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Senador flagrado com dinheiro na cueca deve deixar vice-liderança do governo

Bolsonaro disse que daria uma “voadora” em quem de seu governo se envolvesse com corrupção

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) deverá deixar a vice-liderança do governo no Senado após a Polícia Federal ter encontrado dinheiro em sua cueca durante a Operação Desvid-19, que apura desvios de recursos da saúde em Roraima. Lideranças governistas ouvidas pela reportagem consideram que o episódio arranha a imagem do governo e esperam que o próprio senador tome a iniciativa de entregar posto nesta quinta-feira (15). Do contrário, ressaltam, ele será afastado pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Ele já devia ter pedido afastamento”, disse um senador próximo a Bolsonaro, que pediu para não ser identificado. Segundo esse parlamentar, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), deverá anunciar ainda hoje o desligamento de Chico Rodrigues da vice-liderança.

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A residência do senador em Boa Vista foi um dos alvos da operação da PF. Ao cumprir os mandados de busca e apreensão, os investigadores encontraram R$ 30 mil em dinheiro vivo na casa do senador. Parte do montante estava escondida entre as nádegas do parlamentar.

Depois de dizer há duas semanas que havia “acabado” com a Operação Lava Jato por não haver corrupção em seu governo, Bolsonaro disse ontem que daria uma “voadora” em quem do seu governo se envolvesse em atos ilícitos.

Na operação são investigadas contratações realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde envolvendo aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate à covid-19.

Rodrigues é um dos três vice-líderes do governo Bolsonaro no Senado. Em nota (veja a íntegra abaixo), o senador afirmou que vai provar que não teve relação com qualquer ato ilícito. “Tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate à covid-19 na saúde do estado”, escreveu.

O senador não fez referência ao dinheiro encontrado em sua cueca e atribuiu a citação de seu nome na investigação a uma tentativa de macular sua imagem, “ainda mais em um período eleitoral conturbado, como está sendo o pleito em nossa capital”. O senador apoia a candidatura da deputada federal Shéridan (PSDB) à prefeitura de Boa Vista.

A CGU identificou indícios da prática de sobrepreço e superfaturamento nas contratações realizadas pela Secretaria de Saúde para aquisição, dentre outros itens, de equipamentos de EPI e teste rápido para detecção da covid-19. O inquérito policial apontou que os recursos eram direcionados, por meio de processos licitatórios fraudulentos, para empresas específicas, que então eram contratadas pela secretaria.

Veja a íntegra da nota do senador:

“Acredito na justiça dos homens e na Justiça Divina. Por este motivo, estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate à COVID-19 na saúde do estado.

Tenho um passado limpo e uma vida decente. Nunca me envolvi em escândalos de nenhum porte. Se houve processos contra minha pessoa no passado, foram provados na justiça que sou inocente. Na vida pública é assim, e, ao logo dos meus 30 anos dentro da política, conheci muita gente mal intencionada com o intuito de macular minha imagem, ainda mais em um período eleitoral conturbado, como está sendo o pleito em nossa capital.

Digo a quem me conhece: fique tranquilo. Confio na justiça e vou provar que não tenho nem tive nada a ver com qualquer ato ilícito. Não sou executivo, portanto não sou ordenador de despesas e, como legislativo, sigo fazendo minha parte, trazendo recursos para que Roraima se desenvolva. Que a justiça seja feita e que, se houver algum culpado, que seja punido nos rigores da lei.

Chico Rodrigues
Senador”

Por Edson Sardinha

Arrependido, Moro deve deixar o Brasil e Rosângela prepara o terreno

Moro está arrependido. Finalmente percebeu o tamanho da besteira que fez.

Nas redes sociais, o ex-juiz baixou o tom em relação à Bolsonaro e já admitiu, em conversas reservadas, que não deveria ter saído do governo da forma que saiu. Atirando e fazendo acusações.

A ideia é deixar o Brasil.

A esposa, Rosângela Moro, prepara o terreno para a “debandada”. A advogada tem repetido a interlocutores que o marido já deu a contribuição que tinha que dar ao país e que a política partidária, com seus embates selvagens, não seria para ele. Estaria na hora de novamente cuidar da vida pessoal e profissional.

Caiu a ficha!

Fonte: Folha de S.Paulo

Bolton receou deixar Trump com Putin em Helsinque em 2018

Um dos temas são as escolhas de política externa do presidente norte-americano Donald Trump.

Em seu novo livro, antigo alto responsável da administração Trump faz muitas afirmações, e uma das críticas ao presidente dos EUA é a sua suposta fraqueza com o presidente da Rússia.

Em uma entrevista à emissora ABC News, John Bolton, ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA falou sobre seu próximo livro, “A Sala Onde Isto Aconteceu” (“The Room Where It Happened”, no original em inglês), antecipando alguns temas abordados na obra. Um dos temas são as escolhas de política externa do presidente norte-americano Donald Trump.

Em seu livro, o ex-conselheiro revelou por que ele tinha medo de deixar o presidente norte-americano Donald Trump sozinho com seu homólogo russo, Vladimir Putin, durante a cúpula em Helsinque em 2018.

“Seja em que momento fosse, nós não sabíamos o que ele ia dizer. Bem, acabou por funcionar, e digo no livro [que] me sinto muito confiante que nada de impróprio aconteceu na conversa a sós [com Putin]”.

“Mas isso significa que escapamos ilesos da reunião, [e] isso não é fazer avançar os interesses americanos. Quer dizer, é melhor do que sermos lesados, mas [isso] certamente não faz avançar nossos interesses”, disse Bolton.

Bolton acrescentou, durante a entrevista, que acredita que Putin tem Donald Trump sob seu controle.

“Penso que Putin acha que pode tocá-lo como um violino. Eu acho que Putin é inteligente, duro. Ele joga um jogo ruim extremamente bem. Acho que ele vê que não está diante de um adversário sério, e trabalha, e trabalha, e trabalha nele“, disse Bolton.

A cúpula de 2018 aconteceu em Helsinque, em julho daquele ano, entre Putin e Trump, sendo a primeira reunião completa entre os dois, com discussões de vários assuntos de interesse mútuo.

John Bolton trabalhou como assessor de Segurança Nacional dos EUA entre 9 de abril de 2018 e 10 de setembro de 2019. O livro que detalha seu ponto de vista sobre a administração republicana de Donald Trump, será publicado na terça-feira (23), mas muitos mídia já obtiveram acesso ao livro, publicando e analisando excertos de seu conteúdo.

Fonte: Sputnik