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No Facebook, Breno Mendes insiste na conversa de que a Energisa não ficará na cidade quando ele for prefeito

Candidato tem sido alvo de chacotas por anunciar uma coisa que não está nas mãos do prefeito

O candidato a prefeito de Porto Velho, Breno Mendes, resolveu insistir na estória de que pretende tirar a empresa Energisa da capital de Rondônia quando for prefeito. Já foi explicado diversas vezes que prefeito não tem autoridade para isso, porque concessão para a área de energia é federal.

Chegou até a ser explicado que um dos principais apoiadores de Breno, o governador Marcos Rocha, enviou à Assembleia Legislativa um projeto para perdoar a dívida bilionária da Energisa. O governador, pelo jeito, gosta da empresa. Mesmo assim, Breno insiste, apesar do posicionamento de um grande aliado, o governador.

Foi apurado que a conversa de tirar a Energisa de Porto Velho estava colando perante opinião pública dos menos esclarecidos, até que começou a circular charges satirizando a situação, com o candidato prometendo tirar a Infraero de Rondônia para baratear as passagens aéreas, prometendo construir um metrô ligando Porto Velho a Candeias do Jamari e até mesmo, prometendo colocar Herbalife nas farmácias populares.

O vídeo postado no Facebook de Breno Mendes tem cerca de 12 minutos, e nele há frases absurdas. O candidato afirma que a CPI da Energisa foi montada praticamente por causa dele, e diz que, como advogado, não poderia ter sido retirado do plenário da Assembleia Legislativa. “Não existe autoridade no mundo que possa barrar o papel do advogado”, diz Breno Mendes.

Há controvérsias. Dizem que ele está se achando muito, só porque é mencionado na Constituição como essencial à administração da Justiça. Embora seja assim mesmo, só não podemos esquecer que a Justiça é um conjunto de peças e os advogados são apenas uma pequena engrenagem, nem mais nem menos importante que as outras.

Veja o vídeo:

da Redação/CN

Advogado que defende consumidores há mais de 20 anos explica quem poderia rescindir contrato com a Energisa

Gabriel Tomasete disse que os órgãos legitimados já estão buscando a rescisão do contrato com a empresa

Quatro sites de notícias, entre eles o Correiodenoticia, estiveram com o mais conhecido advogado consumerista de Rondônia, Gabriel Tomasete. O objetivo da entrevista era esclarecer as declarações do candidato a prefeito de Porto Velho, Breno Mendes, de que seria o prefeito que iria tirar definitivamente a Energisa da cidade. Os jornalistas queriam saber se é possível tirar a empresa do Estado e se um prefeito tem poder para isso.

Breno Mendes:

O advogado Gabriel Tomasete, que atua há mais de 20 anos na área de defesa ao consumidor, disse que não falaria sobre política partidária, mas concordou em explicar tecnicamente a quem compete lidar com concessionárias como a Energisa.

Ele explicou que no caso de alguns serviços públicos, como linhas aéreas, telefonia e energia elétrica, o poder concedente é o governo federal. “Nesse caso existe uma agência específica para cada assunto, como por exemplo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Aviação Civil”, detalhou.

Gabriel Tomasete esclareceu que compete à bancada federal exigir uma atuação melhor dessas agências reguladoras quando as empresas que ganharam a concessão desses serviços públicos estão jogando contra a população.

O advogado explicou, ainda, que é possível rescindir o contrato da empresa Energisa, citando que isso já está sendo buscado por órgãos competentes legitimados para isso.

Veja o que diz Tomasete:

“Essa possibilidade existe nos níveis corretos de discussão: governo federal e Aneel. O Estado de Rondônia, considerando a abrangência desses serviços, poderia e deveria estar somando forças para a rescisão desse contrato pelos meios adequados e pelas pessoas que realmente tenham competência legal para tanto”, finalizou.

da Redação/CN

CPI da Energisa relata abusos cometidos pela Energisa

Deputados lamentaram a ausência de representantes da Aneel

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada na Assembleia Legislativa para apurar possíveis irregularidades e práticas abusivas contra os consumidores de energia elétrica, praticadas pela empresa Energisa, recebeu membros da bancada federal de Rondônia, durante reunião na manhã desta segunda-feira (19), no plenário da Casa.

Os deputados federais Mauro Nazif (PSB), Léo Morais (Podemos) e Mariana Carvalho (PSDB) atenderam ao convite da CPI e compareceram à reunião, que serviu para um relato à bancada federal dos abusos cometidos pela empresa Energisa, conforme a apuração unto à comunidade, nas reuniões que a Comissão realizou na capital e em outros municípios do interior. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mesmo convidada, não enviou representantes.

O presidente Alex Redano (Republicanos), o relator Jair Montes (Avante) e o deputado Cirone Deiró (Podemos) participaram da reunião. “Agradeço à presença de todos nesta reunião. Sentimos a ausência da Aneel, uma atitude covarde, ao meu ver”, relatou.

Alex Redano disse que, durante a pandemia, as notificações contra a empresa aumentaram no Procon e na Defensoria Pública. “Tarifas altas, serviço de péssima qualidade. Residências que não aumentou o número de eletrônicos, mas que tiveram o aumento do consumo de forma assustadora. Temos que nos unir e cobrar com afinco, para que possam enfrentar esses abusos”.

Cirone Deiró agradeceu à presença de membros da bancada federal e da disponibilidade de ouvir e de somar forças, nessa luta em prol da população de Rondônia. Elogiou a atuação do presidente da CPI.

Jair Montes cumprimentou aos deputados federais presentes, nessa lua contra os abusos da empresa Energisa. “Estendemos o convite a todos. Mas, apenas o deputado federal Lúcio Mosquini nos comunicou da ausência. Os senadores Confúcio Moura (MDB), está atuando apenas on line e o senador Marcos Rogério preside uma comissão no Senado. Os demais não se pronunciaram, infelizmente”.

Ele criticou a Aneel, por ter ignorado o convite. “Essas agências não estão nem aí para ninguém. É do jeito deles e acabou. Tá na hora de o Congresso criar uma CPI do sistema energético nacional e de acabar com essas agências reguladoras. A Aneel não sabe o que é Rondônia e não está nem aí”.

Montes disse ainda que “a Energisa comprou a Ceron por R$ 50 mil, que tinha um investimento para ser feito na expansão da rede elétrica. Não pode dar um pingo de chuva, um trovão, que a energia vai embora. Temos na Aneel uma pessoa que atuou em Rondônia, mas ignora os interesses da população. E ninguém pode mexer com um cara desses!”

Ainda segundo Jair Montes, “uma pessoa paga R$ 75 na prestação da casa do Crystal da Calama, mas paga mais de R$ 300 de energia, pra ter uma geladeira e um bico de luz. É revoltante! Rondônia é mais importante. Estamos na fase final da CPI, que deveria já ter sido encerrada, mas pela pandemia acabou sendo suspensa e estendida”.

Montes lembrou que a Energisa é boa pra cobrar, mas esquece de pagar o que deve ao Estado: cerca de R$ 1,5 bilhão. “A Energisa está sem certidões e já recomendei a suspensão do contrato, por não ter pago. A Energisa é uma vergonha. Quanto mais você tenta reduzir o consumo, mas a conta aumenta. Quanto mais você tenta economizar, mas piora. E se você conseguir baixar, eles suspeitam que é ‘gato’.

O deputado Adailton Furia (PSD) destacou a presença dos representantes federais e ressaltou a importância de se acolher as queixas dos consumidores. Ele relatou um caso de uma moradora de Cacoal, que teve os valores nas contas aumentados, sem justificativa, e que depois da intervenção da Polícia Civil, que apurou o caso, os valores voltaram ao normal. “Isso precisa ser apurado: acho que tem coisa errada na leitura, na condução dessa leitura”.

Ele criticou também a atuação da Aneel e das demais agências reguladoras, que na visão dele, precisam ter melhor definida a forma de escolha de seus integrantes.

Bancada federal

A deputada Mariana Carvalho abriu sua fala dizendo que “não é de hoje que tratamos dessa questão da Energisa. Isso mexe muito com a gente, acompanhando os relatos de consumidores de toda Rondônia, apontando os abusos da Energisa e a falta de respeito. Energia é um bem fundamental e, infelizmente os abusos continuam e o desrespeito também”.

A parlamentar citou ainda as constantes interrupções de energia, inclusive na zona rural, afetando a fonte de renda de famílias, que ficam sem nenhuma resposta, sem nenhum amparo. “Somos um Estado com foco na produção agropecuária, que depende de energia confiável. As constantes faltas de energia, afetam os equipamentos e afetam o comércio local, os produtores, de forma desumana e é preciso ter respeito por esses consumidores”.

Mariana Carvalho disse que apresentou projetos de lei que amparam o consumidor. “Apresentei projeto para que esatdos produtores de energia, como Rondônia, fiquem sempre na bandeira verde de consumo. Outro projeto, visa garantir o pagamento de prejuízos, quando houver queda brusca de energia. Outro projeto, visa proibir que os valores dos ‘gatos’, sejam diluídos nas contas de quem paga em dia sua tarifa”.

O deputado Léo Moraes informou que foram colhidas 181 assinaturas para instalação de uma CPI contra a Aneel, para apurar possíveis irregularidades naquela agência reguladora.

“Diante da pandemia, as comissões foram suspensas, mas estamos crentes de que podemos assegurar a criação de uma CPI. Nos demais países, as agências são independentes e com sua composição plural. No ano passado, num ato administrativo, a Aneel fez uma cobrança dupla nas bandeiras tarifárias e conseguimos travar, evitando um prejuízo de mais de R$ 200 milhões à população”, relatou.

Ele criticou ainda o fato de o Estado querer conceder perdão de dívidas da empresa. “Logo o Estado que pode cassar o alvará, que pode cobrar, pode multar a empresa. Minimamente é o que se espera do Estado, mas preferiu trazer um projeto para dar isenção a quem maltrata o consumidor. Porque o Governo, prefeitura e demais instituições não se juntam e põem a faca no pescoço dessa Energisa? Essa é uma concessão nefasta ao povo de Rondônia, infelizmente”.

Moraes afirmou que recebe inúmeras denúncias de quedas de energia, falhas, interrupções. “Nas linhas, a situação é ainda pior, com dias sem energia por quedas. Na minha casa, tive aparelhos afetados com os apagões. É inaceitável”.

Mauro Nazif abriu sua fala dizendo que “a Energisa é ladra e a Aneel é covarde. A gente fala isso, pois tamanha são as denúncias que são recebidas no Procon, Defensoria Pública, por exemplo. Pra meu espanto, essa semana eu vi que o índice de aprovação pela população de Rondônia é de 40% para a Energisa, segundo divulgou a Aneel.

Ele então disse: “tem alguém aqui nesse ambiente, satisfeito com o serviço da Energisa? Levante a mão quem estiver satisfeito. Estão vendo?Ninguém foi favorável. Essa pesquisa é vergonhosa. Já conseguimos brecar aumentos que queriam dar para a Energisa”.

Nazif questionou qual foi a ação em prol de Rondônia, realizada pela Energisa, em plena pandemia. “Empresa que não tem qualquer vínculo com o Estado. Não ofereceu recurso para alugar um leito sequer para cuidar de pacientes com covid-19. Não tem responsabilidade social alguma.

O deputado informou que a Energisa pede a revisão tarifária, em menos de 45 após a aquisição da empresa, quando o contrato previa um ano. “Isso é coisa de bandido. Já estão na terceira revisão tarifária. A Aneel sequer deveria acatar esse pedido. Eu sabia que a Aneel não iria vir nesta CPI. Quem é covarde, não bota a cara!”.

Mauro Nazif passou a criticar o Governo, questionando quais medidas, em defesa da população, foram tomadas. “Ao invés de defender o consumidor, mandou uma mensagem para isentar em mais de R$ 1 bilhão de dívidas da Energisa. Ainda bem que os deputados rejeitaram essa tentativa e o Executivo retirou a matéria”.

Em seguida, ele cobrou uma posição do Executivo. “O Governo precisa agir, se não agir, ao meu ver, faz parte desse conluio com a empresa. Que a CPI convide o governador Marcos Rocha, para se manifestar. Para mostrar as suas ações em defesa da população”.

Debates

O advogado Gabriel Tomasete também criticou a atuação da Aneel, que não toma uma postura adequada ao que o problema exige. “Há uma clara omissão, em relação ao interesse público e fizemos uma denúncia junto com o Ministério Público Federal. Há situações pós-contratuais que precisam ser encaradas, como essa situação de tentativa de perdão da dívida da Energisa”.

Ele defendeu a caducidade do contrato da Energisa. Segundo ele, há fundamentos legais para tal ação. “A forma de agir da Energisa contraria a lei de concessões. Por outro lado, temos dificuldades no atendimento às solicitações dos consumidores”.

O defensor público Sérgio Muniz declarou que a Defensoria é o espaço para a população mais carente buscar o apoio para a resolução de problemas. “Tenho reparado que, no período inicial da pandemia, com a suspensão dos cortes de energia, houve uma redução no volume de reclamações. Mas, depois aumentou consideravelmente. Eu culpo isso a dois fatores: a retomada dos procedimentos anteriores e que a população, mais em casa, teve um aumento de consumo e uma série de reclamações.

Muniz parabenizou a CPI pela atuação. “Não é uma luta contra a empresa, mas na defesa do consumidor. De forma quase solitária até. A maior empresa de Rondônia, em termos de faturamento, é a Energisa. Ela tem um grande poder econômico. Imaginemos as chances de uma pessoa carente conseguir vencer uma luta contra supostos abusos da empresa”.

Segundo ele, “acredito firmemente num trabalho final muito proveitoso para a população e a Defensoria está à disposição para seguir contribuindo com essa CPI”.

Agenda

Por sugestão de Redano, foram aprovados os convites para que o procurador geral do Estado, Juraci Jorge, e o secretário estadual de Finanças (Sefin), Luís Fernando, sejam ouvidos no próximo dia 26, às 15 hs. Representantes da Energisa deverão ser ouvidos no mesmo dia, após serem ouvidos os secretários governamentais.

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

Procon notifica Energisa e Caerd pela má prestação do serviço à população em RO

De acordo com o programa de defesa do consumidor, inúmeras reclamações de consumidores, bairros sem o fornecimento de água, quedas de energias e entre outros. As empresas terão um prazo de 10 dias úteis para apresentar defesa.

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), após inúmeras denúncias por má prestação de serviço, emitiu nessa quinta-feira (15), um auto de infração contra as empresas fornecedoras de energia elétrica e de abastecimento de água e saneamento básico em Rondônia.

Não é a primeira vez que chegam à instituição denúncias com relato de repetidas falhas na prestação dos referidos serviços essenciais. Diante da notificação, as empresas terão um prazo de 10 dias úteis para apresentar defesa. Caso não apresentem justificativa plausível às ocorrências, aquele que fará o julgamento do processo administrativo poderá aplicar multa ou sanções cabíveis.

Com relação a prestação da energia elétrica, ao longo dos últimos dias, foram apontadas ocorrências de diversas sequências de apagões na cidade, que aconteceu de modo repetido em um único dia. Sendo que no dia 11 e 12 de outubro, houve uma sequência com total de sete quedas. De acordo com o Procon, alguns bairros ficaram sem energia elétrica por mais de duas horas.

Ao tentar entrar em contato com a empresa fornecedora de energia elétrica, o call center com ligações pelo 0800, até mesmo pelo canal de atendimento 24h pelo Whatsapp estavam inoperantes, ou seja, não havia nenhum atendente para ajudar o consumidor no momento. Além disso, foram mencionados danos em vários equipamentos, que deixaram até de funcionar, provocados pelos apagões.

Para o coordenador Estadual do Procon, Ihgor Jean Rego, nesses casos, é necessário que a empresa faça o reparo ou reembolso da quantia do item danificado, porém a análise demanda uma perícia. Após realização da perícia, o consumidor entra em uma fila para indenização do prejuízos, mas a fila é muito longa, tornando-se inefetivo o reparo ou indenização.

Já com relação a empresa distribuidora de água, foram destacados que bairros sem o abastecimento de água, recebe da fornecedora paliativos como caminhão pipa. Mas o caminhão vai até a localidade uma vez por semana para atender apenas uma rua, não suprindo a demanda da população. No bairro Aponiã, por exemplo, o desabastecimento se estende por mais de duas semanas, sem que a fornecedora entregue de forma efetiva uma solução aos consumidores.

“A autuação tem por pretensão punir qualquer tipo de irregularidade dentre os serviços que estão sendo prestados, considerados como essenciais. A ideia é que por meio das notificações dessas autuações, as empresas sejam compelidas, inclusive a compensar o consumidor nas suas faturas em razão dessa dificuldade sentida”, esclarece o coordenador.

O QUE DIZ O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

De acordo com o art. 22, os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas obrigadas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.

CANAL DE DENÚNCIAS

O cidadão que se sentir lesado poderá realizar denúncias nos canais de atendimento do Procon pelo telefone 151, pelas redes sociais do Procon Rondônia ou mesmo pelo site – plataforma de denúncia online.

Fonte: Procon-RO

CPI da Energisa retoma os trabalhos e se aproxima do relatório final

Novos requerimentos foram aprovados, definindo o convite para que representantes da empresa compareçam na CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada na Assembleia Legislativa para apurar possíveis irregularidades e práticas abusivas contra os consumidores de energia elétrica, praticadas pela empresa Energisa, retomou nesta quarta-feira (07) os trabalhos, após a suspensão em razão da pandemia do coronavírus.

O presidente da CPI, Alex Redano (Republicanos), o relator Jair Montes (Avante) e os deputados Cirone Deiró (Podemos), Edson Martins (MDB) e Cassia Muleta (Podemos), participaram da reunião da Comissão, que entra na reta final. Foi definido o convite para a presença da bancada federal dia 19, às 9hs, incluindo representantes da Aneel. E no dia 28/10, às 15hs, foi reservado para ouvir os representantes da Energisa. “Agradecemos ao presidente da Casa, Laerte Gomes (PSDB) que autorizou a volta da CPI, para essa finalização dos trabalhos”, disse Redano.

Alex Redano destacou ainda que “durante a pandemia, por incrível que pareça, a Energisa conseguiu um feito: piorar o que já era ruim. Recebo ainda mais denúncias de consumidores sobre os valores exorbitantes e a péssima qualidade da energia. Em Ariquemes, por exemplo, vários e vários apagões são seguidamente registrados. Essa CPI precisa dar uma resposta à população. É importante finalizarmos e levarmos esse relatório, após ser aprovado pelo plenário, para ser entregue ao TCE, MP, MPF e demais instituições, para que se tomem medidas drásticas contra essa empresa que não respeita os rondonienses”.

Redano informou que fez nesse tempo uma série de análises do contrato da Energisa. Ele requereu, sendo aprovado pelos membros da CPI, que o estudo feito pelo advogado Gabriel Tomasete fosse incluído a acatado pela relatoria da CPI. “Em Ariquemes, são vários apagões e algo precisa ser feito. Sou a favor da rescisão do contrato da Energisa, inclusive”.

Requerimentos

Jair Montes disse que “chegamos num nível que essa CPI já tem dado bons frutos. Sem esse trabalho, imagina aonde estaríamos? Conseguimos barrar alguns abusos da Energisa. Não está bom, mas poderia ser pior. Vou sentir saudades dessa CPI, que vai dar bons frutos para o povo de Rondônia. Estou trabalhando para entregar o relatório final no dia 10 de novembro, na sessão ordinária”.

Segundo o relator, “quando íamos fazer a parte final da CPI, veio a pandemia, mas estamos retomando com toda força os trabalhos. Ninguém aguenta uma pandemia e uma Energisa massacrando. Mas, vamos encerrar essa CPI com o melhor possível para a nossa população. Também quero deixa de público que o governador Marcos Rocha sempre defendeu que fizéssemos a coisa certa. E é isso que estamos fazendo, com transparência e responsabilidade”.

Jair Montes pediu para encaminhar à PGE para a execução provisória de sentença, em desfavor da Energisa, para o recebimento do que a empresa deve ao Estado. Ele também apresentou o requerimento para que a Sefin apresente o valor atualizado da dívida da Energisa, do que não cabe recurso e o valor que ainda falta judicializar. E quero informações sobre os motivos para ainda não ter judicializado toda a dívida. Os requerimentos foram aprovados.

Montes também requereu informações precisas sobre o vencimento da certidão da Energisa. “As certidões já venceram e o Estado precisa agir. Qualquer empresa sem as certidões, não consegue vender uma agulha. Sem certidão não se faz nada. Também devemos acionar a Aneel, para sabermos sobre o contrato e o seu cumprimento por parte da Energisa”.

O deputado Cirone disse que “tivemos reuniões aqui na capital e no interior, com a comunidade nos trazendo as denúncias e queremos nessa CPI, trazer á luz tudo o que foi colhido nesse trabalho, que será incluído no relatório final”.

De acordo com Cirone, “a inoperância de órgãos governamentais, que após a provocação dessa CPI, passaram a atuar de fato, como a Agero, o Procon e o Ipem. Reconheço a diligência do governador Marcos Rocha, que de pronto determinou as ações desses órgãos. Também provocamos a Aneel, que acabou tomando medidas que protegem o consumidor. Os trabalhos continuam e nos aproximamos do relatório final”.

Já o deputado Edson Martins questionou a cobrança de taxa de iluminação pública, em consumidores da zona rural, por parte da empresa. “É justo, é legal a Energisa cobrar a taxa de iluminação pública de consumidores do meio rural?”. Esse pedido foi incluído nos requerimentos apresentados pelo relator, Jair Montes.

Mais questionamentos

O advogado Gabriel Tomasete, que atua na defesa do consumidor, reconheceu que a atuação da CPI barrou outras ações da empresa. “O mais importante foi a mobilização da população, que foi às ruas, às reuniões da CPI e manifestou a sua insatisfação com o serviço e com a forma como a Energisa trata os consumidores”.

Ele defendeu a possibilidade de caducidade (rescisão do contrato) com a empresa. “Parece uma medida exagerada, mas não é. Estamos com uma ação civil pública, desde 2018, que pede essa caducidade. Essa empresa desrespeita em massa o consumidor. A Defensoria Pública, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal, corroboram com o nosso entendimento e que, na conclusão dos trabalhos da CPI, possa essa caducidade ser defendida no relatório final”, acrescentou.

Ainda de acordo com o advogado, “a empresa realmente opta por não respeitar os consumidores. Os fundamentos são muitos: aumento abusivo e repentino da energia, falsas acusações de ‘gatos’, procedimentos de cobranças abusivas, entre outros. Essa é a forma de agir dessa empresa, onde ela atua. Se não fosse esse trabalho da CPI para frear as ações, a situação poderia ainda estar pior. Além disso, temos a situação inaceitável de a Energisa ainda requerer uma isenção bilionária”.

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

Companhia de Mineração emite nota de repúdio à Energisa de Rondônia

A nota de repudio na qualidade dos serviços que cobra melhorias é protocolado na gerência

Porto Velho, RO – Através de uma nota de repúdio a Companhia de Mineração de Rondônia S/A, Órgão da Administração Indireta do Governo do Estado de Rondônia, por meio de sua Diretoria Executiva, vem a público externar sua mais absoluta indignação e mostrar seu repúdio face a péssima qualidade na prestação do serviço de distribuição de energia elétrica e pedir providências à empresa Energisa Rondônia – Distribuidora de Energia S/A.

A companhia reclama da qualidade do fornecimento de energia, no tocante às recorrentes quedas de energia, bem como quanto a duração e frequência de interrupções no fornecimento, causando imensos transtornos a suas atividades industriais. Segundo a nota, já era assim com a antiga distribuidora e assim permanece com a Energisa Rondônia!

A nota diz que são frequentes as interrupções e oscilações do fornecimento de energia, além das cobranças abusivas, descaso na solução dos problemas são situações rotineiras e têm gerado incontáveis prejuízos a Companhia. Além disso, solicita medidas emergenciais para o continuo e ininterrupto fornecimento energia, atualmente bastante deficitário em diversos pontos da cidade.

Veja a Nota:

NOTA-DE-REPÚDIO-ENERGISA

da Redação/CN

Energisa informa negociação de débitos de empresas, neste sábado

Não é necessário realizar agendamento prévio.

Uma ação será realizada no próximo sábado (26) em Porto Velho para a negociação de débitos entre empresas e a Energisa. A agência localizada na Avenida 7 de Setembro vai abrir das 8h às 12h para atender esses clientes comerciais.

De acordo com a empresa, serão oferecidas condições diferenciadas de parcelamento. Não é necessário realizar agendamento prévio, no entanto, é necessário observar as normas sanitárias como uso de máscaras e distanciamento.

A ação também será realizada através de atendimento digital pelo WhatsApp, no número (69) 9 9358-9673, que funciona em horário comercial, ou do Call Center 0800 647 0120.

Atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp da Energisa — Foto: G1/Arquivo
Atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp da Energisa

Fonte: G1/RO

Energisa alcança marca de 200 mil horas de treinamento

Capacitação visa garantir segurança e promover o desenvolvimento pessoal e profissional de colaboradores próprios e parceiros

Desde que chegou a Rondônia, a menos de dois anos, a Energisa já promoveu 200 mil horas de treinamento para seus colaboradores próprios e terceiros. Em média, cada um dos cerca de 4 mil profissionais próprios e terceirizados que atuam para a empresa passou por mais de 50 horas de cursos. A maior parte é destinada aos eletricistas, que atuam diretamente com a manutenção da rede de energia, uma atividade considerada de risco e que requer a o cumprimento de diversas normas de segurança. A agenda, porém, inclui opções para todos, como cursos de finanças pessoais e módulos que tratam de questões comportamentais, inclusive para o enfrentamento desse momento difícil de pandemia. 

O diretor-presidente da Energisa Rondônia, André Theobald, e o diretor técnico, Fabrício Sampaio, costumam se envolver diretamente em muitos treinamentos. Theobald explica que a quantidade de horas de treinamento é um indicador importante, diretamente ligado aos indicadores de segurança, mas toda a qualificação do colaborador tem foco no cliente. “Ano passado, conseguimos realizar mais de 90 mil horas de treinamento. Esse ano, nossa projeção é fazer mais que o dobro. Para isso, contratamos novos instrutores técnicos e estamos disponibilizando novos cursos EAD”, explica.

Já na primeira semana na empresa, o colaborador recebe acesso ao portal de educação a distância do Grupo Energisa com mais de 130 cursos com trilhas de aprendizagem comercial, de distribuição, liderança, suporte e gestão estratégica. Além disso, as empresas parceiras do Grupo também caminham alinhada aos valores da distribuidora, disponibilizam cursos para qualificar seus colaboradores e realizam treinamentos em conjunto com a distribuidora, inclusive nas instalações da própria empresa.

“O conhecimento e as técnicas evoluem com o decorrer do tempo, por isso promovemos a capacitação constante dos nossos colaboradores”, frisa Theobald.

Fonte: Assessoria

Após denúncia do presidente da Assembleia, projeto que isentaria mais R$ 6 bilhões de dívidas é retirado

Governo queria abrir mão da maior parte dos impostos devidos por cerca de 200 empresas

O governo do Estado acabou retirando da Assembleia Legislativa o projeto de lei que beneficiaria mais de 200 empresas, concedendo isenção de dívidas de impostos no valor de R$ 6 bilhões. O ofício para retirar a matéria foi encaminhado após o presidente o Legislativo, Laerte Gomes (PSDB), denunciar o caso em entrevista coletiva concedida na última segunda-feira (20).

O projeto de lei encaminhado pelo governo não isentava somente a Energisa, que comprou a Ceron por R$ 50 mil com a condição de pagar o que a concessionária de energia deve. Aproximadamente 200 outras empresas, algumas delas gigantes, seriam atendidas. O total da dívida é de R$ 10 bilhões, mais do que o orçamento do Estado em um ano. Com a isenção de R$ 6 bilhões, seriam recolhidos somente R$ 4 bilhões.

Veja Também:

Presidente Laerte Gomes – Imagem divulgação

O presidente Laerte Gomes havia dito que Rondônia passa por um momento muito difícil, devido aos efeitos do isolamento causado pelo coronavírus, por isso não é a hora de conceder isenção de um valor assim.

Ainda de acordo com o que Laerte Gomes disse, é possível sentar à mesa para uma negociação, mas o Estado precisa receber mais do que isenta, pois é inadmissível Rondônia aceitar somente 40% da dívida, isentando 60%.

Fonte: Redação/CN

CPI da Energisa volta a ser pauta na Assembleia de Rondônia

Em videoconferência, parlamentares voltam a apurarem os abusos da empresa prestadora de energia, com os consumidores durante o período de pandemia do Estado.

A assembleia Legislativa, RO anunciou a retomada dos trabalhos da CPI da Energisa através de videoconferência. A apuração dos abusos contra os consumidores foi paralisada em razão das medidas sociais de distanciamento adotadas pelas autoridades sanitárias após a pandemia do novo Coronavírus. As últimas três audiências programadas serão realizadas através de sistema remoto utilizando freqüência de internet e a Assembleia Legislativa estuda criar mecanismo para permitir a participação popular.

Desde o início da CPI, várias audiências foram realizadas para colher testemunhos de irregularidades cometidas contra a população, desde a retirada de medidores sem autorização, aumento abusivo das contas, cortes aos fins de semana e em residências onde residem doentes e idosos. No decorrer das oitivas, a Assembleia Legislativa garantiu a aprovação de leis específicas para coibir esses abusos, como o fim dos cortes aos fins de semana, aviso prévio de 15 dias para os eventuais desligamentos, imagem do medidor para evitar fraudes, entre outras medidas.

Com o avanço à fase final da investigação, o deputado Alex Redano acredita que o relatório indicará a exclusão da Energisa de Rondônia, exigindo ao Governo Federal a cassação dos serviços da empresa. As três últimas audiências ouvirão os deputados federais e senadores; os diretores da ANEEL; e, por fim, a oitiva dos diretores da Energisa.

Fonte: ALE/RO