Número de mortos por inundações na China triplica e chega a 300

Pelo menos 50 pessoas estão desaparecidas; autoridades estimam que danos nas áreas afetadas chega a R$ 42,9 bilhões

O balanço das enchentes de 20 de julho no centro da China foi revisado para cima nesta segunda-feira (2), chegando a 302 mortos e 50 desaparecidos – informaram as autoridades locais.

As intensas chuvas registradas na metrópole de Zhengzhou, capital da densamente povoada província de Henan, inundaram um trem do metrô e um túnel rodoviário, arrastando dezenas de carros. 

O número anterior de mortos em toda província era em torno de 100.

A prefeita de Zhengzhou, Hou Jong, disse à imprensa que 39 pessoas morreram em estacionamentos subterrâneos.

Pelo menos 14 pessoas morreram em um metrô que ficou completamente inundado no horário de pico, e 500 passageiros de um vagão ficaram presos.

As autoridades locais foram criticadas por não ordenarem o fechamento dos transportes públicos, apesar dos alertas meteorológicos. 

Em apenas três dias, Zhengzhou recebeu o volume pluviométrico equivalente a quase um ano. Trata-se de um recorde em seis décadas de registros meteorológicos, o que aumenta a preocupação com o impacto da mudança climática. 

A prefeita estimou os danos em sua cidade em 53,2 bilhões de iuanes, cerca de R$ 42,9 bilhões

Fonte: R7

Pior chuva em mil anos deixa pelo menos 25 mortos em província chinesa

Cidade ficou sem transporte, e 100 mil pessoas foram retiradas de casa

Pelo menos 25 pessoas morreram em Henan, na região central da China – uma dúzia delas em uma linha do metrô na capital da província, Zhengzhou, que foi inundada pelo que autoridades meteorológicas chamaram de a pior chuva em mil anos.

Cerca de 100 mil foram retiradas de suas casas na capital Zhengzhou, onde os transportes ferroviário e rodoviário foram interrompidos, com represas e reservatórios cheios em níveis alarmantes e milhares de tropas realizando uma operação de resgate na província.

Autoridades municipais disseram que mais de 500 pessoas foram resgatadas do metrô inundado, com imagens das redes sociais mostrando passageiros de trem no escuro, com água até o peito, e uma estação reduzida a uma grande piscina marrom.

“A água bateu no meu peito”, escreveu um sobrevivente nas redes sociais. “Fiquei com muito medo, mas o mais aterrorizante não foi a água, mas a falta de ar dentro do trem.”

A chuva interrompeu os serviços de ônibus na cidade de 12 milhões de habitantes, localizada cerca de 650 quilômetros ao sudoeste de Pequim, afirmou um morador de sobrenome Guo, que havia passado a noite no escritório. “É por isso que muitas pessoas usaram o metrô, e a tragédia aconteceu”, disse Guo à Reuters.

Pelo menos 25 pessoas morreram nas chuvas torrenciais que atingiram a província desde o último fim de semana, e há sete desaparecidos, disseram as autoridades em uma entrevista coletiva na quarta-feira.

Entre sábado e terça-feira, 617,1 milímetros (mm) de chuva caíram em Zhengzhou, quase o equivalente à média anual de 640,8 mm.

Como em ondas de calor recentes nos Estados Unidos e no Canadá e enchentes na Europa Ocidental, as chuvas na China são quase certamente relacionadas ao aquecimento global, disseram cientistas à Reuters. “Eventos climáticos extremos como esse provavelmente acontecerão com mais frequência no futuro”, afirmou Johnny Chan, professor de ciência atmosférica na City University de Hong Kong.

“É necessário que os governos desenvolvam estratégias para se adaptar a essas mudanças”, acrescentou, referindo-se às autoridades em níveis municipal, estadual e nacional.

Muitos serviços de trem foram suspensos ao redor de Henan, um grande pólo logístico com população de cerca de 100 milhões de pessoas. As estradas também foram fechadas, com voos adiados ou cancelados.

Escolas e hospitais foram abandonados, e as pessoas pegas pelas enchentes se abrigaram em bibliotecas, cinemas e até mesmo museus.

“Estamos com 200 pessoas de todas as idades em busca de abrigo temporário”, afirmou um funcionário com sobrenome Wang no Museu de Ciência e Tecnologia de Zhengzhou.

“Demos macarrão instantâneo e água quente para eles. Eles passaram a noite em uma grande sala de reuniões.”

Fonte: Agência Brasil

China colhe 1ª safra de ‘arroz espacial’ para promover segurança alimentar no país

China colheu sua primeira safra de “arroz espacial” de sementes que regressaram de uma viagem lunar realizada no ano passado e, segundo esperam os cientistas, isso pode ajudar a criar novas variedades da planta e salvaguardar a segurança alimentar no país.

A safra foi cultivada partir de 40 gramas de sementes que viajaram a bordo da sonda lunar chinesa Chang’e 5, lançada em novembro de 2020, informa Televisão Central da China (CCTV, na sigla em inglês).

Após serem expostas à radiação cósmica e gravidade zero, algumas sementes podem sofrer mutações e produzir safras mais elevadas ao serem plantadas na Terra.

Mas são necessários testes e plantios para determinar as melhores variedades que podem ser promovidas em todo o país para ajudar a melhorar a safra de plantas que produzem grãos na China.

No ano passado, a China reforçou seu foco na segurança e abastecimento alimentar impulsionando as importações e estimulando uma maior autossuficiência em culturas básicas para alimentar sua população de 1,4 bilhão de pessoas, escreve Bloomberg.

O setor de sementes é um pilar desse esforço, tendo o governo aprovado na sexta-feira (9) um plano que visa tornar o fornecimento de sementes uma questão de segurança estratégica e aprovando apoio para projetos de pesquisa e agricultura.

Desde 1987, o país tem levado para o espaço sementes de arroz e outras culturas. Mais de 200 variedades de “plantas espaciais”, incluindo algodão e tomate, foram aprovadas para plantação.

Fonte: Folhapress

Navio de guerra dos EUA entra ilegalmente em ilhas disputadas com China, segundo relatos

Há décadas Pequim disputa com outros países da Ásia-Pacífico o território de diversas ilhas no mar do Sul da China, que possuem significantes reservas de hidrocarbonetos

Militares chineses afirmaram que o navio de guerra dos EUA entrou ilegalmente nas águas próximas das ilhas Paracel.

“Instamos os EUA a pararem com as ações provocativas imediatamente”, comunicou o Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular (ELP) da China.

No início de julho, o Ministro das Relações Exteriores da China exigiu que EUA e o Japão parassem de promover a chamada teoria da “ameaça chinesa” e, ao invés disso, trabalhassem para a paz e estabilidade na região.

Pequim disputa há décadas com outros países da Ásia-Pacífico o território de diversas ilhas no mar do Sul da China, que possuem significantes reservas de hidrocarbonetos, incluindo as ilhas Paracel e Spratly.

O mar do Sul da China e o mar da China Oriental, situados na região Ásia-Pacífico, são focos de tensão entre a China e seus vizinhos, incluindo o Japão, o Vietnã e as Filipinas.

Fonte: Sputnik

Primeiro caso de covid-19 pode ter surgido na China em outubro de 2019

Estudo é da Universidade de Kent, no Reino Unido

O vírus que causa a covid-19 pode ter começado a se espalhar na China em outubro de 2019, dois meses antes de o primeiro caso oficial da doença ser identificado na cidade chinesa de Wuhan, mostrou um novo estudo divulgado nesta sexta-feira (25).

Pesquisadores da Universidade de Kent, no Reino Unido, usaram métodos da ciência da conservação para estimar que o Sars-CoV-2 apareceu pela primeira vez entre o início de outubro e meados de novembro de 2019, de acordo com artigo publicado no jornal científico PLOS Pathogens.

A data mais provável para o surgimento do vírus é 17 de novembro de 2019, e ele provavelmente já havia se espalhado globalmente em janeiro de 2020, estimam.

O primeiro caso oficial de covid-19 na China surgiu em dezembro de 2019 e foi vinculado ao mercado de frutos do mar de Huanan, em Wuhan.

No entanto, alguns dos primeiros casos não tinham conexão conhecida com Huanan, o que implica que o Sars-CoV-2 já estava circulando antes de chegar ao mercado.

Estudo conjunto publicado pela China e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no final de março reconheceu que podem ter ocorrido infecções esporádicas em humanos antes do surto de Wuhan.

Em artigo publicado nesta semana, o pesquisador Jesse Bloom, do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, nos Estados Unidos, recuperou dados de sequenciamento genômico dos primeiros casos de covid-19 na China, que haviam sido deletados de uma base de dados.

Os dados mostraram que as amostras retiradas do mercado de Huanan “não eram representativas” do Sars-CoV-2 como um todo e eram uma variante de uma sequência progenitora que circulava anteriormente, que se espalhou para outras partes da China.

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos confirmou à Reuters que as amostras usadas no estudo foram submetidas ao Sequence Read Archive (SRA) em março de 2020 e, posteriormente, excluídas a pedido de pesquisadores chineses, que disseram que seriam atualizadas e enviadas a outra base de dados.

Críticos afirmam que a exclusão é mais uma evidência de que a China estava tentando encobrir as origens da covid-19.

* Reportagem adicional de Kanishka Singh e Vishal Vivek.

Fonte: Agência Brasil

China planeja primeira missão tripulada a Marte em 2033

Meta é construir base habitada permanente no planeta

A China pretende enviar sua primeira missão tripulada a Marte em 2033, seguida de voos frequentes, de acordo com um plano de longo prazo para construir uma base habitada permanente no planeta vermelho e extrair seus recursos.

O plano ambicioso, que intensificará uma corrida com os Estados Unidos para instalar humanos em Marte, foi revelado em detalhes pela primeira vez desde que a China pousou um jipe robótico em Marte, em meados de maio, em sua missão inaugural ao planeta.

Lançamentos tripulados rumo a Marte estão planejados para 2033, 2035, 2037, 2041 e além, disse o chefe do principal fabricante de foguetes chinês, Wang Xiaojun, em uma conferência sobre exploração espacial na Rússia recentemente. por meio de videochamada.

Antes de as missões tripuladas começarem, a China enviará robôs a Marte para estudar possíveis locais para a base e para construir sistemas de extração de recursos, relatou a agência oficial Notícias Espaciais da China na quarta-feira (23), citando Wang, que comanda a Academia de Tecnologia de Lançamento de Veículos da China.

Para a habitação humana em Marte, as equipes teriam que usar os recursos do planeta, como extrair qualquer água sob a superfície, produzir oxigênio no local e gerar eletricidade.

A China também precisa desenvolver a tecnologia para enviar os astronautas de volta à Terra.

Uma missão não tripulada de ida e volta para obter amostras de solo marciano é esperada até o final de 2030.

Fonte: Agência Brasil

Rússia e China apresentam plano para criar Estação Científica Internacional na Lua até 2035

Os países ambiciosos vão implantar sistemas responsáveis pela energia, comunicação e entrega de equipamentos na órbita Lunar

Nesta quarta-feira (16), as delegações da Rússia e da China apresentaram uma estratégia para criar uma Estação Científica Internacional na Lua até 2035.

A estação vai ser construída em três estágios. Durante o primeiro, de 2026 a 2030, os dois países vão iniciar as operações conjuntas, obter amostras da superfície lunar e testar as tecnologias do centro de comando da estação.

Depois disso, os países vão implantar sistemas responsáveis pela energia, comunicação e entrega de equipamentos na órbita e na Lua. O segundo estágio ocorrerá de 2031 a 2035.

Rússia e China pretendem colocar a estação totalmente em serviço durante o terceiro estágio.

O vice-diretor da Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês), Wu Yanhua, afirmou que diversos países já expressaram interesse em participar do projeto.

“Alguns países, como a Tailândia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também demonstraram interesse em participar do programa”, afirmou Wu.

Fonte: Sputnik

China confirma lançamento de astronautas nesta quinta (17)

Trio vai desembarcar na Estação Espacial chinesa para trabalhar em manutenções e instalações para próximas missões

A China confirmou o lançamento de três astronautas, nesta quinta-feira (17), às 9h22 locais (22h22 em Brasília), para sua nova estação espacial, em construção, para uma primeira missão de três meses.

Os três astronautas, todos homens, decolarão da base de Jiuquan, no deserto de Gobi (noroeste), anunciou a agência espacial encarregada dos voos tripulados (CMSA) em entrevista coletiva.

O trio embarca a bordo da espaçonave Shenzhu-12, impulsionada por um foguete Longa Marcha 2F, que irá atracar em Tianhe (“Harmonia Celestial”). Por enquanto, este é o único módulo da estação posta em órbita terrestre baixa em 29 de abril (350-390 km de distância).

A bordo, os astronautas se dedicarão a trabalhos de manutenção, instalação, saídas para o espaço, preparação de futuras missões e de próximas estadas de outros tripulantes.

A missão Shenzhu-12 é o terceiro dos 11 lançamentos que serão necessários para a construção da estação entre 2021 e 2022. Ao todo, estão previstas quatro missões tripuladas. 

Além de Tianhe, que já está em órbita, os dois módulos restantes – que serão laboratórios de biotecnologia, medicina, ou astronomia – serão enviados ao espaço no ano que vem.

Depois de concluída, a estação terá uma massa de cerca de 90 toneladas, com expectativa de vida útil de pelo menos 10 anos, de acordo com a agência espacial chinesa. Será muito menor do que a ISS e similar à estação soviética Mir, lançada em 1986 e desativada em 2001.

A China investiu bilhões de dólares ao longo de décadas para alcançar potências espaciais como Estados Unidos e Rússia. Até agora, enviou humanos ao espaço, sondas à Lua e, no mês passado, colocou um robô em Marte. 

O interesse chinês em ter sua própria base humana na órbita da Terra foi impulsionado pela proibição americana de seus astronautas estarem na ISS.

Fonte; R7

China ampliou liderança na origem de importações brasileiras em 2020

Segundo estudo da CNI, país asiático avança em produtos complexos

Principal origem das importações brasileiras desde 2019, a China continuou avançando sobre o comércio externo brasileiro em 2020. Segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o país asiático foi responsável por 21,9% das compras externas brasileiras no ano passado, com avanços em produtos de tecnologia.

Nos últimos 15 anos, a China apresentou uma evolução considerável no comércio exterior. Em 2006, o país detinha 8,6% das importações brasileiras. Tradicionalmente o principal fornecedor de produtos para o Brasil, a União Europeia viu a participação cair de 20,3% em 2006 para 19,1% no ano passado.

No mesmo período, os Estados Unidos mantiveram uma participação relativamente estável nas importações brasileiras, com leve alta de 15,7% para 17,6%, mantendo a terceira posição. O principal perdedor na origem das importações brasileiras foi a América do Sul. De segundo lugar em 2006, responsável por 17,6% das compras externas do Brasil, o continente caiu para o quarto lugar, com 11,4% em 2020.

Indústria

Além de aumentar as exportações para o Brasil, a China também passou a vender produtos cada vez mais sofisticados, distanciando-se da imagem de exportador de bens industrializados de baixa complexidade. Ao analisar 15 setores da indústria, o levantamento constatou que as importações da China cresceram em 11, mantiveram-se em três e caíram apenas em um setor.

Entre os setores com maior avanço da China de 2006 a 2020, estão máquinas e equipamentos (de 10% para 23%); produtos químicos (de 10% para 29%) e materiais elétricos (de 24% para 50%). Até segmentos nos quais o país asiático tinha pouca tradição conquistaram fatias significativas de mercado: veículos e automóveis (de 2% para 11%) e química fina (de 1% para 14%).

No mesmo tempo, a indústria brasileira passou a comprar cada vez menos das outras regiões e dos demais países. Dos 15 setores pesquisados, 11 passaram a importar menos da União Europeia e do Japão e 13 passaram a comprar menos da América do Sul e dos Estados Unidos.

Propostas

Para o gerente de Políticas de Integração Nacional da CNI, Fabrizio Sardelli Panzini, o crescimento do comércio com a China tem criado uma dependência prejudicial para os setores mais desenvolvidos da economia brasileira. Com 75% das exportações ao país asiático concentradas em soja, minério de ferro e petróleo e importando bens cada vez mais complexos, o Brasil tem experimentado piora na qualidade do comércio exterior.

“Há vários anos esperamos a diversificação do comércio com a China, mas ela não vem. O máximo de espaço para ampliar o comércio com a China está na agroindústria, com mais exportações de carne e algum ganho de mercado”, diz.

O gerente da CNI defende a rápida aprovação e implementação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia para que a indústria brasileira recupere espaço nas exportações. Diferentemente da China, o Brasil tem um comércio mais equilibrado com os países europeus, exportando tanto produtos básicos como industrializados. O acordo tem potencial de ganhos porque prevê a queda mais rápida de tarifas e barreiras comerciais para os produtos do Mercosul no mercado europeu do que o dos produtos europeus aqui.

“A União Europeia é um parceiro tradicionalmente importante para o Brasil, com um comércio complementar e elevada participação da indústria dos dois lados. Quando a União Europeia perde mercado, o Brasil perde qualidade do comércio. Existem muitas empresas europeias que investem aqui e geram exportação para a Europa. Com a China, não existe a contrapartida do crescimento das exportações de bens industrializados brasileiros”, explica Panzini.

América Latina

Na avaliação de Panzini, a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia também é importante para restabelecer o comércio na América Latina. Ele ressalta que o Brasil tem acordos comerciais profundos com vários países da América Latina, mas as trocas dentro do continente estão diminuindo com o avanço do comércio com a China.

“Cada vez mais, os países latino-americanos vendem commodities (bens primários) a país asiático e menos entre si. O continente tem se reprimarizado na economia, daí a importância de viabilizar investimentos europeus aqui, com melhoria no ambiente de negócios, para o Brasil poder exportar para a América Latina”, diz.

O gerente da CNI recomenda ainda melhorias internas brasileiras, com a aprovação de reformas econômicas, principalmente a tributária, que reduza o custo Brasil e harmonize os impostos com os dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Se o Brasil fizer o dever de casa, vai melhorar a competitividade e aproveitar ainda mais os ganhos do acordo com a União Europeia”, acrescenta.

Fonte; R7

Dois tigres são abatidos da China após matarem cuidador

Homem havia acabado de alimentar animais, que logo em seguida fugiram de suas jaulas. Mortes foram criticadas na internet

Um cuidador de zoológico morreu, atacado por dois tigres que tinha acabado de alimentar. Os animais foram abatidos, após escaparem de suas jaulas em um parque no centro da China.

De acordo com um comunicado do Escritório Florestal de Xichuan, na província central de Henan, “um guardião foi ferido na manhã desta terça-feira por mordidas que recebeu após alimentar dois tigres que escaparam de suas jaulas. O cuidador foi levado às pressas para o hospital, onde morreu”.

O incidente gerou uma caçada para capturar os tigres, que terminaram sendo abatidos dentro do parque Vale dos Pavões de Danjiang. 

Os felinos foram alugados para o zoológico por um circo da cidade de Suzhou, no leste do país, completou o departamento florestal, que abriu uma investigação para determinar as circunstâncias do acidente.

O caso provocou críticas entre os internautas, que questionaram a existência de parques com animais trancados.

“Exceto por razões científicas, os animais não devem ser mantidos em cativeiro em zoológicos”, escreveu um internauta no site do Baidu. 

Fugas de animais selvagens não são raras na China. No início deste mês, três leopardos foram encontrados vagando pela cidade de Hangzhou, a sudoeste de Xangai.

Os zoológicos chineses são, frequentemente, alvo de críticas pelas condições em que os animais vivem, assim como pelos incidentes fatais atribuídos à ausência de regras de segurança rígidas. 

Em 2016, uma mulher morreu em um zoológico de Pequim, onde os visitantes podem observar os animais de um veículo que percorre o local. 

O acidente ocorreu quando a filha da mulher saiu do veículo e foi atacada por um tigre, sofrendo ferimentos graves. A mãe, que saiu para proteger a filha, foi atacada por um segundo felino e morreu.

Fonte: R7

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