Criação de aves deve beneficiar mais produtores em RO

O intuito do governo é buscar novas formas para auxiliar a alavancar a atividade da avicultura e garantindo mais oportunidades de empregos e melhorias para os produtores.

O Governo de Rondônia tem buscado várias alternativas de investimentos para fomentar o setor produtivo do agronegócio. Na semana passada, uma equipe formada pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) visitou a empresa Globoaves de Espigão do Oeste, único frigorífico de aves instalado no Estado, com serviço de Inspeção Federal (SIF), habilitado para exportação e que comercializa seus produtos com a marca Avenorte.

O intuito do governo é buscar novas formas para auxiliar a alavancar a atividade da avicultura em Rondônia, garantindo mais oportunidades de empregos e melhorias para os produtores.

A indústria pretende aumentar em 20% sua capacidade de abate e com isso gerar mais de mil vagas de empregos

O frigorífico abate de segunda a sexta-feira 60 mil aves por dia, totalizando 300 mil por semana com sistema de integração avícola. De acordo com a médica veterinária responsável pelo incubatório da Globoaves, Kauana Rando, para o próximo mês, a indústria irá expandir o abate em um dia, no sábado, e com isso a soma de cabeças abatidas saltará para 360 mil aves por semana, um aumento de 20% na capacidade de produção para a unidade.

A projeção para o ano de 2021 é de aumentar esse volume para 480 mil aves por semana, abatendo 80 mil aves diariamente de segunda a sábado. A indústria pretende aumentar em 20% sua capacidade de abate e com isso gerar mais de mil vagas de empregos, diretas e indiretas.

Além da produção de pintos de um dia para abastecer a integração avícola da unidade, a Globoaves, que hoje é uma das maiores produtoras de ovos férteis e pintos de um dia no Brasil, distribui na região de Rondônia cerca de 75 mil pintaínhos .

No setor de integração, onde se é produzido o frango de corte para o abate no frigorífico, a empresa fornece o pintinho com um dia de vida para o integrado, a ração que é fornecida conforme cada fase de vida da ave balanceada e ideal para todo ciclo (em média 45 dias), além de todo o acompanhamento técnico de médicos veterinários e zootecnistas.

Segundo o secretário da Seagri, Evandro Padovani, a Globoaves é a primeira empresa no Estado de Rondônia que está com esse ramo de atividade em crescimento e por determinação do governador Marcos Rocha, o Estado dará todo o apoio para alavancar o setor e oportunizar mais uma forte atividade para o produtor rural.

O gerente de desenvolvimento da pecuária da Seagri, Fabiano Cremonini, informa que a venda de cortes de frango produzidos pela Globoaves ainda é realizada somente no mercado interno, mas a empresa já tem projetos para realizar exportação para diversos países.

Entre os trabalhos realizados pelas equipes técnicas da Seagri e Emater, estão as visitas aos produtores com o objetivo de auxiliar e ajudar a melhorar o setor de avicultura no Estado.

Fonte: Seagri

Estados querem que Bolsonaro mantenha beneficio a estatais na lei do saneamento

Os governadores afirmam que se o veto for confirmado haverá insegurança jurídica no setor.

Um grupo de governadores enviou ao presidente Jair Bolsonaro uma carta solicitando que não seja vetado um artigo da lei que instaura o novo marco do saneamento básico. Leia a íntegra. A cerimônia de sanção da lei está prevista às 13h desta quarta-feira (15).

O trecho que os governadores querem manter e está ameaçado de veto pelo governo trata de um período de transição para que os contratos firmados pelas empresas estatais sejam mantidos nas regras anteriores à lei.

Os governadores afirmam que se o veto for confirmado haverá insegurança jurídica no setor.

“Se esse dispositivo vier a ser vetado, como se sugere em recentes movimentos corporativos e políticos, extirpando assim o processo de transição para o novo marco, teremos não apenas insegurança jurídica, passíveis de questionamentos em medidas judiciais, com o risco de conduzir à estagnação do setor, mas também a paralisação imediata de uma série de ações e projetos em andamento”.

Hoje os contratos assinados entre os municípios e as empresas estatais de saneamento são dispensados de licitação. A mudança aprovada pelo Congresso exige a licitação e coloca as empresas prestadoras de serviço, tanto privadas quanto públicas, nas mesmas condições de competição.

O texto aprovado prevê um período de 30 anos no qual os atuais contratos estatais de programa poderão ser renovados pelas partes, por mais 30 anos, até 30 de março de 2022. O mesmo se aplica às situações precárias, nas quais os contratos terminaram, mas o serviço continuou a ser prestado para não prejudicar a população até uma solução definitiva.

São 16 os governadores que apoiam o texto endereçado ao presidente. Os primeiros a apoiarem a carta foram Wellington Dias (PT-PI), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Paulo Câmara (PSB-PE) e Renato Casagrande (PSB-ES).

Leia a lista dos outros signatários:

Rui Costa (PT-BA)

Camilo Santana (PT-CE)

Flávio Dino (PCdoB-MA)

João Azevêdo (Sem partido-PB)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Belivaldo Chagas (PSD-SE)

Waldez Goes (PDT-AP)

Ibaneis Rocha (MDB-DF)

Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)

Mauro Mendes (DEM-MT)

Ratinho Junior (PSD-PR)

Comandante Moisés (PSL-SC)

Fonte: Congresso em Foco