Empresário é novo suspeito de matar presidente do Haiti

O haitiano Ashkard Joseph Pierre vive no Canadá e está listado como parceiro do suposto mentor do crime Christian Sanon

A polícia do Haiti emitiu no último sábado (17), um mandado de busca para um empresário haitiano estabelecido no Canadá como novo suspeito no assassinato do presidente Jovenel Moise, em 7 de julho.

O homem foi identificado como Ashkard Joseph Pierre, considerado muito perigoso e procurado pela polícia sob a acusação de assassinato e assalto à mão armada. Uma porta-voz da polícia confirmou à Agência Efe que Joseph Pierre é procurado no caso do assassinato de Moise e disse que mais detalhes serão fornecidos em uma futura entrevista coletiva.

O empresário está listado como parceiro de outro suposto suspeito do assassinato, Christian Emmanuel Sanon, na International Medical Village, sediada no Texas, de acordo com informações corporativas publicadas na internet. Joseph Pierre também se apresenta em seu perfil profissional nas redes sociais como um funcionário na área comercial do consulado haitiano em Montreal.

Prisões após o atentado

Sanon, que vive nos Estados Unidos e está preso, foi identificado pelas autoridades haitianas como o suposto mentor do crime. Por seu suposto envolvimento na morte de Moise, 18 colombianos, supostos membros do grupo de comando acusados de realizar o ataque, e cinco haitianos-americanos, incluindo Sanon, foram presos até o momento.

Três outros colombianos foram mortos em trocas de tiros com a polícia e cinco estão em liberdade, enquanto mandados de busca e prisão foram emitidos para outros cinco haitianos acusados de envolvimento na organização do atentado.

Fonte: R7

Irmãos são encontrados mortos em fazenda de Nova Mamoré; vítimas teriam se desentendido com funcionários da fazenda

Corpos foram encontrados pelo caseiro da fazenda. De acordo com informações, vítimas foram mortas com pauladas na cabeça.

Dois irmãos, Adelson de Souza Lopes, de 42 anos, e Aurélio Reis de Souza, de 33 anos foram achados mortos no último domingo (18) em uma fazenda do município de Nova Mamoré (RO), a 280 quilômetros de Porto Velho. Segundo a Polícia Civil, as vítimas foram mortas com golpes de madeira na cabeça.

De acordo com a Polícia Militar (PM), que foi chamada na fazenda após o crime, Adelson e Aurélio teriam sido mortos após uma briga entre funcionários do local.

Os corpos dos dois irmãos foram achados pelo caseiro da fazenda. Uma das vítima estava com uma faca na cintura e havia também uma faca, um facão e um pedaço de madeira perto dos corpos.

Aos policiais, o caseiro contou que Adelson e Aurélio eram do Acre e foram trabalhar na fazenda de Nova Mamoré.

A polícia realizou buscas pela fazenda, e o suspeito foi localizado e preso.

O duplo homicídio foi registrado na delegacia de Nova Mamoré e a polícia tenta saber a motivação do crime.

Fonte: G1/RO

Suposto mandante do assassinato do presidente haitiano é detido

A polícia do Haiti informou ter detido o suposto mandante do assassinato do presidente do Haiti Jovenel Moïse, identificado como Christian Emmanuel Sanon, um médico residente no estado norte-americano da Flórida.

“A primeira pessoa que chamaram quando o avanço dos bandidos foi bloqueado foi Enmanuel Sanon, que trabalhava com outras duas pessoas envolvidas na autoria intelectual do assassinato”, confirmou o chefe da Polícia, León Charles.

Sanon é médico e é o terceiro haitiano detido pelas investigações, que já resultaram na prisão de 18 colombianos, enquanto cinco continuam desaparecidos, e três morreram em confrontos com as forças do país.

Charles assegurou que Santon chegou ao país no início de junho a bordo de um avião privado, junto com alguns dos detidos, sob o pretexto de proteger seus negócios, mas que “esta missão mudou”.

Sanon mantinha vínculos com uma empresa especializada em segurança. Durante uma busca em sua residência, foram encontrados equipamentos, armas, munições e autorizações de circulação da República Dominicana, entre outros itens.

Na manhã de quarta-feira (7), Jovenel Moïse, presidente do Haiti, foi assassinado a tiros em sua residência.

De acordo com a Polícia haitiana, o ato foi perpetrado por um grupo de 28 mercenários, 26 dos quais eram colombianos e dois haitianos-americanos.

Fonte: Sputnik

Haiti prende suspeitos de matarem presidente e busca foragidos

Polícia Nacional prendeu 11 suspeitos que se refugiaram no terreno da embaixada de Taiwan em Porto Príncipe

Pelo menos 28 pessoas, 26 colombianos e dois americanos, participaram do assassinato do presidente Jovenel Moise na última quarta-feira, segundo informou a polícia do Haiti na noite de quinta-feira (8), acrescentando que oito deles estão foragidos.

“Prendemos 15 colombianos e os dois americanos (…). Três colombianos foram mortos e outros oito estão foragidos”, disse o diretor-geral da Polícia Nacional, Leon Charles, em coletiva de imprensa.

Na quarta-feira, a polícia havia afirmado que quatro dos suspeitos foram mortos. Charles não explicou a discrepância.

Taiwan confirmou que 11 dos suspeitos foram detidos dentro do perímetro de sua embaixada em Porto Príncipe, depois que a segurança descobriu que “um grupo de homens armados” havia invadido o pátio da propriedade. A missão diplomática havia sido fechada após o assassinato de Moise.

A embaixada autorizou a polícia haitiana a entrar em seu perímetro, disse Joanne Ou, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

“A polícia lançou uma operação por volta das 16h locais (17h de quinta-feira em Brasília) e conseguiu prender 11 suspeitos”, disse a embaixada em seu comunicado.

“A operação foi realizada com sucesso”, continua a nota, que também classifica o assassinato como “cruel e bárbaro”.

A embaixada de Taiwan no Haiti fica perto da residência, onde o presidente foi assassinado.

Pelo menos seis dos supostos envolvidos no assassinato de Moise seriam ex-militares da Colômbia, declarou o ministro de Defesa colombiano Diego Molano.

“Inicialmente, a informação indica que são cidadãos colombianos, membros da reserva do exército nacional”, declarou Molano em vídeo, no qual também afirma ter ordenado que a polícia e o exército colaborem com a investigação do caso.

O chefe da polícia colombiana, o general Jorge Vargas, indicou que trata-se de dois oficiais da reserva do exército, assim como quatro ex-soldados.

Charles também declarou que “as armas e os materiais usados pelos criminosos foram recuperados” e prometeu intensificar a busca “para capturar os outros oito mercenários”.

Durante a coletiva de imprensa, vários dos suspeitos estavam alinhados contra uma parede para serem exibidos à mídia, com passaportes colombianos e armas colocadas sobre uma mesa.

“Já temos os autores físicos e estamos buscando os autores intelectuais” do ataque, havia dito mais cedo Charles.

O Departamento de Estado, sem confirmar a prisão de um cidadão americano, anunciou nesta quinta-feira que concordou em ajudar a polícia haitiana na investigação.

“Onde estavam?”

No Haiti, com uma população de 11 milhões de habitantes -metade menor de 20 anos-, todos estão em alerta na tentativa de entender como o presidente do país pôde ser assassinado.

“Onde estavam os policiais bem equipados que vigiam o presidente dia e noite? Por que não reagiram?”, questionou Julia, uma advogada de 28 anos.

o Ministério Público de Porto Príncipe também se posa as mesmas perguntas. Para respondê-las, ordenou que os responsáveis pela segurança do mandatário fossem chamados para depor.

“Se você é responsável pela segurança do presidente, onde estava? O que foi feito para evitar este destino do presidente?”, indagou Me Bed-Ford Claude, comissário do governo de Porto Príncipe e encarregado de iniciar os procedimentos judiciais em nome da sociedade haitiana.

Crise profunda

O Haiti, que antes do assassinato de Moise já se encontrava atingido por uma profunda crise política e de insegurança, assolado por gangues criminosas, se encontra sob forte tensão e à beira do caos.

Lojas, bancos, postos de gasolina e pequenos comércios fecharam as portas. A República Dominicana, país com o qual o Haiti compartilha a ilha de La Española, fechou a fronteira.

O governo do Haiti pediu nesta quinta-feira a reabertura do aeroporto, uma medida que deverá ser efetivada na sexta, assim como a retomada da atividade econômica.

Além das perguntas sobre a busca dos autores do atentado, estão aquelas sobre o futuro do país: começando pelo governo.

O Haiti já estava mergulhado em uma crise institucional. Moise não convocou eleições depois de chegar ao poder em 2017, e o país não tem um Parlamento desde janeiro de 2020.

Acusado de inação diante da crise e criticado por boa parte da sociedade civil, Moise governou principalmente por decreto.

Agora, o país mais pobre das Américas não tem um presidente e um Parlamento ativo, enquanto dois homens afirmam estar no comando e disputam o cargo de primeiro-ministro.

– Briga pelo poder –
Uma das últimas decisões políticas de Moise foi nomear Ariel Henry como o novo primeiro-ministro na segunda-feira. No entanto, Henry ainda não havia assumido o cargo.

E horas depois do assassinato, foi o primeiro-ministro interino, Claude Joseph, quem impôs o estado de sítio e reforçou os poderes do Poder Executivo. Este último deve durar 15 dias.

“Existem vários primeiros-ministros nomeados no país?”, Henry indagou, ao assegurar que Joseph era apenas ministro das Relações Exteriores.

A oposição também acusou Joseph de tomar o poder.

Helen La Lime, representante da ONU para o Haiti, considerou que Joseph representa a autoridade responsável enquanto Henry não havia prestado juramento, aludindo a um artigo da Constituição haitiana que estabelece que, em caso de vacância presidencial, “o Conselho de Ministros, sob a presidência do primeiro-ministro, exerce o poder Executivo até a eleição de outro presidente”.

Por sua vez, o defensor dos direitos humanos Gédeon Jean qualificou à AFP o desejo do primeiro-ministro interino de declarar o estado de sítio como “suspeito”, e essa suspeita o leva a “prever uma tentativa de golpe de Estado”. str-amb-cjc/seb/gm/lds/yo

Fonte; R7

Ex-vereador é preso após confessar ter matado amante em RO

O caso aconteceu em abril deste ano, no município de Ji-Paraná. O corpo da vítima foi encontro na própria chácara do acusado.

Ex-Vereador acabou confessando em depoimento

O ex-vereador Obadias Ferreira da Silva, de Ji-Paraná (RO), foi preso nesta sexta-feira (9) suspeito de ter matado uma mulher de 29 anos e enterrado o corpo dela em uma cova de 3 metros de profundidade em uma chácara do município. Segundo a Polícia Civil, a vítima, Edilene Vieira da Silva, seria amante de Obadias.

A prisão do ex-vereador aconteceu durante a operação Mendax, que investigava o desaparecimento de Edilene desde 13 de abril.

Enquanto os agentes cumpriam mandados de busca em Ji-Paraná, Obadias acabou se contradizendo no depoimento e confessou que matou a amante e enterrou o corpo na frente da casa onde moraria com sua atual esposa, com quem é casado há mais de 20 anos.

Depois de revelar o homicídio, o ex-vereador então decidiu levar os policiais à propriedade rural onde enterrou a vítima de 29 anos.

A Polícia Civil então chamou uma pá-carregadeira e escavou a área por cerca de sete horas, até que localizou a ossada de Edilene, na frente do imóvel rural.

Segundo o delegado Júlio César de Souza Ferreira, a ossada estava enterrada junto de outros pertences de Edilene, como o capacete de moto e a bolsa com documentos pessoais.

Em depoimento, o ex-vereador confessou que ele mesmo abriu a cova de 3 metros de profundidade e enterrou Edilene.

À polícia, o ex-vereador afirmou que ‘perdeu’ a cabeça e matou a vítima em legítima defesa, pois ela teria lhe agredido.

“Ele disse que a vítima foi até a chácara dele [em 13 de abril] e ele achou que ela ia matá-lo e então acabou perdendo a cabeça e cometendo o ato e enterrando em seguida no local onde estavam”, contou o delegado Júlio César.

Ainda segundo o delegado, a polícia já suspeitava que Obadias pudesse ter matado a mulher, no entanto ainda tentavam saber a motivação.

O corpo da vítima foi encontrado em estado de decomposição

“A gente já tinha representado pela prisão temporária dele, e busca apreensão na chácara, pois já tínhamos bastante elementos que foi ele o autor do fato, mas não tínhamos o corpo ainda. Inicialmente ele foi indiciado pelo crime de latrocínio. Por isso já tínhamos conseguido essa ordem judicial e fomos cumprir na manhã de quinta-feira”, relatou o delegado.

Na propriedade foram feitas várias buscas, inclusive com a ajuda do Corpo de Bombeiros, que mergulhou em represas para tentar localizar o corpo da vítima.

Após o corpo ser localizado a 3 metros de profundidade, segundo a Polícia Civil, o Instituto Médico Legal (IML) recolheu a ossada de Edilene e a polícia já fez o auto de reconhecimento.

“A família já reconheceu o corpo categoricamente, reconheceu os objetos da vítima, inclusive a identidade de Edilene”, revelou o delegado.

Ele segue preso no presídio Agenor Martins, em Ji-Paraná.

Fonte: Assessoria

Analista comenta crise haitiana e as consequências do assassinato do presidente

Jovenel Moïse foi morto com 12 tiros, segundo o juiz Carl Henry Destin, que investiga o caso.

Professor de antropologia da UFRGS conversa com a Sputnik Brasil sobre a morte do presidente haitiano, os distúrbios que ocorrem no país desde 2018 e como Porto Príncipe pode romper com uma tradição de autoritarismo.

Na madrugada de quarta-feira (7), o primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, anunciou que o presidente do país, Jovenel Moïse, havia sido assassinado em casa e que a primeira-dama Martine Moïse ficou ferida e está sendo tratada em um hospital em Miami, EUA.

O homicídio chocou o país e a comunidade internacional. Jovenel Moïse venceu as eleições haitianas em 2016 e assumiu a presidência fevereiro em 2017. Desde 2018, Moïse sofria críticas por querer mudar a Constituição do país para tentar se reeleger e, mais recentemente, era repreendido por não conseguir combater as gangues que aterrorizam os cidadãos.

“Se antes disso [o assassinato do presidente] o país mergulhava numa insegurança, sem dúvida as previsões são de mais insegurança e incerteza em relação ao futuro do país”, afirma Handerson Joseph, professor de antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), à Sputnik Brasil.

Jovenel Moïse, presidente do Haiti, discursa na 73ª sessão da Assembleia Geral nas Nações Unidas em Nova York, EUA, em 2018. Foto de arquivo
© AFP 2021 / TIMOTHY A. CLARYJ ovenel Moïse, presidente do Haiti, discursa na 73ª sessão da Assembleia Geral nas Nações Unidas em Nova York, EUA, em 2018. Foto de arquivo
‘Assassinato covarde’

Jovenel Moïse foi morto com 12 tiros, segundo o juiz Carl Henry Destin, que investiga o caso.

“Nós o encontramos deitado de costas, calça azul, camisa branca manchada de sangue, boca aberta, olho esquerdo perfurado. Vimos um buraco de bala na testa, um em cada mamilo, três no quadril, um no abdômen,” detalhou o juiz, citado pelo jornal Le Nouvelliste.

Os disparos que atingiram o presidente haitiano foram realizados por armas de grosso calibre e por projéteis de nove milímetros.

Handerson Joseph lamenta a morte do presidente e destaca o momento de tristeza que o país atravessa.

“Uma notícia trágica, um assassinato de forma covarde. Em nenhuma uma democracia se espera o assassinato de um presidente no exercício do seu mandato […]. Não é uma boa lição para a democracia […]. Ontem [7 de junho], as pessoas praticamente ficaram em suas casas, não saíram para as ruas porque causou um momento de incerteza, de insegurança […]. Sem dúvida é um momento de tristeza para o país, que séculos atrás foi o berço da liberdade, da democracia.”

Ambulância carregando corpo do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, passa por parede com sua imagem perto da residência onde ele foi assassinado, Haiti, 7 de julho de 2021
© AP PHOTO / JOSEPH ODELYN Ambulância carregando corpo do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, passa por parede com sua imagem perto da residência onde ele foi assassinado, Haiti, 7 de julho de 2021
Homicídio encomendado?

Na quarta-feira (7), autoridades do Haiti anunciaram que prenderam duas pessoas que supostamente estariam envolvidas no ataque e que outras quatro morreram durante troca de tiros. Nesta quinta-feira (8), foi divulgada a prisão de mais quatro suspeitos, um deles cidadão norte-americano. As autoridades os tratam como “mercenários”, mas não disseram até agora a serviço de quem eles estariam.

O primeiro-ministro interino Claude Joseph afirmou que os assassinos falavam inglês e espanhol. Questionado sobre a possibilidade de o atentado ter contado com intervenção estrangeira, o professor da UFRGS é cauteloso.

“[Há] vários rumores circulando, um vídeo [que supostamente registra o ataque] mostra que eles usaram um megafone e ouve-se que falavam em inglês, espanhol e criolo. E, segundo o primeiro-ministro, algumas pessoas desse comando teriam se identificado como agentes norte-americanos, o que o governo norte-americano negou […]. [Não podemos ser] precipitados em relação a quem são os mandantes do crime, podem ser pessoas de dentro do país, de fora do país, ou os dois. São investigações bem apuradas, bem aprofundadas que vão chegar a conclusões, assim espero, em relação ao que ocorreu.”

Manifestante segura cópia da Constituição do Haiti durante protestos na capital do país, Porto Príncipe, em 10 de fevereiro de 2021
© REUTERS / JEANTY JUNIOR AUGUSTIN Manifestante segura cópia da Constituição do Haiti durante protestos na capital do país, Porto Príncipe, em 10 de fevereiro de 2021
Moïse no poder

O professor de antropologia recorda que o falecido presidente era muito contestado no país e que em outubro de 2019 reuniu uma grande manifestação, que reuniu, pela primeira vez, quase todos os grupos da sociedade civil haitiana: igrejas, artistas, intelectuais, partidos da oposição. Mas desde o início da pandemia os protestos perderam força.

O governo queria fazer uma constituinte para mudar alguns artigos da Constituição haitiana, entre eles o Artigo 134, que versa sobre o mandato presidencial.

“Uma das metas do presidente era mudar a Constituição, ele queria fazer uma consulta popular para mudar a Constituição de forma autoritária. A princípio era fazer em junho, mas não conseguiram articular e mudaram a data para setembro, mas infelizmente o presidente morreu. A ideia era mudar alguns artigos, entre eles o que permitiria que o presidente fosse reeleito, que tivesse dois mandatos consecutivos, o que a Constituição atual, de 1987, não permite. O mandato tem duração de cinco anos”, explica o especialista.

Mas o desejo de perpetuação no poder não era o único problema da presidência de Moïse. Embora as manifestações tivessem começado reclamando da corrupção e a impunidade, a violência e, especificamente, sequestros no país cresceu exponencialmente este ano, comenta Handerson Joseph.

“Alguns setores da sociedade relacionam o crescimento das gangues com o governo atual, dizendo que há um emparelhamento estatal, onde o Estado se beneficia disso. É uma crítica da oposição, mas não há provas. As forças policiais do país ainda não conseguiram intervir em algumas áreas [dominadas por] gangues e as pessoas comuns não conseguem transitar. E há um apelo para frear essa onda de sequestros, que aumentou significantemente […]. Isso tudo tornou a situação ainda mais dramática”, lamenta o professor da UFRGS.

Presidente haitiano Jovenel Moïse (ao centro), caminha com a primeira-dama Martine Moïse (esquerda) e com o primeiro-ministro interino Claude Joseph (direita) durante cerimônia que marcou o 218º aniversário da criação da bandeira haitiana. Foto de arquivo
© AP PHOTO / JOSEPH ODELYNPresidente haitiano Jovenel Moïse (ao centro), caminha com a primeira-dama Martine Moïse (esquerda) e com o primeiro-ministro interino Claude Joseph (direita) durante cerimônia que marcou o 218º aniversário da criação da bandeira haitiana. Foto de arquivo
Futuro do Haiti

Horas após o assassinato do presidente, Claude Joseph, primeiro-ministro interino, assumiu provisoriamente o comando do país e declarou estado de sítio por duas semanas.

Claude Joseph estava de saída do governo. Moïse havia anunciado seu substituto, o médico Ariel Henry, que seria empossado esta semana. Como esse protocolo não ocorreu, Joseph segue como primeiro-ministro.

Questionado sobre prognósticos políticos, Handerson Joseph receia o estado de sítio e espera que o país tenha eleições democráticas em breve.

“O país está de luto. É o momento de respeita a sociedade haitiana, esse luto da família, perdeu sua liderança número um do país. Mas, sem dúvida, ontem [7 de julho] já começaram a se articular […]. Quem seria o ex-primeiro-ministro foi quem tomou a frente do país, reunindo-se com outros ministros e determinando o estado de sítio para os próximos 15 dias, que um processo de militarização do Estado, onde o Estado restringe a comunicação, a circulação de pessoas, de ideias e assim por diante”, comenta.

O professor conclui afirmando que, nas próximas eleições, tanto a oposição quanto a situação vão “mobilizar as narrativas em torno da morte [do presidente] para uma possível condução do governo atual ou para erguer um governo novo, alternativo”. Handerson Joseph faz votos para que, independentemente de quem vença, o novo presidente “seja capaz de romper com essa tradição de autoritarismo, tragédia, insegurança e incertezas no país, que seja [uma] liderança política que lutem em prol da sociedade haitiana, de um país novo e que faça jus da importância da revolução haitiana, a importância dos ideais de liberdade e democracia que tanto os ancestrais lutaram para erguer o país”.

Fonte: Sputnik

Polícia exuma cadáver de homem assassinado em 2003, após assassino confessar crime

O processo de exumação foi autorizado pela Justiça de Rondônia.

O corpo de Odair Valeriano, enterrado há 18 anos após um assassinato, foi exumado pela Polícia Civil no último domingo (27) no cemitério de Cacoal (RO). A decisão foi tomada após um suspeito, preso por outro crime, confessar o homicídio de Odair.

Segundo a polícia, a vítima foi morta em 2003 com um tiro na cabeça e o corpo foi sepultado no cemitério Ouro Verde, da Linha 4. À época do assassinato, a polícia investigou o caso por vários meses, mas o inquérito acabou sendo arquivado porque nenhum suspeito foi identificado.

Como 18 anos depois um suspeito confessou o suposto crime contra Odair, a polícia pediu a exumação para procurar possíveis projéteis e fazer uma comparação balística nos próximos dias.

O processo de exumação foi autorizado pela Justiça de Rondônia. O corpo foi retirado da cova no domingo e então levado para perícia.

Segundo a delegada Érica Demarchi, o caso de Odair foi reaberto para investigação.

Fonte; G1/RO

Homem é assassinado com tiro no olho em Ariquemes, RO

A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de acerto de contas.

Um jovem de 27 anos foi morto com um tiro no olho, na noite de quinta-feira (24), na Avenida Capitão Silvio, em frente a um supermercado de Ariquemes (RO), Vale do Jamari.

Aos policiais, a esposa da vítima disse que ela e o marido moram em Cujubim (RO) e estavam de passagem em Ariquemes para consertar a caminhonete.

Quando ela e o esposo transitavam na avenida com o veículo, pararam no pátio de um posto de combustíveis e então a vítima desceu do carro para mexer no celular. Foi nesse momento que aproximou um homem em uma moto e fez os disparos no homem de 27 anos.

A vítima foi socorrida com vida pelo Samu até a UPA, mas morreu momentos após dar entrada na unidade. O tiro atingiu a região do olho.

Após o crime, o suspeito fugiu e ainda não foi localizado. A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de acerto de contas.

Fonte: G1/RO

Homem é executado com tiros à queima roupa em Vilhena, RO

A polícia tenta identificar o assassino.

Um homem identificado como Valter Machado de Lima, de 39 anos, foi executado com pelo menos três tiros na cabeça. O crime aconteceu na manhã desta segunda-feira (21), em uma casa na Avenida 1507, no bairro Cristo Rei, em Vilhena.

Segundo informações de um vizinho, amigo da vítima, ele estava em casa quando ouviu cerca de três disparos de arma de fogo e saiu para averiguar, quando avistou um homem montando numa moto e saindo do local em alta velocidade.

O amigo ainda conta que, o assassino chegou no imóvel- que é do irmão da vítima- e o chamou para conversar, quando ele saiu ao portão, o criminoso sacou a arma, provavelmente uma pistola, e começou a disparar contra Valter, que correu e caiu na frente de um carro que estava estacionado na garagem, o assassinato entrou atrás e disparou várias vezes na cabeça dele.

O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas quando chegou apenas constatou que a vítima estava morta.

A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da Polícia Técnica Científica (Politec), depois o corpo será liberado para a funerária de plantão fazer a remoção.

Ainda não há nenhuma informação sobre a motivação do crime.

Fonte: Rondônia Agora

Polícia Civil tenta localizar suspeito de executar menina de 13 anos no Orgulho do Madeira em RO

O suspeito é um jovem de 19 anos. Emanuele foi morta com um tiro à queima roupa na noite do dia 26 de maio.

A Polícia Civil de Rondônia divulgou a foto e está pedindo ajuda da população para encontrar Kelson Lobato Moraes, de 19 anos. Ele é o principal suspeito de ter matado Emanuele Cristine Gomes França, de 13 anos, com um tiro à queima roupa. O crime ocorreu no fim de maio, no residencial Orgulho do Madeira, em Porto Velho.

Segundo a polícia, Kelson tinha uma relação amorosa com uma irmã da vítima e, na noite do crime, foi visto portando uma arma de fogo dentro do apartamento onde a criança morava.

As investigações da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida (DECCV – Homicídios) apontam que Emanuele foi morta com um tiro à queima-roupa. No entanto, a motivação do assassinato é investigada.

A Polícia Civil pede para que, quem tiver informações sobre o paradeiro de Kelson, que entre em contato pelo telefone 197 da Polícia Civil ou 190 da Polícia Militar. “O sigilo de quem denunciar é absoluto”, ressalta a Civil.

Emanuele foi morta com um tiro na noite do dia 26 de maio. Quando a PM chegou ao residencial Orgulho do Madeira, a criança já estava fora do apartamento, criança caído ao solo e com ferimento de bala na região do peito.

A equipe médica do SAMU chegou a ser chamada, e lá constatou que Emanuele não tinha mais sinais vitais.

A menina de 13 anos foi a segunda assassinada no Orgulho do Madeira desde o final de dezembro do ano passado.

Fonte; G1/RO