Agência avalia aplicação da vacina Moderna a partir de 12 anos

Avaliação é feita pela Agência Europeia do Medicamento

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) começou a avaliar a possível administração da vacina da Moderna para a covid-19 em crianças e jovens entre os 12 e os 17 anos, como já acontece com a da PfizerBioNtech.

Segundo comunicado da EMA, o Comitê dos Medicamentos para Uso Humano vai avançar com uma avaliação acelerada dos dados apresentados pela farmacêutica, incluindo os resultados de um grande estudo clínico em curso, envolvendo adolescentes dos 12 aos 17 anos de idade, na União Europeia (UE).

O estudo foi feito em conformidade com o plano de investigação pediátrica para a vacina Moderna da covid-19, aprovado pelo Comitê Pediátrico da EMA.

A vacina da Moderna contém a molécula RNA mensageiro, que dá instruções ao organismo para produzir anticorpos contra o vírus SARS-Cov-2.

A avaliação da EMA sobre a ampliação do uso da vacina, que na UE está autorizada em duas doses a partir dos 18 anos, será enviada para a Comissão Europeia, que tomará uma decisão de acordo com todos os Estados-membros.

A vacina da Pfizer foi autorizada para pessoas entre os 12 e os 15 anos em 28 de maio.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3,739 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 173,5 milhões de casos de infecção, segundo balanço da agência francesa AFP.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no fim de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Fonte: Agência Brasil

Governo lança campanha de DNA para encontrar pessoas desaparecidas

Objetivo é abastecer o Banco Nacional de Perfis Genéticos

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, hoje (25), uma campanha para coletar, voluntariamente, material genético de parentes de pessoas desaparecidas em todo o país. O objetivo é abastecer o Banco Nacional de Perfis Genéticos e, por meio de exames biológicos, auxiliar na eventual identificação de desaparecidos. Segundo o ministério, cerca de 80 mil pessoas desaparecem no Brasil todos os anos.

O anúncio de lançamento da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas acontece no dia em que se celebra o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, mas as ações propriamente ditas ocorrerão entre 14 e 18 de junho, em todo o território brasileiro, em locais que serão anunciados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública.

Parentes de pessoas desaparecidas, preferencialmente de primeiro grau (pai e mãe, filhos, irmãos) ou pessoas com quem a desaparecida tenha tido filhos, serão incentivadas a fornecerem mostras do próprio material genético, que é obtido de forma indolor. Familiares e pessoas próximas também podem entregar itens pessoais pertencentes à pessoa desaparecida, tais como escova de dentes ou cabelo; óculos, aparelho ortodôntico; dente de leite; aparelho de barbear; aliança e outros objetos nos quais os técnicos possam encontrar material genético.

Criado em 2013, com o objetivo principal de auxiliar investigações criminais por meio da perícia de material genético, o Banco Nacional de Perfis Genéticos conta com menos de 3 mil amostras cadastradas de material genético de parentes de pessoas desaparecidas. De acordo com o ministério, o uso da tecnologia de ponta pode ajudar na localização por meio da identificação de vínculo genético de pessoas encontradas com as cadastradas no banco nacional.

“O lançamento desta campanha, esta coleta [de material genético], são fundamentais e vai ajudar, mas não basta”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, durante cerimônia realizada esta manhã, na sede do ministério, em Brasília. “Não temos mais tempo a perder. A sociedade nos cobra uma atitude em relação às pessoas desaparecidas, em especial às crianças. De certa forma, é uma omissão do Estado não se fazer presente e não ajudar a buscar estas pessoas, estas crianças, e buscar minimizar o sofrimento”, acrescentou o ministro, admitindo que o Estado precisa ser mais “proativo”, inclusive para orientar os profissionais da segurança pública de todo o país a lidarem de forma adequada com o problema.

Comitê gestor

Além do lançamento da campanha, durante a cerimônia foi instalado o Comitê Gestor da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Instituído por decreto em fevereiro deste ano, o órgão integrará a estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas será composto também por representantes dos ministérios da Mulher, Família e Direitos Humanos; Cidadania e Saúde, além de integrantes indicados pelo Poder Judiciário, Ministério e Defensoria Públicos, peritos criminais, Conselhos Tutelares, Conselhos de Direitos Humanos e sociedade civil.

Entre as competências do comitê destacam-se o monitoramento à implementação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e o fomento à cooperação entre o governo federal, estados, Distrito Federal e municípios para o mapeamento e prevenção e busca de pessoas desaparecidas. O comitê também atuará no desenvolvimento de estudos, debates e pesquisa sobre o tema, podendo apresentar propostas de edição e de alteração de atos legislativos e normativos.

Ao discursar, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que o Brasil não sabe ao certo quantas crianças desaparecem no país anualmente. Fato que ela classificou como um “absurdo”.

“A primeira coisa que vamos fazer é descobrir quantas crianças estão desaparecendo, de fato, no Brasil. Só na Ilha do Marajó [MA], todos os anos, 1,5 mil crianças nascem e não são registradas. Imaginem em todo o país. Como vamos saber quantas estão desaparecendo no Brasil se não sabemos ao certo nem quantas estão nascendo”, comentou a ministra, afirmando que o país não pode mais “fechar os olhos” para “algo tão sério”.

“Ou a gente entende que as crianças estão em risco no Brasil, ou a gente entende que elas estão em perigo no país. Não dá mais para ficar apenas fazendo discursos bonitos, criar grupos de trabalho ou apresentar excelentes propostas legislativas que ficam anos tramitando”, declarou a ministra, acrescentando que “eu sei, mas, hoje, não tenho muito o que celebrar.”

Fonte: Valéria Aguiar A/B

OMS pede adiamento da vacinação de crianças para priorizar Covax

Diretor da entidade adverte para o risco de um segundo ano da pandemia muito mais letal que o primeiro

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu aos países, nesta sexta-feira (14), que não imunizem crianças e adolescentes contra a covid-19 e destinem estas doses para o sistema Covax, criado para que países com menos recursos tenham acesso à vacinação.

“Entendo que alguns países queiram vacinar suas crianças e adolescentes, mas eu lhes peço para reconsiderar isso e dar vacinas para o Covax”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertindo que, no ritmo atual de propagação do coronavírus, o segundo ano da pandemia será “muito mais letal” do que o primeiro.

Tedros criticou em diversas ocasiões o objetivo dos países mais ricos de vacinar a maior parte de suas respectivas populações o mais rápido possível, sem levar em consideração que os menores de idade são pouco propensos a ficar doentes por causa da covid, e tampouco a infectar outras pessoas.

Ao mesmo tempo, países como Índia, Nepal ou Sri Lanka sofrem taxas de contágio explosivas, recordou Tedros.

O programa Covax, que a OMS administra em parceria com fundos privados, ficou sem boa parte do fornecimento de vacinas que esperava para o segundo trimestre do ano porque países como a Índia, que fabrica a maior parte dos fármacos do mecanismo, decidiram proibir as exportações.

Fonte; R7

Jovem invade creche e mata 2 professoras e 3 crianças em SC

Ataque ocorreu na manhã desta terça (4) no município de Saudades, no oeste de Santa Catarina. Agressor está hospitalizado

Um adolescente de 18 anos invadiu uma creche do bairro Industrial em Saudades, cidade no oeste de Santa Catarina, e matou pelo menos duas professoras e três crianças com um facão, na manhã desta terça-feira (4). A informação do ataque foi confirmada pela Polícia Militar de Chapecó e pela Secretaria Municipal de Educação do município.

O ataque ocorreu na Escola Infantil e Berçário Pró-Infância Aquarela que atende alunos de seis meses a dois anos de idade. As crianças, duas meninas e um menino, completariam dois anos no segundo semestre deste ano, informou a secretária de educação da cidade, Gisela Hermann. Elas foram identificadas como Ana Bela, Sara Luisa e Murilo.

De acordo com Gisela, nesta manhã, no momento do ataque, cerca de 30 pessoas estavam na creche.

Ela relata que, assim que soube da notícia, foi uma das primeiras pessoas a chegarem no local. “Muito sangue. É uma cena de terror, de horror… fiquei muito abalada”, afirmou a secretária à reportagem. 

O autor do ataque tentou suicídio, ficou gravemente ferido e foi conduzido ao município de Pinhalzinho, a 11 km do município de Saudades. O jovem recebe atendimento sob escolta policial.

Repercussão

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, usou as redes sociais para lamentar o ataque. “Devastadora a notícia da chacina registrada no município de Saudades vitimando crianças e professores de uma creche na manhã desta terça-feira. Minha solidariedade às famílias, à comunidade escolar e a todos os moradores da acolhedora cidade do nosso Oeste” escreveu Moisés.

“É uma tragédia”, disse o comandante do 2º BPM de Chapecó, major Ademir Barcarollo.

Abaixo, vídeo mostra a atuação dos bombeiros no local:

Fonte: R7

Suspeito é preso em operação da PF que investiga exploração sexual de crianças e adolescentes

Mandado de busca e apreensão foi cumprido em residência da Zona Sul de Porto Velho

A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira (7) que investiga a divulgação de imagens e vídeos de exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na Zona Sul de Porto Velho e um homem foi preso em flagrante.

As investigações da Operação Tracciato tiveram apoio da Polizia Di Stato – Compartimento Polizia Postale Delle Comunicazioni Lombardia, no âmbito da Operação LUNA PARK, da polícia italiana.

Um mandado de busca e apreensão foi expedido pela 7ª Vara Federal de Porto Velho e cumprido em uma residência do bairro Eletronorte, Zona Sul da cidade. Na busca, o investigado foi preso em flagrante por armazenamento de imagens e vídeos de exploração sexual infantil. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos que seriam usados no crime.

O homem foi levado para a sede da PF em Porto Velho e encaminhado para o sistema prisional. A pena para o crime de armazenamento de imagens e vídeos de exploração sexual infantil pode chegar a 4 anos, enquanto o de divulgação desse material pode chegar a 6 anos por cada compartilhamento.

Tracciato, o nome da operação, significa rastreado em italiano e faz referência à cooperação da PF com a polícia italiana.

Fonte: g1/RO

Diretor de escola faz terror em “zap” para manter crianças longe das aulas presenciais

Olhem como nossos governantes pensam no retorno dos nossos alunos

Parece que não satisfeitos com a decisão da justiça em liberar as aulas presenciais no estado de São Paulo, alguns funcionários de escolas, têm feito “terrorismo” em grupo de Whatsapp, composto por pais e responsáveis dos alunos mais a equipe de profissionais da instituição.

Na escola municipal “Carlos de Andrade Rizzini”, as mensagens “do bem” vêm do próprio diretor Paulo (cujo sobrenome não quis informar). Para manter os estudantes o mais longe possível do colégio, o diretor disparou mensagem no aplicativo, cujo grupo apenas o administrador pode encaminhar mensagens; amedrontando os pais sobre possível aumento no número de infecção e mortes após a volta às aulas.

“Olhem como nossos governantes pensam no retorno dos nossos alunos. Vejam o que teremos que notificar. Ou seja: já se sabe o que vai acontecer. Acredito que não ingressei no magistério para contar o número de alunos que vão morrer”, alarmou.

Mãe de um aluno procurou a redação do Jornal da Cidade Online e denunciou a atitude do gestor.

“O grupo de Whatsapp é da escola. Meu filho, por exemplo, tem acesso às mensagens, pois ele tem livre acesso ao meu celular. Agora, você imagina: eu e meu filho estamos passando por várias dificuldades psicológicas e financeiras, aí o meu filho lê uma mensagem dessas e as coisas, desde então, só pioraram”, lamentou.

Procurado pelo Jornal da Cidade Online, o diretor não negou que tenha encaminhado a mensagem. Mas, disse que “não era o momento para voltar às aulas”; porque, de acordo com ele, faltam as condições necessárias para garantir a segurança de todos.

“As crianças não respeitam todas as regras (de distanciamento), faltam funcionários de limpeza.. Que condição eu dou ao aluno para ele voltar às aulas?”, tentou justificar o teor da mensagem.

As escolas da capital paulista estão em fase amarela e seguindo os protocolos sanitários do estado foram autorizadas pela Justiça a retornar às aulas presenciais com até 70% do quantitativo.

Para o cumprimento das regras sanitárias de retomada das aulas, o governo de São Paulo garantiu ao TJ-SP que a secretaria de Educação conta com farto material de saúde, como máscaras, álcool gel e termômetros. Os itens serão distribuídos entre as unidades de ensino de todo o estado, para uso de alunos e funcionários.

Fonte: JCO

Agevisa alerta, pais devem ficar atentos à imunização contra sarampo em crianças

De acordo com a agência em saúde, com a baixa procura no estado somente 82,84% do público-alvo foram vacinados.

Com a baixa procura vacinal contra o sarampo que ocorre nacionalmente e o registro de surtos, O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) alerta aos pais a levarem os filhos até os locais de imunização para protegê-los da doença que é considerada grave e de fácil contágio. Em Rondônia, 82,84% do público-alvo que são crianças com um ano foram vacinadas em 2020. A meta é uma cobertura vacinal de 95%.

O Estado registrou seis casos da doença no ano passado e se mobiliza para evitar o avanço da doença. ‘‘Pedimos aos pais que compareçam às unidades de saúde dos municípios. Sabemos que a Covid-19 está grave no Brasil, mas busquem a proteção de seus filhos contra o sarampo, temos a vacina!’’, disse a coordenadora Estadual das Doenças Exantemáticas da Agevisa, Adalgisa Botelho.

A iniciativa de conscientização busca combater uma problemática que tem acompanhado o Brasil em que o receio de contaminação pelo coronavírus tem inibido a busca pela imunização de outras doenças como o sarampo. Com isso, há estados que já registram surtos da doença.

‘‘Isso preocupa Rondônia porque faz fronteira com outros estados e países que registram casos’’, conta.

Os seis casos de sarampo registrados em Rondônia no ano passado, sem histórico de vacinação, tratava-se de uma família que migrou do Pará (epicentro da doença em 2020) para Rondônia. Uma das crianças acometidas da doença foi a óbito. De 1999 a 2017, Rondônia não teve nenhum caso de sarampo registrado. Em 2018, houve dois casos, já em 2019 não houve registros.

A coordenadora explica que o Estado fez a distribuição das doses de vacina aos polos regionais de saúde, e os Municípios são responsáveis pela aplicação das vacinas. Ela faz o apelo para que surtos sejam evitados ‘‘Essa é uma doença imunoprevenível, pode ser controlada por vacina’’.

Conforme a coordenadora, os Municípios estão orientados que a prioridade é fazer a busca ativa dos casos notificados para verificar se são confirmados e aplicar a vacina, inclusive nos familiares, pois o sarampo é uma doença de fácil propagação.

São elas, as crianças, o público mais vulnerável à doença, por isso o Ministério da Saúde criou a dose zero da tríplice viral, implementada em agosto de 2019, para crianças de seis a 11 meses de idade, em locais com transmissão ativa do vírus do sarampo. Além dessa situação, a imunização contra o sarampo é realizada em duas doses,  conforme diretrizes do Ministério da Saúde: A primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) deve ocorrer aos 12 meses de idade e uma dose da tetra viral  (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela) aos 15 meses de idade.

Fonte: Agevisa

Ataque a escola religiosa deixa pelo menos 8 mortos no Paquistão

Cerca de 110 pessoas, incluindo crianças, ficaram feridas na explosão, que aconteceu no início da manhã desta terça, na cidade de Peshawar

Um ataque a bomba matou pelo menos 8 alunos e deixou outros 110 feridos em uma escola religiosa na cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão. O atentado aconteceu no início da manhã desta terça-feira (27).

“A explosão aconteceu durante uma aula sobre o alcorão. Os explosivos estavam dentro de uma sacola que alguém deixou no seminário, ainda não sabemos quem foi”, disse o porta-voz da polícia de Peshawar, Faiz Khan, à agência EFE. A bomba, de fabricação caseira, teria cerca de 6kg de material explosivo.

O governo paquistanês não divulgou idades nem identidades das vítimas. Os feridos foram encaminhados para hospitais da cidade, que ficaram lotados. O primeiro-ministro Imran Khan condenou o atentado, que ainda não tem autoria determinada.

Não é a primeira vez que a cidade vê algo parecido. Em dezembro de 2014, um massacre em um colégio militar deixou 135 mortos, entre eles 25 crianças.

O terrorismo, que havia caído drasticamente nos últimos anos no Paquistão, voltou a dar as caras nos últimos meses. Desde agosto, pelo menos 20 pessoas morreram em dois graves atentados na província do Baluquistão.

Fonte: R7

Tratamento dentário em crianças diminui até 89% na pandemia

Queda nos tratamentos foi mais intensa no Nordeste

O tratamento dental de crianças teve uma queda durante a pandemia do novo coronavírus. Após o registro do primeiro caso, a redução foi de 66% nos procedimentos odontológicos infantis, alcançando 89% na fase mais aguda da pandemia da covid-19 no Brasil, em abril.

Essa queda nos atendimentos se deu pelo distanciamento social e pelas orientações de autoridades de saúde de reduzir as atividades como forma de evitar riscos de contágio, reduzindo esses procedimentos àqueles de urgência e emergência.

A análise foi feita por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas e publicada como artigo no periódico científico International Journal of Paediatric Detistry neste mês. Os autores avaliaram dados de procedimentos odontológicos promovidos no âmbito do Sistema Único de Saúde, como extrações e restaurações, no período de janeiro a maio. A queda dos tratamentos odontológicos em crianças foi mais intensa no Nordeste.

Uma pesquisa feita pela mesma universidade e publicada em junho identificou que os dentistas diminuíram bastante o atendimento, mais na rede pública do que na privada. O estudo também constatou que esses profissionais passaram a adotar medidas de prevenção e combate à pandemia, como o emprego de equipamentos de proteção individual.

Fonte: Maria Claudia A/B

Holanda quer aprovar eutanásia para crianças em estado terminal

Proposta de poder interromper vida de pessoas entre um e 12 anos que já estejam sem possibilidade recuperação tem apoio parlamentar

O governo da Holanda expressou apoio nesta terça-feira (13) a uma proposta feita por pediatras para legalizar a eutanásia para crianças entre um e 12 anos de idade que estejam em estado de saúde terminal e sem possibilidades de recuperação, que já conta com o respaldo da maioria parlamentar.

De acordo com uma carta escrita pelo ministro da Saúde, Hugo de Jonge, o Partido Popular para a Liberdade e Democracia, o Apelo Democrata-Cristão, o Democratas 66 e o União Cristã chegaram a um acordo para “fornecer mais garantias jurídicas aos médicos” que optem pela eutanásia em crianças.

No entanto, esta prática só seria uma opção para indivíduos entre um e 12 anos cuja morte no curto prazo é previsível, e que, sem a eutanásia, teriam que enfrentar um sofrimento “desesperador e insuportável”, com dores que nem os cuidados paliativos são capazes de amenizar.

Na carta, dirigida ao Parlamento holandês, De Jonge ressalta que os quatro partidos, de ideologias diferentes, negociaram o estabelecimento de um regime jurídico, em conjunto com o Ministério Público e outros grupos profissionais, que protegeria aqueles que atuam na área da saúde, além dos pais e dos direitos das crianças.

Na próxima quinta-feira, a Assembleia da República vai debater com o governo as questões éticas e médicas implicadas na proposta, pois a regulamentação em vigor contempla o pedido de morte digna apenas de crianças maiores de 12 anos e de pais de bebês com menos de um ano.

Em 2019, pediatras holandeses elaboraram um laudo pericial no qual se pronunciaram a favor de estender a opção da eutanásia a crianças “em casos muito excepcionais”, para evitar um sofrimento que acaba sendo imposto a elas porque os médicos temem sofrer consequências legais se tomarem medidas para acelerar a morte.

A proposta destes médicos foi apoiada pela maioria parlamentar, incluindo liberais e progressistas, enquanto o Executivo — composto em parte por partidos conservadores e de centro-direita — pediu tempo para debater o assunto internamente e se posicionou apenas nesta terça-feira.

Para a elaboração do relatório, 72 médicos de hospitais em Groningen, Roterdã e Amsterdã foram consultados, e a maioria deles achou aceitável antecipar a morte de crianças menores de 12 anos a pedido dos pais, mas apenas se elas estiverem expostas a dores terríveis.

Além desta questão, o Parlamento holandês também discutirá nas próxima quinta-feira de um polémico projeto de lei apresentado pelo Democratas 66 que defende o “direito” de pessoas com mais de 75 anos a optarem pela eutanásia caso considerem que já viveram o suficiente, independentemente de estarem doentes ou não.

Fonte: R7