Segunda audiência pública discutiu estudos para fornecimento de água tratada e esgotamento sanitário em Porto Velho

Edital para licitação deve ser publicado em aproximadamente 60 dias

Porto Velho está cada vez mais perto de iniciar sua universalização no fornecimento de água tratada, coleta e tratamento do esgoto sanitário. Um passo importante nesse sentido foi dado, na tarde da última quarta-feira (23), com a realização da segunda audiência pública para tratar do projeto de concessão.

“Esse é o prosseguimento dos trâmites para a concessão dos serviços de saneamento básico em Porto Velho. A primeira audiência aconteceu no dia 14 de fevereiro e hoje é a segunda e última. Vamos fazer um resumo do que foi tratado no primeiro encontro, agora junto aos líderes de comunidades e distritos”, explicou o secretário geral de Governo (SGG) e presidente da Comissão Especial da audiência pública, Fabricio Jurado.

Um dos objetivos da audiência foi esclarecer que não se trata de privatização dos serviços, pois o poder concedente é o município. A concessão hoje pertence à Caerd, uma empresa do Estado. Na prática, o município licitará uma nova concessão e quem vencer vai substituir a Caerd e executar os serviços pelos próximos 30 anos.

“Finalizando a segunda audiência pública, em aproximadamente 60 dias vamos lançar o edital de licitação”, acrescentou o secretário.

METAS

Conforme as metas estipuladas para assinatura do contrato, em cinco anos a vencedora do certame terá que fornecer a universialização de água tratada e dos serviços de tratamento de esgoto aos distritos. “Já aqui no distrito sede (capital), em quatro anos, 68% da população já vai estar recebendo água tratada, e em 10 anos atingirá a universalização. Em relação ao esgoto, em 10 anos a meta é atender 51% da população e em até 15 anos nós teremos a universalização desse benefício”, completou o titular da SGG.

PARTICIPAÇÃO

O secretário executivo do Conselho Gestor da Parceria Publico-Privada, Márcio Martins, disse que foram convidados todos os administradores dos distritos, representantes dos conselhos de cidade, lideranças de bairros e representantes de várias instituições, além de órgãos de controle.

“Nosso objetivo é que eles possam entender de fato o que se pretende fazer com a questão do saneamento básico em Porto Velho. Muita gente diz que é uma privatização, mas na verdade é uma concessão, pois não se privatiza o serviço público. Queremos que eles façam sugestões, críticas e considerações, para que a gente possa melhorar cada vez mais esse estudo”, afirmou.

RESULTADO

O resultado que se espera, de acordo com Márcio Martins, é que tudo aquilo que for colhido com essas duas audiências públicas possa enriquecer ainda mais os estudos, para que o edital de licitação traga de fato a solução ideal para esse problema histórico do município de Porto Velho, em se tratando de água tratada e esgotamento sanitário.

Fonte: Comdecom

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Pfizer diz que proteção contra Ômicron necessita de três doses

Anúncio foi feito pelas farmacêuticas responsáveis pelo imunizante

Estudos preliminares demonstraram que três doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 neutralizam a variante Ômicron. O anúncio foi feito pelas empresas Pfizer e BioNTech, responsáveis pelo imunizante.

A pesquisa, feita com testes de anticorpos, mostrou que duas doses podem não ser suficientes para proteger as pessoas contra a infecção pela nova variante. Ainda assim, a Pfizer e a BioNTech acreditam que essas duas doses podem proteger contra casos graves de covid-19.

As farmacêuticas informaram que continuam avançando no desenvolvimento de uma vacina que seja específica para a Ômicron. A previsão é que o imunizante esteja disponível em março do ano que vem, se for necessário.

Fonte: Graça Adjuto A/B

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Prefeitura disponibiliza à população estudos sobre a universalização do saneamento básico na capital

Audiências públicas começam em janeiro de 2022

Em respeito aos princípios de publicidade e transparência, a Prefeitura de Porto Velho torna público, nesta quarta-feira (24), os estudos técnico, econômico-financeiro e jurídico que visam atender ao município com os serviços de água tratada e esgotamento sanitário.

O objetivo é que a população tome conhecimento do estudo escolhido para nortear as futuras audiências públicas sobre o projeto.

“A ideia é que os moradores, instituições, empresas interessadas e órgãos de controle possam ter conhecimento prévio dos estudos antes das audiências. Por se tratar de um projeto bilionário, a Prefeitura dará a publicidade que o processo requer”, afirma Márcio Freitas Martins, secretário-executivo do Conselho Gestor de Parceria Público-Privada.

A primeira audiência para a discussão dos estudos está prevista para acontecer em janeiro de 2022. No encontro será apresentado o projeto, bem como, a discussão de proposta e sugestões.

Em setembro desse ano, a Prefeitura divulgou o estudo para a universalização do saneamento básico em Porto Velho e distritos. A estimativa é de que em dez anos o abastecimento de água tratada chegue a 95% da população da capital. No mesmo período, o esgotamento sanitário deve chegar a mais da metade dos lares da capital.

O prazo de concessão do serviço será de 30 anos com outorga mínima de R$ 120 milhões. O investimento privado está na ordem de R$ 2,5 bilhões.

CONFIRA OS ESTUDOS

Estudo Técnico

Estudo Economico-Financeiro

Estudo Jurídico

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AstraZeneca: 3ª dose de vacina produz forte resposta imune, diz estudo

Pesquisa é da Universidade de Oxford

Uma terceira dose da vacina contra covid-19, produzida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford, produz forte resposta imune, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (28), acrescentando que ainda não há evidências de que essa dose de reforço é necessária, especialmente devido à falta de vacinas em alguns países.

O estudo, da Universidade de Oxford, mostrou que uma terceira dose da vacina aumenta as respostas imunes de anticorpos e de células T. Ao mesmo tempo, a aplicação da segunda dose pode ser adiada para até 45 semanas após a aplicação da primeira e, ainda assim, levar a um aprimoramento da resposta imune.

O governo do Reino Unido diz que analisa planos para uma campanha de aplicação de doses de reforço no outono do Hemisfério Norte, com três quintos dos adultos já com as duas doses de vacinas contra covid-19 aplicadas.

Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford, afirmou que as evidências de que a vacina protege contra as variantes existentes por um período sustentável significam que uma dose de reforço pode não ser necessária.

“Temos de estar numa posição em que podemos aplicar a dose de reforço caso isso se mostre necessário. Não temos, no entanto, nenhuma exigência de que será”, disse ele a jornalistas.

“Neste momento, com uma alta taxa de proteção na população do Reino Unido e nenhuma evidência de que isso foi perdido, aplicar terceira dose no Reino Unido, enquanto outros países têm zero dose, não é aceitável.”

Estudos anteriores mostraram que a vacina, criada pela Universidade de Oxford e licenciada pela AstraZeneca, tem eficácia maior quando o intervalo de aplicação entre as doses é ampliado para 12 semanas, em vez de quatro.

A pesquisa anunciada hoje foi divulgada sem a revisão de outros cientistas e analisou 30 participantes que receberam uma segunda dose tardia e 90 que receberam uma terceira dose. Todos os participantes tinham menos de 55 anos.

O estudo ajuda a amenizar preocupações de que vacinas contra covid-19 baseadas em vetores virais, como as da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, possam perder sua potência se aplicações anuais forem necessárias, dado o risco de que o corpo produza resposta imune contra os vetores que carregam as informações genéticas da vacina.

“Tem havido algumas preocupações de que não poderíamos usa essa vacina num regime de doses de reforço, e certamente não é isso que os dados estão sugerindo”, disse a autora do estudo Tereza Lambe, do Instituto Jenner, de Oxford, à Reuters.

* Reportagem adicional de Natalie Thomas.

Fonte: Agência Brasil

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Município fará estudos de viabilidade de atendimento de demandas dos taxistas da capital

As demandas foram encaminhadas para os estudos técnicos que serão analisados.

Representantes do Sindicato dos Taxistas e dos Transportes Escolares, Turísticos e Fretamento (Sintax) participaram de reunião, nesta quarta-feira (02), no Prédio do Relógio, sede da Prefeitura Municipal, onde apresentaram diversas reivindicações. Ao final do encontro, a categoria foi informada que as demandas serão avaliadas sobre a viabilidade de cada uma.

A pauta de reivindicações foi apresentada pelo presidente da Sintax, Francisco Ferreira dos Santos, o “Chiquinho”. Também participou da reunião o vereador Paulo Tico.

O grupo foi recebido pelo secretário-geral de Governo (SGG), Fabricio Jurado e pelo secretário-adjunto Devanildo Santana.

Os taxistas pediram que seja promovida a anistia das multas relacionadas ao táxi-compartilhado, de 2018 a 2021, ou Programa de Recuperação Fiscal (Refis) de 90%; redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) de cinco para duas UPFs e outras isenções.

“Sabemos que a categoria está sendo muito afetada durante a pandemia de Covid-19. As demandas foram encaminhadas para os estudos técnicos. Vamos analisar a viabilidade de atendimento muito brevemente”, disse Jurado aos taxistas.

A pauta foi apresentada ao prefeito Hildon Chaves, que acionou as Secretarias Municipais de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) e da Fazenda (Semfaz) para que apresentem as análises sobre as reivindicações o mais breve possível ao seu Gabinete.



Fonte: Comdecom

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Ibama acertou ao rejeitar estudos complementares da hidrelétrica Tabajara, aponta MPF

Novo parecer do Ibama indica que estudos para a construção da barragem até agora não têm justificativa satisfatória e represa poderá trazer danos irreversíveis ao meio ambiente e às populações tradicionais

Rondônia – O Ministério Público Federal (MPF) concordou com o novo parecer do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que rejeitou os estudos complementares apresentados pelo empreendedor para a construção da hidrelétrica Tabajara. O Ibama considerou insuficientes os complementos apresentados, na mesma linha de argumento do MPF e também do MP do Estado de Rondônia. O licenciamento mais uma vez não foi aprovado pelo Ibama porque muitos dos pedidos de complementação de estudos foram atendidos parcialmente ou não atendidos. O MPF já ingressou com duas ações civis públicas e expediu dez recomendações para garantir direitos das populações afetadas e evitar danos ambientais.

No novo parecer, o Ibama relata que os estudos feitos até agora pelo empreendedor da usina Tabajara têm “fragilidades, inconsistências, informalidade científica e ausência de informações”. O próprio Ibama questiona se há justificativa para a construção da hidrelétrica Tabajara, no Rio Ji-Paraná (também chamado de Rio Machado), em Machadinho do Oeste (RO), porque a usina poderia gerar apenas cerca de 235 megawatts ao ano e ocuparia um reservatório de mais de 100 km². A área que seria inundada pelo reservatório da barragem tem hoje qualidade ambiental, é rodeada por unidades de conservação e terras indígenas. Os impactos ambientais seriam irreversíveis.

Para o Ibama, essa geração de energia poderia ser suprida por fontes alternativas (energia solar ou eólica) com impactos menores e em outras regiões do país com pior qualidade ambiental, próximas a centros consumidores de energia e de subestações já instaladas. “É fundamental que o proponente ofereça justificativas criteriosas que possam demonstrar a relevância deste projeto frente aos impactos ambientais esperados”, consta no parecer do órgão.

O empreendedor informou ao Ibama que não haverá diferença de áreas inundadas com e sem o barramento da hidrelétrica, mas o Ibama expôs que é preciso que essa delimitação seja mais detalhada. O parecer indica que é indispensável a complementação dos estudos com dados cientificamente válidos e rigor na avaliação de impactos ambientais para esclarecer se há viabilidade ambiental na construção da hidrelétrica Tabajara. Seis analistas ambientais trabalharam por mais de 2.100 horas totais na elaboração do parecer.

Nos estudos feitos até o momento pelo empreendedor, faltam informações sobre ictiofauna (peixes) e ictioplâncton (ovos e larvas de peixes), a atividade pesqueira profissional e de subsistência, consumo de pescado, as novas espécies da fauna descobertas durante os estudos, os sítios de reprodução de quelônios, entre outros dados.

Fonte: Secom/MPF

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ICMBio impõe censura prévia e estudos devem passar por militar da reserva

A medida está na edição de hoje do Diário Oficial da União

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, editou uma portaria nesta sexta-feira (12) que pode impedir a manifestação de pesquisadores do órgão em quaisquer de suas publicações. O texto prevê uma espécie de censura prévia para a liberação de pesquisas do instituto.

A portaria prevê que, a partir de 1º de abril, todas os “manuscritos, textos e compilados científicos produzidos no âmbito e para este Instituto em periódicos, edições especializadas, anais de eventos e afins” terão de passar pelo crivo do Diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio.Leia mais

O cargo, hoje, é ocupado por Marcos Aurélio Venancio, tenente-coronel da reserva da Polícia Militar do estado de São Paulo. O próprio presidente do ICMBio hoje é um ex-PM paulista, Fernando Cesar Lorencini. Ambos possuem formação na área do Direito, mas enquanto Venancio tem experiência com polícia ambiental no estado de São Paulo, o currículo de Lorencini no ICMBio não indica nada neste sentido.

A medida foi mal recebida por quem acompanha a questão ambiental no Brasil. O Observatório do Clima, rede de 37 entidades da sociedade civil que discutem as mudanças climáticas no contexto brasileiro, chamou a medida de “mordaça”.

Congresso em Foco buscou o ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente para entender o motivo das mudanças, mas ainda não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

Confira a Portaria:

PORTARIA-No-151-DE-10-DE-MARCO-DE-2021-DOU-Imprensa-Nacional

Por Guilherme Mendes 

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Após o Estatuto do Desarmamento, homicídios com uso de arma de fogo são os que mais crescem

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Os indicadores, contudo, vão além e também comprovam que, desde o estatuto…

Os indicadores nacionais de violência vêm sendo sistematicamente utilizados para fundamentar as opiniões a respeito da revogação do Estatuto do Desarmamento, proposta que avança no Congresso, ainda que sob forte resistência do Governo Federal. Em uma série de audiências públicas realizadas antes da votação do projeto na Comissão Especial que o analisou, os números do Mapa da Violência – únicos tidos por oficiais no país – foram detalhadamente explorados, especialmente para refutar a ideia de que, com o estatuto, houve melhora do quadro geral de criminalidade.

Durante as discussões, mostrou-se que o comparativo direto entre os períodos anterior e posterior à lei vigente revela crescimento da taxa média de homicídios no país (1,36%) e elevação no uso de armas de fogo na prática destes crimes (9%). Os indicadores, contudo, vão além e também comprovam que, desde o estatuto, os crimes letais com arma de fogo seguem aumentando em ritmo superior ao dos cometidos com outros meios, ultrapassando, inclusive, a taxa de crescimento registrada no total de assassinatos.

O primeiro ano de vigência do Estatuto do Desarmamento foi 2004. Nele, foram registrados no país 48.374 homicídios, sendo 34.187 com uso de arma de fogo. Nove anos depois, em 2012 – o mais recente integrado ao Mapa -, o Brasil registrou o recorde da série histórica, com 56.337 assassinatos, dos quais 40.077 com emprego de arma de fogo.

O número total de homicídios no país, assim, aumentou 16,46% entre 2004 e 2012 (de 48.374 para 56.337) – período integralmente sob vigência do estatuto. Já o número de assassinatos especificamente cometidos com arma de fogo registrou um incremento de 17,23% no mesmo período (de 34.187 para 40.077), acima, portanto, do aumento geral dos crimes de morte. Os homicídios cometidos com outros meios foram os que cresceram menos, saindo de 14.187 para 16.260 casos – aumento de 14,61%.

Não é, portanto, apenas no comparativo com o período a ele anterior que o Estatuto do Desarmamento se mostra ineficaz para conter a criminalidade nacional. Os registros limitados ao período de sua vigência também são claros ao evidenciar que, com ele, não houve a mais ínfima contenção na evolução do uso de armas de fogo para a prática de crimes letais. A drástica restrição legal à circulação de armas não conseguiu nem mesmo

estabilizar estatisticamente seu uso criminal, o que, caso ocorresse, resultaria num crescimento das mortes com arma de fogo no mesmo ritmo do total de homicídios.

Sem sequer atingir aquele que seria seu objetivo primário – conter o uso criminoso de armas de fogo -, ao estatuto, por óbvio, não pode ser atribuído qualquer impacto numa eventual redução global do quantitativo de homicídios (que sequer existiu), especialmente porque a maior retração nos meios letais vem ocorrendo, exatamente, naqueles sobre os quais essa lei não exerce qualquer influência.

Sob o prisma ideológico, é legítimo que as opiniões sobre um assunto se ponham em diametral divergência. Entretanto, números são indicadores objetivos, e quando por eles é demonstrada uma realidade feia, não adianta filosofar sobre a beleza para mudá-la. Nosso quadro criminal é crítico e o Estatuto do Desarmamento não vem contribuindo para melhorá-lo.

Fabricio Rebelo PRO | Pesquisador em Direito e Segurança*

*Fabricio é Pesquisador em Segurança Pública, Articulista, Bacharel em Direito, Assessor Jurídico, Professor (cursos livres), Autor de “Articulando em Segurança: contrapontos ao desarmamento civil”. /// Advogado (1998- 2002). Analista Judiciário (TJBA, desde 2002). Assessor Jurídico Autárquico (IPRAJ, 2002-2004). Procurador

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Candidatos do Enem lidam com internet precária e estudos pelo celular

Na reta final para o exame, muitos alunos ainda lidam com dificuldades

Na reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estudantes contam como estão se preparando e como estudaram ao longo deste ano em meio à pandemia do novo coronavírus. As realidades e os desafios são diversos.

Em Porto Velho (RO), Heloísa Lara, 23 anos, que pretende cursar medicina, precisou enfrentar o ensino online – algo com o qual sempre teve dificuldade. No Rio de Janeiro, Lucas Bevilaqua, 17 anos, tenta driblar as telas e conseguir descansar um pouco às vésperas do exame. Em Cocal dos Alves (PI), Sergio Manoel Cardoso, 17 anos, passou a ter aulas por WhatsApp. Em Barreirinha (AM), Karen Eduarda Prestes, 18 anos, enfrenta a falta de internet, que atrapalha seus estudos.

“Eu achei que não fosse ter foco porque estudar em casa tem distrações. Achei que seria difícil, mas arrumei foco e arrumei um lugar onde pude ficar mais em silêncio”, diz Heloísa Lara, 23 anos. Há cinco anos, a estudante busca uma vaga em um curso de medicina. Já havia tentando fazer cursinhos online, mas não conseguiu manter a rotina. A pandemia a obrigou a voltar para o ensino remoto. “Eu tive que mudar minha mentalidade quanto a isso. O online foi bom porque eu sou muito tímida e pude mandar perguntas sem precisar falar em uma sala de aula. Consegui tirar todas as dúvidas que eu tinha”, conta. 

Heloísa, este ano, investiu em um curso específico de redação. O ensino remoto permitiu que se matriculasse no Laboratório de Redação, em São Paulo. A estudante, que usa o celular para estudar, precisou também melhorar o pacote de internet que tinha para poder acompanhar as aulas. Ela passou ainda por uma mudança de cidade, em meio a pandemia, mudou-se de Cacoal (RO) para a capital do estado, Porto Velho. “Agora, estou revisando conteúdos do ano passado. Fiz resumos e estou fazendo bastante exercícios. Depois de várias terapias, agora estou tranquila”. 

Lidando com a ansiedade 

Para o estudante do colégio Mopi, no Rio de Janeiro, Lucas Bevilaqua, 17 anos, a parte emocional pesou este ano. “Esse ano foi um ano muito complicado. Eu não sei se a questão da pandemia ajudou ou piorou meus estudos. Acho que a questão da cabeça piorou muito. Mas, em termos de estudo, ajudou a me concentrar porque estou em casa não tem muito o que fazer. Acabei conseguindo distinguir as coisas, focar no que precisava, embora tenha sido um ano difícil psicológica e emocionalmente.”

As aulas online ocupavam as manhãs e parte da tarde. “Uma coisa que pesou muito para mim, foi que ficava muito tempo no celular, no computador, sempre tinha que achar um tempinho para me recuperar, para achar um tempinho fora do computador”, diz.

Ao lado do estudante, que pretende concorrer a uma vaga em um curso de psicologia, o irmão gêmeo Gabriel divide o espaço e a mesma angústia no preparo para o Enem. “Estamos meio que no mesmo barco”. Bevilaqua conta que, no último ano do ensino médio, ele sentiu falta da escola, “Pesou para mim não ir para escola, ver pessoas, conversar, pesou um lugar onde possa relaxar e tirar a pressão.”

Aulas por WhatsApp

Para o estudante da Escola Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves (PI), Sergio Manoel Passos Cardoso, 17 anos, aprender apenas a distância gerou insegurança. “Além da forma de ensino ter mudado completamente, a distância física que temos das salas de aula cria um certo pane em relação ao que eu aprendi”, diz. Mas, o estudante diz que confia no trabalho feito pelos professores. “Eu acredito que apesar do ensino remoto, todos da minha turma irão se sair bem, pois, temos o apoio incondicional dos professores, de todas as formas possíveis”.

O estudante passou a ter aulas por WhatsApp. Os professores mandavam exercícios, vídeos que eles mesmos produziam, sempre buscando a melhor forma de compreensão do aluno. As dúvidas podiam ser tiradas sempre levantando a mão com um emoji. 

“Esta reta final está sendo muito complicada, pois, além de se adaptar à nova rotina remota, buscar sempre manter a saúde mental também faz parte. Porém, com essa aproximação da prova, eu sinto que tenho que revisar o máximo de matérias e assuntos que conseguir, acredito que, aumentando minha ansiedade”, diz Cardoso, que pretende concorrer a vagas de direito ou odontologia. “Às vezes, quando quero me distrair um pouco, tento ir jogar bola, passo o dia sentado em uma cadeira.”

Dificuldade de acesso 

A estudante Karen Eduarda Prestes, 18 anos, da Escola Estadual Professora Maria Belém, em Barreirinha (AM) Karen Eduarda Prestes, 18 anos, não chegou a conhecer pessoalmente os professores este ano. A escola estava em reforma no início do ano e logo em seguida foi fechada por conta da pandemia. As aulas passaram a ser dadas por WhatsApp. 

“Isso complicou mais ainda porque nós, como alunos, como a gente faz parte da classe baixa, a dificuldade foi maior pelo acesso à internet. No nosso município a internet é ruim demais. A gente teve que achar um meio para lidar com isso. Muitos alunos desistiram”, conta a estudante que passou o ano acessando conteúdos escolares pelo celular. 

Os professores e os estudantes precisaram se adaptar, mas Karen diz que eles conseguiram materiais e conseguiram fazer simulados este ano. “Hoje eu passei o dia todo estudando para o Enem e encontrei dificuldade. Minha vontade é ser professora de português. Muitas vezes pensei em desistir, por ter a dificuldade da internet, por não ter computador para pesquisar, mas a minha vontade é muito maior do que o que está acontecendo. Muitos desistiram dos sonhos, mas eu estou tentando ao máximo focar nos meus livros, nas videoaulas”. Fazer a prova em meio a pandemia é outro desafio, de acordo com a estudante. “Tenho muito receio, me sinto insegura”, diz. 

A pandemia exacerbou as desigualdades no Brasil. O acesso a internet, a computadores e celulares passou a fazer ainda mais diferença no aprendizado. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, divulgada este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Em números totais, isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede.  Já a pesquisa TIC Domicílios apontou que 58% dos brasileiros acessavam a internet em 2019 exclusivamente pelo telefone celular.

Enem 2020 

O Enem 2020 será aplicado na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na versão digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Devido a pandemia, durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

Quem for diagnosticado com covid-19, ou apresentar sintomas desta ou de outras doenças infectocontagiosas até a data do exame, não deverá comparecer ao local de prova e sim entrar em contato com o Inep pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, e terá direito a fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro.

Fonte: Agência Brasil

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Seduc convoca estudantes para estudos de recuperação e exames finais em Vilhena

A meta do chamamento é possibilitar que todos os estudantes da rede estadual possam avançar nos estudos

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio da Coordenadoria Regional de Educação em Vilhena (CRE), está convocando todos os estudantes da rede estadual de ensino para realizar estudos de recuperação e exames finais.

Segundo informa a Gerência Pedagógica do órgão, as escolas estaduais estão em processo de conclusão das ações referente às atividades escolares desenvolvidas em 2020.

O objetivo da chamada é atender os alunos que, por motivo ou outro, ainda não realizaram seus estudos de recuperação e que precisam realizar os exames finais para avançar de série.

Os estudantes, segundo informa a CRE, devem estar matriculados regularmente na rede de ensino para participar de todas as etapas propostas pela Seduc. O chamado atende também os alunos dos municípios de Colorado do Oeste e Chupinguaia, ambos sob a jurisdição da CRE de Vilhena.

Os interessados devem entrar em contato o quanto antes com as secretarias das escolas para obterem mais informações.

Sobre o não comparecimento do estudante,  acarretará na retenção do aluno ao ano/série, segundo informa a Gerência Pedagógica. Entre outras ações, a meta do chamamento é possibilitar que todos os estudantes da rede estadual possam avançar nos estudos.

CN