Lira e governadores destinam R$ 14,5 bi para covid no Orçamento

Afirmação foi feita por Wellington Dias (PT). Presidente da Câmara pediu mobilização de emendas destinadas à saúde

Após reunião, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e os governadores anunciaram, na tarde desta terça-feira (2), a destinação de R$ 14,5 bilhões do Orçamento 2021 para a área da saúde, principalmente no combate à pandemia do novo coronavírus.

“Nós também vamos dialogar com as bancadas nessa direção. A deputada Flávia Arruda (presidente da comissão do Orçamento) já colocou R$ 12 bilhões de emendas dos parlamentares à saúde e, agora, são 14,5 bilhões para a gente trabalhar outras alternativas de recursos voltados para esse desafio da saúde”, afirmou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Serão R$ 12 bilhões em emendas parlamentares e mais R$ 2,5 bilhões do fundo emergencial de combate à pandemia, criado pelo Congresso Nacional.

O presidente da Câmara anunciou que o Congresso Nacional destinará uma série de recursos do Orçamento de 2021 para o combate à pandemia, com a criação de um fundo emergencial. “Uma espécie de megarubrica orçamentária onde estarão destacadas todas as receitas que dizem respeito à pandemia, com o somatório de todos os recursos”, explicou.

“Para que tenhamos um acompanhamento par a passo na importação do IFA, pra produção de vacinas, e no acompanhamento de plantas de laboratório que estão produzindo vacinas internamente no Brasil”, disse.

Fonte: R7

Lira e Pacheco mantêm votação de auxílio e de medidas de ajuste

Compromisso foi acertado após reunião com ministro Paulo Guedes

As votações da recriação do auxílio emergencial e de medidas de corte de gastos obrigatórios estão mantidas, disseram hoje (18) os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco. O compromisso foi acertado após almoço entre os dois e os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Secretaria de Governo, Luiz Ramos.

Assim como na semana passada, o encontro ocorreu na residência oficial do presidente do Senado. Segundo Pacheco, o Senado começará a discutir a PEC Emergencial na próxima semana, decisão que foi tomada durante a reunião de líderes do Senado feita nesta quinta-feira. Ele afirmou que o relator da PEC, senador Márcio Bittar (MDB-AC), incluirá no parecer uma cláusula de calamidade, que permitirá que a recriação do auxílio emergencial não viole o teto de gastos nem a meta fiscal para 2021. 

“Essa aprovação pelo Senado permitirá, através de uma cláusula de orçamento de guerra, uma cláusula de calamidade, que se possa ter a brecha necessária para implantar o auxílio emergencial no Brasil”, disse Pacheco. “Não se trata de uma condição imposta pelo governo, mas de uma sinalização positiva de que o Congresso e o Senado têm responsabilidade fiscal. Com a cláusula de guerra, vamos poder prorrogar o auxílio emergencial”.

O senador Márcio Bittar também é relator do Orçamento Geral da União, que deve ser votada até março. Essa PEC inicia sua tramitação pelo Senado e, se aprovada, seguirá para a Câmara. O texto original cria mecanismos de ajuste fiscal, caso as operações de crédito da União excedam a despesa de capital. No caso de estados e municípios, o gatilho é a elevação das despesas correntes acima do limite de 95% das receitas correntes. A PEC Emergencial também modifica limites para gastos com pessoal e proíbe que novas leis autorizem o pagamento retroativo desse tipo de despesa.

Apesar da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), Lira informou que a pauta de votações está mantida. “Vamos continuar a tratar dos assuntos importantes para o Brasil, como as propostas de emenda à Constituição que tramitam na Câmara e no Senado, as vacinas e o combate à pandemia. Todos os outros assuntos são laterais”, declarou Lira. Segundo o presidente da Câmara, a democracia é caracterizada pela firmeza das instituições.

O ministro Paulo Guedes elogiou o compromisso dos presidentes da Câmara e do Senado com a responsabilidade fiscal. “Perfeito, depois desses dois [Pacheco e Lira], a gente não precisa falar mais nada”, disse o ministro, sem dar detalhes das propostas de corte de gastos acertada para compensar a recriação do auxílio emergencial.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

Lira e Pacheco pedem extensão do auxílio emergencial até junho

Presidentes da Câmara e do Senado almoçaram com Paulo Guedes

O auxílio emergencial deveria ser pago de março a junho, disseram hoje (12) os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Eles almoçaram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, para discutir a recriação do benefício.

Os parlamentares avançaram nas discussões com a equipe econômica. Em troca da prorrogação do auxílio, o Congresso Nacional votará propostas de emenda à Constituição (PECs) que introduzem uma cláusula de calamidade pública, acompanhada de medidas de corte de gastos.

“É fundamental que haja cláusula de calamidade pública para que possamos fazer a flexibilização necessária para o auxílio”, disse Pacheco após a reunião. Incluída na PEC Emergencial, em tramitação no Congresso desde 2019, a cláusula de calamidade pública exclui do teto federal de gastos o pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial.

O almoço ocorreu na residência oficial da presidência do Senado. Pacheco ressaltou que os parlamentares pediram que o benefício seja pago de março a junho, mas reconheceu que o Congresso tem de fazer a sua parte e aprovar propostas de ajuste fiscal para tornar viável a extensão do pagamento do benefício.

“Há uma expectativa do Congresso, que é da sociedade, de que seja aprovado o auxílio. Que seja um auxílio suficiente para alcançar o maior número de pessoas com a responsabilidade fiscal que é preciso ter no Brasil. A expectativa é que possamos ter [o benefício] nos meses de março, abril, maio e eventualmente no mês de junho”, declarou Pacheco.

Prioridades

Segundo Pacheco, a prioridade do Congresso neste momento são o auxílio emergencial e a vacinação em massa contra a covid-19. Mesmo assim, ele disse que os parlamentares estão dispostos a seguir o cronograma de reformas e citou a reforma tributária como destaque.

“Nesta reunião, externamos ao ministro Guedes e ao ministro Ramos o que é o desejo e expectativa do Congresso em relação a este momento. A prioridade absoluta é vacina e auxílio emergencial, que só deixarão de ser prioridade quando a pandemia acabar”, ressaltou o presidente do Senado.

Avanços

De acordo com Guedes, a reunião terminou com progressos consideráveis. “Avançamos bastante. Compromisso com a saúde, vacinação em massa e auxílio emergencial e compromisso com a responsabilidade fiscal. Extraordinariamente construtivo. Estamos todos na mesma luta: auxílio, vacina em massa, e reformas, principalmente o marco fiscal”, declarou o ministro “Vamos vencer a guerra.”

Fonte: Nádia Franco A/B

Lira diz que levará amanhã à CCJ texto da reforma administrativa

Presidente da Câmara promete abrir discussão sobre o tema o quanto antes; ele também voltou a defender auxílio emergencial

 O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prometeu em seu Twitter levar amanhã, terça-feira (9), o texto da reforma administrativa à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Será, segundo suas palavras, o primeiro pontapé para a discussão da matéria. “Estou me comprometendo a fazer a discussão e levar para o plenário”, afirmou.

A reforma, uma das prioridades apontadas por Lira em sua posse, promete mudar regras para novos servidore públicos, eliminar cargos e reduzir privilégios da categoria.

Lira também defendeu em outro post a retomada dos pagamentos do auxílio emergencial no país. Ele quer discutir com o Senado e com o governo federal a melhor maneira de voltar com o benefício sem comprometer o teto de gastos da União.

Em seu tuíte ele ainda sugeriu um crédito a empresas que criam empregos, mas não deu mais detalhes. 

Fonte: R7

Pacheco e Lira preveem reforma tributária aprovada no Congresso no prazo de 6 a 8 meses

Presidentes do Senado e da Câmara se reuniram com o presidente da comissão mista da reforma e com o relator. Eles também disseram que têm compromisso em criar um programa social para ajudar trabalhadores afetados pela pandemia.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), informaram nesta quinta-feira (4) que preveem a aprovação da reforma tributária no Congresso em até oito meses.

Pacheco e Lira se reuniram no início da manhã com o presidente da comissão mista da reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e com o relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

“Temos uma previsão de que 6 a 8 meses nós possamos ter concluída a reforma tributária no congresso nacional, tanto no âmbito do Senado quanto no âmbito da Câmara dos Deputados”, afirmou Pacheco após o encontro.

Ele disse ainda que o relatório deve ser apresentado na comissão mista em fevereiro. Depois, o texto vai tramitar na Câmara e no Senado. Pacheco afirmou que não está definido por qual Casa começará a votação.

“A comissão mista concluirá seu trabalho até o final de fevereiro, com a apresentação do parecer por parte do deputado Aguinaldo Ribeiro, ouvindo os demais membros, que poderão sugerir acréscimos, supressões, criticas ao parecer. E, na sequência, a reforma tributária iniciará por uma das casas legislativas”, completou Pacheco.

Lira ressaltou que Senado e Câmara não vão brigar pelo protagonismo na condução da reforma.

“Não vai haver briga por protagonismos entre Câmara e Senado […] Tem que andar constitucionalmente nas duas casas e pouco importará se começará em uma ou se findará em outra. Não há essa preocupação”, afirmou o presidente da Câmara.

Os presidentes da Câmara e do Senado disseram que não discutiram nesta quinta o conteúdo da reforma. Diferentes textos tramitam no Congresso. O enviado pelo governo prevê a unificação do PIS e da Cofins (incidente sobre a receita, folha de salários e importação), e a criação de um novo tributo sobre valor agregado, com o nome de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

A comissão mista, criada no ano passado, discute um texto que prevê a unificação de mais tributos.

Auxílio para trabalhadores

Os presidentes do Senado e da Câmara foram eleitos para os cargos na segunda-feira (1º). Desde então, iniciaram articulações para votar temas considerados prioritários, como reformas na economia e mecanismos para acelerar a vacinação contra a Covid-19.

Os dois também querem aprovar um pagamento, nos moldes do auxílio emergencial, para garantir renda a trabalhadores afetados economicamente pela pandemia. O auxílio emergencial foi encerrado em dezembro de 2020, mas a percepção política no governo e no Congresso é que grande parte da população ainda precisa da ajuda.

Pacheco e Lira falaram sobre o tema ao fim da reunião da reforma tributária. Eles disseram que têm um compromisso de buscar um programa social para auxiliar os trabalhadores e que devem discutir o assunto em um encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

‘Temos ambos, tanto eu quanto o deputado Arthur Lira, presidente da Câmara, absoluto compromisso de entregar à sociedade, especialmente a essa camada mais vulnerabilizada em decorrência da pandemia, algum programa social que possa socorrê-los. Esse compromisso existe, e ainda hoje pretendo pedir essa agenda com o ministro Paulo Guedes para discutir esse tema em específico”, concluiu Pacheco.

Fonte: G1

Eleição da Mesa Diretora da Câmara é adiada

Novo presidente da Casa Legislativa, Arthur Lira, remanejou pleito por falta de acordo entre legendas e líderes partidários

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), remarcou para a próxima quarta-feira (3), às 10 horas, a eleição para os membros da Mesa Diretora do biênio 2021-2022. 

A eleição estava prevista para esta terça-feira (2), mas por falta de acordo, foi remanejada para amanhã. De acordo com ofício assinado por Lira, o novo cronograma será:

– reunião de líderes para escolha dos cargos no dia 2, às 17h

– prazo limite para registro de candidaturas no dia 2, até às 20h;

– data e hora da eleição dos cargos da Mesa Diretora no dia 3, às 10h.

Lira foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (1º), com 302 votos, em primeiro turno. Seu primeiro ato foi a anulação do bloco de seu principal adversário na disputa, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

O bloco que apoiava Rossi teve registro de candidatura seis minutos depois do prazo limite, que foi às 12h desta segunda-feira. Com isso, Lira desfaz o cálculo de proporcionalidade que determina distribuição de cargos. Os partidos vão se encontrar na tarde desta terça para, justamente, definir os novos cálculos de proporcionalidade. 

O bloco do Lira ofereceu aos partidos de oposição duas secretarias e uma suplência na mesa, para eles não ficarem sem nada. Segundo o R7 apurou, mesa ficaria assim:

1º Vice: PL
2º Vice: PSD
1º Secretário: PSL
2º Secretário: PT
3º Secretário: PSB ou PSDB
4º Secretário: Republicanos.
 

Então o PT ficaria com um cargo, por ser a maior bancada da casa e o PSDB com outro, além de uma suplência para o PSB. Essa proposta é melhor do que a decisão atual que deixa todos os cargos com o bloco do Lira e a quarta secretaria para o PT.

Fonte: R7

Eleição da Câmara, hoje, pode mudar rumo do governo Bolsonaro

Presidente aposta na vitória do líder do Centrão, Arthur Lira, para colocar em votação todos os projetos do governo

A eleição da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (1º) terá um espectador atento no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro aposta todas as suas fichas em Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão, que tem como principal concorrente Baleia Rossi (MDB-SP), lançado pelo desafeto do Executivo Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Casa.

Bolsonaro acusa Maia de ter impedido o avanço da maior parte de seus projetos desde janeiro de 2019, quando começou o governo.

O presidente faz campanha abertamente a Lira, seu aliado no Congresso. Na quarta-feira (27), fez reunião com o PSL para garantir votos ao deputado. Na ocasião, afirmou que a eleição do deputado pode garantir “um relacionamento pacífico e produtivo” com a Câmara.

Na sexta-feira (29), exonerou dois de seus ministros, Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura), apenas para que eles votem no líder do Centrão. Logo depois, retomam suas pastas.

A vitória de Baleia Rossi é, para o Executivo, a manutenção das dificuldades do Planalto para colocar em votação temas que Maia simplesmente ignorava. 

O parlamentar do Rio sempre disse que pautas que buscavam impor costumes à sociedade (um exemplo é o Escola sem Partido, inerte na Câmara desde 2019), aumento de impostos (nova CPMF, ele descartou abertamente) ou flexibilização dos armamentos não seriam levadas para discussão. E, com uma outra exceção, foi isso o que ocorreu.

Com a bancada da bala forte no Congresso, Maia acabou aceitando em parte a flexibição de posse e porte de armas. 

Em todos os outros assuntos, no entanto, o democrata diz que o governo federal é confuso, não sabe o que quer e quase nunca tem projetos. Lançou Rossi, atual presidente do MDB, por entender que o deputado vai continuar brigando pela autonomia da Câmara. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou na terça-feira (26) que Maia se sentou em cima das reformas no segundo semestre de 2020 e não as deixou avançar. Curioso é que o parlamentar, em outras ocasiões, recebeu elogios do economista, que o considerava um “reformista” no Parlamento brasileiro.

A independência do Legislativo, pelo menos é o que o governo espera, ficará mais distante com Lira na presidência. O parlamentar do Centrão foi o responsável não só por apoiar a Reforma da Previdência, em 2019 (ao lado de Maia, vejam só), como partiu dele a ideia de aproximação com Bolsonaro em 2020, em troca, claro, de compensações com cargos e de ajuda em sugestões dos partidos do bloco.

Impeachment

A palavra impeachment foi falada durante toda a campanha de Lira e Rossi e deverá voltar à tona após a posse da nova Mesa Diretora, principalmente se o emedebista for o vencedor

Lira já afirmou que vai apontar problemas do governo e vai cobrar explicações, como deve fazer todo parlamentar. Sobre os mais de 60 pedidos de impeachment de Bolsonaro, driblou os jornalistas em janeiro dizendo que não era hora de se tocar no assunto.

Baleia Rossi, ao comentar o tema, acabou se enrolando e colocando em risco o apoio do PT, com seus 52 parlamentares. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo no início do ano, afirmou que, politicamente, não era o momento para pensar em impeachment. 

Horas depois da publicação da entrevista, Gleisi Hoffman, presidente do PT, disse que Rossi perderia muitos votos do partido. Ele tentou se retratar, declarou que analisaria todos os pedidos contra Bolsonaro, mas o deslize já estava feito.

Na divisão dos votos, Lira tem mais parlamentares que, teoricamente, optarão por ele. Entre as principais conquistas de sua campanha estão os apoios do PSD, do PSL, que mudou de lado dias antes da eleição, e um racha no partido de Maia, o DEM.

Além dos dois principais concorrentes, disputam a eleição na Câmara mais sete deputados: Luiza Erundina, do PSOL paulista, Marcel Van Hattem (Novo-RS), Fábio Ramalho, também do MDB, de Minas Gerais, Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG), Capitão Augusto Rosa (PL-SP) e Roberto Sebastião Peternelli Junior (PSL-SP).

Fonte: R7

Na reta final, Lira e Baleia se encontram com aliados

Candidatos à presidência da Câmara, cuja eleição ocorre em 1º de fevereiro, participaram de almoço e reunião em Brasília

Em meio à reta final da eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, na próxima segunda-feira (1º), os principais candidatos se encontraram nesta sexta-feira (29) com aliados e bancadas apoiadoras.

Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), se encontrou com integrantes do Republicanos. Na sequência, compareceu a almoço promovido pela Frente Parlamentar Evangélica.

O postulante irá se reunir, durante à noite, com parlamentares da bancada da agropecuária, uma das mais numerosas da Casa Legislativa. Segundo a assessoria de imprensa do deputado, a expectativa é que o encontro reúna 130 pessoas.

Patrocinado pelo atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), o candidato Baleia Rossi (MDB-SP) teve reuniões ao longo do dia em Brasília. Nas redes sociais, compartilhou apoio dado pelos deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).

A campanha do emedebista enfrenta defecções nos últimos dias, inclusive do partido de Maia. Na última quinta-feira (28), o candidato acusou o Palácio do Planalto de interferir na disputa do comando da Casa.

No dia anterior, Bolsonaro informou ter pretensão de ‘influir’ no pleito legislativo. “Vamos, se Deus quiser, participar e influir na presidência da Câmara com esses parlamentares, de movo que possamos ter um relacionamento pacífico e produtivo para o nosso Brasil”, afirmou.

Fonte: R7

Governo negocia Ministério da Saúde com o Centrão

As negociações para eleger Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Câmara dos Deputados envolvem a entrega ao Centrão de um dos órgãos federais de maior orçamento: o Ministério da Saúde, cujas despesas no ano passado alcançaram o valor total de R$ 150,62 bilhões segundo o Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU).

O atual ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, perderá o cargo, mas ganhará uma promoção. General de brigada (três estrelas), conquistará a sonhada quarta estrela do posto máximo da carreira em tempo de paz, o de general do exército (o Exército tem ainda a patente de marechal, de uso restrito em caso de guerra).

Conforme entendimentos relatados ao Congresso em Foco, caberá ao Progressistas (PP), partido de Lira, indicar o sucessor de Pazuello. O mais cotado para o seu lugar é o paranaense Ricardo Barros, hoje líder do governo na Câmara e que foi ministro da Saúde de maio de 2016 a abril de 2018, durante o governo Temer. Barros exerce o sexto mandato de deputado federal e serviu como líder ou vice-líder a todos os governos desde Fernando Henrique Cardoso (1995/2002).

Sua nomeação é aguardada com ansiedade por parlamentares do Centrão, que também reivindicam o Ministério da Cidadania. O bloco, que reúne cerca de 200 deputados, tem como núcleo duro as bancadas do PP (41 integrantes), do PL (43), do PSD (35) e do Republicanos (32), mas também costuma arrastar em suas articulações Solidariedade (14), PSC (10), PTB (10), Avante (8) e Patriota (6), estendendo o seu alcance muitas vezes ao DEM e ao MDB, além de abranger quase toda a bancada evangélica.

Na política brasileira, o nome “Centrão” remonta ao governo Sarney (1985/1990) e aos trabalhos legislativos que culminaram na Constituição Federal de 1988. Reunindo parlamentares e partidos de perfil conservador ou de centro, o grupo foi constituído para obter melhores resultados na arte de arrancar favores palacianos em troca de votos favoráveis às propostas de interesse do governo. Nasceu invocando inspiração religiosa. Um dos seus criadores, o ex-deputado paulista Roberto Cardoso Alves, se dizia devoto de São Francisco e, sobretudo, do famoso preceito bíblico: “é dando que se recebe”.

Esse tipo de política envolve a entrega de cargos a apadrinhados e a liberação de recursos para obras nas bases eleitorais dos congressistas, duas moedas decisivas para aumentar o cacife pessoal e as chances de reeleição de qualquer parlamentar.

Jair Bolsonaro fez campanha e passou os seus primeiros meses como presidente recusando-se a aceitar tal prática, também conhecida como “toma lá dá cá” ou fisiologismo. Converteu-se plenamente a ela, porém, em maio de 2020, ao receber Arthur Lira e se comprometer a apoiá-lo na disputa para presidir a Câmara. Foi um passo fundamental para afastar do horizonte o risco de impeachment, num momento em que a popularidade presidencial declinava, no rastro das suas manifestações pró-ditadura e da forma como tem lidado com a pandemia.

Pazuello, 58 anos, será duplamente premiado pela lealdade que demonstrou a Bolsonaro e a suas teses mais esdrúxulas, como a defesa de um suposto tratamento precoce contra a covid-19, incluindo o uso da cloroquina e de outras drogas, algo que contraria as recomendações da Organização Mundial de Saúde, dos infectologistas e dos protocolos seguidos pelos países com melhor desempenho no controle da pandemia.

Receberá não apenas uma estrela a mais. Deverá assumir um importante posto militar. O destino mais provável é o Comando Militar da Amazônia, com sede em Manaus, cidade na qual residiu por muito tempo e onde mantém família. Foi também a capital amazonense, atualmente em colapso de saúde pela segunda vez, que deixou evidente o fracasso da gestão da pandemia pelo governo Bolsonaro.

Para que Pazuello possa postular o comando militar, ele precisa se tornar um general quatro estrelas. Isso só ocorrerá com a aposentadoria de algum dos atuais 16 generais quatro estrelas. A promessa é de que ele receba a promoção assim que o próprio colega se aposentar. “É bom para todo mundo. Bom para o Pazuello, que vai para o comando, bom para os militares, que estão envergonhados com a atuação dele”.

Fonte: Congresso em Foco

Rodrigo Maia aguarda futuro incerto, a 5 dias de deixar presidência da Câmara

Presidente da Câmara caminha para a oposição sem respaldo de boa parte de seu partido, o Democratas, que prepara traição histórica no processo eleitoral interno. Arthur Lira, do PP, se fortalece na reta final

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), desembarca do cargo na segunda-feira, dia 1, data prevista para a eleição para o comando das duas casas legislativas, sem projeto político pessoal claro. A escalada de seu discurso oposicionista ao Planalto, com ataques diretos ao presidente Bolsonaro e ministros, distanciam o parlamentar da possibilidade de liderar o próprio partido, o Democratas, que tem pouca vocação oposicionista. De volta à planície, em caso de derrota de seu candidato, o emedebista Baleia Rossi, Maia estará exposto às mágoas do processo eleitoral, do baixo clero e de insatisfeitos com sua gestão, marcada por posições firmes e por estilo personalista.

Na reta final da disputa, faltando cinco dias para a definição de sua sucessão, o democrata acaba de amargar a traição de pelo menos 11 deputados de seu próprio partido, atraídos pelas ofertas do adversário Arthur Lira, do PP, que, tudo indica, chegará ao plenário, no dia primeiro de fevereiro, como favorito. Como há 9 candidatos em disputa, a expectativa é que haja alguma pulverização dos votos. A depender das negociações dos próximos dias, a eleição pode ser levada para uma decisão em segundo turno.

O presidente do Democratas, ACM Neto, silenciou diante da acusação feita por Maia, de que o DEM estaria se transformando no “partido da boquinha”, isto é, aderido abertamente ao fisiologismo. Entre eleger o emedebista Baleira Rossi na Câmara e um democrata para presidir o Senado, a óbvia escolha da cúpula do DEM é pelo senador Rodrigo Pacheco, que a esta altura lidera a corrida, com as bênçãos de Alcolumbre. O senador do Amapá, hoje desafeto de Maia, tem chances concretas de fazer seu sucessor – cenário que também colabora para o isolamento de Rodrigo Maia. Os próximos aliados do deputado carioca podem estar entre os oposicionistas que antagonizam com Bolsonaro, entre eles, o governador de São Paulo, João Doria.

Fonte: R7

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