Para conter inflação, juros básicos podem ter maior alta em 21 anos

Qualquer elevação da Selic em mais de 1 ponto percentual será a maior desde o salto de 3 pontos percentuais do fim de 2002

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) se reúne na próxima semana para decidir qual será a taxa básica de juros vigente na economia brasileira até o final de outubro. Com os recentes saltos da inflação, algumas projeções já sinalizam para a maior alta da Selic desde 2002.

A decisão pela variação recorde após quatro avanços consecutivos dos juros, que levaram a Selic ao atual patamar de 5,25% ao ano, deve levar em conta as surpresas trazidas pela alta disseminada da inflação dos últimos meses.

Somente em agosto, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,87% e registrou a maior alta para o mês dos últimos 21 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação dos preços encostou nos 10%, patamar já superado em oito capitais brasileiras.

A alternativa pela elevação da taxa de juros é o instrumento de política monetária mais utilizado para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam outras alternativas de investimento.

Nesta terça-feira (14), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o plano da autoridade monetária para combater a inflação mira horizonte mais longo e vai “fazer o que for necessário” para devolver o índice de preços à meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Ainda assim, ele disse que o BC não terá reações precipitadas a cada novo dado inflacionário.

“A gente tem um instrumento na mão que vai ser usado da forma como ele precisa ser usado e a gente entende que a gente pode levar a Selic até onde precisar ser levada para que a gente tenha uma convergência da meta no horizonte relevante”, afirmou Campos Neto em evento do banco BTG Pactual.

Entre as instituições financeiras ouvidas pelo BC, a mediana das expectativas até o final da semana passada apontam que a Selic vai subir para 6,25% ao ano, resultado de uma nova variação de 1 ponto percentual. No entanto, já existem apostas de que a alta dos juros será de até 1,5 ponto percentual, o que elevaria a taxa básica de juros a 6,75% ao ano.

O superintendente da assessoria econômica da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Everton Pinheiro de Souza Gonçalves, avalia que o veredito do BC deve elevar a taxa Selic em 1,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (22), para 6,5% ao ano.

“A deterioração do balanço de riscos em relação à reunião anterior para inflação exige um aperto maior. Desse modo a nossa expectativa é de aumento de 1,25 ponto. Além disso, devem ocorrer mais elevações nas próximas reuniões do Copom, fechando o ano em 8,5%”, prevê Gonçalves.

Desde o início do século, a Selic só subiu mais de 1 ponto percentual em duas oportunidades, em junho de 2001 (de 16,75% ao ano para 18,25% ao ano) e em dezembro de 2002 (de 22% ao ano para 25% ao ano).

Em posição semelhante à do último relatório Focus, a chefe de economia da Rico, Rachel de Sá, afirma que o Copom deve manter o mesmo ritmo do último encontro e elevar a Selic para 6,25% ao ano, o que resultaria em um novo aumento dos juros nas próximas reuniões do grupo.

“Por enquanto, a nossa visão é de que a Selic vai terminar o ano em 7,25% ao ano, mas essa projeção tem viés de alta, que estamos observando com bastante cuidado, porque não achamos que o Banco Central precisa acelerar o passo das movimentações”, afirma Rachel.

Fonte: R7

BC aumenta projeção de crescimento da economia de 3,6% para 4,6%

Inflação deve chegar a 5,82% ao final de 2021, acima da meta

O Banco Central (BC) aumentou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 3,6% para 4,6%. A informação consta do Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, divulgado hoje (24) e, segundo o órgão, apesar da intensidade da segunda onda da pandemia de covid-19, os indicadores recentes da atividade econômica interna continuam mostrando evolução mais positiva do que o esperado.

“Adicionalmente, a recuperação parcial da confiança dos agentes econômicos, as medidas de preservação do emprego e da renda, o prognóstico de avanço da campanha de vacinação, os elevados preços de commodities [produtos primários com cotação internacional] e os efeitos defasados do estímulo monetário indicam perspectivas favoráveis para a economia”, diz o relatório. 

Modelos matemáticos do BC também indicam que recentemente houve uma redução da sensibilidade da atividade econômica à intensidade da pandemia, fato que pode estar ligado à surpresa positiva com os dados da atividade no período.

No primeiro trimestre do ano, o PIB cresceu 1,2% em relação ao trimestre anterior, segundo o BC, retornando ao patamar do último trimestre de 2019, antes da pandemia, com resultados positivos nos três setores da economia: serviços, agropecuária e indústria. 

“O desempenho positivo ocorreu a despeito do ambiente de recrudescimento da pandemia da covid-19 e da retirada do auxílio emergencial para pessoas em situação de vulnerabilidade, superando as expectativas que grande parte dos analistas econômicos tinha na data do último Relatório de Inflação [em março]”, explicou o BC.

Oferta de bens e serviços

No mesmo sentido, a autoridade monetária espera que os programas do governo de auxílio às empresas preservem a oferta de bens e serviços no médio prazo e que a nova rodada de auxílio emergencial e a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas auxiliem a preservação do consumo das famílias, especialmente no segundo trimestre e no início do terceiro.

Por outro lado, segundo o Banco Central, apesar da redução significativa dos riscos para a recuperação econômica, ainda há bastante incerteza sobre o seu ritmo de crescimento. Entre os fatores que podem diminuir a taxa de expansão estão o risco de surgimento ou disseminação de novas variantes de covid-19, com novas medidas temporárias de distanciamento social, a dificuldade para obtenção de insumos e os custos elevados em algumas cadeias produtivas, além de eventuais implicações da crise hídrica, a pior que o país vive em 90 anos.

“A crise hídrica na bacia hidrográfica do Paraná pode ter implicações negativas para a geração de energia elétrica, para além do aumento de preços decorrente do maior acionamento de usinas termoelétricas”, diz o relatório.

Alta da inflação

Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2021 em 5,82%, no cenário com taxa de juros (Selic) em 6,25% ao ano em 2021 e 6,5% ao ano em 2022 e câmbio partindo de R$ 5,05. No relatório anterior, em março, a projeção era 5%. O BC também projeta que a inflação deve ser de 3,8% em 2022 e 3,25% em 2023.

A estimativa está acima da meta de inflação para este ano que é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%. “Análise desagregada das projeções dos analistas mostra que a revisão altista da projeção abrangeu preços de alimentos, bens industriais e preços administrados, em particular gasolina e energia elétrica”, afirma o relatório do BC.

“A inflação de curto prazo manteve-se pressionada, com destaque para a continuidade da alta dos preços das commodities, para a persistência do cenário de restrições de oferta de alguns materiais e insumos e para a deterioração do cenário hídrico, que tem rápida repercussão sobre o preço da energia elétrica mediante o acionamento de bandeiras tarifárias. Esses fatores mais do que compensaram os efeitos desinflacionários do recrudescimento da pandemia sobre os preços de serviços e da recente apreciação do real”, explicou.

Em maio, o IPCA fechou em 8,06% no acumulado de 12 meses. No trimestre encerrado em maio, a alta foi de 2,08%, acima do patamar compatível com a meta de inflação e acima da previsão divulgada no Relatório de Inflação anterior, de 1,75%. A taxa foi, contudo, inferior à observada no trimestre anterior, de 2,48%.

Em 2020, a inflação fechou em 4,52%, acima da meta de inflação para o ano, de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância, de 2,50% a 5,50%.

Com a alta da inflação, o Banco Central elevou pela terceira vez consecutiva a taxa básica de juros, a Selic, de 3,5% para 4,25% ao ano. A instituição também sinalizou que deve promover nova alta na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto.

Esse é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida.

Por Andreia Verdélio – Agência Brasil

Especialistas garantem que Bolsonaro e Guedes salvaram a economia do país

Só em abril a indústria automobilística cresceu 8%, segundo dados do ministério da economia

A retomada definitiva do crescimento da economia brasileira ainda durante a pandemia, como se viu nesse primeiro trimestre de 2021, na alta de 1,2% no PIB (Produto Interno Bruto), teve como principal ator o próprio governo federal segundo especialistas ouvidos em reportagem da Revista Oeste.

Entre as ações rápidas e precisas, apontadas pelo diretor executivo da Federação das Indústrias de São Paulo, André Rebelo, as flexibilizações de regras trabalhistas, como “a suspensão de contratos, com redução de salários e jornadas” e ainda a ajuda financeira, por meio de verbas públicas para a complementação de salários, teria dado o fôlego suficiente para que as empresas sobrevivessem e demitissem menos do que o esperado, após sofrer com as políticas do fique em casa, determinadas por prefeitos e governadores.

Rebelo disse ainda que o atraso no recolhimento de impostos das empresas, a oferta de linhas de crédito para capital de giro, a juros baixos, e injeção de cerca R$ 300 bilhões em auxílio emergencial, permitiu que o dinheiro permanecesse em circulação, garantindo o consumo e, por consequência, o funcionamento das linhas de produção.

Ainda segundo os especialistas ouvidos pela Oeste, entre eles, Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o crescimento será visto com mais força em determinados setores, como de veículos automotores, afetado principalmente pela falta de insumos para a produção de peças. Só em abril a indústria automobilística cresceu 8%, segundo dados do ministério da economia, o que deve se repetir quando do anúncio dos números referentes a maio.

A retomada do crescimento em “V”, preconizada pelo ministro da economia Paulo Guedes, em meados de 2020, em pleno auge da pandemia do vírus chinês, se confirma, e mostra a sintonia perfeita entre o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe de primeiro escalão.

Vale destacar que, na via das boas notícias, a agência americana de classificação de crédito, Fitch Ratings, acaba de elevar a previsão de alta do PIB brasileiro em 2021, de 3,3% para 5%.

E a esquerda pira!

Fonte: JCO

Hildon Chaves se reúne com presidente da casa de leis para tratarem sobre rumos da economia na capital

Encontro serviu para discutir mecanismos que podem alavancar o setor produtivo no período pós-pandemia no estado.

O fortalecimento das economias de Porto Velho e do estado foram os principais temas da conversa que o prefeito Hildon Chaves e o deputado Alex Redano, presidente da Assembleia Legislativa, tiveram quarta-feira (9), na Casa de Leis.

Na visita de cortesia que faz ao parlamentar, Hildon Chaves tratou de temas como a recuperação do comércio após o controle da pandemia da Covid-19, conservação das estradas rurais, apoio aos distritos da Capital e políticas públicas para a geração de emprego e renda.

“Nosso compromisso é com o desenvolvimento econômico do município e o bem-estar da nossa população. Por isso é relevante o diálogo com o deputado Alex Redano, que é presidente do legislativo estadual”, disse o prefeito sobre a visita.

O prefeito agradeceu a Alex Redano pela cordialidade e o parabenizou pela maneira serena e respeitosa como vem conduzindo a presidência da Casa de Leis (ALE), destacando o diálogo com os demais poderes.

REUNIÃO

Redano convidou o prefeito para participar, em seguida, de reunião com outros prefeitos no gabinete da presidência, da qual também participaram o secretário de finanças estadual, Luiz Fernando, e o presidente da Associação dos Prefeitos de Rondônia (Arom), Célio Lang.

Na reunião prevaleceu a pauta dos impactos causados pela pandemia e a adoção de medidas capazes de alavancar a economia assim que a Covid-19 estiver controlada.

Fonte: Comdecom

“Brasil é o maior e melhor horizonte de investimentos da economia global”, afirma Guedes (veja o vídeo)

O Brasil pode crescer bem acima do esperado…

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou sobre o bom desempenho do mercado brasileiro a investidores estrangeiros, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2021:

“Com a vacinação em massa de um lado e a retomada das reformas econômicas, acreditamos que o Brasil seja, atualmente, o maior e melhor horizonte de investimentos da economia mundial”, disse.

Em palestra no evento, o ministro relatou os impressionantes avanços da economia no Governo Bolsonaro e convidou os investidores a participarem do crescimento sustentável do País.

“Fizemos as transferências (maior auxílio emergencial do mundo) para os mais vulneráveis e para Estados e municípios (para o enfrentamento à pandemia da Covid-19) e a outros ministérios que se envolveram no combate à doença”, explicou.

E prosseguiu:

“… Mantivemos o emprego formal, 11 milhões de empregos privados. Criamos um milhão de empregos nos últimos quatro meses (de 2020) e mais um milhão de empregos no mercado formal, durante os quatro primeiros meses deste ano”, comemorou.

Paulo Guedes é verdadeiramente um “super Ministro”. Conhece profundamente o mercado e prevê cenários de longo prazo.

Confira o vídeo:

Produtores de café solicitam ao Ministério da Economia criação de entidade ao setor

Com uma entidade que represente o setor, será possível criar um fundo de apoio à produção do café

Embasados na força da produção cafeeira do Brasil, na qual movimenta mais de dois milhões de empregos e a estimativa de 2,18 milhões de hectares de plantação de café, produtores representados pela Associação dos Cafeicultores do Brasil (Sincal), liderados pelo vice-governador de Rondônia, José Jodan, explicaram ao subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Economia, Rogério Boueri, a importância da criação de uma entidade que represente os cafeicultores.

A abordagem da falta de representatividade das atuais instituições foi a pauta principal do encontro, na qual Jodan pontuou que a economia brasileira poderia estar melhor conduzida com dados mais transparentes quanto à realidade do café.

O grupo sugere a criação da Ocafé, uma entidade que inicialmente criará um fundo de apoio à produção deste grão e ficará responsável por sistematizar e dar publicidade aos números de plantação, colheita, importação e exportação. “O fundo financeiro da Ocafé, não receberá recursos do Governo Federal, mas pela regulamentação pode ter o controle federal e servirá para dar transparência ao produtor quando ao uso dos recursos do fundo”, afirmou o vice-governador.

Para Jodan, os números do mercado cafeicultor, que venham a orientar sobre as necessidades da commodity de modo que o agricultor saiba se é momento de cultivar mais ou menos o café e não tenha prejuízos à frente, devem ser publicados frequentemente pela Ocafé.

O presidente da Sincal, Armando Mattiello, ressaltou que a Organização Internacional do Café (OIC), não possui a representatividade que a produção brasileira necessita.

Segundo ele, a limitação dos valores máximos definidos pela organização estão pouco acima do que era na década de 1980. “É praticamente inviável ter o mínimo de rentabilidade com os valores atuais”, pontuou.

A expectativa da Sincal é que ao organizar o setor com a Ocafé, haja um incremento financeiro no setor cafeeiro que gere ao Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões por ano, que podem ser transformados em benefícios para toda a população.

Rogério Boueri fará o encaminhamento das demandas ao ministro Paulo Guedes, pois a Associação pretende reunir-se também com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e com o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Também participaram da reunião, o superintendente de Integração do Estado de Rondônia em Brasília, Augusto Leonel, e os diretores da Sincal, Marco Antonio Jacob e Marcelo Caixeta Barbosa Paterno.

Fonte: Secom

Empresários apresentam sugestões para fortalecimento do setor da economia na capital

Essa foi a 10ª reunião virtual com setores produtivos que buscam Propostas para melhorias no pós-pandemia.

Encontros são virtuais com foco no fortalecimento da economia
Encontros são virtuais com foco no fortalecimento da economia

A Prefeitura de Porto Velho segue ouvindo os empresários na busca pelo fortalecimento da economia local após o controle da Covid-19. Na última semana (16), integrantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Empresarial de Porto Velho (ACEP) e Federação do Comércio (Fecomércio) sugeriram importantes contribuições durante o Encontro com o Setor.

A presidente da CDL, Joana Joanora das Neves, destacou a importância da reunião coordenada pela Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH) e a vontade do prefeito Hildon Chaves de organizar a cidade e promover melhor qualidade de vida para todos.

Ela indicou a necessidade de implantação de medidas capazes de gerar mais eficiência e viabilizar um ambiente de negócios que contribua para reaquecer o comércio. Joanora disse é necessário organizar os centros comerciais para atrair clientes.

Representante do comércio imobiliário, Abraão Lima reforçou que segurança pública também é uma oportunidade de melhoria.

Por sua vez, o presidente da ACEP, Vanderlei Oriani, recomendou melhorias na sinalização e paisagismo, especialmente as vias principais.

Segundo o diretor técnico da ADPVH, Guilherme Gonzales, é muito importante que os segmentos empresariais participem deste processo e que manifestem suas sugestões.

Gonzales acrescentou que a gestão do prefeito Hildon Chaves apoia as demandas que ajudam melhorar a cidade e o fomento da economia.

“Estas contribuições são muito valiosas. É importante entender como o serviço público, a partir da experiência dos empresários, pode colaborar para uma gestão municipal mais eficiente para todos os munícipes”, declarou.

SETORES

Essa foi a 10ª reunião virtual com setores produtivos que formam a economia de Porto Velho. Em encontro anteriores, a Prefeitura ouviu os segmentos da construção civil, educação, hotelaria e turismo, bares e restaurantes, lojistas, setor de vestuário, conselhos profissionais, bebidas e academias.

Os próximos serão os seguintes:

Dia 11 de maio – Setor agropecuário

Dia 12 de maio – Indústria de Base – madeira e móveis

Dia 13 de maio – Metal e autopeças

Dia 14 de maio – Supermercados e atacadistas

Dia 18 de maio – OAB/RO

Dia 20 de maio- Saúde e beleza

Dia 25 de maio – Setor de gráficas

INSCRIÇÕES

Para participar das reuniões remotas é necessário fazer a inscrição com antecedência. Para tanto, basta acessar o link aqui.

Fonte: Comdecom

Porto Público da capital fatura mais de R$ 10 milhões e projeta nova área alfandegada

Movimentação diária de cargas de importação e exportação consolidam o Porto, que agora abrirá mais espaço a empresas diversas.

Porto Público de Porto Velho

De R$ 8,6 milhões de faturamento em 2019, o Porto Público de Porto Velho aumentou em mais 20%, para R$ 10,5 milhões, e tende a melhorar com a execução do Plano de Desenvolvimento de Zoneamento (PDZ)*, que facilitará novas licitações de áreas em sua extensão de 20 hectares, margeando o rio Madeira.

Ao analisar nesta quinta-feira (6) o cenário de importações e exportações, o diretor-presidente Fernando Cesar Ramos Parente informou que essa evolução implicou ações que visam sanear receitas e normatizar a cobrança tarifária. “Reajustes não ocorriam desde 2015”, ele justificou.

Em 2020, o Porto movimentou cargas gerais de 249,69 mil toneladas (t) de exportação e importação. O embarque de mercadorias somou 43,38 mil t, enquanto o desembarque, 1,66 mil t, totalizando 44,05 mil t.

Delegada pelo Governo de Rondônia, a Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph) é gestora do Porto que fez 45 anos em 2020 e que escoa cada vez mais a produção agrícola regional, incluindo a do noroeste do vizinho Estado de Mato Grosso, próximo a Vilhena, a 822 quilômetros de Porto Velho, pela BR-364.

A saúde financeira do porto começou a se consolidar a partir de 2019, com a regularização dos compromissos da empresa. Desde aquele ano, aumentou a movimentação de cargas gerais entre Porto Velho e Manaus, em viagens com duração de quatro a cinco dias.

“A SOPH PASSOU A CATALISAR IMPORTAÇÕES E EXPORTAÇÕES; TEMOS O ÚNICO RECINTO ALFANDEGADO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL, INSTALADO EM PORTO PÚBLICO”, DISSE FERNANDO CÉSAR.

Conforme publicou em um jornal de grande circulação nacional, até dez anos atrás, pela precariedade de infraestrutura, terminais portuários de Porto Velho, Itaituba, Santarém e Barcarena (todas no Pará), Santana (AP) e Itacoatiara (AM) e Porto Velho (RO) eram tratados como “experiências” logísticas pela maior parte dos produtores de Mato Grosso. Agora Porto Velho se consolida como alternativa aos abarrotados terminais de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é Porto-Publico-de-Porto-Velho_SOPH_Soja_Graos_31.03.21_Foto_Daiane-Mendonca-54-570x378.jpg
Soja exportada é cada vez maior: 1,309 milhão de toneladas no ano passado


Uma empresa de navegação ocupa, atualmente, quatro hectares e é a única arrendatária. Com base nas alterações em leis de licitação, a Soph projeta para 2021 novas movimentações que irão consolidar a construção da nova sede administrativa e do espaço alfandegado, com o apoio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Secretaria de Portos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O crescente escoamento de grãos trará mais benefícios financeiros ao Estado, com base na movimentação do chamado granel sólido (soja e milho), e da crescente necessidade de fertilizantes nas lavouras. No ano passado, o Porto descarregou 403,059 mil t de fertilizantes israelenses que, somadas às cargas de combustíveis e subprodutos de petróleo, totalizaram 418,074 t.

“HOJE, A CARRETA QUE CHEGA COM A SOJA, DESCARREGA NO ARMAZÉM, E ALI MESMO ESTACIONA PARA SER ABASTECIDA COM FERTILIZANTES ISRAELENSES QUE SÃO TRANSPORTADOS PARA PROPRIEDADES RURAIS DE RONDÔNIA E DE MATO GROSSO”, EXPLICOU FERNANDO CÉSAR.

Além disso, há outras áreas de operação com o modelo de embarcação roll-on-roll-of, adotado nos anos 1980 no Brasil. O termo em inglês é assim traduzido: rolar para dentro, rolar para fora, numa referência a carrocerias, caçambas ou tanques transportados por caminhão ou reboque de trator cuja carga entra e sai pelos seus próprios meios, utilizando um chassi com rodas. Ao todo, o Porto possui 11 áreas de movimentação cargueira, em toda a sua encosta.

RESGATE

Fernando Cesar enfatizou essas melhorias, convicto do aumento da quantidade de operações no município de Porto Velho, que passa “a potencializar melhor o uso do Porto”. A Soph trabalha para diminuir custos e, ao mesmo tempo, beneficiar investimentos empresariais que estão chegando.

“Passadas mais de quatro décadas, essa é a busca pelo resgate da importância que a empresa tem, daí passar por profundos processos que modificam não apenas a sua gestão, mas utilizam metodologias técnicas indicadoras do seu real papel no fomento da economia do Estado de Rondônia”, analisou.

O diretor destaca a integração da Soph com as políticas dos governos Federal e Estadual. “Se a fase estática existiu, ficou bem para trás, porque o Porto vem dando certo”, observou Fernando Cesar. Uma vez mais, ele destacou o PDZ como elemento dinâmico para integrar a complexidade das relações econômicas mundiais, sujeitas às mudanças e impactos na oscilação do mercado e também às decisões das empresas instaladas no complexo portuário.

EMBARQUES PARA EXPORTAÇÃO: 220,5 MIL T

Entre outros produtos embarcados para exportação, em janeiro de 2020, dois meses antes da pandemia da covid-19, o Porto embarcava 1,39 t de açúcar, totalizando em dezembro, 70,12 mil t. Em fevereiro daquele ano, exportava 48 t de arroz, e no final do ano 2,75 mil t. Em junho, movimentava 15 t de carne bovina, chegando em dezembro com 64,50 mil t. Em fevereiro, movimentou 196,9 t de feijão e em dezembro, 2,78 mil t.

O milho começou com 39,92t em janeiro, e chegou a 3,40 mil t em dezembro. Óleo vegetal: 303,5 t em janeiro e 7,96 mil t em dezembro. Dezembro fechou com a movimentação geral de 220,5 mil t. O Porto exportou 75,4 mil t de milho e 1,309 milhão de t soja no ano passado.

360 CONTÊINERES 

Houve 86 atracações de barcos, balsas e barcaças entre março e dezembro de 2020. Nesse mesmo período, os trabalhadores portuários movimentaram cargas de cerca de 2.200 t de embarque e desembarque.

Já os contêineres TEU [wenty feet Equivalent Unit; em português, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés] foram quase duas vezes mais: 4.049. O movimento geral de cargas conteinirizadas totalizou aproximadamente 44.050 t. Entre janeiro e dezembro do ano passado, a administração da Soph embarcou mercadorias em 1.799 contêineres , 3.339 contêineres TEU, totalizando 42.380 t.
_____

* O Plano de Desenvolvimento de Zoneamento elaborado pela Administração Portuária [no âmbito do Ministério da Infraestrutura] é também aprovado pelo Conselho de Autoridade Portuária, considerando o objetivo de integrar as necessidades do País com relação a transporte portuário, a economia nacional e a busca da eficiência e modernidade ao Porto Organizado. Seu principal objetivo é determinar parâmetros de organização das áreas e instalações dos portos organizados, proporcionando o desenvolvimento sustentável do porto e integrando os modais de transporte.

Fonte; Secom-RO

Guedes: ‘Somos apedrejados enquanto tentamos fazer o melhor’

Ministro da Economia comemorou as contratações formais e afirmou que que “estão politizando” a pandemia do coronavírus

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (28) que “estão politizando” a pandemia do novo coronavírus. “Independentemente dos erros que possamos estar cometendo, queremos as críticas construtivas”, disse.

“Somos apedrejados enquanto tentamos fazer o melhor possível pelo povo brasileiro”, pontuou Guedes ao fazer uma referência aos comentários positivos feitos pelo economista e sociólogo José Pastore à política econômica.

“Seu reconhecimento pelo nosso esforço vale mais do que 1 milhão de críticas que recebemos todos os dias”, pontou Guedes. Segundo ele, o economista vê que o Brasil “está com desempenho superior ao de muitas economias avançadas” no mercado de trabalho.

A fala do ministro da Economia foi feita durante entrevista coletiva para comentar os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que apontam para a criação de 184 mil empregos com carteira assinada em março. Trata-se o terceiro resultado positivo seguido do indicador.

“Todos os setores, todas as regiões e todos os Estados criaram empregos. Ao contrário da primeira onda que nos atingiu no ano passado e destruiu 276 mil empregos em março, a nossa reação à segunda onda foi a criação de 184 mil novos empregos no setor formal”, destacou Guedes.

Fonte: R7

EUA: transição para economia limpa chegará a US$ 23 trilhões até 2030

Secretária de Energia diz que ação pode ser oportunidade para negócios

A secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm, disse hoje (23), durante a Cúpula de Líderes sobre o Clima, que a transição para uma economia mais limpa e menos nociva para o meio ambiente, representa uma oportunidade de negócios que deve movimentar US$ 23 trilhões até 2030. 

Para se beneficiar desse mercado que, segundo a secretária, representa uma grande oportunidade para a geração de “milhões e milhões de empregos”, será necessário muito investimento em inovações tecnológicas, visando principalmente fontes de energia limpa, bem como em uma mudança de pensamentos, de forma a “aumentar ambições coletivas” e a “repensar a resistência que temos à mudança”.

A cúpula antecede a 26ª Conferência sobre o Clima, a COP26, a ser realizada em novembro em Glasgow, na Escócia. Um dos principais objetivos é impedir a elevação da temperatura média do planeta acima de 1,5 grau neste século.

Ao lado do ex-senador norte-americano John Kerry, enviado especial para o clima pelo gabinete do presidente Joe Biden, na condução dos debates de hoje, Jennifer Granholm disse ser necessário “aumentar nossas ambições coletivas” sobre as mudanças climáticas até o final dessa década. 

“Precisamos, sem medo, buscar inovações para baixar os custos de baterias e para comercializar captura de carbono, dando condições ao chamado mercado verde e azul [referência às florestas e aos oceanos]. Provavelmente muitos de nós precisamos repensar a resistência que temos à mudança, uma vez que estamos presos a um status quo”, disse a secretária.

“Talvez insistam que não conseguiremos atingir nossos objetivos. No entanto, há um antigo provérbio que diz: que ‘quando sopram os ventos da mudança, algumas pessoas constroem muros. Outras constroem moinhos de vento’. Então, construtores de moinhos de vento, vamos voltar atrás com relação a dúvidas e medos. Algumas pessoas nos dirão as coisas mais apavorantes, e que nada podemos fazer. Vamos provar que nós podemos, e teremos todos os ganhos quando obtivermos sucesso, a começar pelos empregos”, acrescentou.

Jennifer Granholm acrescentou que as ações visando uma economia mais limpa representam grandes oportunidades para aqueles que aceitarem esse desafio. “Estamos olhando para um mercado global de, no mínimo, US$ 23 trilhões, com a transição verde até 2030. Isso significa que poderemos refazer a economia, criar novos negócios, e colocar milhões e milhões de pessoas para trabalhar”, disse em meio a vários acenos de que o governo dos EUA anunciará diversas ações que favorecerão investimentos para reduzir custos no setor de energia limpa, bem como para tornar cada vez mais barato o uso de veículos movidos por esse tipo de energia.

“Os EUA já tiveram como objetivo chegar à Lua, onde já fincamos nossa bandeira. Agora escolhemos ter como objetivo o de resolver a crise climática. Imaginem o que podemos fazer nessa década e imaginem o que podemos fazer com a participação conjunta de todo o planeta,”

Em uma de suas participações, John Kerry destacou que o mundo está se abrindo para a agenda que está em debate, e que impedir a elevação da temperatura média do planeta requer “um novo começo”, ao enfatizar que o mundo está “no limite” do aquecimento global. 

“Este evento está ouvindo 63 representantes de governos. Muitos desses países mostram preocupações com as ações inadequadas que têm adotado. Muitos se sentem vulneráveis com relação aos eventos climáticos e preocupados com relação à forma como terão de lidar com as consequências”, disse o ex-senador, que representa o governo dos EUA no evento, ao defender que ações sejam aplicadas “de forma imediata.”

Parcerias

Ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg defendeu parcerias entre governos e setor privado. “Temos uma oportunidade para mostrar como uma verdadeira liderança deve agir, não só em governos como no setor privado, visando a adoção de decisões mais inteligentes”, disse. “A boa notícia é que energia limpa está cada vez mais barata”, acrescentou.

Fundador da empresa Microsoft, Bill Gates listou três coisas que, segundo ele, são importantes para motivar investimentos em inovação e a construção de “infraestruturas de transição para economia limpa”.

“Em primeiro lugar, precisamos desenvolver empregos e implantar tecnologias avançadas que permitam eliminar emissões por toda a economia física. Em segundo lugar, precisamos que os mercados mais poderosos financiem e implantem essas inovações que identifiquem caminhos alternativos e campos para tecnologias que possam competir com os combustíveis fósseis. E, em terceiro lugar, que governos e corporações adotem políticas que tornarão essa transição rápida e barata. Os líderes precisarão incentivar aqueles que dão esses passos tão difíceis”, disse Gates, ao classificar como “essencial” para esse desafio que haja cooperações internacionais.

Fonte; Maria Claudia A/B

1 2 3 6