Austrália é denunciada no Conselho de Direitos Humanos da ONU

Rússia, China e outros países condenaram os assassinatos e abusos ilegais cometidos por militares australianos

Em uma declaração conjunta ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, vários países, incluindo Rússia, China, Egito e Venezuela, condenaram os assassinatos e abusos ilegais de civis cometidos por militares australianos no exterior.

Os países denunciaram a Austrália no Conselho de Direitos Humanos da ONU por suas graves violações dos direitos humanos. Eles querem que o governo australiano inicie uma investigação sobre a morte de civis e outros crimes por tropas australianas no exterior.

Ao mesmo tempo, a declaração expressou profunda preocupação com a prática da Austrália de estabelecer centros de detenção offshore em outros países.

O comunicado, escreve o Global Times, observou que esses centros de detenção não oferecem condições médicas adequadas. Um grande número de imigrantes, refugiados e requerentes de asilo foram detidos durante um longo período de tempo, alguns indefinidamente, e os seus direitos humanos foram violados.

O comunicado, escreve o Global Times, observou que esses centros de detenção não oferecem condições médicas adequadas. Um grande número de imigrantes, refugiados e requerentes de asilo foram detidos durante um longo período de tempo, alguns indefinidamente, e os seus direitos humanos foram violados.

China e outros países instaram a Austrália a fechar imediatamente todos os centros de detenção offshore e a tomar medidas concretas para salvaguardar os direitos de grupos de imigrantes vulneráveis, especialmente crianças.

declaração conjunta também expressou preocupação com o fenômeno crescente de discriminação racial na Austrália, o aumento da violência contra as mulheres e os direitos desprotegidos dos povos indígenas no país, conclamando o país a proteger efetivamente os direitos humanos.

Fonte: Sputnik

Austrália: projeto obriga Facebook a pagar conteúdo jornalístico

Rede social decidiu abolir leitura e partilha desse conteúdo

O Facebook passou a proibir, a partir desta quinta-feira (18), a leitura e partilha de notícias por parte dos utilizadores na Austrália. Várias páginas informativas de departamentos governamentais, serviços de emergência e instituições de caridade foram também afetadas.

Essa é a resposta da rede ao Código da Negociação para a Comunicação Social, proposta apresentada pelo governo federal que obriga Google, Facebook e outras plataformas a chegarem a acordo para o pagamento de conteúdos jornalísticos às empresas que os produzem.

O ministro australiano das Finanças, Josh Frydenberg, acusa a empresa de Mark Zuckerberg de ação “autoritária”, e o primeiro-ministro, Scott Morrison, diz que se tratou de uma tentativa de intimidação, num momento em que ainda falta discutir e aprovar a lei no Senado.

A Austrália transformou-se, nos últimos meses, em um campo de batalha, onde se digladiam as empresas de big tech contra o governo e a comunicação social. O Código da Negociação para os Media, apresentado pelo governo, prevê que as plataformas online, como Facebook e Google, paguem às empresas de comunicação social pelos conteúdos noticiosos que acolhem e agregam. 

Horas depois da aprovação da proposta do Executivo australiano na Câmara dos Representantes, mas antes de começar a discussão no Senado, o Facebook decidiu banir a leitura e partilha de conteúdos noticiosos a partir de hoje. Foram também afetadas várias contas do governo ligadas ao combate à pandemia, páginas de meteorologia, em plena época de incêndios, e ainda dezenas de contas de instituições de caridade e organizações não governamentais.

“O Facebook esteve mal. As ações do Facebook foram desnecessárias, autoritárias e vão prejudicar a sua reputação aqui na Austrália”, disse o ministro das Finanças em entrevista coletiva.

Frydenberg acrescentou que “o bloqueio a páginas do governo – com informação de apoio durante a pandemia, sobre saúde mental, serviços de emergência ou o bureau de meteorologia – não têm nada que ver com o código de negociação para os media”.

“Não seremos intimidados”

Ontem, o Facebook anunciou, em comunicado, a restrição da leitura e partilha de notícias por utilizadores e páginas, incluindo conteúdo internacional, em resposta ao código de negociação para os media, ainda em discussão.

“A lei que é proposta [pelo governo australiano] interpreta de forma errada a relação entre a nossa plataforma e os editores que a usam para compartilhar os conteúdos noticiosos. Isso deixa-nos perante uma escolha difícil: tentar cumprir uma lei que ignora a realidade desse relacionamento ou parar de permitir conteúdos noticiosos nos nossos serviços na Austrália. É com um peso no coração que escolhemos a última hipótese”, anunciou William Easton, responsável pela Facebook na Austrália e Nova Zelândia.

Para o primeiro-ministro, as ações do Facebook, ao cortar serviços de informação essenciais sobre saúde e serviços de emergência, foram tão arrogantes quanto decepcionantes. “Estou em contato regular com os líderes de outras nações sobre essa questão”, disse Morrison em post publicado no Facebook.

“Não seremos intimidados pela big tech (empresa de tecnologia) que está tentando pressionar o nosso Parlamento enquanto vota o importante Código de Negociação para os Media (News Media Bargaining Code). Da mesma forma que não ficamos intimidados quando a Amazon ameaçou deixar o país, ou quando a Austrália se juntou a outras nações para combater a publicação de conteúdos de terrorismo nessas plataformas”, acrescentou o governante.

Google e News Corp chegam a acordo

A proposta do governo australiano – que recebeu luz verde da câmara baixa, mas ainda terá de ser aprovada pelos senadores – tem por objetivo garantir a retribuição monetária às organizações de comunicação social pelo conteúdo produzido.

Prevê-se, com o Código da Negociação para a Comunicação Social, que as plataformas digitais cheguem a acordo com as empresas de media para o pagamento de um determinado valor. Caso não haja um entendimento, esse valor será definido por lei.

A News Corporation, gigante dos media controlada por Rupert Murdoch, chegou a acordo com a Alphabet Inc para a difusão e partilha de notícias por meio das ferramentas da Google, e passa assim a receber “pagamentos significativos” da plataforma para o uso de conteúdos multimídia.

Robert Thomson, presidente da News Corp, elogiou o governo australiano pelo “apoio firme ao país e ao jornalismo” ao promover a partilha das receitas dessas plataformas com as empresas de comunicação social. Na Austrália, a Google já chegou a acordo com a Seven West Media e continua a negociar com a Australian Broadcasting Corp o pagamento dos conteúdos. 

Facebook

“Entendemos que muitos possam perguntar por que é que as plataformas respondem de forma diferente. A resposta é que as nossas plataformas têm uma relação fundamentalmente diferente com os conteúdos noticiosos. A ferramenta de pesquisa da Google está intrinsecamente ligada às notícias, e os editores não providenciam este conteúdo de forma voluntária, diz o Facebook em comunicado. Por outro lado, os editores optam, de boa vontade, por partilhar as notícias no Facebook, uma vez que isso lhes permite obter mais subscrições, aumentar a audiência e as receitas de publicidade”, lê-se no comunicado da empresa da Mark Zuckerberg.

Oportunidade para a desinformação

O porta-voz do Facebook frisou que a empresa foi “forçada” a bloquear o conteúdo noticioso uma vez que o projeto de lei, ainda por aprovar, “não fornece orientações claras sobre a definição de conteúdos de notícias”. Acrescentou que foi adotada uma definição ampla para respeitar a lei.

“A nossa ação concentra-se na limitação de editores e utilizadores na Austrália em partilhar ou ler noticias australianas ou internacionais”, esclareceu o porta-voz, citado pela agência Reuters. 

Sobre as páginas governamentais, de emergência, meteorologia ou de caridade que foram indevidamente bloqueadas, o porta-voz garante que a informação desses sites afetados será revertida em breve.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Fonte: Agência Brasil

Austrália vai vacinar refugiados e requerentes de asilo contra covid

Plano do governo é imunizar a maior quantidade de pessoas possível até outubro e autoridades comprarão mais vacinas

A Austrália distribuirá gratuitamente a vacina contra covid-19 a refugiados, requerentes de asilo, indocumentados e estrangeiros com vistos temporários, anunciou o ministro da Saúde Greg Hunt na quinta-feira (4), além dos cidadãos australianos.

O plano das autoridades australianas é imunizar voluntariamente toda a população até outubro deste ano.

“Temos que garantir que todos em solo australiano estejam seguros” contra o vírus, disse Hunt em uma entrevista coletiva em Canberra, junto com o primeiro-ministro Scott Morrison, anunciando o compromisso de comprar mais 10 milhões de doses da vacina fabricada pela Pfizer.

O país oceânico, que está entre os dez melhores países que controlaram a pandemia, comprou um total de 150 milhões de doses de vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Novavax para vacinar seus mais de 25 milhões de habitantes até o final do mês.

A Austrália acumulou mais de 28,8 mil casos de covid-19 desde o início da pandemia, incluindo 909 mortes, e enfrenta pequenos surtos de covid-19 nas cidades de Perth e Melbourne, onde os trabalhadores do hotel em quarentena tiveram testes positivos nesta semana para coronavírus.

Fonte: R7

Austrália deverá manter fronteiras fechadas em 2021

Medida deve vigorar mesmo que maioria seja vacinada

A Austrália deverá manter as fronteiras fechadas durante a maior parte de 2021, mesmo que a maioria da sua população de 25 milhões de pessoas seja vacinada nos próximos meses.

“Acredito que teremos restrições fronteiriças significativas durante a maior parte deste ano, mesmo que a maioria da população seja vacinada. Não sabemos se (a vacina) irá impedir a transmissão do vírus”, disse o secretário do Ministério da Saúde, Brendan Murphy.

De acordo com pesquisa feita no mês passado pela empresa de consultoria Roy Morgan, cerca de 75% da população australiana, que iniciará o seu programa de vacinação contra covid-19 em meados de fevereiro, pretendem ser imunizados contra o  novo coronavírus. As autoridades australianas buscam determinar a segurança das vacinas..

A Austrália tem mantido as suas fronteiras internacionais fechadas desde março de 2020 e só permite a entrada dos seus residentes e cidadãos, alguns dos seus familiares mais próximos, diplomatas e outras exceções.

As autoridades australianas anunciaram, nesse fim de semana, que vão disponibilizar 20 voos “charter” para repatriar alguns dos mais de 30 mil residentes e cidadãos australianos no estrangeiro, depois de a companhia aérea Emirates ter anunciado que iria suspender os voos para Melbourne, Sidney e Brisbane.

Qualquer pessoa que entre no país está sujeita a uma quarentena obrigatória de 14 dias, como é o caso dos tenistas que participam do Open da Austrália, agendado entre 8 e 21 de fevereiro.

Até a data, 72 jogadores foram forçados a ficar confinados em seus quartos de hotel em Melbourne. Todos os jogadores que viajaram para participar do Open da Austrália estão obrigados a fazer quarentena, embora possam treinar, sob supervisão, durante o máximo de cinco horas.

*Com informações da RTP

Fonte: Graça Adjuto A/B

Austrália detecta mutação do coronavírus em viajantes britânicos

Nova variante do SARS-CoV-2 foi inicialmente detectada em vários pacientes no Reino Unido e é 70% mais contagiosa, segundo o governo

A Austrália anunciou nesta segunda-feira (21) que detectou casos da nova cepa mais virulenta do coronavírus identificada no Reino Unido, e Hong Kong disse que suspenderá voos britânicos.

A nova variante do vírus, que o Reino Unido disse poder ser até 70% mais contagiosa, foi encontrada em dois viajantes que iam deste país ao estado australiano de Nova Gales do Sul.

Ambos estão em quarentena, e o pico recente de infecções de Sydney não tem relação com este fato, disseram autoridades.

A nova cepa levou os vizinhos europeus do Reino Unido e vários outros países, como Canadá e Irã, a fecharem as portas a viajantes britânicos.

Itália, Espanha e Suíça também detectaram a mutação do vírus em pacientes diagnosticados com covid-19.

Pouco se sabe sobre a variante, mas especialistas disseram que as vacinas atuais devem se eficientes contra ela.

Nações asiáticas como o Japão e a Coreia do Sul disseram que estão monitorando a nova cepa enquanto combatem um pico de infecções em casa.

Hong Kong

Hong Kong adotou medidas de restrição
Hong Kong adotou medidas de restrição

Hong Kong se tornou a primeira cidade da região a proibir voos britânicos na tentativa de conter os números de casos já em crescimento no denso pólo financeiro.

A região administrativa especial da China disse nesta segunda-feira que as pessoas que chegarem do Reino Unido antes de 22 de dezembro terão que ficar em quarentena durante três semanas, ao invés de duas.

A Coreia do Sul, que impõe uma quarentena de 14 dias a qualquer pessoa que entra no país, disse que está estudando novas medidas para voos do Reino Unido e que examinará duas vezes as pessoas vindas de lá antes de liberá-las da quarentena.

Os casos novos passaram de mil por dia na Coreia do Sul várias vezes na semana passada. No domingo, o país relatou um surto em uma prisão de Seul, onde 188 detentos e funcionários foram infectados.

Taiwan, que também adota uma quarentena de 14 dias, disse no domingo que no momento não tem planos para impedir os voos britânicos.

A Índia anunciou uma suspensão de todos os voos vindos do Reino Unido até o final do ano e disse que todos os passageiros que chegarem do Reino Unido antes disso serão testados ao desembarcarem nos aeroportos.

A nova cepa surgida em solo britânico coincide com um aumento de casos em vários países asiáticos que anteriormente contiveram a pandemia com sucesso. A disparada levou a lockdowns localizados em alguns deles e a campanhas de exames mais agressivas.

Fonte: R7

Austrália: Fechamento de fronteiras impedem até premiê de viajar

No mês que vem em Queenland acontecem as eleições estaduais e a final de rúgbi e estado obriga viajantes a passarem por quarentena de 14 dias

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, aceitou nesta quinta-feira (17) que o estado de Queensland não vai permitir que ele viaje a trabalho sem passar por uma quarentena, o que simboliza a rigidez do fechamento das fronteiras internas do país devido à pandemia do novo coronavírus.

O presidente não poderá ir a Queensland (nordeste) no mês que vem, onde acontecem as eleições estaduais e a final de rúgbi, esporte do qual gosta muito, se não passar por um isolamento de 14 dias, conforme autoridades do estado determinaram.

“O primeiro-ministro está indo onde pode. Acho que será difícil, dadas as medidas que eles têm (em Queensland). Mas tenho um trabalho muito ocupado, tenho muito a fazer agora e vou me concentrar no que os australianos precisam. E suspeito que não poderei ir à grande final [de rúgbi]”, disse Morrison com resignação.

Fechamento interno das fronteiras


Com o início da pandemia, os oito estados e territórios da Austrália impuseram o fechamento total ou parcial de suas fronteiras, que primeiro relaxou e depois se endureceu novamente com o surto de coronavírus na cidade de Melbourne, que desencadeou 7.920 infecções em 1º de julho para mais de 26.800 hoje.

Os estados australianos, que desfrutam de grande autonomia do governo central aplicam restrições próprias de mobilidade a viajantes de outras regiões.
 

Por exemplo, a Austrália Ocidental mantém suas fronteiras fechadas com algumas exceções e Queensland exige um período obrigatório de quarentena para aqueles que estiveram em Nova Gales do Sul. Victoria e o Território Federal da Capital, cujas capitais são Sydney, Melbourne e Canberra, respectivamente.

Obstáculos ao deslocamento interno levaram a companhia aérea Qantas a se associar a vários jornais nacionais, como o Sydney Morning Herald, para aumentar a pressão pela reabertura das fronteiras e a adoção de uma definição unificada do que é um foco do coronavírus.

“Mostre o seu apoio à abertura segura das nossas fronteiras nacionais”, diz a mensagem da campanha publicada nesta quinta-feira (17), quando a Austrália registrou um aumento diário de 34 infecções, incluindo 28 em Victoria e 5 em Nova Gales do Sul, em resultado de um queda nas infecções locais nesta segunda onda de coronavírus.

Queensland na mira

O primeiro-ministro liberal – que na semana passada pediu sem sucesso ao chefe do governo de Queensland, o Partido Trabalhista Annastacia Palaszczuk, para permitir que uma mulher, Sarah Caisip, comparecesse ao funeral de seu pai – insistiu na quinta-feira que seria eles devem fazer exceções por razões humanitárias.

As restrições em Queensland também foram questionadas após o caso de Mark Keans, que sofre de câncer terminal e cuja família recebeu cerca de 145.570 dólares (cerca de R$ 759 mil) em doações para que seus quatro filhos pudessem viajar para vê-lo devido aos altos gastos da quarentena.

A polêmica também atingiu o ator norte-americano Tom Hanks, que na semana passada voltou ao país para continuar as filmagens do filme “Elvis”, já que houve acusações cruzadas entre o governo federal e o estado de Queensland quanto ao tratamento especial diferenciada para celebridades e cidadãos comuns.

Apesar de a polêmica centrar-se em Queensland, a Austrália Ocidental é a única jurisdição do país que tem suas fronteiras mais estritamente fechadas, enquanto no início do mês quebrou o consenso alcançado entre o governo central e os estados e territórios a respeito do protocolos a seguir em face da covid-19.

Fonte: R7

Austrália tem novo maior número de mortes diárias por covid-19

O estado de Victoria registrou 41 novas mortes por covid-19, o que representa o maior aumento diário registrado no país desde o início da pandemia

As autoridades da Austrália informaram nesta segunda-feira (31) que o estado de Victoria, epicentro da segunda onda do novo coronavírus, registrou 41 novas mortes por covid-19, o que representa o maior aumento diário registrado no país desde o início da pandemia.

O chefe do governo de Victoria, Daniel Andrews, disse em Melbourne que do total dessas mortes relatadas, 33 ocorreram nos últimos dias e o restante entre ontem e hoje.

“Pelo menos 37 deles estão ligados a asilos e surtos”, disse Andrews, também anunciando um aumento de 73 novas infecções em Victoria, o segundo estado mais populoso do país.

Victoria é responsável por 565 das mais de 650 mortes registradas na Austrália, país com mais de 25,7 mil infecções confirmadas desde o início da pandemia.

Plano de desconfinamento

Andrews também indicou que anunciará no próximo dia 6 de setembro um roteiro para o desconfinamento de Victoria, já que as autoridades ainda precisam coletar dados por mais uma semana “para garantir que a estratégia continue funcionando”.

O anúncio tão esperado trará alívio para cerca de 5 milhões de moradores de Melbourne que estão confinados desde 9 de julho, após o surto de coronavírus detectado no final de junho, que empurrou os números de 2,2 mil infecções para mais de 19 mil atualmente registrados em Victoria.

Fonte: R7

Austrália fecha fronteira pela 1ª vez em 100 anos para deter a covid

Na outra ocasião, autoridades fecharam as fronteiras estaduais de Victoria e Nova Gales do Sul em 1919, durante a pandemia de gripe espanhola

A fronteira entre os dois estados mais populosos da Austrália fechou nesta de terça-feira (7) por tempo indeterminado, devido a um surto local de coronavírus.

A decisão marca a primeira vez em que a divisa com a vizinha Nova Gales do Sul foi fechada em 100 anos – autoridades impediram a circulação entre os dois Estados em 1919, durante a pandemia de gripe espanhola.

O número de casos de covid-19 de Melbourne, a capital de Victoria, aumentou nos últimos dias, o que levou as autoridades a imporem ordens rígidas de distanciamento social em 30 subúrbios e a colocar nove torres de moradias públicas em isolamento total.

O Estado relatou 127 infecções novas por covid-19 de domingo (5) para segunda-feira, seu maior aumento em 24 horas desde que a pandemia começou. Uma morte foi registarda, a primeira do país em mais de duas semanas, o que elevou o total nacional a 105.

“É a decisão sensata, a decisão certa neste momento, dados os desafios significativos que enfrentamos para conter o vírus”, disse Andrews aos repórteres em Melbourne ao anunciar o fechamento da fronteira.

Andrews disse que a decisão de fechar a fronteira, que entra em vigor às 23h59 de terça-feira, foi tomada juntamente com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e com a premiê de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian. A única outra divisa interna de Victoria, com o estado da Austrália do Sul, já está fechada.

A interdição provavelmente será um golpe na recuperação econômica da Austrália, que ruma para sua primeira recessão em quase três décadas.

A Austrália está se saindo melhor do que muitos países durante a pandemia de coronavírus, já que teve pouco menos de 8.500 casos até o momento, mas o surto de Melbourne causou alarme. O país relatou uma média de 109 casos diários na semana passada – na primeira semana de junho a média foi de somente 9 casos diários.

Fonte: R7