Segundo a Semusa, público com comorbidades precisam comprovar doença para receber vacina

Os novos protocolos são exigidos pelo MS, e documentos que atestam as comorbidades só serão aceitos se tiverem sido emitidos a partir de 2019

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), segue com o Plano Nacional de Imunização (PNI), para o público de pessoas com comorbidades. O atendimento cumpre orientações da nota técnica 467/2021, do Ministério da Saúde (MS), que subdivide este grupo em duas partes. A parte um deste segmento está sendo atendida nesta fase de imunização.

A nota técnica do MS informa que são atendidas nesta fase o seguinte grupo:

– Pessoas com Síndrome de Down, a partir de 18 ano de idade;
– Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise), a partir de 18 anos;
– Gestantes e puérperas com comorbidades, a partir de 18 anos;
– Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos;
– Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos.

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Conforme o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 (PNO), as condições de comorbidades devem ser comprovadas por meio de exames, receitas, relatório médico e prescrição médica.

Segundo o MS, poderão ser utilizados adicionalmente os cadastros já existentes dentro das Unidades de Saúde.

Informa ainda a nota técnica que, no caso de gestantes e puérperas, o MS recomenda que deve ser respeitado o intervalo de 14 dias entre a administração da vacina influenza ou outra vacina do calendário de vacinação da gestante/puérpera e a vacina da Covid-19.



Pela nota técnica, a segunda parte da terceira fase do PNI vai contemplar proporcionalmente e em ordem decrescente de idade:
– Pessoas com comorbidades;
– Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC;
– Gestantes e puérperas independente de condições pré-existentes.

Nessa segunda parte será seguida a recomendação de faixa de idade: 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos.

Por conta da baixa procura, a Divisão de Imunização da Semusa, antecipou a vacinação do público de gestantes e puérperas independente da condição pré-existente para a primeira parte da vacinação.

Segundo Elizeth Gomes, gerente da divisão, esse público está sendo atendido com as doses da Pfizer, como foi recomendado. “O Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina AstraZeneca nas gestantes e puérperas. Em Porto Velho, usamos apenas a Pfizer, então seguimos normalmente com a vacinação desse público”, explica.

Nesta quarta-feira (12), o atendimento segue normalmente para gestantes e puérperas com ou sem comorbidades. A partir de quinta-feira (13), seguindo a recomendação do MS, a vacinação será destinada apenas a este público com comorbidades, utilizando a vacina da Pfizer.

Nesse público, o número de pessoas vacinadas se aproxima das 3 mil, segundo dados do Vacinômetro do SUS.

CADASTRAMENTO

Para receber o imunizante é necessário fazer o cadastramento através do aplicativo SASI. A ferramenta segue os parâmetros do PNI e foi planejada para registrar informações sobre a população e facilitar o agendamento das vacinas conforme a faixa etária, comorbidades e grupos prioritários.

Uma vez cadastrado, o usuário será avisado pelo próprio dispositivo e por envio de e-mail ao endereço eletrônico do usuário, sobre o dia, horário e local em que deverá comparecer para ser imunizado.

Para baixar o aplicativo basta acessar os links abaixo conforme sistemas operacionais

Sistema Android – https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.sasi.app

Sistema IOS – https://apps.apple.com/br/app/sasi/id1467748272.

Até esta quarta-feira, além de atender o público do aplicativo, a Semusa também está vacinando pessoas por demanda espontânea, mesmo sem o agendamento, mas é necessário levar os documentos que comprovem a comorbidade, entretanto, são aceitos apenas os que foram emitidos a partir de 2019. As declarações de anos anteriores não são válidas para esta finalidade.

Fonte: Semusa

Doenças infecciosas comprometem desempenho dos bovinos e aumentam custos de produção

Os bovinos são acometidos por inúmeros processos infecciosos, ocasionando doenças respiratórias, locomotoras, reprodutivas e digestivas.

Com a chegada dos meses mais frios do ano, as infecções respiratórias tornam-se mais frequentes em bovinos de todas as idades e podem causar queda de desempenho tanto no gado de corte quanto de leite, aumentando os custos com a sanidade nas propriedades. O médico veterinário Thales Vechiato, gerente de produtos para grandes animais da Syntec do Brasil, alerta que as doenças respiratórias não representam os únicos pontos de atenção nesse momento. “Os pecuaristas também devem ficar atentos aos processos infecciosos gastrointestinais,  no gênito urinário e em decorrência de feridas, além do controle parasitário condizente com a época do ano”, diz. “Os bovinos são acometidos por inúmeros processos infecciosos, ocasionando doenças respiratórias, locomotoras, reprodutivas e digestivas. É o caso das diarreias em bezerros, que representam um problema recorrente e importante”, assinala o especialista.

Vechiato explica que as infecções respiratórias decorrem da contaminação por agentes microbianos, vírus ou bactérias, que invadem e colonizam o trato respiratório dos animais. “As portas de entrada podem ser o contato entre animais ou a queda de imunidade, predispondo o acesso de bactérias presentes na cavidade oro nasal dos bovinos”.

Para evitar processos infecciosos em bovinos, o gerente de produtos da Syntec recomenda que além do manejo sanitário preventivo, com o uso de produtos antiparasitários e vacinas, é preciso realizar rondas diárias nos lotes para identificar rapidamente bovinos doentes e proceder com tratamento imediato, minimizando perdas. “Para identificar animais com possíveis infecções, é preciso estar atento, primeiramente, à queda de desempenho produtivo (redução no ganho de peso e menor produção de leite). Isso é um indicativo de que algum quadro infeccioso pode estar ativo. Para descobrir a origem do problema, é fundamental a presença e o acompanhamento do médico veterinário”.

A Syntec do Brasil oferece o antibiótico Sulfatrox para combater com eficácia os processos infecciosos respiratórios, gastrointestinais e do gênito-urinário, feridas, septicemias e outras infecções, além de auxiliar o processo de recuperação dos animais. Composto pelos princípios ativos Sulfadiazina e Trimetoprima, Sulfatrox tem efeito bacteriano forte e potente, diminuindo a possibilidade de as bactérias desenvolverem resistência. Após administração intramuscular, o produto é rapidamente absorvido e distribuído por todos os tecidos, tornando-se altamente eficaz contra vários processos infecciosos em bovinos, equinos, suínos e ovinos.

Sobre a Syntec – A Syntec é uma indústria de produtos para saúde animal 100% brasileira, com foco em medicamentos e suplementos veterinários de alta complexidade. Seu portfólio é amplo, incluindo terapêuticos, especialidades, produtos para higiene e saúde, suplementos e, agora, vacinas animais. Mais informações: www.syntec.com.br

Fonte: Texto | Fernanda Souza

Mulheres que sobrevivem à covid têm mais risco de doenças persistentes

Constatação é de pesquisadores do Reino Unido

Mulheres na casa dos 40 e 50 anos parecem correr mais risco de problemas de longo prazo depois de terem alta da covid-19. Muitas sofrem durante meses de sintomas persistentes, como fadiga, falta de ar e confusão mental, revelaram dois estudos britânicos divulgados hoje (24), em Londres.

Uma pesquisa descobriu que, cinco meses depois de deixarem o hospital, pacientes da covid-19, que também eram de meia idade, brancas, mulheres e tinham outros problemas de saúde, como diabetes, doença pulmonar ou cardíaca, tendiam mais a relatar sintomas de covid-19 longa.

“Nosso estudo mostra que aqueles que tiveram os sintomas prolongados mais graves tendem a ser mulheres brancas de idades aproximadas de 40 a 60 anos, que têm ao menos dois problemas de saúde de longo prazo”, disse Chris Brightling, professor de medicina respiratória da Universidade de Leicester que coliderou o estudo conhecido como Phosp-Covid.

Uma segunda pesquisa, conduzida pelo Consórcio Internacional de Infecções Respiratórias Agudas e Emergentes (Isaric), concluiu que mulheres de menos de 50 anos têm mais probabilidade de sofrer problemas de saúde de longo prazo piores do que homens mais velhos, mesmo que não tenham problemas de saúde subjacentes.

Consequências profundas

“Está se tornando cada vez mais claro que a covid-19 tem consequências profundas para aqueles que sobrevivem à doença”, disse Tom Drake, bolsista de pesquisa clínica da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que coliderou o estudo do Isaric.

“Descobrimos que mulheres mais jovens têm mais probabilidade de sofrer problemas de longo prazo piores”, acrescentou

O estudo do Isaric, que cobriu 327 pacientes, descobriu que mulheres de menos de 50 anos têm o dobro da probabilidade de relatar fadiga, sete vezes mais probabilidade de ter falta de ar e também mais chances de ter problemas relacionados à memória, mobilidade e comunicação.

O estudo Phosp analisou 1.077 pacientes masculinos e femininos que tiveram alta de hospitais do Reino Unido entre março e novembro de 2020 depois de terem a covid-19.

A maioria dos pacientes relatou diversos sintomas persistentes depois de cinco meses, sendo os mais comuns dor nos músculos e nas juntas, fadiga, fraqueza, falta de ar e confusão mental.

Mais de um quarto deles teve o que os médicos disseram ser “sintomas clinicamente relevantes de ansiedade e depressão” depois de cinco meses, e 12% tiveram sintomas de transtorno de estresse pós-traumático.

Fonte: Agência Brasil

No Acre, rios começam a baixar e médicos alerta para o risco de doenças

Leptospirose, a mais conhecida, é apenas uma das doenças que podem ser causadas pela água da chuva durante e depois de enchentes.

Além dos prejuízos materiais, as enchentes, que atingiram centenas de pessoas em 10 cidades do Acre, podem causar uma série de danos à saúde. A lama pesada e com um mau cheiro muito forte também é um dos problemas. A população deve ficar atenta a possíveis doenças transmitidas pela água contaminada, alerta o médico infectologista Alan Areal.

O infectologista disse que hepatite A e a leptospirose estão entre as doenças mais comuns após uma alagação. Mas, há outros riscos como o ataque de animais peçonhentos e na situação de pandemia, ainda pode ter o agravamento dos casos de Covid-19 e dengue.

O médico diz que a leptospirose é uma bactéria que tem muitos animais como hospedeiros, principalmente o rato. Eles eliminam a bactéria através da urina. Em enchentes, as pessoas ficam mais sujeitas ao contato com a bactéria, porque a água do esgoto se mistura com a da chuva. A contaminação acontece pelo contato com a pele.

Com a hepatite A, a situação é semelhante, e o vírus está presente nas fezes. A água da chuva se mistura com a água do esgoto, que está contaminada com fezes humanas e de animais. A pessoa contaminada fica com icterícia, náusea e com muitas dores musculares.

“O cuidado é geral, estamos passando por esse surto de dengue, pandemia da Covid, então, a higienização, uso da máscara acaba prevenindo não só a Covid, o risco de transmissão, mas de resfriado comum também. É importante mudarmos os nossos hábitos, fazer a higienização das mãos, é importante também que as pessoas façam o possível para consumir água potável, porque diminui o risco de infecção por hepatite”, alerta.

Além dos cuidados de higiene pessoal que o médico aconselha, o alerta também é em relação à volta repentina para casa, quando as águas dos rios começam a baixar.

“Algumas pessoas insistem em ficar ou voltar de forma rápida, isso também aumenta o risco [de contaminação]. Uma outra coisa nessa época são os acidentes com animais peçonhentos, principalmente com crianças”, acrescenta.

Enchentes são risco para aumento de casos de leptospirose — Foto: Juan Diaz/Arquivo pessoal
Enchentes são risco para aumento de casos de leptospirose

O Rio Acre saiu da cota de alerta, que é de 13,50 metros, em Rio Branco, mas 240 pessoas atingidas pela cheia ainda estão nos abrigos montados pela prefeitura da capital. Segundo dados da Defesa Civil Municipal, o manancial, que chegou à marca dos 15,80 metros no último dia 17, neste domingo (28) marcou 12,98 metros.

Mesmo com a baixa, o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Cláudio Falcão, informou que ainda não há indicativo para que as famílias retornarem para suas casas, uma vez que existe previsão de chuvas para os próximos dias e, com isso, o rio pode volta a subir. Ainda segundo ele, o nível do Rio Acre nas cabeceiras subiu nas últimas horas, o que também deve refletir no aumento do nível.

Fonte: G1

Agevisa alerta sobre período chuvoso que podem aumentar a proliferação de Caramujos-Africanos em RO

O Caramujo-africano tem características singulares, a principal delas é o tamanho grande, além de sua concha ser pontiaguda, a casca é em forma de um espiral cônica e tons de marrom, cinza e amarelo

Técnicos da Agevisa orientando agentes municipais quanto o controle do Caramujo-gigante-africano

A Agência de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa) informa que durante o período chuvoso é importante ficar atento quanto a infestação do “Caramujo-gigante-africano” (Achatina Fulica – nome científico), em residências. O molusco é facilmente encontrado em ambientes úmidos e em locais com acúmulo de lixo, como quintais, terrenos baldios, entre outros. Ele é transmissor de doenças perigosas que podem levar à morte.

O caramujo-africano entrou no Brasil na década de 80 como uma alternativa irresponsável para a criação adaptada do “escargot”, mas que culminou em um problema de saúde pública. A rápida proliferação dos animais pode causar uma infestação desenfreada, que necessita de cuidados para o manuseio.

O coordenador Estadual do Programa de Esquistossomose e Geohelmintiase da Agevisa, Nilton Neves, orienta como o caramujo deve ser descartado. “É importante estar de luvas, protegendo as mãos, colocar o caramujo ou os caramujos em uma sacola, fazer furos e amarrar. Após esse procedimento, é necessário emergir essa sacola em um balde com a quantidade equivalente de uma colher de hipoclorito (água sanitária) para 1 litro de água. No outro dia o caramujo amanhecerá morto e pode ser descartado normalmente no lixo”.

“Culturalmente, algumas pessoas tinha o hábito de colocar sal e queimar esses animais. Esse não é o procedimento ideal a ser feito, pois é perigoso quanto a contaminação do lençol freático numa possível ingestão da água, e até mesmo se a concha se tornar um criadouro natural de mosquito da dengue. Por isso, a necessidade de se fazer o procedimento correto”, enfatiza Nilton.

Outra opção correta de descarte do molusco é colocá-lo em uma vala de cerca de 20cm à 30cm e envolver o local com cal virgem e enterrá-lo.

Quando houver a infestação desenfreada e o morador não conseguir descartar voluntariamente os caramujos, a orientação é ligar para a coordenação responsável da Agevisa, por meio do telefone (69) 3216-5694, registrando a denúncia.

CARACTERÍSTICAS

Hospedeiro de duas doenças fatais, uma podendo causar hemorragia interna e a outra levar o indivíduo a cegueira, o caramujo-africano tem características singulares de fácil reconhecimento. A principal delas é o seu tamanho, como o nome já diz “Grande ou Gigante” Africano, além de sua concha ser pontiaguda, em forma de um espiral cônica, a casca é com tons de marrom, cinza e amarelo. “Nós temos o caramujo nativo que se confunde um pouco com o africano por ser grande, mas sua concha não é pontiaguda, e por isso é possível diferencia-lo”, explica Nilton.

No Brasil não há registro de nenhum caso de doenças que esse molusco pode ocasionar, mas é importante ressaltar o trabalho técnico dos agentes que incluem informes técnicos e orientações para evitar invasões domiciliares. “Esse é o momento de cada um cuidar do seu terreno, porque não adianta um vizinho limpar o seu e o outro não limpar, porque ele vai passar, por ser muito invasivo e adorar lugar úmido. Orientamos que seja evitado o acúmulo de lixo no quintal, telhas, tijolos, madeira, porque com as chuvas, esses materiais umedecem e eles procriam ali”, finaliza o coordenador.

Fonte: Agevisa