Wajngarten diz não ter documentos contra Pazuello em mãos

Ex-secretário de Comunicação havia declarado em entrevista que tinha como provar falhas do ex-ministro na entrega de vacinas

O ex-secretário da Comunicação Fabio Wajngarten desmentiu nesta quarta-feira (12), na CPI da Covid, que tenha guardado em sua propriedade documentos que comprovariam a responsabilidade do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no atraso de entrega de vacinas para o país.

“Estão todos guardados, mas nos computadores da Secom (Secretaria de Comunicação). Eu não tenho, mas se alguém logar com meu login e senha, terá acesso”, afirmou Wajngarten.

Tais documentos mostrariam a falta de ação de Pazuello em um momento crítico para o país durante a pandemia. Ele mencionou especificamente a falta de respostas a uma carta de intenções enviada pela farmacêutica Pfizer ao governo brasileiro em 12 de setembro.

O ex-secretário, no início de seu depoimento, declarou que teve papel importante nas primeiras conversas com o laboratório Pfizer, em 2020, mas negou que a primeira remessa de imunizantes seria de 70 milhões de doses. Citou que seriam por volta de 500 mil.

Ele explicou também que seu papel, no caso dessa negociação, foi aproximar a companhia do Ministério da Saúde com o objetivo de ajudar o país no combate à pandemia. 

De acordo com o ex-secretário, o presidente da Pfizer afirmou em uma reunião na Secom, em novembro, que queria que o Brasil fosse a principal vitrine do imunizante na América Latina.

Wajngarten deixou claro que não tinha certeza do cronograma de entrega de vacinas da Pfizer. “Existia uma demanda mundial e o produto era escasso.”

“Havia uma promessa da Pfizer que, se o Brasil se manifestasse no tempo adequado, ela se esforçaria para atender aos prazos acertados”, lembrou.

Ele completou dizendo que a carta de intenções do laboratório não foi respondida pelo Ministério da Saúde.

Falas de Bolsonaro

Em todas as suas primeiras declarações, Wajngarten se negou a atribuir peso negativo a declarações do presidente Jair Bolsonaro que minimizaram a importância de vacinas e da imunização da população.

“O impacto de uma mensagem é composto pelas várias formas de emissão de comunicação…”, disse, e foi interrompido pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL). O senador exigiu objetividade na resposta ao questionamento se as falas de Bolsonaro iriam contra a campanha de imunização contra a covid.

“A gente faz campanhas para contrapor, para complementar informações. A mensagem do presidente tem impacto negativo em cada tipo de pessoa”, desconversou.

Wajngarten disse ainda que concordava com uma das declarações do presidente, de que seria o último brasileiro a se vacinar. “Eu também faria isso. Ele está dizendo que não vai tomar vacina porque vai aguardar o último brasileiro ser vacinado.”

O depoente também comentou, em defesa das afirmações do presidente contrárias à vacina do instituto chinês Sinovac em parceria com o Butantan, que, na época das aspas de Bolsonaro, “a Coronavac teve seus resultados adiados por quatro ou cinco vezes”.

O ex-secretário de Comunicação relatou ainda que sua área fez campanhas relacionadas à pandemia desde fevereiro de 2020. “Foram 11, estivemos no ar todos os meses até o presente momento.” Foram gastos pela secretaria e pelo Ministério da Saúde em verbas publicitárias específicas para a pandemia R$ 285 milhões.

Ele assegurou que jamais ocorreu qualquer interferência do presidente da República em campanhas relacionadas à covid.

Wajngarten afirmou também que defende os protocolos de segurança para evitar as infecções pelo novo coronavírus, como uso de máscaras, isolamento social e distanciamento.

O nome do ex-secretário apareceu ligado de forma mais direta à pandemia em abril, quando ele concedeu entrevista à revista Veja e afirmou que o Ministério da Saúde teria sido o responsável “pelo atraso das vacinas”. Segundo a reportagem, Wajngarten guarda e-­mails, registros telefônicos, cópias de minutas do contrato e ainda afirma ter um rol de testemunhas que podem comprovar suas afirmações.

Fonte: R7

Ao vivo na CPI da Pandemia: Barra Torres discorda de falas de Bolsonaro sobre vacinação

A convocação de Barra Torres é resultado de quatro requerimentos apresentados à CPI.

O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, fala à CPI da Covid no Senado Federal nesta terça (11). No foco dos senadores estão os processos de liberação de vacinas e a investigação para saber se houve pressão de Jair Bolsonaro para retardar a aprovação de imunizantes.

Acompanhe a sessão ao vivo:

A convocação de Barra Torres é resultado de quatro requerimentos apresentados à CPI. O primeiro deles, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), questiona o fato de a Anvisa ter negado autorização à vacina Sputnik V, produzida pelo laboratório russo Gamaleya. “O processo que levou à não liberação pela Anvisa da Sputnik V foi envolto em polêmicas e supostas pressões de ambos os lados. Tal processo merece ser apreciado por esta CPI e por isso é imperiosa a convocação”, argumenta Coronel.

Os outros três requerimentos foram apresentados pelos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente do colegiado. Para Randolfe, Barra Torres precisa explicar por que houve “atraso e omissão” na compra de imunizantes. “Só foi possível chegar a essa situação catastrófica por conta dos inúmeros e sucessivos erros e omissões do governo no enfrentamento da pandemia da covid-19 no Brasil”, justifica.


Novo requerimento

Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e o senador  Rogério Carvalho (PT-SE) apresentaram um novo requerimento reconvocando o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para um novo depoimento. De acordo com os parlamentares, o depoimento do dia 6 de maio do chefe da Saúde na CPI da Covid foi “contraditório em diversos aspectos”.

A portaria publicada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (7), permite a fiscalização e devolução de recursos para o combate a pandemia  de covid-19  enviados pela pasta aos estados e municípios. Para os senadores autores do requerimento, a portaria ” pode representar uma ação coordenada do Ministério da Saúde de ameaça aos entes subnacionais”. Na análise dos parlamentares, a atitude não é legítima.

O requerimento ainda não foi apreciado pelo colegiado da CPI.

Fonte: Congresso em Foco

Ao vivo: CPI da Covid ouve ministro da Saúde Queiroga

Na próxima semana estão previstos mais depoimento.

No terceiro dia de depoimentos de testemunhas, a CPI da Covid no Senado ouve nesta quinta-feira (6) o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Mais tarde, às 14h, está prevista também a oitiva do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

Queiroga será ouvido após dois longos dias de sessões da comissão dedicados a ouvir seus antecessores na pasta: na terça (4) Luiz Henrique Mandetta e na quarta (5) Nelson Teich.

Acompanhe a sessão da CPI ao vivo:

Inicialmente, quem seria ouvido nesta quarta seria o ex-ministro Eduardo Pazuello. Porém, ele alegou que teve contato com pessoas com covid-19 e seu depoimento foi adiado para o dia 19.

Na próxima semana, estão previstos mais depoimentos:

  • terça-feira (11): o Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do presidente Jair Bolsonaro, e representantes da Pfeizer no Brasil;
  • quarta-feira (12): presidentes da FioCruz e do Instituto Butantan;
  • quinta-feira (13): Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores, e representantes da União Química, que deve fabricar no Brasil a vacina Sputnik V.

Fonte: Congresso em Foco

CPI da Pandemia: Teich diz que ‘Teríamos mais vacinas se tivéssemos assumido risco’

Ex-ministro da Saúde afirmou nesta quarta-feira (5) que vacinação é a única saída para imunizar a população contra a covid

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou nesta quarta-feira (5), na CPI da Covid, do Senado, que o Brasil poderia ter mais vacinas hoje se tivesse aceitado os riscos acertando as compras na fase de estudos dos imunizantes. 

“Quem chega depois vai para o final da fila”, afirmou Teich. Em sua visão, levou a melhor, com grande estoque de doses, os países que tinham mais dinheiro e capacidade de assumir esse risco, comprando imunizantes que talvez não se mostrassem úteis futuramente.

Segundo o ex-titular da pasta, sua gestão, que durou apenas 29 dias, negociou com os laboratórios Moderna e Johnson e com a Universidade de Oxford a possiblidade de compras de imunizantes ainda na fase de estudos. – segundo matérias da época, isso ocorreu no início de maio de 2020.  

Para Teich, como o Brasil desistiu de adquirir as vacinas de forma antecipada, acabou sendo prejudicado na distribuição dos lotes.

Imunidade de rebanho

O ex-ministro afirmou também que a vacinação é a única forma de se adquirir a imunidade da população. 

“A tese de imunidade de rebanho, na qual você adquire a imunidade pelo contato e não pela vacina, é um erro”, declarou.

Fonte: R7

CPI da Pandemia ouvirá Pazuello em 19 de maio

Depoimento estava anteriormente marcado para amanhã

O depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia foi remarcado para o dia 19 de maio, que cairá em uma quarta-feira. O presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), sugeriu a data e a submeteu à votação simbólica dos membros.

Pazuello seria ouvido amanhã (5) na CPI, mas um ofício da Secretaria-Geral do Exército informou que o ex-ministro teve contato com dois servidores do Poder Executivo que foram diagnosticados com covid-19. Com isso, a participação de Pazuello na CPI foi remarcada para daqui 15 dias, após a sua quarentena.

O ex-ministro chegou a sugerir a alternativa de manter o seu depoimento na data original, mas feita de maneira remota. Aziz, no entanto, fez questão da presença do ex-ministro no plenário da comissão.

Eduardo Pazuello, que comandou o Ministério da Saúde por dez meses durante a pandemia, deve ser questionado, entre outros assuntos, sobre o problema da falta de oxigênio em Manaus, o número de mortos e infectados pela doença e a demora na compra de vacinas.

Fonte: Nádia Franco A/B

Ao vivo: Mandetta diz que Bolsonaro tinha suas próprias ideias sobre a covid

Ex-ministro da Saúde, demitido em abril de 2020, afirmou na CPI da Covid que presidente discordava das decisões de sua pasta

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid ouve nesta terça-feira (4) o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido em abril de 2020 por se contrapor ao presidente Jair Bolsonaro na forma de lidar com a pandemia do novo coronavírus. 

Mandetta iniciou sua fala, com quase uma hora de atraso, explicando como chegaram ao ministério as primeiras informações, em janeiro de 2020, sobre uma doença que tinha início na China e que aos poucos ia se alastrando pelo mundo. Ele contou que chamou todos os poderes para explicar a importância do combate à pandemia de forma unida. “Porque esse vírus não ataca indivíduos, ele ataca a sociedade.

O ex-ministro explicou ainda as primeiras ações da pasta para conter a propagação do vírus no Brasil e teve de ser interrompido, após 20 minutos, pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), que preferiu abrir espaço para as perguntas.

Renan Calheiros, relator da CPI, perguntou a Mandetta se, durante sua gestão, a recomendação para procurar os sistemas de saúde apenas quando sentissem sintomas graves de covid foi um erro. 

Mandetta afirmou que não é verdade essa recomendação, e que afirmação é usada numa “guerra de narrativas”. Segundo ele, as pessoas procuravam os hospitais preocupadas com outras doenças. “Eram casos de outros vírus. Em casos de virose, a recomendação é que você observe o estado de saúde e não vá imediatamente ao hospital porque aglomera. E lá, sim, um caso positivo vai infectar todo mundo na sala de espera.”

“Todas as nossas recomendações foram assertivas, levando em conta a ciência. Todas foram comprovadas pelo decorrer da doença.

De acordo com Mandetta, o decorrer da pandemia mostrou que algumas ações do ministério foram paralisadas. Mais tarde ele disse que as testagens em massa foram abandonadas por seus sucessores na Saúde, o desenvolvimento da telemedicina como porta de entrada para o sistema, o plano de acompanhamento dos infectados e a orientação de uma pesquisa sobre a cloroquina que “o próximo ministro fez uma portaria mesmo sem ter os resultados”.

Ele citou que sua gestão estimulou o uso de máscaras e o distanciamento, assim como pediu para as pessoas ficarem em casa. Mandetta citou ainda o esforço para obter respiradores e leitos de UTI para evitarem o colapso do sistema de Saúde.

Renan cobrou o ex-ministro perguntando por qual motivo não foi iniciada uma política de testagem em massa da população. Ele disse que a chegada dos produtos ocorreu apenas na gestão de seu sucessor, Nelson Teich. 

Mandetta elogiou o SUS (Sistema Único de Saúde) e disse que ele é o melhor local para se imunizar a população. “Mas é preciso ter a vacina.”

Resistência do presidente

Ele afirmou que a orientação de isolamento era essencial também no início da pandemia, mas faltou uma fala única do governo. “Nós fizemos as recomendações em três pilares: vamos preservar a vida, SUS e ciência. Eu vi vários que ficaram fora desse tripé.”

Questionado de onde partiu a resistência, ele disse que isso “ocorreu publicamente por vários atores”.

Ele afirmou que discordava do presidente da República, Jair Bolsonaro. “Nunca discuti com o presidente. Nunca tive discussão áspera, mas sempre as coloquei [suas discordâncias] de maneira muito clara.”

“Ali não era uma questão de diferenças políticas. Ali era um momento republicano.” Mandetta afirmou que conversava com governadores para que todos saíssem juntos da pandemia.

Mandetta afirmou que chegou a ficar constrangido com algumas situações e declarações feitas por Jair Bolsonaro. Como a defesa do medicamento cloroquina para doentes de covid-19.

“Nós seguíamos o que tínhamos de discutir, mas havia pelo lado do presidente uma outra visão, um outro caminho. Ele tinha suas próprias ideias. Não sei se vinham através de outros assessores. Era muito constrangedor ter que ficar explicando porque o ministério estava indo para um caminho e ele indo para o outro.”

O médico declarou que a cloroquina não poderia ser defendida se não houvesse a certeza dos benefícios e dos riscos que ela oferecia. E garantiu que jamais, em sua gestão, o ministério sugeriu o uso do medicamento. “É falso que se não fizer bem, mal não faz”, explicou, fazendo referência a uma aspa usada algumas vezes por Bolsonaro.

Mandetta afirmou que não era uma voz solitária entre os ministros. Disse ter apoio de outros nomes. Ele contou que muitas vezes Bolsonaro chegou a concordar com suas recomendações, mas “dois a três dias depois, ele agia de forma diferente, como se não tivesse entendido o que eu falava”.

De acordo com o ex-ministro, Bolsonaro deveria ter outra fonte, algum consultor, que dava a ele recomendações que não tinham a ver com o que sugeria seu ministério ou a OMS (Organização Mundial de Saúde). “Ele falava na cloroquina, falou em isolamento vertical, que nós não éramos favoráveis.”

Isolamento vertical é a estratégia, bastante defendida no início da pandemia, de deixar em casa apenas os grupos de risco: idosos e pessoas com comorbidades.

Mandetta reclamou que fez reunião com Bolsonaro nas quais seu filho, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), estava tomando notas. Citou ainda a tentativa do governo de mudar a bula da cloroquina para citá-la como tratamento da covid. “Eu imagino que fora do Ministério da Saúde ele (Bolsonaro) conseguiu alguns aconselhamenos que os pautavam na pandemia.” 

O depoente citou ainda a dificuldade que teve de enfrentar com a China por causa da má vontade com o país de integrantes do governo, como o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e dos filhos do presidente Bolsonaro. 

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), questionou o ex-ministro se houve pressão, por parte de Bolsonaro, contra medidas relativas a covid-19, por exemplo, isolamento e quarentena. Mandetta negou.

“Não. Foi confrontado publicamente, e isso dava uma informação dúbia a sociedade. O objetivo do ministério era dar uma informação e o presidente, outra. Mas diretamente a mim somente com atos que ele o executava”, disse.

O ex-ministro da Saúde assumiu, ainda, que o país poderia estar numa situação melhor que a atual. “O SUS podia mais. Poderíamos ter feito muito mais, poderíamos ter começado a vacinação em novembro.”

Em carta enviada a Bolsonaro, Mandetta afirmou que recomendou expressamente que “a presidência da República reveja posicionamento adotado acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde, uma vez que a adoção de medidas em sentido contrário poderá gerar colapso do sistema de saúde e gravíssimas consequências da saúde da população brasileira”.

“Tudo o que eu podia fazer, nos termos de orientar, foi feito. Agora, ele tinha provavelmente outras pessoas falando que o ministro da saúde está errado, vá por esse caminho. É uma decisão dele”, completou.

O ex-ministro relembrou uma visita que fez com o presidente Bolsonaro em Águas Lindas (GO) em um hospital de campanha contra a covid-19.

“O combinado era chegar, olhar, o público bem separado, mas na hora que o helicóptero olhou e viu que o público estava na beirada, ele desceu do helicóptero e subiu a rampa e foi até as pessoas. Aí eu fui até a comitiva do governador Caiado. Quando ele volta de lá, vai em direção para dar um abraça ao governador Caiado e fala essa frase em tom de brincadeira: ah, vamos contaminar logo todo mundo. Mas o governador Caiado sacou muito rápido um frasco de um álcool em gel, cruzou em suas mãos e ainda passou um pouco nas mãos do presidente para dar aquela certa sensação ali. Foi uma coisa pontual”, contou.

Na época de sua demissão, Mandeta foi flagrado ao abraçar uma funcionária do ministério. O vídeo mostra imagens dos servidores se despedindo do então ministro. Questionado se foi um equívoco, respondeu que “não deveria (ter dado o abraço), mas era muita emoção naquele momento. Era uma equipe muito unida”, disse.

Tropa de choque

Como em todas as sessões da CPI da Covid até agora, a desta terça foi aberta com os aliados do governo do presidente Jair Bolsonaro tentando paralisar os trabalhos. Fizeram isso os três integrantes da tropa de choque: Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Dessa vez, os temas das questões de ordem foram questionamentos ao plano de trabalho definido na semana passada. 

Fonte: R7

CPI da Pandemia inicia hoje depoimentos ouvindo Mandetta e Teich

Ex-ministros falarão na condição de testemunhas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado começa a ouvir nesta terça-feira (4), de forma semipresencial, os primeiros depoimentos de ex-ministros da Saúde. Serão ouvidos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, respectivamente, a partir das 10h e das 14h. 

Ambos estarão presencialmente na sala da CPI e serão ouvidos na condição de testemunhas. Mandetta deixou o cargo ainda no início da pandemia, em meados de abril de 2020. À época, o Brasil registrava 1.924 mortes. Já o médico Nelson Teich, que sucedeu Mandetta, ficou menos de um mês no ministério.

Rito

A expectativa é que a primeira parte da reunião de hoje se estenda até a tarde e atrase o horário de Teich. Mandetta responderá, primeiramente, a questionamentos elaborados pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL), que tem prioridade para fazer as perguntas e tempo livre para isso. Pelo menos 50 questões foram preparadas pelo senador. 

Na sequência, os demais senadores membros titulares, suplentes e até os não membros da CPI terão cinco minutos para fazer perguntas. O depoente tem outros cinco minutos para responder. Para réplica e tréplica serão destinados outros três minutos aos parlamentares.

Semana

Pelo cronograma aprovado na semana passada, amanhã o dia será todo dedicado a ouvir o general Eduardo Pazuello, que esteve por mais tempo no comando do Ministério da Saúde desde o início da pandemia. Na quinta-feira, será a vez do atual ministro, o cardiologista Marcelo Queiroga. No mesmo dia, os senadores também ouvirão o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

Histórico

A CPI da Pandemia, instalada na semana passada, foi criada para apurar ações e possíveis omissões do governo federal durante a pandemia da covid-19. Os repasses da União feitos para estados e municípios também estão na mira dos parlamentares.

Fonte: Kleber Sampaio A/B

Lewandowski mantém Renan Calheiros como relator da CPI

Ministro do STF negou liminar feita por senadores governistas. Comissão iniciou os trabalhos na última terça-feira (27)

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou, nesta quinta-feira (29), liminar e manteve o senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid-19.

A CPI, que tem o objetivo de investigar possíveis omissões do governo federal na pandemia de covid-19 e repasses de verbas federais aos Estados e Municípios, foi instalada no Senado Federal na última terça-feira (27). Na ocasião, foram eleitos presidente e vice-presidente: Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), respectivamente. Aziz, por sua vez, designou Calheiros para a relatoria.

Calheiros é oposição ao governo de Jair Bolsonaro, o que provocou ofensiva de senadores governistas, que judicializaram a questão. Na última quarta-feira (29), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC) acionaram a Suprema Corte para barrar o alagoano na relatoria. 

O argumento usado é de que o relator é pai do governador de Alagoas, Renan Filho, e fere, portanto, os princípios da moralidade e da impessoalidade. Calheiros, contudo, já havia se declarado parcial para analisar qualquer tema que envolva o Estado na CPI. Nesse caso, a ideia é que a área seja analisada por um sub-relator.

Na decisão, Lewandowski afirma que “tudo indica cingir-se o ato impugnado nesta ação mandamental a um conflito interpretação de normas regimentais do Congresso Nacional e de atos de natureza política, os quais, por constituírem matéria de cunho interna corporis, escapa à apreciação do Judiciário”.

O ministro do STF avalia ainda que seria necessário “examinar as normas internas do Senado Federal, bem assim os atos até aqui praticados pelo Presidente da CPI e demais parlamentares que a integram, especialmente quanto ao escopo e alcance da CPI em comento” – matéria incubida ao Legislativo, e não ao crivo do Judiciário.

Fonte: R7

Governistas da CPI tentam barrar Renan no STF

Mandado de Segurança dos senadores Eduardo Girão, Marcos Rogério e Jorginho Mello alega que Calheiros não pode ser relator por ser pai do governador de Alagoas, eventual algo da investigação da CPI

Em nova iniciativa junto ao Judiciário para barrar a atuação do emedebista Renan Calheiros (MDB/AL) como relator da CPI da Covid no Senado, os três senadores aliados ao Planalto na comissão, Eduardo Girão (Podemos/CE), Marcos Rogério (DEM/RO) e Jorginho Mello (PL/SC), protocolaram na noite desta terça junto ao STF um mandado de segurança para que o alagoano seja substituído na função. Calheiros foi indicado pelo presidente eleito da CPI, Omar Aziz (PSD/AM), após vencer a primeira queda de braço jurídica, com a derrubada de decisão juiz de primeira instância do DF  que também buscava barrá-lo.

Desta vez, os senadores alegam junto ao STF que o relator tem “vínculo de sangue com potenciais investigados que possam fazer parte da CPI” e por isso não pode ocupar a função.  O argumento já havia sido afastado pelo presidente da CPI, ao indicar Calheiros. Aziz também confia que o STF seguirá a jurisprudência de não interferir em ato interna-córporis do Legislativo. Renan Calheiros é pai do governador de Alagoas, Renan Filho, e declarou publicamente que pretende se declarar impedido para relatar eventual apuração que envolva seu filho. A atitude foi contestada pelo também governista Ciro Nogueira (PP/PI), que elegou nunca ter visto “meio-relator”. 

Fonte: R7

Ao vivo: senadores definem comando da CPI da Covid

A sessão iniciou às 10h e é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).

Senadores escolhem nesta terça-feira (27) o comando da CPI da Covid. O governo está em minoria na comissão. Os senadores aliados tentam ganhar tempo discursando contra a escolha de Renan para a relatoria ou apontando outras questões de ordem na tentativa de atrasar o início dos trabalho.

Acompanhe a sessão ao vivo:

A sessão iniciou pontualmente às 10h e é presidida, como manda o regimento da Casa, pelo membro mais velho da comissão, o senador Otto Alencar (PSD-BA). Veja alguns dos destaques do andamento da sessão:

  • Ciro Nogueira (PP-PI): logo nos primeiros minutos, o parlamentar da base do governo fez questionamento regimental. Alegou que a sessão deveria ser suspensa e a composição da CPI revista, pois alguns senadores participam de outra comissão parlamentar de inquérito, o que, diz, contraria o regimento interno. Otto Alencar rejeitou o questionamento de Ciro e lembrou que os demais colegiados estão com as atividades suspensas. Ciro disse que vai recorrer ao plenário;
  • Eduardo Girão (Podemos-CE): também considerado governista, anunciou sua candidatura à presidência da CPI da Covid. Autor do requerimento que incluiu os repasses a governadores e prefeitos na mira da CPI, criticou a possibilidade de Renan assumir a relatoria. “Por mais que ele tenha se declarado impedido em relação a investigações no estado dele, vai ficar um conflito, não tem como haver isenção”, disse;
  • Jorginho Mello (PL-SC): assim como Girão, e com o líder do governo do Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), ao seu lado, Jorginho também questionou a possibilidade de Renan ser relator. “O parlamentar possui parentesco de primeiro grau com uma pessoa a ser investigada”, afirmou o senador governista;
  • Liminar contra Renan derrubada: ao longo da sessão, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), colega de partido de Renan, anunciou que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região derrubou decisão que impedia o alagoano de assumir a relatoria
  • Diversos senadores que não são membros da CPI acompanham a sessão. Entre eles Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso, o parlamentar afirmou que a população, especialmente os eleitores, saberá julgar quem usar a comissão para fazer “politicagem barata” em cima do número de mortos pela covid. Flávio também criticou Renan e disse que o senador já adiantou seu julgamento sobre atos a ser apurados pela comissão;
  • Machismo: a comissão não tem nenhuma mulher entre seus integrantes. Flávio Bolsonaro, então, ironizou a situação ao afirmar que as “mulheres já foram mais respeitadas e mais indignadas” e que se conformam em estar fora da CPI e acompanhar os trabalhos à distância. Mais tarde, a senadora Eliziane Game (Cidadania-MA) rebateu duramente as declarações do senador e disse que, apesar de não ser membra da comissão, já anunciou que participará de todas a sessões e que não serão tolerados comentários machistas como o proferido pelo parlamentar;
  • O que diz o governo: o líder do governo, Fernando Bezerra, usou a palavra para defender que o Governo não teme as investigações, contribuirá com os trabalhos e agirá com transparência prestando as informações necessárias. “Estou convencido de que o julgamento das ações de enfrentamento da maior crise sanitária da história revelará a lisura da conduta do Governo, e, à luz dos fatos, ficará comprovado que nenhum ato doloso de omissão foi cometido no combate à pandemia”, disse.

Fonte; Congresso em Foco

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