Produtor rural se destaca com vendas de mandioca descascada e congelada em Chupinguaia

O empreendimento da mandiocultura produz 500 quilos por semana, e também conta com uma produção de café clonal. Tudo sob orientação e assistência técnica da Emater.

A agroindústria tem capacidade de produção de 700 quilos por semana

Há mais de sete anos recebendo orientações dos extensionistas da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), a família do produtor rural Amirante Ferreira Alves, localizada na linha 115, estrada projetada, no município de Chupinguaia celebra a pequena agroindústria de beneficiamento da mandioca. Com uma mão de obra familiar formada por sete pessoas, o empreendimento produz 500 quilos por semana do produto agroindústria Primavera, congelado e embalado à vácuo.

Durante a visita técnica, o diretor presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, acompanhado do diretor técnico, Anderson Kühl e da equipe local, teve a oportunidade de comprovar o rendimento que o agricultor vem obtendo com a atividade, que faz parte do fortalecimento dos serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater) que o Governo de Rondônia vem priorizando dentro de seu plano estratégico para o desenvolvimento da agricultura no Estado.

As visitas estão sendo realizadas em vários municípios e em diversas atividades agroeconômicas, e o que se tem visto é que as políticas públicas estão trazendo saldo positivo para a família rural. “A proposta do Governo é a verticalização das informações com acompanhamento contínuo das ações que estão sendo realizadas no setor”, explica Brandão.

Em conversa com os visitantes, o produtor contou que inicialmente queria montar um abatedouro de aves, mas foi orientado pelos extensionistas da Emater-RO que a agroindústria familiar traria um melhor retorno, já que o custo e manutenção para a construção de uma sede seria mais vantajoso no momento. Assim, ele optou em implantar uma área de um hectare para produzir mandioca. Hoje, para atender a sua demanda ele adquire mandioca da produção de seus vizinhos.

A agroindústria Primavera é uma atividade essencialmente familiar, que gera empregos de forma direta e indireta na região. Trabalhando com um pouco mais de dois terços de sua capacidade total (a agroindústria tem capacidade de produção de 700 quilos por semana), senhor Almir, como é mais conhecido, participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ambos incrementados pela política pública de governo para fortalecimento da agricultura familiar, e comercializa seu produto nos supermercados e feiras da região.

A propriedade da família Ferreira Alves, além da mandiocultura, produz ainda café clonal em uma área de 1,2 hectares, que foi iniciada sob orientação e assistência técnica dos extensionistas da Emater-RO, meio hectare plantado com coco e banana, além de três estufas de olericultura e um tanque para produção de peixes, um poço artesiano e um pequeno aviário, adquiridos através da linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, na linha Mais Alimentos e Pronaf Jovem.

Além da visita à propriedade e à agroindústria, a equipe de Emater-RO se reuniu com o presidente e diretor, no escritório local de Chupinguaia, para alinhar informações de ação dos serviços de assistência técnica e extensão rural com trabalho voltado para a propriedade familiar.

Fonte: Emater-RO

Máquina de classificação fortalece produção de ovos em Cacoal

O investimento doado pelo governo do estado, hoje a produção na granja da família Clauss chega a mais de 100 mil ovos por dia e gera empregos entre os moradores da área rural.

Graças a uma máquina de classificação de ovos adquirida pelo Governo de Rondônia e entregue a uma associação rural de Cacoal, a produção na região aumentou significativamente nos últimos meses. A Associação Aristides Fonseca (Aarifo) reúne mais de 20 produtores rurais da linha 10, entre eles, microempresário Edisson Causs.

Nascido em Cacoal em 1986, Edisson começou a vender ovos de motocicleta em 2005, distribuindo seu  produto pela região. Ao ganhar uma outra motocicleta em um sorteio, o produtor resolveu vendê-la e investir na atividade. A partir daí, o empreendedorismo de Edisson, aliado ao apoio da família, da esposa Cleidiana e dos pais Natalino e Marli, foram combustível para o sucesso. “Quando ganhei a moto no sorteio, eu vendi, comprei mais 500 galinhas e comecei a granja. Fazia a venda de ovos visitando ponto por ponto. Não foi fácil, mas nunca desisti”, ressalta.

Quinze anos depois e com a chegada da máquina de classificação para a Aarifo, o produtor rural viu sua produção chegar a 270 caixas diariamente. São aproximadamente 100 mil ovos classificados, embalados e vendidos para a maioria dos municípios rondonienses e também Humaitá, no Amazonas, todos os dias.

Produtor investe agora na construção de mais galpões e na ampliação da própria indústria de ração que atende a propriedade

Além disso, o avanço na produção oportunizou a geração de mais empregos para os moradores da área rural. Os 20 funcionários empregados pela granja, com carteira assinada, moram na região. Atualmente, a granja soma também outros 10 empregos indiretos na construção de novos galpões, que vão expandir ainda mais a produção de ovos. Há ainda dois veterinários,  um responsável técnico da granja e o outro pela nutrição e sanidade dos animais.

Vale ressaltar também que na propriedade é produzida toda a ração utilizada para a alimentação das 120 mil galinhas da granja. O produtor investe também na ampliação da indústria de ração.

A atividade no empreendimento se tornou bastante sustentável e uma mola propulsora para outras propriedades e produtores rurais da região. Afinal, tudo é aproveitado. Todo mês, estima-se que 40 toneladas de esterco são recolhidas na granja. Produto bastante procurado para servir de adubo para pastagens, hortaliças e plantações como as de frutas cítricas. Dezenas de produtores rurais da região contam com isso para fortalecer e até mesmo viabilizar a produção em suas propriedades.

Pequenos produtores rurais também se beneficiam quando chega o período em que as galinhas já não estão mais aptas a botar ovos. Nesta etapa, conforme explicou Edisson, os animais são vendidos para o abate. “A cada ano, são aproximadamente 50 mil galinhas destinadas ao abate. Esses animais geralmente são adquiridos pelos feirantes de Cacoal e de municípios vizinhos e movimenta todo o comércio, que fortalece principalmente a agricultura familiar”, destaca.

Ao adquirir os pintinhos, com apenas um dia de vida, a granja mantém os animais separados por um período 18 semanas, chamado de recria, e apenas a partir daí são destinados a produção de ovos. Nesta etapa, as galinhas ficam por até 72 semanas e só após este período são destinadas ao abate.

Fonte: Sepog