Polícia prende mais um suspeito de chacina em Fazenda Vitória em Vilhena, RO

Os cinco mortos tinham entre 21 e 73 anos de idade. Duas crianças que estavam na fazenda e a esposa de um funcionário tiveram suas vidas poupadas.

Foi preso no último sábado (20), na cidade de Espigão do Oeste, um homem de 28 anos, que admitiu ter ateado fogo em uma caminhonete Hilux, que pertencia ao empresário Heládio Cândido Senn, executado junto com a esposa, Sônia Biavatti, e mais três empregados numa fazenda a cerca de 100 km de Vilhena. O crime chocou o Estado de Rondônia no mês passado.

Segundo apurou a reportagem, após ser encontrado, o homem foi levado até o local onde teria deixado o veículo, uma região de mata, mas como estava escuro, nada foi encontrado. Ele também negou ter participado da chacina, limitando-se a dizer que, na madrugada após o massacre, os executores chegaram em seu barraco e ordenaram que ele “desse fim” à caminhonete.

O homem, que morava sozinho no acampamento dos invasores, saiu do local logo após crime, e voltou para Espigão do Oeste, onde havia deixado a esposa e as duas filhas pequenas. Ele foi levado para Vilhena, onde prestou depoimento, e está à disposição da justiça.

Pelo menos quatro suspeitos de terem participado da chacina já foram presos no local onde um homem matou o próprio genro a tiros.

Fonte: Assessoria

Polícia suspeita que sete pessoas participaram da chacina que deixou cinco vítimas em fazenda de Vilhena, RO

Chacina completa 15 dias e nenhum suspeito foi preso. Oito pessoas já foram ouvidas durante a investigação; três delas são sobreviventes do crime.

Quinze dias após a chacina que matou cinco pessoas em uma fazenda de Vilhena (RO), a polícia divulgou que suspeita que pelo menos sete pessoas participaram do crime. A informação foi obtida através de depoimentos colhidos pelos policiais.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Núbio Lopes, oito pessoas já foram ouvidas durante o processo de investigação, sendo que três delas são sobreviventes.

Através dos depoimentos, os policiais conseguiram a informação de que pelo menos sete homens encapuzados teriam participado do crime. No entanto, até o momento nenhum suspeito foi preso.

Para a Rede Amazônica, Núbio Lopes informou que as investigações são sigilosas, mas por enquanto existe a suspeita que a chacina ocorreu motivada por disputas de terra em Vilhena, a 700 quilômetros de Porto Velho.

Relembre o caso

O crime aconteceu no dia 13 de outubro, mas a polícia só foi acionada no dia seguinte, quando uma das sobreviventes conseguiu sair da propriedade e pediu ajuda. Cinco pessoas foram mortas: o casal proprietário da fazenda e três funcionários.

Segundo as primeiras investigações da polícia, a família estava jantando quando a casa foi invadida. O dono da fazenda foi levado para uma sala separada, onde foi torturado.

Pelo menos cinco pessoas teriam sido poupadas na chacina da fazenda, sendo a esposa de um dos funcionários, duas crianças, e outros dois homens que estavam na propriedade.

Esses sobreviventes contaram, em depoimento, que os criminosos sabiam quem iriam matar, pois perguntaram os nomes das vítimas antes de atirar à queima-roupa. As vítimas foram mortas com tiros na cabeça e os corpos também tinham requintes de crueldade.

Fonte: Rede Amazônica

Polícia não descarta vingança contra vítimas de chacina em fazenda em Vilhena, RO

Vítimas foram mortas com tiros na cabeça.

Heladio Cândido Senn e a esposa, Sônia Biavatti, foram mortos a tiros durante chacina — Foto: Arquivo pessoal

As cinco pessoas assassinadas por atiradores desconhecidos numa fazenda de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, foram baleadas na cabeça.

Os mortos da chacina tinham entre 21 e 73 anos de idade e os corpos deles foram encontrados na quinta-feira (14) na fazenda Vitória.

O delegado regional Fábio Campos disse nesta sexta-feira (15) não ter dúvida que o crime foi planejado e não se descarta uma possível vingança, já que a mesma fazenda foi alvo de outra chacina há menos de seis anos.

“Os criminosos foram lá pra executar, planejaram o crime, sabiam quem estavam executando e se referiram à vingança como motivação”, revelou o delegado.

Ainda segundo Fábio Campos, não se pode afirmar neste momento que essa nova chacina da fazenda Vitória tem ligação com o crime de 2015.

“De fato havia históricos de conflitos e brigas e até mesmo porte de arma [de uma das vítimas], mas não dá pra afirmar a vingança exatamente”, reiterou.

Entre os mortos na chacina estão os donos da fazenda Heladio Cândido Senn, 73 anos (dono da fazenda), Sônia Biavatti, 55 anos (esposa de Heladio). As outras três vítimas trabalhavam na propriedade e foram identificadas como Oederson Santana, 34 anos, Jhonatan Rocha Borges dos Reis, 21 anos, e Amagildo Severo, de 53 anos.

Criminosos sabiam quem matar

Ao invadirem a fazenda na quarta-feira, os criminosos armados usaram capuz e, antes da execução, perguntaram o nome de cada pessoa que estava no local.

Na ocasião, Heladio, dono da fazenda foi levado pelos suspeitos para uma sala separada e lá foi torturado. Há indícios de que ele teve o coração arrancado com um facão.

Já a esposa dele e os três funcionários foram levados para a varanda da casa, colocados de joelho e executados com tiros na nuca. Três dos corpos estavam um ao lado do outro, em clara forma de execução à queima-roupa.

Duas crianças que estavam na fazenda, a esposa de um funcionário e um outro homem tiveram suas vidas poupadas.

Homicídio e roubo

Após executarem as cinco vítimas, os criminosos fugiram levando a caminhonete de Heladio e outros objetos da família. Ninguém foi preso pelos cinco homicídios até a tarde desta sexta-feira.

No entanto, segundo o delegado, o caso não vai ser investigado como latrocínio. “Homicídio sempre foi a intenção inicial, a execução das vítimas, mas houve roubo também de veículo e objetos. A investigação segue como homicídio e roubo”, afirma Fábio Campos.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Vilhena. Os corpos dos cinco foram liberados para velório e sepultamento durante a manhã desta sexta-feira, após todas as vítimas passarem por necrópsia.

Fonte; G1/RO

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