Rodrigo Maia e Sérgio Moro trocam acusações em grupo do WhatsApp

As conversas foram vazadas e vários sites de jornais, publicaram as mensagens em que ex-ministro e ex-presidente da Câmara discutem projetos do foro privilegiado e prisão após condenação em segunda instância.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (sem partido) e o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro trocaram acusações, na noite desta quinta-feira (15), em um grupo do aplicativo de mensagens WhatsApp do Parlatório, que reúne economistas, empresários, advogados, operadores do mercado financeiro e políticos.

Sérgio Moro afirmou que projetos importantes, como o do fim do foro privilegiado e o da volta da execução de penas após condenação em segunda instância, foram travados por Rodrigo Maia, apesar de promessas e de acordos realizados.

“Congresso precisaria votar isso. Presidente atual e anteriores não pautaram”, escreveu o ex-ministro. Rodrigo Maia rebateu: “Moro, não vou fazer este debate aqui com você.” Apesar de dizer que não seguiria a discussão, atacou: “Fato é que você tentou mandar na Câmara sem mandato. Segunda instância não avançou pela pandemia. Apenas isso.”

Rodrigo Maia seguiu rebatendo as críticas do ex-juiz da Lava Jato. “Foro, de fato, não tinha apoio, mas quem segurou foi a pressão dos juízes e promotores que estão satisfeitos com a interpretação do Supremo que só resolveu foro para político”, disse.

Sérgio Moro continuou apresentando seus argumentos. “Rodrigo, mantendo a discussão em alto nível, [no caso dessas] essas matérias, bastava pautar e ver o que dava a votação, se elas são propostas por X ou Y, pouco importa. Importa se são boas e não foram pautadas”, argumentou.

“A segunda instância parou pela pandemia. Outra, não tinha apoio. Na política, as decisões não são individuais. Parou pela pandemia.”, explicou Maia. Sérgio Moro respondeu. “Desculpe, mas você ficou quatro anos presidente da Câmara, não pautou porque não quis.”

A conversa terminou com a mensagem de Rodrigo Maia. “Não é verdade. A PEC da segunda instância foi apresentada. Parou com a pandemia.”

Até a publicação desta notícia, nem o deputado Rodrigo Maia, nem o ex-ministro Sérgio Moro, comentaram o bate-boca no grupo de mensagens. O espaço está aberto para manifestação, que será incluída na reportagem quando enviada.

Veja os prints com a troca de mensagens:

Primeira parte dos prints com as trocas de farpas entre Moro e Maia
Primeira parte dos prints com as trocas de farpas entre Moro e Maia

Veja a continuação da discussão entre o ex-ministro e o ex-presidente da Câmara:

Parte final do debate acalorado entre ex-ministro e ex-presidente da Câmara
Parte final do debate acalorado entre ex-ministro e ex-presidente da Câmara

Fonte: R7

Saúde e Educação elaboram protocolo de retorno seguro às aulas

Aulas retornariam no mês de agosto

Os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Educação, Milton Ribeiro, defenderam hoje (8) o retorno dos estudantes às salas de aula. Os dois anunciaram a preparação de um protocolo de retorno e fizeram, de forma conjunta, um “apelo” a gestores municipais e estaduais para que comecem de imediato a preparação para essa retomada.

Segundo o ministro da Saúde, 80% dos professores do ensino básico já receberam a primeira dose da vacina, o que possibilitaria, a partir de agosto, um retorno seguro às aulas. “Temos apoio da Unicef, da Unesco, da OMS e da OCDE [para isso]. Há absoluto consenso de que vacinação não é pré-requisito para o retorno às aulas. Vamos, portanto, criar um protocolo conjunto que será estabelecido por portaria interministerial, estabelecendo as regras para o retorno seguro”, disse ele ao reiterar que a narrativa de que o Brasil vai mal na vacinação já estaria se dissolvendo.

A expectativa é de que a portaria com o protocolo de retorno às aulas seja publicada no início da semana que vem.

O ministro da Educação disse que o país “chegou ao limite”. “Somos um dos últimos países com as escolas fechadas. A perda é acadêmica, emocional e pode até ser considerada nutricional para muitas crianças”, disse ele ao criticar “a falta decisão política dos entes federados lá na ponta”.

Na avaliação de Ribeiro, “alguns estados e algumas redes infelizmente estão politizando o assunto de educação, tratando as crianças como peça de manobra política”.

Ele criticou também discursos que tem ouvido, segundo os quais seria necessário vacinar crianças antes de se dar início ao retorno das aulas. “Daqui a pouco o discurso vai ser vacinar os pais e avós, e aí não se volta mais”.

Dirigindo-se aos “narradores da narrativa de que tudo vai mal”, que segundo ele “regularmente tomam emprestados exemplos de fora para mostrar nossos erros”, Ribeiro disse que, agora, o país tem de “buscar exemplos de fora para mostrar que estamos errados em não restabelecer a aula presencial”.

Fonte: Claudia Felczak A/B

Ao vivo: Comissão Especial discute parecer PEC do Voto Impresso

A PEC é de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF).

Após pedido de vistas na semana passada, Comissão Especial tenta votar nesta segunda-feira (5) o parecer do deputado Filipe Barros (PSL-PR) sobre a PEC 135/2019, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), que prevê a implantação do voto impresso. Partidos já se manifestaram contra a proposta e devem, inclusive, substituir seus representantes na comissão para evitar a aprovação da medida.

O texto é defendido por parlamentares do governo Bolsonaro que fazem coro a falas do presidente contra a lisura do sistema eleitoral brasileiro.

O relatório elaborado por Filipe Barros traz parecer favorável a PEC.

Acompanhe ao vivo:

Pela proposta, o voto impresso seria uma segunda via de auditoria, independente do software da urna eletrônica, na qual as cédulas caem no repositório sem qualquer contato com o eleitor. “Não se pretende a substituição das urnas eletrônicas e o retorno a votação em cédulas de papel como ocorria no passado”, disse o relator do texto, na última reunião.

Em vídeo, o vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou ser contra o projeto do voto impresso. Em um vídeo, o parlamentar diz que já apoiou a ideia, mas que “estava errado”. “A impressão do voto pode ser o principal instrumento para deslegitimar e criar o caos nas próximas eleições”, defende.

No parecer, Barros defendeu a criação de um Conselho de Tecnologia Eleitoral vinculado ao Congresso e que poderá acompanhar e avaliar todo o processo de desenvolvimento de tecnologias na área eleitoral. O deputado frisou que a proposta não tem intenção de acabar com a urna eletrônica e salientou que os equipamentos utilizados hoje poderão ser adaptados.

O relator prevê, ainda, a implementação gradual dessa nova tecnologia. Segundo o texto, haverá um limite mínimo de 20% das seções eleitorais nas eleições de 2022 e sua conclusão em 100% será realizada até as eleições de 2030. Por números apresentados por Filipe Barros, hoje,  55% das urnas já são adaptáveis às impressoras, o que diminuiria os custos previstos pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte; Congresso em Foco

Anatel criou grupo para combater o “TV Box” pirata

Agência formou uma força-tarefa para investigar o funcionamento dos aparelhos e identificar brechas de segurança

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) criou, na semana passada, o “Grupo de Trabalho – TV Box”. O objetivo da força-tarefa é investigar o funcionamento dos famosos aparelhinhos piratas.

A coordenação do GT é da Superintendência de Fiscalização da agência e tem como meta fazer uma engenharia reversa nos modelos das “caixinhas” mais vendidas no país, a fim de identificar riscos à segurança e à privacidade de seus usuários.

Os aparelhos, que são fruto de contrabando, são conectados aos televisores dos consumidores e liberam o acesso aos conteúdos audiovisuais da TV por assinatura, cinemas e plataformas de streaming, tudo de maneira criminosa.

A Anatel alega que esses dispositivos, embora pareçam inofensivos, podem contar com recursos como backdoor, um tipo de brechas nas redes de WiFi, que tem como objetivo coletar os dados dos usuários enquanto eles utilizam a rede de internet residencial.

Uma outra suspeita da Anatel é de que esses aparelhos aproveitam da energia de seus usuários para minerar criptomoedas de forma não consentida. “A ideia é ter um relatório pronto até o final de agosto. Pretendemos colocar o material em consulta pública, aprimorá-lo, a fim de ter um documento oficial com as constatações de engenharia reversa desses aparelhos, feito por um órgão técnico e sem viés”, afirmou a Anatel.

Recentemente, a Receita Federal e a Anatel noticiaram que apreenderam mais de 17 mil equipamentos de “TV Box” pirata, um prejuízo estimado em R$ 15 milhões anuais ao mercado de TV paga, que afetam diretamente as operadoras, como a Vivo TV e a Claro NET TV, por exemplo.

Fonte: Glauciana Nunes

Órgãos de controle ambiental discutem ações no combate às queimadas em Rondônia

A reunião foi organizada pela Cooperativa de Produtores Rurais do Observatório Ambiental de Jirau (Cooprojirau).

Alinhamento fortalece as ações do plano de combate às queimadas

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), sob a direção da Coordenadoria de Educação Ambiental (Ceeam), se reuniu na última terça-feira (22), em Nova Mutum, com representantes da Associação do Observatório Ambiental de Jirau, e demais órgãos ligados nas atividades de prevenção e combate às queimadas como: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para alinhamento das atividades contra as queimadas no Estado. A reunião foi organizada pela Cooperativa de Produtores Rurais do Observatório Ambiental de Jirau (Cooprojirau).

A coordenadora de Educação Ambiental (Ceam), Maricélia Cantanhêde, salientou que os trabalhos desenvolvidos pela Ceam são guiados pelo Plano de Prevenção e Combate às Queimadas, elaborado em parceria com o Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), Defesa Civil, Centro Nacional de prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) e Corpo de Bombeiros Militar (CBM).

Maricélia explicou que a coordenadoria trabalha com esse plano dividido em duas etapas: fase 1- sensibilização e fase 2-fiscalização. “Na primeira são trabalhadas as ações que conscientize a população, como pit stops, blitzes educativas, lives temáticas, entre outras atividades. Na segunda fase serão realizadas ações de fiscalização preventiva de combate às queimadas e incêndios, com o objetivo de reduzir o número de queimadas no período de estiagem”.

Foram abordadas ainda, alternativas de união entre os órgãos, afim de que as atividades de educação ambiental atendam todo o território rondoniense, fazendo com que o objetivo do Plano de Prevenção e Combate às Queimadas seja alcançado com êxito.

Fonte: Sedam-RO

CCJ retoma discussão do projeto de demarcação de terras indígenas

Sessão foi cancelada ontem após confronto entre indígenas e policiais

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados retomou a discussão, hoje (23), do Projeto de Lei (PL) 490/2007, que dispõe sobre a competência da União nas demarcações das terras indígenas. Se aprovado pelo colegiado, o projeto seguirá para votação nos plenários da Câmara e do Senado.

A reunião deliberativa do colegiado de ontem (22) foi cancelada após um confronto entre indígenas e policiais militares do Distrito Federal no estacionamento do Anexo 2 da Câmara dos Deputados. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas contra os manifestantes, que atiravam pedras e outros objetos contra as forças de segurança.

Apresentada em 2007, pelo então deputado Homero Pereira, a proposta original questiona o Estatuto do Índio (Lei nº 6.001/1973) ao delegar ao Poder Executivo a exclusiva responsabilidade para demarcar terras indígenas, sem a participação do Poder Legislativo.

O relator do projeto agora em tramitação, deputado Arthur Maia (DEM-BA), apresentou seu parecer no dia 16 de junho, estabelecendo um marco temporal para a demarcação das terras, ou seja, se o texto for aprovado, serão passíveis de demarcação somente as áreas ocupadas pelos índios até o dia 5 de outubro de 1988, ou as terras em renitente esbulho (perda do bem por violência, clandestinidade ou precariedade). O projeto também prevê que a demarcação conte obrigatoriamente com a participação dos estados e municípios e a proibição da ampliação de terras indígenas já demarcadas.

Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o projeto de lei afronta decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e, se aprovado, “inviabilizará a demarcação de terras indígenas e permitirá atividades como o agronegócio, mineração e construção de hidrelétricas em terras indígenas demarcadas”.

Fonte: Fernando Fraga A/B

Representantes discutem alternativa tecnológica para simplificar processo de transposição de servidores para a União em RO

Proposta de simplificação do processo de transposição é um reconhecimento do Governo aos servidores

A defesa de uma alternativa tecnológica e simplificada em substituição ao artigo 4º da Instrução Normativa nº 44, de 20 de abril de 2021, foi a pauta principal da reunião remota realizada na sexta-feira (11) envolvendo Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), a Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (Iperon) e representantes de sindicatos.

A Instrução Normativa traz uma lista de documentos que devem ser apresentados para pedidos de transposição dos servidores aposentados e pensionistas dos Estados de Rondônia para o Regime Próprio de Previdência Social da União (RPPS). O superintendente da Segep, Sílvio Luiz Rodrigues, defendeu utilizar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para desburocratizar os trâmites da transposição.

Desta forma, a extensa lista de documentos exigidos será reduzida apenas para apresentação de RG, CPF, comprovante de residência e conta.

Devido ao desconhecimento de tecnologias ou mesmo os trâmites jurídicos, a maioria acaba tendo custos com contadores e advogados, assim como deslocamentos em busca dos documentos solicitados. Em contrapartida, já existe no âmbito do Governo, os processos de aposentadoria no sistema SEI, sistema este concedido pelo Governo Federal e que funciona desde 2017.

O diretor executivo de Tecnologia da Informação e Comunicação da Setic, Maico Moreira Silva, explicou que o SEI já possui uma funcionalidade denominada de acesso ao processo de pessoas externas que pode ser aplicado para essa proposta. ‘‘Na prática, o interessado se cadastra em uma ferramenta específica e estará apto para visualizar os processos que forem permitidos. Não é algo novo. Já utilizamos esse meio amplamente no Governo de Rondônia com relação a qualquer órgão ou interessado externo’’, explica.

Moreira destacou ainda que por meio do SEI é possível dar mais agilidade e segurança ao trâmite, pois, o acesso é dado por CPF, sendo assim possível ter a informação de quem e quando o processo foi acessado, uma espécie de auditoria, em acordo com Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O superintendente da Segep ainda destacou o esforço do Iperon e a contribuição da Setic para melhorar o fluxo para a transposição. A diretora de Previdência do Estado, Universa Lagos, avaliou positivamente a iniciativa, pois há mais de 2 mil servidores em busca da transposição em Rondônia.

Além disso o superintendente ressaltou que a Bancada Federal, que tem firmemente colaborado com ações que promovam avanços no processo de transposição, já sinalizou apoio para que a proposta de simplificação da apresentação de documentos seja efetivada e gere assim benefício aos servidores do Estado.

DELIBERAÇÃO

Rodrigues ainda reconheceu a luta dos sindicatos pela transposição e abriu diálogo para discutir a proposta de simplificação da apresentação de documentos que, por sua vez, foi avaliada positivamente pelos representantes dos servidores.

‘‘Agradeço pela iniciativa e estamos à disposição para trabalhar em conjunto, buscando essas resoluções objetivas e que possam trazer mais benefícios aos nossos filiados’’, disse o secretário-geral do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia (Sinsepol), Adão James.

A coordenadora da Comissão Estadual de Transposição, Manoela Toledo Gusman, reforçou a importância do empenho em agilizar o processo para que os servidores sejam transpostos diante das dificuldades que eles têm enfrentado. ‘‘Essa proposta de simplificação será melhor’’.

Também participaram da reunião a responsável pelo Núcleo de Redação Oficial da Segep, Vanessa Darwich, o procurador do Estado, Luciano Alves, o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Rondônia (CUT-RO,) Nereu José Klosinski, que também sinalizou que a posposta é positiva, uma vez que o Governo tem condições de simplificar o trâmite.

Conforme deliberação, a proposta de aproveitamento dos documentos já existentes no SEI será apresentada à Comissão Especial dos ex-Territórios de Rondônia, Roraima e Amapá (CEEXT-SGP) do Ministério da Economia para que a mesma articule reunião com o grupo responsável pela elaboração da Instrução Normativa nº 44, e assim o pleito rondoniense possa ser avaliado e atendido.

ORIENTAÇÃO

Aos servidores que estão em busca da transposição, a orientação é que aguardem a resolução da nova proposta de simplificação do processo de apresentação de documentos, tendo a segurança de que todos os trâmites estão sendo acompanhados pelo Governo e sindicatos.

Além disso, haverá o pedido de maior prazo para os servidores que já foram notificados apresentarem a documentação para que os mesmos sejam também contemplados na nova proposta de simplificação dos trâmites.

Desta forma, o Iperon solicita que não sejam enviados e-mails em relação a transposição neste período, pois a deliberação sobre o pleito por simplificação será amplamente divulgada para os servidores no momento oportuno.

Fonte: Segep

Ao vivo: Depoimento é retomado após discussão de senadores

Ao chegar para o depoimento de hoje, o ex-ministro da Saúde solicitou à Polícia Legislativa do Senado que fizesse sua segurança.

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, retoma nesta quinta-feira (20) seu depoimento à CPI da Covid. A fala do general, a mais aguardada até o momento na CPI, foi interrompida ontem pouco depois das 16h por conta do início da ordem do dia no Plenário do Senado. Durante o intervalo, o general passou mal e foi atendido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Na saída do Senado, Pazuello negou ter sofrido da síndrome vasovagal, conforme alegou Otto.

Falta de oxigênio

No início da sessão desta quinta-feira (20), o senador Eduardo Braga (MDB-AM) pediu que Pazuello pedisse desculpas ao povo manauara por transitar em um shopping sem máscara.

Braga também questionou o ex-ministro sobre de quem é a responsabilidade pela falta de oxigênio no Amazonas e pelo fechamento do hospital de campanha de Manaus.

Pazuello novamente tentou explicar a origem do aplicativo Tratecov. “ É uma calculadora que facilita diagnóstico. […] A construção foi feita de 6 a 10 de janeiro. Ele não estava completo, precisava colocar os CRMs lá dentro. No dia que foi apresentado, ele foi hackeado. Existe um boletim de ocorrência. Ele alterou e colocou nas rede pública.” No fim das contas, disse o ex-ministro, nunca foi utilizado por nenhum médico.

“Havia conhecimento da questão do oxigênio, a própria secretaria disse que não faltaria e sua equipe esteve presente e faltou planejamento da sua equipe e ação para salvar vidas”, disse Eduardo Braga.

“Esse programa que o ministro diz ter sido hackeado foi divulgado pela TV Brasil”, advertiu Omar Aziz.

Cloroquina

Os governadores do consórcio Nordeste e João Doria, de São Paulo, foram citados na CPI da Covid pelo senador Marcos Rogério, que mostrou um vídeo com governadores falando sobre o uso da cloroquina. Omar Aziz rebateu o material dizendo que houve mudança no protocolo de uso do medicamento. “Isso era em março de 2020, os protocolos mudam”, afirmou o senador.

Primeiro dia de depoimento

A fala de Pazuello durante a quarta-feira (19) foi blindada por um habeas corpus que o permite se calar sobre atos relativos às suas ações diante da pasta. Mesmo assim, o general respondeu às perguntas dos senadores, de maneira considerada prolixa e tortuosa pelos parlamentares, que criticaram a postura.

“A grande dificuldade é que ele elaborou uma estratégia para não responder exatamente, dissimular e delongar estas respostas, se omitir e mentir”, disse Renan Calheiros, relator da CPI. “Foi uma opção que fez o ex-ministro e dessa forma está colaborando muito pouco com a investigação. Ele é a principal testemunha, mas resolveu mentir”. O senador alagoano chegou a sugerir a contratação de agências de checagem para rebater eventuais mentiras faladas pelos depoentes – porém não explicou como isso poderia ser feito.

Pazuello x imprensa

Ao chegar para o depoimento de hoje, o ex-ministro da Saúde solicitou à Polícia Legislativa do Senado que fizesse sua segurança deixando sempre ele por último e fora de vista da imprensa. “Não queria ser visto pela mídia”.

Flávio Bolsonaro

Com o nome citado do filho do presidente e  vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, o senador Flávio pediu a palavra para defender o irmão. “É como se fosse crime um filho falar com o pai”. Carlos é acusado de integrar um gabinete paralelo que aconselha o presidente, o que fere a lei da impessoalidade na administração pública.

Segundo o senador, Carlos não aconselha o presidente. “Quer saber quem aconselha o presidente? Eu vou dar um nome! O pastor Silas Malafaia. Chama ele aqui!”.

Aliado de Bolsonaro, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) informou que vai apresentar um requerimento para convocar o pastor.

A Sessão foi suspensa por tumulto entre os senadores após a fala de Flávio.

“O senhor não sabe nada sobre o vírus.”

O senador Otto Alencar foi incisivo sobre a falta de conhecimento do general Pazuello sobre os combates a epidemia de covid-19.”Não poderia ser ministro da Saúde. eu no seu caso não aceitaria, o senhor não sabe nada sobre o vírus”, disse.

Otto Alencar é medico de formação e questionou o ex-ministro sobre os conhecimentos em relação ao coronavírus, mas ficou sem resposta. O senador também leu frases em que Bolsonaro disse que não ia comprar doses de vacina contra a covid-19. Pazuello negou que o presidente interferiu nas decisões do ministério.  “Eu no lugar do senhor não sentava nessa cadeira ai, confessava logo o crime”, disse sobre a gestão do general. 

Fonte: Congresso em Foco

Representantes discutem sobre Rota de rodovia BR-242 que vai interligar Rondônia ao leste da Bahia

A reunião aconteceu em Brasília.

O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) possui um projeto em andamento sobre a rodovia BR-242, também denominada como Milton Santos, que corta o Brasil transversalmente. A intenção é estendê-la ao Estado de Rondônia fazendo-a prosseguir até o Oceano Pacífico. Para debater as melhores rotas de modo a viabilizar economicamente a construção, o diretor-geral do órgão, general Antônio Santos Filho reuniu-se com o vice-governador de Rondônia, José Jodan na última sexta-feira (14).

Com a presença de parlamentares e prefeitos de Rondônia e Mato Grosso, além de empresários e representantes da sociedade civil, o encontro teve a apresentação virtual do traçado a ser desenvolvido para a conclusão da rodovia. O diretor de Planejamento e Pesquisa do Dnit, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello demonstrou a situação da rota que contorna reservas indígenas e liga os estados da Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.

Na explicação do diretor, a conexão com o Estado de Rondônia, ainda está em pesquisa. “É um longo trecho a ser estudado. Podemos usar vias existentes para baratear os custos”, demonstrou. Para Luiz Guilherme, a melhor direção da rodovia é manter o traçado do projeto até Mato Grosso e em seguida encontrar-se com a BR-364.

Uma possibilidade foi explicada por Jodan, que solicitou à área técnica que avance na opção da BR-242, ao sair de Mato Grosso siga até Machadinho do Oeste. Para ele, utilizar a BR-364 para novos fluxos rodoviários vai estrangular a rodovia. “Temos a opção de reativar o antigo Porto II de Novembro no Rio Machado, que pode receber embarcações de grande porte”, afirmou. O vice ainda ressaltou que os portos de Porto Velho já estão trabalhando próximos ao limite.

A ideia foi acatada pelos presentes e segundo, o diretor de pesquisas do Dnit, conforme o projeto vai avançando, estas discussões vão ajustando o melhor acesso da BR. Luiz Mello ainda detalhou que conjuntamente ao traçado está sendo elaborado o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea). “Com um Evtea excelente poderemos embasar as licenças ambientais e ter a viabilidade para toda a obra”, concluiu.

Também participaram da reunião, o senador de Rondônia Marcos Rogério, o superintendente de Integração do Estado de Rondônia, Augusto Leonel, Pedro Marcelo Fernandes Pereira, prefeito em Cujubim, Levi Ribeiro, prefeito em São José do Rio Claro – MT, Iraldo Ebertz, Ex Prefeito de Tapurah – MT, Gilberto Cattani, deputado Estadual de Mato Grosso e assessores.

Fonte: Dnit

Bolsonaro repete filho Flávio e dispara contra Renan: ‘Vagabundo’

Em Maceió (AL), presidente chamou ainda o relator da CPI da Covid de traidor: ‘Se quer fazer show querendo me derrubar, não fará’

Durante evento em Maceió (AL) para entrega de unidades habitacionais a famílias de baixa renda, nesta quinta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro disparou contra o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB), que é do estado nordestino.

O chefe do executivo repetiu o xingamento do filho, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que classificou o opositor ao governo de “vagabundo”. O presidente acrescentou ainda outras ofensas, como “picareta” e “traidor”.

“Todos temos uma missão nessa Terra. Agradeço a Deus pela minha segunda vida. E também a ele, que pelas mãos de muito de vocês, me colocou à frente do Executivo. Não vai ser fácil, sabemos, porque tem sempre alguém picareta, vagabundo, querendo atrapalhar o trabalho daqueles que produzem. Se Jesus teve um traidor, temos um vagabundo inquirindo pessoas de bem no nosso país. É um crime o que vem acontecendo com essa CPI”, afirmou Bolsonaro, que foi aplaudido pela plateia presente no evento.

“Um recado que eu tenho para esse indivíduo [Renan Calheiros]. Se quer fazer um show querendo me derrubar, não fará. Somente Deus me tira daquela cadeira”, desafiou o presidente.

A sessão da CPI da Covid nesta quarta-feira (12) teve discussão entre os senadores Flávio Bolsonaro e o relator Renan Calheiros. Em discurso, o filho do presidente reagiu ao pedido de prisão de Calheiros contra ex-secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, que era ouvido na comissão, e ofendeu o senador alagoano.

“Há claramente senadores que querem usar a CPI de palanque. Imagina a situação, um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como o senador Renan Calheiros”, afirmou, ao elogiar a posição do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), de negar o pedido de prisão de Wanjgarten.

“Vagabundo é você que roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete”, respondeu Renan Calheiros. Com a discussão, a sessão foi suspensa pelo presidente da CPI, Omar Aziz, sendo retomada posteriormente.

O evento desta quinta-feira no Nordeste contou com a presença de diversas autoridades do país ligadas ao Alagoas, como o presidente da Câmara Arthur Lira (PP) e o senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PROS). O governador do estado, Renan Filho (MDB), não esteve presente. Ele é filho de Calheiros.

Na sequência, Bolsonaro participou da entrega do complexo viário em Maceió. A ligação urbana é a maior obra de mobilidade de Alagoas, conforme o governo federal. Foram investidos R$ 77 milhões em recursos.

Mais tarde, o presidente completa o conjunto de eventos no estado com a inauguração do Canal do Sertão Alagoano, no município São João da Tapera (AL).

Orçamento secreto

Durante seu discurso, Arthur Lira defendeu o governo federal e a Câmara negando que tenha havido um orçamento secreto com emendas parlamentares direcionadas a congressistas que apoiam o governo.

“E quando somos atacados por repórteres que não querem enxergar a realidade de que o dinheiro não é do Executivo, Judiciário e Legislativo o dinheiro é do povo, do orçamento público, e lá estamos brigando numa selva de 513 deputados para cada um puxar um pouquinho para o seu estado.

“O nosso papel é fazer lei justas e melhorar a vida da população com emendas nem secretas nem paralelas. A Câmara não se curvará à chantagem de que o presidente troca votos por emendas”, complementou.

Conforme reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, o governo teria montado esquema para conquistar apoio por meio de um orçamento paralelo de R$ 3 bilhões. Embora o Orçamento seja votado pelo Congresso, a operação para alavancar a base de apoio no Legislativo com distribuição de emendas teria sido foi sigilosa.

apoiadores, nesta quarta-feira (12), Bolsonaro rechaçou a denúncia. “Inventaram que eu tenho um orçamento secreto agora. Tenho um reservatório de leite condensado, três milhões de latas. Eles não têm o que falar. Como um orçamento foi aprovado, discutido por meses e agora apareceu R$ 3 bilhões? Só os canalhas do Estado de S. Paulo para escrever isso aí”, afirmou o presidente em frente ao Palácio da Alvorada.

Fonte; R7