Pazuello sofre acidente de moto e é internado em hospital do Rio

Ex-ministro da Saúde foi socorrido com lesões nas costas e no ombro. Estado de saúde dele não foi informado

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sofreu um acidente de moto na noite desta sexta-feira (24), na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, ele teve lesões nas costas e no ombro.

No momento, Pazuello está internado no Hospital Central do Exército, localizado no bairro de Benfica, também na zona norte do Rio. Segundo a assessoria de comunicação do Exército, Pazuello teve fraturas na clavícula direita e em arco costal e, no momento, “encontra-se em observação com quadro estável de saúde, não correndo risco de morte”.

De acordo com os bombeiros, Pazuello foi socorrido às 23h37 na avenida Paulo de Frontin, na praça da Bandeira. A dinâmica do acidente não foi informada.

Pazuello foi ministro da Saúde entre maio de 2020 e março de 2021. Ele assumiu como interino após a saída de Nelson Teich e só foi efetivado no cargo em setembro do ano passado. Pressionado por falhas na gestão da pandemia da Covid-19, principalmente pelo ritmo lento na vacinação, ele deixou a pasta no início deste ano e deu lugar a Marcelo Queiroga.

Após sair do ministério, ele foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), em junho, para ser secretário de estudos estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Em outubro, trocou de função mais uma vez, sendo nomeado assessor especial da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Fonte :R7

MP envia à Justiça ação contra Pazuello por improbidade

Procuradores pedem devolução de R$ 122 milhões, pagamento de multa, perda de função pública e suspensão de direitos políticos 

O Ministério Público Federal enviou à Justiça Federal uma ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por danos causados ao patrimônio público e violação aos princípios da Administração.

A ação, assinada por oito procuradores, requer ressarcimento integral do prejuízo aos cofres públicos, estimado em R$ 122 milhões, pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos e proibição de contratar com o Poder Público. O processo tramita em segredo de justiça por conter documentos protegidos por sigilo legal.

A ação enviada à 20ª Vara de Justiça federal é resultado de um inquérito civil instaurado inicialmente por representação de um cidadão comum. Outros pedidos de investigação apresentados por agentes públicos e entidades civis foram inseridos na mesma ação. Os representantes apontavam, sobretudo, irregularidades e omissões ocorridas na gestão do Ministério da Saúde e outros órgãos do governo, no combate à covid-19.

O documento aponta seis atitudes do ex-ministro que caracterizariam improbidade:

1) Vacinas: a omissão injustificada do acusado na aquisição tempestiva de vacinas para imunizar a população ainda em 2020.

2) Tratamento precoce: a adoção ilegal do chamado “tratamento precoce” como principal ação de política pública para enfrentar o coronavírus em 2020 e 2021. Nesse aspecto, sustentam que o “kit Covid” resultou em enorme prejuízo ao patrimônio público e à saúde da população.

3) Testagem em massa: a omissão do ex-ministro na ampliação de testes para a população e na distribuição de milhares de kits de testes PCR, a ponto de perderem a sua validade nos almoxarifados do Ministério da Saúde.

4) Informação: indica que Pazuello agiu deliberadamente para dificultar o acesso da sociedade às informações essenciais sobre a pandemia, suprimindo a publicidade de dados relevantes ao seu acompanhamento e evolução.

5) Gestão: o ex-ministro foi omisso no papel de gestor nacional do SUS, ao deixar de coordenar ações de controle, aquisição e distribuição de medicamentos essenciais para pacientes internados por Covid.

6) Distanciamento e máscaras: o ex-ministro foi omisso na realização de campanhas informativas e educacionais sobre a necessidade de distanciamento social e o uso de máscaras.

“A omissão e a negligência do ex-ministro da Saúde no trato das negociações das vacinas custou caro à sociedade (que sofre os efeitos sociais de uma economia em crise e sem perspectiva de reação), à saúde da população (que amarga índices descontrolados de morbidade e mortalidade por covid-19) e ao SUS (cujos leitos de UTI Covid adulto, só no primeiro semestre de 2020, custaram R$ 42 milhões/dia ou R$ 1,27 bilhão/ mês)”, afirmam os procuradores.

Valores

No cálculo dos R$ 121.940.882,15 apontados como total do dano aos cofres públicos, os procuradores consideraram os valores alocados pelo Exército para a produção de cloroquina e sua distribuição, conforme pautas do Ministério da Saúde. Também indicaram as cifras gastas pela pasta para aquisição de 3,75 milhões de comprimidos de cloroquina, além dos recursos alocados diretamente pelo Ministério da Saúde para a campanha promocional do tratamento precoce (“Flight 8”). Os valores investidos em campanhas promocionais do tratamento precoce, sob supervisão do Ministério da Saúde, foram igualmente considerados. Por fim, os recursos despendidos para a aquisição dos 2,3 milhões de kits de testes PCR perdidos por expiração da validade, estimada para o final do mês de maio deste ano.

De acordo como MPF, a ação não pediu ressarcimento por dano moral coletivo ou pelas perdas de milhares de vidas, decorrentes de eventuais condutas do requerido e de outros agentes públicos, no contexto da pandemia. 

Em nota, a AGU (Advocacia-Geral da União) informou que ainda não foi notificada da decisão.

Fonte: R7

CPI da Covid aprova quebra de sigilo de Pazuello e Ernesto Araújo

Ex-ministros terão telefones e aparelhos vistoriados; comissão ouviria governador do AM, mas ele não foi após decisão do STF

A CPI da Covid aprovou nesta quinta-feira (10) a transferência de dados telefônicos e telemáticos (qualquer envio de dados pela internet) de inúmeras pessoas que em algum momento foram ligadas ao governo federal. Entre os nomes estão os dos ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e das Relações Exteriores Ernesto Araújo.

Com a ausência do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), após decisão do STF que permitiu que ele se calasse, a CPI analisa requerimentos que ficaram na pauta da comissão.

A comissão aprovou ainda a convocação de Wágner Rosário, ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União). Ele vai falar sobre as inúmeras investigações abertas nos entes da federação que incluíam verbas federais para o combate à pandemia.

Além dos dois ex-ministros Pazuello e Ernesto Araújo, foram aprovadas as quebras de sigilo de  Filipe Martins, assessor internacional da Presidência da República, do empresário Carlos Wizard e dos médicos Nise Yamaguchi, Paulo Zanotto e Luciano Dias Azevedo, que fariam parte do suposto gabinete paralelo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro.

O ex-secretário-executivo da pasta da Saúde Elcio Franco, que prestou depoimento ontem à comissão, também foi incluído na lista. Assim como o nome de Alexandre Figueiredo Costa Silva, auditor do TCU (Tribunal de Contas da União) responsável pelo falso estudo atribuído ao órgão que coloca em dúvida o número de mortes por covid-19 em 2020

Decisão do STF

Mais pessoas aparecem na longa relação votada e aceita pela CPI da Covid:

– Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde que é conhecida por defender o tratamento precoce. Ela também já esteve na CPI;

– Zoser Plata Bondin Hardman de Araújo, advogado e assessor especial no Ministério da Saúde;

-Túlio Silveira, representante da farmacêutica indiana Bharat Biotech);

– Shirley Meschke Mendes Franklin de Oliveira; advogada da Pfizer;

– Marcellus Campelo, ex-secretário de Saúde do Amazonas;

– Hélio Angotti Neto, integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia;

– Francisco Ferreira Filho, coordenador do comitê de crise no Amazonas)

– Francisco Emerson Maximiano (sócio da Precisa Medicamentos);

– Francieli Fontana Fantinato (coordenadora do PNI (Plano Nacional de Imunização);

– Flávio Werneck (assessor especial para assuntos internacionais do Ministério da Saúde);

– Camile Giaretta Sachetti (ex-servidora do Ministério da Saúde) e

– Arnaldo Correia de Medeiros (secretário do Ministério da Saúde).

Quatro pessoas jurídicas são alvos de transferência de dados mais abrangentes:

– Associação Dignidade Médica de Pernambuco (bancário e fiscal);

– Profissionais de Publicidade Reunidos (bancário, fiscal, telefônico e telemático);

– Calya/Y2 Propaganda e Marketing (bancário, fiscal, telefônico e telemático) e

– Artplan Comunicação (bancário, fiscal e telemático).

Decisão do STF

A sessão foi aberta com a discussão sobre o que a comissão fará daqui em diante caso a decisão da ministra Rosa Weber, do STF, que liberou o governador amazonense de se calar ou sequer ir à CPI, seja estendida a todos os chefes de Executivo estaduais. 

O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a advocacia geral do Senado vai recorrer da decisão do STF.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) sugeriu que se reconsiderasse a reconvocação de governadores transformando-os em convites aos chefes do Executivo.

Marcos Rogério (DEM-RO) lamentou a decisão da ministra Rosa Weber, que considerou precária e equivocada.

Fonte: R7

Pazuello é nomeado como secretário da Presidência

Nomeação foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) e é assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Ramos

general da ativa do Exército Brasileiro e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi nomeado, nesta terça-feira (1º), como secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

A nomeação foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) e é assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Ramos.

Com o novo cargo, Pazuello ficará na pasta comandada pelo almirante Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos. O posto fica no Palácio do Planalto.

Pazuello foi demitido do comando do Ministério da Saúde em março deste ano, após falhas na gestão da pandemia de covid-19, principalmente pelo ritmo lento na vacinação, e pressionado pelo bloco do centrão. Antes dele, ocuparam o posto os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Fonte: R7

Lewandowski concede a Pazuello direito de ficar calado na CPI

Habeas corpus foi deferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. Depoimento do ex-ministro está marcado para dia 19

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu nesta sexta-feira (14) habeas corpus preventivo ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em função do depoimento marcado para a próxima quarta-feira (19), na CPI da covid-19 no Senado.

“Em face do exposto, concedo, em parte, a ordem de habeas corpus para que, não obstante a compulsoriedade de comparecimento do paciente à Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Pandemia da Covid-19, na qualidade de testemunha, seja a ele assegurado: (i) o direito ao silêncio, isto é, de não responder a perguntas que possam, por qualquer forma, incriminá-lo, sendo-lhe, contudo, vedado faltar com a verdade relativamente a todos os demais questionamentos não abrigados nesta cláusula; (ii) o direito a ser assistido por advogado durante todo o depoimento; e (iii) o direito a ser inquirido com dignidade, urbanidade e respeito, ao qual, de resto, fazem jus todos depoentes, não podendo sofrer quaisquer constrangimentos físicos ou morais, em especial ameaças de prisão ou de processo, caso esteja atuando no exercício regular dos direitos acima explicitados, servindo esta decisão como salvo-conduto”, afirma Lewandowski.

O habeas corpus foi apresentado pela AGU (Advocacia-Geral da União) com pedido de liminar. 

Nesta sexta-feira, em ofício, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse ao STF que o silêncio de Pazuello atrapalharia os trabalhos da comissão

O pedido 

O ex-ministro da Saúde é apontado como o principal alvo da CPI. Na ação, a AGU pede que seja garantido o direito ao silêncio, no sentido de o ex-ministro não produzir provas contra si mesmo e de somente responder às perguntas que se refiram a fatos objetivos, o eximindo da emissão de juízos de valor ou opiniões pessoais.

Além disso, o habeas corpus garante o direito de Pazuello ser acompanhado por advogado e de não sofrer quaisquer ameaças ou constrangimentos físicos ou morais.

Na petição, a AGU alega que tem sido divulgada uma série de declarações de alguns membros da CPI, que configurariam constrangimento ilegal, antecipando um inadequado juízo de valor sobre culpabilidade.

O temor de Pazuello sofrer constrangimentos é apontado por conta dos recentes depoimentos, como o do ex-secretário de Comunicação Social da Presidência Fabio Wajngarten, na quarta-feira (12). A sessão teve bate-boca, xingamentos e até ameaça de prisão ao ex-secretário.

“O justo receio do impetrante/paciente (Pazuello) é corroborado pela prática observada quando da oitiva na CPI do atual ministro de Estado da Saúde Marcelo Queiroga, o qual foi repetidamente instado a emitir opiniões ou juízos de valor em detrimento do relato sobre fatos que deveriam ser elucidados na condição de testemunha”, afirma a AGU.

O texto é assinado pelo advogado-geral da União, André Mendonça, pela secretária-geral de Contencioso da AGU, Izabel Vinchon Nogueira de Andrade, e pelo advogado da União Diogo Palau flores dos Santos.

Pazuello havia sido convocado a dar explicações aos senadores em 5 de maio, mas o ex-ministro alegou ter tido contato com duas pessoas com covid-19. Por isso, o depoimento foi adiado para 19 de maio.

Fonte: R7

Pazuello diz estar à disposição para depor à CPI da Covid

Ex-ministro da Saúde, general diz que prestará todos os esclarecimentos necessários à comissão de inquérito, se chamado. Requerimento será lido em plenário do Senado esta semana

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que está de volta à sua atividade militar na Amazônia, declarou a assessores que comparecerá à comissão parlamentar de inquérito do Senado. A investigação será constituída para apurar sua gestão no ministério da Saúde, inclusive o colapso do oxigênio hospitalar ocorrido em Manaus. A expectativa é que o requerimento de CPI seja lido em plenário nesta terça-feira, pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM/MG). O ato formaliza a criação da comissão de inquérito, mas a instalação depende de indicação partidária dos seus integrantes.

Nesta quarta, o pleno do STF julgará recurso do Cidadania que pede a imediata instalação da CPI. Decisão monocrática do ministro Roberto Barroso acatando o recurso foi proferida na semana passada.

Pazuello repetirá aos senadores as explicações apresentadas em depoimento ao inquérito que apura o assunto e também à Comissão Geral do próprio Senado. Nas ocasiões, o ex-ministro sustentou que o governo federal não estava informado do risco iminente de desabastecimento de oxigênio hospitalar em Manaus e que agiu imediatamente, assim que tomou conhecimento do fato.

O general também se prepara para explicar aos senadores outra polêmica: a da utilização de cloroquina e outros medicamentos como tratamento precoce para a Covid-19. O ex-ministro sustenta que nunca houve uma recomendação formal do Ministério da Saúde para a utilização do chamado kit-Covid, que inclui medicamentos de eficácia não comprovada para o tratamento da doença. Laboratórios militares foram utilizados, por determinação presidencial, para a fabricação e distribuição de grandes quantidades de cloroquina – fato que também será investigado pela Comissão de Inquérito.

“Esta roupa não me cabe”, declarou Pazuello em entrevista ao Jornal da Record, ao rebater as acusações de que houve má versação de recursos públicos ou má gestão da crise de Manaus, da parte do governo federal. Veja no link a seguir as explicações conhecidas do ex-ministro para os fatos que serão apurados pela CPI da Covid, no senado.  



Fonte: R7

Sem cargo no governo, Pazuello volta para o Exército

Ex-ministro da Saúde é general da ativa e responde no STF a inquérito que investiga a gestão dele na pandemia

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou para o Exército. O general da ativa, alvo de ação no STF (Supremo Tribunal Federal) pela gestão da crise sanitária, não conseguiu até o momento um cargo no governo federal e, nesta sexta-feira (26), o DOU (Diário Oficial da União) trouxe a informação de sua reintegração à corporação.

A portaria é assinada pelo comandante Edson Leal Pujol e afirma que o retorno do militar aos quadros das Forças Armadas passa a contar a partir do dia 23 de março.

No quarta-feira (24), o ex-ministro da saúde fez um balanço e também um desabafo ao deixar o cargo. Na despedida, revelou pressão política por verba e até um plano para tirá-lo do comando.

O general disse que fez o melhor que pôde, saiu em defesa do SUS e pediu aos auxiliares que permaneçam em seus postos. “É uma ordem, ninguém vai debandar. É o [Marcelo] Queiroga [novo ministro da Sáude] que decide. Estou passando o pacote completo.”

Apesar da ordem, foi publicada hoje no DOU a exoneração do número 2 da pasta, coronel Élcio Franco, do cargo de secretário executivo da pasta. A demissão foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e por Queiroga.

Fonte: R7

Pazuello toma posse como novo ministro da saúde

Depois de quatro meses como interino, ministro será efetivado no cargo

O General do Exército Eduardo Pazuello, especialista em logística, assumiu interinamente o Ministério da Saúde no dia 16 de maio, após a saída de Nelson Teich do cargo.

Durante esse período, Pazuello defendeu o tratamento precoce de covid-19 e a autonomia de estados e municípios na adoção de políticas de isolamento social. 

Com ele à frente da pasta, o Ministério da Saúde estabeleceu uma nova diretriz com orientações para o uso precoce da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, inclusive para casos leves.

Acompanhe ao vivo posse do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello:


O militar foi coordenador logístico das tropas do Exército durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de ter coordenado as operações da Operação Acolhida, que presta assistência aos imigrantes venezuelanos que chegam a Roraima fugindo da crise política e econômica no país vizinho.

Fonte: Liliane Farias A/B

Em Live, Governo diz que estados estão mais preparados para enfrentar pandemia

Ministro interino participou de live ao lado do presidente Bolsonaro 

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou ontem (6) que os estados estão mais preparados para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Ele participou da live semanal do presidente Jair Bolsonaro, transmitida pelas redes sociais. 

“A gente não tem uma solução imediata para o aumento [de casos], mas para o tratamento dos doentes, sim. Eu posso afiançar que o Sul do país está seguindo claramente essas posições que eu coloquei aqui quanto ao tratamento”, disse, em referência à mudança na diretriz do Ministério da Saúde, anunciadas no início de julho. 

Na ocasião, a pasta alterou o protocolo médico para pessoas que sentirem sintomas leves da doença, passando a solicitar que tais pacientes passem a procurar um médico. Antes, a diretriz indicava a busca por ajuda profissional apenas em caso de sintomas mais graves. 

“O que pode mudar a curva de óbito é você aplicar o aprendizado o mais rápido possível. E o aprendizado que nós mudamos foi: procure um médico imediatamente. O médico, de forma soberana, fará seu diagnóstico e vai prescrever os seus medicamentos. Se você piorar, deverá ir para uma estrutura de suporte ambulatório, não necessariamente será intubado. Para que você cumpra o ciclo viral sem a necessidade de respiradores”, disse o ministro.

Segunda fase

O ministro disse, durante a live, que o país enfrenta uma segunda fase da pandemia do novo coronavírus, que agora atinge com mais força os estados do centro-sul do país. 

“São duas etapas bem distintas. O Norte e o Nordeste do país foram impactados no começo do ano, de março até junho, e agora o impacto do centro-sul: Sudeste, Sul e Centro-Oeste, em alguns casos, em que nós vamos ter o recrudescimento, o aumento dos casos, e com isso necessidade de tratamento maior nesses estados, por causa do inverno. Tem a ver com o inverno no Sul, que aumenta os casos”, disse.

O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado ontem (5), mostra um aumento da média diária de infecções, principalmente nos estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), cuja média diária de novos casos e óbitos pela doença cresceu 11%. Na Região Sudeste, o número de novos casos permaneceu estável na última semana, enquanto o de óbitos chegou a cair. No caso do Centro-Oeste, a média diária de óbitos subiu 8%.

O mesmo balanço também mostrou que houve uma redução de 7% na média nacional do número de novos óbitos na comparação com os dados da semana anterior. A  31ª semana epidemiológica (última semana de julho) teve 7.114 mortes e  a semana anterior teve 7.677. Foi a primeira vez desde o final de junho que o número semanal de óbitos caiu no país.

Vacina

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro assinou a medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão para viabilizar a produção e aquisição da vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford []. 

Se a vacina for considerada eficaz, o governo brasileiro vai obter 100 milhões de doses e poderá iniciar uma campanha nacional de imunização no início de 2021.

Fonte: Fábio Massalli A/B

Ao vivo: Pazuello faz balanço do combate à covid-19 no Brasil

Dos 2,34 milhões de pessoas infectadas no país, 67,9% se recuperaram

Neste momento, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, e o secretário executivo Elcio Franco, participam de entrevista online sobre as ações para saúde indígena e divulga balanço de medicamentos, equipamentos e insumos entregues para auxiliar estados e municípios na pandemia da covid-19. 

O Ministério da Saúde fez um balanço hoje (24) dos gastos para iniciativas próprias e repasses a estados para ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Segundo o órgão, foi executado até o momento 46% da dotação orçamentária aprovada para a pasta voltada especificamente ao combate à covid-19.

Desde 13 de março, foram editadas diversas medidas provisórias de créditos suplementares voltados a estratégias contra a pandemia, somando R$ 39,658 bilhões. Deste total, foram gastos R$ 18,417 bilhões.

O balanço ocorre na semana em que o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou a execução parcial dos recursos aprovados para o combate à covid-19 e questionou a falta de critério na destinação de verbas a estados.

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou que a execução de orçamento está sendo feita com “transparência e planejamento” e argumentou que haverá novos gastos nos próximos meses. “Não é planilha de excel. Estamos no meio do ano, temos o 2º semestre pela frente”, acrescentou.

 “Temos processos de aquisição em que ainda não foram entregues ou tiveram serviços prestados. Precisamos disso para que eles sejam liquidados e pagos. Temos estratégias e fazemos dotação para cada uma delas. Prevemos orçamento e vamos descentralizando os recursos, como contratação de profissionais, habilitação de leitos e uma série de atividades que precisamos de uma reserva para atender demandas futuras ou de última hora”, justificou o secretário executivo da pasta, Élcio Franco.

Na entrevista coletiva, a equipe do Ministério da Saúde listou os problemas em cada crédito suplementar. Há casos de programas como centros comunitários e de referência que, segundo a pasta, há necessidade de adesão dos municípios.

Em outros casos, houve dificuldade para a aquisição de aparelhos, como ventiladores pulmonares, e equipamentos de proteção individual. Os créditos das Medidas Provisórias (MPs) 941 e 989 possuem saldos porque, conforme o Ministério da Saúde, as emendas parlamentares estão em análise.

O secretário executivo acrescentou que havia, em 30 de junho, o saldo de R$ 20,8 bilhões, sendo R$ 7,7 bilhões na esfera dos estados e R$ 13,1 bilhões na esfera dos municípios.

Entrega de equipamentos

A equipe do Ministério da Saúde também fez um balanço das entregas. Foram encaminhados 8.449 ventiladores pulmonares. As unidades de equipamento de proteção individual (EPI) repassadas até o momento somaram 208,5 milhões.

“Eles [equipamentos] são enviados a estados e municípios de acordo com critérios objetivos onde é feito diálogo com secretários com auxílio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). Eles são implantados onde há profissionais e onde busque salvar vidas”, comentou Franco.

Governador do RS testa positivo para covid-19

Diante do anúncio de que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), testou positivo para covid-19 e que a comitiva do Ministério da Saúde esteve com o governador em viagem nesta semana, a assessoria da pasta informou que nenhum dos integrantes do grupo apresentou sintomas e ressaltou que todos serão testados.

Acompanhe ao vivo

Farmácias estão proibidas de venderem sem receita medicamentos para Covid

Regras que proíbem a venda sem receita em farmácias de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina foram publicadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As orientações estão na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 405/2020, publicada ontem no Diário Oficial da União . De acordo com a agência, a lista poderá ser revista a qualquer momento para a inclusão de novos medicamentos, caso seja necessário.

Fonte: Agência Brasil

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