Fiscais do Detran flagram condutor embriagado na zona sul de Porto Velho

Condutor foi flagrado em momento de acidente, na avenida jatuarana zona sul. Teste do etilômetro comprovou teor alcóolico.

Uma equipe de agentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Rondônia realizavam fiscalização ostensiva na avenida Jatuarana com a rua Geraldo Siqueira, na zona sul de Porto Velho, nesta quinta-feira (22), por volta de 10h, quando perceberam que o condutor de uma motocicleta, ao fazer a conversão, perdeu o domínio do veículo vindo a atropelar um funcionário prestador de serviço de uma empresa de telefonia que fazia manutenção na rede, sendo que o local estava devidamente sinalizado com cones.

O agente de trânsito, Tiago Galdino, juntamente com mais três agentes efetuaram a manutenção do tráfego, diminuindo o fluxo da via e procuraram saber como estava o estado de saúde dos envolvidos no acidente.

Segundo Galdino, a vitima sofreu cortes na perna, mas preferiu buscar atendimento na farmácia, dispensando o socorro médico oferecido pelos agentes. O condutor da motocicleta causador do acidente também dispensou ajuda médica, por estar bem.

“Quando estávamos tomando as medidas iniciais da ocorrência sentimos um odor alcoólico muito forte no condutor da motocicleta e ao ser indagado sobre os documentos de porte obrigatório, o mesmo alegou não possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e nem o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV)”, afirmou o agente Tiago Galdino.

Diante da situação os agentes do Detran Rondônia tomaram as medidas legais cabíveis e acionaram o Policiamento de Trânsito (Ptran), que chegou ao local e ofereceu ao infrator o teste do etilômetro, sendo aceito. O resultado do teste foi de 0,88 mg/l. Os policiais lavraram o registro de ocorrência e encaminharam o motociclista à Central de Polícia. O veículo foi encaminhado ao pátio do Detran.

A Coordenadoria de Comunicação Social do Detran fez contato com a vítima, que contou com detalhes o ocorrido e lamentou a falta de responsabilidade do condutor da motocicleta que estava visivelmente embriagado, conduzindo o veículo, e que o atropelou, onde ele estava trabalhando, dentro das normas, inclusive, o local estava sinalizado com cones e ele usava colete refletivo. “graças a Deus sofri escoriações leves, mas poderia ter sido grave ou até ter perdido a vida”, disse o trabalhador.

Fonte: Detran-RO

Polícia conclui que homem tentou consertar carro, após atropelar e matar ciclista em RO

Luis Carlos, de 53 anos morreu no último domingo (23), após ser atropelado na Avenida Jatuarana, em Porto Velho.

A Polícia Civil de Rondônia concluiu o inquérito sobre a morte do ciclista Luis Carlos Futerko, de 53 anos, que morreu no último domingo (23), após ser atropelado na Avenida Jatuarana, em Porto Velho. Depois de cinco dias, a investigação aponta que o homem que atropelou a vítima, já estava com habilitação vencida há um ano e momentos após o crime tentou consertar o carro em uma oficina “para se livrar da responsabilidade penal”.

Segundo a Delegacia Especializada em Delitos de Trânsitos (DEDT) além da morte de Luis Carlos, o crime lesionou os ciclistas José Audior Sousa da Silva, de 56 anos e Ademir Yamamoto Vieira, de 43 anos. Os três amigos estavam pedalando até que tiveram que parar para arrumar a corrente caída de uma bicicleta, quando foram surpreendidos pelo veículo.

“As investigações presididas pelo Delegado Paulo Abemor concluíram que o motorista do Honda/Civic atropelou as vítimas que estavam paradas consertando o pneu da bicicleta. Após a colisão, as vítimas pediram ajuda ao condutor do veículo que havia estacionado logo à frente, mas ele evadiu-se do local sem prestar socorro”, explica a assessoria de imprensa da Polícia Civil.

Após a colisão, Luis Carlos foi socorrido e encaminhado ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

No mesmo dia, a DEDT identificou o motorista do veículo. Quando foi localizado o suspeito já estava consertando o carro em uma oficina de lanternagem “para se livrar da responsabilidade penal” e possivelmente encobrir o crime.

De acordo com os policiais, o homem estava com habilitação vencida há um ano e possuía restrição para dirigir por causa da miopia. Foi constatado que durante o acidente, o condutor não usava óculos.

“Ele confessou o crime e foi indiciado por praticar homicídio na direção de veículo automotor, lesão corporal na direção de veículo automotor e deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública”.

Com o inquérito concluído a polícia aguarda laudos para encaminhar o caso ao poder judiciário. O nome do condutor que atropelou e matou Luis Carlos não foi divulgado à imprensa.

Fonte: G1/RO

Acusados de mata ciclista em racha são denunciados pelo MP de Porto Velho, RO

Além da imputação dos crimes, o MP também requereu indenização por danos morais e materiais aos ascendentes de Thiago.

Parte frontal do veículo que atingiu o ciclista em Porto Velho ficou completamente amassada.  — Foto: Mary Porfiro/Rede Amazônica
Cicilista morto após ser atropelado durante racha em Porto Velho

Acusados que participaram de racha que matou o ciclista Thiago da Silva Santos, de 22 anos, atropelado foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MP-RO).O caso aconteceu no último dia 24 de julho, no Espaço Alternativo de Porto Velho.

Conforme a denúncia do MP, momentos antes do atropelamento, Gabriel Vilela Dantas Lima Pinto, de 24 anos, conduzindo um veículo Onix, e Vitor Renato Lopes da Silva, 18 anos, na direção de um Corolla, “após prévio acordo de vontades, assumindo o risco de produzir o resultado morte, conduziram seus respectivos veículos em alta velocidade em disputa automobilística ilegal [racha]”.

A acusação, na tentativa de um ultrapassar o outro, Gabriel e Vitor agiram com “total indiferença ao bem jurídico vida” quando “conscientes do risco” trafegaram em alta velocidade pela Avenida Jorge Teixeira, que costuma ser usada por adultos e crianças para a prática de lazer e atividades físicas.

De acordo com o registro policial do acidente, em determinado ponto da via, Thiago tentou atravessar a pista em uma faixa de pedestres e foi atropelado pelo veículo conduzido por Gabriel. O corpo do ciclista foi lançado a cerca de 30 metros e ele morreu na hora.

No documento, o promotor Gerson Martins Maia destacou que após perceber a morte do jovem, Vitor fugiu usando o veículo Corolla. Ele se apresentou na delegacia dias depois e foi liberado. O outro motorista está preso desde o dia do acidente.

Segundo a Polícia Civil, o carro foi um presente de uma familiar a Vitor no aniversário de 18 anos. Ela chegou a ser indiciada por entregar o veículo a pessoa não habilitada, mas não foi denunciada.

Um terceiro envolvido, que também está entre os acusados, é o carona do Corolla, que segundo o MP, concorreu com o crime por ter instigado a prática do racha como “platéia” para “estimular e alimentar o ego de Vitor de querer se exibir e mostrar quem é o melhor”.

Gabriel Vilela Dantas Lima Pinto, Vitor Renato Lopes da Silva e o carona foram denunciados pelo crime de homicídio com as qualificadores de emprego de meio que resultou em perigo comum e uso de recurso que tornou impossível a defesa da vítima, conforme o MP.

Além da imputação dos crimes, o MP também requereu indenização por danos morais e materiais aos ascendentes de Thiago. A denúncia foi recebida na sexta-feira (14) pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital.

Thiago da Silva Santos tinha 22 anos e morreu atropelado durante racha em Porto Velho na sexta-feira (24).  — Foto: Reprodução/Instagram
Thiago da Silva Santos tinha 22 anos e morreu atropelado

No dia seguinte ao acidente, um amigo que acompanhava Thiago no passeio de bicicleta contou que ele ainda tentou sinalizar antes de atravessar. Os dois retornavam para casa no momento do atropelamento.

Durante a coletiva de imprensa que anunciou a conclusão do inquérito do caso, o delegado Sandro Moura, lembrou que a vítima tinha o sonho de trabalhar de carteira assinada e era responsável por cuidar do pai, que usa cadeira de rodas.

Fonte: G1/RO

Polícia indicia três pessoas por morte de ciclista, durante racha em Porto Velho

Com o inquérito concluído e entregue à Justiça, nos próximos dias o Ministério Público deve decidir se apresenta denúncia contra os envolvidos.

Ciclista de 22 anos morreu após ser atropelado no Espaço Alternativo, em Porto Velho.  — Foto: Arquivo pessoal
Ciclista de 22 anos morreu após ser atropelado no Espaço Alternativo, em Porto Velho. — Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre uma disputa de racha que terminou com a morte de um ciclista de 22 anos no Espaço Alternativo de Porto Velho. Ao todo, três pessoas foram indiciadas, entre elas um parente do condutor do Corolla que teria chamado o outro motorista envolvido para a disputa.

As informações apuradas na investigação foram divulgadas em entrevista coletiva, concedida nesta quarta-feira (5), pelo delegado Sandro Moura, da Delegacia de Crimes Contra a Vida.

A equipe da delegacia descobriu durante as investigações que o suspeito de 18 anos, condutor do Corolla, ganhou o veículo de um parente no aniversário. Por esse motivo, o familiar foi indiciado por entregar o veículo ao rapaz sem habilitação. A identidade dos dois não foi revelada.

“Os pais parecem que querem deixar de ser pais, como se tivessem um fardo nas costas, quando o filho completa 18 anos. Mas não é bem assim e isso está evidenciado nesse caso. Porque ascendentes deram de presente de aniversário um Corolla nos 18 anos. Resultado: quem deu está respondendo junto com ele. Também foi indiciado”, explicou Moura.

O motorista de 18 anos deve responder por dirigir veículo sem habilitação e participação no homicídio do ciclista Thiago da Silva Santos.

Um motorista que estava na via no momento do acidente contou à polícia ter sido chamado pelo suspeito de 18 anos para disputar o racha, mas recusou. Mas logo à frente, Gabriel Vilela Dantas Lima Pinto, de 24 anos, teria aceitado a proposta.

O motorista de aplicativo Gabriel, condutor do veículo Chevrolet Onix — que atingiu Thiago —, foi indiciado por homicídio qualificado, por perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.

“Pra quem age dessa forma num local que é sabidamente movimentado daquele jeito, naquele horário, me parece que o resultado lhe é indiferente do que está fazendo”, afirmou o delegado.

Com o inquérito concluído e entregue à Justiça, nos próximos dias o Ministério Público deve decidir se apresenta denúncia contra os envolvidos.

“Foi o entendimento da Polícia Civil. O lugar [Espaço Alternativo] é do povo, quem frequenta é o povo, então nada melhor que o Tribunal do Júri, que é o povo quem julga”, disse Sandro Moura.

Durante a entrevista, o delegado destacou também o prejuízo social com a morte de Thiago. Isso porque a vítima estava prestes a ter a carteira assinada como pedreiro e era o responsável por cuidar do pai, que teve AVC e usa cadeira de rodas.

Sandro Moura reforçou que o objetivo das eventuais punições aos indiciados é cumprir “cunho pedagógico”, ou seja, servir de exemplo para a sociedade.

Gabriel Vilela foi preso em flagrante logo após o crime e segue preso preventivamente. Os outros dois indiciados respondem em liberdade.

Caso

Parte frontal do veículo que atingiu o ciclista em Porto Velho ficou completamente amassada.  — Foto: Mary Porfiro/Rede Amazônica
Parte frontal do veículo que atingiu o ciclista em Porto Velho ficou completamente amassada.

Thiago da Silva Santos foi atropelado na noite do dia 24 de julho enquanto andava de bicicleta com um amigo. No momento do acidente, o jovem ia em direção à residência onde morava, no bairro Jardim Santana.

Conforme o boletim de ocorrência, o jovem ainda sinalizou para atravessar, mas foi atingido na faixa de pedestres pelo carro em alta velocidade.

Segundo testemunhas, com o impacto da colisão, o ciclista foi arremessado a uma distância de 30 metros. A bicicleta do jovem ficou destruída.

Cinco dias depois do atropelamento, o motorista de 18 anos se apresentou na Delegacia de Homicídios acompanhado de um advogado. Ele foi ouvido e em seguida liberado. O carro usado no acidente ficou apreendido.

Fonte: G1/RO