Fale conosco pelo WhatsApp(69) 99916-3250

Estado e Município terão que mostrar mais transparência em ações voltadas à educação

Desde do período da pandemia as aulas presenciais estão suspensas e ainda não tem data confirmada para retorno.

O Ministério Público Estadual (MP-RO),o Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) e o Ministério Público de Contas (MPC-RO) e  celebraram ato recomendatório conjunto voltado aos gestores das áreas de educação do Estado e dos municípios, cujo foco principal é a transparência ativa em relação às ações adotadas nessa área durante e após o período de suspensão das atividades escolares presenciais e quanto à sua retomada gradual nas unidades escolares.

A Recomendação Conjunta busca aumentar a transparência pública, por meio da divulgação clara e acessível de informações de interesse da população, com uso de meios e tecnologias de informação e comunicação, levando-se ainda em consideração a importância dessas ações como incremento da “accountability” (obrigatoriedade de prestação de contas) e do controle social.
 De modo resumido, os órgãos de controle e defesa do patrimônio público recomendam a criação de espaço específico no sítio eletrônico dos entes públicos para divulgação, em disposição visual intuitiva e linguagem acessível, de informações relacionadas aos vários aspectos da gestão educacional, englobando providências adotadas durante a suspensão das atividades presenciais e as ações planejadas e executadas para o retorno às aulas.
 

Também a divulgação de informações e dados da execução orçamentária concernentes à gestão educacional; à gestão de pessoas na rede pública de ensino; de informações e dados relativos ao desenvolvimento de atividades pedagógicas não presenciais; informações e dados relativos à alimentação escolar; e ainda de informações e dados relacionados à governança multinível da política educacional, em suas relações verticais, intersetoriais e com a sociedade civil.
 

O TCE, o MPC e o MP ainda recomendam a divulgação de informações e dados sobre a gestão democrática da educação pública, incluindo informações sobre o processo participativo da comunidade escolar e dos conselhos escolares na tomada de decisões quanto às ações empreendidas no período de suspensão das atividades pedagógicas presenciais, para, assim, qualificar as ações em curso e readequar as linhas de atuação futuras.
 
 E ainda que seja feita a divulgação de informações e dados sobre a retomada das atividades presenciais, incluindo protocolos, recomendações e orientações relativos à segurança sanitária exigidos pelos órgãos de saúde, conselhos ou comitês especializados, prevendo ambiente virtual para publicização dos planos de ação (com prazos e responsáveis) e das estratégias de governo a respeito dessa temática.

Por fim, devem os entes jurisdicionados criarem – caso não os tenha – e divulgarem canais de comunicação para a população apresentar aos gestores educacionais manifestações, sugestões, elogios, solicitações, reclamações e denúncias sobre aspectos ligados à implementação da política educacional de enfrentamento da crise sanitária ocasionada pela pandemia de Covid-19.
 
 


Fonte: Assessoria de Comunicação TCE/RO

Justiça de RO determina audiência antes de qualquer decisão entre município e estado sobre ‘Lockdown’

Audiência está marcada para próxima segunda.

O juiz Edenir Sebastião da Rosa, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, determinou nesta quinta-feira (25) que seja realizada uma audiência com município e governo do Estado antes de decidir sobre o pedido da prefeitura de lockdown em Porto Velho para conter o avanço do novo coronavírus.

Conforme a decisão, o encontro deverá acontecer de forma virtual na manhã da próxima segunda-feira (29) com a presença do governador, prefeito, secretários estadual e municipal de saúde, além do presidente do Tribunal de Contas, Ministério Público e entidades que representam o setor de comércio e serviços.

Em ação protocolada na quarta-feira (24), a prefeitura da capital pediu à Justiça Estadual que fosse suspenso o decreto estadual 25.138 que mudou as regras de classificação das cidades no plano de reabertura da economia e colocou Porto Velho na fase 2, com a abertura de várias atividades como shoppings, academias e igrejas.

O município também pediu que voltasse por 14 dias o decreto nº 25.113, que instituiu uma semana de isolamento restritivo com funcionamento apenas de serviços essenciais em Porto Velho.

Prefeito Hildon Chaves

“A Prefeitura de Porto Velho não tem comando sobre a Polícia Militar. É necessário o uso da força policial para que se faça um lockdown efetivo e que realmente deixe as pessoas em casa pelo tempo necessário. Nós estamos lutando com essa pandemia desde março e a cada dia aumenta o número de casos. Não adianta atacarmos as consequência, mas sim a causa, que é o descumprimento do isolamento social”, disse o prefeito Hildon Chaves em vídeo.

A Procuradoria Geral do Município justificou que as duas semanas de lockdown é o “período mínimo capaz de assegurar a devida estruturação do sistema público municipal e estadual de saúde, inclusive, com chegada de medicamentos que hoje estão em falta na rede pública de saúde”.

Caso o pedido não fosse atendido, a PGM colocou a possibilidade do retorno dos critérios originais do decreto 25.049 que enquadrava a capital na fase 1 do plano de reabertura, com funcionamento de menos segmentos econômicos.

A PGM levantou ainda a possibilidade de acionamento do Ministério da Justiça para envio da Força Nacional “visando o verdadeiro e real isolamento da população, situação que nunca se concretizou, até porque, a olhos vistos, a cidade sempre ficou lotada de pessoas transitando de carro ou a pé nas vias públicas e nos estabelecimentos comerciais que deveriam ficar fechados”, disse a procuradoria.

O juiz Edenir da Rosa argumentou que optou pela audiência antes de qualquer decisão “para que seja aberto o debate, esclarecendo-se diversos pontos de vistas, de forma que a decisão judicial se dê da forma mais ampla possível”.

Atualmente, Porto Velho tem quase 11 mil casos confirmados de Covid-19 e 324 óbitos registrados. A capital concentra 62% dos infectados e 70% das mortes do estado.

Fonte: G1/RO

MP-RO aconselha que estado e município tenham isolamento social mais ampliado

Ministério pedi que viabilizem o retorno do distanciamento social mais ampliado, com o funcionamento somente das atividades essenciais, e fiscalização conjuntas.

MP recomenda somente atividades essenciais.

Ministério Público do Estado de Rondônia expediu recomenda ao governador do Estado de Rondônia e ao prefeito de Porto Velho para que analisem e, se for o caso, viabilizem o retorno do distanciamento social mais ampliado, com o funcionamento somente das atividades essenciais, realizando-se ações conjuntas de fiscalização, considerando a demora na ampliação de leitos de UTIs e a subida vertiginosa de casos de COVID-19.


A recomendação é que sejam adotadas providências no sentido de aumentar leitos de UTI para atendimento de pacientes com COVID-19, com todos os recursos necessários ao seu funcionamento, evitando-se o iminente colapso na rede pública e privada de saúde.

Também possam viabilizar a melhoria no atendimento nas unidades de saúde, especialmente com a contratação de recursos humanos, medicamentos e insumos, bem como a colocação, pelo Municipio de Porto Velho, de mais uma ambulância, tipo 0, para transporte de pacientes graves acometidos de COVID-19, uma vez que o SAMU apresenta dificuldades na realização intempestiva das remoções.
 


O Conselho Municipal de Saúde recomenda que o município de Porto Velho tenha apenas o funcionamento dos serviços considerados essenciais, como farmácias, postos de gasolina, supermercados e padarias.

Já a manutenção do distanciamento social o MP-RO pedi que seja ampliado diante da taxa de ocupação de UTIs nas unidades de saúde pública e privada que ultrapassaa 80% de ocupação, assim como o crescente número de casos de COVID-19.

A recomendação é subscrita pelo Procurador-Geral de Justiça, Aluildo de Oliveira de Leite; pela Coordenadora da Força-Tarefa Covid-19, Promotora de Justiça Emília Oye, e pela Promtora de Justiça Flávio Barbosa Shimizu Mazzini, ambas titulares das Promotorias de Justiça da Saúde em Porto Velho. 


Fonte: (DCI/MPRO)