Sesau diz que pelo menos 30% de pacientes internados com Covid em Rondônia têm parentes próximos na mesma situação

De acordo com a secretaria de saúde do estado, os índices deste padrão começaram a aumentar a partir de dezembro de 2020.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), identifica o perfil de pacientes internados na Rede Pública de Saúde direcionada ao tratamento de pessoas infectados com o novo coronavírus. O levantamento, feito às vésperas de completar um ano de pandemia da Covid-19, mostra que Rondônia já tem pelo menos oito variantes do vírus, tendo em vista que a doença se tornou mais grave com a contaminação de vários membros da mesma família.

Os dados vem preocupando os profissionais da área da Saúde, visto que os hospitais se encontram lotados e o número de pessoas contaminadas inseridas na mesma família vem crescendo. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, dados do Hospital de Campanha de Rondônia, em Porto Velho, apontam que pelo menos 30% dos pacientes que estão na unidade nesta nova fase da pandemia possuem parentes próximos na mesma situação, ou que já contraíram a Covid-19. Os índices deste padrão, de acordo com o relatório, começaram a aumentar a partir de dezembro de 2020. O perfil-padrão dos infectados também mudou. Segundo estatísticas da unidade hospitalar, enquanto no início da pandemia os idosos eram os mais suscetíveis à doença, agora adultos e jovens engrossam a lista de pacientes infectados.

“Às vezes é inevitável estar com pessoas por conta do trabalho, mercado, etc. Mas é possível manter uma distância mínima de segurança de pelo menos um metro. Não podemos baixar a guarda agora”, explica a diretora.

A diretora assistencial do Hospital de Campanha, Mariana Aguiar, acredita que esta contaminação familiar acontece na convivência doméstica. Ela explica que, no lar é onde as pessoas acabam se sentindo mais confortáveis e consequentemente deixam de lado os cuidados sanitários que evitam a proliferação do vírus.

Cuidados básicos de higienização devem ser mantidos  mesmo dentro de casa

A profissional de saúde reitera que mesmo cansadas da pandemia, as pessoas precisam continuar mantendo os cuidados básicos até mesmo dentro de casa, lavando constantemente as mãos, trocando as roupas utilizadas na rua e evitando o contato físico.

Fonte: Sesau

China enfrenta pior surto de covid-19 desde março de 2020

Foram registrados 100 novos casos da doença pelo sétimo dia

A China está enfrentando o pior surto de covid-19 desde março de 2020, com uma província registrando aumento diário recorde de casos, ao mesmo tempo em que um painel independente, que analisa a pandemia global, disse que a China poderia ter feito mais para conter o surto inicial.

O tabloide estatal Global Times defendeu, nesta terça-feira (19), a condução chinesa da covid-19, dizendo que nenhum país tinha experiência em lidar com o vírus.

“Olhando para trás, nenhum país poderia ter um desempenho perfeito ao enfrentar um vírus novo. Nenhum país pode garantir que não cometerá erros se uma epidemia semelhante ocorrer novamente”, afirmou a publicação.

A China registrou hoje mais de 100 novos casos de covid-19 pelo sétimo dia. Foram 118 novos casos nessa segunda-feira, contra 109 no dia anterior, informou a autoridade nacional de saúde em  comunicado.

Desses, 106 foram infecções locais, com 43 relatadas em Jilin, um novo recorde diário para a província do Nordeste, e 35 na província de Hebei, que circunda Pequim, segundo a Comissão Nacional de Saúde.

A própria capital chinesa relatou um novo caso, enquanto Heilongjiang, no Norte, teve 27 novas infecções.

Dezenas de milhões de pessoas estão em lockdown, enquanto algumas cidades do Norte passam por testes em massa, diante do temor de que infecções não detectadas possam se espalhar rapidamente durante o feriado do Ano Novo Lunar, daqui a algumas semanas.

Centenas de milhões de pessoas viajam durante o feriado, em meados de fevereiro, e trabalhadores migrantes voltam para suas províncias de origem para ver a família.

As autoridades apelaram às pessoas para que evitem viagens no feriado e fiquem longe de aglomerações, como casamentos.

O surto em Jilin foi causado por um vendedor infectado que viajava da província vizinha de Heilongjiang, local de um foco anterior de infecções.

O número total de novos casos assintomáticos, que a China não classifica como infecções confirmadas, caiu de 115 um dia antes para 91.

O número total de casos confirmados de covid-19 na China continental é de 89.454, enquanto o número de mortos permaneceu inalterado em 4.635.

Um painel independente de especialistas que analisa a pandemia, liderado pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e a ex-presidente liberiana Ellen Johnson Sirleaf, disse que as autoridades chinesas poderiam ter aplicado medidas de saúde mais enérgicas em janeiro do ano passado para conter o surto inicial.

Também criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por não declarar uma emergência internacional até 30 de janeiro.

Uma equipe da OMS está atualmente em Wuhan, cidade central da China onde a doença foi detectada pela primeira vez no fim de 2019, para investigar as origens da pandemia que matou mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: Agência Brasil

Governo do Amazonas anuncia toque de recolher e enviará pacientes para outros estados

O anúncio foi dado por pronunciamento nas redes sociais.

O governador do Amazonas, Wilson Lima anunciou, nesta quinta-feira (14/01), em pronunciamento nas redes oficiais do Governo do Amazonas, as ações frente ao recrudescimento da pandemia do novo coronavírus no estado, que incluem novas medidas de restrição, plano de abastecimento de oxigênio para as unidades hospitalares e remoção de pacientes para hospitais de outros estados. As ações são resultado de reunião com representantes do Comitê de Resposta Rápida – Enfrentamento Covid-19, composto pelos Governos do Estado, Federal e Municipal.

As ações foram tomadas diante do quadro epidemiológico da Covid-19 no Amazonas. Segundo o governador, a ampliação das medidas de restrição visa a proteção da vida das pessoas. O novo decreto será publicado restringindo o transporte coletivo de passageiros em rodovias e rios e suspendendo a circulação de pessoas nas ruas, em todo o estado, entre às 19h e 6h.

“Estamos baixando um decreto suspendendo o transporte coletivo de passageiros entre as rodovias e os rios, exceto o transporte de cargas. Estamos também decretando o fechamento das atividades de circulação de pessoas, entre 19h e 6h da manhã, exceto atividades e transporte de produtos essenciais à vida. E aí teremos o funcionamento de farmácias, mas para entrega de delivery e entrega por demanda. A circulação de pessoas que trabalham em áreas estratégicas e essenciais como saúde, segurança pública e imprensa também fica assegurada”.

Plano de abastecimento – Em relação ao abastecimento de oxigênio nas unidades hospitalares, o governador ressaltou que todas as medidas para solucionar as dificuldades logísticas de abastecimento do produto, apresentadas pela empresa responsável, estão sendo adotadas junto ao Governo Federal.

Pacientes serão transferidos para outros estados.



“O Estado do Amazonas está tomando algumas providências relacionadas à questão do oxigênio. Nós já entramos com uma ação na justiça contra a empresa para garantir que ela abasteça em quantidade suficiente a rede hospitalar para atender nossos irmãos acometidos da Covid-19. Desde a madrugada estou em contato com o Governo Federal, tenho conversado com o general Pazuello (ministro da Saúde), com o ministro da Defesa (Fernando Azevedo e Silva), com o general Heleno (ministro do Gabinete de Segurança Institucional), com outros ministros. O Planalto está mobilizado para que a gente possa superar esse momento o mais rápido possível. Nós estamos numa operação de guerra onde os insumos, sobretudo a questão do oxigênio nas unidades hospitalares, hoje, é o produto mais consumido diante dessa pandemia”, explicou o governador Wilson Lima.

O Governo do Amazonas também iniciou a transferência de pacientes para unidades hospitalares de cinco estados. Para isso, além do translado desses pacientes, o governo montou um grupo de apoio psicossocial para pacientes e familiares.

“Estamos montando também um grupo de apoio para esses pacientes e familiares que irão se deslocar para os outros estados. Esse primeiro grupo irá para o estado de Goiás, e outros grupos irão para os estados do Piauí, Maranhão, Brasília, Paraíba e Rio Grande do Norte. E aqui quero agradecer a esses governadores, que num gesto humanitário, estão estendendo a mão para que os nossos irmãos possam ser acolhidos nessas regiões”.

As reuniões do Comitê de Resposta Rápida vêm ocorrendo diariamente no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com os órgãos de controle, Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Fonte: Rondônia Agora

Pazuello vai a Manaus anunciar novas ações de combate à covid-19

Estado do Amazonas vive um avanço nos números de infectados e mortos pela doença. Ministro chega à cidade na segunda-feira (11)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, irá a Manaus nesta segunda-feira (11) para anunciar um plano de contingência para o Amazonas, estado que vive um avanço nos números de infectados e mortos pela covid-19.

De acordo com o Ministério da Saúde, Pazuello deve anunciar esforços que vão da reorganização do atendimento nos postos e hospitais ao recrutamento de profissionais de saúde; à abertura de leitos de UTI; e ao envio de equipamentos, insumos e medicamentos. À tarde, o ministro deve participar da entrega de 10 leitos de UTI e 118 leitos clínicos no Hospital Universitário Getúlio Vargas.

Vacinação

Durante a visita do ministro a Manaus, o governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que pretende discutir com ele o início da vacinação contra a doença no estado. Em vídeo publicado numa rede social, Lima informou que o Amazonas deve ter “um plano diferenciado, levando em consideração nossa logística. Nós estamos na maior região do país, em que muitos lugares só se chegam de barco ou, às vezes, de avião”.

Covid no Amazonas

Na última quinta-feira (7), Lima prorrogou por mais 180 dias (seis meses) o estado de calamidade pública no Amazonas, depois que hospitais do estado voltaram a ficar lotados com pacientes de covid-19. Na sexta-feira (8), o estado confirmou a morte de mais 54 pessoas pela doença, sendo que 43 delas faleceram nas últimas 24 horas.

Segundo dados da Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM), o estado soma 212.996 casos confirmados, com 5.669 óbitos. A média móvel, que é a média de mortes nos últimos sete dias, chegou a 32 na sexta-feira (8). Um mês antes, em 8 de dezembro, o índice era de 10 mortes.

Fonte: R7

Covid-19: Paris e outras 8 cidades francesas terão toque de recolher

França vive aumento de casos de infecção pelo novo coronavírus, e situação do sistema de saúde já se tornou preocupante para o governo

Em meio ao agravamento da situação hospitalar em diversas regiões, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quarta-feira (14) um toque de recolher em Paris e outras oito áreas metropolitanas em estado de alerta máximo devido à pandemia de covid-19.

O toque de recolher valerá de 21h às 6h e começará a vigorar a partir do próximo sábado, com uma duração inicial de quatro semanas e podendo ser prorrogado para seis, detalhou o mandatário em entrevista televisionada.

“Precisamos adotar medidas mais rígidas. Estamos em uma situação preocupante”, declarou o governante.

O objetivo da medida é frear o aumento dos contágios, de modo que o atual ritmo, de aproximadamente 20 mil por dia, caia para entre 4 mil e 5 mil.

Macron comentou que um novo confinamento geral da população “seria desproporcional”, motivo pelo qual considera o toque de recolher “uma medida pertinente”.

“Não será permitido ir ao restaurante depois das 21h, nem a festas na casa dos amigos”, explicou o presidente, que anunciou que haverá controles policiais e multas para os infratores, além de uma sistema de autorizações para quem precisar sair para o trabalho ou outros motivos incontornáveis.

A situação nas principais zonas metropolitanas da França tem se agravado mesmo com as medidas de restrições adotadas nas últimas semanas, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, o fechamento dos bares e um protocolo mais rígido para os restaurantes.

O cenário mais sério é em Paris, onde a taxa de positividade é de 320,9 para cada 100 mil habitantes e os pacientes com covid-19 já ocupam 45% dos leitos de unidades de terapia intensiva, segundo dados repassados pelas autoridades de saúde à Agência Efe nesta quarta-feira.

A pandemia de covid-19 já causou 33 mil mortes na França, de acordo com os últimos dados oficiais divulgados.

Fonte: R7

Europa tem mais restrições e medo de novos confinamentos

Países como França, Espanha, Reino Unido e Alemanha começam a endurecer regras para evitar disseminação ainda maior do coronavírus

As restrições e o medo de novos confinamentos aumentam na Europa em face da segunda onda de coronavírus.

A Espanha, país com mais casos na União Europeia, tem o epicentro da pandemia em Madri, onde até esta segunda-feira (21) havia 850 mil pessoas com liberdade de movimento limitada. Enquanto isso, o Reino Unido avisa que está em um “ponto crítico”.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, alertou nesta segunda-feira para o perigo de que o aumento dos casos novos casos de covid-19 na Europa acabe afetando a Alemanha e coloque a Espanha como exemplo de um lugar onde a pandemia “não está sob controle”.

Em entrevista à rádio pública nacional Deutschlandfunk, Spahn disse que o que o preocupava era “a dinâmica” da Alemanha.

Mas especialmente “em nossos vizinhos imediatos, como França, Áustria, Holanda, todos esses países têm uma incidência muito maior que a nossa e uma dinâmica, por exemplo, na Espanha, que parece não estar sob controle”, acrescentou.

Os casos de coronavírus em todo o mundo já ultrapassaram, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins, 31 milhões de pessoas e o número de mortos se aproxima de 961 mil.

Mobilidade limitada para 850 mil habitantes do sul de Madri

Áreas de Madri estão isoladas a partir de hoje
Áreas de Madri estão isoladas a partir de hoje

O sul de Madri amanhece esta segunda-feira com fortes medidas de limitação da mobilidade, que atinge 850 mil habitantes espalhados por seis distritos, especialmente no sul, e outros sete municípios da região.

Este semiconfinamento, nas zonas mais pobres e povoadas de Madri, significa que só será possível sair dessas áreas para atividades essenciais, como ir ao trabalho, frequentar a universidade ou cuidar de um idoso.

Além disso, outras medidas entram em vigor hoje, como a limitação das reuniões a seis pessoas, a redução da capacidade dos lugares para 50%, enquanto os velórios são limitados a 15 pessoas ao ar livre e dez em locais fechados, a lotação dos locais de culto. foi reduzida a 33% da capacidade máxima e parques e jardins foram fechados.

Reino Unido: se não houver medidas serão 50 mil atendimentos diários até meados de outubro

A pandemia da covid-19 está aumentando em todo o Reino Unido. As infecções diárias podem chegar a 50 mil e as mortes a mais de 200 por dia em meados de outubro se não forem tomadas medidas para conter o coronavírus, disse o diretor científico do governo, Patrick Vallance, na segunda-feira.

Os casos da doença dobram a cada sete dias, mas sem restrições a velocidade de expansão da pandemia vai disparar, explicou Vallance em apresentação junto com o diretor médico do governo, Chris Whitty.

Esses dois especialistas, principais assessores científicos do Executivo, se reuniram no fim de semana com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e com o ministro da Saúde, Matt Hancock, para avaliar o preocupante progresso da covid-19 no país, onde mais mais de 40 mil pessoas morreram desde o início da pandemia.

Na Alemanha, Munique também visa restrições

O chefe do Governo da Baviera, Markus Söder, anunciou a intenção de reduzir o número de eventos privados, aumentar o uso da máscara e restringir o consumo de álcool em locais públicos para conter o crescente número de casos em Munique.

Söder destacou a necessidade de reagir aos índices de contágio que são “muito altos” na capital bávara. No domingo, Munique havia atingido 55,6 novas infecções por 100 mil habitantes nos últimos sete dias.

O principal problema, disse Söder, são os “inúmeros eventos privados”, bem como as reuniões em locais públicos como as praças. Ele descreveu como “prioridade” manter as escolas e creches abertas e também evitar uma nova desaceleração econômica.

A Alemanha informou nesta segunda-feira que nas últimas 24 horas registrou 922 novos casos. O Instituto Robert Koch, um importante centro epidemiológico na Alemanha, alertou sobre um “novo aumento nas infecções”.

No total, a Alemanha soma 272.337 casos de coronavírus — em uma população total de 83,2 milhões de pessoas —, dos quais cerca de 242,2 mil já se recuperaram da doença. O número de mortos sobe para 9.386.

Bélgica nota aumento de casos, mas pede para não entrar em pânico

A Bélgica atingiu 102.295 casos acumulados de covid-19 desde o início da pandemia e apresenta uma taxa de 117,7 casos por 100 mil habitantes, em média, no período entre 4 e 17 de setembro, um aumento de 111% em relação a os dados da semana anterior

“Notamos que os aumentos continuam em todo o país”, disse um dos porta-vozes da equipe inter-federal belga contra o coronavírus, Boudewijn Catry, que destacou que por enquanto “o aumento de novas hospitalizações não parece se traduzir em aumento de mortes”.

Apesar de os dados na Bélgica aumentarem “como em muitos países europeus”, o comité belga dedicado à covid-19 considera que não se deve entrar em “pânico”, pois a situação pode ser reorientada segundo as “regras de ouro” sobre higiene, máscara, distanciamento físico e atividades ao ar livre ou com boa ventilação, evitar aglomerações e contato próximo com idosos.

Na França, Lyon se junta a outras cidades em medidas contra a covid-19

Na França, Lyon, a terceira cidade do país em população, anunciará em breve medidas para conter a pandemia do coronavírus.

Assim, junta-se a outras grandes cidades do país, como Nice, Bordeaux e Marselha. Em todos eles, a taxa de infecção é três ou quatro vezes superior ao nível de alerta de 50 casos por 100 mil habitantes.

As medidas deverão ser comparáveis ​​às aplicadas em Bordeaux e Marselha no fim de semana passado: proibição de reuniões de mais de dez pessoas em espaços públicos, redução para 1.000 pessoas no limite de afluência de eventos públicos, cancelamento de grandes eventos, suspensão de casamentos e limitação de visitas a asilos.

Com a taxa de incidência nacional de 83 casos por 100 mil habitantes, o governo alerta que a circulação do vírus na França é “muito ativa” e embora se expanda a uma velocidade três vezes menor do que na primavera passada, em o pico da epidemia, quer evitar a saturação do sistema de saúde.

Na Holanda, novas restrições para seis regiões do país

Na Holanda, novas restrições regionais entraram em vigor neste domingo, que foram aprovadas pelo governo na última sexta-feira.

Está previsto o fechamento de bares e restaurantes nas províncias ocidentais do país e a capacidade é limitada a 50 pessoas.

As medidas afetam apenas seis regiões ocidentais — com cidades como Amsterdã, Rotterdã, Utrecht, Haarlem e Haia — onde a estratégia que foi aplicada até agora se limitava, como no resto do país, ao distanciamento social, sem máscaras obrigatórias, exceto em transportes públicos e com escolas abertas em situação normal durante um mês.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, explicou em entrevista coletiva que essas medidas adicionais são “necessárias” para “recuperar o senso de emergência” porque “o vírus está voltando, os dados são preocupantes” e os holandeses são “menos rígidos” com as medidas que se aplicam agora.

Fonte: R7

OMS diz que crescimento de infecções entre jovens está provocando aumento de casos na Europa

Países europeus estão vendo uma proporção maior de novos casos entre os jovens, alerta órgão de saúde.

Europa teme novo pico da Covid-19 com aumento de casos diários

O diretor regional da Europa para a Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Kluge, afirmou que o aumento de infecções entre jovens pode estar provocando picos recentes de casos em todo o continente.

Ele disse ao programa Today da Rádio 4 da BBC que as autoridades precisavam se comunicar melhor com os mais jovens.

“Um número crescente de países está passando por surtos localizados e um ressurgimento de casos. O que sabemos é que isso é uma consequência da mudança no comportamento humano”.

“Estamos recebendo relatórios de várias autoridades de saúde sobre uma proporção maior de novas infecções entre jovens. Então, para mim, é o suficiente para repensarmos a melhor maneira de envolver os jovens.”

Kluge disse que, como pai de duas filhas, entende que os jovens “não queiram perder o verão”. disse ele.

Mas ele acrescentou: “Eles têm uma responsabilidade em relação a si mesmos, a seus pais, avós e comunidades. E agora sabemos como adotar comportamentos bons e saudáveis, então vamos aproveitar ess conhecimento”.

Semanas após os bloqueios começarem a ser amenizados em todo o continente europeu, os casos de novas infecções começam a aumentar em algumas áreas. Por isso, governos começaram a pedir mais cautela, além de adotar novas medidas para conter a disseminação do vírus.

Na terça-feira, o Senado italiano votou pela extensão do estado de emergência. O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, disse que as infecções estão aumentando em países vizinhos — incluindo França, Espanha e Bálcãs — e pediu uma vigilância extra para impedir que o vírus volte.

O chefe da agência de saúde pública da Alemanha também disse que está “muito preocupado” com o aumento de infecções. Lothar Wieler, chefe do Instituto Robert Koch (RKI), disse a repórteres na terça-feira que os alemães haviam se tornado “negligentes” e pediu às pessoas que usassem máscaras faciais e respeitassem as regras sociais de distanciamento e higiene.

A Alemanha resistiu bem ao surto inicial, mas, na semana passada, registrou 3.611 novas infecções.

A Grécia — que também resistiu bem nos primeiros meses da pandemia — disse que está tornando as máscaras obrigatórias novamente em lojas e serviços públicos após um aumento recente de infecções.

O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, disse que queria evitar outro lockdown e pediu às pessoas que “não baixem a guarda”.

E no Reino Unido, a súbita decisão do governo de impor uma quarentena de 14 dias aos viajantes que chegam da Espanha atrapalhou os planos de férias de milhares de pessoas. A Espanha criticou a medida como “injusta”, afirmando que o aumento de novas infecções por lá se limita em grande parte a apenas duas regiões.

Fonte: G1

Buenos Aires aumenta restrições para frear contágio de covid-19

Cerca de 93% dos casos no país estão na Grande Buenos Aires

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu prorrogar uma vez mais a quarentena no país, devido ao aumento do número de casos de contaminação pelo novo coronavírus. Entre os dias 1º e 17 de julho, os residentes na Região Metropolitana de Buenos Aires terão restrições de circulação ainda mais rígidas. A região tem 93% dos casos de todo o país.

A decisão de aumentar as medidas de controle foi tomada pelo presidente Fernández, em conjunto com o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, e o prefeito da capital, Horacio Rodríguez Larreta.

O anúncio das novas regras foi feito hoje (26). O governo determinou o retorno à fase 1 da quarentena, aquela com medidas mais rígidas. Há duas diferenças em relação à quarentena obrigatória decretada em 20 de março: os bancos poderão seguir abertos e estão autorizados passeios recreativos com crianças.

Ao anunciar as medidas, Fernández destacou que medidas mais duras são necessárias para diminuir o ritmo de contágio da doença e reforçou ter ciência de que haverá perdas econômicas.

“Temos que fazer algo para parar o ritmo de contágio, para aliviar os leitos ocupados, e seguir garantindo que todos os argentinos tenham a atenção que merecem. Para muitos, isso que estamos resolvendo e decidindo, é prolongar um problema que tem consequências econômicas, eu sei. Mas quero ser franco, o Banco Mundial diz que é a crise econômica mais grave desde o ano 1870″.

Nas novas regras, vigentes a partir de 1º de julho, todos os comércios deverão fechar as portas, exceto os de serviços essenciais, como venda de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Estima-se que cerca de 50 mil lojas deverão permanecer fechadas na capital do país. O transporte público, por exemplo, funcionará apenas para os trabalhadores dos serviços essenciais. As indústrias com protocolos de segurança e transporte para os empregados seguirão funcionando normalmente.

As práticas de atividades físicas durante a noite, que já tinham sido liberadas, serão novamente proibidas. Mas os passeios com crianças, para espairecer, seguirão liberados, desde que, por no máximo, uma hora e em um raio de 500 metros da moradia.

A última extensão da quarentena no país era até o dia 28 de junho. Para evitar um vácuo legal na segunda-feira (29) e terça-feira (30), o novo Decreto Nacional de Urgência entrará em vigor na segunda-feira, mas especificará que, na quarta-feira, 1º de julho, as novas restrições entram em vigor.

Dados

Na manhã de hoje, representantes do Ministério da Saúde argentino atualizaram os dados da pandemia. No total, o país tem 52.457 casos confirmados de covid-19, sendo 2.606 nas últimas 24 horas. O total de mortes chega a 1.167, sendo 34 nas últimas 24 horas. Entre todos os infectados, 8% correspondem a profissionais da saúde. Há 472 pessoas internadas em Unidades de Terapias Intensivas. Na região metropolitana de Buenos Aires, 54% dos leitos estão ocupados. O país já realizou mais de 318 mil testes, sendo 9.120 ontem (25).

No mundo, há mais de 9 milhões de pessoas contaminadas e o registro de mais de 479 mil mortes. Nas últimas 24 horas, globalmente, foram registrados 163 mil novos casos e mais de 5 mil mortes. As Américas representam 49,5% dos casos de todo o mundo, com 4,6 milhões de infectados. Desses, 50,6% estão nos Estados Unidos, 24,9% no Brasil e 1% na Argentina.

Fonte: Lílian Beraldo/ AB

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