Polícia Federal deflagra Operação “Checker”

A Operação mira suspeitos de fraude no auxílio emergencial

A “Operação Checker” foi deflagrada, nesta terça-feira (6), pela Polícia Federal, para desmantelar uma organização criminosa que fraudava o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal à parte da população brasileira mais prejudicada durante os lockdowns consecutivos impostos por governadores e prefeitos no combate à disseminação da pandemia da Covid-19.

Os agentes federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão no município de Umuarama (PR). Investigações da PF apontam que os suspeitos teriam usado programas de computador e, por meio de algoritmos, gerado números de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e softwares – conhecidos como “checkers” – indicavam titulares aptos para receber o benefício.

“Os saques eram realizados, diretamente, no caixa eletrônico, na agência bancária, ou então, quando em valores maiores, por meio de transferência através do sistema PIX”, explicou a PF.

O prejuízo – aos cofres públicos e às vítimas donas dos CPFs – é estimado em R$ 1 milhão. Porém, este valor será recalculado e poderá aumentar, consideravelmente, após análise dos materiais apreendidos.

“Com a atuação dos investigados, além do enorme prejuízo ao erário, centenas de pessoas foram privadas do recebimento do benefício, justamente no momento mais agudo da pandemia”, informou a polícia.

Fonte: IstoÉ

PF deflagra operação contra desembargadores envolvidos em esquema de corrupção de Witzel

.

No total, a PF está cumprindo 11 mandados de prisão.

Na manhã desta terça-feira, 02, a Polícia Federal deu inicio a Operação Mais Valia, um desdobramento da Operação Tris in Idem, que em agosto de 2020 afastou do cargo o então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Desta vez, desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) e empresários são investigados.

O Ministério Público Federal (MPF) apura o pagamento de vantagens indevidas a magistrados que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso supostamente instalado no governo Witzel.

No total, a PF está cumprindo 11 mandados de prisão.

Witzel é réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

PF cumpre mandado na Lagoa, na Zona Sul do Rio — Foto: Diego Haidar/TV Globo
PF cumpre mandado na Lagoa, na Zona Sul do Rio — Foto: Diego Haidar/TV Globo
PF cumpre mandado no Leblon — Foto: Anderson Salles/TV Globo
PF cumpre mandado no Leblon — Foto: Anderson Salles/TV Globo

O Esquema

De acordo com as investigações, o TRT fazia parte de um dos núcleos de esquema de corrupção no governo Witzel.

Esse núcleo beneficiaria Organizações Sociais (OSs) que tinham valores a receber do estado por serviços prestados em anos anteriores, os chamados “restos a pagar”.

Todas as informações investigadas fazem parte da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos.

Entenda como funcionava o esquema:

Imagem em destaque

Fonte: JCO/G1

Polícia Federal deflagra operação contra o desmatamento ilegal

Também foi solicitado o sequestro de R$ 80,2 mil, em bens e valores

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (27) uma operação para combater o desmatamento ilegal de Floresta Amazônica. Os Policiais cumprem três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em Roraima, em Rorainópolis (RR). Os mandados foram expedidos após manifestação favorável do Ministério Público Federal. Também foi solicitado o sequestro de R$ 80,2 mil, em bens e valores.

O inquérito policial, instaurado em 2017, indica que o dono de uma madeireira teria sido responsável pelo desmatamento em uma área de quase 5 mil hectares.

A perícia da Polícia Federal calculou a exploração de mais de 215 mil metros cúbicos (m³) de madeira, o suficiente para carregar mais de 7 mil caminhões. O valor das toras extraídas ilegalmente totaliza mais de R$ 80 milhões.

As investigações identificaram diversas fraudes na documentação para regularizar a retirada das árvores. A PF realizou 15 abordagens a carregamentos da madeireira investigada, das quais 14 apresentavam fraudes na documentação. A mais comum das fraudes consistia em adquirir permissão para transporte de madeiras “legais”, de baixo valor econômico, mas de fato transportar madeiras nobres e proibidas, como a massaranduba.

Os dois principais suspeitos de comandarem o desmatamento são investigados pelos crimes de desmatamento ilegal, furto, falsidade ideológica e lavagem de bens e capitais, cujas penas podem ultrapassar 23 anos de prisão, além de multa.

A operação foi batizada de Okê Arô, que é uma saudação a Oxóssi, orixá caçador que se manifesta na fauna e na flora.

Fonte: JCO

Polícia Federal deflagra operação para desbaratar “laranjal” em Rondônia

Mandados são cumpridos em Rolim de Moura e Alta Floresta. Grupo é suspeito de sonegar mais de R$ 90 milhões. O vice-governador Zé Jodan é alvo da operação

A Polícia Federal (PF) de Ji-Paraná (RO) deflagrou uma operação, nesta terça-feira (4), para desarticular um grupo criminoso composto por grandes empresários do estado. Segundo investigação da Operação Machiato, os comerciantes usavam nomes laranjas para fraudar tributos da União.

Ao todo, a PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura e Alta Floresta D’Oeste. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Como o esquema funcionava:

  1. Empresários do estado abriam empresas fictícias em nomes de laranjas;
  2. Depois, os comerciantes passavam a emitir notas fiscais fraudulentas;
  3. Os criminosos também faziam compra e venda de café;
  4. Com a movimentação milionária através das empresas falsas, os empresários encerravam o negócio sem quitar qualquer obrigação tributária;

Segundo a PF, uma das empresas, localizada na cidade de Rolim de Moura, movimentou mais de R$ 94 milhões de modo simulado em um período de nove anos, a partir de empresas com algum indício de interposição.

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em Rolim e Alta Floresta — Foto: PF/Divulgação

“Com clara divisão de tarefas, além dos beneficiários diretos, também foram identificados núcleos responsáveis pela criação das empresas fictícias, pela arregimentação de “laranjas”, pela emissão e controle das notas emitidas e pela movimentação dos valores provenientes das infrações penais investigadas”, afirma a PF.

De acordo com a PF, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, “lavagem” de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

Operação Machiato

O nome da operação é ‘inspirado’ em uma modalidade de preparo de café, tipicamente italiana. “Traduzida do italiano, a expressão “Macchiato” significa “manchado”, o que acaba remetendo à mácula causada à imagem das grandes empresas beneficiadas pelo ilícitos fiscais e criminais praticados”.

Fonte: G1/RO

Operação Sangria da PF cumpre mandado na casa do governador Wilson Lima

Operação Sangria apura fraudes e superfaturamento em contrato de fornecimento de ventiladores mecânicos hospitalares por empresa comercializadora de vinhos 

A Polícia Federal (PF) no Amazonas deflagrou, na manhã desta terça-feira (29/06/2020), a Operação Sangria, inaugurando a fase ostensiva de Inquérito Policial, por meio do qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, corrupção, fraude a licitação e desvio de recursos públicos federais. Agentes da  PF  foram à sede do governo, no bairro da Compensa  e no Conjunto Vila Rica, no Adrianópolis, onde mora o governador Wilson Lima.

A ação da Polícia Federal visa a cumprir mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 20 mandados de busca e apreensão e 08 de prisão temporária, e conta com a cooperação do Ministério Público Federal (MPF), da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB).

No Inquérito, constam provas e indícios, revelando o desvio de recursos públicos federais, os quais eram destinados ao sistema hospitalar estadual, em razão da emergência de saúde pública provocada pelo novo coronavírus.

O desvio das verbas federais mencionadas ocorreu, segundo a PF, mediante fraude na contratação de empresa para fornecimento de respiradores. Evidenciou-se o direcionamento da compra para empresa cuja atividade era/é a comercialização de vinhos. Os ventiladores mecânicos hospitalares entregues ao Estado do Amazonas, pela referida empresa, não possuíam as especificidades técnicas necessárias para a adequada utilização no tratamento médico.

Ademais, foi detectado o superfaturamento do preço do equipamento. Laudo pericial produzido pela PF no inquérito, constatou que, se considerado o valor máximo de mercado dos equipamentos, o sobrepreço praticado em cada unidade dos ventiladores mecânicos adquiridos corresponderia a R$60.800,71, ou seja, 133,67% a mais em relação ao valor de mercado, totalizando a quantia de pelo menos R$1.702.419,88, até R$2.198.419,88, sob suspeita de desvio.

Além disso, a investigação policial identificou que a verba pública federal transferida à empresa contratada foi, em seguida, remetido a conta bancária no exterior, pertencente a uma outra pessoa jurídica, aparentemente de fachada, havendo indícios de possível prática de crime de lavagem de dinheiro.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro, e, se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

O nome da operação é uma alusão às suspeitas de que uma revendedora de vinhos tenha sido utilizada para desviar recursos públicos que deveriam ser destinados ao sistema de saúde. 

%d blogueiros gostam disto: