WhatsApp não imporá restrições a quem não aceitar regras de dados

Novas práticas são questionadas por órgãos como a ANPD, o Cade e o MPF

O WhatsApp não imporá mais restrições aos usuários que não aderirem às novas regras de coleta e tratamento de dados que estão em processo de adoção no Brasil e no restante do mundo. As novas práticas da plataforma são questionadas por órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público Federal (MPF).

A nova política foi anunciada no início do ano. Ela envolve o repasse ao Facebook, empresa controladora do WhatsApp, de dados das interações com contas comerciais. A nova política entrou em vigor no dia 15 de maio. Inicialmente, o WhatsApp divulgou restrições e limitações a quem não aceitasse a nova política.

Entre as restrições estavam a impossibilidade de acessar a lista de conversas e a suspensão do envio de mensagens e chamadas para o celular algumas semanas depois, caso o usuário não aceitasse a nova política.

Os órgãos ANPD, Cade e MPF apontaram problemas tanto para a proteção de dados dos usuários quanto para a concorrência do mercado de redes sociais e serviços de mensageria. Pesquisadores e entidades de direitos digitais também se manifestaram questionando a nova política.

Diante dos questionamentos, o WhtsApp se comprometeu a adiar a entrada em vigor das limitações por 90 dias. Agora, abandonou este prazo de três meses e abriu mão de impor tais obrigações.

Em nota à Agência Brasil, a empresa afirmou que, devido à discussão com autoridades regulatórias e especialistas em privacidade, a opção foi por não tornar as limitações obrigatórias.

“Ao invés disso, o WhatsApp continuará lembrando os usuários de tempos em tempos para que eles aceitem a atualização, incluindo quando as pessoas escolhem usar determinadas funcionalidades opcionais, como se comunicar no WhatsApp com uma empresa que esteja recebendo suporte do Facebook”, diz o comunicado da plataforma.

Por Jonas Valente – Agência Brasil

PF investiga venda de dados sigilosos de clientes da Caixa

Dados de 127 clientes teriam sido violados

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (6) a Operação Data Venditionis, para investigar a venda de dados sigilosos de clientes da Caixa. Um funcionário é suspeito de comercializar informações sobre empréstimos consignados para uma financeira de Porto Alegre.

A PF estima que 127 clientes no Rio Grande do Sul e nos estados do Amazonas, de Santa Catarina e do Paraná tiveram os dados violados. A investigação começou em janeiro deste ano, com base em denúncia feita à Ouvidoria da Polícia Federal.

As diligências realizadas indicam que “contratos de empréstimo eram transferidos para a financeira a partir das informações fornecidas pelo servidor. Com a prática, há prejuízo à Caixa, com redução da carteira de crédito e a consequente perda de faturamento, e aos clientes que tiveram suas informações pessoais compartilhadas”.

Policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão, em Porto Alegre. Os crimes investigados são violação de sigilo funcional e corrupção ativa e passiva.

Fonte: Agência Brasil

Rússia promete ao Brasil dados necessários sobre a Sputnik V

Diretoria Colegiada da Anvisa rejeitou, na segunda-feira, pedido para importação de doses da vacina russa contra covid-19

A Rússia está disposta a fornecer ao Brasil as informações necessárias para que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorize o fornecimento e uso da vacina contra a covid-19, Sputnik V, disse o Kremlin nesta terça-feira (27).

“Os contatos continuarão. Se não houver dados suficientes, eles serão fornecidos, não há dúvida”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, durante entrevista coletiva.

Ontem, a Anvisa negou a autorização emergencial para a importação da vacina russa, tendo em vista que o pedido para seu uso carece da documentação que era exigida a outros fabricantes.

O porta-voz do Kremlin defendeu a Sputnik V, afirmando que já há informações suficientes sobre a eficácia da vacina russa, que é de 97,6%, de acordo com os dados recolhidos pelos desenvolvedores com base na taxa de infecção registrada nos vacinados na Rússia com ambos os componentes entre 5 de dezembro de 2020 e 31 de março de 2021.

“A experiência já é muito extensa. Muitos dados foram coletados que indicam que é a vacina mais eficaz do mundo e a mais confiável”, disse.

Dmitry Peskov afirmou que a demanda externa pela Sputnik V, que está registrada em 61 países até o momento, é muito alta e os envolvidos na sua produção “trabalham em regime de emergência” e aqueles que têm contatos no exterior para sua comercialização e fabricação também.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, indicou que a fabricante russa não entregou o “laudo técnico completo” do imunizante, que carece de homologação no Japão, Europa e Estados Unidos, países que nesse tipo de situação automaticamente endossariam a aprovação de qualquer medicamento no Brasil.

A apresentação do registro da vacina concedida pelo Ministério da Saúde russo e por governos de países como México e Argentina não contava com as informações “básicas” exigidas pela Anvisa e, segundo Barra Torres, foi impedida uma visita técnica às instalações do Instituto Gamaleya, que desenvolve a vacina.

Fonte: R7

Juíza vê ‘indícios de desvio’ e exige lista de vacinados em Manaus

Os dados das pessoas que foram priorizadas na imunização devem ser divulgados ‘para que possa haver devido controle social’ 

Os Ministérios Públicos Federal, do Trabalho, do Estado e de Contas do Amazonas, juntamente com as Defensorias Públicas da União e estadual, apresentaram à 1ª Vara Federal do Amazonas um pedido para que o município de Manaus informe diariamente em seu site, até as 22h, a relação das pessoas que foram vacinadas contra o novo coronavírus até as 19hs do dia respectivo, ‘com identificação de nome, CPF, local onde foi feita a imunização, função exercida e local onde a exerce’.

Segundo os autores da ação, os dados das pessoas que foram priorizadas na imunização devem ser publicizados ‘para que possa haver devido controle social sobre a destinação do bem público altamente escasso nos dias atuais’. “Somente assim poderão a sociedade civil e os órgãos de controle exercer fiscalização contínua sobre a devida aplicação das doses, coibindo-se favorecimentos indevidos e garantindo-se que a política pública de saúde seja implementada de modo transparente e eficaz”.

O pedido se dá em meio a denúncias de que pessoas fora do grupo prioritário na imunização estão sendo vacinadas. O Ministério Público de ao menos oito estados (Pernambuco, Sergipe, Amazonas, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia), além do Distrito Federal, acompanha os relatos de ‘fura-filas’.

O documento dos MPs e Defensorias no Amazonas cita como exemplo o caso de ‘duas médicas recém-formadas, de família conhecida e bem posicionada economicamente na sociedade local, que exibiram o ato de sua vacinação por imagens divulgadas publicamente em suas redes sociais’.

“Trata-se de Gabrielle Kirk Maddy Lins e Isabelle Kirk Maddy Lins, irmãs, portadoras dos CRM 11091-AM e CRM 11187-AM, respectivamente, egressas do curso de Medicina da Universidade Nilton Lins. A plausibilidade da suspeita de ato de beneficiamento pessoal para garantir vacinação precoce decorre da circunstância comprovada de nomeação de véspera, por decretos de 18 e de 19 de janeiro e 2021, para ocupar cargos em comissão, a priori não compatíveis com a condição de profissional prioritário posicionado no atendimento direto a doentes covid-19”, registra a ação.

A petição foi entregue à Justiça Federal na noite desta quinta, 21, horas após a juíza Jaiza Maria Pinto Fraixe, da 1ª Vara Federal do Amazonas, intimar o governo do Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado e Prefeitura Municipal de Manaus a entregar a cópia de todas as listagens de todas as pessoas que receberam doses da Coronavac.

No despacho, a magistrada ressaltou que o estado atravessa duas crises, uma decorrente da falta de oxigênio, que já ceifou dezenas de vidas, e outra ‘tão grave quanto, decorrente de fortíssimos indícios de desvio da vacina que o governo federal enviou ao Amazonas’.

“Trata-se de uma sucessão de ilícitos gravíssimos que podem resultar em condenações criminais, responsabilização por atos de improbidade, perda de cargos públicos e até de registros profissionais em caso de pessoas que simularam ser de linha de frente com o intuito de romper as regras atinentes às filas legalmente impostas. Até a presente data, em nenhum outro município do país se teve notícia de tamanha aberração”, ponderou a juíza na decisão.

Fonte: R7

Embrapa disponibiliza análise de dados agropecuários de Rondônia do segundo semestre de 2020

Publicação apresenta o comparativo de produção, produtividade e preços ao longo dos anos.

A terceira edição do Informativo Agropecuário de Rondônia, produzido pela Embrapa, traz dados e análises sobre a produção de grãos, café, mandioca e banana, com o acompanhamento da produção, produtividade e também dos preços destes produtos. No caso dos grãos, são apresentados comparativos dos anos-safras de 2016/2017 a 2019/2020. Para os demais itens, como mandioca, banana e produção pecuária são analisadas as duas últimas safras. Além disso, são analisados preços de produtos agrícolas e da pecuária pagos aos produtores, Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Rondônia e dados de exportações.

Por meio desta publicação, a Embrapa Rondônia disponibiliza à sociedade o acompanhamento periódico da produção agropecuária no estado, com análises do comportamento do setor como um todo. Esta e as demais edições do Boletim estão disponíveis no portal da Embrapa Rondônia, diretamente no link: www.embrapa.br/rondonia/boletim-agropecuario.

As edições deste periódico reúnem um conjunto de informações sobre a agropecuária do estado que está disperso em diversas fontes de dados oficiais, permitindo ao leitor acessar dados de maneira agregada e com análises. Além disso, a citação das fontes consultadas possibilita ao leitor se aprofundar no assunto, consultando-as diretamente. 

Os dados apresentados são obtidos de fontes secundárias, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Emater-RO, entre outros.

Produção de grãos – A área plantada com os principais grãos produzidos no estado – arroz, caroço de algodão, feijão, milho e soja – não deverá apresentar variações em relação à safra 2019/2020, mantendo-se em 602,5 mil hectares. Entretanto, tanto a quantidade a ser produzida quanto a produtividade deverão apresentar retração de 3,3%. Considerando todos os grãos, a produção deverá alcançar 2,3 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.861 kg por hectare.

Café – Embora a área plantada com café em produção na safra 2020 em Rondônia tenha sido somente 1,3% maior do que a da safra de 2019, de 63,6 mil hectares, a produção teve aumento de 10,7%, alcançando 2,4 milhões de sacas de 60 kg. A produtividade avançou 9,2%, chegando a 38,3 sacas/ha (Conab, 2020a). Em um comparativo com o ano de 2016, a área em produção em 2020 é 27,5% inferior à existente em 2016. Já a produção supera à daquele ano em 49,6%. Nesse período, a produtividade aumentou 85,5%, passando de 18,6 sacas de 60 kg por hectare em 2016 para a média de 38,3 sacas estimadas na safra 2020.

Mandioca – A produção estimada de mandioca na safra 2020 é de 519,6 mil toneladas, 10,1% menor da que foi obtida na safra de 2019, sendo que a área colhida deve apresentar retração de 4,5%, com perda de produtividade de 5,9%. Porto Velho se destacou como principal município produtor de mandioca do estado em 2019, respondendo por quase 30% da produção. Jaru e Machadinho d’Oeste vieram a seguir, com 6% e 5,5% de participação, respectivamente (IBGE, 2020b).

Banana – Tanto a produção quanto a área colhida apresentam evolução em 2020 em relação a 2019, de 4,3% e 4,8%, respectivamente. Por outro lado, a produtividade estimada deve ser reduzida em 1,6% (IBGE, 2020a). Os municípios de Buritis, Governador Jorge Teixeira e Porto Velho foram os principais produtores de banana do estado em 2019 (IBGE, 2020b).

Produção pecuária – O rebanho bovino no estado manteve-se estável em 2019 com relação à  2018, em número de cabeças. Já o efetivo de rebanhos suínos e de galináceos apresentou retração de 14% e 32,8%, respectivamente (IBGE, 2020c).  A produção de leite em 2019, de 1,13 bilhão de litros, foi levemente inferior à obtida em 2018, que foi de 1,16 bilhão de litros. Já a produção de ovos teve uma retração maior, de 9,9%. Enquanto em 2018 a produção foi de 23,4 milhões de dúzias, em 2019 foram produzidas 20,2 milhões de dúzias (IBGE, 2020 c). Com relação à produção aquícola, o estado produziu, em 2019, 48,8 mil toneladas de peixes de diversas espécies, 2,8% a menos do que em 2018, quando a produção alcançou 50,2 mil toneladas (IBGE, 2020c).

Preços de produtos agrícolas – Os produtos agrícolas considerados para a análise de preços pagos aos produtores foram: arroz, feijão, milho, soja, café, mandioca de mesa e farinha de mandioca. Com exceção desses dois últimos, os demais produtos apresentaram aumentos de preços reais, descontado a inflação do período, tendo sido utilizado como base de comparação a variação dos preços entre os anos de 2019 e 2020, até setembro. O feijão foi o produto que apresentou a maior variação de preços no período analisado, de 58,8%, seguido pelo milho (32,8%) e pela soja (24,8%). De acordo com o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRA- FE), diminuição da área plantada no país e problemas climáticos contribuíram para a redução da safra de feijão em 2020. Além disso, com o avanço do novo coronavírus, muitas pessoas foram aos mercados e compraram em volumes anormais, pressionando os preços.

Preços de produtos da pecuária – O leite apresentou o maior aumento de preços pagos ao produtor, com evolução de 38,1%, seguido do boi gordo e de ovos. No caso do leite e de ovos, demanda interna aquecida, provavelmente em virtude da pandemia do coronavírus, que manteve a pessoas mais tempo em casa, além do auxílio emergencial do Governo Federal, foi a responsável pelo aumento observado nos preços.

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) –  O VBP de Rondônia projetado para 2020 é de 13,9 bilhões de reais. É 15,1% maior que em 2019 e os produtos agrícolas com melhor desempenho são a soja, o café e o milho.

Exportações – As exportações de carne bovina e soja em 2020, até setembro, geraram receitas de US$ 548,4 milhões e US$ 419,6 milhões, respectivamente. No caso da carne, o valor exportado em 2020 foi 18,1% superior ao mesmo período de 2019; já a soja apresentou variação positiva de 9,2% em relação ao mesmo período de comparação.

Por Renata Silva (MTb 12361/MG)

Gasolina e alimentos pressionam inflação em agosto, diz IBGE

Indicador ficou em 0,24% e registrou maior inflação para o mês desde 2016. Em contrapartida, desacelerou frente a julho deste ano (0,36%)

gasolina e os alimentos pressionaram a inflação oficial em agosto, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quarta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O indicador ficou em 0,24%, resultado mais alto para o mês desde 2016.

O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, diz que a gasolina ficou em 3,22% e o grupo alimentação e bebidas em 0,78%. 

Segundo o IBGE, os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15% em agosto. Os principais itens que ficaram mais caros para os brasileiros foram o tomate (12,98%), o óleo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%) e as carnes (3,33%).

O arroz e o feijão também tiveram altas importantes ao longo do ano, fazendo com que eleve a percepção de inflação nas gôndolas dos mercados

“O arroz (3,08% em agosto) acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%. O feijão preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano e o feijão carioca, de 12,12%”, afirma Kislanov.

Por outro lado, a alimentação fora de casa ficou mais barata (-0,11%), assim como as peças de vestuário (-0,78%). 

Em comparação com julho (0,36%) deste ano, o IPCA desacelerou. Em agosto de 2019, o índice era de 0,11%. De janeiro a agosto acumula alta de 0,70% e de 2,44% nos últimos 12 meses. 

Inflação por regiões

O IBGE diz que cinco das 16 regiões pesquisadas apresentaram deflação em agosto.

O menor índice foi registrado em Aracaju(-0,30%), especialmente por conta da queda no custo dos cursos regulares (-7,27%). Os demais locais com IPCA no campo negativo foram Fortaleza (-0,23%), Rio de Janeiro (-0,13%), Belém (0,04%) e Vitória (0,03%).

Já os locais com maiores altas nos preços foram Campo Grande (1,04%), pela alta de alguns alimentos, como as carnes (6,28%) e as frutas (9,54%). Outros sete locais ficaram acima da média nacional: Goiânia (0,66%), Brasília (0,58%), Rio Branco (0,54%), Recife (0,46%), São Luiz (0,38%), Porto Alegre (0,33%) e São Paulo (0,31%).

Fonte: R7

Valor Bruto da Produção deve atingir R$ 13 bilhões este ano em RO

Produção de soja representa 13% do VBP de Rondônia

Conforme apontam os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As cinco cadeias produtivas mais expressivas em relação ao VBP Estadual apontam que o valor bruto da produção (VBP) em Rondônia deve chegar a R$ 13 bilhões em 2020, é o que representa 32% do Produto Interno Bruto (PIB) rondoniense. As 5 são pecuária de corte com 57% de participação, soja com 13%, milho com 6,6%, café com 6,3% e leite com 5,1%.

Este indicador, para o Estado de Rondônia, tem demonstrado crescimento constante, acompanhando o comportamento do indicador nacional, que deve alcançar, aproximadamente, R$ 500 bilhões.

Já a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) estima que o VBP brasileiro em 2020 alcance os R$ 700 bilhões, com isso, obtendo um crescimento de 8,6% em relação a 2019. Rondônia possui desempenho expressivo neste indicador, alcançando crescimento de 60% nos últimos 10 anos, 30% de crescimento nos últimos cinco anos.

O VBP das lavouras cresce em média 6%, enquanto o VBP da pecuária cresce em média 8% ao ano. Esse resultado demonstra a força do setor agropecuário para a economia rondoniense, sendo o setor que mais cresce e considerado a base econômica do Estado.

O VBP é um indicador que demonstra a importância econômica das principais lavouras e pecuária para a economia tanto do Estado quanto do País. Seu cálculo envolve a relação entre o que foi produzido e o preço recebido pelo produtor.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, a produção e análise de dados são importantes para auxiliar na tomada de decisão, seja na gestão da iniciativa privada ou para políticas públicas, visto que expressa o comportamento dos dados no desempenho do esforço voltado para o desenvolvimento dos setores.

Fonte: Seagri

Casos de dengue e zika aumentam em RO

Agência de Vigilância, reforça medidas contra proliferação do mosquito no estado.

Quando o município entra em surto, mesmo tendo realizado todas as ações, e não obteve o controle é solicitado ação com o fumacê

No primeiro semestre de 2020 no Estado de Rondônia, os casos de dengue e de zika vírus aumentaram em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo boletim epidemiológico de arboviroses da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). Já os casos de chikungunya diminuíram. A Agevisa desenvolve papel de monitoramento  para assessorar os municípios na realização de ações, para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

De acordo os dados da Agevisa, no período de janeiro a agosto de 2020, foi registrado 2.970 casos de dengue, comparado com o mesmo período de 2019 que foi 530. Houve um aumento de 460%, em relação à Zika, que teve um aumento de 35% dos casos positivos e Chikungunya redução de 28% no Estado de Rondônia.

Esse aumento de casos pode ter ocorrido por vários fatores de contribuição, além do período chuvoso, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa devido a pandemia do coronavírus.

O descuido das medidas de prevenção é outro fator que a população tem que tomar para evitar a proliferação do Aedes aegypti – nome científico do mosquito que transmite a dengue, zika, chikungunya e Febre Amarela.

A Agevisa trabalha junto aos municípios com a prevenção e monitoramento, assessorando com entregas de inseticidas para eliminar os criadouros e bloqueio de casos.

Os municípios que mais apresentam casos confirmados de dengue nas últimas semanas são: Itapuã do Oeste, Buritis, Cacoal, Espigão do Oeste, Rolim de Moura, Vilhena e Porto Velho. A agência de Vigilância já entregou para esses municípios os inseticidas para realizar as ações de bloqueio da proliferação do mosquito, mas é importante ressaltar que a população precisa fazer sua parte em manter os quintais das residências sempre limpo, vasos de plantas sem acúmulo de água e evitar jogar lixo nas vias públicas e terrenos baldios.

Fonte: Agevisa

Alta nos combustíveis pressiona prévia da inflação de agosto

Indicador desacelerou frente a julho deste ano, influenciado principalmente pela gasolina, que registrou alta de 2,63%

A prévia da inflação de agosto desacelerou frente a julho deste ano, pressionada pela alta no preço dos combustíveis, de acordo com os dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (25). 

A prévia da inflação ficou em 0,23% em agosto, frente a 0,30% em julho deste ano e 0,08% em agosto do ano passado. 

“Os preços dos combustíveis subiram 2,31% e pressionaram a prévia da inflação, sendo que o maior impacto individual positivo (0,12 ponto percentual) veio da gasolina, com alta de 2,63%. O óleo diesel (3,58%) e o gás veicular (0,47%) também tiveram aumento nos preços, enquanto o etanol apresentou queda de 0,28%”, afirma o IBGE. 

O grupo de alimentação e bebidas também ficou mais caro, de acordo com os dados da prévia da inflação. 

O preço das carnes (3,06%), leite longa vida (4,36%) e frutas (2,47%) pesaram mais no bolso, além do arroz (2,22%) e o pão francês (0,99%). No entanto, foi possível economizar na compra do tomate (-4,20%), da cebola (-8,04%), do alho (-8,15%) e da batata-inglesa (-17,16%).

Por causa da pandemia de coronavírus, o setor de educação freou o aumento dos preços em agosto. Sem aulas presenciais, várias instituições de ensino deram descontos nas mensalidades, que foram contabilizados no IPCA-15 de agosto.

Assim, o grupo registrou deflação de 3,27%, com a contribuição negativa mais intensa, de -0,21 ponto percentual.

Os preços dos cursos regulares recuaram 4,01%. A maior queda foi observada na pré-escola (-7,30%), seguida pelos cursos de pós-graduação (-5,83%), de educação de jovens e adultos (-4,74%) e de ensino superior (-3,91%).

A prévia da inflação acumula alta de 0,90% de janeiro a agosto e de 2,28% nos últimos 12 meses. 

Fonte: R7

Brasil volta a criar empregos formais, segundo caged

Essa foi a primeira vez em cinco meses que houve criação de empregos

Depois de vários meses extinguindo postos de trabalho por causa da pandemia do novo coronavírus, o país voltou a criar empregos formais em julho. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 131.010 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Essa foi a primeira vez desde fevereiro em que o emprego formal cresceu. No acumulado do ano, no entanto, o mercado de trabalho continua sentindo o impacto da pandemia. De janeiro a julho, foram fechadas 1.092.578 vagas, o pior resultado para os sete primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2010.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho. A estatística foi liderada pela indústria, com a abertura de 53.590 postos. O indicador inclui a indústria de transformação, de extração e de outros tipos.

Com 41.986 novos postos, a construção vem em segundo lugar, seguida pelo grupo comércio, reparação de serviços automotores e de motocicletas, com 28.383 novas vagas. Em quarto lugar, vem o grupo que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 23.027 postos.

O único setor a registrar fechamento de postos de trabalho foi o de serviços, com a extinção de 15.948 postos.

Destaques

Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 53.068 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou a indústria extrativa, que abriu 888 vagas.

Os serviços tiveram desempenhos opostos conforme o ramo de atividade. O segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas criou 22.208 postos. O setor de saúde humana e serviços sociais abriu 13.649 vagas.

Em contrapartida, o setor de alojamento e alimentação continua a sentir os efeitos do isolamento social e fechou 24.949 vagas. O segmento de educação demitiu 19.010 trabalhadores a mais do que contratou.

Desde abril, as estatísticas do Caged não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.

Regiões

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em julho. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 34.157 postos a mais, seguido pelo Nordeste com 22.664 postos criados e pelo Sul com mais 20.128 postos. O Centro-Oeste abriu 14.084 postos de trabalho e o Norte criou 13.297 postos formais no mês passado.

Na divisão por unidades da Federação, 24 unidades criaram e três extinguiram empregos com carteira assinada. As maiores variações positivas ocorreram em São Paulo, com a abertura de 22.967 postos; Minas Gerais, 15.843 postos, e Santa Catarina, 10.044 postos. Os três estados que fecharam postos de trabalho foram Rio de Janeiro, -6.658 postos; Sergipe, -808 postos, e Amapá, -142 postos.