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No dia do Professor: Professores contam sobre os novos desafios em meio a pandemia em RO

As aulas remotas foram elaboradas por cada professor que se reinventou.

Durante o estado de calamidade pública foi determinado através do Governo estadual, o decreto que institui o ensino remoto em Rondônia. Aulas online em escolas estaduais acontecem desde março, a fim de obedecer normas sanitárias do distanciamento social. Com isso, professores e alunos precisaram se adaptar com o novo momento. As aulas remotas foram elaboradas por cada professor que se reinventou, lousas e carteiras deram espaço para mini estúdios improvisados, e o celular que antes era considerado inimigo da concentração dos discentes, virou aliado, um meio de ligação entre aluno e professor para a troca de conteúdos diários.

Mas nem todos estavam preparados para esta drástica realidade. Nascida no interior do Piauí, Francisca Souza escolheu o Estado de Rondônia, para estudar e realizar o sonho de ser professora. Há quase 30 anos lecionando e lotada atualmente na Escola Estadual São Luiz, viu a necessidade de evoluir tecnologicamente com o ensino à distância, e confessa que fugia do assunto.

“Digo ‘bom dia, estudos regionais, vou mandar uma atividade’, e eles ficam esperando”, conta a professora Francisca

“Eu me senti analfabeta de novo, foi muito difícil, tive que pedir ajuda de outros colegas, para aprender a fazer vídeos, que foi uma orientação da diretora da escola, as videoaulas. Como eu já entendia como mandar mensagens por um aplicativo no celular, achei melhor adaptar e enviar perguntas e conteúdo para meus alunos por mensagens e organizei eles por grupos, aí eu aperto aqui (demostra ela com celular na mão), digo ‘bom dia, estudos regionais, vou mandar uma atividade’, e eles ficam esperando”.

Ela conta ainda, que perdeu muitos entes queridos por causa da Covid-19, e lecionar isolada em casa se tornou um fato marcante, pois emocionada lembra quando precisou atender alunos durante o luto. Apesar disso, percebeu que esta foi a melhor forma de unir estudos com uma pandemia.

Por outro lado, há também quem aproveite das habilidades tecnológicas, como a professora de literatura da Escola Major Guapindaia, Aline Castro, que criou personalidade nas redes sociais para ministrar aulas didáticas e atrativas durante a pandemia. A elaboração de conteúdo não ficou apenas em envios de videoaulas, ela mergulhou na era digital, e transferiu conhecimentos em diversos tipos de plataformas digitais.

Ela afirma ainda que além de elaborar conteúdos em diversos formatos, como o PDF,  também optou por aulas ao vivo online.

Professora Aline afirma que além de elaborar conteúdos em diversos formatos, como o PDF, também optou por aulas ao vivo online

“A gente tem que se reinventar, procurar diversas formas, inclusive tenho visto vídeos de outros professores e baixei um aplicativo que coloca uns filtros divertidos, tem de coraçãozinho, borboletinhas voando, caras engraçadas, então é só habilitar a câmera, e nem precisa estar maquiada, se você quiser dar aula com cara de cachorro você consegue”, se diverte contando a servidora.

Fonte: Seduc

Unir retoma aulas de forma remota em RO

Aulas foram autorizadas somente para cursos de graduação.

A Universidade Federal de Rondônia (Unir) autorizou esta semana o ensino e atividades remotas durante a suspensão emergencial do calendário acadêmico 2020. A medida vale para os curso de graduação. As aulas presenciais estão suspensas desde março por causa da pandemia da Covid-19.

A autorização foi oficializada pela Resolução nº 253, do Conselho Superior Acadêmico (Consea), que deu autonomia aos estudantes e docentes em realizarem, ou não, as disciplinas.

Conforme o documento, a recusa ou impedimento em efetuar matrícula não repercutirá em nenhuma restrição de direitos ao fim da suspensão do calendário acadêmico.

Nesse período a Unir explica que é necessário informar amplamente à comunidade acadêmica os recursos tecnológicos a serem empregados, o cronograma de atividades, o número de créditos correspondentes e as formas de avaliação.

Devem ser priorizados os atendimentos aos estudantes que estão na reta final dos curso, por período e por defesa de TCC.

A resolução entrou em vigor na última quarta-feira (9) e vale para os oito campi, localizados nos municípios de: Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Porto Velho, Presidente Médici, Rolim de Moura e Vilhena.

Coronavírus na Unir

O último boletim sobre ocorrências do novo coronavírus divulgado pela Unir na quinta-feira (10), aponta que 128 servidores e 326 estudantes foram confirmados com Covid-19. Os dados foram computados até 4 de setembro.

Boletim informativo sobre Covid-19 na Universidade Federal de Rondônia — Foto: Unir/Divulgação
Boletim informativo sobre Covid-19 na Universidade Federal de Rondônia

Fonte: G1/RO

Nova York planeja reabrir escolas com ensino presencial e remoto

Plano foi apresentado pelo prefeito da cidade, Bill de Blasio

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, apresentou um plano para reabrir o maior sistema escolar do país em setembro, com um calendário de “ensino misto” por meio do qual os alunos alternariam entre as salas de aula e seus lares.

A proposta chega no momento em que administradores de escolas de toda o país se empenham em equilibrar a segurança e as necessidades educativas, e o presidente Donald Trump pressiona escolas a reabrirem no outono.

Pelo plano de Nova York, que exige aprovação estadual, 1,1 milhão de alunos da rede pública passariam dois dias na escola e três estudando em casa, e depois reverteriam a sequência na semana seguinte

“Esse modelo misto, esse tipo de modelo de cronograma dividido, é o que podemos fazer nas condições atuais”, disse De Blasio. “Depois vamos torcer e orar para que a ciência nos ajude com uma vacina, uma cura ou tratamento.”

O plano também pede que os edifícios das escolas sejam desinfetados com frequência, que os estudantes usem proteções faciais e mantenham o distanciamento social nesses locais, afirmou o prefeito. Pais preocupados com a segurança podem manter os filhos em casa para aulas virtuais e com outros materiais, acrescentou.

Atualmente, quase todos os estados norte-americanos estão cogitando planos de reabertura. Eles fecharam as escolas em março, e a pandemia os forçou a mudar para alguma forma de instrução remota que, normalmente, depende de conexões com a internet.

Agência Brasil

Semed descute estratégias para manter acesso de alunos às aulas

Com a suspensão das aulas presenciais em torno da pandemia do coronavírus, professores tem dificuldades em manter alunos com ensino à distância.

Ensino à Distância

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) desencadeou ações prioritárias de acordo com mapa de risco pedagógico e financeiro e realizou orientações para que as escolas da Rede Municipal de Ensino de Porto Velho promovessem estratégias possibilitando aos estudantes que continuem tendo acesso à educação, mesmo que de forma não presencial, pois com base em estudos e na legislação vigente é de extrema relevância que o estudante tenha a continuidade pedagógica para o prosseguimento de sua vida escolar.

A Rede Municipal de Educação possui 141 escolas e 46 mil alunos. As escolas do ensino fundamental estão desenvolvendo atividades pedagógicas não presenciais, contabilizando aproximadamente 32 mil alunos, no qual cerca de 16.500 estudantes da rede têm utilizado a ferramenta AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). Alunos que enfrentam algum tipo de dificuldade para acessar a plataforma, recebem as atividades de forma impressa.

Os professores têm auxiliado os pais ou responsáveis com o envio de orientações didáticas, áudios e vídeos explicativos, via grupo de whatsapp e outros, diariamente, conforme horário de aula do aluno. As escolas de educação infantil têm desenvolvido atividades educativas de caráter lúdico, recreativo, criativo e interativo, para realizarem com as crianças em casa, enquanto durar o período de emergência, garantindo, assim, o atendimento essencial às crianças, evitando retrocessos cognitivos, corporais e socioemocionais.

Diante do desafio apresentado decorrente da COVID-19, identificou-se a necessidade de repensar a aprendizagem na perspectiva do ensino remoto, tendo o professor como mediador nesse processo e priorizando a flexibilização da aprendizagem a partir do currículo.

A priorização curricular tem contribuído na redução da desigualdade, diante da diversidade educacional gerada no período de pandemia, No retorno das aulas presenciais será aplicada uma avaliação diagnóstica que terá como finalidade identificar as dificuldades de aprendizagem, para que se tenha um ponto de partida e aplique intervenções pedagógicas com objetivo de realizar recuperação de conhecimento para os estudantes da rede.

O calendário escolar tem sido cumprido, sendo contabilizados horas letivas, em regime especial durante o período de distanciamento social, por meio de atendimento não presencial, dando continuidade no retorno presencial até a conclusão dos dias letivos necessários a computação da carga horária mínima anual estabelecida de 800 horas/aulas, seguindo toda orientação do Ministério da Educação, e ainda as Resoluções do Conselho Municipal de Educação de Porto Velho.

A Semed está realizando formações e capacitações aos profissionais da rede por meio do AVA Porto Velho, e de encontros por videoconferência. Estão sendo disponibilizadas às escolas formações sobre o uso de ferramentas interativas, desde uso de planilhas a formulários virtuais, Jornada Pedagógica Virtual com temas direcionados ao contexto atual e formação continuada sobre o Referencial Curricular de Rondônia.

Fonte: Semed