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Com ameaça de nova paralisação, motoristas e cobradores esperam por salários atrasados

Os trabalhadores pedem o pagamento dos salários atrasados e vale-alimentação,..

Porto Velho, RO – Ainda com os salários atrasados motoristas e cobradores do transporte coletivo da capital poderá paralisar mais uma vez pelos funcionários das empresas que compõe o Consórcio SIM. Os trabalhadores pedem o pagamento dos salários atrasados e vale-alimentação, além da qualificação profissional. ‘Ninguém é obrigado a trabalhar sem receber’, a afirmação é de motoristas e cobradores ouvidos pela reportagem nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, os funcionários que preferem não ser identificados, disseram que a paralisação dos serviços do transporte público é em resposta ao não cumprimento do acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (RO), entre os empresários do Consórcio SIM, Prefeitura e a categoria. Além dos vencimentos, os trabalhadores alegam suspensão na prestação do serviço de saúde e atraso nos ticket-alimentação e qualificação profissional.

– O clima entre os trabalhadores que retomaram os trabalhos nesta quarta-feira (23), continua tenso mediante a possível paralisação das atividades e ameaças de demissão por parte do Consorcio SIM.

Na última paralisação, os trabalhadores do sistema de transporte coletivo urbano, ‘cruzaram os braços’ por conta do atraso salarial. Com a antecipação de um mês de salário trabalhado (Abril 2020), ainda assim, os trabalhadores não descartam uma nova paralisação da categoria.

Imagem correiodenoticia.com.br

De acordo com os trabalhadores, uma nova audiência entre o Consórcio SIM e a Prefeitura na 1ª Vara da Fazenda Pública, iria definir o novo destino dos trabalhadores. Principalmente a data da quitação dos salários em atraso.

Nos bastidores, os trabalhadores filiados ao Sindicato da categoria (SITETUPERON) criticaram a posição da diretiva da entidade que, em todas as paralisações, ‘tirou o corpo fora do movimento’ ao tornar publico que ‘o Sindicato não tem participação nas paralisações dos trabalhadores em processo de indicativo de greve’.

Luta

 – Em outros tempos, os dirigentes sindicais iam pras ruas, divulgar planilhas de custos e o conteúdo dos  acordos através de panfletagem pela cidade, na tentativa de chamar a atenção das autoridades envolvidas e da sociedade, afirmaram.

Atualmente, segundo os trabalhadores, a diretiva do Sindicato se vale apenas de anúncios em sites e emissoras de rádios de caráter corporativo e de forma aleatória, ‘se imiscuir das responsabilidades com categoria’, com as paralisações relâmpagos para que se pressionem as empresas, causa estranheza esse tipo de atitude dos dirigentes do Sindicato quanto esse jogo de empurra, que só favorece o patronato e a Prefeitura’.

Segundo os trabalhadores, nos últimos 3,5 anos, continuamos lutando por melhores condições de trabalhos, salários atualizados e o cumprimento do último acordo Coletivo de Trabalho (ACT-2019-2020). Além das reivindicações de cobrança de benefícios previstos na CLT e na Constituição Federal; como o ticket-alimentação, assistência médica, odontológica e qualificação profissional. Porém, adiantaram que ‘as paralisações previstas, podem ser retomadas a qualquer momento, ‘não é por reajuste salarial e sim, por recebimento de salários atrasados, arremataram os trabalhadores.

Da Redação/CN | com informações de Xico Nere

Motoristas e Cobradores podem cruzar os braços, mais uma vez

‘A situação, ficou fora de controle e já não temos mais confiança na direção do Sindicato da nossa categoria’.

Porto Velho, RO – Em plena pandemia do novo coronavírus, motoristas e cobradores do transporte urbano da capital, formalizaram nesta segunda-feira (14) uma nova paralisação. O motivo, segundo os profissionais, seria o atraso dos salários e benefícios acordados entre a Prefeitura, o Consórcio SIM e autoridades do Tribunal Regional do Trabalho (14ª Região RO-AC).

A questão, segundo os trabalhadores ouvidos pela reportagem sob anonimato, ‘a situação ficou fora de controle e já não temos mais confiança e segurança na direção do Sindicato da nossa categoria’. 

Nesta ultima segunda-feira, 14, a maioria dos cobradores e motoristas que cruzaram os braços, Retornaram a garagem logo após completarem os dois primeiros balões (viagem). Além dos salários atrasados por cerca de quatro meses, os trabalhadores confirmaram, contudo, que, ‘não tem outra saída, a não ser cruzar os braços ou pedir demissão coletiva’, outra vez.

Infelizmente, “Parece que, a direção da empresa não tem o mínimo de respeito pelo seu maior patrimônio, os trabalhadores que transportam, diariamente, os cidadãos de nossa cidade. Mais uma vez, os trabalhadores não são respeitados, nem ao menos com o ticket alimentação e cestas básicas”, destacaram os profissionais.

A reportagem entrou em contato administração do Consórcio SIM e a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (SEMTRAN) para saber informações, porém não obtivemos resposta. Situação semelhante foi encontrada junto ao Tribunal Regional do Trabalho.

Segundo ex-motoristas que estiveram na diretiva do comando do Sindicato da categoria nos anos 2010-2013, atualmente ‘a situação dos trabalhadores, é muito delicada’. Em tempos passado, as demandas da categoria eram tratadas com os patrões e logo transferidas para o Judiciário’. “Atualmente, nem a Justiça consegue reverter o quadro de penúria e instabilidade”, afirmam as fontes.

Com salários atrasados, além de outros benefícios ‘travados’, os trabalhadores, segundo apurou o CORREIO DE NOTICIA, ‘podem parar de vez a qualquer momento’. Para eles, a suposta intransigência do Consórcio SIM, na queda de braço que trava com a gestão  Hildon Chaves, ‘só complica ainda mais a situação’.

Para um ex-presidente do Sindicato do Transporte Urbano de Rondônia (SITETUPERON), ‘atualmente, a categoria exerce uma atividade de alto risco, agora, nessa pandemia, até porque estão expostos ao contato direto com os passageiros’.

Por Xico Nery

Motoristas e cobradores tentam justificar suspensão dos serviços

O problema se arrasta e a Prefeitura, através da Secretaria de Transporte, Mobilidade e Trânsito (SEMTRAN),..

Porto Velho, RO – Paralisados desde as primeiras horas desta segunda-feira (29), motoristas e cobradores das empresas de ônibus que cruzaram os braços disseram que estão temerosos de só receberem metade dos salários caso haja mais uma renegociação com os patrões.

Segundo interlocutores da categoria, ‘a paralisação repentina foi mais um alerta às autoridades sobre a situação crítica que categoria vem passando até agora’. O problema se arrasta e a Prefeitura, através da Secretaria de Transporte, Mobilidade e Trânsito (SEMTRAN), ‘não apresenta nenhuma solução’, diz a cobradora da Linha 4 de Janeiro, uma das mais rentáveis.

A suspensão dos serviços, de acordo com parte das lideranças ouvidas pela reportagem, ‘não é segredo pra ninguém, nem para a Diretiva do Sindicato’, já que o atraso dos salários vem acontecendo já algum tempo -, isso é de domínio público, disse. Segundo eles, ‘motoristas e cobradores, em que pese ainda esteja valendo o último Acordo Coletivo (2019), os salários atrasados devem continuar sendo pagos ou não até a próxima empresa assumir o sistema de transporte a partir do mês de setembro deste ano.

– Certamente, não irá aceirar pendências trabalhistas e previdenciárias, advertiu um ex-componente opositor à atual Diretoria do SITETUPERON.

A suspensão dos serviços deixa muita gente sem poder ir ao trabalho em vários pontos da cidade. Trabalhadores ouvidos pela reportagem, afirmaram que, ‘já não aguentam mais pagar taxi-compartilhado’.

Do ponto de vista da categoria, a saída pela tangente de parte da Diretiva do Sindicato que alegou em nota à imprensa, ‘que não sabia de nada’, esse posicionamento foi contestado pela maioria que viu nesse gesto falta de senso, ‘nós, cobradores e motoristas, nunca teve certeza de que os salários seriam pagos’.

Pelo menos 25% dos trabalhadores se mostraram confiantes, com ou sem a intervenção do Sindicato da categoria, ‘as intervenções poderão vir a ocorrer sempre que a maioria decidir pressionar o Consórcio SIM ou às autoridades a fim de chamar atenção para a situação que os trabalhadores vêm sofrendo ao menos três e meio.

A respeito de uma possível imputação de penalidade a ser aplicada pelas horas ou dias que se estende na suspensão dos serviços, a maioria entende que a Diretiva do SITETUPERON não poderá se furtar em defender a categoria na Justiça e/ou outros meios legais. Outro ponto destacado, ‘é que ninguém trabalha de graça nem por pouco nem muito tempo’, arremataram.   

Por Xico Nery

Transporte Coletivo de Rondônia paralisam atividades

Segundo a afirmação do Sindicato, trabalhadores estão sem receber há cerca de 3 meses.

Trabalhadores do transporte coletivo de Porto Velho paralisaram na manhã desta segunda-feira (29) toda frota de ônibus da capital.

Conforme o Sindicato da categoria (Sitetuperon), os Motoristas e cobradores estão sem receber há cerca de 3 meses. População amanheceu sem transporte público.

A Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) informou que 100% da frota da capital está paralisada.

“Nós estamos tomando as providências porque não tivemos nenhum comunicado, não tivemos um aviso prévio de 72 horas e estamos resolvendo junto a empresa para ver essa situação. A prefeitura inclusive, por um passivo que tinha em 2017, realizou até pagamentos anteriores para maior equilíbrio à empresa então não sabemos o que tá justificando essa paralisação”, disse Nilton Kisner, secretário da Semtran.

Fonte: Rede Amazônica