Lava Jato condena Ex-tesoureiro do PT e ex-diretor da Petrobras por lavagem de dinheiro

Vaccari e Renato Duque poderão recorrer em liberdade da sentença

O juiz Luiz Antonio Bonat, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, condenou o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto por dois crimes de lavagem de dinheiro.

Nesta ação, Vaccari foi acusado de ter intermediado pagamento de R$ 2,4 milhões à Editora Gráfica Atitude, em duas parcelas de R$ 1,2 milhão, a pedido do PT. O pagamento foi feito pelas empresas Setec e SOG Óleo e Gás, ambas do empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos primeiros delatores da Lava Jato.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), que apresentou a denúncia à Justiça, o valor foi pago à gráfica entre 2010 e 2013, por meio de contratos de prestação de serviços. Nesses contratos, a gráfica supostamente prestou serviços à campanha do PT, em 2010.

Conforme a decisão, Vaccari deverá cumprir seis anos, seis meses e 22 dias de reclusão e arcar com 164 dias-multa. Já Duque, deverá permanecer detido por quatro anos, oito meses e sete dias e pagar 117 dias-multa.

Ambos também deverão arcar com um valor indenizatório à Petrobras para reparar os danos estimados em R$ 2,4 milhões. “Devem incidir atualização monetária e juros moratórios, à taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos”, determina Bonat. O juiz, no entanto, estabelece que, como não havia prisões instrumentais em relação aos réus, ambos poderão recorrer da sentença em liberdade.

“As circunstâncias devem ser valoradas negativamente em razão de que a lavagem, no presente caso, envolveu especial sofisticação, com a utilização de recursos criminosos para a celebração de contratos ideologicamente falsos a fim de propiciar o repasse de valores ilícitos ao destinatário final, conferindo a eles uma aparência de lícito”, escreve Bonot a respeito da prática criminosa.

Os casos que resultaram na condenação de Duque e Vaccari estão relacionados a dois contratos celebrados entre gráficas, com o objetivo de ocultar R$ 2,4 milhões, em duas partes de R$ 1,2 milhão, cada uma correspondendo a um dos contratos celebrados.

Fonte: R7

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