Município diz que prefeito Isaú Fonseca não tem envolvimento com operação da polícia civil em Ji- Paraná

Em coletiva, o supervisor de assuntos legislativo Robson Casula, diz que prefeito mandou cancelar contrato de R$ 37 milhões ‘antes de qualquer fraude’ 

O supervisor de assuntos legislativo de Ji-Paraná (RO) afirmou em uma coletiva de imprensa que o prefeito, Isaú Fonseca, não foi intimado pela Polícia Civil durante a Operação Colapso nesta segunda-feira (7).

Segundo Robson Casula, o chefe do executivo não tem relação com a suposta tentativa de fraude revelada na investigação, que denuncia o envolvimento de servidores do executivo por tentarem desviar R$ 37 milhões da Saúde através de um contrato fraudulento.

Aos jornalistas, o supervisor de assuntos legislativos explicou sobre o contrato, onde inicialmente visava ampliar os leitos de UTI para Covid-19 em Ji-Paraná e fornecer medicamentos.

“Chegou ao conhecimento do prefeito que havia uma empresa nesse segmento [em março], que poderia atender a ampliação de leitos. Diante de uma promessa de que poderia ampliar leitos e fornecer medicamentos, e na expectativa de resolver um problema tão grave, é que o prefeito autorizou um processo administrativo. O processo evoluiu, acelerou e o prefeito ordenou fazer um estudo/técnico”, explicou Robson.

Após a contratação e verificação do processo, o prefeito Isaú Fonseca determinou que fosse feito uma análise. Ainda em março, o próprio prefeito teria ordenado o cancelamento do respectivo contrato de R$ 37 milhões, com dispensa de licitação.

“A prefeitura não gastou um real com essa empresa. O processo foi cancelado, não houve qualquer andamento que pudesse colocar em dúvida a administração pública”, diz supervisor.

Ainda de acordo com Robson, o próprio prefeito Isaú Fonseca mandou suspender a contratação, antes mesmo de surgir qualquer indício de fraude no contrato com a empresa Ultramed – Serviços Médicos e Hospitalares.

Secretário de saúde de Ji-Paraná, servidor e procurador são afastados durante operação

“Isaú não tinha conhecimento de outros ilícitos que pudessem ser feitos posteriormente no contrato. Abriu-se o processo, surge-se essa empresa. Mas antes dessa empresa praticar qualquer ato, o prefeito cancelou”, afirma Robson.

A Polícia Civil confirma que os alvos da operação nesta segunda-feira são servidores do executivo, e não o prefeito de Ji-Paraná.

Ao todo, os policiais cumpriram 8 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de afastamento cautelar das funções públicas de Ivo da Silva (secretário municipal de Saúde), Ricardo Marcelino Braga ( Procurador-Geral do município) e Claudinei Henrique de Oliveira (Presidente da Comissão de Processo de Licitação).

Os R$ 37 milhões que seriam supostamente desviados fazem parte de recursos do combate da Covid-19, mas segundo o delegado Thiago Flores, o município de Ji-Paraná não fez o pagamento para a empresa contratada sem licitação.

Fonte: G1/RO

“Operação Verde Brasil 2″ conclui ações com quase mil intervenções nas áreas de proteção ambiental

Atuação ocorreu em todo Estado de Rondônia, em 16 localidade do Acre e 13 pontos geográficos do Sul do Amazonas

Governo de Rondônia trabalhou por meio da Sedam e do Batalhão da Polícia Ambiental

Na manhã desta terça-feira (4), representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), dirigentes do Exército Brasileiro e demais instituições estaduais, municipais e federais deram entrevista coletiva sobre o balanço final da “Operação Verde Brasil 2”. Na ocasião, foram abordadas várias atividades deflagradas pelos agentes de fiscalização, a exemplo de combate a incêndio e apreensões de madeiras ilegais em terras federais e Territórios indígenas.

A ação, que se caracteriza como repressiva e preventiva, há mais de 350 dias sob o comando da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Dda. Inf. Sl.), atuou em diferentes localidades de Rondônia e regiões vizinhas como no Acre e Sul do Amazonas.

Além das ações já mencionadas, outras práticas mais intensificadas foram aplicadas pelos integrantes da Operação Verde Brasil 2, como o combate à extração de madeira, que resultou na apreensão de 56.745,519 m (cinquenta e seis mil, setecentos e quarenta e cinco e quinhentos e dezenove metros cúbicos), encontradas entre as 94 madeireiras visitadas na região. Já, como forma de evitar o avanço do desmatamento na floresta amazônica, foram combatidos 356 focos de incêndios em uma área de mais de 54 mil hectares, resultando em multas e infrações para os responsáveis pela ilegalidade.

Durante a ação, ao todo, foi designado um efetivo de 1.255 pessoas entre homens e mulheres, na função de militares e agentes civis. Além da 17ª Brigada e a Sedam, outros órgãos e departamentos públicos atuaram em diversas equipes compostas pela: Força Área Brasileira (FAB), Marinha do Brasil, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Nacional do Índio (Funai), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Cenispam), Polícia Militar (PM) o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBM), Defesa Civil do Estado e demais entidades públicas do Amazonas e Acre.

BALANÇO DA AÇÃO

Durante as ações realizadas de maio de 2020 a 30 de abril de 2021, no geral, foram obtidos os seguintes resultados:

  • número de ações: 919;
  • número de incêndios combatidos: 356;
  • aérea embargada de incêndios: 54.777,33 hectares;
  • prisões: 44;
  • termos de infração e multas: 454;
  • madeireiras visitadas: 94;
  • apreensões de madeiras: 56.745.519 metros cúbicos;
  • embarcações apreendidas: 74;
  • veículos apreendidas: 81;
  • armas e munições apreendidas: 33 e
  • apreensão de drogas: 16,250kg.

Além destas apreensões, outros produtos e equipamentos para prática ilegal foram retidos pelas equipes de fiscalização. Só na região que corresponde Rondônia, desempenharam-se atividades em 47 localidades de proteção ambiental, entre terras indígenas e reservas extrativistas e biológicas; 16 locais no Acre e em 13 pontos geográficos do Sul do Amazonas. Nos casos de incêndios, teve aplicação de multa no total de R$ 359.882.095,01, e, da madeiras apreendidas, inserção de multa no valor de R$ 100 milhões.

Outras Ações Cívicas Sociais (ACISO) e de conscientização também foram desencadeadas em distritos e comunidades adjacentes às Bases de Operações, por meio de atendimentos médicos-odontológicos, prevenção à saúde, exames e distribuição de medicamentos.

A Operação Verde Brasil 2 teve como objetivo realizar ações preventivas e repressivas contra crimes ambientais, por meio do combate ao desmatamento ilegal, além de incêndios em regiões de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e áreas pertencentes à Amazônia Legal.

O encerramento desta ação foi estabelecido para o dia 30 de abril deste ano, também por meio do Decreto Presidencial nº 10.539, de 4 de novembro de 2020.

No ano de 2019, foi deflagrada também uma operação com o mesmo nome, em vários Estados do país com objetivo de diminuir os princípios de queimadas e grandes focos de incêndio em diversas regiões de Rondônia.

Fonte: Sedam

Prefeito Hildon Chaves anuncia nova compra de remessa de vacinas em Porto Velho

O anúncio foi confirmado em Coletiva na manhã de hoje.

Durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (12), o prefeito Hildon Chaves anunciou a compra de 400 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca para imunizar aproximadamente 200 mil pessoas em Porto Velho. Ele garante que os imunizantes chegam no máximo em um mês na cidade.

De acordo com o prefeito foram investidos aproximadamente R$ 20 milhões com recursos próprios do município. “O laboratório já confirmou que aceitou vender as vacinas para Porto Velho e o dinheiro já foi depositado em uma conta criada a partir de orientação da empresa”, confirmou Hildon Chaves.

No prazo de 25 a 30 dias a vacina deve chegar à Capital, segundo o Prefeito. “Nossa Secretaria de Saúde terá a missão de vacinar 40% da população em até 10 dias depois da chegada. Nós temos urgência para salvar vidas”, disse Hildon Chaves.

Segundo o Prefeito, a expectativa do município é chegar até a população de 30 anos. “Atualmente, nós estamos vacinando profissionais de saúde e idosos de 80 anos. Com essa aquisição, nós queremos chegar até as pessoas de 30 anos com essa ação”, enfatizou.

O prefeito destacou ainda, que a vacina não dá imunidade imediata. “O imunizante demora aproximadamente 30 dias para imunizar. Após isso, já vamos poder observar a queda no número de contaminados” finalizou o prefeito.

Hildon declarou ainda que a compra das vacinas está sendo feita com recursos próprios e ainda com emendas parlamentares federais de R$ 4 milhões.

Rondônia voltará a transferir pacientes com covid para outros estados

Secretário de Saúde Fernando Máximo, voltou a dizer que hospitais estão sem leitos de UTI novamente.

Leitos de UTI lotados em Rondônia — Foto: Arquivo pessoal
Leitos de UTI lotados em Rondônia

O secretário de saúde do estado, Fernando Máximo, revelou na última sexta-feira (5), durante coletiva de imprensa, que a fila por uma vaga na UTI da rede pública do estado voltou a crescer. Segundo o secretário, Rondônia possui 291 leitos de UTI e todos estão ocupados.

Ao todo, 26 pessoas aguardam por uma vaga na UTI e na última semana, quatro pacientes com Covid-19 foram transferidos para o Mato Grosso do Sul.

52 novos leitos de UTI foram abertos na última semana em Rondônia (30 no Cero, 10 no Samar e 10 no Hospital do Amor, todos em Porto Velho).

Segundo o secretário de saúde, o estado não tem mais possibilidades de abrir novos leitos e por isso, as transferências de pacientes tiveram que ser retomadas.

Fonte: Assessoria

Vacinação contra covid-19 começa na quarta-feira, anuncia Pazuello

Doses começarão a ser entregues aos estados nesta segunda-feira

A vacinação contra a covid-19 começa na próxima quarta-feira (20), às 10h, em todo o país, para os grupos prioritários. O anúncio foi feito neste domingo (17), pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante coletiva no Rio de Janeiro. 

Segundo o ministro, serão inicialmente 3 milhões de pessoas a serem vacinadas, com duas doses cada uma, totalizando 6 milhões de doses da CoronaVac, produzida pela empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantan. O uso emergencial da CoronaVac foi aprovado hoje (17) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O ministro abriu a coletiva se solidarizando com as famílias das vítimas e agradecendo aos profissionais de saúde na linha de frente da pandemia.

“Quero começar me solidarizando com cada família que perdeu um ente querido. Já passamos de 200 mil mortes em nosso país. E agradecer a todos os profissionais de saúde, que já salvaram mais de 7 milhões de pessoas vítimas da covid-19. Hoje o Brasil passa por um momento de grande avanço, esperança e conforto aos brasileiros, que aguardavam por esta notícia. Está dado o primeiro passo para a maior campanha de vacinação do mundo contra o coronavírus”, disse Pazuello.

O ministro afirmou que o importante é garantir a todos os estados as doses da vacina, em igualdade de condições, respeitando a questão da gravidade local.

“O Ministério da Saúde tem em mãos, neste instante, as vacinas, tanto do Butantan quanto da AstraZeneca [em parceria com a Fiocruz]. E nós poderíamos, num ato simbólico, ou numa jogada de marketing, iniciar a primeira dose em uma pessoa. Mas em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso”, frisou o ministro.

Pazzuelo destacou que existe um pacto federativo histórico entre a União e os estados, que deverá ser respeitado, com a saúde da população colocada acima de tudo.

“Quebrar essa pactuação é desprezar a igualdade entre os estados e todos os brasileiros. É desprezar a lealdade federativa. Senhores governadores, não permitam movimentos políticos eleitoreiros se aproveitando da vacinação nos seus estados. O único objetivo, neste momento, tem que ser o de salvar mais vidas e não fazer propaganda própria”, destacou o ministro.

Em São Paulo, o governo estadual iniciou hoje a vacinação contra o novo coronavírus, imunizando uma enfermeira que trabalha na linha de frente contra o vírus.

Distribuição

Pazuello comentou como deverá ser o processo de vacinação, a partir de quarta-feira, sendo que a responsabilidade da operação logística será dos municípios, definindo quem são os grupos prioritários a receberem as primeiras doses. Segundo o ministro, as doses começarão a ser entregues aos estados a partir das 7h desta segunda-feira (18), com apoio do Ministério da Defesa, com deslocamento aéreo.

“Os grupos prioritários são mais controlados. Idosos em instalações de longa duração, que a vacina vai até eles, profissionais de saúde que estão na linha de frente, em que forma de comunicação é em outro nível, vai no aplicativo Conecte SUS, onde faz a inscrição para a vacinação, os índios aldeados, [que a vacinação] vai até a aldeia. Então esses grupos iniciais são mais simples de serem trabalhados. Isso vai dando tempo para a estrutura se organizar para os públicos maiores. Neste momento, os prioritários são muito mais simples de se fazer. E isso está no plano de execução do município, que executa a vacinação”, explicou o ministro.

Assista a entrevista coletiva:

Neste domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o uso emergencial no país das vacinas CoronaVac, do Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e da AstraZeneca, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o consórcio Astrazeneca/Oxford. A reunião durou cerca de cinco horas.

No caso da CoronaVac, a taxa de sucesso na prevenção da doença em relação ao grupo que tomou placebo (medicamento inócuo) atingiu 50,39%, segundo a agência. Para a AstraZeneca, a Anvisa confirmou a eficácia global do imunizante em 70,42%.

Fonte: Graça Adjuto A/B

Governo estadual anuncia plano de vacinação contra covid-19 em RO

O plano foi anunciado oficialmente durante coletiva.

O Governo de Rondônia lançou oficialmente nesta sexta-feira (15) o plano estadual de vacinação contra a Covid-19. Apresentação do documento aconteceu durante entrevista coletiva à imprensa.

Permanece indefinida a data de início da imunização, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) e a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) dizem aguardar o envio das vacinas pelo Ministério da Saúde. A previsão é que 68 mil doses cheguem no estado ainda em janeiro, mas ainda não há data concreta.

De acordo com o documento, as primeiras pessoas vacinadas contra a Covid-19 fazem parte de grupos prioritários, considerados mais vulneráveis ou mais expostos à doença. Os grupos foram divididos em quatro fases:

  • Primeira fase: Trabalhadores de Saúde, pessoas com mais de 75 anos, pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas e população indígena acima de 18 anos. Fazem parte desse grupo cerca de 102 mil pessoas.
  • Segunda fase: pessoas de 60 a 64 anos, pessoas de 65 a 69 anos e pessoas de 70 até 74 anos. Fazem parte desse grupo cerca de 141 mil pessoas.
  • Terceira fase: Pessoas com comorbidades, como: diabetes, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave. Fazem parte desse grupo cerca de 120 mil pessoas.
  • Quarta fase: Trabalhadores educacionais, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional. Fazem parte desse grupo aproximadamente 28 mil pessoas.

Em Rondônia estão instaladas, até o momento, 362 salas de vacinação públicas, distribuídas nos 52 municípios do estado. As doses chegarão até essas unidades percorrendo o seguinte caminho: o Ministério da Saúde envia as doses para o Governo de Rondônia, que encaminha para as Regionais de Saúde e essas enviam para cada município.

Segundo a Agevisa, quando as doses chegarem aos municípios começará imediatamente a imunização da população.

Outros grupos prioritários

Segundo o Plano de vacinação em Rondônia, os grupos classificados abaixo também foram definidos como prioritários, mas ainda não foi estabelecido em que fase da vacinação eles entrarão. A tomada de decisão depende da aprovação e disponibilidade de vacinas. São eles:

  • Pessoas com deficiências institucionalizadas,
  • Pessoas com deficiência permanente severa,
  • Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas,
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores transporte coletivo rodoviário e metroferroviário de passageiros
  • Trabalhadores de transporte aéreo
  • Trabalhadores portuários
  • População privada de liberdade acima de 18 anos
  • População em situação de rua

Fonte: G1/RO

Covid-19: ministério atualiza informações sobre medicamentos e insumos

Secretário-executivo faz balanço das entregas

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, participa neste momento de coletiva de imprensa para atualização do balanço de entregas de medicamentos e insumos estratégicos no combate à covid-19.

Acompanhe ao vivo:

Fonte: Paula Laboissière A/B

Coronavac tem eficácia de 100% em casos graves, diz Butantan

O anúncio foi feito hoje pelo governo de SP.

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan apresentaram nesta quinta-feira (7) os resultados as pesquisas com a Coronavac. Também nesta quinta o Butantan iniciou as tratativas com a Anvisa para garantir autorização do uso emergencial da vacina.

O governo paulista não forneceu mais detalhes sobre a vacina tais como o número dos voluntários que receberam a vacina e o número que receberam o placebo, intervalo de confiança da eficácia da vacina ou dados referentes a subgrupos, como eficácia da vacina por faixa etária. 

De acordo com o governo, a vacina é de que ela garantiu proteção total contra casos graves e mortes provocadas pela doença. “Isso significa que ela tem elevado grau de eficiência e de eficácia para proteger contra a covid-19 [doença provocada pelo novo coronavírus ]”, disse hoje (7) o governador de São Paulo João Doria. “As pessoas que forem imunizadas com a vacina do Butantan terão entre 78% e 100% menos possibilidade de desenvolverem a covid-19 do que uma pessoa que não receber o imunizante”.

Fonte: Congresso em Foco

Vacinação contra covid-19 pode começar em fevereiro, diz Pazuello

Previsão vale se laboratórios cumprirem etapas burocráticas em 2020

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a afirmar hoje (16) que, no Brasil, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021 caso os laboratórios farmacêuticos cujas vacinas estão em fase adiantada de produção cumpram todas as etapas burocráticas até o fim deste ano.

“Se mantido o que o Instituto Butantan e a Fiocruz previam, ou seja, se a fase 3 dos estudos e toda a documentação das fases 1 e 2 forem apresentados e os registros das vacinas forem solicitados à Anvisa ainda em dezembro, nós, possivelmente, teremos as vacinas em meados de fevereiro para dar início ao plano [de imunização]”, declarou Pazuello a jornalistas após participar do lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Pazuello lembrou que, além do habitual trâmite de aprovação de medicamento, no qual a Anvisa precisa atestar a integral eficácia e segurança dos produtos a partir da análise minuciosa dos resultados de testes relatados pelos fabricantes, os laboratórios também podem pedir uma autorização para o uso emergencial, o que, se aprovado, lhes permitirá atender a um reduzido grupo de pessoas, conforme autorizado.


“O normal é o [processo de] registro em que, no caso de uma vacina produzida no Brasil, a Anvisa tem de avaliar toda a documentação e dar garantias da segurança do imunizante. Mas precisamos compreender que, dentro da pandemia, dada a velocidade de desenvolvimento de vacina, estamos diante de um outro modelo, que é o de uma autorização de uso emergencial que permita aos laboratórios distribuir vacinas a grupos específicos mesmo sem a conclusão dos testes clínicos e da avaliação de completa eficácia e de [possíveis] efeitos colaterais”, acrescentou o ministro, enfatizando que, nos Estados Unidos e no Reino Unido, o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer foi autorizado em regime emergencial, antes que a empresa obtivesse o registro definitivo do produto.

O ministro enfatizou que não há registro de vacina contra a covid-19 em nenhuma agência reguladora no mundo todo. “E, no Brasil, não há nem solicitação de registro, nem pedido de uso emergencial. Se um laboratório nacional ou estrangeiro solicitar e obtiver da Anvisa a autorização de uso emergencial, estudaremos que grupos poderão receber a vacina em quantidades limitadas”, assegurou Pazuello, explicando que somente em um eventual caso de uso emergencial poderá ser exigida a assinatura de um termo de responsabilidade.

“Durante as campanhas de vacinação as pessoas não chegam a um posto de vacinação e assinam um termo de consentimento para tomar a vacina. Já o uso emergencial não é como uma campanha. Ele fica limitado a grupos específicos, que são voluntários. Logo, se um laboratório solicitar e a Anvisa autorizar o uso emergencial de alguma vacina [antes que ela tenha cumprido todas as etapas burocráticas prévias ao registro], as pessoas que participarem terão sim que assinar o termo de consentimento. E somente nestes casos”, explicou o ministro, voltando a dizer que, no que depender do Ministério da Saúde, a vacinação não será obrigatória.

“Não haverá obrigatoriedade por parte do governo federal em hipótese alguma, e sim campanhas que apresentem a todos o melhor a ser feito. A garantia [de eficácia e segurança] é o que vai fazer com que as pessoas sejam voluntárias”, ponderou o ministro, garantindo que, graças a capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura do Programa Nacional de Imunização, em vigor desde 1973, o governo federal tem condições de distribuir as vacinas para os estados em um prazo de cinco dias após receber as primeiras doses.

“Precisamos ter a capacidade de controlar a ansiedade e a angústia para passarmos estes 45, 60 dias a partir de agora, que serão fundamentais para que se concluam os processos, sejam feitos os registros, produzidas as vacinas e iniciemos a grande campanha de vacinação”, disse o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Covid-19: Governo Estadual anuncia ação em comunidades indígenas e ribeirinhas

A ação conta com a parceria da Associação de Doutores da Amazônia.

O Governo anuncia, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira manhã (19) no Palácio Rio Madeira, a 19ª Missão da Unidade de Saúde Social Fluvial Walter Bártolo, barco hospital fixado em Guajará-Mirim, que ocorrerá de 20 a 31 de outubro de 2020, em parceria com a Associação Doutores da Amazônia.

A força-tarefa contemplará diversos atendimentos e testagem para diagnóstico da Covid-19 que serão realizados por mais de 48 profissionais de saúde.

Na ação foram disponibilizados profissionais da área médica pela Associação Doutores da Amazônia, Governo do Estado e Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Governo Federal.  A ação ocorrerá em áreas indígenas, devidamente autorizados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e comunidades ribeirinhas dos rios Mamoré e Guaporé, dando destaque, as comunidades de Deolinda, Barranquilha, Sotério, Baia das Onças, Ricardo Franco (Rio Mamoré) e Surpresa (Mamoré e Guaporé, encontro entre os dois rios).

Algumas regiões serão necessárias a utilização de lanchas para deslocamento, uma vez que, pela baixa do rio, o barco hospital não consegue chegar à localidade.

De acordo com Caio Eduardo Machado, presidente da Associação Doutores da Amazônia, o avanço da pandemia às comunidade isoladas da região motivou a realização da força-tarefa, que graças apoio das entidades, será possível a efetivação.

Seguindo todos os protocolos do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), foram realizados testagem em todos os profissionais de saúde que farão os atendimentos a fim de não levar contaminações.

Associação Doutores da Amazônia é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, sem nenhum vínculo político partidário, que atua há seis anos na área do baixo madeira e há quatro anos em terras indígenas. Nesta missão, a associação doarão alimentos e mais de 15 mil itens de limpeza e higiene pessoal para prevenção da Covid-19, como álcool em gel, sabão, máscara, escova de dente. Além disso haverá doação de óculos para aqueles indicados pelo oftalmologista, ou seja, o paciente que apresente necessidade já sairá com armação.

A força-tarefa contará também com a parceria da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) que doará mais de duas mil máscaras de tecido para serem distribuídas. Ademais, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) dorá 600 cestas básicas para às comunidades.

O barco hospital é a maior ação fluvial da região Norte que proporciona assistência médica à comunidades ribeirinhas e indígenas, dessa vez, focará no enfrentamento à pandemia da Covid-19

Conforme o secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, serão cinco mil atendimentos nesses 12 dias. “É momento de muita alegria para a gente. Essa parceria que veio proporcionar saúde e ajudar nossa população que tem mais dificuldade de assistência, em especial nesta época de pandemia. Agradeço aos doutores da Amazônia, bem como todos os apoiadores, pelo trabalho voluntariado brilhante”, descreve.

Conforme mencionado pela assessoria, a missão do barco hospital é a maior ação fluvial da região Norte já realizada que proporciona atendimento com profissionais e especialistas médicos, tais como: clínica médica, psiquiatria, medicina de família e comunidade, pediatria, ginecologia ou obstetrícia, oftalmologia, além de odontólogos, farmacêuticos, biomédicos, enfermeiros e outros profissionais apoiadores.

Essa ação tem parceiros como, Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Casa de Apoio a Saúde do Indio (Casai), Fundação Nacional do Indício (Funai), Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão Desenvolvimento (Sepog), Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) e o apoio do deputado estadual Dr. Neidson, que ajudou com a emenda de 25 mil reais para auxiliar os custeios do projeto.

Fonte: Secom-RO