A “comoção” que não vimos quando Dilma comprou Pasadena e o lulopetismo espoliou a petrolífera

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Enquanto o mercado for dominado por uma Estatal, nenhuma empresa privada se arriscará no país.

Eu juro que eu gostaria de ter visto tanta “comoção” com a Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena ou quando o lulopetismo espoliou a petrolífera até deixá-la próxima da bancarrota. Não aconteceu. Com Bolsonaro, porém, basta uma troca de Presidente para que o caos se instale nas Índias de Cabral.

Como diria Jack: Vamos por partes (piada horrível. Eu sei).

A troca da presidência está acontecendo após Bolsonaro não ser atendido em várias solicitações de relatórios mais detalhados sobre os lucros da empresa, que aumentou o combustível sucessivamente desde o começo do ano.

Embora a Estatal venha apresentando ótimos resultados, como a geração de caixa medida pelos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$33,4 bilhões no 3º trimestre de 2020, 2,6% maior do que a do mesmo período de 2019 e 33,8% superior à do 2º trimestre, o Presidente quer saber se os resultados são apenas consequências de uma gestão eficiente e sem corrupção ou se é o povo brasileiro que está pagando a conta na bomba de combustível.

A resposta negativa do mercado financeiro à indicação, que está sendo usada exaustivamente pela imprensa para criticar a decisão, não é nada além de “pressão” dos rentistas para preservar seus próprios interesses.

Após altas históricas nas ações, não é interessante para os investidores que os lucros diminuam às custas de uma POSSÍVEL (mera especulação) redução nos preços dos combustíveis, ainda que isso beneficie todo o resto da população.

“Farinha pouca, meu pirão primeiro”.

A Petrobras é uma Estatal. E uma Estatal bizarra, sem sentido, que não tem razão de existir. Como Estatal, em teoria, deveria cumprir uma “função social”. Na prática, porém, suas únicas funções são estabelecer monopólio, dar lucro para investidores e, durante muitos anos, servir de caixa para corrupção multibilionária.

É uma piada de mau gosto: Em um país autossuficiente em Petróleo, com toda a extração feita por uma empresa governamental, termos a 60ª gasolina mais cara do planeta.

“O Petróleo é Nosso!” De quem? Dos brasileiros ou dos acionistas?

Já que a “função social” da Estatal é inexistente, o mais coerente, sem qualquer sombra de dúvidas, é a privatização e consequente abertura de mercado.

Não é nenhum raciocínio muito complexo. Basta olhar para qualquer país que tenha reservas de petróleo semelhantes às nossas, ou até inferiores, onde o mercado funcione com livre concorrência. As empresas privadas conseguem oferecer combustível muito mais barato para o consumidor e ainda manter lucros bilionários.

E não adianta falar que a exploração de petróleo já foi “aberta” em 1997. Enquanto o mercado for dominado por uma Estatal, nenhuma empresa privada se arriscará no país. Basta lembrar de como Dilma Rousseff congelou os preços, na “canetada”, em 2015, para “segurar” a inflação. Para o governo, significou um prejuízo de 100 bilhões. Para uma empresa privada, seria a falência.

Sim, eu sei que o último parágrafo parece contradizer o que afirmei acima. Se Dilma pôde “manipular preços” para conter a inflação, então a Estatal teria uma “função social”. Certo? Errado!

A “manobra” da ex-presidente foi meramente POLÍTICA. Em um mercado com livre concorrência, naquele momento, o preço da gasolina acompanharia a alta do petróleo, mas em seguida, quando a cotação do barril caísse, o combustível também acompanharia a queda. Algo que não acontece ou acontece muito timidamente no Brasil.

Na bomba, para o consumidor, os aumentos são substanciais e as reduções inexpressivas.

É muito bonito, então, ver deputados criticando a decisão de Bolsonaro e acusando-o de fazer “populismo”, enquanto é EXATAMENTE isso que eles próprios estão fazendo; já que a solução mais eficiente, a privatização, depende da aprovação do Congresso e este não aceita que ela aconteça. Estatais, afinal, são um imenso reservatório de cargos para barganha política.

E nem vou entrar aqui em outras questões sobre o Congresso, como a reforma tributária, absolutamente essencial para aumentar o poder de compra dos brasileiros, porque o texto já ficou longo demais.

A única coisa que tem para se dizer sobre o novo Presidente indicado por Bolsonaro, General Silva e Luna, é que fez um trabalho excepcional na gestão de Itaipu. Todo o resto é mera especulação. O tempo mostrará a verdade.

“Monopólio não é outra coisa senão a cassação dos direitos econômicos, com efeitos sociais perversos, porque tende a criar uma burguesia estatal.” (CAMPOS, Roberto)

Foto de Felipe Fiamenghi

Por Felipe Fiamenghi

O Brasil não é para amadores

Cunha conclui livro sobre o impeachment de Dilma

E revela que, Temer foi o grande articulador

O ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, preso pela Lava Jato, concluiu o livro que conta os bastidores que levaram ao impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, em 2016. Segundo a Coluna Radar, da revista Veja, “Cunha conta em detalhes como o vice de Dilma atuou ativamente para tomar o lugar da petista e “é pintado como o grande conspirador” responsável pelo impeachment. 

Ainda segundo a reportagem, o livro-bomba “Tchau Querida, O Diário do Impeachment” terá 740 páginas e irá “revelar detalhes aterradores dos conchavos que marcaram a queda da petista”. A obra também traz detalhes sobre a participação de Rodrigo Janot, Sergio Moro, do deputado e atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

No livro, Cunha afirma que Maia era  “um personagem desesperado pelos holofotes do impeachment de Dilma” e pleiteava assumir a relatoria da Comissão Especial do Impeachment. Cunha, porém acabou vetando o nome do democrata por achar que ele não teria forças para levar o processo adiante.

O livro está em fase final da revisão de texto, apesar da editora que lançará a obra ainda não ter sido definida. As negociações para a publicação estariam mais avançadas com a Matrix Editora.

Condenado por “calote” em campanha de Dilma, PT tem faturamento bloqueado

Não cabe mais recurso sobre o mérito do processo

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de parte do faturamento mensal do Partido dos Trabalhadores (PT), diretório de SP, em função de uma dívida da campanha de reeleição da ex-presidente, Dilma Rousseff, em 2014. Naquela época, a empresa A.J.M. de Azevedo Eletrônicos, havia sido contratada para fazer a entrega e a retirada de cavaletes de propaganda eleitoral.

O acerto era de R$ 693 mil, mas o PT não pagou o equivalente a R$ 183 mil. Atualizados os valores representam um calote de R$ 233, 9 mil.

O PT apresentou recurso à justiça e, surpreendentemente, não negou a dívida. Mas, alegou que, como partido político, recebedor de fundo partidário, não poderia pagar juros, correção monetária e multa.

O Tribunal de Justiça, claro, não aceitou o engodo e condenou o partido a fazer o pagamento. Não cabe mais recurso sobre o mérito do processo.

A justiça de São Paulo teve que penhorar o faturamento do partido porque, mesmo após quase dois anos da condenação, o PT ainda não quitou o débito.

Sendo assim, o PT deverá apresentar, mensalmente, o seu balanço financeiro à Justiça para que seja efetuado o depósito judicial de 10%, até quitar, integralmente, a dívida.

Esta não é a primeira vez que o Partido das Trevas é argolado por credores na justiça para honrar seus compromissos. Em outra ocasião, o PT já havia sido condenado a pagar R$ 75,4 mil a uma empresa que forneceu 41.500 bandeiras eleitorais também para a campanha de Dilma, em 2014.

Fonte: JCO

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