Presidente do Chile propõe adiamento de eleições por cinco semanas

Decisão tem de ser aprovada pelo Parlamento

O presidente chileno, Sebastián Piñera, anunciou nesse domingo (28) o adiamento para maio das eleições previstas para 10 e 11 de abril, devido ao aumento de casos de covid-19, uma decisão que ainda tem de ser ratificada pelo Parlamento.

“Amanhã [esta segunda-feira] enviaremos ao Congresso um projeto de reforma constitucional para adiar, por cinco semanas, as eleições constituintes para designar os membros da Assembleia que deverão redigir a futura Constituição do país, presidentes de câmaras municipais, senadores e governadores. Se esse projeto for aprovado, as eleições previstas para os dias 10 e 11 de abril serão realizadas em 15 e 16 de maio”, disse o presidente Sebastián Piñera no Palácio La Moneda, sede do governo chileno.

“O segundo turno da eleição de governadores, prevista para 9 de maio, será em 4 de julho”, acrescentou.

O presidente chileno explicou que há duas razões para o adiamento: proteger a saúde dos chilenos, num período em que se registram recordes diários de contágios por covid-19, e “a saúde da democracia”, para que o processo eleitoral tenha participação e segurança.

Segundo a consultora Cadem, 73% dos chilenos concordam em adiar as eleições. A intenção de votar em 10 e 11 de abril é de 52%, menos 17 pontos do que o registado na consulta popular de outubro passado, quando os chilenos deram luz verde à reforma da Constituição de 1980, herdada do antigo ditador Augusto Pinochet.

Aos 14,7 milhões de eleitores foi pedido que respondessem a duas perguntas: “Querem uma nova Constituição?” e “Que órgão deve redigir a nova Constituição?”, tendo a esmagadora maioria (79%) optado por uma Assembleia Constituinte composta apenas por cidadãos, contra 21% para uma assembleia composta por cidadãos e parlamentares.

Sobre a “saúde da democracia”, o presidente chileno considerou que “a situação atual da pandemia e o risco de contágio inibem muitos de votar, diminuindo a participação e a legitimidade do processo eleitoral”.

No Chile, o voto não é obrigatório. Para aumentar a participação e evitar aglomerações, o país já tinha decidido ampliar para dois dias as eleições, originalmente previstas para 11 de abril (um domingo).

Pandemia

O Chile atravessa o pior momento da pandemia até aqui. Nas últimas 24 horas, foram diagnosticadas 7.326 novas infeções, elevando para 41.767 o total de casos ativos.

O sistema de saúde do país, com 19 milhões de habitantes, está à beira do colapso, com 95% dos leitos de unidades de terapia intensiva ocupados. 

Desde o início da pandemia, o Chile acumulou 977.243 contágios e 22.754 mortes provocadas pela doença. Só nas últimas 24 horas, morreram 101 pessoas.

Apesar dos recordes diários de contágios, o Chile é atualmente um dos países com campanhas de vacinação mais bem sucedidas.

O país já vacinou 6,3 milhões de pessoas, equivalentes a 33,4% da sua população, sendo o terceiro país que mais vacinou no mundo, atrás apenas de Israel e dos Emirados Árabes Unidos.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa: Bolsonaro tem entre 31% e 37% de intenções de voto para 2022

Pesquisa mostra que presidente tem vantagem no primeiro turno em cinco cenários, contra Lula, Moro, Ciro, Huck, Doria, Haddad

O presidente Jair Bolsonaro tem entre 31% e 37% das intenções de voto dos brasileiros no primeiro turno para as eleições presidenciais. É o que mostra levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 25 de fevereiro a 01 de março de 2021. 

Cenário 1

Cenário 1

REPRODUÇÃO

As pesquisas são estimuladas, ou seja, os candidatos são apresentados, e o Paraná Pesquisas simulou cinco cenários, alterando os candidatos.

No primeiro cenário, Bolsonaro tem 31,9% das intenções de voto na disputa com o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (11,5%), Fernando Haddad (10,5%), Ciro Gomes (10%), Luciano Huck (8%), João Doria (5,3%), Guilherme Boulos (3,2%) e João Amôedo (2,8%). Nesse cenário brancos e nulos somam 12,5% e 4,3% não sabem ou não responderam. 

No segundo cenário, sem Luciano Huck na disputa, Bolsonaro tem 33,9% das intenções de voto na disputa com o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (12,3%), Fernando Haddad (11,8%), Ciro Gomes (10,7%), João Doria (6,3%), Guilherme Boulos (3,2%) e João Amôedo (3,2%). Nesse cenário brancos e nulos somam 13,7% e 4,9% não sabem ou não responderam.

Cenário 3

Cenário 3

REPRODUÇÃO

No quarto cenário, na disputa com Lula pelo PT, sem Huck e com Doria e Mandetta, Bolsonaro tem 32,2% das intenções de voto na disputa com o ex-presidente Lula (18%), Sérgio Moro (11,6%), Ciro Gomes (8,7%), João Doria (5,3%), Guilherme Boulos (3,5%) e João Amôedo (3%) e Luiz Henrique Mandetta (1,4%). Nesse cenário brancos e nulos somam 12% e 4,3% não sabem ou não responderam.

Cenário 5

Cenário 5

REPRODUÇÃO

No último cenário, sem Moro, Lula ou Boulos, Bolsonaro tem 37,6% das intenções de voto na disputa com o petista Fernando Haddad (14,3%), Ciro Gomes (13%), João Doria (6,9%),  João Amôedo (3,9%) e Luiz Henrique Mandetta (2,7%). Nesse cenário brancos e nulos somam 15,5% e 6% não sabem ou não responderam.

O Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores, de 196 municípios brasileiros das 27 unidades da federação. A amostra representativa da população brasileira tem grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de dois pontos percentuais. 
 

Fonte: R7

Na reta final, Lira e Baleia se encontram com aliados

Candidatos à presidência da Câmara, cuja eleição ocorre em 1º de fevereiro, participaram de almoço e reunião em Brasília

Em meio à reta final da eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, na próxima segunda-feira (1º), os principais candidatos se encontraram nesta sexta-feira (29) com aliados e bancadas apoiadoras.

Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), se encontrou com integrantes do Republicanos. Na sequência, compareceu a almoço promovido pela Frente Parlamentar Evangélica.

O postulante irá se reunir, durante à noite, com parlamentares da bancada da agropecuária, uma das mais numerosas da Casa Legislativa. Segundo a assessoria de imprensa do deputado, a expectativa é que o encontro reúna 130 pessoas.

Patrocinado pelo atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), o candidato Baleia Rossi (MDB-SP) teve reuniões ao longo do dia em Brasília. Nas redes sociais, compartilhou apoio dado pelos deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).

A campanha do emedebista enfrenta defecções nos últimos dias, inclusive do partido de Maia. Na última quinta-feira (28), o candidato acusou o Palácio do Planalto de interferir na disputa do comando da Casa.

No dia anterior, Bolsonaro informou ter pretensão de ‘influir’ no pleito legislativo. “Vamos, se Deus quiser, participar e influir na presidência da Câmara com esses parlamentares, de movo que possamos ter um relacionamento pacífico e produtivo para o nosso Brasil”, afirmou.

Fonte: R7

Colégio Eleitoral confirma vitória de Joe Biden nos EUA

Os 528 delegados do colégio se reuniram nesta segunda para realizar a etapa indireta da eleição, e ratificaram os resultados de 41 dias atrás

Após 41 dias de contagens e recontagens de votos e de tentativas malsucedidas de reverter o que foi dito pelas urnas, o Colégio Eleitoral dos EUA ratificou, nesta segunda-feira (14), o resultado da eleição presidencial norte-americana de 3 de novembro: o democrata Joe Biden será o 46º presidente do país.

Ao longo do dia, os delegados se reuniram em todos os 50 Estados que são representados no colégio. Até às 19h30, Biden já havia conquistado 302 votos. O número mínimo para ser eleito é de 270 votos.

Ainda faltam os quatro delegados do Havai para que Biden confirme a estimativa de 306 votos. Até o momento, ninguém contrariou a votação popular. 

Apesar das eleições abertas, são os delegados que oficializam os votos que elegem o presidente americano. Eles não precisam, necessariamente, seguir o desejo da maioria da população do estado que representam. Apesar disso, não é comum haver infidelidade ao resultado das urnas.  

Na votação popular, Biden conquistou 81.282.896 votos, ou 51,6% do total, a maior votação da história do país. Por sua vez, Trump foi a segunda pessoa mais votada em uma eleição, com 74.222.484 votos (46,8% do total).

Os votos por escrito serão todos enviados para o Congresso dos EUA. Em 6 de janeiro, após a Câmara dos Representantes tomar posse, os envelopes vão ser abertos e as cédulas, contadas para confirmar mais uma etapa da eleição. A posse de Biden está marcada para o dia 20 de janeiro de 2021.

Votação protegida

Após semanas de indefinição, em que os advogados da campanha de Trump e outros representantes republicanos entraram com dezenas de recursos em diversas esferas da Justiça norte-americana, tentando alterar o resultado da eleição a favor do presidente, o dia transcorreu em relativa tranquilidade, apesar de alguns Estados precisarem tomar medidas de segurança.

O Arizona realizou a reunião de seus delegados em um local não anunciado, para evitar protestos e ameaças que se intensificaram junto com as acusações de fraude, sem provas, feitas por Trump e sua campanha.

Em Michigan, um parlamentar republicano foi afastado do Congresso estadual após afirmar em uma entrevista que estava ajudando a organizar protestos contra o resultado das eleições e que não poderia garantir que ninguém sairia ferido deles.

Ao contrário de anos anteriores, houve poucos votos “rebeldes” nos Estados. O partido vencedor em cada unidade da federação escolheu delegados fiéis para confirmar seus votos no Colégio. Em 2016, Trump perdeu cinco votos no Colégio e Hillary Clinton, dois. Os sete delegados votaram em outros candidatos.

Os resultados

Confira abaixo quantos votos cada um dos candidatos teve e em quais Estados

– Joe Biden – 27 Estados, 306 votos

Biden venceu em Vermont (3 votos), New Hampshire (4), Illinois (20), Nevada (6), Delaware (6), Geórgia (16), Connecticut (7), Nova York (29), Pensilvânia (20), Virgínia (13), Rhode Island (4), Wisconsin (10), Arizona (11), Maryland (10), Novo México (5), Minnesota (10), Colorado (9), Washington-DC (3), Michigan (16), Maine (3*), Nebraska (1*), Washington (12), New Jersey (14)

– Donald Trump – 24 Estados, 232 votos

Trump venceu em Tennesee (11 votos), Indiana (11), Mississipi (6), Oklahoma (7), Arkansas (6), Carolina do Sul (9), Iowa (6), Carolina do Norte (15), Ohio (18), Kentucky (8), Kansas (6), Dakota do Sul (3), Alabama (9), Louisiana (8), Utah (6), Flórida (29) , Virgínia Ocidental (5), Idaho (4), Dakota do Norte (3), Wyoming (3), Maine (1*), Nebraska (4*), Alaska (3), Texas (38), Missouri (10)

* – Os Estados de Maine e Nebraska são os únicos que dividem os delegados por distrito eleitoral em vez de dar todos para o candidato vencedor.

Fonte: R7

Trump acusa oposição de usar fake news sobre coronavírus

Em tweets, presidente disse que estratégia democrata deveria ser crime eleitoral e afirma que Joe Biden esqueceu seu nome em entrevista

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a oposição de usar fake news sobre a pandemia do novo coronavírus de forma coordenada para ganhar votos em no twitter na manhã desta segunda-feira (26).

Trump diz que seu governo fez avanços contra a covid-19, mas que a mídia do país não está cobrindo seus feitos e disse que as estrategias dos Democratas deveriam ser vistas como crime eleitoral.

Donald J. Trump on Twitter: "To follow Donald J. Trump visit  @realDonaldTrump."

“Nós fizemos um avanço tremendo contra o vírus chinês, mas as fake news se recusam a falar sobre isso tão perto das eleições. Covid, Covid, Covid está sendo usada por eles, em total coordenação, para mudar os nossos números. Deveria ser um crime eleitoral!”, tweetou o presidente. 

“Joe Biden me chamou de George ontem. Não conseguia nem se lembrar do meu nome. Conseguiu uma ajuda do âncora durante a entrevista. O cartel das fake news está trabalhando pesado para cobrir isso!”, escreveu.

Os EUA seguem sendo o país mais afetado pela pandemia, com mais de 8,6 milhões de casos de covid-19 e 225 mil mortes.

Ele afirma que seu rival, Joe Biden, não se lembrava de seu nome, mas que esse deslize estava sendo encoberto pelo “cartel das fake news”, se referindo a mídia. 

Fonte: R7

Trump e Biden se enfrentam em último debate antes das eleições

R7 e Record News transmitem às 22h. Será o 1º encontro dos candidatos à Presidência dos EUA depois que presidente contraiu covid-19. 

Os candidatos à Presidência dos EUA, Donald Trump e Joe Biden se enfrentarão nesta quinta-feira (22) no último debate antes das eleições no país, realizadas em novembro. 

O debate será realizado na cidade de Nashville, no Tennessee, será transmitido pelo R7 e pela Record News a partir das 22h e terá tradução simultânea para o português.

Essa será a primeira vez que os dois se encontrarão depois que o presidente Donald Trump contraiu covid-19.

Na última semana, no dia 15, os dois tinham um segundo debate marcado, mas Trump se recusou a participar de um debate virtual e eles fizeram comícios separados.

O primeiro debate entre os dois foi marcado pelas interrupções de Trump cada vez que Biden tentava responder às perguntas do mediador. Depois das críticas, os organizadores decidiram que o microfone do adversário ficará mutado enquanto o outro está respondendo.

Entre as pautas deste debate estão a pandemia do novo coronavírus; disputas raciais, que se tornaram um tema essencial depois dos protestos antirracistas de junho; mudanças climáticas; família; projetos para a segurança nacional e liderança.

Fonte: R7

Trump ataca rivais e faz campanha no Twitter enquanto espera alta

Internado com covid-19, presidente dos EUA usou o Twitter na manhã desta segunda-feira (5) para fazer campanha pela reeleição

O presidente dos EUA, Donald Trump, segue internado depois de ter dado positivo para covid-19 e usou as redes sociais para continuar trabalhando na campanha de reeleição durante a manhã desta segunda-feira (5).

Pelo Twitter, Trump enumerou em uma série de tweets as causas que defenderá na reeleição e pediu que os cidadãos votassem em novembro.

Entre os tweets, estão “O exército mais poderoso de todos. Vote!”, “Lei e ordem. Vote!”, “Liberdade religiosa. Vote!” e “Paz pela força (traga nossos soldados de volta). Vote!”.

O presidente também aproveitou para atacar os rivais, o Partido Democrata, alegando que “se você quiser um aumento massivo nos impostos, o maior na história do nosso país (e um que pode quebrar a economia e causar demissões), vote Democrata!!!”

Na série de tweets, Trump também defendeu a Segunda Emenda da Constituição americana, que garante o direito de armar a população e um dos pontos-chaves para segurar o eleitorado Republicano, e prometeu um “sistema de saúde melhor e mais barato”.

O presidente deixará o hospital nesta segunda-feira (5). Segundo boletins médicos, ele não precisou de oxigênio e não está mais com febre. No domingo (4), ele saiu brevemente do hospital para cumprimentar apoiadores. 

Fonte: R7

Em 1º duelo, Trump e Biden devem travar debate ‘beligerante’

Este será o primeiro dos três debates programados antes das eleições de 3 de novembro entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos  

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, e o candidato pelo Partido Democrata, Joe Biden, terão nesta terça-feira (29), pela primeira vez na campanha eleitoral à presidência, um debate frente a frente, ao qual ambos chegam sob pressão e cujo tom, segundo analistas políticos, deve ser repleto de ataques, inclusive na arena pessoal.

O primeiro dos três debates programados antes das eleições de 3 de novembro será realizado em Cleveland, no estado de Ohio, e tem duração prevista de 90 minutos, sem intervalos comerciais.

Haverá seis tópicos em discussão: a história política dos dois candidatos; a Suprema Corte e a nomeação feita por Trump de uma nova juíza; a pandemia da covid-19; economia; racismo e violência urbana; e a integridade da eleição, disse o moderador, Chris Wallace, da Fox News.

Confronto aberto

Cada assunto será discutido durante 15 minutos, e o moderador será desafiado a evitar que a discussão se desvie do tema e que os ataques se tornem pessoais, já que tanto Trump como Biden são propensos a trocarem golpes abertamente quando desafiados.

“Espero não morder a isca e entrar em uma briga com este cara. Vai ser difícil, porque acho que ele vai estar aos gritos”, disse Biden durante um evento virtual neste mês.

Alan Schroeder, professor emérito da Universidade Northeastern e especialista em debates televisionados, afirmou à Agência Efe que espera um debate “beligerante”.

“Os dois candidatos têm dificuldades em conter suas emoções, e acho que as coisas vão ficar feias, especialmente no caso de Trump, cujo estilo é baseado em insultos e provocações no pátio da escola. O desafio para Biden será evitar esses abusos sem perder a calma”, argumentou.

As semanas que antecederam o debate foram uma prévia de como o debate deve transcorrer: Trump acusou Biden de usar drogas para melhorar seu desempenho e pediu, sem sucesso, que ambos fossem testados antes da reunião, e o candidato democrata zombou do presidente por sua lentidão ao descer uma rampa em junho.

A animosidade entre os dois é tamanha que Biden, em 2018, chegou ao ponto de se referir a um eventual debate em termos literalmente pugilísticos.

“Perguntaram-me se eu debateria com este cavalheiro, e respondi: ‘se estivéssemos no colegial, eu o levaria para trás do ginásio e o espancaria”, disse o democrata, em 2018.

Jennifer Mercieca, especialista em retórica política da Universidade A&M do Texas, acredita que o debate de Cleveland será “ainda mais combativo” do que o de Trump com Hillary Clinton em 2016.

“Estou preocupada que Trump possa zombar da gagueira de Biden. Eu não me surpreenderia se as coisas ficassem tão ruins”, disse ela à Efe.

“Armas secretas”

Segundo o jornal The Washington Post, Trump planeja fazer ataques pessoais contra Biden e sua família, em particular seu filho Hunter, a quem o presidente acusou, sem fornecer provas, de “corrupção” quando ele trabalhou para uma companhia de gás na Ucrânia enquanto seu pai era vice-presidente dos EUA no governo de Barack Obama.

A campanha de Biden sabe que Trump está mirando a jugular e quer que o ex-vice-presidente se concentre nas questões que realmente interessam aos eleitores, como a economia e o tratamento da pandemia pelo governo atual, ainda de acordo com o “Post”.

Trump passou parte do fim de semana se preparando para o debate, mas em meados de setembro se gabou de não precisar de muito tempo, pois acredita que “fazer o que faz” o prepara bem para eventos como esse.

Ele também diminuiu as expectativas sobre o desempenho potencial de seu oponente, acusando Biden de ter pouca energia, pouca atividade de campanha e um suposto declínio em sua acuidade mental, mas essa estratégia pode ter um efeito contrário para Trump.

“Baixar tanto o sarrafo para Biden significa que o candidato democrata tem menos a mostrar e que um desempenho decente poderia ser considerado uma vitória”, afirmou à Efe a professora de comunicação política Tammy Vigil, da Universidade de Boston.

Mas se Biden “fizer algo que possa desafiar sua capacidade cognitiva, isso reforçará a narrativa que Donald Trump criou”, disse, por sua vez, Mitchell McKinney, especialista em debates presidenciais da Universidade do Missouri.

Grandes expectativas, poucos votos

É improvável que o debate altere as tendências de votos, porque a proporção de indecisos é ainda menor neste ano do que em 2016, e muitos americanos já começaram a votar de forma antecipada.

Por outro lado, a expectativa de audiência é enorme, em parte “porque as convenções dos partidos foram virtuais”, e as oportunidades de campanha, limitadas, segundo Aaron Kall, diretor de debates da Universidade de Michigan e editor de um novo livro chamado “Debatendo com Donald”.

“O primeiro debate das eleições presidenciais de 2016 foi visto por 84 milhões de pessoas, e eu não ficaria surpreso se a audiência fosse maior desta vez”, comentou.

Kall também afirmou que os presidentes que buscam a reeleição nos EUA muitas vezes superestimam sua capacidade e acabam “indo mal nos debates, especialmente o primeiro”, como aconteceu com Barack Obama em 2012 e Ronald Reagan em 1984.

Se isso acontecesse também com Trump, ele ainda teria mais duas oportunidades para melhorar, com os debates de 15 de outubro, em Miami, na Flórida, e 22 de outubro, em Nashville, no Tennessee.

No caso de Biden, seus aliados são claros sobre o que evitar: “quando você entra na lama com um porco, o porco se diverte, e você acaba coberto de lama”, disse o senador democrata Chris Coons na sexta-feira.

Fonte: R7

Hackers teriam tentado invadir empresa da campanha de Biden

Segundo fontes, a empresa de estratégia de campanhas SKDKnickerbocker sofreu uma tentativa de invasão e suspeitos seriam hackers russos

A Microsoft recentemente alertou uma das principais empresas contratadas pela campanha do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, de que ela havia sido alvo de supostos hackers russos apoiados pelo governo do país, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto.

grupo russo de hackers, que muitos pesquisadores cibernéticos chamam de “Fancy Bear”, é controlado pela agência de inteligência militar da Rússia, de acordo com relatórios da comunidade de inteligência dos EUA divulgados após as eleições de 2016.

As tentativas de ataques hackers tiveram como alvo nos últimos dois meses funcionários da SKDKnickerbocker, uma empresa de estratégia de campanha e comunicação que trabalha com Biden e outros democratas proeminentes, disseram as fontes.

Uma pessoa familiarizada com a resposta da SKDK às tentativas disse que os hackers não conseguiram obter acesso às redes da empresa. “Eles estão bem defendidos, então não houve nenhuma violação”, disse a fonte.

A vice-presidente da SKDK, Hilary Rosen, não quis comentar. Um porta-voz de Biden não respondeu a um pedido de comentário.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou as acusações “absurdas”. Moscou nega repetidamente o uso de hackers para interferir nas eleições de outros países.

Uma das fontes disse que não estava claro se a campanha de Biden era o alvo ou se os hackers estavam tentando obter acesso a informações sobre outros clientes da SKDK.

As tentativas de invasão à SKDK foram recentemente sinalizadas para a empresa pela Microsoft, que identificou hackers ligados ao governo russo como os prováveis culpados, de acordo com as três fontes informadas sobre o assunto.

Os ataques incluíam phishing, um método que visa induzir os usuários a revelar senhas, além de outros esforços para se infiltrar na rede da SKDK, disseram as três fontes.

Um porta-voz da Microsoft não quis comentar.

A SKDK é bastante associada ao Partido Democrata, tendo trabalhado em seis campanhas presidenciais e numerosas disputas parlamentares. Além de seu trabalho atual para Biden, a empresa trabalhou em 2018 em disputas bem-sucedidas para governadores no Kansas e Connecticut.

Fonte: R7

Trump elogia recuperação e promete 10 milhões de empregos

‘Estamos assistindo à mais rápida recuperação do mercado de trabalho de qualquer crise econômica da história’, disse o presidente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (7) que o país está vivendo uma recuperação mais rápida no mercado de trabalho e prometeu criar 10 milhões de empregos até 2021 caso seja reeleito, enquanto o seu adversário no pleito de novembro, o democrata Joe Biden, tentou reforçar o seu apoio entre os sindicatos.

“Estamos assistindo à mais rápida recuperação do mercado de trabalho de qualquer crise econômica da história”, declarou o presidente durante uma entrevista coletiva na Casa Branca durante o Dia do Trabalho, um feriado nacional nos EUA celebrado hoje.

Trump observou que no mês passado a economia americana recuperou 1,4 milhão de empregos, representando 10,6 milhões de novos empregos de maio até agora. “Em contraste, a taxa de desemprego desceu, realmente para surpresa de muitos, para 8,4% em agosto”, o chefe de governo, frisando que se trata da segunda maior queda nesse indicador em um mês.

E olhando para 2021, o republicano garantiu que serão criados 10 milhões de empregos pelo menos até o fim de outubro do ano que vem. A taxa de desemprego, que era de 3,5% em fevereiro, o nível mais baixo em meio século, saltou para 14,4% em abril, quando a pandemia de coronavírus atingiu mais duramente a economia. Desde então, vem diminuindo gradualmente.

A taxa caiu pela primeira vez em agosto abaixo da marca dos 10%, que foi registada em outubro de 2009, quando os EUA estavam começando a emergir da chamada Grande Recessão. No entanto, apenas cerca de metade dos 22 milhões de empregos perdidos durante a pandemia foram recuperados, e resta saber se a mensagem triunfalista de Trump sobre a saúde da economia ressoará com os eleitores indecisos.

“Joe Biden e os democratas socialistas radicais entrariam imediatamente em colapso da economia”, insistiu o presidente, face à possibilidade do seu rival chegar à Casa Branca em janeiro.

Campanha de Biden

Enquanto Trump sublinhava os dados macroeconômicos, Biden centrou a sua mensagem do Dia do Trabalho principalmente nos direitos dos trabalhadores, acusando o seu adversário de ter travado uma guerra contra os sindicatos.

“Essa guerra terminará no meu governo. Assinarei uma lei que facilitará a organização e a negociação colectiva dos trabalhadores, e serei o presidente mais forte para os direitos dos trabalhadores de todos os tempos”, escreveu Biden em sua conta no Twitter.

A diretora de comunicação da campanha do democrata, Kate Bedingfield, afirmou em comunicado que Trump tem demonstrado nos últimos quatro anos que, sempre que pode, escolhe executivos de empresas e Wall Street em vez de trabalhadores.

“Agora que tantos americanos estão em dolorosas dificuldades financeiras, Donald Trump está tentando cortar o financiamento do seguro social, e ainda está tentando revogar a reforma da saúde e colocar em risco os cuidados de saúde de milhões de americanos no meio de uma pandemia”, alertou.

Campanha na Pensilvânia

O ex-vice-presidente viajou para a Pensilvânia, um estado chave nas eleições de novembro, para participar de um evento com o presidente da AFL-CIO, a principal associação comercial dos EUA, Richard Trumka, e responder a perguntas dos membros do sindicato.

A AFL-CIO é uma força importante dentro do eleitorado democrata, reunindo mais de 12 milhões de trabalhadores dos setores público e privado dos EUA, bem como incluindo sindicatos que representam os trabalhadores siderúrgicos.

A candidata à vice-presidência na chapa de Biden, a senadora Kamala Harris, também buscou reforçar os laços com os sindicatos durante a sua primeira participação na campanha a solo desde que foi selecionada pelo Partido Democrata.

No estado chave do Wisconsin, Harris se encontrou com empresários negros e trabalhadores sindicalizados do setor de energia, e aproveitou a oportunidade para se encontrar com a família de Jacob Blake, um homem negro que foi gravemente ferido após ter sido baleado sete vezes pelas costas por um polícia branco, no final de agosto.

Fonte: R7