Dólar fecha em leve queda com recuperação no exterior

Bolsa subiu 0,81% influenciada por mercado norte-americano

Depois de fechar no maior nível em quase dois meses ontem (19), o dólar recuou um pouco nesta terça-feira (20) e fechou em leve baixa. A bolsa de valores parou de cair após três sessões seguidas de perdas e recuperou o nível de 125 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,231, com queda de R$ 0,019 (-0,37%). A cotação teve um dia de volatilidade. A moeda norte-americana avançou pela manhã, atingindo R$ 5,29 na máxima do dia, por volta das 10h30. No início da tarde, passou a recuar, até chegar a R$ 5,21 perto das 13h.

Nas horas finais de negociação, o movimento de queda perdeu força, e a moeda fechou praticamente estável. A divisa acumula alta de 5,19% em julho. Em 2021, a valorização chega a 0,81%.

O mercado de ações teve um dia mais otimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.401 pontos, com alta de 0,81%. No início do pregão, o indicador operou perto da estabilidade, mas passou a subir com a recuperação no mercado externo e com a alta dos preços internacionais do petróleo.

Ontem, o dólar teve a maior alta diária em dez meses e a bolsa fechou no menor nível desde o fim de maio por causa das preocupações com a disseminação da variante delta do novo coronavírus. A possibilidade de que novas medidas de restrições sociais limitem a recuperação em economias avançadas aumentou o pessimismo no mercado global.

Hoje, o clima no exterior foi mais otimista, com as bolsas norte-americanas registrando forte alta e influenciando o mercado financeiro em todo o planeta. Investidores aproveitaram a queda no preço de ações para comprarem papéis, abrindo caminho para a recuperação dos índices e diminuindo a pressão sobre o câmbio.

Os preços do petróleo, que ontem tinham caído por causa das preocupações com a variante delta e do acordo da Organização dos Países Exportadores (Opep) para aumentar a produção nos próximos dois, anos, voltaram a subir hoje. Essa alta influencia ações de empresas petroleiras, as mais negociadas em várias bolsas, como a brasileira.


*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Dólar fecha em R$ 5,11 e tem primeira queda semanal em julho

Na semana, queda chegou a 2,66%; Ibovespa recuou 1,18% hoje

Num dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar fechou praticamente estável, depois de passar a maior parte do dia em queda. Mesmo assim, a divisa teve o primeiro recuo semanal em julho. Influenciada pelo cenário externo, a bolsa de valores caiu pela segunda vez consecutiva e reverteu os ganhos dos últimos dias.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (16) vendido a R$ 5,115, com alta de apenas 0,01%. A cotação operou em queda na maior parte do dia, chegando a cair para R$ 5,07 na mínima da sessão, por volta das 14h. A moeda, no entanto, reagiu ao longo da tarde e fechou na estabilidade.

A divisa encerrou a semana com queda de 2,66%, a primeira baixa após duas semanas seguidas de valorização. Em julho, o dólar acumula alta de 2,86%.

O mercado de ações teve um dia mais pessimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta sexta aos 125.960 pontos, com recuo de 1,18%. O indicador chegou a operar em alta até por volta das 12h30, mas reverteu o movimento, influenciado pelo cenário externo.

Em relação ao dólar, tanto o cenário doméstico como fatores internacionais influenciaram o câmbio. A divulgação de que as vendas no varejo subiram 0,6%, em junho, nos Estados Unidos, fez a moeda norte-americana subir em relação às principais divisas do planeta.

O bom desempenho da economia norte-americana pode fazer com que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) antecipe o fim dos estímulos concedidos por causa da pandemia de covid-19. No entanto, a alta no preço das commodities (bens primários com cotação internacional), a recuperação da atividade econômica e a expectativa de que o Banco Central brasileiro continue a aumentar a taxa Selic seguraram a alta do dólar no Brasil.

A bolsa de valores não teve o mesmo movimento. Influenciado pela queda das bolsas norte-americanas, o Ibovespa não sustentou os ganhos do início do dia e teve a segunda sessão seguida de queda.

*Com informações da Reuters.

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai pela primeira vez no mês e fecha a R$ 5,17

Bolsa recupera-se de quedas recentes e sobe 1,73%

Em um dia de alívio no mercado financeiro, o dólar caiu pela primeira vez no mês e voltou a ficar abaixo de R$ 5,20. A bolsa de valores recuperou-se de quedas recentes e subiu quase 2%, voltando aos 127 mil pontos.

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (12) vendido a R$ 5,174, com recuo de R$ 0,065 (-1,75%). A moeda começou o dia em alta, chegando a R$ 5,27 nos primeiros minutos de negociação, mas a cotação começou a recuar ainda durante a manhã, acompanhando o mercado externo.

A divisa acumula valorização de 4,04% em julho, mas voltou a registrar queda no acumulado do ano. Em 2021, o dólar tem pequeno recuo de 0,2%.

Na bolsa de valores, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 127.594 pontos, com alta de 1,73%. O indicador recuperou-se das perdas da semana passada, quando tinha acumulado recuo de 1,72%.

Apesar das tensões políticas no Brasil, o mercado recuperou-se motivado tanto por fatores internos como externos. No mercado internacional, as bolsas americanas voltaram a bater recorde, com o avanço da imunização contra a covid-19 em diversos países e a divulgação de lucros elevados de diversas empresas norte-americanas.

No Brasil, a expectativa de mudanças na reforma tributária, cujo relatório está previsto para ser apresentado amanhã (13), animou os investidores. A expectativa de que o Banco Central continue a elevar a taxa Selic (juros básicos da economia) para segurar a inflação também atraiu recursos externos.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Consórcio Vigor Turé vence leilão para construção do novo Hospital João Paulo II em Rondônia

O formato de implementação da nova unidade de saúde no estado, segue o padrão do Hospital Regional de São José dos Campos, em SP, onde foi realizada uma visita técnica.

Após décadas de espera por uma unidade de atendimento médico com a qualidade que Rondônia necessita, em especial a capital Porto Velho, na quarta-feira (7) foi declarado vencedor da licitação na Bolsa de Valores de São Paulo, o Consórcio Vigor Turé para construção do novo Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia.

Com previsão de uma estrutura que contempla 399 leitos, o hospital funcionará ininterruptamente, 24 horas durante os sete dias da semana. Além disso, também proporcionará ao cidadão, um centro cirúrgico com 9 salas e 15 leitos, sendo 5 salas de hemodinâmica e 64 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Das empresas participantes, a vencedora encaminhou a proposta, com menor valor de pagamento mensal, ficando 12,45% abaixo da estimativa inicial. O modelo é utilizado há anos por iniciativas privadas, principalmente do ramo hospitalar. Comparativamente aos projetos tradicionais de construção de hospitais, o mesmo projeto do novo empreendimento demoraria cerca de dez anos para ser concluído.

Inicialmente, um estudo de viabilidade econômica, financeira e social feito por uma equipe técnica formada pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp/SP), identificou que o valor mensal a ser custeado pelo hospital seria de R$ 3,3 milhões. O resultado do consórcio vencedor, com custo 12% inferior ao estudo, representa mais uma vitória do Estado com base no princípio da economicidade do projeto.

O formato de implementação da nova unidade de saúde segue o padrão do Hospital Regional de São José dos Campos, em São Paulo, onde foi realizada uma visita técnica, oportunidade em que foram alinhadas as necessidades da saúde pública rondoniense.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou no momento prévio à batida de martelo do certame que este trabalho vai salvar vidas. O governador afirmou que o grande salto da história da gestão pública de Rondônia é hoje.

“Há 20 anos esta obra já deveria estar finalizada. Teríamos salvado muitos dos nossos. Daremos estrutura, dignidade, atendimento  de qualidade para nossa população”, emocionou-se.

A contratação do projeto, construção e uso será uma inovação do governo rondoniense, pois vai utilizar uma das plataformas mais atuais de parceria público-privada que é a Built-to-Suit (BTS – construído para servir). A execução do novo Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia foi possível graças ao Fundo Estadual para Implantação do Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia. Ele foi criado pela Lei Complementar nº 1033/2019 para ser a maior inovação no atendimento emergencial à saúde em Porto Velho. Com o projeto vai ser possível a substituição gradual do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II.

O fundo garantidor foi aprovado em agosto de 2019 na Assembleia Legislativa de Rondônia, onde foram aportados R$ 50 milhões doados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Ainda na modalidade de contratação escolhida, o particular realiza o empreendimento e arca também com a manutenção do espaço durante o prazo definido. No caso do novo Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia, a vigência do contrato é de 30 anos, podendo ser prorrogado a interesse da Administração. Após o prazo, a titularidade passa a ser do ente público contratante.

O vice-presidente da B3, Mario Palhares, deu abertura à licitação onde demonstrou a importância de um projeto voltado à saúde pública, principalmente neste momento de pandemia. “Agradeço ao Estado de Rondônia pela confiança de colocar o primeiro projeto desta magnitude com a B3 que será construído na capital [Porto Velho]. Nos enche de orgulho contribuir para a melhoria da qualidade de vida de Rondônia”, pontuou.

O Pronto-Socorro João Paulo II foi construído há mais de 35 anos e, até hoje, sofre com altas demandas de pacientes.

O evento foi conduzido pelo presidente de Processos Licitatórios da B3, Guilherme Peixoto. Também participaram do evento a secretária de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha; o secretário de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau), Fernando Máximo; o Secretário-chefe da Casa Civil, José Gonçalves da Silva Junior; o secretário-chefe da Casa Militar, coronel-PM Góes; o procurador-Geral do Estado, Maxwel Mota de Andrade; o superintendente Estadual de Licitações (Supel), Israel Evangelista da Silva; e Guillermo Amaral Funes, diretor da Proclima Engenharia.

Fonte; Secom

Dólar fecha abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em seis meses

Bolsa voltou a bater recorde e encosta em 130 mil pontos

Em um dia de euforia no mercado financeiro, o dólar fechou abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez desde meados de dezembro. A bolsa de valores voltou a bater recorde e encerrou próxima dos 130 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (2) vendido a R$ 5,084, com recuo de R$ 0,052 (-1,2%). A cotação abriu em alta, chegando a R$ 5,17 na máxima do dia, por volta das 10h15, mas despencou no restante do dia, até fechar próxima dos níveis mínimos.

A moeda norte-americana está no menor nível desde 18 de dezembro, quando tinha fechado a R$ 5,083. Com o desempenho de hoje, a divisa acumula queda de 2,02% em 2021.

Bolsa de valores

No mercado de ações, o dia também foi marcado por fortes ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 129.601 pontos, com alta de 1,04%. Em alta pela sexta sessão seguida, o indicador voltou a fechar em níveis recordes.

Dois fatores contribuíram para o desempenho positivo do mercado financeiro. No Brasil, o crescimento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) no primeiro trimestre fez o indicador voltar aos níveis anteriores ao início da pandemia de covid-19. O índice garante crescimento econômico próximo de 5% em 2021, mesmo se o PIB não crescer nos demais trimestres.

Um PIB mais alto indica que o governo poderá arrecadar mais que o previsto no Orçamento. O desempenho das receitas pode fazer a dívida pública bruta, principal indicador nas comparações internacionais, encerrar o ano com queda em relação ao inicialmente projetado.

O segundo fator vem dos Estados Unidos. O mercado financeiro internacional aguarda a divulgação do índice de desemprego na próxima sexta-feira (4). Caso o indicador venha mais fraco que o esperado, diminui a expectativa de que o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, adie o aumento de juros da maior economia do planeta. Taxas baixas em economias avançadas beneficiam países emergentes, como o Brasil.

*Com informações da Reuters

Fonte: Denise Griesinger A/B

Bolsa tem forte alta e fecha no segundo melhor nível do ano

Dólar iniciou semana em queda, mas permanece acima de R$ 5,30

Impulsionada pelo mercado externo e por ações de bancos, a bolsa de valores iniciou a semana com forte alta e fechou no segundo melhor nível do ano. O dólar seguiu o desempenho internacional e caiu nesta segunda-feira (24), mas permanece acima de R$ 5,30, num dia de baixo volume de negociações.

O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 124.032 pontos, com alta de 1,17%. O indicador está no maior nível desde 8 de janeiro, quando tinha encerrado aos 125.077 pontos. Apesar da queda da cotação internacional do minério de ferro, que está no menor nível em 20 dias, a bolsa foi beneficiada pelas ações de bancos e pela alta nas bolsas norte-americanas.

No mercado de câmbio, a retomada do otimismo internacional, após dias de tensão, contribuiu para a queda da moeda norte-americana. O dólar comercial encerrou esta segunda vendido a R$ 5,325, com recuo de R$ 0,029 (-0,53%). Na mínima da sessão, por volta das 12h, a cotação chegou a R$ 5,31.

Em maio, a bolsa acumula alta de 4,32%; e o dólar, queda de 1,98%. No ano, o Ibovespa registra valorização de 4,21%, e a moeda norte-americana acumula alta de 2,62%.

Nas últimas semanas, o mercado financeiro global tem vivido momentos de altas e baixas provocados pela expectativa de recuperação da economia norte-americana. No início da pandemia de covid-19, o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) reduziu os juros básicos da maior economia do planeta para uma faixa entre 0% e 0,25% ao ano.

Os Estados Unidos voltaram a crescer em 2021, com ajuda dos estímulos econômicos e da vacinação em massa. No entanto, a divulgação de que a inflação dos Estados Unidos encerrou abril no maior nível para o mês em 12 anos elevou as expectativas de que o Fed aumente os juros antes de 2023. Juros mais altos em economias avançadas pressionam o dólar e a bolsa em países emergentes, como o Brasil.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Inflação nos EUA faz dólar subir e ultrapassar R$ 5,30

Bolsa recua 2,65% e tem pior desempenho diário desde março

O aumento na inflação dos Estados Unidos provocou impactos no mercado financeiro em todo o planeta nesta quarta-feira (12). O dólar reverteu a queda dos últimos dias e voltou a ficar acima de R$ 5,30, e a bolsa de valores retornou aos 119 mil pontos e teve o pior desempenho diário desde março.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,306, com alta de R$ 0,083 (+1,58%). A moeda norte-americana chegou a operar em queda durante a maior parte da manhã, mas reverteu o movimento por volta das 12h, quando foi divulgada a inflação norte-americana em abril. Apesar da alta de hoje, a divisa acumula queda de 2,33% em maio e valorização de 2,25% em 2021.

A tensão no câmbio também repetiu-se no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 119.710 pontos, com recuo de 2,65%. O indicador, que ontem tinha encostado em 123 mil pontos, teve a maior queda para um dia desde 8 de março.

A bolsa foi influenciada por Wall Street, onde os principais índices encerraram em forte queda. O Dow Jones, das empresas industriais, caiu 1,99%; o Nasdaq, das empresas de tecnologia, recuou 2,67%; e o S&P 500, das 500 maiores empresas, perdeu 2,15% hoje.

A inflação norte-americana em abril somou 0,8%, o maior resultado para o mês em 12 anos. O número veio acima das expectativas do mercado, que previa, em média, inflação de 0,2%.

Apesar de o nível de emprego nos Estados Unidos estar reagindo menos que o esperado, o repique da inflação aumentou as apostas de que o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) começará a reajustar os juros básicos da maior economia do planeta antes de dezembro de 2022. Desde o ano passado, a taxa está numa faixa entre 0% e 0,25% ao ano, por causa do impacto econômico provocado pela pandemia de covid-19.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Dólar tem pequena queda e fecha a R$ 5,42

Bolsa sobe 0,38% em dia de recuperação

O dólar teve pequena queda e a bolsa de valores fechou com leve alta num dia de recuperação de recentes perdas. Declarações sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos e a expectativa em torno da votação de medidas fiscais e de privatizações no Brasil influenciaram os mercados nesta quarta-feira (24).

A moeda norte-americana recuou pelo segundo dia consecutivo. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,421, com queda de R$ 0,021 (-0,39%). Na mínima do dia, por volta das 10h, a divisa chegou a cair para R$ 5,39, mas aproximou-se da estabilidade durante a tarde.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 115.668 pontos, com alta de 0,38%. Durante a manhã, o indicador chegou a operar em baixa, mas recuperou-se a partir do meio-dia, até fechar com pequena valorização. As ações da Petrobras, as mais negociadas, subiram 1,28% (papéis ordinários, com voto em assembleia de acionistas) e 1,41% (preferenciais, com preferência na distribuição de dividendos).

No Brasil, o envio da medida provisória da privatização da Eletrobras e as negociações em torno da renovação do auxílio emergencial influenciaram as negociações.

No exterior, a declaração do presidente do Federal Reserve (FED, Banco Central norte-americano), Jerome Powell, de que os juros nos Estados Unidos permanecerão baixos fez o dólar cair perante as principais moedas de países emergentes. Em discurso ontem (23), ele declarou que a autoridade monetária norte-americana continuará a comprar títulos para estimular a economia, em meio à pandemia do novo coronavírus.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Dólar aproxima-se de R$ 5,70 e fecha no maior nível em cinco meses

Tensões políticas no Brasil e eleições nos EUA tumultuaram mercado

Num dia marcado por tensões políticas no Congresso brasileiro e pela expectativa com as eleições presidenciais nos Estados Unidos, o dólar aproximou-se de R$ 5,70 e fechou no maior valor em cinco meses. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (27) vendido a R$ 5,682, com alta de R$ 0,07 (+1,25%).

A cotação está no nível mais alto desde 20 de março, quando havia fechado em R$ 5,69. O dólar chegou a abrir em baixa, mas reverteu o movimento ainda nos primeiros minutos de negociação e passou a subir. A alta durante a tarde, depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cancelou a sessão de hoje por falta de acordo na Comissão Mista de Orçamento, que podem atrasar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária de 2021.

Além das tensões internas, o dólar foi pressionado por fatores externos. A proximidade das eleições norte-americanas, daqui a uma semana, aumentou a incerteza nos mercados internacionais em relação a um acordo sobre um novo pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos, que ficou para depois das votações.

A segunda onda de casos de covid-19 na Europa e o aumento do número de novos casos nos Estados Unidos também influenciaram o mercado externo. Com regiões norte-americanas discutindo o endurecimento das restrições sociais e vários países da Europa adotando medidas de toque de recolher, a expectativa de recuperação da economia global está deteriorada.

Bolsa

No mercado de ações, o dia foi marcado por perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta terça aos 99.618 pontos, com recuo de 1,38%. Pela primeira vez desde 19 de outubro, o indicador encerrou abaixo da marca de 100 mil pontos.

O Ibovespa chegou a operar em alta na primeira meia-hora de negociação, mas caiu no restante da sessão. Depois do cancelamento das sessões na Câmara, o índice passou a operar abaixo dos 100 mil pontos, até encerrar próxima da mínima do dia.

* Com informações da Reuters

Fonte: Fábio Massalli A/B

Ibovespa salta quase 2% e recupera os 100 mil pontos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,9% e alcançou os 100.539,83 pontos, maior patamar desde setembro

O Ibovespa voltou a fechar acima dos 100 mil pontos nesta terça-feira (20), o que não acontecia desde setembro, com Wall Street endossando a alta em meio a esperanças de um acordo no Congresso norte-americano para mais estímulos fiscais.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,91%, a 100.539,83 pontos, na máxima da sessão, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava R$ 19,1 bilhões.

Ao longo do dia, a cena corporativa doméstica ocupou os holofotes, com bancos respondendo pela maior contribuição positiva, apoiados em apostas para os resultados trimestrais. A CSN também chamou a atenção com IPO de unidade de mineração no radar.

Nos Estados Unidos, prevaleceu o otimismo de que as conversas entre parlamentares norte-americanos estão progredindo nas negociações para um novo pacote de estímulo para ajudar a economia afetada pela pandemia de covid-19.

A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse estar otimista quando a um acordo entre democratas e a Casa Branca. Ela acrescentou que deve haver uma indicação de um possível acordo ainda nesta terça-feira.

Destaques

– BRADESCO PN subiu 4,32% e ITAÚ UNIBANCO PN avançou 3,98%, em meio a otimismo para os resultados do setor no terceiro trimestre, que começam na próxima semana, bem como percepções de que os preços estão atrativos. BANCO DO BRASIL ganhou 4,61% e SANTANDER BRASIL avançou 2,42%. O Goldman Sachs elevou os preços-alvo de Bradesco e BB. BTG PACTUAL saltou 5,53%.

– CSN ON evoluiu 5,19%, um dia após pedido de registro para oferta inicial de ações de sua unidade de minério de ferro, CSN Mineração, que promete ser uma das maiores feitas por empresas brasileiras em 2020. Também no radar, dados do Inda mostraram que os distribuidores de aço plano elevaram compras e vendas em setembro.

– EZTEC ON ganhou 5,63%, com o índice do setor imobiliário avançando 2,34%, entre as melhores performances setoriais do pregão. MRV ON avançou 4,25%, entre as maiores altas do Ibovespa.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiram 3,38% e 3,43%, respectivamente, fortalecidas pela melhora dos preços do petróleo no exterior – o Brent fechou em alta de 1,27% – antes da divulgação de dados de produção, previstos para esta terça-feira ainda, após o fechamento do mercado.

– VALE ON recuou 0,18%, um dia após divulgar que sua produção de minério de ferro atingiu 88,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 2,3% na comparação com mesmo período de 2019, enquanto as vendas de minério de ferro atingiram 65,8 milhões de toneladas, queda de 11,2%.

– EMBRAER ON avançou 2,97%, após divulgar entregas de 28 jatos no terceiro trimestre, que fechou com carteira de pedidos firmes de US$ 15,1 bilhões. O Bradesco BBI avaliou que os dados foram fracos, mas em linha com a previsão, e que os clientes da Embraer podem continuar a adiar recebimentos de aeronaves programados para até 2021.

– GOL PN fechou em baixa de 0,95%, após notícia de que acionistas da controlada Smiles abriram processo arbitral contra a companhia aérea relativas operações de adiantamento de recursos durante a pandemia. SMILES subiu 2,25%. No setor, AZUL PN recuou 0,94%.

– CVC BRASIL ON recuou 0,32%, após reportar prejuízo de R$ 252,1 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 98,5 milhões de um ano antes. A operadora de turismo atrasou a divulgação de seu números após encontrar distorções contábeis. A companhia espera apresentar em 16 de novembro os números do terceiro trimestre, que, segundo ela, já mostrarão sinais de retomada dos negócios.

– WEG ON subiu 1,82%, para 83,55 reais, nova máxima de fechamento, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre, na quarta-feira, antes da abertura do mercado.

Fonte: R7