Covid-19: Anvisa recebe pedido para uso de novo imunizante

Vacina da Sinopharm é produzida a partir de vírus inativado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, nesta segunda-feira (26), uma nova solicitação de autorização temporária de uso emergencial para vacina contra covid-19. Dessa vez, o pedido foi feito pelo laboratório chinês Sinopharm e apresentado pela empresa Blau Farmacêutica, que representa o imunizante no Brasil.

Tecnologia

A vacina da Sinopharm é produzida a partir de um vírus inativado. O imunizante é aplicado em duas doses, com um intervalo de três a quatro semanas entre elas. O produto é recomendado para pessoas acima de 18 anos de idade, de acordo com os dados conhecidos até o momento.

“O desenvolvimento da vacina não teve estudos clínicos conduzidos no Brasil, o que não impede a submissão do pedido de autorização para uso emergencial ou registro na Anvisa. As pesquisas foram desenvolvidas em países como Argentina, Peru, Emirados Árabes, Egito e China”, explicou a Anvisa em nota.

Em maio, esse imunizante foi aprovado para uso emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Análise e prazos

Segundo o protocolo da Anvisa, as primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e verificar se os documentos necessários para avaliação estão disponíveis. Se houver informações importantes faltando, a agência pode solicitar as informações adicionais ao laboratório.

A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar que envolve especialistas das áreas de Registro, Monitoramento e Inspeção de Medicamentos.

De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 475/2021, que regulamenta o uso emergencial de vacinas, o prazo de análise do pedido pode ser de sete ou 30 dias, a depender do caso específico.

Pela norma, o prazo de avaliação será de sete dias quando houver desenvolvimento clínico da vacina no Brasil ou quando o relatório ou parecer técnico emitido pela autoridade sanitária estrangeira seja capaz de comprovar que a vacina atende aos padrões de qualidade, de eficácia e de segurança estabelecidos pela OMS ou pelo ICH (Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos para Medicamentos de Uso Humano, do inglês International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use) e pelo PIC/S (Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica, do inglês Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme).

Em casos em que não são realizados estudos clínicos da vacina no Brasil ou quando o relatório ou parecer técnico emitido pela autoridade sanitária estrangeira não for capaz de comprovar que a vacina atende aos padrões de qualidade, de eficácia e de segurança estabelecidos pela OMS ou pelo ICH e pelo PIC/S, o prazo será de 30 dias.

O prazo de avaliação do pedido de uso emergencial não considera o tempo do processo em status de exigência técnica, que é quando o laboratório precisa responder questões técnicas feitas pela agência dentro do processo.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

Brasil vai às finais na ginástica em Tóquio com Zanetti, Caio e Diogo

Campeão mundial da barra fixa, Arthur Nory não se classifica à final

A seleção brasileira de ginástica artística confirmou quatro vagas nas finais masculinas da Olimpíada de Tóquio, no Centro de Ginástica de Ariake. Na madrugada deste sábado (24), Arthur Zanetti fechou a classificatória das argolas na quinta posição. Caio Souza avançou a duas decisões, no salto e no individual geral, e Diogo Soares também vai brigar por medalha do individual geral. Na disputa por equipes, o Brasil ficou na nona posição, e perdeu a chance de ir às finais por apenas 0,229 pontos. A última classificada foi a seleção da Ucrânia.

Em busca da inédita terceira medalha olímpica nas argolas, Zanetti finalizou a apresentação com a nota de 14,900 pontos. Ficaram na frente do brasileiro, o grego Eleftherios Petrounias (15,333), o chinês Liu Yang (15,300), o francês Samir Ait Said (15,066) e o turco Ibrahim Colak (14,933).

Caio Souza se garantiu na final do individual geral com a nota de 84,298 pontos, sendo o 18º colocado. Mas passou como a 14ª marca pelo limite de apenas dois atletas de cada país estarem na final. Mais jovem do time nacional na modalidade, com 19 anos, Diogo Soares conseguiu a 24ª e última vaga na final do individual geral, com 81,332 pontos.

No salto, o brasileiro Caio Souza foi o sétimo colocado tendo a média de 14,700 pontos nos dois saltos.

A decisão do individual geral dos Jogos está prevista para quarta-feira (28), às 7h15 (horário de Brasília). A final das argolas e do salto vão ocorrer no dia 2 de agosto, a partir das 5h (horário de Brasília).

Campeão mundial da barra fixa, Arthur Nory, esperança de medalha para o Brasil, não conseguiu avançar à final do aparelho. O atleta obteve a nota de 14,133 pontos e ficou na 12ª posição, sendo eliminado do torneio.

Fonte: Agência Brasil

Depois da reunião da CIA com generais do Brasil, Forças Armadas americanas anunciam ação conjunta com Exército Brasileiro

A missão afirmada oficialmente é para conduzir e apoiar operações multinacionais na área da segurança do Comando Sul dos Estados Unidos

A reunião de William J. Burns, diretor da CIA, com os generais Luiz Eduardo Ramos (Ministro da Casa Civil) e Augusto Heleno (Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional) parece ter dado resultado.

O perfil oficial do Exército Sul dos Estados Unidos, ligado às Forças Armadas americanas, anunciou, no último dia 12, que os militares norte-americanos discutem com o Exército brasileiro um “exercício conjunto”, apelidado de “Southern Vanguard”.

No Twitter, a entidade informou:

“Planejadores do Exército Brasileiro discutem o ‘Southern Vanguard Exercício’, que será realizado no Brasil com forças da ‘101ª Divisão Aerotransportada’ em dezembro, uma oportunidade de aumentar a colaboração entre os Exército dos Estados Unidos e o Exército Brasileiro.”

Confira:

Imagem em destaque

O Exército Sul dos Estados Unidos é um comando componente de serviço do Exército do Comando Sul dos Estados Unidos cuja área de responsabilidade inclui 31 países e 15 áreas de soberania espacial na América Central e do Sul e o Caribe. Está sediado em Fort Sam Houston, Texas.

A missão afirmada oficialmente atualmente do Exército Sul dos EUA é de conduzir e apoiar operações multinacionais e cooperação em segurança na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos em ordem de conter ameaças transnacionais e fortalecer a segurança regional em defesa da pátria.

Fontes: 1 ; 2 ; 3

Vacinação consolida processo de recuperação da economia do país

Sondagens apontam para confiança elevada de todos os setores e melhora no ambiente de negócios após a 2ª onda da covid-19

Após atingir marcas negativas com o agravamento da pandemia do novo coronavírus, a economia brasileira já vive um processo consolidado de recuperação.

A melhora do ambiente de negócios é guiada pelo avanço da vacinação, que neste sábado (17) completa 6 meses de início, e pode ser comprovada pelos indicadores que medem as expectativas de setores, empresários e consumidores.

De acordo com dados da FGV (Fundação Getulio Vargas), da CNC (Confederação Nacional da Indústria) e da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o aumento da confiança manteve o processo de recuperação após a segunda onda da covid-19 no Brasil e já aparece acima do patamar pré-pandemia.

“O ritmo moderado dos negócios no primeiro semestre com perspectivas de aceleração no segundo, associados ao otimismo com a campanha de imunização contra a covid-19 parecem ser dois fatores importantes a sustentar a tendência de alta da confiança”, apontam os pesquisadores do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV.

O economista Roberto Dumas, do Insper, confirma a expectativa mais otimista da economia, mais alerta que ela ainda é cautelosa.

“Alguns setores cresceram bastante, como a venda de eletrodoméstico, móveis e imóveis, porque o home office ajudou muito. […] Mas não é isso que mexe com a economia do Brasil”, aponta ele ao sinalizar a retomada dos serviços como a mais aguardada para confirmar o processo de recuperação.

Em junho, o principal destaque entre as sondagens da FGV partiu justamente do setor de serviços, cuja confiança avançou aos 93,8 pontos e atingiu maior patamar desde fevereiro de 2020, último mês sem os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia.

Com a movimentação recente, a confiança do setor de serviços se aproximou das melhoras apresentadas pelo comércio (95,9 pontos) e pela construção (92,4 pontos), áreas menos afetadas pela segunda onda da covid-19 no Brasil.

Para Dumas, o avanço da vacinação até a imunidade de rebando ainda é “absolutamente crucial” para a ascensão do segmento com a volta dos serviços prestados às famílias, como o turismo. “Serviços é o que mais emprega. Voltando, o nível de emprego melhora”, pontua ele.

Indústria

Índices da FGV mostram retomada da confiança
Índices da FGV mostram retomada da confiança

Na indústria, a situação é mais confortável, A confiança do setor foi a primeira a recuperar o nível pré-pandemia, já em agosto do ano passado, e atingiu seu pico em dezembro, quando flertou com os 115 pontos, maior patamar em 10 anos. Atualmente, o índice figura aos 107,6 pontos.

O dado também é mostrado pela CNI, que aponta para o crescimento das expectativas em 29 dos 30 setores industriais em junho. O segundo avanço consecutivo disseminado da confiança do setor foi guiado pelos segmentos de máquinas e materiais elétricos (+7,9 pontos); móveis (+6,6); e produtos de madeira (+6,4).

Claudia Perdigão, economista do FGV/Ibre, avalia que a saída mais veloz da indústria do fundo do poço aconteceu porque a pandemia estabeleceu uma “reconfiguração do consumo” e limitou o acesso da população aos serviços.

“Boa parte dos recursos que seriam destinados para restaurantes, shoppings e cinemas foi direcionado para o consumo de bens”, diz Cláudia. Ele vê também a contribuição do auxílio emergencial para o setor com a busca maior por alimentos.

A economista da FGV explica que a desaceleração da confiança industrial nos primeiros meses de 2021 passa pela discussão sobre a retomada do auxílio emergencial, mas avalia que o ramo também será beneficiado pelo avanço da imunização, apesar do ritmo inferior ao planejado para o setor de serviços.

“A vacinação vai gerar uma retomada mais consistente e, obviamente, vai se propagar pela economia como um todo, com a recomposição da renda, do mercado de trabalho”, diz Cláudia ao observar uma dependência menor das fábricas. “A indústria tem mecanismos para a demanda de produtos básicos e aqueles que não têm a produção interrompida devido às compras pela internet.”

Consumidores

Ainda que a confiança empresarial e dos setores esteja se reerguendo, a recuperação ainda não chegou às famílias, que seguem um pouco mais cautelosas e não segue a melhora acelerada do comércio e dos serviços, indica a FGV.

Dados mostram que o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) alcançou os 80,9 pontos no mês passado, mas ainda segue distante dos mais de 90 pontos atingidos antes da crise.

Pela primeira vez em um ano, a melhora do índice ocorre com o avanço da intenção de compras de bens duráveis, o que pode estar relacionado com o maior otimismo em relação ao mercado de trabalho nos próximos meses.

Conforme os dados coletados em junho, diferença entre os níveis de confiança das famílias de renda mais alta (88,8 pontos) e de renda mais baixa (72,4 pontos) aumentou após a pandemia. Trata-se da maior diferença entre ricos e pobre desde setembro de 2009.

Fonte: R7

Nova massa de ar polar chega ao Brasil neste fim de semana

Poderá gear e nevar em algumas partes do sul do país, diz SNM

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) informa que uma nova massa de ar frio, de origem polar, chegará ao Sul do país a partir da noite de sábado (17), devendo avançar sobre partes das regiões Sudeste, principalmente em São Paulo, e Centro-Oeste e pelo sudoeste da Amazônia Legal no domingo (18), “originando um novo episódio de friagem”.

Com isso, as temperaturas cairão nessas localidades durante os próximos dias, efeito que poderá ser percebido, ainda que de forma atenuada, no sul e oeste de Rondônia, no sudoeste do Amazonas e no Acre.

Neve e geada

Há previsão de temperaturas negativas durante o amanhecer nas serras gaúcha, catarinense, bem como no sul do Paraná, nos dias 19 e 20. “Não se descarta à ocorrência de neve e/ou chuva congelada nas serras gaúcha e catarinense”, informa o SNM que prevê também a possibilidade de geada neste domingo (18) ao amanhecer “em todo o centro-oeste e sudoeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sul do Paraná”.

Entre segunda (19) e terça (20), as condições atmosféricas “serão propícias para a formação de geada (moderada a forte) em uma ampla área da Região Sul, podendo se estender pelo sul de Mato Grosso do Sul até a divisa entre São Paulo e o Paraná. No dia 20 (terça-feira), ainda há previsão para a formação de geada e os prognósticos de tempo indicam possibilidade para ocorrer na região sul de Minas e no estado de São Paulo”, complementa.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

Brasil não precisa mais de Covaxin e Sputnik V, afirma Queiroga

Imunizantes estão no centro das investigações da CPI da Pandemia; ministro diz que país já garantiu doses de outros fabricantes

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira (14) que o Brasil não vai contar com os imunizantes contra covid-19 da indiana Bharat Biotech (Covaxin) e do Instituto Gamaleya (Sputnik V), da Rússia.

A declaração, dada à Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, ocorre no momento em que as duas vacinas enfrentam dificuldades de liberação junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), além de estarem no centro das investigações da CPI da Pandemia no Senado.

Queiroga ressaltou que os contratos firmados com a Fiocruz/AstraZeneca, Instituto Butantan, Pfizer, Janssen e com o consórcio Covax Facility garantem ao país cerca de 600 milhões de doses neste ano.

Ele disse que o objetivo agora é antecipar o maior quantitativo possível de vacinas.

“Entendemos que o que temos de número de doses já é o suficiente para imunizar a população brasileira até o final do ano. O que temos feito é buscar a antecipação de doses. Já conseguimos antecipar com a Janssen 1,8 milhão de doses que estavam previstas para o último trimestre, mais 7 milhões da Pfizer, que estavam previstas para o final de julho. Em julho temos previsão de 40 milhões de doses para serem entregues. Em agosto, a expectativa é que tenhamos 60 milhões de doses. São 100 milhões de doses de vacinas nos próximos dois meses, o que garante que a nossa campanha vai avançar com efetividade.”

O contrato para compra de 20 milhões de doses da Covaxin, junto à intermediária Precisa Medicamentos, foi suspenso pelo ministro há duas semanas para que sejam investigadas suspeitas de irregularidades.

Tanto a Covaxin como a Sputnik V receberam uma autorização de importação considerada inviável para uso, já que autoriza a aplicação das vacinas em somente 1% da população.

A justificativa do órgão regulador foi a ausência de documentos necessários que comprovassem a segurança dos produtos.

A Bharat Biotech, por exemplo, foi reprovada na certificação de boas práticas de fabricação. 

Fonte: R7

O Brasil passa por uma transformação na infraestrutura nacional (veja o vídeo)

Uma série de obras importantes estão estão acontecendo no Brasil

O primeiro semestre de 2021 foi marcado por canteiros de obras brasil a fora. Para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o Brasil passa por um momento de “transformação da infraestrutura” nacional, mesmo em um momento de pandemia e com um orçamento reduzido, o DNIT entregou, várias obras. Outras tantas estão em andamento.

Além da conclusão da ponte sobre o Rio Parnaíba entre o Piauí e o Maranhão na BR 235 e a entrega da ponte do Abunã na BR 364 que liga o Estado de Rondônia ao Estado do Acre, Rodovias, ferrovias, portos e aeroportos estão sendo revitalizados pelo Ministério da Infraestrutura comandado pelo ministro, Tarcísio Gomes.       

Confira:

“O semestre de 2021 com 51 obras entregues, os números fazem parte do Balanço feito pela pasta que também apresentou as projeções para o setor até o fim deste ano.

Rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, foram mais de 3 bilhões de reais investidos em obras novas e antigas que estavam paradas, entre as principais estão a conclusão da ponte sobre o Rio Parnaíba entre o Piauí e o Maranhão na BR 235, obra feita integralmente nesta gestão, com investimentos de 30 milhões de reais e a ponte do Abunã na BR 364 que liga Rondônia ao Estado do Acre.

Antes um caminhoneiro pagava 200 reais e perdia 2 horas para atravessar o Rio madeira por balsa, agora o percurso é vencido em 5 minutos”.

– É uma série de obras que estão acontecendo no Brasil inteiro. Extremamente relevantes que com certeza vão fazer a diferença, diz Tarcísio Gomes, ministro da infraestrutura.

Veja o vídeo:

da Redação/CN

Mais de 110 milhões de Brasileiros recebem a doses de vacinas

Mais da metade já receberam pelo menos uma dose de imunizante

Mais de 110 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 já foram aplicadas no Brasil, o que significa que mais da metade da população vacinável já receberam pelo menos uma dose de imunizante, ou seja, mais de 80 milhões de pessoas.

No país, considera-se público vacinável pessoas maiores de 18 anos, correspondendo a cerca de 160 milhões de brasileiros. Já foram distribuídas, pelo Ministério da Saúde, mais 143 milhões de doses de vacinas para os estados e o Distrito Federal, possibilitando a imunização de 100% dos grupos prioritários da campanha, com pelo menos uma dose da vacina.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que essa marca vai além dos números. “Os efeitos da nossa campanha de vacinação podem ser percebidos na redução de óbitos e de internações decorrentes da doença. Estamos no caminho certo para salvar cada vez mais vidas”.

O ministro ressaltou a importância de a população completar o esquema vacinal com as duas doses dos imunizantes. “A melhor vacina é aquela aplicada no braço do brasileiro. E, para que ela tenha o efeito desejado, é preciso que a pessoa vá até o local de vacinação no prazo correto e tome a segunda dose. Só assim a imunização estará completa”, disse.

Nessa quarta-feira (7), o ministério lançou campanha para incentivar a vacinação com a segunda dose do imunizante. Entre as vacinas liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para serem aplicadas no Brasil, estão a AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer/BioNTech e Coronavac/Butantan. Apenas a Janssen, da farmacêutica Johnson & Johnson, é dose única.

Fonte: Agência Brasil – Aécio Amado

Rússia pode criar laços com qualquer elite do Brasil

As perspectivas de uma relação maior cooperação Rússia-Brasil

No 60º aniversário do Instituto da América Latina, a Sputnik Brasil conversou com seu diretor Dmitry Razumovsky sobre pesquisas dos assuntos brasileiros na Rússia e as perspectivas de uma maior cooperação Rússia-Brasil.

O Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia foi fundado 60 anos atrás, em 1961, pouco depois da Revolução Cubana de 1959.

Conforme o diretor da entidade, a União Soviética criou o instituto para tarefas puramente práticas, embora obviamente perseguisse também o objetivo de concretização de pesquisas fundamentais: a URSS necessitava melhorar a experiência da interação com os países da região latino-americana para promover seus próprios interesses geopolíticos e econômicos.

Diretor do Instituto da América Latina russo da RAN, Dmitry Razumovsky, em 2020

© SPUTNIK / NNIA ZOTINADiretor do Instituto da América Latina russo da RAN, Dmitry Razumovsky, em 2020

Instituto sem análogos no mundo

Criado com tal intenção na mira, o instituto abrange agora cerca de 50 pesquisadores e mantém uma ampla cooperação com os principais centros de pesquisa latino-americanos e europeus. Além do mais, aponta o diretor, a instituição interage estreitamente com organismos governamentais responsáveis pela tomada de decisões de política externa em relação aos países da região.

“Em nenhum outro lugar existe uma estrutura tão poderosa e unificada, ou [institutos] análogos no mundo. O instituto é formado de quatro centros principais para estudos da economia, política e cultura da América Latina, assim como um centro autônomo para os países ibéricos”, esclarece o diretor.

Dentro do instituto, e também no instituto russo MGIMO, há vários especialistas russos em política e economia do Brasil, que podem ser chamados de autoridades na matéria com reconhecimento internacional, tais como Ludmila Okuneva, Boris Martynov e Ludmila Simonova, entre outros.

Chefe do departamento da Ciência, Cultura e Ensinamento de Cuba, Garcia Gallo, na sessão do Instituto da América Latina russo, agosto de 1973
© SPUTNIK / V. LAVRISCHEVChefe do departamento da Ciência, Cultura e Ensinamento de Cuba, Garcia Gallo, na sessão do Instituto da América Latina russo, agosto de 1973

Pesquisando em uma variedade de temas, entre os quais o desenvolvimento sustentável, inovação e desenvolvimento tecnológico e assuntos sociais, bem como a questão da criminalidade e da violência, por exemplo, o instituto se foca sobretudo nos maiores países da região.

O Brasil, sendo o maior país da América Latina, é um objeto prioritário para equipe da entidade, já que, de acordo com as palavras de seu diretor, ocorrem muitos processos importantes no Brasil que determinam a situação em toda a região e cuja experiência pode ser útil em outros países.

Assim, Razumovsky contou que o instituto analisou os sucessos das reformas econômicas neoliberais no Brasil nos anos 90 e, ao agregá-los, enviou muitas recomendações ao governo russo, que na época também estava realizando reformas dos mercados.

Ultimamente os pesquisadores se focaram nas razões da crise econômica brasileira na segunda metade da década de 20 e agora estão interessados nas raízes e na natureza das mudanças políticas globais no país que viabilizaram a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder.

Perspectivas de maior cooperação Rússia-Brasil

Quanto às relações Rússia-Brasil, o diretor do instituto aponta que os países “já têm uma rica experiência no uso de vários formatos de cooperação”. Entre eles estão “o exemplo brilhante” do BRICS e a interação no âmbito das estruturas da ONU.

Ao mesmo tempo, Razumovsky nomeia mais um potencial canal de “comunicação muito perspectivo” entre a Rússia e o Brasil como líderes de duas estruturas de integração – a União Econômica Asiática e o Mercosul, respectivamente.

Além do mais, o especialista vê perspectivas para um maior desenvolvimento da cooperação entre os dois grandes países com economias complexas e diversificadas, apesar das dificuldades que enfrenta o comércio mútuo devido a restrições tarifárias e não tarifárias.

“Ao longo dos anos 2000, nossa interação cresceu, mas se tornou muito mais complexa. Hoje, ambos os países não se encontram nas melhores condições econômicas, e isso inevitavelmente leva a uma recessão localizada na interação econômica.”

Porém, Razumovsky acredita que essas dificuldades são temporárias. Na opinião do diretor, as principais perspectivas nas relações russo-brasileiras estão relacionadas à cooperação tecnológica, já que há exemplos de cooperação bem-sucedida na indústria aeronáutica: o diretor relembra a ajuda dos engenheiros russos no desenvolvimento da futura geração de aeronaves da Embraer.

Fábrica da Embraer em São José dos Campos, interior de São Paulo.
© FOLHAPRESS / LUCAS LACAZ RUIZFábrica da Embraer em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Adicionalmente, segundo Rasumovsky, há perspectivas para cooperação em esferas tais como o espaço, transporte, indústria energética e nuclear.

Outro tema muito promissor é o das TI, acredita ele. “O Brasil está passando por uma revolução digital definitiva, mostrando taxas de crescimento muito altas e um enorme potencial de lucro para os que participam desses projetos”, afirmou.

A razão principal para a possibilidade de tal cooperação é que a Rússia se esforça em construir relações pragmáticas sem viés ideológico, apesar de muitos estarem convencidos do contrário.

“Estou seguro de que a abordagem de nossos diplomatas nos permite construir relações mutuamente benéficas com qualquer elite brasileira, de qualquer espectro político”, expressa o diretor da instituição, nomeando, por isso, Jair Bolsonaro – político de direita – como “um parceiro interessante e promissor, apesar de ele ter uma postura totalmente diferente da dos governos de esquerda”.

O presidente Bolsonaro, conforme ele, também demonstra um “interesse sincero” no fortalecimento de laços econômicos com o Estado russo e na atração de investimentos e tecnologias.

Pandemia muda relações russo-brasileiras?

Por incrível que pareça à primeira vista, a pandemia não dificultou significativamente a cooperação entre os dois países, afirma Razumovsky. Mesmo que a densidade de contatos humanos tenha diminuído, o comércio continua.

Jair Bolsonaro e Vladimir Putin se encontram durante a cúpula do BRICS, em Brasília.
© AP PHOTO / ERALDO PERESJair Bolsonaro e Vladimir Putin se encontram durante a cúpula do BRICS, em Brasília.

Além do mais, no caso do Brasil surgiram novas áreas de cooperação antes inexistentes, especificamente, as relacionadas às vacinas.

O diretor aponta que o Brasil vai se converter em uma das bases de produção do imunizante russo Sputnik V. Ele reconhece, porém, que houve problemas com a autorização da vacina pela Anvisa, mas, de seu ponto de vista, existem mais dificuldades técnicas do que políticas.

“Surgirão parcerias que seguramente manterão o ritmo da cooperação após a pandemia”, concluiu ele, expressando a esperança de que a esfera médica permaneça na agenda de cooperação entre os dois países.

Fonte: Sputnik

Brasil recebe mais 600 mil doses de vacinas da Pfizer

Lote chegou na noite de hoje no Aeroporto de Viracopos

O Ministério da Saúde informou hoje (7) que recebeu mais 600 mil doses de vacinas da Pfizer contra a covid-19. O lote foi entregue no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). 

Segundo a pasta, 15 milhões doses produzidas pelo laboratório deverão ser entregues durante o mês de julho. A pasta informou que a remessa que chegou ao Brasil faz parte de um total de 7 milhões que o Ministério da Saúde conseguiu antecipar com a farmacêutica para reforçar a vacinação contra a covid-19 no país.

Até o momento, o governo federal distribuiu mais de 143,9 milhões de doses para estados e municípios imunizarem a população. Do total, 13,9 milhões são da Pfizer.

Fonte: Agência Brasil

1 2 3 23