forte alta e fecha no segundo melhor nível do ano

Dólar iniciou semana em queda, mas permanece acima de R$ 5,30

Impulsionada pelo mercado externo e por ações de bancos, a bolsa de valores iniciou a semana com forte alta e fechou no segundo melhor nível do ano. O dólar seguiu o desempenho internacional e caiu nesta segunda-feira (24), mas permanece acima de R$ 5,30, num dia de baixo volume de negociações.

O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 124.032 pontos, com alta de 1,17%. O indicador está no maior nível desde 8 de janeiro, quando tinha encerrado aos 125.077 pontos. Apesar da queda da cotação internacional do minério de ferro, que está no menor nível em 20 dias, a bolsa foi beneficiada pelas ações de bancos e pela alta nas bolsas norte-americanas.

No mercado de câmbio, a retomada do otimismo internacional, após dias de tensão, contribuiu para a queda da moeda norte-americana. O dólar comercial encerrou esta segunda vendido a R$ 5,325, com recuo de R$ 0,029 (-0,53%). Na mínima da sessão, por volta das 12h, a cotação chegou a R$ 5,31.

Em maio, a bolsa acumula alta de 4,32%; e o dólar, queda de 1,98%. No ano, o Ibovespa registra valorização de 4,21%, e a moeda norte-americana acumula alta de 2,62%.

Nas últimas semanas, o mercado financeiro global tem vivido momentos de altas e baixas provocados pela expectativa de recuperação da economia norte-americana. No início da pandemia de covid-19, o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) reduziu os juros básicos da maior economia do planeta para uma faixa entre 0% e 0,25% ao ano.

Os Estados Unidos voltaram a crescer em 2021, com ajuda dos estímulos econômicos e da vacinação em massa. No entanto, a divulgação de que a inflação dos Estados Unidos encerrou abril no maior nível para o mês em 12 anos elevou as expectativas de que o Fed aumente os juros antes de 2023. Juros mais altos em economias avançadas pressionam o dólar e a bolsa em países emergentes, como o Brasil.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Caixa registra alta de 50,3% em lucro líquido no 1º trimestre de 2021

Carteira total de crédito da Caixa atingiu R$ 799,6 bilhões

O lucro líquido da Caixa Econômica Federal no primeiro trimestre de 2021 foi de R$ 4,6 bilhões, alta de 50,3% em relação ao mesmo período do ano passado, informou o banco público na manhã de hoje (12).

Ao comentar o balanço do primeiro trimestre em videoconferência, algumas horas após a divulgação, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, comemorou o resultado “muito sólido” e “recorde de todos os tempos”.

Entre os maiores destaques dos três primeiros meses deste ano, a Caixa teve uma receita de R$ 9 bilhões com operações de crédito imobiliário, um aumento de 10,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Esse tipo de operação é responsável por 52,3% de toda a receita com operações de crédito do banco.

A Caixa registrou, no primeiro trimestre deste ano, um saldo de R$ 518,4 bilhões em crédito imobiliário, com 5,7 milhões de contratos e 68,2% de participação no mercado. Entre o início de janeiro e o fim de março, o banco fechou 134,8 mil novos contratos de financiamento imobiliário. Nesse ponto, o destaque foi a alta de 103,1% em um ano nos contratos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), cuja carteira chegou a R$ 16,2 bilhões.

A carteira total de crédito ampliado da Caixa atingiu R$ 799,6 bilhões. Em relação às receitas, o banco registrou alta também em operações com o agronegócio (23,8%) e em créditos comerciais a pessoas jurídicas (6,3%).

As receitas com a prestação de serviços e tarifas no primeiro trimestre deste ano foram de R$ 5,7 bilhões, queda de 1,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nesse campo, as maiores reduções foram nas receitas com convênios e cobranças (25,1%), fundos de investimentos (7,2%) e conta corrente (7%). Por outro lado, as receitas com seguros subiram 376,3%.

“Já é um impacto do Pix, isso é um impacto real. E o impacto também que tivemos de algumas questões da volta do auxilio emergencial”, disse Guimarães sobre as causas da retração na receita com serviços e tarifas.

O banco destacou ainda que o retorno sobre patrimônio líquido, um indicador do nível de lucratividade, chegou a 16,33%, ante 15,18% registrados no último trimestre de 2020. O indicador, contudo, encontra-se abaixo do registrado nos três primeiros meses de 2020, quando era de 24%.

O balanço da Caixa mostra ainda que o banco reservou R$ 2,54 bilhões em provisões para devedores duvidosos. Essa reserva serve para cobrir possíveis inadimplências. O valor é 3,4% menor do que o provisionado no trimestre anterior, mas 26,5% maior do que o registrado nos três primeiros meses do ano passado.

O provisionamento total do banco, que inclui outros riscos calculados, chega a R$ 34 bilhões, segundo o presidente da Caixa. “Mantemos provisionamentos elevados, é consequência sim da volta da segunda onda da pandemia”, disse Guimarães.

O nível de inadimplência do banco, que aponta dívidas não pagas há mais de 90 dias, ficou em 2,04% no primeiro trimestre de 2021, abaixo dos 3,14% registrados no mesmo período do ano passado, mas acima dos 1,73% no trimestre imediatamente anterior. Guimarães disse que o índice deve voltar a subir por ao menos mais seis meses, refletindo o retorno das cobranças em créditos que foram pausadas durante a pandemia.

De todo o balanço, o presidente da Caixa deu maior destaque ao aumento no crédito para micro e pequenas empresas (MPEs), cuja carteira atingiu R$ 49 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 125,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O banco possui cerca de 300 mil contratos com MPEs, e ” 70% delas não eram clientes da Caixa”, disse Guimarães. “No momento mais sensível para essas empresas nós estivemos juntos, ganhamos esses clientes, e isso reforça o papel social e matemático da Caixa”, acrescentou ele.

As Loterias Caixa, por sua vez, arrecadaram R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2021. Desse valor, cerca de R$ 1,9 bilhão foram transferidos a programas sociais do governo, em áreas como seguridade social, esporte, cultura, segurança pública, educação e saúde.

Outros destaques do balanço são:

– Margem financeira de R$ 11 bilhões, maior em 4,1% sobre o último trimestre do ano passado e 6,8% sobre o três primeiros meses de 2020.

– Saldo em poupança de R$ 368,5 bilhões, evolução de 14,8% em 12 meses.

– Contratação de R$ 12,9 bilhões em crédito consignado, maior valor para o primeiro trimestre em 10 anos.

– A carteira de crédito ampliada encerrou o primeiro trimestre com saldo de R$ 799,6 bilhões, crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2020, com participação de mercado de 19,3%.

– Operações de crédito para antecipação do Saque Aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) resultou na contratação de R$ 1,8 bilhão, distribuídos em 993,7 mil pagamentos.

– Despesas administrativas de R$ 2,633 bilhões, queda de 25,1% em relação ao quarto trimestre do ano passado e de 1,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

– Na comparação com o trimestre anterior, houve queda de 17,1% na despesa com pessoal, que no primeiro trimestre deste ano ficou em R$ 5,412 bilhões. A cifra representa um aumento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

*Matéria alterada às 11h38 para acréscimo de informações.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

Alta no preço da carne deve durar até maio, dizem especialistas

País reduziu abate de vacas e aumentou inseminação artificial para acelerar produção de bezerros e atender demanda

A alta no preço da carne bovina está longe de dar um alívio no orçamento do brasileiro. O custo da proteína subiu seis vezes mais do que a inflação nos últimos 12 meses e deve continuar valorizando por um bom tempo.

Só para se ter uma ideia, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 5,20% nos últimos 12 meses, a carne bovina registrou elevação de 29,51%.

Três fatores vêm contribuindo para a alta no preço da carne, segundo especialistas:

• Forte demanda internacional;
• Valorização do dólar; e
• Falta de gado no pasto para abate.

Alguns pecuaristas também afirmam que há um lobby do setor para o preço da arroba do boi subir ainda mais. A arroba do boi fechou 2020 a R$ 267,15 e atingiu R$ 320 na última quarta-feira (14), segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP). Uma valorização de 19,78%.

Thiago Bernardino Carvalho, pesquisador de pecuária do Cepea, afirma que “o abate de vaca adulta é o menor desde 2003”, mas não liga isso a um possível lobby dos pecuaristas.

O preço do novilho (vaca/boi) novo está alto e bem valorizado. Os pecuaristas estão deixando a vaca adulta no pasto para aumentar o número de bezerros e ganhar mais. 

THIAGO BERNARDINO CARVALHO

Carvalho lembra que, por conta da crise de 2018, muitos produtores acabaram abatendo as vacas para reduzir os custos que vinham assumindo.

“Com isso, a produção de gado caiu. Agora, com a forte demanda, tanto nacional quanto internacional, os produtores estão segurando as fêmeas para elas reproduzirem e aumentarem a boiada.”

O pesquisador diz, inclusive, que a inseminação artificial de vacas cresceu 22% no ano passado.

“Os pecuaristas estão tentando acelerar o processo de fertilização para atender o mercado”, explica Carvalho.

Ricardo Nissen, assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), acredita que um ou outro produtor pode até estar segurando o gado no pasto por especulação.

No entanto, “de maneira geral não tem boi para ser comercializado para o mercado”.

“Não faz sentido para o produtor segurar boi porque a valorização já é grande se considerarmos que até 2 anos a arroba custava R$ 150.” 

RICARDO NISSEN

Ele engrossa o coro de Carvalho ao dizer que a produção de um bezerro demora entre 3 e 4 anos. “Estamos enfrentando um período de déficit de animais prontos para abate.” 

Nissan diz que o abate de fêmeas sempre foi menor do que o de machos, mas a variação era pequena. Entre 2017 e 2019, enquanto 41% dos abates eram de fêmeas, 46% eram de machos.

A partir de 2019, o produtor foi percebendo a necessidade de manutenção das fêmeas e o abate delas foi caindo. Tanto que em 2020 o percentual caiu para 36%.

“Em percentuais a redução pode parecer pequena, mas em números gerais houve uma grande manutenção de fêmeas.”

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirma que houve um abate elevado de fêmeas afetou a produção de bezerros constatada agora.

Também destaca que “o uso da inseminação artificial é cada vez mais difundido, com tecnologias acessíveis a todos os produtores”.

A técnica, segundo o Mapa, “tem substancial influência na precocidade, fertilidade, resistência a doenças e eficiência alimentar dos animais. Na pecuária de corte vem sendo muito utilizada como cruzamento industrial, visando animais terminados mais precocemente, o que acaba por atender o padrão China e o mercado interno também”.

Preço da carne deve começar a cair a partir de maio

Para André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE, tanto a exportação para a China quanto a falta de gado no pasto são os responsáveis pela alta no preço da carne.

Outro fator predominante é a queda na renda das famílias com a crise gerada pelo novo coronavírus, que fez com que o brasileiro comprasse menos carne, reduzindo, de certa forma, o consumo interno.

Acredito que a partir de maio a oferta talvez melhore um pouco e o preço comece a ceder, considerando que o ciclo não para e os rebanhos continuam crescendo.

ANDRÉ BRAZ

Nissen concorda com Braz ao afirmar que nos próximos meses o consumidor já deve começar a sentir a queda no preço da carne. “O movimento é cíclico assim como a oferta e demanda. Já tem animal no pasto, deve ocorrer descarte de fêmeas e isso aumentará a oferta.”

Mercado doméstico consome maior parte da produção

Mesmo com as exportações aquecidas, Nissen diz que o mercado doméstico ainda é o maior consumidor da carne produzida no Brasil, mesmo registrando uma pequena queda no ano passado.

Em 2020, 70% do boi abatido no país ficou para o consumo do mercado interno. Em 2019 o percentual era de 72% e em 2018 de 76%.

“Boa parte do produto exportado é a dianteira do animal. Já o brasileiro está acostumado a consumir a parte traseira: picanha, contrafilé. Ou seja, o consumo diferente acaba gerando harmonia para a produção”, comenta Nissen.

Entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou US$ 1,56 bilhão (cerca de R$ 8,80 bilhões) em carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O número representa uma redução de 2,51% na comparação com igual período em 2020, quando a balança comercial registrou uma transação de US$ 1,60 bilhão (cerca de R$ 9,03 bilhões).

Os principais importadores da carne brasileira no primeiro trimestre de 2021 foram:

1. China
2. Hong Kong
3. Chile
4. Filipinas
5. Israel
6. Itália
7. Arábia Saudita
8. Emirados Árabes Unidos
9. Egito
10. Estados Unidos
11. Demais países

A China sozinha foi responsável pelo montante de US$ 873.959.511 (cerca de R$ 4,91 bilhões).

Produtores reclamam de incentivo fiscal

Alguns produtores discordam do que falaram os pesquisadores e dizem que há muita especulação entre os pecuaristas. “A ordem é manter o boi no pasto para valorizar ainda mais o pareço da arroba”, dizem.

“A maioria está optando por exportar em vez de comercializar para o mercado interno, o que vem afetando o abastecimento e deixando o brasileiro na mão. Para nós, é mais interessante receber em dólar, contar com incentivo fiscal para exportar do que vender por aqui sem nenhum benefício”, conta um deles.

No Brasil, as exportações são imunes de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Quanto ao PIS/Cofins (contribuições para Programas de Integração Social e para o Financiamento da Seguridade Social), os exportadores acumulam créditos nessas operações, mas não são isentos.

Há ainda, o IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Física), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e outros tributos da atividade. Quem comercializa carne somente para o mercado interno paga os mesmos tributos e contribuições federais, além do ICMS.

Questionado pela reportagem, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirma desconhecer qualquer tipo de concessão de incentivos fiscais ao produtor que exporta.

“A referência talvez seja em relação a animais “padrão China” que são bonificados pelos frigoríficos em até R$ 10/arroba, em alguns casos. De forma geral, o boi padrão China tem até 3 anos de idade, rastreados, certificados sanitários, entre outros itens”, respondeu por e-mail.

“Se os Estados dessem a isenção do ICMS, já seria um incentivo para priorizarmos o mercado doméstico e não focar a nossa produção na exportação”, comenta a fonte.

 Sobre possíveis incentivos fiscais à categoria, o ministério respondeu da seguinte forma: 

“O melhor incentivo é o preço de mercado. Mas o Mapa tem políticas de créditos focadas no aumento da produtividade da pecuária nacional como reforma de pastagens; melhoramento genético com foco no uso da inseminação artificial e estímulo ao confinamento.”

Fonte: R7

Diesel fecha janeiro com alta de quase 2% nos postos

Segundo a ANP, em quatro semanas o valor cobrado ao motorista na bomba saiu de R$ 3,84 para R$ 3,91, em média.

Porto Velho, RO – O preço médio do diesel fechou janeiro com uma alta de 1,82% nos postos de Porto Velho, indica o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo o órgão regulador das atividades que integram as indústrias de petróleo, em quatro semanas o valor cobrado ao motorista na bomba saiu de R$ 3,84 para R$ 3,91, em média.

Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas áreas da cidade. Os preços, portanto, variam de acordo com o bairro. Ainda conforme a agência, o “cálculo do preço médio foi baseado na média aritmética”.

Outro combustível com alta significativa de preço médio é o etanol, indo de R$ 3,82 para R$ 3,87 nos postos da capital (um crescimento de 1,30%).

Já o preço da gasolina fechou janeiro com um aumento de 0,20% no preço, se comparado a primeira semana do mês; saiu de R$ 4,79 para R$ 4,79.

Abaixo, veja os preços dos combustíveis nas últimas semanas:

Fonte: G1/RO

Preços na indústria têm maior alta desde 2014: 3,28%

Arroz impactou o resultado da indústria alimentar, diz pesquisa

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação de produtos na saída das fábricas brasileiras, registrou inflação de 3,28% em agosto deste ano. Foi a maior alta de preços em um mês desde o início da pesquisa, em janeiro de 2014, segundo dados divulgados hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, o IPP teve inflação de 3,22%. Com o resultado de agosto, o índice acumula taxas de inflação de 10,80% neste ano e de 13,74% em 12 meses.

Alimentos sobem 4,07%

As 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram alta de preços em agosto, com destaque para os alimentos (4,07%).

“FORAM QUATRO PRODUTOS QUE MAIS IMPACTARAM O RESULTADO DA INDÚSTRIA ALIMENTAR: FARELO DE SOJA, ÓLEO DE SOJA, ARROZ DESCASCADO BRANQUEADO E LEITE ESTERILIZADO UHT LONGA VIDA”, DISSE O GERENTE DO IPP, MANUEL CAMPOS SOUZA NETO.

Outras altas de preços importantes foram refino de petróleo e produtos de álcool (6,24%), indústrias extrativas (8,43%) e outros produtos químicos (4,13%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, o destaque ficou com os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (4,03%).

As outras três categorias de produtos também tiveram alta de preços: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (1,62%), os bens de consumo semi e não duráveis (2,94%) e os bens de consumo duráveis (0,60%).

Fonte Kleber Sampaio A/B