Vacinação “não é uma questão de Justiça”, mas de saúde, diz Bolsonaro

Para presidente trata-se de uma questão de saúde acima de tudo

O presidente Jair Bolsonaro criticou hoje (26) a judicialização sobre a obrigatoriedade da vacinação contra o novo coronavírus. “Temos uma jornada pela frente onde parece que foi judicializada essa questão. E eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é questão de saúde acima de tudo, não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina”, disse a apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira.

Na semana passada, ao menos três ações foram ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a competência para impor vacinação contra a covid-19 e para que o governo federal seja obrigado a comprar as vacinas e medicamentos que forem aprovados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diversos partidos políticos recorreram à Justiça após Bolsonaro afirmar que a vacinação não será obrigatória no Brasil e que o país não vai adquirir a vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

Por outro lado, o Ministério da Saúde assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que prevê 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Bolsonaro citou ainda a notícia anunciada hoje pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca de que a vacina que estão desenvolvendo contra a covid-19 induziu, durante os testes, uma resposta imune tanto em jovens quanto em idosos. Para Bolsonaro, a notícia é promissora, mas é preciso aguardar a publicação dos resultados em revista científica. “O que a gente tem que fazer aqui é não querer correr, não querer atropelar, não querer comprar dessa ou daquela sem nenhuma comprovação ainda”, disse.

Fonte: Fábio Massalli A/B

STF decide hoje de que forma será o depoimento de Bolsonaro à PF

A AGU pediu e não foi atendida para que os esclarecimentos no inquérito sobre suposta influência na Polícia Federal fossem feitos por escrito

O STF (Supremo Tribunal Federal) decide nesta quinta-feira (8), a partir das 14h, de que forma o presidente da República, Jair Bolsonaro, fará seus esclarecimentos no inquérito sobre suposta interferência política na PF (Polícia Federal).

A decisão de pautar o tema foi do presidente da Corte, Luiz Fux, após pedido do relator do caso, ministro Celso de Mello, que se aposenta na terça-feira (13).

A participação de Celso de Mello no debate é importante para a tomada de decisão, afinal foi dele a iniciativa, no início de setembro, de pedir o depoimento presencial, e não por escrito, como quer Bolsonaro e seus defensores.

A solicitação para que o depoimento do presidente fosse presencial foi feita pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autor da acusação de que Bolsonaro tentou ter influência na PF ao escolher Alexandre Ramagem para a superintendência da corporação.

O presidente sempre negou qualquer tentativa de ingerência.

Segundo o ex-ministro, Bolsonaro também pedia relatórios de inteligência para monitorar as ações dos órgãos policiais.

Por causa do STF, a nomeação acabou não dando certo. Ramagem voltou para a Abin (Agência Brasileira de inteligência) e foi aberto o processo que agora tem em sua pauta a decisão de como será feito o depoimento do chefe do Executivo nacional.

Na segunda-feira (5), a defesa de Moro voltou a pedir que Bolsonaro vá pessoalmente prestar os esclarecimentos, como ele fez.

A AGU (Advocacia-Geral da União (AGU) teve seu requerimento para que o presidente fosse autorizado a enviar posicionamento por escrito negado por Celso de Mello, que inclusive retirou do julgamento o pedido. 

A AGU ganhou o apoio do procurador-geral da República, Augusto Aras, em seu pleito. Segundo ele, chefes de Estado não têm obrigação de irem fisicamente prestar esclarecimentos mesmo quando são investigados.

“Se o ordenamento jurídico pátrio atribui aos chefes dos Poderes da República a prerrogativa de apresentar por escrito as respostas às perguntas das partes quando forem testemunhas, situação em que há, ordinariamente, a obrigatoriedade de comparecer em juízo e de falar a verdade, sob pena de responderem criminalmente, com mais razão essa prerrogativa há de ser observada quando forem ouvidos na qualidade de investigados, hipótese em que aplicável o direito ao silêncio, de que decorre sequer ser exigível o comparecimento ao ato”, apontou Aras.

Fonte: R7

Ministro suspende inquérito que apura suposta interferência do Presidente na PF

Decisão do ministro foi motivada por recurso apresentado pela AGU

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio decidiu ontem (17) suspender o inquérito aberto para apurar a suposta interferência política na Polícia Federal e o crime de denunciação caluniosa por parte do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. 

A decisão do ministro vale até que o plenário da Corte decida se o presidente Jair Bolsonaro deve depor presencialmente ou por escrito no inquérito. A data em que o tema será levada para análise dos ministros ainda não foi definida. 

“Avesso à autofagia, cabe submeter ao pleno o agravo formalizado, para uniformização do entendimento. Considerada a notícia da intimação para colheita do depoimento entre 21 e 23 de setembro próximos, cumpre, por cautela, suspender a sequência do procedimento, de forma a preservar o objeto do agravo interno e viabilizar manifestação do Ministério Público Federal. Determino a suspensão da tramitação do inquérito até a questão ser submetida ao Pleno”, decidiu. 

Presidente Jair Bolsonaro

A decisão do ministro foi motivada por um recurso apresentado no dia (16) pelo advogado-geral da União, José Levi do Amaral, contra a decisão individual do ministro Celso de Mello, relator original do caso, que autorizou a PF a tomar o depoimento de Bolsonaro presencialmente. Em ofício enviado à AGU, a PF pediu que fossem escolhidas as datas de 21, 22 ou 23 de setembro, às 14h, para a oitava. 

Segundo a AGU, no presente caso, deve ser aplicado precedente do STF que autoriza o depoimento por escrito. A petição cita o caso do ex-presidente Michel Temer, que foi autorizado a responder às perguntas de investigadores por meio de ofício.

“Se todas as pessoas são iguais perante a lei, como é próprio do Estado Democrático de Direito, não há nenhuma justificativa para conferir tratamento díspar entre casos rigorosamente análogos. Promover as mesmas prerrogativas a todos aqueles que ostentam as mesmas condições é a solução mais natural e saudável”, argumentou Levi. 

O inquérito foi aberto pelo STF no final de abril, a partir de declarações de Moro sobre a suposta interferência. 

Em manifestações divulgadas desde a abertura do inquérito, o presidente Jair Bolsonaro diz que não  houve pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

Fonte: Agência Brasil

Ministro Celso de Mello decide que depoimento de Bolsonaro será presencial

Inquérito foi aberto no final de abril a pedido da PGR

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente Jair Bolsonaro preste depoimento presencial no inquérito que apura a suposta interferência política dele na Polícia Federal (PF). Desde que o ex-juiz fez as acusações, Bolsonaro tem afirmado que não interferiu na PF e que são “levianas todas as afirmações em sentido contrário”.

O inquérito foi aberto no final de abril, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a partir de declarações do ex-juiz Sergio Moro, que fez a acusação de interferência ao se demitir do cargo de ministro da Justiça. A investigação já teve duas prorrogações por 30 dias autorizadas por Celso de Mello.

Após a PF comunicar ao ministro precisaria colher o depoimento do presidente da República, Celso de Mello pediu manifestação ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que defendeu a possibilidade do depoimento por escrito, alegando ser essa uma prerrogativa da Presidência.

Mello, contudo, discordou de Aras. Para o ministro, o depoimento por escrito do presidente da República só está previsto em casos nos quais o ocupante do cargo figure como testemunha ou vítima, mas não como investigado.

decisão estava pronta desde 18 de agosto, mas até agora não havia sido assinada devido a uma internação médica inesperada de Celso de Mello, informou o gabinete do ministro. No despacho divulgado nesta sexta-feira (11), o decano do Supremo ressaltou que a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) permite a tomada decisão durante a licença médica.

O presidente Jair Bolsonaro já havia se manifestado sobre o assunto. Na ocasião, perguntado por jornalistas se preferia prestar depoimento por escrito ou presencialmente, ele respondeu: “Para mim, tanto faz presencialmente ou por escrito. Como deferência, [o depoimento de] presidentes anteriores foi por escrito.” 

Decisão

Em seu parecer, a PGR havia argumentado que o Artigo 221 do Código de Processo Penal (CPP) prevê a possibilidade de depoimento por escrito em casos envolvendo o presidente.

Mello destacou que a possibilidade do depoimento por escrito está incluída no capítulo relativo às testemunhas no CPP, e que os preceitos republicanos não permitem que a prerrogativa seja estendida aos casos nos quais o presidente figura como investigado.

“Na realidade, mostra-se destituída de qualquer pertinência a equivocada afirmação de que se aplicaria ao Presidente da República, no caso de estar sendo investigado, a prerrogativa que a legislação processual lhe reconhece na hipótese, única e singular, em que ostentar a figura de testemunha ou de vítima”, escreveu o ministro.

Celso de Mello determinou que o ex-juiz Sergio Moro seja notificado com antecedência de 48h ao depoimento, ainda em data a ser marcada, para que possa acompanhar a diligência na condição de parte no processo.

O advogado Rodrigo Sánchez Rios, que representa Moro, disse em nota que a decisão “assegura igualdade de condições entre as partes, uma vez que o ex-ministro Sergio Moro também foi ouvido presencialmente logo no início da investigação”.

Fonte: Bruna Saniele A/B

Polícia prende acusado de estuprar menina de 10 anos no Espírito Santo

Polícia Civil de São Mateus confirma prisão de homem de 33 anos, suspeito de violentar garota de 10 anos. “Crime brutal e inaceitável”, diz governador

A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu ontem (18) o homem acusado de estuprar a menina de 10 anos no interior do estado. Em depoimento à Justiça, a garota afirmou que era violentada pelo tio desde os seis anos. O Ministério Público apura o caso.

O governador do estado Renato Casagrande usou as redes sociais para confirmar a prisão e comentar o crime. “A nossa polícia efetuou nesta madrugada a prisão do estuprador da menina violentada no no interior do ES”, disse.

“Que sirva de lição para quem insiste em praticar um crime brutal, cruel e inaceitável dessa natureza. Detalhes da operação serão repassada pela equipe segurança ainda hoje.”

O caso

Uma menina de 10 anos engravidou após ter sido estuprada em São Mateus, município localizado no norte do Espírito Santo. O acusado pelo crime é o tio de 33 anos da criança. O caso se tornou público depois que ela deu entrada no Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, se sentindo mal. Enfermeiros perceberam que a garota estava com a barriga estufada, pediram exames e detectaram que ela estava grávida de cerca de três meses.

Em conversa com médicos e com a tia que a acompanhava, a criança relatou que o tio a estuprava desde os 6 anos. Ela disse que não havia contado aos familiares porque tinha medo, uma vez que o parente a ameaçava.

A menina foi, então, transferida de São Mateus, no norte do Espírito Santo, para o Recife, capital de Pernambuco, após decisão do juiz Antonio Moreira Fernandes, da Vara da Infância e da Juventude do município onde ela mora.

Desde domingo, a criança está internada no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam-UPE). No hospital, ela teve a gestação interrompida. O procedimento foi feito no domingo e finalizado na segunda-feira.

No dia do aborto, o hospital foi alvo de atos de grupos religiosos, contrários ao aborto. Houve ainda manifestações de grupos de mulheres em defesa do procedimento.

Fonte: R7

Polícia identifica dono de arma usada para matar PMs em SP

Homem prestará depoimento nesta quarta-feira (12), para explicar como a peça acabou sendo usada por um falso policial para matar três policiais

A Polícia Civil identificou o dono de uma das armas que o falso policial civil Cauê Doretto de Assis portava durante confronto com três policiais militares na Avenida Escola Politécnica, zona oeste de São Paulo, por volta das 4h deste sábado (8). O tiroteio acabou com a morte dos quatro homens.

De acordo com o delegado Fábio Pinheiro Lopes, do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), o dono da arma prestará depoimento nesta quarta-feira (12). O responsável por outra arma, uma 9mm com numeração raspada ainda não foi identificado.

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No mesmo dia do crime, a polícia realizou buscas na casa de Cauê. No local, o DHPP apreendeu armas, celulares, munições, distintivos falsos da Polícia Civil e algemas.  Ainda de acordo com o delegado, há mais de seis meses Cauê Doretto de Assis mentia à família dizendo que era policial civil, inclusive que teria passado no concurso público em dezembro do ano passado.

Todos os dias o falso policial afirmava aos familiares que estava saindo para trabalhar e eles acreditavam. Cauê também relatou aos pais, no dia da suposta posse do cargo, que o casal não poderia acompanhá-lo devido à pandemia do novo coronavírus.

Cauê não tinha antecedentes criminais e era proprietário de uma casa noturna, segundo o delegado Fábio Pinheiro. Após o tiroteio nesta madrugada, foram encontradas duas armas com ele: uma de 9mm com numeração raspada e a outra em nome de uma terceira pessoa.

Amigo do falso policial falou à polícia

Vitor Mendonça Pereira, amigo de Cauê que estava dentro do carro do falso policial no momento do tiroteio, prestou depoimento por cerca de 12 horas na delegacia. De acordo com o depoimento de Vitor, após a chegada dos policiais da Força Tática Cauê desceu e se apresentou como policial civil afirmando que estava armado e mostrando o objeto aos agentes.

Ele contou que após o policial militar pegar a arma, Cauê começou a se exaltar. Ele chegou a perguntar o porquê de estarem o abordando e, como resposta, o amigo conta que o policial afirmou que estava apenas fazendo seu trabalho, que não o conhecia e precisava saber quem ele era.

O amigo afirmou que Cauê aproveitou que um dos policiais estava de costas e começou a atirar com uma segunda arma que tinha guardada. Segundo Vitor, antes de iniciar os disparos o atirador se virou para ele e disse “azedou”, uma gíria usada para quando as coisas dão errado.

Vitor correu e chegou a se esconder em um condomínio próximo com medo dos tiros: “surtou, surtou. Não entendi nada do que aconteceu. Ele estava estressado no meio da abordagem, meio pilhado. Não sei se tinha alguma coisa com a arma, alguma coisa errada”. Ele foi detido para averiguação e liberado após o depoimento.

A Polícia Civil agora vai procurar por eventuais câmeras de segurança que possam ter gravado a ação, periciar as armas apreendidas e entender a dinâmica do crime

O caso

Três policiais militares morrem em abordagem a falso policial ...
Polícia investiga morte de três policiais militares durante abordagem

O caso ocorreu na madrugada do último sábado, quando o falso policial Cauê Doretto de Assis e o amigo, Vitor, saíram de sua casa por volta das 02h00 para ir a uma loja de conveniência beber.

Após cerca de duas horas, Cauê foi flagrado revistando um homem que estava em uma moto, enquanto seu amigo permanecia no carro, na Avenida Escola Politécnica.

Durante patrulhamento, o sargento José Valdir de Oliveira Junior, o soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva e o soldado Celso Ferreira Menezes Junior se depararam com a cena e decidiram parar.

Durante a abordagem, Cauê entregou uma das armas que portava ao sargento Oliveira Junior. Em seguida, o oficial caminhou até a viatura para consultar a numeração do revólver. O falso policial civil aproveitou o descuido dos agentes e iniciou os disparos contra os militares, que revidaram.

Tanto os policiais militares, quanto Cauê, ficaram feridos e foram levados para o Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo) e Regional de Osasco, respectivamente.

A polícia também confirmou que Cauê portava uma identidade funcional falsa, da Polícia Civil. 

Fonte: R7

Cadeirante vence preconceito e comemora ‘Dia dos Pais’

Jonata é pai de duas meninas que são Ana Clara que é biológica, e Lívia Vitoria que é adotiva.

Um tiro de revólver acidental ainda criança, tornou Jonata Bispo  cadeirante. Se não fosse a prática em manusear o meio de locomoção há anos, não teria tanta habilidade em honrar o compromisso de pai.

Ele conta com orgulho que sempre colocou as duas meninas para dormir, sempre se dedicou com excelência na preparação das mamadeiras da madrugada e as deficiências físicas nunca atrapalharam a hora do lazer.

Um pai presente, amoroso, mas repressor quando  necessita. “Fui pai aos 19 anos da Ana Clara que é biológica, hoje ela tem 11 anos, mesmo não estando nos planos ter outra criança a Lívia Vitoria que hoje está com 4 anos, apareceu em nossas vidas”, relata.

Jonata revela ainda, que a adoção não estava nos planos no momento, porque as condições financeiras não eram das melhores, mesmo assim diante do acaso ele resolveu que ali nascia mais uma filha,” Uma amiga próxima teve problemas com drogas e não podia cuidar, então a pegamos no hospital com oito dias de vida. Minha esposa desempregada, não tínhamos nenhuma condição, as pessoas diziam: “Nossa eu não teria coragem de adotar” e diziam à minha esposa: “Você já lida com um cadeirante e ainda vai adotar?”, mas Deus é tão bom que pelo fato dela estar desempregada  cuidou das meninas em tempo integral, então ela começou a estudar, ganhou bolsa em um cursinho porque tinha o sonho de ser médica,  passou na Federal do Pará,  e mesmo assim cuidava da casa, das crianças e eu trabalho para manter a família, e até hoje e assim”, conclui.

Jonata diz ainda que lutar pela guarda da caçula na justiça não foi tarefa fácil. Durante três anos, o casal mantem a esperança pela guarda da menina. Falta ainda ser expedido o documento de adoção em definitivo, ” Pra mim a diferença está nos outros, pois na minha vida nunca houve diferença alguma, amo as duas de forma igual”, finaliza.

Fonte: Secom-RO

Motorista suspeito de participar de racha que matou ciclista é ouvido na delegacia

Condutor se apresentou na Delegacia de Homicídios nesta quarta-feira (29) junto de um advogado. Veículo foi apreendido.

O motorista envolvido no acidente que matou o ciclista Thiago da Silva Santos, de 22 anos, no Espaço Alternativo foi ouvido na Delegacia de Homicídios, em Porto Velho, nesta quarta-feira (29). A colisão aconteceu na noite de 24 de julho durante uma disputa de racha, conforme testemunhas. Ele fugiu na sequência.

O outro condutor que atropelou a vítima passou por audiência de custódia e segue preso preventivamente. As investigações da Polícia Civil correm como homicídio doloso (quando há intenção de matar). Thiago chegou a ser arremessado por 30 metros após o impacto e morreu na hora.

De acordo com a chefia de investigação da Homicídios, o motorista foi ouvido e estava acompanhado de um advogado.

Veja:

Thiago da Silva Santos tinha 22 anos e morreu atropelado durante racha em Porto Velho na sexta-feira (24).  — Foto: Reprodução/Instagram
Thiago da Silva Santos tinha 22 anos e morreu atropelado durante racha em Porto Velho

O carro que ele dirigia foi apreendido, assim como o do condutor que atingiu o ciclista. Ele ainda deve prestar mais esclarecimentos sobre o acidente nesta semana e outras testemunhas também serão ouvidas.

O caso está nas mãos do delegado Sandro Moura, da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DERCCV).

Fonte: G1/RO

Flávio Bolsonaro depõe e nega ter sido avisado sobre operação da PF

Senador foi ouvido hoje sobre suposto vazamento de investigação que mirava Queiroz.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) negou nesta segunda-feira (20), em depoimento ao procurador da República Eduardo Benones, ter tomado conhecimento prévio da deflagração em 2018 da Operação Furna da Onça, pela Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, prestou o depoimento a Benones como testemunha, no próprio gabinete no Senado, acompanhado da advogada Luciana Pires.

Um procedimento de investigação criminal apura denúncia de vazamento da operação. A denúncia foi feita pelo empresário Paulo Marinho, ex-aliado do senador.

“Não teve vazamento. O senador nunca teve a informação de vazamento da Furna da Onça”, disse a advogada.

O procurador Eduardo Benones afirmou que as principais testemunhas do caso foram ouvidas e que a próxima etapa da investigação será ouvir policiais federais, agentes e delegados que participaram da operação e tiveram acessos aos documentos da ação.

A operação Furna da Onça investigou um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O vazamento da operação teria sido feito por um delegado, segundo o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado. Segundo Marinho, o encontro com o delegado teria ocorrido na porta da Superintendência da PF, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro disse que Marinho inventou “mentiras” sobre a operação.

“Eu não falei mais com ele [Paulo Marinho]. Ele está no projeto dele. Ele está mais interessado na minha vaga do Senado do que tomar conta da própria vida. Ele é pré-candidato a prefeito do Rio pelo PSDB. As pessoas têm que entender que na vida política tem que ser pelo próprio mérito, não querendo tacar pedra nos outros. Eu vou continuar trabalhando muito pelo Rio. Isso é página virada. Espero que o Ministério Público do Rio e a Polícia Federal tomem providências depois com relação a essas mentiras que ele inventou”, afirmou o senador ao deixar o Senado, após o depoimento.

De acordo com o relato de Marinho, o delegado teria adiantado que a operação atingiria pessoas do gabinete de Flávio Bolsonaro, ex-deputado estadual no Rio, entre as quais o então assessor Fabrício Queiroz, preso no mês passado sob suspeita de articular um esquema de “rachadinha” na Assembleia do Rio — pelo qual funcionários do gabinete devolviam parte dos salários para Queiroz. Durante as investigações da Furna da Onça surgiu o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou uma movimentação considerada atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Queiroz.

O relatório do Coaf também citou como incompatíveis as movimentações financeiras do advogado Victor Granado Alves. Entre os negócios suspeitos pelos quais o advogado é investigado, há duas lojas de chocolate que pertencem à mesma franquia do senador. Alves trabalhou em 2017 como assessor de Flávio Bolsonaro que, à época, era deputado estadual.

Procurador

Após colher o depoimento do senador, o procurador Eduardo Benones disse que o parlamentar negou as afirmações que Paulo Marinho fez à Justiça.

De acordo com Benones, Marinho, ao prestar o segundo depoimento, disse que Flávio Bolsonaro participou de uma reunião em que o advogado Victor Granado Alves detalhou informações sigilosas da Operação Furna da Onça.

Segundo o procurador, Flávio Bolsonaro confirmou que participou do encontro, na casa de Marinho, mas negou que tenha havido “qualquer tipo de conversa por parte de Vitor Granado” sobre a operação da PF.

“Em relação ao depoimento do senhor Paulo Marinho, embora ele [Flávio] afirme que tenha estado nessa reunião do dia 13 de dezembro na casa do senhor Paulo Marinho, mas ele negou fundamentalmente que tenha havido qualquer tipo de conversa por parte do senhor Vitor Granado. Ele contradisse o senhor Paulo Marinho. Essa é a parte do Paulo Marinho falando sobre esse suposto vazamento da Operação Furna da Onça”, disse Benones.

Advogada

Luciana Pires, que faz a defesa do senador, confirmou que Flávio Bolsonaro se lembra da reunião na casa de Paulo Marinho. Luciana disse que, na ocasião, o senador estava procurando um advogado e que o encontro não vazou o contexto da Furna da Onça.

“Tem um ano e meio isso. Ele [Flávio] se lembra que teve uma reunião na casa do Paulo Marinho junto com o advogado dele, Victor, o advogado Christiano Fragoso, para procurar um advogado para ele. Nessa época, já estavam protagonizando a questão do Queiroz e ele queria um advogado para se defender. Não era para vazamento de Furna da Onça nem para Queiroz, nada nesse sentido”, afirmou a advogada.

Luciana Pires reafirmou que as falas de Paulo Marinho são uma “invenção espetaculosa” e que o empresário não apresentou provas que sustentassem seu depoimento.

Ela disse ainda que se Flávio Bolsonaro soubesse previamente da operação, não teria apoiado a candidatura de um dos alvos, André Corrêa, à presidência da Alerj.

“Ele [Flávio] explicou ao procurador da República que ele apoiava o deputado André Corrêa na época à presidência da Assembleia Legislativa e que se ele soubesse de algum vazamento da Furna da Onça, ele, obviamente, não apoiaria um alvo da Furna da Onça”, apontou a advogada.

Fonte: G1

Flávio Bolsonaro depõe às 14h sobre suposto vazamento de operação

Parlamentar deve receber procurador do Ministério Público Federal em seu gabinete, e será ouvido na condição de testemunha

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) prestará depoimento às 14h desta segunda-feira (20), ao MPF (Ministério Público Federal) sobre o suposto vazamento de informações da Operação Furna da Onça. 

Flávio falará com os investigadores na condição de testemunha, provavelmente em seu gabinete no Senado Federal. 

No sábado (18), em nota, a defesa do político, explicou o depoimento: “Para que a verdade seja restaurada o mais rápido possível, o senador Flávio Bolsonaro marcou a data para depor junto ao Ministério Público Federal. A previsão é de que o depoimento ocorra na próxima segunda-feira (20/07), quando um procurador da República irá ao encontro do parlamentar, em Brasília. Flávio Bolsonaro prestará depoimento na condição de testemunha”.

A Furna da Onça investigou deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e apontou movimentação financeira atípica nas contas do ex-assessor do hoje senador Fabrício Queiroz.

A acusação de vazamento foi feita pelo empresário Paulo Marinho, ex-aliado da família Bolsonaro.

Fonte: R7