EUA alertam China para risco de apoiar ‘agressão russa’

Presidente Joe Biden conversará com o líder chinês Xi Jinping sobre as questões na Ucrânia nesta sexta-feira (18)

Os Estados Unidos alertaram a China na quinta-feira (17) para qualquer tentativa de “apoiar a agressão russa” contra a Ucrânia, onde novos bombardeios deixaram mais de 20 mortos no leste.

O presidente dos EUA, Joe Biden, ameaçará nesta sexta (18) o líder chinês Xi Jinping com represálias se a China “apoiar a agressão russa” com ajuda militar, antecipou o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

O secretário estimou que os ataques da Rússia contra civis constituem crimes de guerra e acusou Moscou de não fazer “esforços significativos” na frente diplomática para resolver o conflito.

Essas advertências são feitas após uma série de relatos de bombardeios contra alvos civis, que já deixaram centenas de mortos desde o início da invasão da Ucrânia ordenada há três semanas pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Kiev, onde o cerco das tropas russas é cada vez mais intenso, saiu hoje de um toque de recolher de 35 horas.

Prestar contas

O Ministério de Defesa da Rússia negou ter atacado, na última quarta-feira (16), um teatro na cidade portuária de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, sitiada há mais de duas semanas pelas forças de Moscou.

Segundo autoridades locais, havia mais de mil refugiados no teatro. A ONG Human Right Watch, que destacou a falta de dados, citou a presença de pelo menos 500 pessoas. As informações chegam a conta-gotas e em ocasiões contraditórias. A Ucrânia e os países ocidentais acusam a Rússia, que atribui o ataque a milicianos de extrema direita ucranianos.

O teatro de Mariupol “foi fortemente bombardeado hoje, embora servisse como um abrigo bem conhecido e claramente identificado para civis, incluindo crianças”, denunciou o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, que também citou relatos de ataques russos contra a cidade de Mikolaiv.

“Esses ataques deliberados a civis e infraestruturas civis são vergonhosos, reprováveis e totalmente inaceitáveis”, criticou Borrell, acrescentando que “os autores dessas graves violações e crimes de guerra, bem como líderes governamentais e comandantes militares, terão que prestar contas”.

Biden chamou Putin de “criminoso de guerra” na última quarta-feira e anunciou o envio de  grande ajuda militar à Ucrânia, onde civis foram atingidos em ataques a padarias, mercados e teatros.

“Acho que Putin é um criminoso de guerra”, respondeu Biden a uma jornalista na Casa Branca. Sua secretária de imprensa, Jen Psaki, esclareceu em seguida que Biden “falava com o coração”, depois de ver imagens de “ações bárbaras de um ditador brutal durante sua invasão de um país estrangeiro”.

A resposta russa não demorou. “Consideramos inaceitável e imperdoável tal retórica do chefe de Estado cujas bombas mataram centenas de milhares de pessoas em todo o mundo”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov.

Cerca de 30 mil pessoas deixaram Mariupol na última semana, e outras 350 mil “continuam se escondendo em abrigos e porões” daquela cidade, segundo a prefeitura. Mais de 1.200 pessoas morreram em ações violentas em Mariupol desde o início da guerra, de acordo com fontes ucranianas. 

As pessoas que conseguiram fugir da cidade descrevem uma situação humanitária crítica e relataram que tiveram que beber neve derretida e fazer fogo para cozinhar a pouca comida disponível.

“Piorava a cada dia. Não tínhamos energia elétrica, água ou comida. Não era possível comprar nada, em lugar nenhum”, disse à AFP uma mulher que se identificou apenas como Darya.

Fonte: R7

CN

Detran Rondônia realiza Operação Lei Seca em todo Estado em parceria com Polícia Militar

O objetivo da Operação é coibir a incidência de acidentes no trânsito.

Detran Rondônia realiza Operação Lei Seca em todo Estado em parceria com Polícia Militar

No período de 7 a 13 de março, nos municípios de Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO) realizou quatro Operações Lei Seca, onde foram abordados 602 veículos, com 65 condutores autuados por dirigirem sob influência de álcool e efetuadas 31 prisões em flagrantes por crime de embriaguez.

Rigorosa com o consumo de álcool por motoristas, a Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008, conhecida popularmente como Lei Seca, tem a finalidade de coibir a incidência de acidentes no trânsito em decorrência da embriaguez de condutores. Com o intuito reprimir a quantidade de acidentes causados por motoristas infratores, o Detran Rondônia em parceria com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) realiza continuamente atividades de fiscalização a fim de validar a Lei Seca em Rondônia.

O diretor-geral do Detran, Paulo Higo Ferreira de Almeida, explica que as operações executadas pela Diretoria de Fiscalização e Ações de Trânsito (Dtfat) tem o objetivo de dar segurança a todos os envolvidos no trânsito. “A Lei Seca é uma ferramenta que salva vidas, e os motoristas devem ter a consciência que dirigir sob efeito de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência ao cidadão é crime de trânsito, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Não podemos esquecer que juntos salvamos vidas!” – relatou.

De acordo com o diretor da Dtfat e coordenador da Lei Seca em Rondônia, Welton Roney Ribeiro, a falta de conscientização de muitos condutores que ingerem bebida alcoólica e insistem em dirigir é muito grande. “Infelizmente nas operações da Lei Seca abordamos alguns motoristas que mal conseguem sair do carro e muito menos ficar em pé de tanto que ingeriram bebida alcoólica”, ressaltou.

Welton Roney Ribeiro lembra que as regras da Lei Seca se tornaram mais rígidas a partir de 2012. “Antes os motoristas poderiam escapar das punições se fossem flagrados com até seis decigramas de álcool por litro de sangue, e atualmente a tolerância ao álcool passou a ser zero”.

Ele ainda ressaltou que o número de condutores que dirigem sob efeito de bebida alcoólica é alarmante em Porto Velho e nas cidades do interior do Estado não é diferente.

Outro alerta importante que o diretor da Dtfat faz, diz respeito a divulgação da localização onde ocorre a Operação Lei Seca em grupos de WhatsApp, evitando que outros motoristas sejam abordados pela equipe de fiscalização do Detran. “A divulgação das nossas ações de fiscalização é criminosa, pois constitui um desserviço à população. Quando a pessoa toma essa atitude, está contribuindo para que os crimes de trânsito ocorram, pois a pessoa vai mudar a rota e pode se envolver em um acidente em outra região da cidade”, afirmou.

MULTA

A multa para quem dirige sob efeito de bebida alcoólica é de R$ 2.934,70 (dois mil, novecentos e trinta e quatro reais e setenta centavos). Para motorista reincidente em um prazo de 12 meses o valor da multa é dobrado. 

Ao fazer o teste do etilômetro e com resultado de concentração acima de 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido, o condutor responderá por crime de trânsito.

Já em caso de recusa do condutor do teste do etilômetro é lavrado um Termo de Constatação (TC), onde são relatados os sintomas aparente do indivíduo. Um agente de trânsito irá conduzir o motorista até a Central de Polícia para relatar os fatos presenciados por eles durante a abordagem.

INVESTIMENTOS

O Detran Rondônia investiu em equipamentos tecnológicos, a exemplo do etilômetros alcolizer, que consegue detectar a presença de álcool no ar sem a necessidade do condutor fazer o teste assoprando no bico do aparelho.

A operação Lei Seca foi criada no Brasil para reduzir o número de mortes no trânsito. Em Rondônia faz dez anos que foi implantada.

Fonte; Detran-RO

CN

Lira indica apoio a Bolsonaro nas eleições: ‘Questão de coerência’

Deputado citou o PP como partido da base, mas criticou governo por falta de movimentação para pautar reforma administrativa

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (22), em conferência do BTG Pactual, que deve apoiar o presidente Jair Bolsonaro na corrida pela reeleição nas eleições deste ano. Por ser de um partido que integra a base governista, o parlamentar disse que é “questão de coerência” estar ao lado do chefe do Executivo.

“Lógico que, por questão de coerência, eu não fujo. Se o meu partido é da base do governo, o deputado Arthur Lira, no estado, deverá fazer campanha para o presidente Bolsonaro”, disse. Ele deixou claro que o apoio ao presidente acontece enquanto deputado e não vincula o ato ao papel de presidente da Câmara.

Lira ainda citou o fato de Ciro Nogueira, presidente do PP, ser o ministro da Casa Civil, mas separou: “O presidente do meu partido é o ministro da Casa Civil, hoje ele está licenciado do partido. Eu sou o presidente da Câmara. Então, ele tem uma atribuição e eu tenho outra. Eu não interfiro nas decisões partidárias e ele não interfere nas decisões da presidência da Câmara.”

Mesmo declarando apoio a Bolsonaro, o deputado não deixou de criticar a falta de movimentação do governo federal para andar com reformas estruturantes em ano eleitoral. Lira afirma que o semipresidencialismo poderia acelerar tais discussões. 

Sobre os rumos dentro do Legislativo, Lira afirmou existir a “possibilidade de me candidatar a um novo mandato como presidente da Câmara”, mas evitou lançar uma campanha, com a justificativa de que, “se antecipar esse discurso, acaba com ano de trabalho”. 

Ele diz que o objetivo é abandonar a tendência de inércia nas aprovações importantes em ano eleitoral. “O mandato legislativo é de quatro anos, e nós vamos procurar exercê-lo na plenitude, neste primeiro semestre”, afirmou, detalhando que haverá prioridade na deliberação de propostas vantajosas ao ambiente de negócios. “Principalmente para o setor de infraestrutura e construção civil, que geram emprego, renda e divisas, vai ter uma atenção muito forte no Congresso Nacional.”

Tecendo crítica à “velha máxima de dizer que reformas estruturantes a gente só faz no primeiro”, Lira pressionou pela deliberação da Reforma Administrativa e avaliou que há uma falta de atuação do Planalto em relação ao tema. “Faltou apoio no governo porque alguém disse que é um ano difícil, um ano eleitoral, que o presidente precisa de 60 milhões de votos, e isso vai atrapalhar. Do outro lado, temos sindicatos organizados vendendo uma versão que não é verdadeira. E nós estamos com ela [reforma] pronta para entrar no plenário a qualquer momento”, disse, acrescentando que a discussão pode ocorrer antes das eleições. 

Só temos que ter a sensibilidade do momento em que a Reforma Administrativa vai entrar. Falta mobilização de quem paga a conta no Brasil. Fizemos uma reforma que não mexe em nenhum direito adquirido, não mexe na previdência do atual servidor. Vai desenhar um Brasil mais leve, mais solto, mais tranquilo, com mais previsibilidade. Os novos entrantes é que teriam nova regra de funcionamento, de gestão e de condicionamentos de atuação

Semipresidencialismo

Até o fim do ano, Lira disse que pretende pautar a discussão na Câmara sobre o semipresidencialismo, modelo defendido pelo parlamentar e que divide as atribuições de chefe de Estado e de governo entre duas pessoas: o presidente da República e o primeiro-ministro. Na avaliação de Lira, o modelo faria com que as reformas “andassem com mais fluidez” e traria “serenidade nas disputas políticas”. 

“Evitaríamos essa questão do cai, não cai, dos impeachments, porque, em vez de nós pensarmos em reformar a lei do impeachment, vamos tentar reformar o nosso sistema político.” Apesar da defesa, a votação de uma proposta neste sentido, a pauta deve ficar para a próxima legislatura, em 2023, podendo estabelecer mudanças no sistema político brasileiro a partir de 2030. 

Fonte: R7

CN

Lira apoia a decisão dos estados de congelar ICMS sobre combustíveis

Conselho anunciou nesta sexta-feira a decisão de congelar por 90 dias o valor do imposto sobre combustíveis

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), manifestou apoio à decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), anunciada nesta sexta-feira (29), de congelar por 90 dias o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. A providência ocorre em meio ao aumento do preço da gasolina e do diesel com a alta do dólar, que impacta diretamente nos preços da Petrobras.

“Quando governadores concordam em congelar o ICMS dos combustíveis para diminuir a pressão na bomba e pedem que a Petrobras entre no debate sobre os preços, tenho a certeza de que crise é oportunidade de união e de compromisso público de todos nós”, escreveu Lira em seu Twitter. O Confaz é composto de membros do Ministério da Economia e dos secretários da Fazenda de todos os estados.

O presidente da Câmara ainda comentou que a Casa concluiu nesta semana a votação do projeto de lei que institui o vale-gás para subsidiar o preço do gás de cozinha para famílias de baixa renda.

“A cada dois meses, será paga a metade do preço do botijão para milhões de famílias. Nosso compromisso é sempre o de encontrar meios de melhorar a vida de mais e mais brasileiros. Seguiremos trabalhando para ajudar outros setores que também precisam”, pontuou o deputado.

Fonte: R7

CN

Ex-ministros pedem rejeição de pedido de Bolsonaro contra Moraes

O presidente da República encaminhou ao Senado Federal solicitação para a Casa votar impeachment de integrante do STF

Dez ex-ministros da Justiça dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT), Dilma Roussef (PT) e Michel Temer (MDB) enviaram um manifesto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defendendo que ele rejeite o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Eles afirmam que não há sinal de crime de responsabilidade que justifique a abertura de um processo para destituição de Moraes do cargo e apontam a ‘inépcia’ da ação de Bolsonaro.

“Eventual seguimento do processo surtirá efeitos nocivos à estabilidade democrática, de vez que indicará a prevalência de retaliação a membro de nossa Corte Suprema gerando imensa insegurança no espírito de nossa sociedade e negativa repercussão internacional da imagem do Brasil”, diz um trecho do documento.

Os ex-ministros classificam o pedido de impeachment como ‘mero capricho’ do presidente e alertam para o risco do Senado Federal se transformar em um ‘instrumento de perseguição pessoal’ de Bolsonaro caso aceite o pedido.

“Em face da evidente atipicidade da conduta e da tentativa de se instrumentalizar esta Casa do Legislativo, para tumultuar o regime democrático, é imperioso dar de plano fim a esta aventura jurídico-política”, seguem os ex-ministros.

Assinam o texto Miguel Reale Jr., Jose Gregori, Aloysio Nunes, Celso Amorim, Jacques Wagner, José Eduardo Martins Cardoso, José Carlos Dias, Tarso Genro, Eugenio Aragão e Raul Jungmann.

Fonte: R7

CN

Governadores divulgam nota em defesa de ministros do STF

Manifesto é assinado por 14 governadores

Governadores de 13 estados e do Distrito Federal divulgaram nota, nesta segunda-feira (16), em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF).

O grupo manifestou solidariedade “aos seus ministros [da Corte] e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões”. “No âmbito dos nossos estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário. Renovamos o chamamento à serenidade e à paz que a nossa Nação tanto necessita”, afirmaram os chefes de Executivos estaduais no manifesto.

Em outro trecho do documento, os governadores destacam que “o Estado Democrático de Direito só existe com Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis”.

Na lista dos signatários estão os governadores Renan Filho (Alagoas), Waldez Goés (Amapá), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Renato Casagrande (Espírito Santo), Flávio Dino (Maranhão), João Azevedo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), João Dória (São Paulo) e Belivaldo Chagas (Sergipe).

O manifesto foi divulgado após mensagem publicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, no último sábado (14), no Twitter. Bolsonaro disse que pretende apresentar pedidos de impeachment contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, nesta semana.

Leia a íntegra da carta:

NOTA PÚBLICA DOS GOVERNADORES EM SOLIDARIEDADE AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Os Governadores, que assinam ao final, manifestam a sua solidariedade ao Supremo Tribunal Federal, aos seus ministros e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões.

O Estado Democrático de Direito só existe com Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis.

No âmbito dos nossos Estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário. Renovamos o chamamento à serenidade e à paz que a nossa Nação tanto necessita.

Brasília, 15 de agosto de 2021.

Assinam esta carta:

RUI COSTA Governador do Estado da Bahia

FLÁVIO DINO Governador do Estado do Maranhão

PAULO CÂMARA Governador do Estado de Pernambuco

JOÃO DORIA Governador do Estado de São Paulo

EDUARDO LEITE Governador do Estado do Rio Grande do Sul

CAMILO SANTANA Governador do Ceará

JOÃO AZEVÊDO Governador do Estado da Paraíba

RENATO CASAGRANDE Governador do Estado do Espírito Santo

WELLINGTON DIAS Governador do Estado do Piauí

FÁTIMA BEZERRA Governadora do Estado do Rio Grande do Norte

RENAN FILHO Governador do Estado de Alagoas

BELIVALDO CHAGAS Governador do Estado de Sergipe

IBANEIS ROCHA Governador do Distrito Federal

WALDEZ GOÉS Governador do Estado do Amapá

Fonte: Agência Brasil

CN

CPI da Covid: Ex-Coordenadora afirma que falta de apoio de Bolsonaro prejudicou vacinação

Francieli Fantinato apontou ainda falhas na comunicação e na compra de vacinas

A ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações) Francieli Fantinato disse em seu depoimento nesta quinta-feira (8), à CPI da Covid, que a politização da vacinação contra a covid-19 a fez desistir do cargo. Ela foi exonerada em junho.

Questionada pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se o presidente Jair Bolsonaro de alguma forma prejudicou seu trabalho na campanha de imunização contra a covid-19, Francieli afirmou que todos os brasileiros deveriam lutar pela vacinação da população, mas não foi isso que fez o “líder da Nação”.

“Eu precisava que a gente tivesse um direcionamento único. Na campanha, eu preciso de apoio à vacinação, quando o líder da Nação fala de modo não favorável, a minha opinião é que isso pode trazer prejuízos.”

Ela fez a ressalva de que não tem pesquisas ou dados que comprovem o impacto que a ação do presidente pode ter tido sobre a imunização no país.

Veja Ao Vivo Depoimento:

A ex-servidora afirmou que Bolsonaro prejudica a campanha quando “traz elementos que muitas vezes colocam em dúvida” as vacinas.

A ex-coordenador do PNI comentou também que a falta de campanhas de comunicação com a população e o baixo número de vacinas prejudicaram o programa.

Francieli explicou que a necessidade de criar grupos prioritários por causa da escassez mundial de vacinas contra a covid exigia uma comunicação nacional eficiente para explicar aos brasileiros essas divisões.

“A vacinação tem evidências muito fortes de que tem resultado. Quando se começa a colocar em dúvida essa prática, que tem aval da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e de estudos [científicos), isso pode trazer prejuízos à campanha de vacinação. Essa politização do assunto chegou no limite”, reclamou.

Francieli, que se recusou a fazer acordo para dizer a verdade antes de seu depoimento, desmentiu a informação de que teria pedido para deixar o cargo por causa das investigações da CPI.

A comissão pediu a quebra de seus sigilos telefônico e telemático e a tornou uma das investigadas nos atos apurados pelos senadores.

Ela, aliás, no início de sua oitiva, criticou os senadores por ser colocada como investigada pela CPI mesmo antes de ser ouvida. 

O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que ela é investigada, mas não por ser culpada de qualquer crime, com o objetivo de ajudar a CPI a saber detalhes dos fatos. 

Fonte: R7

CN

MP e Tribunal de Contas irão apoiar Agevisa no monitoramento da vacinação contra a covid-19 em RO

A fiscalização irá desde o detalhamento da entrega das vacinas até a distribuição nos municípios.

A reunião foi realizada no auditório da Agevisa, em Porto Velho

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) recebeu para uma reunião na manhã desta terça-feira (15), representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para oferecer parceria no monitoramento da vacinação que está sendo realizado em municípios de Rondônia.

Durante a reunião, o promotor Julian Farago, sugeriu a presença de um representante do Ministério Público durante as visitas de monitoramento realizadas nos municípios, bem como detalhamento da entrega das doses nas cidades para que haja acompanhamento das ações de vacinação.

A diretora-geral da Agevisa, Ana Flora Gerhardt, agradeceu as autoridades o fato de se colocarem à disposição para contribuir com a questão da vacinação, tendo em vista que Rondônia enfrenta, desde o início da campanha de imunização, problemas no que diz respeito ao repasse de informações pelos municípios das doses aplicadas.

“Rondônia fica com a responsabilidade final, de dar transparência à vacinação; nós da Agevisa não só como profissionais, mas de maneira pessoal não vemos a hora do Estado sair dessa situação negativa em apresentar os dados reais sobre as vacinas aplicadas nos municípios, por isso precisamos e agradecemos o apoio dos órgãos de controle”, disse a diretora.

Em relação a necessidade de acompanhamento dos promotores junto ao monitoramento, Ana Flora explicou que está sendo feito um diagnóstico junto aos municípios para avaliar as condições de aplicação e armazenamento das doses. “Estamos verificando e dando condições para que os municípios se ajustem, conversamos com os prefeitos e tentamos entender as dificuldades encontradas nos municípios”, relatou.

Em relação à presença de um promotor no ato das visitas, Ana Flora entendeu que pode ser considerado um ato coercitivo e não é esse o objetivo do acompanhamento, no entanto a Agevisa repassará os relatórios tanto para o Ministério Público quanto para o Tribunal de Contas para que possam compreender detalhadamente a situação de cada município, a fragilidade que enfrentam em relação à aplicação ou armazenamento das doses, para que em caso de necessidade possam agir.

O conselheiro presidente do Tribunal de Contas do estado de Rondônia Paulo Curi Neto, parabenizou a liderança da diretora-geral, Ana Flora. “A equipe da Agevisa é empenhada em agir além de suas funções, certamente porque são inspiradas em sua liderança”, declarou.

Ele fez uma retrospectiva das ações de combate a covid-19 em Rondônia e lembrou que a fase mais crítica passou. “No início da pandemia tudo era novo para nós e nos esforçamos bastante para tranquilizar o gestor e evoluímos nesse sentido com a realização de um plantão permanente para o gestor, agora, para o Estado sugerimos a realização de um plantão permanente com respostas para a população acerca da vacinação”, pontuou.

Fonte: Agevisa

CN

Presidente Alex Redano destaca apoio da Assembleia para que as ações do Governo cheguem aos municípios

Deputados estaduais aprovaram os projetos que permitiram os investimentos nos municípios

Ao participar na tarde de sexta-feira (28) da solenidade de lançamento dos programas Tchau Poeira, Governo na Cidade e Mamãe Cheguei, no município de São Miguel do Guaporé, na região da BR-429, o presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), destacou o apoio dos deputados estaduais para a concretização dessas ações governamentais.

“A Assembleia Legislativa contribuiu diretamente para que esses projetos e ações lançados aqui em São Miguel do Guaporé, e nos demais municípios de Rondônia, fossem concretizados. Aprovamos com agilidade essas matérias, permitindo que essa economia feita pelo Governo, se tornasse em investimentos e benefícios para a nossa população”, disse Redano.

O governador Marcos Rocha assinou o termo de cooperação com o prefeito Cornélio Duarte (MDB). Participaram da solenidade os deputados estaduais José Lebrão (MDB), Jean Oliveira (MDB), Laerte Gomes (PSDB) e Ismael Crispin (PSB). Participaram ainda a primeira-dama e secretária de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, o secretário de Estado da Saúde (Sesau), Fernando Máximo, do diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Elias Rezende, entre outras autoridades.

São Miguel do Guaporé vai receber 5 quilômetros de asfalto novo, com o Tchau Poeira, e mais cinco quilômetros de recuperação asfática, somando cerca de R$ 5 milhões em investimento.

O Estado também contemplou São Miguel com o programa Governo na Cidade, com uma grande revitalização da Praça da Bíblia, que inclui quadra sintética, arquibancada e drenagem, bem como do campo Chupinzal, investindo mais de R$ 2,2 milhões.

Mamãe Cheguei

São Miguel do Guaporé recebeu ainda o programa Mamãe Cheguei, com a entrega do kit enxoval às gestantes de baixa renda, com até 22 semanas de gestação.

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

CN

Laerte Gomes declara apoio à aprovação de projeto que beneficia profissionais de Enfermagem

Tramitando no Senado Federal, PL 2564/20 garante piso salarial digno e redução de jornada de trabalho aos trabalhadores da categoria

Na última semana, o deputado estadual Laerte Gomes, em visita à sede do Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO), em Porto Velho, defendeu a aprovação do Projeto de Lei 2564/2020, que tramita no Senado Federal.

A matéria estabelece o piso salarial nacional e jornada de trabalho de 30 horas para os profissionais de Enfermagem.

Recebido pelo presidente do Coren-RO, Manoel Neri, pela conselheira federal, Silvia Neri, e pelo conselheiro regional, Celso Araújo, o parlamentar declarou apoio a luta da classe.

Para Laerte, trata-se de um reconhecimento justo, que deverá oferecer mais qualidade de vida aos profissionais, assim como melhor assistência à Saúde.

Já no município de Novo Horizonte , o parlamentar se encontrou com o deputado federal Expedito Netto (PSD), a quem solicitou apoio para a aprovação, urgente, do projeto em questão.

“Urgência e celeridade, afinal, nossos servidores da saúde estão lutando por mais valorização e dignidade na área da enfermagem. Nós apoiamos esses guerreiros”, destacou Laerte Gomes.

Expedito Netto destacou a necessidade dos representantes de Rondônia se unirem para “valorizar quem realmente cuida da população”, citou.

“Estamos falando de profissionais que desde o primeiro momento da pandemia, sem saber de fato sobre a agressividade do novo coronavírus, estavam lá, para cuidarem da população. É por eles que irei votar a favor desse projeto é garantir um piso salarial de decência, para que todos os profissionais da saúde possam, também, cuidar de suas próprias famílias”, enfatizou o deputado federal, Expedito Netto.

Fonte: Assessoria

CN