Delegado Péricles desvenda as tramas políticas e a corrupção no Amazonas (veja o vídeo)

Durante a ação da PF, o empresário chegou a efetuar disparos com arma de fogo

Em entrevista exclusiva à TV Jornal da Cidade Online, o deputado estadual Delegado Péricles conta detalhes sobre as tramas políticas no Amazonas.

Essa semana, a Polícia Federal fez buscas na casa do governador Wilson Lima e prendeu o secretário de Saúde do Estado, Marcellus Campêlo. Em junho de 2020, a então secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, já tinha sido presa na mesma operação da PF, a ‘Sangria’.

Também houve ações da PF no Hospital Nilton Lins e na casa do dono da unidade, Nilton Costa Lins Júnior, que foi preso. Durante a ação da PF, o empresário chegou a efetuar disparos com arma de fogo. São operações que parecem saídas dos filmes de Hollywood!

Delegado Péricles vai falar sobre a CPI da Saúde do Amazonas, que está colocando criminosos atrás das grades, bem diferente do que estamos vendo na CPI da Pandemia, onde alguns senadores lutam para criar narrativas e derrubar o presidente Bolsonaro.

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Fonte: JCO

Além das inúmeras denúncias de corrupção, pesa contra Renan ataque a jornalista com ofensas misóginas e machistas

Ele também insultou o pai da congressista Simone Tebet (MDB-MS), que foi uma das articuladoras da vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Esta semana, depois das ofensas recebidas pela oncologista e imunologista Nise Yamaguchi na CPI da Covid-19, voltou a circular na internet uma postagem de 2019 do senador Renan Calheiros (MDB-AL), em que ele ofendia a jornalista Dora Kramer, colunista da Revista Veja, depois de ser derrotado na disputa à presidência do Senado Federal.

A comunicadora relembrou a polêmica de 2019 e escreveu no Twitter:

“Obrigadissima à CPI por esquecer os ataques machistas de Renan Calheiros a mim. Muita coerência”, ironizou.

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Dora havia chamado o parlamentar de arrogante no artigo que analisava o resultado das eleições para o Senado. Furioso, Renan respondeu, em sua conta no Twitter, que já tinha sido assediado, sexualmente, pela jornalista. Ele também insultou o pai da congressista Simone Tebet (MDB-MS), que foi uma das articuladoras da vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“A Dora Kramer (Veja) acha que sou arrogante. Não sou. Sou casado e por isso sempre fugi do seu assédio. Ora, seu marido era meu assessor, e preferi encorajar Geddel e Ramez, que chegou a colocar um membro mecânico para namorá-la. Não foi presunção. Foi fidelidade.”

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A repercussão ao tuíte do emedebista foi tão negativa que ele apagou o post horas depois.

Ricardo Noblat, amigo da comunicadora e também integrante da Veja, disse:

“Seu post, senador, dá a real dimensão do seu caráter. Ou da falta dele”, respondeu Noblat.

A colunista Cora Ronai, do Globo, também saiu em defesa da jornalista e condenou o ataque:

“Renan, o Canalha, revela-se no ressentimento: acaba de postar o tuíte mais machista, asqueroso e repulsivo da política brasileira em todos os tempos, o que não é dizer pouco”, disparou.

Apesar das juras de fidelidade no casamento, Renan, que foi presidente do Senado Federal, foi derrubado, em 2007, depois de ter sido acusado de direcionar emenda parlamentar em favor da empreiteira Mendes Junior. Em troca, segundo a denúncia, o lobista da empresa pagava a pensão alimentícia devida pelo senador a uma filha que teve em relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso.

A cassação foi recomendada pelo Conselho de Ética, mas, ao fim, ele foi absolvido em plenário numa votação secreta. Embora tenha conseguido preservar o mandato, ele teve de abrir mão da presidência da Casa, cargo que voltou a ocupar posteriormente por outros dois biênios.

No Supremo, ele responde a 17 processos e é um dos principais alvos da “Operação Lava Jato” em liberdade. Com esse “brilhante” histórico e currículo, o senador foi escolhido pelos seus pares como um nome excelente para a relatoria da CPI da Covid, que tenta incriminar o presidente Jair Bolsonaro por crime de responsabilidade. Mas, até o momento, a oposição não tem nada de concreto.

Fonte: JCO

“Identificamos muitos casos de corrupção em Estados e municípios”, afirma CGU (veja o vídeo)

O ministro revelou que muitos casos de corrupção foram encontrados e que é necessário que a CPI também trate desses desvios.

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, participou do programa “Direto ao Ponto”, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (24), e desabafou sobre o teatro montado em torno da CPI da Covid-19.

Rosário explicou sobre a fiscalização que a União faz em torno dos gastos de Estados e municípios no enfrentamento da disseminação do coronavírus, desde que a pandemia começou, em março de 2020. O ministro revelou que muitos casos de corrupção foram encontrados e que é necessário que a CPI também trate desses desvios.

“Em uma reunião, selecionamos 278 ‘entes federados’ que seriam acompanhados: capitais, seis ministérios, todos os estados, municípios acima de 500 mil habitantes e etc. A partir daí, colocamos uma equipe em cada Estado acompanhando todas as compras feitas pela Covid-19 e, em alguns locais, tinham uma transparência melhor, outros nem tanto. Então, montamos um grupo que registrava tudo o que saía e comparamos preços. Fizemos esse levantamento que resultou em 53 operações que fizemos junto com a polícia”, apontou.

“Sabemos que o SUS tem uma organização tripartite, então toda essa pandemia tem que ser tocada dentro dessas competências. Me parece que o foco da CPI tem sido muito a gestão federal, mas nós sabemos que não é simples, envolve muita gente. Nós identificamos muitos casos de corrupção em estados e municípios, então a população quer que olhe os problemas no total”, completou o ministro.

A Controladoria ainda não conseguiu identificar valores totais de todos os desvios e nem previsão de que irão retornar aos cofres públicos. Mas, a estimativa é a de que o prejuízo esteja, atualmente, na casa dos R$ 160 milhões. A CGU comprovou, até o momento, que R$ 40 milhões foram mesmo desviados, mas há possibilidade desse valor aumentar muito com as novas investigações.

Em seu depoimento, durante a CPI, o ex-Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que o órgão de controle teria orientado o governo a não assinar o contrato com a farmacêutica Pfizer na compra das vacinas contra o coronavírus. Sobre o tema, Rosário explicou como funcionou as conversas entre a CGU e o governo.

“Emitimos um parecer no dia 3 de março 2021 que analisava riscos do contrato e algumas cláusulas que eram sigilosas e que preocupavam o governo como um todo. Como cláusulas de pagamento de garantias que a empresa não seria responsabilizada, alguns cláusulas (da Janssen) que tratavam de majoração dos preços; caso houvesse modificações. Então, isso tudo fomos colocando os problemas e medidas de mitigação desses riscos. O nosso parecer apontava os riscos, então deixamos claro que existiam esses problemas; mas se tomados essas medidas os contratos poderiam ser assinados”, contou.

Rosário desmentiu reportagem do Estado de S. Paulo que inventou um orçamento paralelo do presidente Jair Bolsonaro, no valor de R$ 3 bilhões em emendas do Orçamento Federal a alguns parlamentares e também para compra de tratores e outros maquinários superfaturados.

“A peça orçamentária é única. Secreto é algo escondido e se os valores estão lá, ele não é secreto. A primeira mentira da reportagem é essa. Depois diz que o orçamento secreto foi direcionado para a compra de tratores superfaturados e não diz qual foi o trator superfaturado ou quanto foi pago. O ministro Marinho disse ‘CGU olhem para mim se os tratores adquiridos pelo meu ministério estão superfaturados’. Vamos verificar isso. O problema da reportagem é que já diz que é um esquema de corrupção, mas não aponta provas. Isso precisa ser investigado”, avisou.

Confira o vídeo:

Fonte: JCO

“Fizeram tanto esquema de corrupção que nós herdamos um país quebrado”, afirma Salles

O ministro aproveitou o momento e desmentiu a narrativa de que o Governo Federal diminuiu recursos para o Meio Ambiente.

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, uma das pessoas mais atacadas do Governo Bolsonaro, foi o entrevistado, desta sexta-feira (21), no programa “Agora com Lacombe”, da Rede TV!, e fez revelações bombásticas sobre o estado como estava o Ministério quando ele assumiu.

“Recebemos uma parte de agenda ambiental urbana, totalmente, abandonada. O que fizeram os ministros de Meio Ambiente (anteriores) e esses ambientalistas que ‘jogam pedra’ no Governo Bolsonaro? O que eles fizeram pro saneamento no Brasil? Nada! O que eles fizeram pra resolver o problema do lixo, resíduos sólidos? Nada!”, disparou.

“Nós recebemos um país com 100 milhões de pessoas sem coleta e tratamento de esgoto, 35 milhões que, sequer, tem água potável. Recebemos um país com mais de 3 mil municípios com ‘lixões’, um caos na gestão do lixo…”, destacou.

O ministro aproveitou o momento e desmentiu a narrativa de que o Governo Federal diminuiu recursos para o Meio Ambiente.

“Mentira! A grande queda do orçamento do Ibama se deu entre os anos de 2014 e 2015. O orçamento do Ibama em 2013, 2014 estava próximo de R$ 14, R$ 13 bilhões e caiu pra R$ 4 bilhões, em 2015. Reduziu, praticamente, R$ 8 bilhões”, explicou.

E completou:

“Estamos sendo obrigados a corrigir a economia porque eles roubaram, aparelharam, destruíram os fundos de pensão. Aparelharam as estatais, fizeram tanto esquema de corrupção que nós herdamos um país ‘quebrado’. Então, eu recebo os órgãos ambientais sem pessoal, com déficit de 50%, orçamento de um terço do que foi em 2015 e uma incapacidade de gerar riquezas no país em razão da corrupção e da ineficiência , do aparelhamento que nós herdamos”, concluiu.

Confira o vídeo:

Fonte: JCO

Girão acusa CPI de fazer “guerra obsessiva pelo poder” e “fechar os olhos para a corrupção” (veja o vídeo)

“Que a gente possa fazer dessa CPI como aconteceu com a ‘CPI do Mensalão’, do ‘Petrolão’, dos ‘Anões do Orçamento’, onde seja rastreado o dinheiro de corrupção”

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) voltou a criticar a parcialidade da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, ao afirmar que o colegiado se nega a deliberar sobre os requerimentos que pedem a investigação de bilhões em verbas federais entregues a Estados e municípios.

“Eu vejo que essa CPI tá enveredando por um caminho um pouco preocupante. É a primeira CPI que, simplesmente, ‘fecha os olhos’ pra corrupção, que é um valor fundamental do povo brasileiro: o combate à impunidade e corrupção. E, até agora, é a terceira semana de oitivas e a gente espera, cobra que possamos rastrear os bilhões de reais de verbas federais enviados a Estados e municípios”, disse, acrescentando que 45 senadores, a maioria da Casa, assinaram o requerimento.

“Existe uma guerra obsessiva aqui, nesta Casa, visando um projeto de poder. Pra mim, com todas as críticas que tenho ao Governo, ao presidente da República, ainda não aceitaram que ele venceu a eleição”, disse.

E acrescentou:

“Que a gente possa fazer dessa CPI como aconteceu com a ‘CPI do Mensalão’, do ‘Petrolão’, dos ‘Anões do Orçamento’, onde seja rastreado o dinheiro de corrupção”, concluiu.

Confira o vídeo:

Chefe da Casal Civil lidera esquema de corrupção em Rondônia, afirma Gaeco

Segundo aponta o Gaeco, o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, seria o líder dessa organização criminosa atuante no estado.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Propagare, que investiga a atuação de um grupo criminoso especializado em fraudes nos procedimentos licitatórios e corrupção dentro do governo de Rondônia.

Segundo aponta o Gaeco, o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, seria o líder dessa organização criminosa atuante no estado.

“Apurou-se que a organização criminosa é supostamente liderada pelo Secretário-Chefe da Casa Civil, que conta com o auxílio e colaboração de seu advogado particular, o qual detém importante função na interlocução entre o agente político com os servidores e empresários do ramo de publicidade, razão pela qual a promotoria de Justiça representou pelas medidas”, diz o Gaeco.

Por causa das denúncias contra o chefe da Casa Civil, o Ministério Público de Rondônia pediu que Júnior Gonçalves seja afastado do cargo.

O que se sabe até agora:
  • A quebra de sigilo bancário aponta pagamentos de vantagens indevidas ao secretário-chefe da Casa Civil;
  • Os pagamentos seriam por intermédio de contrato simulado de serviços e honorários advocatícios firmado com auxílio e voluntariedade do advogado de Júnior;
  • O objetivo do grupo criminoso seria garantir contratos de prestação de serviços de publicidade no âmbito do governo estadual;
  • O prejuízo aos cofres ao público é milionário, segundo o MP.

Nessa etapa da operação são cumpridos mandados de busca e apreensão pelo Gaeco, Polícia Civil e Polícia Federal (PF).

A reportagem entrou em contato com a assessoria do governo de Rondônia e, até a última atualização, não teve resposta.

Propagare

A primeira fase da operação foi feita em fevereiro de 2020. À época, foram descobertas fraudes em licitações e organização criminosa nas contratações de serviços de publicidade feitas pelo Estado de Rondônia desde 2011, através da Superintendência de Gestão dos Gastos Públicos Administrativos.

Na ocasião, 42 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, todos expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Porto Velho.

O prejuízo aos cofres públicos é milionário, segundo o MP-RO. Estima-se que as empresas investigadas já receberam mais de R$ 120 milhões do governo de Rondônia nos últimos anos.

Durante a investigação foi constatado uma estrutura criminosa envolvendo servidores públicos, empresas do ramo de publicidade e agentes políticos, “os quais praticaram ilícitos de corrupção, crimes licitatórios e organização criminosa a fim de direcionar licitações para contratação de serviços de publicidade e propaganda”.

No ano passado, o MP afirmou que o esquema de corrupção funcionava da seguinte maneira: inicialmente os servidores direcionavam as licitações de publicidade para beneficiar a empresa investigada, onde esta superfaturava e subcontratava outras empresas pertencentes a familiares.

Com informações do g1

PF deflagra operação contra desembargadores envolvidos em esquema de corrupção de Witzel

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No total, a PF está cumprindo 11 mandados de prisão.

Na manhã desta terça-feira, 02, a Polícia Federal deu inicio a Operação Mais Valia, um desdobramento da Operação Tris in Idem, que em agosto de 2020 afastou do cargo o então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Desta vez, desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) e empresários são investigados.

O Ministério Público Federal (MPF) apura o pagamento de vantagens indevidas a magistrados que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso supostamente instalado no governo Witzel.

No total, a PF está cumprindo 11 mandados de prisão.

Witzel é réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

PF cumpre mandado na Lagoa, na Zona Sul do Rio — Foto: Diego Haidar/TV Globo
PF cumpre mandado na Lagoa, na Zona Sul do Rio — Foto: Diego Haidar/TV Globo
PF cumpre mandado no Leblon — Foto: Anderson Salles/TV Globo
PF cumpre mandado no Leblon — Foto: Anderson Salles/TV Globo

O Esquema

De acordo com as investigações, o TRT fazia parte de um dos núcleos de esquema de corrupção no governo Witzel.

Esse núcleo beneficiaria Organizações Sociais (OSs) que tinham valores a receber do estado por serviços prestados em anos anteriores, os chamados “restos a pagar”.

Todas as informações investigadas fazem parte da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos.

Entenda como funcionava o esquema:

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Fonte: JCO/G1

Acusado por corrupção, Paulinho da Força continua “driblando” o STF

Mesmo assim, a Suprema Corte diz que todas as providências necessárias estão sendo tomadas.

Desde 3 de abril do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) tenta notificar o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro a partir da delação feita por executivos da Odebrecht.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem o caso “nas mãos”, mas o processo “não anda” porque o deputado e o chefe de gabinete não são encontrados em nenhuma endereço de que a justiça tenha conhecimento.

Em nota, Paulinho da Força disse que não está evitando as notificações e que pode ser “facilmente” achado nos endereços oficiais e que o gabinete dele é o mesmo há 14 anos.

O Supremo afirma que cabe à secretaria judiciaria do Tribunal encontrar e informar os investigados para que apresentem defesa. Mas, há uma outra possibilidade de notificação por edital, quando a citação é publicada na internet, no site do Tribunal. Mesmo assim, a Suprema Corte diz que todas as providências necessárias estão sendo tomadas.

O parlamentar é acusado de receber R$ 1,8 milhão em dinheiro da Odebrecht para dissuadir eventos sindicais contrários aos negócios da empresas, além de incentivar a participação privada no setor de saneamento básico.

Fonte: JCO

STJ torna Witzel réu por corrupção e prorroga afastamento até 2022

Denúncia do MPF foi aceita por unanimidade pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (11)

Por unanimidade, a Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) aceitou nesta quinta-feira (11) a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por organização criminosa. Com isso, Witzel se torna réu por corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A Corte Especial também decidiu por unanimidade prorrogar o prazo de afastamento de 180 dias por mais um ano. Witzel não pode, por exemplo, retornar ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Estado do Rio, e manter contato com outros investigados.

A denúncia foi apresentada pelo MPF no âmbito da operação Tris In Idem, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em agosto do ano passado. A ação foi desdobramento da operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo do Rio de Janeiro.

De acordo com o MPF, os alvos do processo foram “pagamentos efetuados por empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia de Helena Witzel. A denúncia também cita “pagamentos feitos por empresa da família de Gothardo Lopes Netto ao escritório da primeira-dama”.

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que o grupo atuou de forma semelhante aos dois últimos governadores no Rio, com estrutura e divisão de tarefas em quatro núcleos básicos: econômico, administrativo, financeiro-operacional e político.

Na operação Tris In Idem, foram expedidos mandados de prisão contra o presidente do PSC (Partido Socialista Cristão), Pastor Everaldo, e o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão. O então vice-governador do Estado, Cláudio Castro (PSC) e o então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), André Ceciliano (PT), foram alvos da operação.

Fonte; R7

Ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella, vira réu acusado de corrupção

Ele foi preso em dezembro de 2020 e afastado do cargo

A 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro aceitou ontem (3) denúncia contra o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella e outros 25 acusados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Crivella foi preso em dezembro de 2020 e afastado do cargo dias antes de encerrar seu mandato.

Ele é acusado de participar de um esquema de recebimento de propina para beneficiar empresários. A Justiça considerou o conteúdo de colaborações premiadas, trocas de mensagens entre os acusados, planilhas, cheques e fotografias.

De acordo com as investigações, o esquema contava com operadores que agilizavam pagamentos para empresas específicas e interferiam nos processos de licitação, de forma a beneficiar aqueles empresários que assentiam em pagar propina aos acusados.

O caso inicialmente foi analisado pelo Primeiro Grupo das Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio, mas com a perda do foro privilegiado de Crivella, devido ao fim de seu mandato, o processo foi remetido à 1ª Vara Criminal Especializada do Rio.

No dia em que foi preso, em 22 de dezembro, o ex-prefeito disse estar sendo vítima de perseguição política e afirmou que combateu a corrupção na prefeitura.

Fonte: Valéria Aguiar A/B