Câmara envia impeachment de Trump ao Senado na segunda-feira

Ex-presidente é acusado de incentivar a invasão do Capitólio por seus apoiadores uma semana antes da posse de Joe Biden

O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, anunciou nesta sexta-feira que a presidente da Câmara dos Representantes, a também democrata Nancy Pelosi, enviará na segunda-feira ao Senado o texto para o julgamento político do ex-presidente Donald Trump pela responsabilidade na invasão ao Capitólio.

Isso significa que o segundo julgamento político de Trump pode começar formalmente na próxima terça-feira, um dia após a entrega da acusação contra o ex-presidente, a não ser que os democratas e republicanos do Senado cheguem a um acordo para mudar o calendário.

“Haverá um julgamento no Senado e votaremos sobre a condenação do ex-presidente. Falei com a presidente Pelosi e fui informado que o texto será entregue na segunda-feira ao Senado”, disse Schumer em discurso na Câmara.

Trump, o primeiro mandatário da história dos Estados Unidos a ser submetido a dois julgamentos políticos, será acusado de “incitar à insurreição” pelo envolvimento na invasão ao Capitólio, no dia 6 de janeiro, por parte de seus apoiadores. O incidente resultou em cinco mortes.

O julgamento não pode mais resultar na destituição de Trump, que já deixou a Casa Branca, mas os democratas acreditam que o processo conseguirá inabilitar o ex-presidentes a cargos políticos no futuro.

Segundo as regras do Senado americano, qualquer julgamento político deve começar às 13h do dia seguinte ao momento em que a Câmara dos Representantes enviar a acusação.

No entanto, o Senado tem certa flexibilidade para mudar o calendário. Schumer afirmou nesta sexta-feira que negocia sobre o tema com o líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, que na quinta-feira propôs adiar o processo para fevereiro.

McConnell argumentou que Trump necessita tempo para preparar sua defesa, motivo pelo qual propôs a concessão do prazo de uma semana, contando a partir do primeiro dia do julgamento no Senado, para que o ex-presidente apresente sua resposta à acusação e outra para apresentar seus documentos preparatórios do processo.

Fonte; R7

Posse de Biden terá esquema de segurança inédito nesta 4ª

Ao invés de multidões e desfile em carro aberto, milhares de membros da Guarda Nacional patrulham uma Washington isolada

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a posse do presidente eleito Joe Biden, na próxima quarta-feira (20) já seria um evento diferente de outras posses ao longo da história dos EUA, sem as multidões de antigamente. No entanto, a invasão do Capitólio por apoiadores do presidente Donald Trump, no último dia 6, mudou tudo isso.

Um imenso esquema de segurança vai tentar garantir que cenas parecidas com as registradas na sede do Congresso não se repitam. Para isso, o Serviço Secreto dos EUA, que organiza a vigilância em grandes eventos no país desde 1998, reuniu dezenas de agências, desde a Guarda Nacional até os departamentos de polícia de Washington e cidades próximas, além das agências de inteligência do país.

Mais de 20 mil homens da Guarda Nacional farão a segurança nas ruas e prédios mais importantes de Washington, como o Capitólio, a Casa Branca e monumentos nacionais. O FBI intensificou o monitoramento para localizar possíveis ameaças, além de tentar deter os líderes e participantes da invasão ao Capitólio.

Em várias cidades, pessoas que postaram ameaças em redes sociais contra Biden e outros membros do Partido Democratas já foram detidas. Mesmo com tudo isso, o presidente eleito já afirmou que fará o juramento para o cargo ao ar livre, diante do Capitólio, como vem sendo feito há séculos.

Tradições descartadas

O tradicional desfile em carro aberto pelas ruas da capital foi descartado por questões de segurança. As plateias, que antigamente preenchiam o percurso para saudar o novo presidente, darão lugar a um especial que será transmitido pela TV e internet.

Biden, que durante mais de 30 anos pegou o trem todos os dias para ir da cidade onde mora, Wilmington, no Estado de Delaware, também precisou mudar seu meio de transporte para chegar à posse sem ficar exposto.

Para evitar que as pessoas, especialmente apoiadores de Trump com intenção de cometer algum tipo de violência, se aproximem do centro nervoso de Washington, 13 das principais estações de metrô da cidade foram fechadas e muitas das ruas que dão acesso ao local estarão bloqueadas. Além disso, uma enorme cerca foi erguida ao redor do Capitólio, onde soldados têm dormido desde a semana passada.

Outra tradição que será quebrada é a presença do presidente que deixa o cargo recepcionando seu sucessor. Donald Trump avisou que não irá participar das festividades e não fez o tradicional convite a Biden para ir à Casa Branca durante a transição.

O vice-presidente Mike Pence, ao contrário, estará presente. Junto com ele, Biden e os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton irão até o cemitério de Arlington, na Virgínia, para colocar uma guirlanda de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido. Em todo o momento, eles serão vigiados e escoltadados pelo aparato de segurança.

Fonte: R7

Câmara dos EUA inicia debates sobre impeachment de Trump

Trump é acusado de incitar a insurreição de correligionários contra o Congresso dos Estados Unidos, invadido há uma semana.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos iniciou na tarde desta quarta-feira (13) os debates sobre o segundo pedido de impeachment de Donald Trump. Desta vez, o presidente é acusado de incitar a insurreição de correligionários contra o Congresso dos Estados Unidos, invadido há uma semana.

Os congressistas estão reunidos desde às 11h (9h, no horário local) e decidiram, por 221 votos a 203, que debaterão por duas horas sobre a possibilidade de impedimento.

Na sequência, a Casa deve votar e aprovar novamente um impeachment do presidente republicano – desta vez, com a possibilidade de que membros do próprio partido votem contra o presidente.

Em seu discurso, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi disse que o parlamento não poderia fugir à História. “O presidente dos EUA incitou essa insurreição, essa rebelião armada contra nosso país”, disse.

Aos 80 anos, Pelosi comandará a segunda votação de impeachment na Câmara em 13 meses. “Ele precisa ir. Ele é uma clara e presente ameaça ao país que amamos”, discursou.

O deputado republicano Jim Jordan afirmou haver uma tentativa de derrubar o presidente dos EUA desde o primeiro dia de Trump no cargo, em 2017.

“Eles querem cancelar o presidente. O presidente que cortou taxas, que reduziu regulação, que lutou contra a Covid, trouxe reféns da Coreia…mas é sobre política […] Isso é o impeachment, segundo round”, resumiu.

A votação deve ser mais rápida da que analisou o primeiro pedido de impeachment, no fim de 2019. Com menos artigos e um apoio maior por parte dos republicanos, há a expectativa de que a decisão seja tomada ainda nesta quarta.

Desta vez, há mais chances de o pedido prosperar no Senado – onde o líder do Partido Republicano, Mitch McConnell, parece ser favorável ao afastamento de Trump, que deixa o cargo em 20 de janeiro, com a posse de Joe Biden.

A votação é realizada após o vice-presidente, Mike Pence, rejeitar um ultimato da Câmara para afastar Trump com base na 25ª emenda à Constituição, que regulamenta como se dá a sucessão presidencial no país, em caso de “incapacidade” do presidente em cumprir seu mandato.  Nesta terça (12), Pence disse que não tomaria esta decisão.

Fonte: Congresso em Foco

EUA: morre policial do Capitólio ferido durante invasão do prédio

Com isso, sobe para 5 o número de mortos em decorrência do protesto

Um oficial da polícia do Capitólio dos EUA, Brian Sicknick, morreu em decorrência dos ferimentos sofridos durante a invasão do local, sede do Poder Legislativo nos EUA, informou a polícia. Com isso, sobe para cinco o número de mortos nos protestos.

A invasão ao edifício, na quarta-feira (6), ocorreu enquanto parlamentares estavam no local para certificar a vitória do presidente eleito Joe Biden.

“O oficial Sicknick estava respondendo aos distúrbios e foi ferido ao se envolver fisicamente com os manifestantes”, disse a polícia em um comunicado.

Ele morreu na quinta-feira (7) depois de ser levado ao hospital quando desmaiou ao retornar à sua divisão, segundo a nota. De acordo com a mídia local, Sicknick tinha 40 anos.

Autoridades da divisão de homicídios metropolitanos vão investigar a morte de Sicknick, que se juntou à Polícia do Capitólio dos EUA em 2008.

Ontem, o chefe de polícia do Capitólio, Steven Sund, entregou uma carta de demissão e deixa o cargo em 16 de janeiro.

A demissão de Sund foi solicitada pela presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, depois que a força federal encarregada de proteger o Congresso foi incapaz de impedir a confusão.

Entenda o caso

Antes da sessão de certificação de Biden, Donald Trump, candidato derrotado nas eleições de novembro, fez um discurso de cerca de três horas para uma multidão reunida na Praça do Obelisco, em Washington, onde também fica o Capitólio. No discurso, ele voltou a dizer que venceu as eleições.

Trump, que inicialmente elogiou o protesto, mais tarde condenou a violência, dizendo que os manifestantes desonraram a sede da democracia norte-americana e devem ser responsabilizados. 

Além do policial, uma manifestante foi morta a tiros pelas autoridades e três pessoas morreram em emergências médicas.

A secretária de Transportes dos EUA, Elaine Chao, e a secretária de Educação, Betsy DeVos, renunciaram na quinta-feira, juntando-se a uma lista crescente de assessores que deixaram o governo de Trump em protesto contra a invasão do Capitólio.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Secretária de Transportes dos EUA deixará o cargo após invasão

Elaine Chao é a primeira integrante do gabinete do presidente Trump a abandonar o governo, depois de outros de menor escalão

A secretária de Transportes do governo dos EUA, Elaine Chao, anunciou nesta quinta-feira (7) que irá deixar o cargo na próxima segunda-feira. A decisão foi tomada após a invasão ao Capitólio, sede do Congresso norte-americano, durante a certificação do resultado da eleição presidencial de 2020, por apoiadores do presidente Donald Trump, na quarta.

Chao, que é esposa do líder republicano no Senado, Mitch McConnell, é o primeiro membro do gabinete do governo dos EUA a se demitir após as cenas de violência em Washington. O cargo de secretário é equivalente ao de um ministro no Brasil.

Antes dela, a subsecretária de imprensa, Sarah Matthews, a chefe do gabinete de Melania Trump, Stephanie Grisham, o secretário da Casa Branca, Rickie Niceta, e o principal conselheiro do governo sobre a China, Matt Pottinger, entregaram os cargos oficialmente durante a noite de quarta e madrugada desta quinta.

“Ontem, nosso país presenciou um evento traumático e totalmente evitável, quando apoiadores do presidente invadiram o Capitólio após um comício onde ele falou. Da mesma forma que, tenho certeza, aconteceu com muitos de vocês, isso me perturbou profundamente e não posso deixar para lá”, escreveu Chao, na nota em que anunciou sua saída.

Fonte: R7

Trump garante ‘transição ordenada’ após Congresso certificar Joe Biden

Em nota, presidente dos EUA disse que chega ao fim o ‘melhor primeiro mandato’ e volta a afirmar que eleição foi fraudada

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que vai deixar o cargo no dia 20 de janeiro e garantiu, nesta quinta-feira (7), uma “transição ordenada” de poder depois de o Congresso certificar a vitória do novo presidente americano, o democrata Joe Biden. 

“Embora eu discorde totalmente com o resultado da eleição e os fatos me confirmem, mesmo assim haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro”, disse Trump em um comunicado.

A afirmação de Trump ocorre depois de uma confusão generalizada e a invasão por apoiadores do republicano ao Capitólio, em Washington. O ato resultou em, pelo menos, quatro pessoas mortas – uma mulher foi baleada dentro do local e a polícia não deu detalhes sobre as outras três vítimas. 

“Eu sempre disse que nós continuaríamos lutando para garantir que apenas votos legais fossem contados. Enquanto isso representa o fim do melhor primeiro mandato presidencial na história, é apenas o começo da nossa luta para fazer a América grande de novo”, disse o presidente, reforçando o slogan e as acusações sem provas de que as eleições foram fraudadas.

O democrata Joe Biden assumirá o cargo de presidente dos EUA no dia 21.  

Invasão ao Senado deixa mortos

Na tarde de quarta-feira (6), milhares de apoiadores de Trump invadiram o Senado durante a sessão que certificaria a vitória de Biden, forçando a pausa da cerimônia e o isolamento do local. 

Apoiadores lutaram contra a polícia e roubaram itens que estavam no local. Até o final da noite, foram confirmadas pelo menos 20 prisões, além dos quatro óbitos.

Fonte: R7